Golo made in Marinha dá vantagem sobre o Lusitano

Empate a um golo serviu o Caldas, que garantiu vantagem no confronto direto sobre os alentejanos

A corda do relógio para esta edição da Liga 3 começa a esgotar-se e o Caldas continua numa posição segura. A vitória poderia ter deixado a manutenção praticamente garantida, mas o empate também não foi mau, deixa o Caldas em segundo lugar com quatro jornadas por disputar e vantagem no confronto direto com o Lusitano.

João Aguiar tem sido criativo a montar o xadrez alvinegro de partida para partida e reservou mais algumas surpresas para a abertura da segunda volta desta segunda fase. A maior surpresa desta vez esteve na baliza. Duarte Almeida já tinha sido o keeper caldense nos jogos da Taça de Portugal, o técnico decidiu premiá-lo pelo bom trabalho e dar-lhe a estreia na Liga 3. Mais para a frente, Gonçalo Barreiras jogou mais encostado à direita, após ter surgido na primeira volta na posição 9 que agora é de João Vieira, enquanto no meio a surpresa foi a saída de Filipe Oliveira, que ficou no banco e foi opção apenas para a segunda parte.

O Caldas até entrou bem. Como tem sido apanágio da equipa de João Aguiar, a fazer da pressão ofensiva um dos seus principais argumentos. Mas do domínio não chegou grande perigo.

Já no sentido inverso, na primeira descida a sério, o Lusitano marcou. De bola parada, um livre lateral no qual Cassiano se elevou melhor e bateu Duarte Almeida sem apelo.

Foi assim o jogo do Lusitano, a procurar explorar espaço nas costas da defesa caldense, que ainda sentiu mais alguns calafrios na primeira parte, todos resolvidos pelo jovem guardião.
Ainda assim, ao golo o Caldas reagiu bem e o futebol de ataque surtiu efeito ao minuto 17. Ala esquerda sempre muito ativa, desta vez com Zé Gata e David Lopes. Foi do lateral que na época passada chegou à Mata vindo do Marinhense o cruzamento para João Vieira, que fez o mesmo percurso já neste inverno, rodopiar sobre o central Cassiano e ajustar as próprias contas com o central e as do Caldas com o Lusitano. Novidade o Caldas sofrer primeiro, não era, mas foi ter conseguido recuperar da mesma ainda na primeira parte.

Na segunda parte, João Aguiar aproximou o 4-2-3-1 de um 4-3-3 mais puro para equilibrar as forças com o meio-campo do Lusitano. Na fase inicial, mesmo assim, ainda foi dos eborenses a melhor ocasião para voltar à vantagem, numa perdida de Dida.

Depois cresceu o Caldas, como tem sido hábito nas segundas partes, mas desta o esforço final não teve recompensa.

A quatro jornadas do fim, o Caldas está seguro, mas tem três dos jogos fora, pelo que nada está ainda resolvido.

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