
A Nazaré está nas bocas do mundo e por um motivo de peso. O surfista Garrett McNamara pôs a vila piscatória a ser falada em todo o lado depois de ter surfado na Praia do Norte, a 1 de Novembro, “a maior onda de sempre”. (more…)


A Nazaré está nas bocas do mundo e por um motivo de peso. O surfista Garrett McNamara pôs a vila piscatória a ser falada em todo o lado depois de ter surfado na Praia do Norte, a 1 de Novembro, “a maior onda de sempre”. (more…)


Foi a norte do distrito que o mau tempo, que se fez sentir na tarde do passado domingo, 13 de Novembro, causou mais estragos, mas também nas Caldas da Rainha os bombeiros voluntários não tiveram descanso. (more…)


Além desta casa, situada de frente ao IPO, em Lisboa, a associação possui outra em Coimbra e prevê abrir em breve uma terceira no Porto.


























As primeiras 15 pessoas que se dirigirem à bilheteira do CCC com uma edição deste jornal, podem trocá-lo por um bilhete para o concerto.
















Dentro de dois anos o edifício térreo, com um total de 1.887 metros quadrados de área total de construção, deverá estar concluído. E desde já fica a promessa de que este “não vai ser um obstáculo visual na Natureza em que está inserido”, garantiu Luís Rodrigues, o coordenador-geral do CEERIA.
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O Centro de Actividades Ocupacionais terá capacidade para “30 pessoas muito condicionadas do ponto de vista da mobilidade” e foi pensado para permitir “o seu bem-estar, a sua dignidade e a qualidade de vida”. Ali vão ficar as salas de intervenção terapêutica e uma sala de Snoezelen (um espaço que estimula os sentidos recorrendo às capacidades sensoriais, e não intelectuais, dos utentes), espaços para musicoterapia, massagem e fisioterapia, hidroterapia e ginásio, entre outros.
Já o lar vai receber 24 utentes, divididos em duas alas. Aqui existirá ainda o refeitório, a lavandaria, os gabinetes administrativos e de atendimento e a zona técnica e de armazém.
Para o presidente do CERRIA, José Belo, o edifício agora em construção vem dar resposta a uma “necessidade há muito sentida” que é “a obra do CEERIA, não da actual administração, mas de todas as anteriores e também da comunidade alcobacense”.
Orçada em 1,6 milhões de euros, a empreitada tem uma comparticipação de cerca de 60% de fundos comunitários. O restante montante terá que ser assegurado pelo Ceeria, sendo que a Câmara de Alcobaça já prometeu apoiar a obra. A instituição vai levar a cabo uma campanha de angariação de fundos e José Belo deixou já a promessa de “rigor e total transparência” na aplicação das verbas conseguidas junto da comunidade.
NÃO BASTAM BOAS INSTALAÇÕES PARA A INCLUSÃO SOCIAL
À sociedade civil o presidente da direcção do CEERIA deixou ainda um outro apelo. É que “a integração social das pessoas com deficiência decorre no seio da comunidade. As boas instalações são fundamentais, mas estão longe de serem suficientes na inclusão”, que em Alcobaça “tem sido um caso de sucesso”, afiançou José Belo.
E não é só na inclusão de pessoas com deficiência que Alcobaça recebe nota positiva. A cobertura de equipamentos sociais, com taxas muito elevadas, foi também salientada pelo director do Centro Distrital de Segurança Social de Leiria, Fernando Gonçalves. Um aspecto de louvar, mas que dificultava a candidatura do lar do CEERIA a fundos comunitários, que dão prioridade às zonas mais necessitadas.
Mas “a área da deficiência deve estar à margem, porque são situações especiais que devem ser encaradas de forma especial”, considerou o responsável, que reconheceu “o extraordinário trabalho, a competência e o mérito” do CEERIA. E por isso, “a Segurança Social não fez mais do que cumprir a sua obrigação” quando ajudou a instituição a receber apoios no âmbito da Medida de Apoio à Segurança de Equipamentos Sociais.
Paulo Inácio, presidente da Câmara de Alcobaça, também partilha da mesma opinião, considerando que “a Câmara está a fazer o seu dever” ao ajudar esta obra a tornar-se realidade. Uma obra que vem reforçar a rede social do concelho, na qual Paulo Inácio acredita que autarquia e Sociedade Civil estão “a assumir grandes desafios”, fundamentais para que se respondam às necessidades sociais.
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Esta não é a primeira vez que a autarquia nazarena lança um alerta sobre as condições em que se encontram os que dependem das pescas para viver, sobretudo depois do aumento dos descontos do sector para a Segurança Social, com uma nova fórmula de cálculo que entrou em vigor no início do ano. Já em Março passado, o executivo camarário tinha considerado que esta nova fórmula se traduzia no “aumento das dificuldades para os pequenos empresários da pesca local e costeira, que não têm condições para suportar os pagamentos mensais” e pedia a revogação do regime contributivo que, defendia, “vai agravar a pobreza” da classe piscatória e ter um impacto negativo na economia local.
Na altura, os autarcas nazarenos defenderam “um regime de previdência idêntico ao que vigorava antes, com incidência nos valores de pescado vendido em lota (DOCAPESCA) para os pequenos empresários da pesca local e costeira”. Outra hipótese sugerida passava por “um regime de previdência facultativo enquadrado no sistema de descontos efectuados em lota, idêntico ao que vigorava anteriormente, de 10% sobre o valor bruto vendido em lota”.
Os alertas parecem ter sido ouvidos, dado que no Orçamento de Estado para 2012 está contemplada a revogação do regime contributivo em vigor desde o início do ano, com a equiparação contributiva das tripulações que constam do rol de tripulação. Caso o Orçamento seja aprovado, os proprietários das embarcações de pesca costeira e local voltam a descontar para a Segurança Social um total de 10% do valor global vendido em lota. O regime de equiparação é ainda extensivo aos apanhadores de espécies marinhas e aos pescadores apeados, que vêem também reposto o regime de desconto em lota.
Enquanto o Orçamento de Estado não é aprovado, a autarquia nazarena salienta ainda a “necessidade de regulação dos preços da primeira venda do pescado em lota”, cujos baixos valores “colocam em risco a continuação da actividade”. No pedido de audiência a Miguel Relvas, aprovado por unanimidade na reunião do executivo camarário realizada a 17 de Outubro, são ainda apontados “os elevados preços praticados pelo IPTM – Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos nas rendas de armazéns, ao encalhe das embarcações para reparação e os descontos do pescado, as taxas cobradas pela Autoridade Marítima sobre as vistorias e os custos com a informatização dos diários de bordo nas embarcações” como estrangulamentos à sustentabilidade de um sector que tanta tradição e importância tem na vila.
Município quer mais justiça nas transferências do Estado
A Câmara da Nazaré quer que os critérios das transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF) dos municípios sejam revistos, passando a obedecer à população que cada município serve e não à população residente, como agora acontece. A vontade foi expressa numa proposta aprovada em reunião de executivo camarário, onde a autarquia refere em comunicado que “a população média anual que utiliza o concelho é de acordo com o parque habitacional, 2,2 vezes a população residente, ou seja, 33.468 habitantes, e não 15.068 habitantes, com base nos quais o Município da Nazaré tem vindo a receber as transferências do FEF”.
Jorge Barroso, presidente da autarquia, tem procurado sensibilizar várias entidades para a realidade do seu concelho, sem ter obtido sucesso. Mas contas feitas, e tendo como base os cálculos em vigor “as transferências de FEF são negativas em mais de 1,3 milhões de euros por ano, sendo muito inferiores ao que deveriam ser”. Trata-se de um “montante muito significativo e um valor que urge corrigir para cumprir com a equidade, coesão territorial e justiça relativa, condição essencial para poderem existir normas para o Município da Nazaré iguais às dos restantes municípios”, lê-se na proposta.
Reclamando a atribuição de um valor “mais justo”, o autarca salienta que “o concelho da Nazaré tem uma população de 15.000 habitantes, mas investiu em infra-estruturas e equipamentos como se tivesse, pelo menos, 60.000 habitantes”. E é precisamente esta situação que tem criado dificuldades financeiras à autarquia, que “não são necessariamente resultado de uma má gestão, mas sim o resultado de um investimento que dê resposta a uma população 4 ou 5 vezes superior às transferências de Estado”, que torna “inevitável que o município não apresente bons resultados financeiros”.
O alerta da autarquia nazarena surge numa altura em que a proposta de Orçamento de Estado para 2012, ainda em discussão, prevê uma redução de cerca de 6% do montante que o Estado vai transferir para o Fundo de Equilíbrio Financeiro dos municípios. Está prevista a transferência de 1,75 mil milhões de euros, quando a contribuição do ano passado foi de 1,86 mil milhões de euros.
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