CLN quer recuperar espírito inicial

CLN está a ser preparado e há a intenção de apostar mais na vertente artística do evento

A Molda – espaço da antiga Fábrica Bordalo Pinheiro que foi adquirido pela autarquia -, acolheu, a 25 de fevereiro, iniciativas Pré-Caldas Late Night. Gazeta das Caldas foi ver como se está a organizar o evento artístico que mobiliza a cidade e que este ano decorrerá nos dias 4,5 e 6 de junho, uma semana mais tarde do habitual. A organização respondeu de forma positiva ao pedido feito pela autarquia pois a data inicial “coincidia com outras iniciativas, uma delas de caráter religioso”, explicaram Inês Silva, Beatriz Coelho e David Coutinho, elementos da organização do CLN 2026.

As atividades tiveram como mote angariar fundos para a realização do evento e contou com a realização do workshop “lá vai zine!” de criação de zines usando material reciclado do CLN dos anos anteriores (cartazes, tecidos,etc) uma roda de conversas sobre o CLN, uma Jam Session e a projeção de um vídeo compilado de momentos do CLN de anos anteriores.

No final do serão foi feita a votação da identidade gráfica do CLN deste ano.

Não faltou comida, sem esquecer as opções vegan, além de uma after-party com música e Dj’s no Malaica.

O evento pré-Caldas teve o nome “Contrações”, pois a iniciativa está a ser preparada com meses de antecedência. Esta edição está a ser organizada por alunos de vários cursos da ESAD.CR e não lhes faltam ideias para angariar fundos, desde a venda de merchadising, de rifas e até um sorteio da tatuagem da famosa casinha, símbolo do CLN. À venda estiveram cartazes de edições anteriores, stickers, pin’s, brincos, tatuagens temporárias e roupa.

“Comprámos roupa em segunda mão e fizemos impressões em serigrafia na ESAD.CR. Todas as peças são únicas”, explicaram os jovens.

Foram ainda produzidos desdobráveis que dão a conhecer o que é o evento, com algumas explicações dirigidas a quem quer participar. “Hoje é mais complicado conseguir a participação nas casas dos estudantes pois é difícil obter autorização dos senhorios para fazer as intervenções”, disseram os organizadores.

“Quem faz o Caldas é sempre quem nele participa”, disseram as organizadoras, acrescentando que têm a intenção de voltar a apostar na vertente artística apostando de novo na realização de exposição e de performances.

“O Caldas serve para dar a conhecer os trabalhos artísticos”, explicaram Inês Silva e Beatriz Coelho, acrescentando que a componente de festa e de concertos não faltará este ano.

Na organização estão cerca de 20 pessoas e, para além dos alunos da ESAD.CR, que são de vários cursos, há também estudantes do secundário e autores da região.

A identidade visual do evento será dada a conhecer ao público em breve e a open call para a participação do CLN deverá abrir na segunda semana do mês de março.
“Já estamos a receber pedidos de participantes das Caldas e também de fora”, contaram os responsáveis que já tiveram sessões de esclarecimento para dar a conhecer o que é o CLN que decorre há mais de 30 anos nas Caldas da Rainha, por iniciativa dos estudantes da ESAD.CR.

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