Author: Fátima Ferreira

  • Polícias motards trouxeram imagem  do Arcanjo S. Rafael da Galiza às Caldas

    Polícias motards trouxeram imagem do Arcanjo S. Rafael da Galiza às Caldas

    A imagem foi levada em procissão da praça 25 de abril até à igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde permanecerá até 11 de setembro

    Foi em ambiente de festa que a imagem do Arcanjo São Rafael, pertença dos Polícias Moteros Lagoa de Cospeito – Lugo (Espanha), foi recebida nas Caldas da Rainha no passado domingo, 8 de agosto.
    A receção foi organizada pelo Grupo Motard São Rafael, que participou na procissão e depositou a imagem na igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde permanecerá até ao próximo dia 11 de setembro.
    Perto de seis dezenas de motards juntaram-se na praça 25 de Abril, onde dispuseram as motos. O andor com o santo foi, depois, transportado por policiais, que se revezaram dois a dois (mantendo sempre as distâncias de segurança), até ao altar da igreja, onde decorreu a eucaristia.
    Tendo em conta as restrições impostas pela pandemia, apenas dois elementos do grupo entraram no templo para participar na celebração.
    Esta é a terceira vez que a imagem do Arcanjo S. Rafael, criada pelo escultor de Ferrol, Rafael Nadales, está em Portugal. Nas duas primeiras vezes, a imagem do padroeiro dos motociclistas viajou da Galiza até à Nazaré, numa missa em homenagem ao pároco José Fernando, também ele motard (que se encontrava doente) e, posteriormente, pelo 20º aniversário do motoclube de profissionais da PSP. Agora foi trazida pelo polícia motard caldense Rogério Coelho no seguimento da sua visita a Santiago de Compostela, integrado na comitiva da Rota Franciscana da MotoforPeace, uma expedição de 4.050 quilómetros de mota, entre o Vaticano e a cidade do Apóstolo.

    Caldas recebe, em setembro, o evento que assinala o 25º aniversário dos grupos motards policiais

    Evento em setembro
    A imagem de S. Rafael Arcanjo irá participar no XXV aniversário de confraternização dos grupos motards policiais, que decorrerá nas Caldas da Rainha entre os dias 9 e 12 de setembro e incluirá diversas visitas culturais na região (embora limitadas pela pandemia) e uma missa campal junto ao Santuário do Senhor da Pedra.
    A cidade das Caldas foi escolhida para assinalar esta data porque foi nesta cidade que nasceu o primeiro motoclube policial, registado na Conservatória e com estatutos próprios, englobando elementos da PSP, GNR, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e da Polícia Judiciária, embora houvesse “já elementos que se juntavam para confraternizar, mas não havia nada organizado”, lembra Rogério Coelho, sócio fundador deste motoclube. Mais tarde houve outros motoclubes que acabaram por se legalizar, entre eles o dos profissionais da PSP, do qual o polícia caldense é também sócio e presidente.
    Este ano, o polícia motard decidiu fazer um “convívio com todos quantos, ao longo destes 25 anos, têm feito algo pelo movimento motard policial”, explicou à Gazeta o organizador do evento, que contará com a presença de cerca de duas centenas de amantes das duas rodas. ■

  • Em Óbidos há um baloiço com vista panorâmica

    Em Óbidos há um baloiço com vista panorâmica

    Situado no miradouro da Serrinha de Cima, na Rua do Castelo, o baloiço permite uma vista privilegiada sobre a vila

    Um baloiço em madeira, com capacidade para duas pessoas, permite momentos de descanso com uma vista panorâmica sobre o burgo, tirar fotografias ou mesmo desenhar a paisagem que dali se vislumbra. Instalado há pouco mais de uma semana no miradouro da Serrinha de Cima, na Rua do castelo, o baloiço de madeira está já a tornar-se numa atração turística, com os visitantes a procurá-lo e a partilhar as fotografias nas redes sociais.
    Trata-se de uma iniciativa da empresa municipal Óbidos Criativa, que contou com o apoio da Câmara de Óbidos e dos Segredos de Óbidos. A base permite que duas pessoas estejam sentadas em simultâneo, proporcionando aos visitantes um momento de descontracção em sintonia com o espaço envolvente, dentro do perímetro muralhado.

    “Estamos a dinamizar várias iniciativas em conjunto com os Segredos de Óbidos para atrair turistas nacionais e estrangeiros”

    “Este baloiço é o primeiro de uma rota panorâmica que irá abranger todas as freguesias ”

    Margarida Reis

    De acordo com a vereadora com o pelouro da Saúde e Bem-Estar, Margarida Reis, o baloiço foi criado inicialmente para integrar a Vila Natal, que não se realizou devido à pandemia. Recentemente, em conversa com os empresários que dinamizam o projeto Segredos de Óbidos, decidiram avançar com aquele que é o primeiro de uma rota panorâmica que deverá ser criada pelo concelho, abrangendo todas das freguesias.
    Esta rota já foi submetida a uma candidatura para apoios, mas independentemente dos resultados, a autarca pretende avançar com a sua concretização. Alguns já estão a ser preparados, como é o caso do baloiço que será colocado no Parque da Vila e a rota irá abarcar todo o território do concelho, desde a zona das praias à de serra, com a instalação destes equipamentos de fruição em locais estratégicos.
    “Estamos a dinamizar várias iniciativas, em conjunto com os Segredos de óbidos para ver se chamamos visitantes nacionais e estrangeiros”, disse a autarca, realçando tratar-se de uma mais valia, tendo em conta que fica situado no coração da vila e que permite várias vistas interessantes, consoante o ângulo. O baloiço #Óbidos pode ser encontrado através das coordenadas: 39°21’45.3”N 9°09’21.1”W.
    De acordo com Margarida Reis, já foram feitas diligências para integrar este equipamento na rota dos baloiços do Turismo do Centro, que já contém mais de 30 baloiços situados em pontos altos de vários concelhos. No Oeste, integram esta rota o Baloiço da Ladeira, no Sítio da Nazaré, e o Baloiço da Serra de Todo o Mundo, no Cadaval. ■

  • Fruta e animação de mãos dadas no Parque

    Fruta e animação de mãos dadas no Parque

    O Parque D. Carlos I recebe, pela primeira vez, o evento “Há Fruta no Parque”

    Parte do Parque D. Carlos I estará transformada num mercado de fruta, entre 19 e 22 de agosto, com o objetivo de incentivar e impulsionar a compra de produtos frutícolas aos produtores da região oeste.
    Dispostos pela zona do parque de merendas estarão vários expositores de frutas, legumes e derivados, pastelaria e doçaria, comércio agrícola e artesanato. Haverá também com concertos (em dois palcos distintos), animações itinerantes, showcookings e ainda um espaço infantil com várias atividades.
    A zona de mercado (expositores) é gratuita, apenas sujeita a controlo de lotação, funcionando entre quinta-feira e sábado entre as 17h00 e as 23h00 e no domingo, entre as 10h00 e as 20h00.
    Para além de programação itinerante e outras atividades, a programação do Há Fruta no Parque inclui os projetos “À mesa também se canta” e “Portugal Acústico”, que resultam de uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Centro – Programação Cultural em Rede. No primeiro caso, integra os municípios de Marinha Grande, Bombarral e Caldas, tendo como objetivo conjugar património cultural com gastronomia, juntando a música aos pratos típicos da região. Entre os espetáculos que o compõem estão o “Mais ouvidos que barriga”, com a atuação das fadistas Idília Pedrosa e Silvina Pereira e “Cantar à mesa dos Chefs”, que juntará Rita Guerra e o Chef Chakal, e João Só e o Chef Rui Paula. Estes espetáculos decorrerão no palco 2 e a reserva de bilhetes pode ser feita pelo link https://billetto.pt/users/a-mesa-tambem-se-canta.
    Já o projeto “Portugal Acústico”, que integra os municípios de Arruda dos Vinhos, Marinha Grande e Caldas da Rainha tem como objetivo dar a conhecer e integrar o património natural, cultural, as tradições e gastronomia da região.Entre os espetáculos que o compõem estão os “Acústicos Improváveis”, em que Rui Lucas convida a banda Black Tinto e os Acordes no Páteo, ambos no Palco 2. Ao palco principal subirão Carolina Deslandes e Nuno Esperto, com “Fusão Acústico”, e Cláudia Pascoal e Fernanda Paulo, com “Só Acústico”. O link para reserva dos bilhetes é https://billetto.pt/users/portugal-acustico.
    Os espetáculos e atividades inseridos no “À mesa também se canta” e “Portugal Acústico” são gratuitos, estando sujeitos à reserva de bilhete através do link associado a cada projeto. A reserva é limitada a dois bilhetes por pessoa.
    O evento contará também com a atuação da Big Band da Nazaré e FF, com um repertório baseado nas grandes canções de Frank Sinatra, Michael Bublé e Tony Bennett. O concerto contará com a participação da cantora caldense Júlia Valentim. A reserva de bilhetes pode ser feita através do link https://billetto.pt/users/portugal-acustico. ■

  • Quando o sono só chega mesmo fora de horas

    Quando o sono só chega mesmo fora de horas

    Psicóloga deixa algumas indicações para melhorar o sono e o descanso de crianças com perturbação do espectro do autismo (PEA)

    A Maria tem 7 anos e uma perturbação do espectro do autismo (PEA). É uma menina alegre, mas chega à escola com sono e a professora queixa-se que ela está muitas vezes distraída e que se irrita facilmente. Quando regressa a casa adora ver vídeos no YouTube e fica tão absorvida que há sempre conflitos quando chega a hora do banho, pois não quer parar o que lhe dá prazer. Quando chega a hora de deitar não tem sono e tenta adiar o deitar até a mãe se deitar a seu lado. O exemplo é dado por Mafalda Leitão, psicóloga pós-graduada em Ciências do Sono, para ilustrar o desafio que é para muitas famílias uma criança dormir “a noite toda”, sobretudo quando têm uma PEA.
    A especialista defende que é necessário desenhar uma higiene do sono à medida destas crianças, apostando em manter o horário de deitar e acordar regular durante toda a semana, até nas férias (aqui pode haver um ligeiro ajuste de cerca de 1h face ao horário habitual). É também importante que possam tomar o pequeno-almoço perto de uma janela, para que a luz do sol reduza a melatonina de dia e, ao entardecer, estruturar as rotinas para evitar discussões e que a criança fique demasiado excitada.
    Mafalda Leitão considera que rotinas claras e bem definidas ajudam a perceber o que vai acontecer a seguir e reduzem conflitos e que é importante atender aos estímulos ambientais que podem incomodar ou excitar a criança, como é o caso do barulho e da luzes.
    Os rituais para adormecer são geralmente o que leva os pais a procurarem ajuda especializada, pelo que, de acordo com a psicóloga, o ideal é que estes possam ser feitos sem a presença ou desconforto de terceiros, pois vão ser necessários ao adormecer e durante a noite.
    De acordo com Mafalda Leitão, nas PEA “não há receitas mágicas” e, nessa medida, encontrar forma de ajudar as crianças a descansar nem sempre é fácil. Mas é possível. ■

  • Caldas deseja boa sorte a atleta paralímpica

    Caldas deseja boa sorte a atleta paralímpica

    Beatriz Monteiro representa Portugal na competição de Para Badminton, modalidade que se estreia nos Jogos Olímpicos

    Beatriz Monteiro, de 15 anos, natural de Sintra e há um ano a residir nas Caldas, é a primeira atleta a representar Portugal na modalidade de Parabadminton nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que decorrem entre 24 de agosto e 5 de setembro.
    A jovem, que integra a Unidade de Apoio ao Alto Rendimento (UAARE) na Rafael Bordalo Pinheiro, está a “concretizar um sonho” e mostra-se empenhada em “representar Portugal da melhor maneira” e a divertir-se ao máximo. O facto de ser a primeira atleta a competir nesta modalidade nos jogos Paralímpicos acarreta uma “pressão positiva” e incentiva-a a concretizar os sonhos futuros, revela a atleta, que começou a praticar badminton aos 9 anos, no desporto escolar.
    Na passada segunda-feira, Beatriz Monteiro foi recebida na Câmara das Caldas, numa cerimónia prévia da sua participação nos Paralímpicos de Tóquio.
    A iniciativa, que pretendeu exaltar a importância do desporto, em particular do desporto inclusivo, foi dinamizada pelo município das Caldas em colaboração com o Comité Paralímpico de Portugal. Marcaram presença, além dos autarcas, representantes do Comité Paralímpico de Portugal, Federação Portuguesa de Badminton e do Projeto UAARE. Os oradores destacaram a relevância do desporto na qualidade de vida dos cidadãos e lembraram a importância do desporto escolar, assim como das famílias na motivação destes jovens.
    O triatleta olímpico João Pereira marcou presença na cerimónia e o seu desempenho foi realçado pelos oradores. “Ao estar aqui, João Pereira demonstra que tem perfil para ser atleta de alto rendimento em Portugal”, destacou Vitor Pardal, responsável pelo projeto UAARE, salientando que, independentemente dos resultados alcançados, não se esquece das suas responsabilidades éticas e como exemplo aos outros.
    Vítor Pardal realçou ainda os “resultados extraordinários” das UAAREs das Caldas, ao nível do desempenho académico, acima da média nacional. O dirigente enalteceu a articulação entre as várias entidades para a obtenção destes resultados e defende que o programa é estratégico para as Caldas, pois apoia atletas de nove modalidades.
    O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, lembrou que, recentemente, ocorreu uma cerimónia idêntica, antes da partida dos atletas João Almeida e João Pereira para Tóquio, e destacou a prestação de ambos nos Jogos. Referindo-se ao triatleta, lembrou que vinha de uma lesão difícil e mostrou-se convicto de que deu o seu melhor no Japão, deixando-lhe uma palavra de amizade e de agradecimento por representar as Caldas e o país, tal como acredita que o fará Beatriz Monteiro.
    A atleta paralímpica, chefe de missão e Comité Paralímpico de Portugal, receberam uma ilustração, da autoria do artista caldense, Bruno Reis (Mantraste). ■

  • A “Alma dos Moinhos” em exposição na Amoreira

    A “Alma dos Moinhos” em exposição na Amoreira

    Encontra-se patente, no Espaço do Cidadão da Amoreira (antiga Escola Primária, situada na Rua dos Arrabaldes nº 10), uma exposição de fotografias dos irmãos Pedro Inácio e Carlos Inácio, que dão a conhecer o património relacionado com os moinhos.
    A mostra, intitulada “A Alma dos Moinhos”, inclui imagens de diversos exemplares deste tipo de património, muito dele em estado de degradação.
    Existem, contudo, alguns bons exemplos de salvaguarda, como destaca o historiador e museólogo António Nabais, referindo-se a um moinho localizado na freguesia da Amoreira e recuperado pela família Hipólito.
    Aquele especialista salienta que a mostra, que pode ser visitada mediante marcação, “para além do sentimento artístico das imagens, pode funcionar como as buzinas ou búzios dos moinhos de vento (objetos normalmente de barro amarrados às trovadoiras), produzindo sons capazes de alertar os responsáveis para o estado geral do nosso património cultural”.
    Na opinião do historiador “urge” olhar para todo este património de uma forma diferente. “Toda essa herança deve ser encarada como um bem para o desenvolvimento económico e cultural do país”, defende.
    Também a presidente da Junta de Freguesia da Amoreira, Vanessa Rolim, destaca a herança patrimonial de azenhas e moinhos, que existe na freguesia e lembra que um desses moinhos, em pleno funcionamento, abre portas todos os anos para assinalar o Dia Nacional dos Moinhos Abertos, com várias atividades.
    Entretanto, foi também implementada, recentemente, a rota dos moinhos, integrada na Rede de Percursos Pedestres do Município de Óbidos. Passando por diversos locais da aldeia, este percurso destaca o trilho da Serra da Amoreira, com os seus moinhos e paisagem. ■

  • Cadaval aprova regularização prestacional de dívidas para famílias do concelho

    Cadaval aprova regularização prestacional de dívidas para famílias do concelho

    A autarquia do Cadaval aprovou, na reunião de 3 de agosto, a possibilidade de regularização de dívidas respeitantes a bens essenciais e serviços fornecidos às famílias em 2020 e 2021, mediante plano de pagamento até 31 de dezembro. Estes referem-se essencialmente às faturas de água e de todos os serviços de apoio à família prestados pela edilidade no âmbito da educação.

    De acordo com nota de imprensa, a autarquia teve por base não só as suas atribuições legais neste domínio, como a necessidade de continuar a garantir, durante o ano 2021, as medidas temporárias de apoio que visam ajudar as famílias a suportar o impacto social e económico da pandemia Covid-19. Devido ao facto de não se poder interromper, por falta de pagamento, o fornecimento de bens essenciais até 30 de junho de 2021, registam-se casos de acumulação de dívidas por parte de algumas famílias, que poderão agora regularizar a situação no Balcão Único de Atendimento da Câmara Municipal, fazendo o requerimento do referido plano prestacional.

     

  • Óbidos tem um baloiço panorâmico com vista sobre a vila

    Óbidos tem um baloiço panorâmico com vista sobre a vila

    O Miradouro da Serrinha de Cima, na Rua do Castelo, dentro do perímetro muralhado de Óbidos, tem agora um baloiço panorâmico. Trata-se de uma iniciativa da empresa municipal Óbidos Criativa – com o apoio da Câmara e dos Segredos de Óbidos – a qual colocou um baloiço em madeira num local estratégico, com uma vista panorâmica sobre a vila. A base permite que duas pessoas estejam sentadas em simultâneo, proporcionando aos visitantes um momento de descontracção em sintonia com o espaço envolvente.

  • Mário Tavares estuda conflitos sociais na região por causa do arroz

    Mário Tavares estuda conflitos sociais na região por causa do arroz

    Novo livro aborda proliferação da cultura do arroz, a partir de meados do século XIX, e as suas consequências

    A legislação liberal de 1834, que determinou a passagem à Fazenda Nacional, e posterior venda, dos bens da coroa e de outras instituições, refletiu-se bastante no concelho de Óbidos, nomeadamente nas suas várzeas que pertenciam à Casa das Rainhas. É sobre os acontecimentos consequentes desta legislação que fala a nova obra de Mário Tavares, intitulada “Cultura Orizícola e Conflitos Sociais nos concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos, no terceiro quartel do século XIX, apresentado a 30 de julho, no Museu do Ciclismo.
    De acordo com o autor, as terras que eram de amanho popular foram vendidas a um comerciante de Lisboa, de nome Faustino da Gama, que tomou conta de toda a Várzea da Rainha e também da Quinta do Talvai, que antes era pertença do Hospital Real das Caldas.
    “Os lavradores sentiram-se prejudicados porque passaram a ter de pagar ao proprietário Faustino da Gama e, a partir daí, gera-se uma animosidade contra a família”, explicou Mário Tavares, acrescentando que esse conflito, que viria a manter-se durante dezenas de anos, intensifica-se quando este decide apostar na cultura do arroz.
    A esta cultura foram associadas as doenças das “febres paludosas” ou das “intermitentes”, que prejudicavam as populações vizinhas de Óbidos e da estância termal das Caldas.
    O conflito sobe ao Parlamento com o lavrador e deputado nas Cortes, Faustino Gama, a defender a cultura do arroz e outro parlamentar, Paulo Romeiro de Fonseca, morgado de Valverde (nos Vidais) a defender as populações. O governo viria a criar restrições à cultura do arroz e, aliado à melhoria tecnológica e conhecimento científico, o problema viria a ser resolvido.
    Nesta obra, Mário Tavares inclui também algumas curiosidades como o facto de em 1858 haver uma referência, na reunião da Junta Geral do Distrito de Leiria, que os “lugares do Nadadouro e Ribeira das Caldas pertencessem à freguesia de S. Pedro” ou que, nos anos seguintes, surja na Câmara, um requerimento de “alguns moradores e pescadores do lugar da Lagoa do Arelho”. O autor conclui, empiricamente, que só a partir do século XIX, com a integração da freguesia da Serra do Bouro no concelho das Caldas, a Lagoa deixa de chamar-se do Arelho e passa a designar-se de Óbidos. ■

  • “Aldeias do Conhecimento” será o arquivo digital das Termas do Centro

    “Aldeias do Conhecimento” será o arquivo digital das Termas do Centro

    Até ao final do ano, projeto recolhe memórias e tradições ligadas às 20 estâncias termais da região

    O Hospital Termal, considerado o mais antigo do mundo, foi o local escolhido para a apresentação, a 27 de julho, do projeto “Aldeias do Conhecimento”, que vai incidir nas memórias e experiências de quem frequenta as termas e o património que lhes está associado.
    O projeto começou em outubro, conta já com cerca de 60 registos audiovisuais disponíveis no portal e o objetivo é que, até ao final do próximo ano, possam incluir 400 vídeos, 20 por cada uma das 20 estâncias termais que integram o consórcio Termas do Centro.
    “As 20 termas formam um grande puzzle de conhecimentos, memórias e histórias. É essa multiplicidade de aspetos que estamos a recolher, num site organizado como um arquivo digital, com todas as recolhas catalogadas”, explicou Luís Costa, coordenador da associação Binaural Nodar, que está a dirigir o projeto, acrescentado que a iniciativa está a ser construída de forma a poder ter continuidade no futuro.
    Nas Caldas o processo deverá ter início nos próximos meses. Em cada um dos territórios são recolhidos testemunhos de antigos funcionários, aquistas que frequentam as termas há várias décadas, assim como proprietários dos alojamentos na sua ligação ao património cultural e ambiental das termas.
    No portal online, as entrevistas podem ser acedidas diretamente ou através de um mapa, onde o utilizador pode escolher testemunhos ao clicar numa região específica.
    “Trata-se de criar conhecimento, com base nas memórias das pessoas ligadas à vivência das termas e das cidades ou aldeias termais, que ficará para memória futura e que as crianças e jovens de hoje poderão mais tarde visualizar”, afirmou o vice-presidente da Associação de Termas de Portugal, Hugo Oliveira.
    De acordo com Adriano Barreto Ramos, coordenador do consórcio Termas Centro, este é um projeto inserido numa estratégia mais vasta, que pretende aumentar a visibilidade das zonas termais que, muitas vezes, “ainda são vistas como sendo locais frequentados pelas gerações mais velhas, que não corresponde à verdade”.
    Também presente na cerimónia esteve o presidente da Câmara das Caldas. Tinta Ferreira destacou o “simbolismo” de a apresentação ter decorrido no Hospital Termal e realçou que, ainda antes de as termas estarem a funcionar, já decorriam nas Caldas iniciativas de Provere para a sua valorização.
    O programa “Aldeias do Conhecimento” insere-se num conjunto de projetos orçados em 2 milhões de euros e que incluem áreas como a promoção e a investigação ligada às termas.
    No caso específico deste projeto, conta com um orçamento de 50 mil euros, dos quais 85% são co-financiados pelo Centro 2020 e os restantes 15% suportados pelos associados do consórcio. ■

  • Tinta Ferreira leva José Manuel Moura para  a vereação

    Tinta Ferreira leva José Manuel Moura para a vereação

    A lista do PSD à Câmara das Caldas da Rainha, encabeçada pelo presidente em exercício, Tinta Ferreira, contempla os vereadores Hugo Oliveira e Maria João Domingos, em segundo e terceiro lugares, respetivamente. A novidade em quarto lugar está José Manuel Moura, diretor delegado dos SMAS e que foi comandante nacional da Proteção Civil, seguido de Daniel Rebelo, gestor e atual presidente da Concelhia das Caldas do PSD.
    O sexto lugar na lista é ocupado por Cláudia Monteiro, técnica superior da área da saúde e dirigente da JSD, seguido de Ana Paula Neves, atualmente a exercer funções de chefe de gabinete na autarquia.
    De fora da lista ficam dois dos atuais vereadores. Maria da Conceição Pereira irá encabeçar a lista à União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório, “considerando a importância que esta freguesia tem na atividade cultural, social e também na sua ligação à saúde, pois integra o Hospital”, explicou Tinta Ferreira.
    Já o vereador Pedro Raposo retorna à atividade profissional e irá prosseguir o doutoramento. “Conversámos sobre as perspetivas em termos de resultados e elaboração de lista e concluímos, em conjunto, que o melhor seria ele continuar a sua atividade profissional noutro contexto”, acrescentou à Gazeta das Caldas.
    Fernando Tinta Ferreira justifica os três novos nomes na lista como tratando-se de pessoas que “têm demonstrado muita competência na sua ação”. O recandidato, que tenta um derradeiro mandato à frente da autarquia, considera que tem uma equipa “consistente, sólida, à semelhança do que aconteceu com os mandatos anteriores, com os vereadores que tive”, acrescentou.
    Além da Câmara, o PSD concorre nas Caldas com listas à Assembleia Municipal e a todas as juntas de freguesia, num total superior a 500 candidatos. ■

  • Paulo Gonçalves e equipa socialista querem fazer a mudança em Óbidos

    Paulo Gonçalves e equipa socialista querem fazer a mudança em Óbidos

    A candidatura socialista defende a mudança, no estilo de governação e nos grandes pilares do desenvolvimento económico e social do concelho

    Paulo Gonçalves candidata-se “como forma de agradecer o carinho” com que Óbidos o recebeu, em 2006, quando veio residir no concelho. Na cerimónia pública de apresentação dos candidatos aos órgãos autárquicos, que decorreu a 31 de julho, o candidato do PS disse que acredita que pode fazer a diferença e destacou a equipa, “de gente com capacidade” e “dinâmica” com que vai a eleições.
    O “marido da Lara”, “treinador dos Félix e Malaquias” e “professor da Mariana”, como dizem os cartazes que têm gerado diversas reações e foram destacados por quase todos os intervenientes, tem como desafio fazer de Óbidos “um sítio fantástico para se viver, para se trabalhar, para se visitar, para se fruir”, resumiu. Entre os principais objetivos da candidatura está o recentrar o papel da autarquia, focando-se nos serviços que promovam a melhoria da qualidade de vida, os cuidados de saúde, a cultura, lazer e educação, “em partilha, com unidade, sem disputas entre locais ou freguesias”.
    Os socialistas querem também renovar o mandato autárquico, “trazendo mais transparência e mais proximidade a esta realidade do poder local, sem amiguismos tão perniciosos nestas relações demasiado familiares e que parecem transmitir-se de geração em geração, dentro da família”. Paulo Gonçalves quer ser “um presidente para todos”, mas dar especial atenção aos idosos e aos jovens, muito afetados pela solidão, consequência da pandemia.
    Outra das prioridades é a necessidade de retorno do investimento feito, numa filosofia de lucro social, para dar destaque especial à rede de transportes públicos, aos apoios à terceira idade, à habitação acessível, economia local e preservação do património cultural.
    A apresentação da candidatura contou com a presença do secretário de Estado Adjunto da Saúde, António Sales, que “acredita no projeto” que tem uma “visão voltada para as gerações do futuro, mas também para as franjas mais vulneráveis da nossa população, os mais idosos e os pobres, que mais sofreram com a pandemia”. O governante destacou ainda a paixão que Paulo Gonçalves tem por Óbidos e acredita que uma das suas prioridades será acelerar e cumprir o processo de vacinação.
    Também presente na cerimónia, o presidente da Federação de Leiria do PS, Walter Chicharro, reconheceu no candidato capacidade de trabalho, visão estratégica e muita credibilidade, competências que também foram destacadas pela líder da Concelhia, Ana Sousa.
    Na sessão foram apresentados Pedro Freitas como cabeça de lista à Assembleia Municipal, e os candidatos às juntas de freguesia: José Pedro (Amoreira), André Duarte (Olho Marinho), Pascal Carvalho (Vau), João Rodrigues (S. Pedro, Santa Maria e Sobral da Lagoa) e Valter Picote (A-dos-Negros). ■

  • Vamos Mudar apresenta programa  e diz que “é necessário fazer melhor”

    Vamos Mudar apresenta programa e diz que “é necessário fazer melhor”

    O programa do movimento independente, tem como prioridades as áreas do ambiente, economia e social

    “Não estamos a concorrer contra ninguém. Temos um programa e estamos a concorrer porque achamos que é necessário fazer melhor, diferente”, afirmou Vítor Marques, o líder do movimento Vamos Mudar, que, a 26 de julho, apresentou as propostas que têm nas várias áreas para o município.
    Depois de vários dos elementos da lista terem divulgado as prioridades em nove áreas de atuação, desde o ordenamento do território à educação, passando pela saúde, economia e qualidade de vida, o candidato à Câmara falou sobre governança, defendendo uma melhor resposta aos munícipes, cumprimento dos prazos a criação da figura do provedor do munícipe.
    As áreas do ambiente, economia e social são “muito fortes na governação nos próximos quatro anos e devem funcionar em rede, com vista à felicidade”, acrescentou, defendendo ainda, para o executivo, uma postura mais ativa junto das diversas entidades, com vista à defesa do novo Hospital nas Caldas, do termalismo e da linha do Oeste.
    De acordo com Vitor Marques, terá de haver um grande investimento na manutenção de equipamentos e do espaço público, baixar os impostos, trabalhar em parcerias com os concelhos vizinhos e criar uma nova centralidade nas Caldas. Também o associativismo tem de ser “mais potenciado”.
    As freguesias tomaram grande parte do tempo do discurso, para as quais defendeu um aumento da delegação de competências e a importância destas manterem a sua identidade. O movimento candidata-se a nove das 12 freguesias caldenses, mas garantem que o facto de não concorrerem às restantes não é um obstáculo. Querem fazer presidências abertas, pelo menos quatro por ano, pelas freguesias, assembleias municipais descentralizadas, visita às associações e empresas. “Temos um bom projeto, um bom programa e estamos reunidos de pessoas com competências para abraçar este projeto, mas é importante que as pessoas votem”, salientou.
    O cabeça de lista à Assembleia Municipal, António Curado, recordou o sentimento de pertença e identidade que o movimento construiu em poucos meses, partindo da cidadania para a ação política. “Vitor Marques é uma personalidade que inspira confiança, o que é uma qualidade a relevar para cargos de grande importância política”, destacou o candidato que quer dar um cunho diferente à Assembleia Municipal. ■

  • URH oferece consultoria em finanças pessoais

    URH oferece consultoria em finanças pessoais

    Abriu recentemente nas Caldas e possui serviços de utilidade pública, juntamente com um espaço de coworking

    A renovação do cartão do cidadão ou da carta de condução, assim como a documentação relativa ao veículo são alguns dos serviços prestados pelo espaço Universo RH, um franchising de serviço ao cidadão, que chegou às Caldas.
    Especialistas em consultoria, os profissionais trabalham com os principais fornecedores de serviços e negociam a solução mais adequada à realidade de cada pessoa no que respeita a seguros, energia, telecomunicações ou mesmo ao nível da simulação de créditos.
    “Somos consultores para ajudar as pessoas a começar a poupar, pois hoje em dia é o que precisam mais, tanto as famílias como as empresas”, explica Ana Paula Pinto, que abriu o espaço juntamente com o marido, Paulo Alcobia, no regresso a Portugal depois de uma década no estrangeiro. Com casa em Lisboa, o casal decidiu apostar nas Caldas da Rainha, por sugestão de familiares, quando procurava um local central, mas ao mesmo tempo mais sossegado, para se estabelecer.
    O espaço Universo RH criou três postos de trabalho. De acordo com a responsável, tem havido muitos pedidos de informação para a tratamento de documentação, sobretudo por parte de estrangeiros que residem na região e precisam de regularizar os seus documentos. “Pretendemos dar uma resposta às necessidades que se tornaram ainda mais prementes com a pandemia”, explica Ana Paula Pinto, fazendo notar que, em determinadas situações, estão limitados nas suas tarefas, como é o caso do cartão do cidadão, em que apenas podem fazer a renovação, pois as alterações ao documento terão de ser feitas nas conservatórias.
    Para além da loja, existe um espaço de coworking, que micro empresas ou profissionais liberais podem alugar ao mês. O objetivo dos proprietários é criar ali um espaço de negócios, que permita também possibilitar resposta, por parte por exemplo de advogados, solicitadores ou contabilistas, aos muitos pedidos de documentação que são feitos através da plataforma online.
    “Seria muito bom, tanto para nós que teríamos os serviços mais perto, como para a pessoa que está a trabalhar que, além dos seus clientes, também poderia ter os da plataforma”, sintetiza Ana Paula Ferreira Pinto. E exemplifica: “se um cliente quer que se faça o IRS e nós tivermos aqui um contabilista no espaço, será ele a tratar desse serviço”.
    Situado na Rua Manuel Mafra, nº 77 C, o espaço URH Universo está aberto de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 18h00. ■

  • “Somos o epicentro da região e têm de gravitar mais coisas à nossa volta”

    “Somos o epicentro da região e têm de gravitar mais coisas à nossa volta”

    Depois de dois mandatos à frente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório, onde foi eleito nas listas do PSD, Vítor Marques candidata-se pelo movimento independente “Vamos Mudar”. A governança, a aposta na cultura e desenvolvimento económico estão entre as prioridades

    Empresário caldense, de 55 anos, defende que deve haver mais pro-atividade por parte do poder político para as Caldas da Rainha ocupar um lugar de centralidade na região Oeste.

    Nos últimos oito anos integrou as listas do PSD, agora encabeça um movimento independente. O que é preciso mudar?
    Senti-me bastante lisonjeado com o primeiro convite, há cerca de oito anos, e aceitei porque gosto de participar na causa pública. Mas foram dois compromissos de quatro anos que assumimos, não uma escritura para a vida. Até 26 de setembro continuo a respeitar a entidade que me convidou, mas a seguir terei um conjunto de dinâmicas e ideias para promover de forma diferente. Sobretudo nos últimos três anos houve coisas com as quais não nos identificávamos no modus operandi. E mudar também numa perspetiva de que quase 40 anos de poder da mesma entidade, seja ela qual for, não é tão saudável quando possa parecer.

    Tem sido uma voz crítica em relação ao PSD, chegando a acusar o presidente da Câmara de eleitoralismo. Após oito anos ao lado do PSD, não teme que isso seja mal interpretado pelo eleitorado?
    Espero que não. Quando a Câmara faz inaugurações e apresenta projetos, não temos nada contra, mas as pessoas também têm de saber que aquele projeto tinha seis meses para ser apresentado e só o foi ao fim de quatro anos, sem sequer passar pela Assembleia Municipal. Haverá outros processos desta natureza, não vamos achincalhar essas situações, o que queremos é apresentar as nossas propostas.

    “Quase 40 anos de poder da mesma entidade, seja ela qual for, não é tão saudável quanto possa parecer”

    “O nosso objetivo é ganhar [as eleições]. É difícil, mas é possivel”

    Vítor Marques

     

    E quais são essas propostas?
    Podemos começar por algo que é fundamental, nomeadamente alterar um conjunto de situações relacionadas com a governança. Temos um atendimento aos munícipes que já não está ajustado aos tempos modernos, o munícipe não consegue fazer um acompanhamento monitorizado dos processos que entram, além de que estes demoram muito tempo. É preciso requalificar oficinas e armazéns, além de que a autarquia tem equipamentos já muito antigos, que é preciso que estejam ao serviço para trabalhar e muitas vezes não estão. Depois, temos um programa dividido em 10 grandes temas. Por exemplo, na cultura está na altura de começar um novo ciclo, com novos intervenientes, reformulações no CCC, nas associações. Não faz sentido que a ADJ, a Culturcaldas e a ADIO façam todas apontamentos na cultura, quando a Culturcaldas pode abranger tudo. A nível dos museus, devemos ter um “chapéu” em relação às exposições, para estarem consertadas e serem complementares. Na área da educação, há muitas coisas para fazer.

    Até porque há delegação de competências…
    O que está a acontecer é que o Estado está a transferir verbas para o município e este para os agrupamentos. Considero que o município tem de ser mais participativo neste processo, nomeadamente com o que já se fez muito melhor do que se faz hoje com as atividades extracurriculares e na criação de vivências para os alunos, inclusivamente ao nível do desporto, onde temos um movimento associativo muito bom, mas o município tem que promover atividades direcionadas a toda a família. Ao nível dos equipamentos desportivos, lembro da zona do FCC, que deve ser negociada com os proprietários e ser envolvida na área do parque desportivo, com valências complementares. A própria Expoeste tem de ser requalificada e isso pode ser feito de modo a termos um espaço adequado a eventos desportivos, congressos, comerciais e industriais. Todos os pontos do nosso programa são complementares e culminam no turismo, que é fundamental na nossa economia.

    Que resultado pode alcançar nestas eleições?
    O nosso objetivo é ganhar. É difícil, mas é possível, principalmente se conseguirmos tirar do sofá todas aquelas pessoas que não votam há muitos anos, e que são metade de um grosso de 45 mil votantes, por não se identificarem com nenhuma das candidaturas. Temos a convicção de que estamos a apresentar uma proposta diferente, com uma dinâmica e pessoas diferentes.

    Como pode o município atrair mais investimento?
    Temos de ser mais proativos. Temos tido diversos parceiros à procura de condições para se sediarem aqui e não temos as condições criadas. É certo que se está a fazer um conjunto de propostas, como o parque empresarial na Fanadia. Mas a zona empresarial precisa de ser requalificada e perceber até que ponto o PDM permite alguma que ela possa crescer. Também temos de criar dinâmicas para que os alunos da ESAD se fixem cá. Por exemplo, no Bairro Azul há um conjunto de equipamentos comerciais obsoletos que podem acolher esses profissionais.

    A eletrificação da Linha do Oeste continua por concretizar. O que defende para esta linha?
    Está-se a fazer a eletrificação de Lisboa até às Caldas, mas só com uma via e a corrigir poucas curvas, o que faz com que o comboio ainda vá ser um transporte mais lento do que o autocarro. Há que tirar partido da eletrificação da linha de várias formas, entre elas o aproveitamento como se se tratasse de um metro de superfície, com ligações entre os concelhos do Oeste e com as Caldas a reivindicar-se como epicentro da região. Para Norte era importante ter duas linhas paralelas e, com a ligação de Leiria à alta velocidade, poderíamos ter o Porto a pouco mais de uma hora de caminho. Isso potenciaria a nossa região.

    Caldas foi classificada pela Unesco como cidade criativa. O que deve ser feito para capitalizar essa distinção?
    Temos todo o mérito desse epíteto, mas não estamos a tirar partido dele. Podemos criar ateliês para artistas na zona da Parada e dentro da cidade, em conjunto com a ESAD. Esta utilização dos espaços que existem é fundamental.

    Defende uma maior cooperação entre os concelhos da CIM. Como e em que áreas?
    Entendo que temos de ter um papel muito próprio, criando a sub-região do Oeste, como aconteceu com a do turismo do Oeste. Foi benéfica e trouxe bastantes frutos, mas desvaneceu-se nesta região tão grande como a do Centro. Devíamos voltar a lutar por uma região de turismo para o Oeste, assim como espero que a criação, eventual, de uma NUT II, permita que venhamos a ter uma região mais ajustada e adequada.

    E Caldas terá a ganhar com a nova NUTII?
    Sim, porque os investimentos e apoios podem ser melhor direcionados, sem que haja tantas discrepâncias. Hoje, no posicionamento de várias áreas, como a saúde e a justiça, Caldas está na periferia de outras regiões. A NUT II vai dar essa centralidade às Caldas e temos de lutar por ela. Somos o epicentro de uma região e têm de gravitar mais coisas à nossa volta, temos um conjunto de infraestruturas que permite ter essa ambição, mas também temos de trabalhar em parceria. ■

    O próximo entrevistado será Carlos Pinto Machado, candidato pelo Partido da Terra à Câmara de Óbidos

    “Hospital é nas Caldas”

    Vítor Marques defende melhores cuidados de saúde primários e um novo hospital localizado nas Caldas, com respostas para a região

    Nesta entrevista à Gazeta e à 91FM, Vítor Marques defende uma adequação dos cuidados de saúde primários nas freguesias das Caldas, destacando que este concelho é, no âmbito do agrupamento do Oeste Norte, o que tem “mais falta de médicos de família”. Uma carência que deve ser colmatada para a qualidade de vida dos cidadãos mas também porque quanto melhor for a resposta dos cuidados de saúde primários, menos se irão “encher as Urgências do Hospital”.
    A par desta resposta há também a necessidade da construção de um hospital novo, “nas Caldas”, uma localização que o candidato considera que também é importante para Óbidos, Peniche, Bombarral e Alcobaça, mas também para Rio Maior, que “já não tem uma resposta efetiva e assertiva de Santarém”. À centralidade geográfica junta-se a das acessibilidades, com as ligações à A8 e a A15, assim como à Linha do Oeste.
    “Temos todas as condições para se localizar neste concelho e esperamos que o estudo que está a ser feito na CIM seja sério e que não seja o resultado pretendido por quem o encomendou”, realça o candidato, que espera que a vontade política não se sobreponha às razões objetivas para a instalação deste equipamento de saúde.
    Até ser criado o hospital novo deverão ser adequadas as instalações da unidade caldense, mas Vitor Marques entende que estas não devem ser ampliadas. “A obras devem ser pensadas no uso que lhe será dado a seguir”, defende, acrescentando que, após a construção do novo hospital não será necessário todo o edificado existente. Na sua opinião, a parte que está a funcionar em “contentores alugados há anos e a pagar-se muito dinheiro”, deverá ser aproveitada para a instalação do futuro balneário termal, juntamente com a requalificação do espaço de estacionamento atrás do Chafariz. “Em lado nenhum temos um património como o Chafariz das 5 Bicas no meio da estrada, é altura de requalificar aquela zona”, defendeu, acrescentando que a junta já entregou na Câmara uma proposta para colocar o chafariz no meio de uma rotunda e criar na envolvente um espaço ajardinado, que liga ao monumento de Ferreira da Silva, à entrada na Mata e ao balneário termal a criar.
    Na próxima semana, o entrevistado é Carlos Pinto Machado, candidato do MPT em Óbidos.■

  • Centro Interpretativo vai nascer em antigo armazém do vinho de A-dos-Negros

    Centro Interpretativo vai nascer em antigo armazém do vinho de A-dos-Negros

    A Junta de Freguesia pretende dinamizar o projeto, para divulgar e interpretar o território. O objetivo é que o espaço possa acolher exposições, mas também criar atividades e, eventualmente, potenciar um posto de trabalho

    Um antigo armazém do vinho, que ainda possui alguns vestígios desta atividade, como os depósitos subterrâneos e aéreos, situado no centro histórico da aldeia de A-dos-Negros vai ser convertido num centro interpretativo.
    A Junta de Freguesia já possui um vasto espólio de objetos, imagens e documentos antigos e o objetivo passa, não por criar um museu, mas um espaço mais dinâmico, onde possam ser feitas exposições cíclicas, sobre temáticas diversas, complementadas com atividades com a comunidade e até a existência de um espaço de degustação.
    A pré-apresentação do centro interpretativo foi feita no aniversário da freguesia, pelos historiadores Ângela Oliveira e João Pedro Tormenta, do Arquivo Histórico do município de Óbidos, também parceiro do projeto.
    Este local de disseminação do conhecimento assentará, em linhas gerais, nas temáticas da água, do pão e do vinho, relacionadas com as atividades da freguesia e, além do núcleo principal estar situado em A-dos-Negros, poderão ser aproveitados outros espaços pela freguesia para acolher mostras temáticas.

    O edifício só será reabilitado com apoio comunitário, mas as iniciativas darão maturidade à candidatura

    “Já adquirimos uma vara centenária e há outros objetos que farão parte do núcleo permanente, mas o objetivo é que, consoante a temática, as pessoas também possam colaborar, disponibilizando objetos e imagens que possuam e possam ser expostos”, explicou à Gazeta das Caldas Paulo Capinha, do executivo da Junta.
    Os responsáveis desta autarquia estão a proceder, juntamente com os historiadores, a um levantamento dos objetos, imagens e documentos já existentes.
    O edifício só poderá ser recuperado com o apoio de fundos comunitários, mas se existir “trabalho feito isso dará maturidade à candidatura e é uma ajuda para a sua aprovação”, justifica aquele responsável, acrescentando que pretendem realizar algumas mostras temáticas mesmo antes do espaço estar a funcionar, como forma de “incutir a curiosidade e despertar o interesse pelo centro interpretativo”.
    A Junta de Freguesia espera que, com a concretização deste projeto, também os privados possam investir em estabelecimentos comerciais e na própria reabilitação das habitações existentes no centro histórico de A-dos-Negros, assim como atrair mais turismo a esta freguesia rural, explica o presidente, Heitor Conceição. ■

  • Albino d’Óbidos, um artista multifacetado, foi homenageado na sua terra  de eleição

    Albino d’Óbidos, um artista multifacetado, foi homenageado na sua terra de eleição

    Numa cerimónia pública, empresários e amigos destacaram as qualidades humanas e profissionais daquele que consideram ter sido um dos maiores dinamizadores culturais de Óbidos

    Às 18h00 de sexta-feira (23 de julho) brindou-se a Albino d’Óbidos. Nascido naquela data há 92 anos (e falecido em 2004), Albino Eduardo dos Santos é oriundo de uma família pobre, de trabalhadores rurais, mas destacou-se nas mais diversas expressões artísticas, desde a escultura à pintura, passando pela produção literária e o teatro.
    “Dos seus pais herdou os valores da humildade e dos bons princípios, do seu tempo ficam as marcas da guerra, da fome e das injustiças político-sociais. Ambos os fatores vão marcar profundamente a sua obra artística”, recordou a filha, Leila Santos, durante a homenagem que lhe foi prestada na sua antiga olaria, agora cafetaria “Nata Lisboa”, na rua da Talhada, junto à cerca do castelo. Esta foi a primeira de um conjunto de homenagens que os empresários e comerciantes de Óbidos pretendem fazer a figuras de destaque neste município.

    O multifacetado artista faleceu em 2004

    A procura da identidade artística foi uma “batalha dura e lenta” para Albino Eduardo dos Santos, que, sem dinheiro para comprar tintas, começou por ter nas “paredes, caixas de sapatos, carvão e os os próprios dedos as suas primeiras ferramentas de trabalho”, lembrou a filha, acrescentando que a analogia entre o camponês e o artista é bem notória na sua obra.
    Homem simples, mas de uma procura de conhecimento e sabedoria intensa, trabalhava ao mesmo tempo que foi para as Caldas da Rainha tirar o curso comercial. “Ia para as Caldas estudar a pé, comprou depois uma bicicleta, que viria a vender para comprar um dicionário”, que seria, aliás, uma das suas principais ferramentas durante toda a vida.
    Nos anos 70 entra no Instituto de Belas Artes (antigo IADE) e, de acordo com Leila Santos, viveu um período áureo uma década mais tarde, altura em que as suas cabaças pintadas eram uma referência turística de Óbidos. Ao mesmo tempo escrevia (muitos dos seus textos foram publicados na Gazeta das Caldas), encenava e coreografava para teatro.
    “Óbidos foi para Albino parte substancial do seu ser. Nasceu, viveu, trabalhou e sonhou com a sua terra, que gostava de ver dignificada e divulgada”, referiu a filha, lembrando o seu contributo para o turismo cultural daquela terra.

    Era um homem simples, mas de uma procura de conhecimento e sabedoria intensa

    Entre os presentes na homenagem, obidenses e amigos partilharam como Albino d’Óbidos marcou as suas vidas. “Fui de tal maneira influenciado que também comecei a pintar os recantos de Óbidos e, mais tarde, fui para a Sociedade Nacional de Belas Artes”, recordou Narciso Correia, que conviveu desde criança com o multifacetado artista. Começou por ajudar a pintar algumas das peças que produzia e depois Albino “puxou-o” para o teatro, junto com outros jovens obidenses. José Machado recordou-o como um homem “profundamente cristão, que tendo passado muitas dificuldades em criança e jovem, ajudou muita gente do ponto de vista material, mas também intelectual e espiritual”, destacando os seus horizontes “muito avançados” para a época. Entre as pessoas nascidas no século passado em Óbidos é uma das que “mais qualidades manifestou devido ao seu esforço”, rematou.
    A ideia de homenagem partiu do empresário João Baiana, proprietário do estabelecimento comercial que fica situado na antiga oficina, mas que mantém todo o espólio e identidade ao artista. “Há a intenção de dignificarmos o espaço e a sua memória”, manifestou, acrescentando que pretendem repetir a iniciativa. Também a filha do artista, Leila Santos, deixou o repto para que no próximo ano possam ter uma exposição e que a imensidão do trabalho deste artista e divulgador cultural de Óbidos possa ser mais conhecido e apreciado. ■

  • CDU avança em nove freguesias do concelho das Caldas

    CDU avança em nove freguesias do concelho das Caldas

    A CDU apresentou os seus candidatos a nove das 12 freguesias do concelho das Caldas e garante que, nas que não está representada, também lutará pelos interesses dos seus habitantes

    Fátima Ferreira

    O largo do Hospital Termal foi o local escolhido pela CDU para apresentar publicamente os candidatos a nove das freguesias caldenses. João Frade (maquinista) candidata-se a A-dos-Francos, João Amílcar (operário industrial) a Alvorninha e António Carcoleiro (soldador) à Foz do Arelho. Floriano Marques (operário fabril) encabeçará a lista da CDU ao Nadadouro, ao passo que Ana Paula Abreu (professora) será candidata em Salir de Matos e Virgínia Freire (directora de formação) em Santa Catarina. José Carlos Faria (cenógrafo) lidera a lista à União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, ao passo que Carlos Vasconcelos (professor) assume a liderança à de Santo Onofre e Serra do Bouro e Pedro Enxuto (impressor de artes gráficas) à de Tornada e Salir do Porto.
    Na sessão, que juntou mais de três dezenas de camaradas e simpatizantes desta coligação, José Carlos Faria interveio também em nome dos cabeças de lista, elencando as muitas áreas de intervenção da força política e destacando o compromisso de todos os candidatos com os valores fundamentais da CDU, nomeadamente o trabalho, a honestidade e a competência. Entre os candidatos estão militantes mas também independentes.
    A CDU concorre a todas as freguesias do concelho, com exceção de Carvalhal Benfeito, Landal e Vidais. António Barros, cabeça de lista à Câmara, explicou que não constituíram listas próprias nestas freguesias porque a “pressão que se abate sobre os candidatos e a discriminação que sofrem por verem o seu nome associado à CDU fala mais alto nestes momentos”. Às populações destas freguesias, António Barros deixou claro que, mesmo sem presença nas suas Assembleias de Freguesia, os eleitos da CDU “tudo farão pelos seus interesses e aspirações”. ■

  • Polícia caldense viaja  do Vaticano à Galiza

    Polícia caldense viaja do Vaticano à Galiza

    Polícias motards percorreram 4050 quilómetros entre o Vatinacano e Santiago de Compostela

    O grupo MotoforPeace, composto por policiais de Itália, Espanha,Turquia, Rússia, Venezuela, França, Alemanha e Portugal, (no qual está integrado um caldense), saiu do Vaticano, a 17 de julho, rumo a Santiago de Compostela com o objetivo de comemorarem o seu 20º aniversário com uma visita a cidade do apóstolo, no ano Santo do Xacobeo 2021 e conseguir o seu jubileu. À partida receberam a benção do Cardeal Peter Turkson e, mais de 4000 quilómetros depois, na Praça de Obradoiro, foram recebidos pela diretora de Turismo da Galiza, Nava Castro, que lhes entregou um diploma assinado pelo canónigo delegado dos peregrinos, Segundo Leonardo Pérez López.
    Na manhã seguinte assistiram à missa na Catedral de Santiago, que foi celebrada com a presença do Rei de Espanha. Nessa altura foi oferecida, pelo caldense que integra o MotoforPeace Rogério Coelho, ao grupo uma imagem do Arcanjo São Rafael, benzida pelo pároco caldense, Joaquim Pedro Costa. Da Nazaré deslocou-se uma comitiva, encabeçada por João Pedro Barqueiro, que entregou ao presidente do MotoforPeace, Bernardo Lepore, uma imagem benzida de Nossa Senhora da Nazaré, que passará a acompanhar as futuras missões deste grupo de polícias sobre duas rodas. ■

  • Rua na Zona Industrial da Ponte Seca aguarda obras há dois anos

    Rua na Zona Industrial da Ponte Seca aguarda obras há dois anos

    As más condições de circulação que existem na Rua do Sol Nascente, na Zona industrial, na Ponte Seca (Óbidos) preocupam os empresários e condutores que por ali passam. Um dos empresários tem enviado sucessivos mails para os serviços da autarquia de Óbidos, desde 2019, a pedir para resolverem a situação. Nas missivas refere que se trata de uma “rua numa Zona Industrial, na qual circulam diariamente dezenas de carros e transportes rodoviários, onde recebemos clientes de todo o pais e fornecedores estrangeiros” e que, para além de “dificultar a movimentação dos transportes, cargas e descargas, é esta a imagem que o tão reconhecido concelho de Óbidos transmite a quem nos visita”.
    A resposta da Câmara de Óbidos a estes emails, desde novembro de 2019 e assinada pelo vereador José Pereira, tem sido que a “necessidade para o alcatroamento da estrada “ Rua Sol Nascente – Gaeiras” foi identificada pelos nossos serviços, pelo qual se encontra inserida na nossa lista de prioridades e que será realizada a sua intervenção assim que possível”. No entanto, ainda nada foi feito.
    Questionado pela Gazeta das Caldas sobre se a a autarquia já tem uma previsão da data para a intervenção na rua, tendo em conta que se trata de uma prioridade, e sobre o que motivou o atraso nesta intervenção, tendo em conta o tempo entre a primeira resposta e hoje, a resposta do vereador José Pereira foi de que “os serviços do município estão a acompanhar a evolução do estado da via, e que a mesma será pavimentada consoante a prioridades identificadas no concelho”. O autarca não respondeu também se esta está integrada numa intervenção mais alargada. ■

  • Convento de  S. Miguel: Edifício revela propostas

    Convento de S. Miguel: Edifício revela propostas

    Monumento acolhe as últimas tendências da decoração para casa, numa mostra da HIMA, empresa instalada no Óbidos Parque

    A s várias salas e o pátio do Convento de S. Miguel estão, por estes meses, transformados num showroom do melhor que há no mercado ao nível da decoração para a casa. A iniciativa é da HIMA, uma agência de representações de marcas, sobretudo internacionais, mas também já nacionais, sediada no Parque Tecnológico de Óbidos, para mostrar aos seus clientes (exclusivamente profissionais) as novidades de Outono-Inverno propostas por algumas das mais conceituadas marcas de decoração e design, como é o caso da holandesa Emerald, das espanholas dareels e Ethan Chloe e Ofélia Home Decor.

    O campo e tudo o que está relacionado com o ambiente rústico e natural, com muitos produtos feitos à base de materiais sustentáveis, estará na moda nos próximos anos, explicou à Gazeta das Caldas o responsável pela HIMA, Rui Baptista, durante uma visita guiada pelo espaço.
    O responsável salienta que a situação pandémica, e os confinamentos, levaram a que as pessoas valorizassem mais a casa, apostando na sua decoração e conforto. “Há uma procura imensa, estamos até com dificuldades na resposta por causa do bloqueio de alguns transportes”, explica, dando como exemplo o impasse na chegada de produtos que são originários da Ásia, nomeadamente da Indonésia. “Também sinto que as pessoas que viviam no centro das cidades, como Lisboa, com a pandemia, estão a procurar as zonas rurais”, concretiza.

    A pandemia levou as pessoas a valorizar mais a casa, apostando na decoração e conforto

    A HIMA trabalha com “os melhores clientes” do país, ao nível da decoração, resultado de mais de 20 anos de experiência no setor. “Hoje [sexta-feira] teremos a visita de clientes do Algarve e do Porto”, exemplificou Rui Baptista, acrescentando que todos eles ficam hospedados na região e que lhes dão a conhecer a história e cultura do Oeste. O gosto pela região e pelo Parque Tecnológico levou Rui Baptista a adquirir, recentemente, dois lotes naquele espaço para a construção de pavilhões, para exposição dos produtos de decoração e design que comercializa.
    Entre uma grande diversidade de produtos em exposição, dos mais variados estilos, há alguns bastante originais como uma mesa de 6,4 metros de comprimento, construída com madeira, de iroko, ou um elefante em tamanho natural e “vestido” a relva e flores artificiais. A HIMA participa em várias feiras internacionais, sobretudo as de Madrid e Paris, que a pandemia restringiu. Esta foi uma resposta da empresa para poder mostrar as novidades aos seus clientes, e de uma forma mais personalizada. A exposição contou com a colaboração do RD Atelier (Vila do Conde), conhecido por trabalhar para figuras públicas. n

  • Villa Paladina O boutique hotel que namora a Lagoa

    Villa Paladina O boutique hotel que namora a Lagoa

    O requintado hotel situado na Foz do Arelho e possui seis quartos, todos com vista para a Lagoa e o mar

    Michel e Krystyna Coutant procuravam um espaço para se fixarem e aproveitarem a reforma. Ele é francês e ela polaca. Encontraram-se em França e, como empresários, tiveram uma vida agitada na capital francesa, pelo que queriam um local calmo e relaxante. Além de França, também Espanha e Portugal foram destino para essa procura, que terminou na Foz do Arelho, em 2014, quando se “apaixonaram” pela vista que o terreno de dois mil metros quadrados permitia: a lagoa de Óbidos, o Oceano Atlântico e, nos dias sem nevoeiro, as Berlengas.
    A partir daí começou a idealização da casa de sonho, que se concretizou há três anos e que, muito por sugestão dos amigos, está a ser transformada num boutique hotel. As obras estão concluídas, esperam apenas pela licença camarária para poder receber os primeiros hóspedes, entre os muitos que já manifestaram interesse em “morar” na Villa Paladina. Entretanto, a casa já foi procurada para cenário de filmes, séries, videoclipes e passagem de modelos, revelam os proprietários.

    O requintado hotel possui apenas seis quartos, todos eles com vista para a Lagoa e o mar. Cada um possui um nome (Dunas, Bateira ou Gaivota) e uma decoração personalizada, com telas e outras peças decorativas de artistas locais. Todos os pormenores foram pensados e o objetivo é “ser um pequeno hotel e muito personalizado, para que as pessoas se sintam em casa”, conta Krystyna Coutant, acrescentando que os quartos, divididos pelos dois andares da casa, podem ser individuais ou duplos. A ligar os pisos está um elevador, que também ele é uma obra de arte. O teto alude a um céu estrelado, uma obra da empresa portuguesa Pinto &Cruz que, de acordo com os proprietários, foi criado de propósito para esta casa.
    A sala, situada no 1º andar e praticamente toda envidraçada, permite uma vista panorâmica sobre a lagoa e o mar, até à Berlenga. Voltando ao elevador, permite descer até à cave, onde os clientes podem deixar o carro quando chegam e dirigir-se diretamente para o quarto. Há ainda uma sala de jogos e outra para conferências, um espaço de lazer e uma zona de spa, com equipamentos de massagem.

    Atividades culturais na região. No exterior há uma piscina, um grande jardim e um espaço para o jogo de petanca, de origem francesa e que consiste no lançamento de uma série de bolas metálicas, com o objetivo de ficar o mais próximo possível de uma pequena bola de madeira (cochonette), lançada previamente por um dos jogadores.
    “Toda a casa é virada para o conforto e relaxamento, permitindo um espírito positivo em comunhão com a natureza”, resumem os responsáveis pelo boutique hotel, acrescentando que têm sido muito procurados, sobretudo por pessoas de Lisboa que querem “um sítio tranquilo e de elevada qualidade”.

    Este é um pequeno hotel, muito personalizado, para que as pessoas se sintam em casa

    A par do alojamento, a Villa Paladina irá disponibilizar um conjunto de atividades, que podem ir desde um passeio de barco a visitas temáticas às Caldas e a Óbidos. Entre as propostas estão a realização de uma rota da cerâmica, com a possibilidade dos visitantes experimentarem trabalhar o barro nos ateliers dos ceramistas, a roteiros pelos museus e a conjugação do spa com as termas caldenses. Terão também uma bateira, que permitirá passeios na Lagoa de Óbidos, e a possibilidade de dinamizar caminhadas e outras atividades de cariz ambiental.
    E como surgiu o nome que batiza o hotel? A pergunta motiva um sorriso e uma resposta que promete ser morosa. Tudo começou com uma ideia da agência de comunicação que tinham contratado para delinear o conceito do hotel e que sugeriu uma alusão às referências romanas na região, que o casal não acatou mas gostou do nome, pelo som que emite e que é similar em francês e português. Para além disso, os “paladinos eram cavaleiros que tinham atingido o grau máximo de notoriedade e eram, sobretudo, pessoas que praticavam o bem”, conta Michel Coutant, acrescentando que os paladinos defendiam boas causas e que a deles é defender esta região, da qual querem ser anfitriões.

  • “Há duas realidades em Óbidos: uma dentro das muralhas e outra fora das muralhas”

    “Há duas realidades em Óbidos: uma dentro das muralhas e outra fora das muralhas”

    Três décadas depois de ter sido vereador da Cultura, eleito pelo PS, Luizinho Leal está de regresso à cena autárquica em Óbidos, como cabeça de lista da CDU. Em entrevista, define prioridades e faz uma radiografia dos principais problemas do concelho

    O candidato da CDU à Câmara de Óbidos ambiciona chegar ao executivo municipal para fazer a diferença no próximo ciclo eleitoral no concelho. Em entrevista, apresenta as prioridades para um mandato em que pretende fazer história e levar a CDU, pela primeira vez, a ter assento no executivo municipal.

    O que leva um antigo vereador do PS há mais de 20 anos a candidatar-se, agora, pela CDU à Câmara?
    Esta candidatura surgiu na sequência do desafio que me foi colocado, há quatro anos, pela CDU no sentido de poder colaborar na candidatura à Junta da Amoreira. Fiquei surpreendido com o convite, mas não podia dizer que não e fui eleito para a Assembleia de Freguesia. Desta feita convidaram-me para a Câmara e respondi que aceitaria se não tivessem mais ninguém. Assim aconteceu. Venho um pouco maltratado da política, pois quando saí em 1989 da vereação sofri algum ostracismo. Não gosto de políticos, mas olhei para aquelas pessoas, que me parece que vinham com boas intenções, e, se ajudei paróquias, ajudei muita gente, não era por terem a foice e o martelo que não iria ajudá-los. Participei na vida autárquica da Amoreira, onde considero que fiz um trabalho discreto e muito eficaz. Como costumo dizer, vamos trabalhar por dentro das instituições. Alugo a minha propriedade intelectual e a CDU dá-me um espaço para exercer um dever de cidadania.

    E que propostas concretas tem a CDU para apresentar ao eleitorado?
    O social é a minha prioridade. Óbidos é um concelho que tem tem pobreza. Mas é uma pobreza encapotada, envergonhada, que, por vezes, contradiz os grandes eventos. Em Óbidos há duas realidades: uma dentro das muralhas, para inglês ver, e outra um pouco abandonada e em que falta investimento nas sete freguesias. E tenho de olhar para as pessoas que lá vivem com pensões baixas e com uma economia muito à base dos serviços e com uma agricultura em declínio. Se me perguntam como vou resolver isto? Respondo que é através da educação, da arte e da cultura.

    A CDU nunca elegeu um vereador para o executivo municipal. Acredita que é desta?
    Não sei. O cenário é muito adverso. A CDU tem tido uma votação a rondar os 400 votos e precisamos de mais de 600 para eleger um vereador. Era importante que acontecesse, para que possamos ouvir o povo, reflitamos e apresentemos propostas na Câmara. A política autárquica está empestada com maus vícios e más práticas. Não trago vícios. Quero contrariar esta tendência, quero ajudar a resolver problemas das pessoas e não faço promessas. Aliás, o verbo prometer é proibido para mim. Trago apenas empenhamento, disponibilidade e vontade.

    Também nunca houve tantas candidaturas à Câmara. Isso pode colocar em causa o objetivo?
    De certo modo, sim. A candidatura do BE vai, provavelmente, subtrair à nossa. Mas não peço votos. O facto de haver seis candidaturas pode transformar o cenário eleitoral em Óbidos.

    Há um processo que se arrasta e que tem a ver com a Lagoa de Óbidos. O que tem falhado? Vontade política do Governo ou falta de capacidade reivindicativa do poder autárquico?
    Costumo dizer que há Ministérios que são impenetráveis: a Saúde, a Educação, o Ambiente. Por vezes, o poder local mostra os seus alaridos, mas não consegue mudar nada, porque alguns Ministérios não permitem. Desde 2004 que se desenrola a candidatura da Lagoa de Óbidos a área ambiental protegida, mas a CDU tem na sua posse um estudo, datado de 2014, que resolveria muitos problemas e está na gaveta. Por que não avança? Talvez porque limita a construção nas margens… E de onde vem a grande receita dos municípios? Do IMI. Sei que houve um candidato que falou da compra de uma draga pelas Câmaras, mas isso é um disparate.

    E em relação aos empreendimentos de luxo construídos junto à margem sul? É a favor ou considera que são um atentado ambiental?
    Fui escuteiro e tenho uma relação especial com a natureza. Temos de preservar a natureza. Repare na desmatação que foi feita… O limite já foi ultrapassado e não sei como vamos fazer para corrigir o problema. Mas há 200 mariscadores que dependem daquela Lagoa e sei que alguns admitem migrar para o Alqueva. Andamos a brincar com coisas sérias. A covid-19 veio autoregular a humanidade e temos de estar atentos aos sinais.

    “Venho um pouco maltratado da política, pois quando saí da vereação sofri ostracismo”

    “Há uma pobreza encapotada, envergonhada, que contradiz os grandes eventos”

     

    É um homem das artes, foi vereador da cultura. Como analisa a política cultural do concelho e de Óbidos?
    Não gosto de políticos, embora tenha tido uma boa relação com os presidentes de Câmara. Mas considero que muitos políticos, quando estão no poder, ‘embebedam-se’ com o poder e, depois, ‘tontos’, fruto da bebedeira, fazem disparates. Não consigo aceitar que Óbidos não tenha um vereador da Cultura. Fui vereador da Cultura em tempos muito adversos [1986-1989], com um orçamento anual de 1.500 contos [7.500 euros], mas tínhamos um festival de música antiga, em parceria com a Gulbenkian, e foi assim que a Câmara de Óbidos começou a ganhar notoriedade. Hoje em dia, não concordo com estes eventos e não entendo a necessidade de ter uma Óbidos Criativa. Precisamos de um vereador da Cultura e não de fazer uma empreitada a uma empresa. Para mim, não é necessária uma Óbidos Criativa.

    Falemos de saúde. Onde deve ser construído o novo Hospital do Oeste?
    É mais um Ministério impenetrável… Pergunto por que razão Óbidos não tem um Centro de Saúde que abre às 08h00 e fecha à meia-noite? Ajudaria a evitar que as Urgências das Caldas ficassem ‘entupidas’. Sobre o Hospital, queremos é que ele seja construído. Onde? Para nós é indiferente. O importante é que venha o mais rápido possível.

    A desertificação da vila é um tema recorrente. Que soluções tem a CDU para resolver o problema?
    Nos Censos de 2011, a população ativa no concelho era de cerca de 5.300 e a população pensionista, em 2017, era de 4.700 pessoas, num concelho com 10 mil eleitores. Há uma desertificação evidente. E os concelhos à volta de Óbidos têm mais eleitores. Se isto se mantiver, e porque a agregação de municípios é uma inevitabilidade, o concelho de Óbidos vai ser ‘engolido’. Caldas continua a ter muita hegemonia em Óbidos e muito por culpa de nós, obidenses, que fomos incompetentes. Mas a desertificação não é apenas na vila. É também no concelho. E num concelho de litoral… Tem muito a ver com a política de habitação.

    Falou da agregação de municípios, mas não deveriam os municípios trabalhar mais em parceria?
    Deveriam trabalhar em conjunto em vários domínios, nomeadamente nos transportes e na educação. No caso da Lagoa de Óbidos, temos um problema grave, que é o da pressão urbanística. As Câmaras das Caldas da Rainha e Óbidos deveriam abordar estas temáticas em conjunto.

    Que opinião tem sobre a nova NUT?
    Para mim é uma forma de descentralização encapotada, mas que pode ser positiva se os nossos autarcas estudarem bem os dossiês e forem capazes de se articularem. Como sabemos, dois terços do investimento dos municípios é feito com fundos europeus. E isso, na perspetiva de uma nova NUT, pode ser vantajoso para os concelhos. ■

    “Defendo um turismo cultural e não o turismo de chinelo”

    Contrário à política dos grandes eventos, quer colocar os obidenses “a pensar”, despertando uma consciência cívica

    Luizinho Leal aponta outros caminhos para a economia do concelho, que não se resumam ao turismo. Aliás, para o candidato da CDU, há uma inflexão que é necessária para este setor e que ficou mais patente com a crise provocada pela pandemia.
    “Sou adepto de um turismo cultural, que não seja o turismo do chinelo e da mochila. Sou adepto de um turismo que não seja pela compactação dos turistas”, advoga o cabeça de lista da CDU, para quem Óbidos “tem uma riqueza enorme que os outros concelhos não têm: um castelo”. “E uma riqueza histórica que está a ser negligenciada, por causa dos grandes eventos”, sustenta.
    Admitindo não ser “nenhum Messias”, mas com vontade de “apresentar ideias”, Luizinho Leal, que nasceu na Serra D’El Rei, há 66 anos e foi eleito para a Assembleia de Freguesia da Amoreira há quatro anos, quer colocar os obidenses a refletir sobre o futuro do concelho.
    “A proposta que faço é pensar, para que as pessoas tenham consciência cívica”, sublinha o candidato, que trabalhou na Câmara de Óbidos com Pereira Júnior, um presidente que “defendia o concelho”, mas que tinha “um odiozinho com as Caldas”.
    “Também defendo o meu concelho, mas podemos estudar pontos de convergência e dirimir divergências”, salienta o professor, homem ligado às artes, que foi franciscano e para quem é “fundamental avaliar o que se faz”, pensando em estratégias de atuação que permitam “diminuir a pobreza” no concelho: “Sei que esta palavra pode chocar muita gente, mas é a verdade”.

    Candidato diz que é fundamental avaliar as decisões políticas

    Esta entrevista pode ser ouvida amanhã, sexta-feira, na antena da 91FM e vista nas redes sociais da rádio e da Gazeta durante o fim de semana.
    Na próxima edição, o entrevistado é Vítor Marques, candidato do movimento Vamos Mudar à Câmara das Caldas da Rainha. ■

     

  • Câmara tem proposta para “nova” Praça 5 de Outubro

    Câmara tem proposta para “nova” Praça 5 de Outubro

    A criação de zonas de estar, área zona verde e esplanadas fechadas faz parte do projeto que é a concretização de uma proposta vencedora do Orçamento Participativo

    A proposta de um projeto de requalificação da Praça 5 de Outubro, de forma a ser adaptada às necessidades dos utilizadores e comerciantes, foi a vencedora (entre as 16 a votos) no Orçamento Participativo (OP) 2017 nas Caldas da Rainha, com um valor de 30 mil euros.
    A Câmara abriu concurso público e o projeto final, que foi agora apresentado no executivo, propõe a existência de espaços que permitam a fruição, o lazer ou o descanso. Da autoria da empresa VhM, a proposta prevê a remoção das estruturas existentes, como é o caso do anfiteatro, do quiosque e das floreiras e a criação de novas estruturas de acesso ao parque de estacionamento existente. Serão também feitos novos percursos e volumes de esplanadas, a par da criação de áreas verdes e zonas de estar distribuídas por toda a área da praça.

    A nova Praça assume-se como um espaço vibrante e contemporâneo dando uma nova vida a este centro da cidade

    Proposta VhM

    O que estava definido no OP era fazer o projeto mas a Câmara tem a intenção de realizar a obra

    Hugo Oliveira

    “A nova Praça 5 de Outubro assume-se como um espaço vibrante e contemporâneo, dando uma nova vida a este centro da cidade”, refere a proposta apresentada, que inclui ainda um esquema solar e iluminação noturna garantida por linhas de luz no pavimento. Prevista está também a realização de um mural cerâmico, da autoria do cartoonista António, para colocar como peça central da praça.
    De acordo com o vereador Hugo Oliveira, neste momento está concluído o projeto de execução, para que depois se possa abrir concurso público para a intervenção. “O que estava definido no OP era fazer o projeto, mas a Câmara tem a intenção de fazer a obra”, disse o autarca, estimando que o investimento a realizar seja na ordem dos 800 mil euros e que será submetido a candidaturas para apoio comunitário.
    A Praça 5 de Outubro, anteriormente denominada por Praça Nova e “Praça do Peixe”, devido ao mercado do peixe ao ar livre, também albergou o Teatro Pinheiro Chagas e depois foi parque de estacionamento. Ainda de acordo com o documento apresentado, a atual praça é um “largo trapezoidal, regular, encerrada perímetralmente por construções de caráter eminentemente habitacional, com pequeno comércio”.
    A proposta foi aprovada por unanimidade na sessão de Câmara, com a condição de estarem garantidos todos os procedimentos, particularmente os de segurança contra incêndios. ■

  • Caldas estabelece protocolo de cooperação  com Rio Maior

    Caldas estabelece protocolo de cooperação com Rio Maior

    Criar sinergias entre os dois concelhos é o mote do protocolo que deverá ser firmado em breve entre os dois municípios

    A Câmara das Caldas da Rainha pretende estabelecer um protocolo com a congénere de Rio Maior, que visa a promoção e intensificação da cooperação nas áreas do desporto, turismo, juventude e cultura.
    A proposta base do protocolo foi trabalhada e os dois municípios chegaram a um entendimento. A Câmara das Caldas já o aprovou e nos próximos dias deverá ser apreciado pelo executivo de Rio Maior.
    De acordo com o vereador Pedro Raposo, a primeira iniciativa prática a decorrer no âmbito do acordo será a apresentação da rede concelhia de percursos pedestres, que depois deverão ser ligados ao concelho vizinho. A apresentação pública está prevista para finais deste mês, inícios de agosto e a rede contempla “centenas de quilómetros de percursos pelo concelho, com maior incidência entre o Nadadouro e Salir do Porto, junto à zona costeira, e também em Alvorninha considerando o potencial turístico da barragem”, explicou Pedro Raposo.

    Além dos percursos de turismo religioso Rio Maior quer ligações pedestres ao mar

    Também Rio Maior tem um conjunto de percursos, muitos deles de ligação a Fátima, numa perspetiva de turismo religioso e pretende completar essa oferta com uma ligação ao mar, que será feita pelo concelho das Caldas. O trabalho está a ser desenvolvido com a Escola Superior de Desporto e integra percursos pedestres, de corrida, ciclismo e BTT, entre outros.
    A cooperação compreende também as valências de resposta ao turismo, tendo em conta que as Caldas têm mais unidades hoteleiras do que Rio Maior, mas aquele concelho possui um centro de estágios e um centro de formação desportiva, o que leva a uma maior necessidade de permanência. Integra ainda possibilidade da realização de eventos e a componente de formação, tendo em conta as valências nas áreas do Turismo, no caso do Politécnico de Leiria e de desporto, com a Escola Superior de Desporto de Rio Maior (Instituto Politécnico de Santarém).
    Os vereadores do PS deixaram a recomendação para que este possa abranger a divulgação cultural alargada, ao nível nacional e internacional, do património hidrogeológico dos dois municípios, nomeadamente do Vale Tifónico, incluindo a estância termal das Caldas e das Salinas de sal-gema de Rio Maior, através da promoção turística de rotas conjuntas. ■

  • Segredos d’Óbidos propõem uma viagem de 60 dias pela História da vila

    Segredos d’Óbidos propõem uma viagem de 60 dias pela História da vila

    Os comerciantes e dirigentes associativos juntaram-se mais uma vez e, com o apoio da autarquia, estão a dinamizar diversas iniciativas ligadas à História para atrair visitantes a Óbidos

    O luthier Luís Eusébio, agora transformado em músico da corte e o som da sua gaita de foles marcaram o compasso para o cortejo medieval que, ao final da manhã da passada quinta-feira, 15 de julho, desfilou pelas ruas da vila e terminou na cerca do castelo, junto à Torre de Assalto. A acompanhá-lo foram representantes das lojas e empresas locais, dirigentes associativos e elementos da autarquia e empresa municipal, todos trajados a rigor.
    O cortejo marcou, de forma simbólica, o arranque de mais um conjunto de iniciativas dos Segredos d’Óbidos, desta feita ligadas à história da vila e a decorrer durante o período em que teria lugar o Mercado Medieval, que nos últimos dois anos não se tem realizado devido à pandemia.
    “Os comerciantes resolveram juntar-se e, em conjunto com a Câmara e a Óbidos Criativa, fazer coisas em segurança”, disse Luís Eusébio, um dos elementos do projeto, acrescentando que esta iniciativa pretende prestar uma homenagem aos antepassados que conquistaram Óbidos e aos que o têm mantido até à atualidade.
    “Nos dois próximos meses vamos fazer o que nos for possível para não deixar morrer a tradição do medieval e tentar ajudar-nos todos enquanto comerciantes”, concretizou o músico e luthier.
    O empresário Eurico Santos deixou um convite a todos quantos queiram visitar Óbidos, que o podem fazer “em segurança e com confiança”. À sua espera têm uma viagem pela história de Portugal, sobretudo da época dos Descobrimentos, com a participação dos restaurantes, pastelarias e cafés, a mostrar a sua criatividade, mas também com visitas guiadas com história, conversas de esplanada e outros apontamentos culturais, tudo feito em pequenas bolhas.
    O projeto Segredos d’Óbidos, que começou no ano passado, consiste em iniciativas dinamizadas e geridas pelo setor empresarial e associativo local para mostrar o melhor de Óbidos, nas mais variadas vertentes tem crescido e pretende abranger não só a vila, mas também todo o concelho.

    Serão dinamizadas iniciativas com uma ligação à história, mantendo a tradição do medieval

    Comerciantes deixam o convite para uma visita em segurança a Óbidos

    Também presente no cortejo, a vereadora Margarida Reis revelou que se pretende mostrar a resiliência para com a situação pandémica e que, trabalhando em conjunto, é posível chegar mais longe. “Temos segurança e ambiente”, garantiu a autarca.
    Entre a oferta inserida neste projeto está o “Let’s have a drink on Cock’s tail”, que disponibiliza, entre outros, um cocktail ao final da tarde e permite transformar um lanche num verdadeiro “acontecimento cheio de glamour”, com tapas e outros petiscos acompanhados pela bebida certa para a ocasião.
    Já o “Voar para a liberdade” consiste na confeção de produtos portugueses, adquiridos no mercado e que depois podem ser acompanhados por um bom vinho e na presença de livros, poesia música, performances de rua ou mesmo de uma reciação histórica.
    A “dignidade do vinho” e as tradições dos seus rituais são também celebrados através do projeto D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, “O cerco e a tomada do castelo”.
    Haverá também, durante os próximos dois meses, teatro de rua, música, workshops, roteiros gastronómicos e manjares tradicionais, numa viagem que vai do medieval aos descobrimentos.

    Homenagens a figuras da terra
    Incluído no projeto está um conjunto de homenagens a obidenses que se destacaram nas mais diversas áreas. A primeira terá lugar amanhã, dia 23, e será dirigida a Albino d’Óbidos (a título póstumo), artista, pintor em diversos materiais, homem do teatro, das letras e um grande ceramista. Estas irão ter continuidade e os empresários querem que se alarguem a todo o território de Óbidos.
    No dia seguinte o cavaleiro e o músico da corte andarão pelas ruas de Óbidos, onde também haverá teatro de rua e música, com o projeto Trompete à la Carte. ■
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Praia do Bom Sucesso ostenta Bandeira Azul pela primeira vez

    Praia do Bom Sucesso ostenta Bandeira Azul pela primeira vez

    A praia de Óbidos tem também hasteadas as bandeiras de Praia Acessível para Todos  e de Praia de Qualidade de Ouro

    Foi hasteada a 16 de julho, pela primeira vez, a Bandeira Azul da Europa na praia do Bom Sucesso. De acordo com a vereadora Margarida Reis, esta distinção assegura aos utilizadores das praias certificadas uma vasta lista de pressupostos, ao nível dos serviços e equipamentos, segurança, acessibilidade, saúde e higiene, ambiente e sensibilização ambiental.
    Na zona de praia galardoada, os banhistas encontrarão qualidade da água de excelência e regularmente monitorizada, limpeza do areal, recolha seletiva do lixo, WC acessíveis e adaptados, estacionamento e acessibilidades ao areal e água garantida, exemplifica. É ainda assegurada vigilância e socorro, bem como a existência de diversos equipamentos como chuveiro, lava-pés, pontos de água, cinzeiros de praia, informação adicional e interpretativa. Por outro lado, é proibida a permanência de animais no areal.
    Ao abrigo deste programa a praia do Bom Sucesso contará também com atividades de educação ambiental, visando a defesa e sensibilização ambiental e um desenvolvimento sustentável.
    Segundo a autarca, em todo este processo, nomeadamente no Bom Sucesso, “houve necessidade de articular muito bem com a Agência Portuguesa do Ambiente a forma como os trabalhos das dragagens da Lagoa de Óbidos decorrerão, para não prejudicar os veraneantes e, acima de tudo, a qualidade daquela praia tão apetecível”.

    Houve necessidade de articular com a APA os trabalhos a decorrer de dragagens para não prejudicar os veraneantes

     

    Galardão adiado no Rei Cortiço
    A atribuição deste galardão na praia do Rei Cortiço está adiada até à finalização das obras de implementação do apoio de praia, previstas para o final do mês.
    Para além da Bandeira Azul, a praia do Bom Sucesso ostenta também o galardão Praia Acessível – praia para todos, reconhece e certifica a existência de equipamentos e acessibilidades inclusivas, permitindo o acesso e utilização de todas as valências por pessoas com mobilidade reduzida ou portadoras de deficiência.
    Entre os equipamentos existentes estão o WC adaptado, passadiços e passadeiras amovíveis para acessibilidade, sinalética específica e cadeira anfíbia. Tem ainda a distinção de Praia com Qualidade de Ouro, certificado da qualidade de excelência da água balnear, da responsabilidade da Quercus.
    A autarca congratula-se por ter as praias do município reconhecidas, pela primeira vez, com estes galardões, que são “sinónimo de qualidade, sensibilização, segurança e acessibilidade”.
    No concelho de Óbidos, a época balnear vai até 15 de setembro e, tendo em conta a situação pandémica, o número máximo de pessoas admitidas no areal do Bom Sucesso é de 3100, em Vale de Janelas (Praia d’El Rei) de 1600 pessoas e no Rei do Cortiço de 400 pessoas.■

  • Início das dragagens aguarda Avaliação de Impacte Ambiental

    Início das dragagens aguarda Avaliação de Impacte Ambiental

    O início das dragagens na Lagoa de Óbidos está dependente da autorização em sede de AIA (Avaliação de Impacte Ambiental). De acordo com o presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, o objetivo, manifestado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), será de que a obra possa começar ainda este mês, mas aguarda pelos pareceres que são necessários mesmo antes do seu começo.
    Já o autarca de Óbidos, Humberto Marques, considera que as dragagens têm de contemplar, no seu início, a zona da embocadura, que liga a lagoa ao mar. “Reitero o que disse aquando do auto de consignação da obra, que vejo a lagoa cada vez mais assoreada junto à aberta”, disse o presidente da Câmara, alertando para a eficácia do investimento de 16 milhões de euros nos braços da Lagoa, se não se intervir também na sua ligação ao mar, que permite a circulação das águas.
    “Alguma coisa está a acontecer para esta interdição da apanha de bivalves, que é atípica e que tem a ver com a falta de renovação da água vinda do mar”, salientou Humberto Marques, acrescentando que, no domingo, a temperatura da água no corpo da lagoa chegou aos 25º. “É um ambiente extraordinário para as toxinas se desenvolverem”, alertou.
    A empreitada visa retirar 875 mil metros cúbicos de areia, ao longo de 4.000 metros de canais e 27 hectares de bacias na Lagoa. A obra estará a cargo do consórcio Alexandre Barbosa Borges, SA/Vinci- Construction Maritime et Fluvial, que já tem a draga instalada no local. ■

  • Embaixador do Irão passeia pelas Caldas e estreita relações

    Embaixador do Irão passeia pelas Caldas e estreita relações

    A distinção da Unesco abre portas a possíveis ligações entre as Caldas e a cidade iraniana de Bandar Abbas ao nível da cultura e das artes. Voleibolistas iranianos vão reforçar o Sp. Caldas na próxima época

    O embaixador do Irão em Lisboa, Morteza Damanpak Jami, esteve de visita às Caldas com o intuito de estreitar laços de cooperação entre esta cidade e a iraniana Bandar Abbas, situada no Golfo Pérsico, ambas distinguidas pela Unesco como cidades criativas do artesanato e artes populares.
    “A cooperação entre cidades do Irão e de Portugal está a crescer e há razões, nas Caldas, pelas quais podemos estar ligados”, referiu Morteza Damanpak Jami à Gazeta das Caldas, após uma visita ao Centro de Artes.
    Naquele espaço, o embaixador teve oportunidade de visitar o Museu Leopoldo de Almeida e também conhecer a peça que o escultor iraniano Majid Haghighi realizou aquando do Simppetra 2012 e que representa um símbolo sagrado do seu país.
    Durante a conversa com representantes da Câmara da Caldas da Rainha, o diplomata referiu a presença dos portugueses no Golfo Pérsico durante a época dos Descobrimentos, nomeadamente ao nível da construção de fortes, e precisou que há semelhanças ao nível da cultura e das artes da cidade de Bandar Abbas e as Caldas, mas também ao nível da gastronomia, especialmente na confeção do marisco.
    “O artesanato é muito famoso, assim como a cerâmica e as artes, pelo que a nossa cidade mostrou interesse em estar ligada às Caldas e o intuito da minha visita é o de verificar o potencial para essa cooperação”, sintetizou.

    “O intuito da minha visita é verificar o potencial para a cooperação entre as duas cidades.”

    Morteza Damanpak Jami

    Localizada na costa sul do Irão, Bandar Abbas, com os seus mais de 500 mil habitantes, tem como principais caraterísticas culturais o artesanato e arte popular, música e canto. Ao nível do artesanato e as artes locais destacam-se o artesanato prático e marinho, as roupas locais e os instrumentos musicais que são particulares daquela zona do continente asiático.
    É considerada um dos centros estratégicos e comerciais mais significativos do país e do mundo devido à sua situação geográfica privilegiada.
    Morteza Damanpak Jami começou o périplo às Caldas com uma receção na Câmara, depois visitou a empresa Ivo Cutelarias, em Santa Catarina, e apercebeu-se que essa empresa tem trabalhado com parceiros iranianos nos últimos 32 anos.
    A visita contemplou, ainda, uma passagem pelo Museu Malhoa, Praça da Fruta, Hospital Termal, Museu do Hospital, Fábrica Bordalo Pinheiro e, por fim, à Lagoa de Óbidos, onde deram uma volta de barco. Durante o almoço, que decorreu no restaurante Afinidades, o diplomata reuniu com elementos da direção do Sporting Clube das Caldas, no sentido de fomentar a cooperação e o bom acolhimento, também através da embaixada, de jogadores iranianos de voleibol na sua equipa sénior masculina.

    O embaixador conta voltar às Caldas em finais de agosto, altura em que já cá estarão os jogadores iranianos

    “Os atletas iranianos têm mostrado boas performances em Portugal, como é o caso do jogador de futebol que está no FC Porto, Mehdi Taremi”, referiu o embaixador, acrescentando que esta cooperação poderá potenciar a vinda de mais atletas para Portugal, noutras modalidades.” Creio que este entendimento crescente é bom para a relação entre os dois países”, realçou o diplomata, que esteve pela primeira vez nas Caldas, mas espera regressar em finais de agosto, altura em que os jogadores já deverão estar nas Caldas.

    Dimensão internacional
    A vereadora Maria da Conceição Pereira acompanhou parte da visita e destaca a importância dos intercâmbios entre as cidades criativas que, de resto, faz parte do projeto de candidatura, mas que devido à pandemia não se têm concretizado. “Temos todas as condições para receber artistas e acho que o senhor embaixador ficou bem impressionado”, referiu a autarca, acrescentando que estas cooperações dão uma dimensão maior e internacional às Caldas.
    A distinção da Unesco também leva a que o executivo receba, muito regularmente, convites de outras cidades criativas para iniciativas conjuntas. “Em Portugal há apenas sete, acho que é um título extremamente importante para a promoção e divulgação das Caldas nas suas várias áreas”, explica, precisando que a distinção de artesanato e artes populares assenta na cerâmica, mas que também as cutelarias e os bordados “fortalecem a candidatura”. O embaixador iraniano ficou também particularmente interessado em conhecer a ESAD, depois de ter conhecimento que foi a escola de artes que preparou a candidatura e tendo em conta que já possuem parcerias com outras cidades na área da educação e investigação.
    Ambas as cidades foram distinguidas pela Unesco como criativas em 2019. ■

  • Câmara das Caldas quer lançar apoio para reabilitação dos edifícios privados

    Câmara das Caldas quer lançar apoio para reabilitação dos edifícios privados

    A concluir a reabilitação no espaço público, a autarquia apresenta instrumentos que lhes permite focar na melhoria dos edifícios privados, também de forma a aumentar o mercado de arrendamento

    A Câmara das Caldas da Rainha quer que a intervenção que está a ser feita no espaço público possa ser acompanhada pelos particulares, recuperando os seus imóveis degradados. Nesse sentido, apresentou um programa de apoio para ajudar os privados que não têm condições financeiras para fazer intervenções nas suas casas, localizadas dentro do perímetro abrangido pela Área de Reabilitação Urbana (ARU) da cidade.
    No fundo, a autarquia está disponível para se substituir ao proprietário, através de um contrato, e possa reabilitar o espaço, através de recurso a um empréstimo ao IFRU e através da modalidade de empreitada única (reunindo os vários imóveis que tenha para recuperar).
    Depois de concluída a obra e arrendado o espaço, a autarquia fica com 80% do valor da renda para ir pagando o empréstimo, 10% são para o proprietário e os outros 10 % irão para um fundo de garantia, para o caso de o imóvel não estar arrendado haver forma de garantir o pagamento do empréstimo. Pode também ser vendido, desde que a Câmara seja ressarcida do valor que gastou na obra.
    “O nosso objetivo é revitalizar o centro da cidade e de uma forma sustentável”, explicou o vereador Hugo Oliveira, que apresentou o programa de apoios esta segunda-feira (19 de julho), durante o seminário de Reabilitação Urbana.
    Inserido no projeto está a criação de uma bolsa de imóveis para criativos, que pretende dinamizar o mercado de arrendamento destinado a artistas e artesãos. O objetivo passa por criar uma plataforma física e online, que divulga a oferta de arrendamento de edifícios disponível para estes criativos e famílias que, por seu lado, candidatam-se ao espaço.
    De acordo com o vereador, existirão na cidade cerca de 400 edifícios com necessidade de reabilitação e o investimento estimado nessa recuperação rondará os 55 milhões de euros. Esta é, também, a forma encontrada pela autarquia para ajudar a regular o mercado de arrendamento, “permitindo acalmar a escalada de preços e fazer com que os nossos jovens possam viver nas Caldas”, explicou o presidente da Câmara, Tinta Ferreira.
    Também como forma de ajudar os munícipes a encontrar os instrumentos para a reabilitação urbana, foi criada a Loja da Reabilitação Urbana, sediada no Centro de Qualificação dos Produtos Regionais, onde também já funciona o gabinete técnico de requalificação urbana, os eventos e a Global zoom Smart Cities, que está a trabalhar no conceito Caldas Smart City.

    “O objetivo é revitalizar o centro da cidade de uma forma sustentável”

    Hugo Oliveira

    “[Medida] permite que os jovens vivam na cidade”

    Tinta Ferreira

     

    Intervenções na cidade
    A intervenção no edifício junto ao Posto de Turismo, na rua Frei Jorge de S. Paulo, que deverá albergar o Centro de Interpretação do Centro Histórico pôs a descoberto vestígios arqueológicos que levaram à alteração do projeto. As escavações ainda decorrem, mas já foram descobertos fornos de cerâmica e uma conduta de água, que levam a que aquele local venha a ser aproveitado para espaço expositivo, com vidraças deixando ver esses vestígios e que as salas dos arqueólogos passem para o piso superior.
    Está também prevista a ligação pedonal entre essa rua e o Chafariz das Cinco Bicas e a criação do Centro Interpretativo do mestre Ferreira da Silva na sua ligação com o Jardim d’Água. Este deverá ficar localizado num edifício que se encontra ao lado do Museu dos Hospital e das Caldas. Ainda no âmbito da reabilitação daquela zona, está o antigo lar das enfermeiras, que dará lugar a um edifício destinado à habitação jovem a custos acessíveis.
    Ao nível do espaço público, a Rua da Estação vai ser ampliada e terá dois sentidos. A autarquia já chegou a acordo com a Infraestruturas de Portugal no sentido de deitar abaixo o muro existente e ali ser criada uma vedação técnica, com estacionamento em espinha e um passeio. ■

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