Episódios de separação parental e a complicada adolescência

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notícias das Caldas
|D.R.

A separação conjugal é sempre mais difícil quando existem filhos. E quando estes filhos estão na adolescência? Bom, neste caso, habitualmente o problema ganha contornos mais complicados.

Entre os 3 e os 5 anos, as crianças podem ser particularmente vulneráveis, tendendo à regressão. A partir da entrada na escola primária, é frequente a demonstração de indiferença.
Os adolescentes são mais conscientes, podem sentir a falta dos pais na formação da identidade, apresentando dificuldade em aceitar a situação imposta, questionando a autoridade com rebeldia excessiva e aversão às regras e limites.
Na fase crucial da sedimentação da identidade, a quebra da relação parental fá-los duvidar de valores como a confiança básica, a lealdade, a estabilidade das relações. Obrigados a amadurecer rapidamente, estes jovens podem apresentar desajustes psicológicos e emocionais. Geralmente sentem-se diferentes do grupo de amigos, tendem a isolar-se e a um controlo excessivo de si e das suas emoções.
Qual o objetivo? Ocultar a vergonha, neutralizar a ansiedade e sondar os limites da nova construção familiar.
Estudos revelam que, fundamentalmente no sexo feminino, pode haver tendência ao início da vida sexual precoce pela necessidade de encontrar um laço afetivo exterior; enquanto que nos rapazes é frequente a quebra do rendimento escolar e a propensão para o início da delinquência juvenil no extremo da exteriorização da dor – alcoolismo, drogas, para se sentir aceite e idealizado no grupo de pares.
Os pais devem reforçar o facto de que serem filhos de pais separados não é motivo de vergonha e que estarão sempre disponíveis a apoiar os filhos nas dificuldades inerentes à adaptação a uma nova estrutura familiar, proporcionando espaço e tempo para que sejam colocadas todas as questões que pairam na cabeça dos nossos pequenos-adultos.


Boas férias!!!