Escoliose, patologia silenciosa

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Gazeta das Caldas

A escoliose representa hoje em dia um problema de saúde publica que afeta 2% da população mundial, maioritariamente crianças e jovens, que nos deve trazer alguma inquietação, estar atento aos sinais e não perder tempo em procurar um diagnóstico. A escoliose por norma é uma patologia silenciosa que se pode agravar rapidamente e cujo diagnóstico se vê dificultado por maioritariamente não produzir dor. A coluna vertebral constitui um eixo central de primordial importância para o equilíbrio estático e dinâmico bem como desempenha funções importantíssimas; manter a estrutura do corpo e permitir a mobilidade, proteger a espinal medula, amortecer o peso e os impatos, que a sujeita a um desgaste e envelhecimento natural o que acarreta per si o aparecimento de patologias várias ao longo da vida.

Não sendo fisiologicamente reta, qualquer alteração postural implica um desequilíbrio funcional de todo o corpo, já que não sendo um segmento isolado cuja perturbação se confine a ela mesma, as suas ligações aos músculos, tecidos e relação direta com toda a enervação que alimenta órgãos e sistemas, confere à coluna vertebral um papel relevante para a saúde. Deste modo uma escoliose, que se apresenta como uma curvatura anormal para o lado, acarreta uma desordem no equilíbrio estático e dinâmico, obrigando músculos e articulações a uma sobrecarga mecânica, dando origem a outras lesões osteoarticulares e perturbação no funcionamento de órgãos. Existem vários tipos de escoliose, sendo a mais comum a escoliose idiopática, que constitui 70% dos casos para a qual não se definem causas aparentes, havendo contudo fatores que potenciam o seu desenvolvimento tais como: assimetrias de força muscular pela prática de alguns desportos; hábitos posturais incorretos; perda de mobilidade num dos segmentos da coluna; fragilidade muscular; stress emocional e psicológico… Uma avaliação clínica feita por um especialista para diagnóstico precoce será de todo fundamental para se iniciar o processo terapêutico mais adequado à situação. Em função do posicionamento das vertebras podemos definir dois estadíos escolióticos, uma simples postura escoliótica ou uma escoliose verdadeira em que os corpos vertebrais já apresentam rotação e que exige intervenção imediata e vigilância.
Para a recuperação da escoliose é necessário uma intervenção especifica e adaptada, que permita uma reeducação da coluna através de exercícios ortostáticos e dinâmicos, que favoreçam uma reaprendizagem completa do esquema corporal (mobilidade, tonús e flexibilidade de cadeias musculares), que se recupere a noção de verticalidade e se modifiquem padrões posturais nocivos. Em último caso, o tratamento cirúrgico está reservado a curvaturas progressivas sem resposta a nenhuma terapêutica. O tratamento da escoliose é essencial, uma vez que não representa só uma patologia no plano físico, mas que interfere ao nível da estética corporal, com influencia na autoestima do doente que não deve ser subestimada.
O inicio do ano letivo levanta sempre preocupação e questões associadas ao inevitável excessivo peso de mochilas escolares e suas consequências nefastas para a saúde da coluna vertebral, é claro que continua a ser uma temática sobre a qual muito se fala e se definem algumas estratégias para minimizar as consequências, mas na pratica o problema persiste sem solução. Compete aos pais uma maior atenção e escuta de sintomas que possa evidenciar alguma patologia e recorrer de imediato a um médico. Em Caldas da Rainha dispomos de intervenção em exercício terapêutico ( pela abordagem hipopressiva/ pilates clínico, especialmente destinado a casos de escoliose juvenil, cujos resultados na sua reversão e melhoria do padrão escoliótico tem sido de sucesso, e devidamente comprovada a sua eficiência na avaliação de rotina pelos médicos especialistas que acompanham os nossos alunos, consulte o grupo “ginástica abdominal hipopressiva,Caldas da Rainha/Óbidos” no facebook.

Profª Maria Céu Fandinga