Author: Fátima Ferreira

  • Luizinho Leal é candidato à Câmara de Óbidos pela CDU

    Luizinho Leal é candidato à Câmara de Óbidos pela CDU

    O professor aposentado, de 66 anos, Luizinho Leal, é candidato à Câmara de Óbidos pela CDU. Foi vereador da cultura entre 1986 e 1989 e mais recentemente, encabeçou a lista da CDU à Assembleia de Freguesia da Amoreira. A sua indicação como primeiro candidato à Câmara de Óbidos é uma “decisão que dá corpo à natureza unitária da CDU e um contributo para perspetivar um novo rumo de desenvolvimento social, cultural e económico sustentado para o concelho”, refere a coordenação distrital de Leiria da coligação em nota de imprensa.

    Silvia Maurício recandidata-se à Assembleia Municipal, órgão que integra desde 2013. A candidatura da investigadora, licenciada e doutorada em Biologia, surge na sequência da “coerente e dedicada intervenção naquele órgão em defesa dos interesses e direitos da população deste concelho”, justifica a CDU. Ainda de acordo com a coligação, a candidatura em Óbidos tem como objetivo político central a afirmação de uma verdadeira alternativa política na perspetiva do seu desenvolvimento social, cultural e económico. Pretende reforçar a sua votação em ambos os órgãos autárquicos, garantindo a eleição de um vereador na Câmara Municipal e o reforço do número de eleitos na Assembleia Municipal.

  • Excertos em várias localidades compõem Rota da Poesia de Óbidos

    Fragmentos de poemas estão fixados em 19 localidades do concelho e, depois, reunidos, na escadaria das piscinas municipais, criando um outro poema

    “Gosto de sentir a natureza e fingir que não lhe pertenço”. O excerto do poema de Armando da Silva Carvalho, colocado no muro da Sociedade Cultural e Recreativa Pinhalense, marca o início da Rota da Poesia, que se estende pelas localidades do concelho, terminando no exterior das piscinas municipais, com José Anjos.
    No périplo pelas aldeias de Óbidos é possível encontrar excertos de obras de Herberto Helder, Ruy Belo, Eugénio de Andrade, Maria Alberta Meneres, Chico Buarque, Mário Cesariny, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen e José Saramago, entre outros.

    Valorizar o território ligando-o à literatura é o objetivo desta rota

    Junto a cada uma das frases está um QR, que dá acesso à totalidade do poema, à biografia e bibliografia do poeta e ao local da rota na qual se insere. Está ainda a ser criado um pequeno filme, que irá identificar os locais por onde passa a rota.
    A iniciativa do programa Óbidos +Ativo e Óbidos Jovem, inserida na Óbidos Poetry Sessions, contempla ainda as Escadas Poema, situadas nas piscinas municipais, e que contemplam os 19 fragmentos, criando um outro poema. A escadaria dá acesso ao primeiro andar das piscinas, onde foi criado um espaço de leitura e convívio.
    De acordo com a vereadora da Cultura, Margarida Reis, o objetivo passa pela valorização do território e a sua ligação à literatura, tendo em conta a distinção da Unesco para a vila de Óbidos.

    “As frases foram escolhidas tendo em conta o território, falando muito do mar, da pedra, antiguidade, de forma a que seja marcante e que traduza o que se passa pelo concelho”, explica, acrescentando que a rota também pretende dar a conhecer outros recantos de Óbidos, cada um com a sua identidade.
    O próximo passo será uma intervenção no Parque da Vila, com a criação de um canto de leitura junto a uma árvore, onde as pessoas que fazem os percursos possam alternar a sua leitura, também num espaço de natureza. A sua concretização irá incidir na utilização de produtos naturais e apostando na reciclagem.
    Margarida Reis lembra ainda que outras iniciativas que já decorrem têm sido valorizadas com a temática da literatura, como é o caso das caminhadas literárias, durante o Folio, e as caminhadas do amigo especial, que acabam sempre com a leitura de um poema ou de uma citação.

  • A singularidade da barbearia Varandas

    Projeto de jovem pretende afirmar-se como um espaço de eleição para o culto da imagem e do convívio

    Ser barbeiro não foi o sonho de criança de Tomás Varandas, mas o gosto pelas tesouras, máquina de corte e a estética associada ao cabelo foram crescendo e levaram a que o estudante de Desporto trocasse o curso em Leiria por outro em Lisboa. Durante seis meses, viajou, uma vez por semana, rumo à capital, onde aprendeu a arte de tratar do cabelo e da barba, ao mesmo tempo que colocava os conhecimentos em prática numa barbearia nas Caldas, onde trabalhava. Mas o objetivo estava traçado: abrir um negócio, que concretizou no início do mês, com a abertura da Varandas – Barbearia & Companhia.
    Nos 125 metros quadrados do nº 132 da Rua Capitão Filipe de Sousa, a decoração vintage salta à vista, assim como a mesa de snooker e o espaço lounge que permite aos clientes conviver enquanto esperam pela vez. E também podem beber uma ginja de Óbidos, uma cerveja artesanal ou um café do Pena, acompanhado por um lagarto, uma cavaca ou um beijinho, também provenientes desta loja caldense. Ali vende-se uma experiência, não apenas um corte de cabelo ou aparo da barba.

    Entre os projetos estão a abertura de uma escola de barbearia nas Caldas

    “Sempre quis abrir uma barbearia, ter uma marca própria e conceito diferenciado”, conta Tomás Varandas que, na criação do projeto, contou com o apoio do programa Ativa-te, do Espaço Ó, tanto no desenvolvimento da sua ideia, como em todo o apoio logístico necessário. A reabilitação do espaço foi feita por familiares e amigos.
    O conhecimento do trabalho do barbeiro e a curiosidade em visitar o novo espaço têm fomentado as marcações. Na passada segunda-feira de manhã, a agenda já estava completa até ao próximo sábado, o que deixa Tomás Varandas otimista em relação à aposta. Também o horário pretende adequar-se o mais possível aos clientes. Às segundas, terças e quartas-feiras está aberto das 14h00 às 22h30, mas às quintas e sextas-feiras está aberto das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 20h00 e aos sábados das 9h00 às 18h00.
    Por enquanto, trabalha sozinho, mas quer formar uma equipa. Entre os projetos estão a criação de uma escola de barbeiros, tendo em conta que não existe nenhuma fora dos grandes centros urbanos que permita a formação de jovens que queiram aprender o ofício ou de barbeiros que queiram aprofundar os seus conhecimentos na área.
    “Hoje em dia, a barbearia já não é o local onde se vai só para cortar o cabelo ou aparar a barba, mas onde se estuda a harmonia do rosto e o couro cabeludo, para ajudar a estética da pessoa”, explica o profissional, de 21 anos, acrescentando que as suas sugestões são bem recebidas pelos clientes que colocam, literalmente, o cabelo nas suas mãos. Outra das apostas é a dinamização cultural do espaço, juntando artistas e grupos locais para concertos, instalações e exposições.

  • Carlos Pinto Machado candidata-se em Óbidos pelo Partido da Terra

    Candidato pelo CDS-PP nas duas últimas eleições autárquicas, o empresário concorre, desta feita, à liderança dos destinos da Câmara como independente pelo Movimento o Partido da Terra

    Carlos Pinto Machado candidata-se pela terceira vez à Câmara de Óbidos, mas, desta feita, pelo Movimento o Partido da Terra (MPT). É a primeira vez que aquele partido irá a eleições no concelho, representado pelo empresário do ramo imobiliário e turismo, que considera que “existe um vazio de ideias e de ações que visem melhorar as condições de vida dos obidenses”. Defende, por isso, que é preciso olhar para o concelho de forma integrada e construir soluções para o seu desenvolvimento económico e sustentável.
    O candidato, de 55 anos, assume que “estamos fim de um ciclo de 20 anos em que uma “geringonça” liderada pelo PSD, coadjuvada pelo PS, que governou o concelho e gerou um saldo pouco positivo para a maioria da população e para o território” e que a população está “farta de Direita e de Esquerda que só se preocupam com as suas dinâmicas partidárias”. Carlos Pinto Machado destaca que se trata de um concelho rural, envelhecido e empobrecido, em que uma grande faixa da população que precisa de apoio solidário, pois sobrevive com pensões rurais que considera “absolutamente indignas”.

    “Somos um concelho
    magnífico, com história, com praias, com uma
    lagoa, com floresta, que está mal gerido, mal divulgado”

    Carlos Pinto Machado

    No que respeita aos mais novos, considera que deparam-se com a falta de oferta de habitação a preços acessíveis e de empregos. “Nem todos os jovens têm de ser licenciados”, realça o candidato, que considera “imperativo” criar carreiras profissionais apostando em áreas de formação profissional adequadas às necessidades do concelho.
    Carlos Pinto Machado defende a criação de emprego sustentável, que considera que que só será possível atraindo investimento, um comprimsso que assume caso seja eleito. “Tornarei o concelho de Óbidos apetecível para os investidores, farei aquilo que nos últimos 20 anos não conseguiram fazer. Criarei condições para desenvolver o concelho, proporcionando a quem lá vive a qualidade de vida que merecem”, refere na nota de apresentação da sua candidatura.
    No que respeita ao Turismo defende a criação de dinâmicas promocionais que visem atrair turismo de qualidade, que permaneça no concelho por mais do que um dia, que utilize as estruturas de alojamento existentes, desenvolva a restauração, a animação turística e o comércio local.
    “Somos um concelho magnífico, com história, com praias, com uma lagoa, com floresta, que está mal gerido, mal divulgado”, considera o candidato que quer alicerçar estas dinâmicas no fortalecimento da marca “Óbidos” associada à marca “Portugal” como destino turístico de excelência.
    Tendo por lema da candidatura “O nosso partido é Óbidos. Primeiro os da Terra!”, Carlos Pinto Machado diz que tem profissão e rendimento que lhe permitem “não precisar de emprego político” e que concorre para servir o concelho e a sua população. No currículo apresenta uma carreira de cerca 25 anos no setor financeiro. Foi fundador da Concelhia do CDS-PP em Óbidos, onde foi dirigente, assim como da Distrital e conselheiro nacional.
    O candidato vai a votos com João Paulo Cardoso (BE), Paulo Gonçalves (PS), Filipe Daniel (PSD) e Sabino Félix (Chega!). A CDU ainda não deu a conhecer o candidato autárquico em Óbidos.

  • Nova máquina garante limpeza diária do areal da Foz do Arelho

    Investimento de 65 mil euros permite a limpeza das praias da Lagoa e do Mar. O novo equipamento dos SMAS já se encontra a funcionar

    Apresentada a 9 de junho, a nova máquina começou a funcionar no dia seguinte, de modo a garantir que o areal da Foz do Arelho estava limpo aquando da abertura oficial da época balnear, no passado sábado.
    O investimento de cerca de 65 mil euros dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) permite fazer uma limpeza diária ao areal ao final do dia para que, na manhã seguinte, os veraneantes encontrem a praia nas devidas condições.
    “Antes tínhamos uma máquina muito velha, pelo que optámos por fazer um investimento significativo neste novo equipamento, que também responde a outras questões ambientais”, referiu José Moura, administrador delegado dos SMAS.

    O equipamento leva a que não se tenha que partir o chão em caso de ruturas

    Em anos anteriores, a limpeza da praia era assegurada por serviços externos, mas, com a passagem do serviço de recolha de resíduos sólidos urbanos e de limpeza urbana (que inclui a do areal da Foz) para os SMAS, a entidade ficou encarregue desta tarefa, afetando a maquinaria e recursos humanos para o efeito. O novo equipamento permite o “dobro da rentabilidade” e deixa o areal “liso e limpo”, explicou José Moura.
    Com a época balnear a começar e com o país já quase todo desconfinado, as expetativas do presidente da Câmara, Tinta Ferreira, para este verão na Foz são de que este possa ser semelhante ao do ano passado.
    “Apesar das limitações, obtivemos alguma satisfação com os resultados no período do verão, por parte do nosso tecido económico”, referiu o autarca, acrescentando que há uma grande vontade das pessoas em ir para a rua e participar em eventos. “O próprio tecido interno vai continuar a escolher este destino e o ano passado a praia teve bastante frequência”, concluiu.

    SMAS investem em novas tecnologias para solucionar problemas ao nível do entupimento e ruturas de condutas

    Estas praias ostentam também, entre outras, a Bandeira Azul, e são consideradas Praias de Ouro, galardão atribuído pela Quercus.
    Este ano, e de acordo com o estabelecido pela APA, a capacidade máxima para a praia da Lagoa é de 6.000 pessoas e para a praia do Mar de 3.800. Há recomendações que têm de ser tidas em conta, tanto nos acessos como no próprio areal, sob pena da aplicação de sanções.

    Aposta em novas tecnologias
    Entretanto, foi também apresentado um novo equipamento, que permite aos SMAS resolver problemas de entupimentos ou ruturas de condutas sem necessitar de partir o alcatrão. Trata-se de um videoscópio com um monitor que permite ver em vídeo e foto, o que se passa no interior da rede de condutas e fazer uma análise de todo o percurso. Com um comprimento de 90 metros, este equipamento indica “concretamente onde é que está o problema, sem a necessidade de partir toda a zona”. “Se for necessário, parte-se apenas naquele ponto ou, até pode ser possível resolver com o hidroaspirador, fazendo a aspiração a partir da entrada da conduta”, explicou o administrador delegado dos SMAS.
    “Temos 900 quilómetros de rede de água, mais de 400 de saneamento e 150 de pluvial em todo o concelho, e temos problemas com as condutas mais antigas”, especificou José Manuel Moura, acrescentando que o investimento de 20 mil euros será uma ajuda fundamental na resolução desses problemas. De acordo com o responsável, é também um sinónimo de investimento, dos Serviços Municipalizados das Caldas, em novas tecnologias, a par das viaturas que tem adquirido para renovar e aumentar a frota.

  • Câmara das Caldas e IPL firmam protocolos na área da saúde e termalismo

    Aulas práticas nas termas das Caldas e a cooperação nos domínios técnico, científico e pedagógico na área da saúde são algumas das ações a desenvolver no âmbito deste protocolo

    Os alunos que frequentam o curso Técnico Superior Profissional de Estética, Cosmética e Bem-Estar da Escola Superior de Saúde de Leiria (ESSLEI) terão, a partir do próximo ano letivo, a possibilidade de ter as aulas práticas da especialização em termalismo nas Termas das Caldas.
    Esta colaboração resulta do protocolo estabelecido entre a autarquia e o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) no passado dia 9 de junho.
    De acordo com o documento, em contrapartida às 60 horas de formação para os alunos, o IPL ficará encarregue de realizar formação ou workshops sobre termalismo para os profissionais das termas caldenses.
    A formação, cuja parte da componente prática irá decorrer nas termas, é frequentada por 25 alunos, sendo um curso superior técnico profissional. O diretor da escola, Rui Pinto, salientou que tem havido um reconhecimento da atividade do termalismo e que esta área é também um “caminho a explorar” por aquele estabelecimento de ensino.
    Na mesma ocasião, foi celebrado outro protocolo, de caráter mais geral, entre as entidades, abrangendo matérias de interesse comum, nos domínios técnico, científico e pedagógico, entre outros. Previstas estão ações que visem o intercâmbio de bibliografia técnica, científica e pedagógica, projetos em parceria, a organização conjunta de cursos, a colaboração na organização de eventos conjuntos e participação em eventos promovidos por ambas as entidades. Este protocolo de colaboração prevê ainda a concretização de projetos de investigação, atividades de atualização de pessoal técnico e administrativo, assim como a prestação de serviços.

    Rui Pedrosa destacou o investimento do IPL ao nível da formação e investigação na área da saúde

    A colaboração reciproca permitirá a valorização da marca saúde nas Caldas

    Rui Pedrosa, presidente do IPL, destacou que no politécnico a área da saúde é “fundamental, diferenciadora e uma das que tem mais capacidade para crescer e para se desenvolver em dimensões que ainda estão pouco exploradas”. O responsável destacou o investimento que tem vindo a ser feito ao nível da formação, investigação e projetos de inovação, com impacto neste território alargado da área de influência de Leiria, que compreende 22 municípios, e no qual as Caldas assume um papel de relevo. Rui Pedrosa deu o exemplo dos alunos que fazem os seus estágios, tanto no Centro Hospitalar do Oeste como no Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte e que, muitos deles, depois permanecem nesses locais como profissionais de saúde.
    “Temos licenciaturas de enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala, e todos os dias temos estudantes a fazer esta relação com o território”, disse o responsável, acrescentando que agora foi dado um passo adicional, criando sinergias também ao nível do termalismo.
    De acordo com o presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, esta colaboração recíproca permite a valorização da marca saúde nas Caldas e das suas estruturas de saúde.
    Referindo-se às ações relacionadas com a atividade termal o autarca considera que há um “potencial enorme” suscitado pela qualidade terapêutica das águas, pelo património que lhe está subjacente e pela força que o hospital termal tem no país e no mundo.
    “É o primeiro passo de muitos, ao nível de trabalho científico e da valorização dos recursos humanos e dos profissionais nesta área de atividade”, acredita o autarca, que espera que as termas possam ser um laboratório de exercício prático para valorizar o conhecimento dos jovens.

    25 alunos frequentam o curso Técnico Superior Profissional de Estética, cuja parte prática
    decorrerá nas Termas.

  • Obras só a partir de 2024-25, na melhor das hipóteses

    O projeto deverá estar pronto dentro de um ano, para depois ser candidatado a fundos comunitários. O investimento global ronda os 8 milhões de euros

    O presidente da Câmara das Caldas da Rainha revela que o objetivo é que, dentro de um ano, o projeto possa estar acabado e reúna todos os pareceres necessários, para depois poder ser candidatado a apoios comunitários. Em resposta aos munícipes sobre a sua exequibilidade, o autarca lembra que se não tivessem avançado com o projeto é que não teriam condições para se poderem candidatar a financiamentos.
    “A existência deste projeto dá-nos autonomia de decidir o que queremos fazer e de que forma”, salientou, destacando que no futuro será decidida qual a melhor forma. “Nenhum município investe 100 mil euros num projeto se não tiver intenção de o concretizar, é muito dinheiro para não fazer nada”, sustentou o autarca, que espera obter uma comparticipação na ordem dos 85%, cabendo ao município garantir os restantes 15%, no montante de 1,2 milhões de euros.
    De acordo com Tinta Ferreira trata-se de um projeto que procura aumentar a qualidade da oferta das infraestruturas aos veraneantes e tornar a Foz do Arelho mais atrativa. “A obra da Marginal, há cerca de 30 anos, foi um salto muito importante de requalificação para a Foz, agora precisamos de dar um novo salto que nos coloque na linha da frente em termos de vivencia das pessoas”, referiu. O autarca referiu-se também dos custos “significativos” de manutenção que esta obra acarretará e deixou desde logo um alerta: “quem estiver com a gestão da Câmara, para ter uma parte do orçamento garantida para este espaço, sob pena de todo este trabalho que está a ser projetado cair por terra”.
    Outra das questões levantadas foi a uniformização que se pretende para os bares e restaurantes, com alguns munícipes a destacar que a diversidade das construções é uma caraterística do local. Estes equipamentos, assim como os quiosques da Lagoa, serão assegurados pelo município. O presidente da Câmara deixou a proposta para que sejam, também, renovadas as concessões e que estas sejam válidas, pelo menos, por uma década.

  • Requalificação da frente marítima e lagunar coloca os bares junto ao areal da Foz

    A proposta de requalificação da frente marítima e lagunar foi apresentada a 12 de junho, data do aniversário da elevação a vila. A intervenção prevê a alteração da localização dos bares e restaurantes, a criação de duas rotundas e a requalificação do cais

    Os restaurantes e bares situados na Avenida do Mar, na Foz do Arelho, passarão a estar de frente para a lagoa e os carros irão circular na parte traseira desses estabelecimentos. Estas são algumas das novidades resultantes da requalificação da frente marítima e lagunar, cuja proposta de projeto foi apresentada à população, no passado dia 12 de junho, no Inatel.
    Segundo o projeto, a Avenida do Mar será desviada, de modo a permitir o avanço dos restaurantes e bares, que passarão todos a ter apoio de praia, e que ficarão com 30 centímetros de elevação do chão, para ter também alguma visibilidade de praia. Os dois restaurantes, que ficarão localizados ao cimo da avenida, manterão os 220 metros quadrados de área, mais 150 metros quadrados de área de esplanada ao nível da cobertura, que terá de ser amovível.
    Os quiosques voltarão a ser quatro, instalados nos locais onde se encontram atualmente. O novo “calçadão” terá entre 14 metros e 5 metros de largura (na zona mais “estrangulada”) e irá integrar uma ciclovia e outras formas de mobilidade, explicou o arquiteto Pedro Mendonça, da Inplenitus, empresa responsável pela concretização do projeto, no valor de 100 mil euros.
    De acordo com o técnico, haverá bolsas de aproximação à praia, uma entrega de espaço às pessoas, transitável pedonalmente e de modo ciclável, e locais de carregamento de veículos elétricos.
    O projeto prevê, ainda, que todos os apoios de praia e restaurantes possam ter uma “linguagem semelhante” e, numa perspetiva de coerência de imagem, foram desenvolvidas propostas metálicas e de madeira, com cobertura em toldos. “Terão um aspeto quase transparente, integrado na paisagem e entre todos os elementos construídos, que fazem parte de uma mesma linguagem”, explicou o arquiteto.
    O projeto que está a ser preparado, será entregue à Câmara das Caldas em dossiês autónomos que permitem a construção faseada, em fase 1 e 2 (zona dos bares e zona do cais) ou a construção em conjunto.

    “Os espaços terão um aspeto quase transparente, integrado na paisagem”

    Pedro Mendonça (arquiteto)

    “Projeto estruturante para a Foz do Arelho e
    para o concelho”

    Tinta Ferreira
    (presidente da Câmara)

    Já na zona do cais (também apelidada de Foz de baixo), será requalificada a praça e criado um parque de lazer, com parque infantil, parque de merendas, circuito de manutenção, zona de basquete, zona de parque canino, que poderá ser utilizado durante todo o ano. Serão também colocados 12 espaços destinados a pontos de venda dos mariscadores. e quatro bares. Será ainda criada uma cozinha comunitária, permitindo aos mariscadores cozinhar no local e vender os seus produtos, assim como um espaço ID da Lagoa, para valorizar os produtos endógenos e ligá-los, na sua vertente gastronómica, à Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, mas também com o ISN e a Docapesca e com o posto de turismo.
    Prevê-se a existência de duas rotundas (no início e fim da Avenida do Mar) e a criação, na fase 2, de uma bolsa de estacionamento, de cerca de mil lugares, mas que não poderão ser impermeabilizados. No entanto, dos 500 lugares atualmente existentes na Avenida do Mar, com a intervenção apenas ficarão 332 lugares de estacionamento.
    De acordo com o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, trata-se de uma “obra muito desejada pela população”. Parte dela resultou das autoridades do ambiente, na tentativa de libertar a zona da encosta, onde estão situados os bares, e organizar a zona dos cais.
    A autarquia tem aguardado que “fosse promovida alguma iniciativa de investimento” por parte da administração central, o que não aconteceu, e percebeu que “teria de fazer o projeto para depois tentar aceder a candidaturas”, explicou. Além disso, com a descentralização das competências, o município passou a ter a tutela sobre aquele espaço.
    “Há a necessidade de o Estado assumir a sua responsabilidade junto dos fundos comunitários e “exigir” que se consigam os apoios para esta obra”, concretizou o vereador com o pelouro da Reabilitação Urbana e Turismo, Hugo Oliveira.
    O projeto, cuja proposta agora foi apresentada, foi adjudicado há três anos e a concretização tem sido articulada com as estruturas da administração central, em particular da Agência Portuguesa de Ambiente, de modo a que no final venha a ter o seu parecer favorável.
    De fora deste projeto de intervenção fica o parque das autocaravanas. No entanto, está prevista a sua passagem para uma zona mais próxima do polidesportivo.
    O presidente da Junta de Freguesia, Fernando Sousa, informou que não foi descurado o local para a instalação do parque e recordou que em oito anos este transformou-se num dos parques mais concorridos a nível nacional.

  • Um caso de Covid 19 confirmado no Agrupamento de Escolas de Óbidos

    Um caso de Covid 19 confirmado no Agrupamento de Escolas de Óbidos

    Este domingo foi confirmado um caso de Covid-19 entre os alunos do Agrupamento de Escolas de Óbidos, numa turma do terceiro ciclo do Ensino Básico da Escola Básica e Secundária Josefa de Óbidos, sede do agrupamento. Em comunicado, o agrupamento refere que após reunião com a Autoridade da Saúde Local, foi decidido que a turma “irá ficar em isolamento profilático e que todos os alunos e contatos de alto risco irão ser testados para a presença de Covid-19”.

    Com este caso positivo, ascendem a 15 os casos confirmados no agrupamento desde o início da pandemia. Trata-se do primeiro, após desconfinamento, em alunos deste agrupamento.

  • Montagem da draga na Lagoa de Óbidos em andamento

    O início dos trabalhos está previsto para este mês de junho

    O corpo central da draga está na Foz do Arelho e, na passada terça-feira, já se encontrava a flutuar. Falta agora montar o restante equipamento para que esta possa começar a funcionar. O início dos trabalhos está previsto para este mês de junho. Foram criados dois estaleiros, um no Bom Sucesso e um na Foz do Arelho, na zona da marina, em frente ao hotel Foz Praia, onde já estão a ser colocadas as tubagens que irão ser utilizadas na obra, que tem um prazo de execução de 550 dias, devendo estar concluída em dezembro de 2022.
    A empreitada de dragagem da zona superior da Lagoa de Óbidos inclui a dragagem de 875 mil metros cúbicos dos canais e bacias na zona dos braços da Barrosa (Caldas da Rainha) e Bom Sucesso (Óbidos) e a sua deposição no mar para sul a partir da arriba do Gronho, por rainbow.
    O transporte será feito por tubagem flutuante, com auxílio de estações intermédias de bombagem. Orçada em 14, 7 milhões de euros, financiados pelo POSEUR (85%) e pelo Fundo Ambiental (15%), a obra prevê, ainda, a valorização ambiental de 78 hectares a montante da foz do rio Real.

  • João Paulo Cardoso recandidata-se pelo Bloco de Esquerda em Óbidos

    Tendo por lema “pela transparência e participação”, candidato bloquista defende a necessidade de aproximar a política dos cidadãos

    João Paulo Cardoso, de 62 anos, recandidata-se, como independente, pelo Bloco de Esquerda à Câmara de Óbidos. Aproximar a política dos cidadãos é um dos grandes objetivos da sua campanha, que tem por lema “pela transparência e pela participação”. De acordo com o candidato, as pessoas estão “fartas da partidocracia” e é a falta de proximidade ao poder, seja nacional seja local, que leva a uma tão elevada abstenção, como se tem registado, disse à Gazeta das Caldas.
    Por outro lado, a aproximação da política ao cidadão pode ser feita através das transmissões online das reuniões da Assembleia Municipal (para ser assistida por todos os interessados), uma ideia que João Paulo Cardoso recupera de há quatro anos e que considera que a pandemia veio mostrar que é possível de concretizar, assim haja vontade política.
    O BE, que concorre apenas pela segunda vez naquele concelho, defende ainda como bandeiras a redução da taxa do IMI, a requalificação de espaços verdes e promoção da preservação da biodiversidade com interligação à lagoa de Óbidos, assim como a criação de um centro de interpretação histórico e roteiro turístico no concelho. Os meios de transporte de Óbidos (OBI) e das Caldas (TOMA) devem de ser articulados entre os dois concelhos, permitindo uma mobilidade mais eficaz.
    De acordo com o candidato, que durante o atual mandato tem integrado a Assembleia Municipal (em substituição), a política local deve servir para melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos e para bem gerir e preservar o património público, cultural, histórico e ambiental. Para promover empregos de qualidade, fixar novos residentes e acolher visitantes sem esquecer os que já cá estão e que muito fizeram pelo concelho. A recuperação de aldeias e da cidade romana de Eburobrittium, tornando-as visitáveis, a descentralização dos eventos culturais, podendo alargá-los a outros concelhos do Oeste e privilegiar o turismo em vez do excursionismo, levando a que as pessoas permaneçam em Óbidos são também propostas apresentadas.
    A necessidade da aplicação do direito de oposição porque as “pessoas podem abordagens diferentes ou ideias melhores e quem está no poder tem de fazer o exercício do interesse comum”, é outra das chamadas de atenção feitas por João Paulo Cardoso, licenciado em Direito e técnico de Justiça Principal no Ministério Público do Tribunal das Caldas.
    A lista à Assembleia Municipal será encabeçada por Manuel Sousa, de 59 anos, com formação na área da Jardinagem, que trabalhou na Indústria do betão e em Nutrição Animal, e que atualmente se encontra desempregado. Reside em Óbidos desde 1981. “Nos últimos quatro anos, o Bloco de Esquerda, na Assembleia Municipal, foi a voz que defendeu políticas justas e necessárias para a generalidade da população do concelho de Óbidos. Candidato-me para continuar esse trabalho, para ser a voz dos de baixo”, refere Manuel Sousa.
    O BE está a construir o seu programa eleitoral em contacto com a população, refere o partido, em comunicado.

  • Rui Rio destaca nas Caldas importância das autárquicas para o PSD

    Líder dos sociais-democratas esteve nas Caldas para apresentar os candidatos do partido às 16 câmaras do distrito e dizer que o PSD não se pode “dar ao luxo” de perder mais autarquias

    Rui Rio acredita que o PSD terá “um bom resultado” nas próximas eleições autárquicas, muito pela “qualidade” dos candidatos, mas também pelo “desgaste que em cada momento os governos têm naquilo que é o apoio que dão aos seus candidatos e neste caso aos candidatos do Partido Socialista”. Nas Caldas, onde presidiu à apresentação dos cabeças-de-lista do PSD aos 16 municípios do distrito de Leiria, líder dos sociais-democratas reconheceu que “o melhor resultado possível é ter mais autarcas e presidentes de câmara” do que tiveram em 2017. Num distrito que é favorável ao PSD, detentor de 52 câmaras e juntas de freguesia, enquanto que o PS possui 41, o dirigente partidário quer inverter a situação nacional, que é sobretudo rosa. O PSD tem 98 presidentes de Câmara, o PS 161, “é uma diferença muito grande”, reconheceu, acrescentando que o PSD é uma “grande força no poder local” e que “não se pode dar ao luxo” de perder mais autarquias. É no poder local que asseguram a “continuidade, enquanto o único partido que pode disputar o poder, à escala nacional, com o PS”, disse o dirigente, que acredita que bom resultado cumpre a implementação do partido.
    O ex-autarca lembrou que nas câmaras são tomadas decisões “absolutamente decisivas” para a qualidade de vida das pessoas e que trabalham com um “baixíssimo endividamento”.
    Antes, já Tinta Ferreira, recandidato social-democrata à Câmara das Caldas e anfitrião do encontro, tinha realçado o empenho de Rui Rio no fortalecimento do poder local e que contam com ele na “defesa das autarquias, que têm sido claramente desconsideradas por este governo”. Criticou o governo PS por não “assumir os compromissos” para com as autarquias, lembrando que ainda não as ressarciu das despesas Covid nem dos gastos em equipamentos para garantir o ensino à distância. Referindo-se à descentralização de competências da administração central para as autarquias, referiu que há áreas, como a saúde, educação cultura e área social, em que não se sabe ao certo a quem compete o quê. “Ao gastar dinheiro naquilo que são competências do governo, as autarquias não conseguem fazer bem o que verdadeiramente lhes compete e não podem baixar a carga fiscal municipal”, disse, acrescentando que os autarcas acompanham Rui Rio na defesa de uma nova lei das finanças locais.
    Tinta Ferreira pediu a intervenção de Rio também para garantir uma maior participação das autarquias na definição dos programas operacionais regionais, destacando que não se pode recuar no valor a executar de fundos comunitários no próximo quadro e que as autarquias são melhores executantes do que a administração central.
    Na sessão foi ainda apresentado um contrato de confiança assinado pelos 16 candidatos do PSD ao distrito. Entre os seis “grandes” designios estão o servir as pessoas e contribuir para o seu bem-estar, com prioridade para a coesão social e territorial, fortalecer o poder local e promover a properidade, a economia local e a criação de emprego. Defendem uma aposta no intermunicipalismo e trabalho em rede, reforço do papel da sociedade civil e a valorização do papel das juntas de freguesia enquanto componente do poder local mais próxima das comunidades.
    Na região são também candidatos pelo PSD, Hermínio Rodrigues (Alcobaça), Fátima Duarte (Nazaré), Daniel Filipe (Óbidos), Nuno Mota (Bombarral) e Filipe Sales (Peniche).

  • Sónia Casimiro é candidata pelo PSD em Santo Onofre

    Sónia Casimiro, licenciada em Direito e com uma experiência de mais de 20 anos na banca, é a candidata do PSD à União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. A caldense, que já integrou as listas social-democratas à Assembleia de Freguesia estreia-se na candidatura a funções executivas, substituindo o atual presidente, Jorge Varela, que não se recandidata por motivos profissionais. O autarca passou a exercer o cargo de subdiretor de uma escola do Politécnico de Leiria, pelo que não lhe é possível assegurar o “trabalho da forma que as pessoas da União de Freguesias merecem”, disse à Gazeta das Caldas.
    Jorge Varela diz que se candidatou com projetos a pensar num mandato autárquico e sai com o sentimento de dever cumprido. “Foi uma experiência muito boa, tive muita honra em ser presidente de junta e espero que o próximo executivo possa continuar o trabalho desenvolvido até aqui na senda do desenvolvimento que a freguesia, na minha perspetiva, assistiu nestes quatro anos”, frisou.
    Sónia Casimiro também destaca a ideia de continuidade do trabalho feito, juntamente com alguns projetos novos. Residente na freguesia, onde, aliás, fez também todo o percurso escolar inclusive o universitário, a candidata diz conhecer bem as pessoas e aposta num trabalho de proximidade com os seus fregueses, para lhes “sentir as dores”e ajudar a resolver as situações.

  • “Entrevista ao Ti Luís” dá prémio ao Agrupamento de Escolas de S. Martinho

    O filme foi distinguido entre vários trabalhos a concurso de escolas de 26 municípios

    “Entrevista ao Ti Luís”, um filme produzido pela turma do 9ºA do Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto, venceu prémio do concurso escolar de cinema “Gentes e Lugares” na categoria de “2.º e 3.º Ciclos”, integrado no Programa de Educação da Rede Cultura 2027.
    A película dá a conhecer uma das figuras mais acarinhadas pela comunidade são-martinhense, com grande tradição marítima e piscatória, tendo sido distinguida entre os trabalhos a concurso oriundos de 26 concelhos.
    Inês Silva, vereadora da Cultura e Educação da Câmara de Alcobaça, contratulou-se com este feito. “Sinto imenso orgulho da comunidade educativa do concelho, sempre disponível para participar em projetos de cidadania, nos quais a criatividade é sempre notória”, frisou a autarca.
    O concurso, que visa envolver a comunidade escolar na divulgação de pessoas e lugares que marcam o território dos 26 municípios da Rede Cultura 2027, contou com 77 filmes e a participação de 47 escolas. Foram premiados alunos dos 4 escalões, distinguidos pelo júri pelas melhores práticas criativas, avaliadas através da imagem e da criação de uma narrativa fílmica.
    De acordo com a organização, todos os filmes serão disponibilizados em breve na plataforma online da Rede Cultura 2027.

    O filme premiado dá a conhecer uma das figuras mais acarinhadas da comunidade

    Novo concurso para diretor
    Entretanto, foi publicado em Diário da República o concurso para o novo diretor do Agrupamento de Escolas de S. Martinho, depois de o Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria não ter homologado o resultado do primeiro concurso público. Em causa estavam irregularidades detetadas pelo tribunal no processo de escolha da professora Luísa Sardo para continuar à frente do Agrupamento. A gestão do agrupamento está a ser assegurada por uma Comissão Administrativa Provisória até à conclusão do novo concurso.

  • Música para inspirar jovens empreendedores

    Um site com aulas de música para ajudar os alunos a fazer as provas de aferição e um módulo para isolamento acústico feito a partir de desperdício têxtil distingue alunos

    Sofia Severino e Maria Leonor Ferreira dão, literalmente, música aos colegas. As duas jovens, a frequentar o 12.º CT3 na Escola Secundária Raul Proença obtiveram o primeiro lugar no concurso Sitestar com o seu site Núcleo de Música. As alunas, que vão receber um computador, cada uma, no valor de 400 euros, realizaram a candidatura, o site e o vídeo de apresentação do projeto no decorrer do ano letivo.
    Com objetivo de levar a música ao máximo de pessoas possível, de forma divertida e dinâmica, as jovens voluntárias começaram a sua atividade no ano letivo de 2018/2019 com a intenção de ajudar no ensino de iniciação musical das turmas de 2º ano que realizam uma prova de aferição, tendo em conta a falta de professores. No ano letivo seguinte mais jovens se juntaram, o grupo cresceu e conseguiram abranger mais escolas de dentro e fora do concelho das Caldas da Rainha, incluindo jardins de infância, contam as jovens, que começaram também a fazer sessões de entretenimento em lares de idosos. “Toda a gente que passou por este projeto adorou a experiência”, referem no seu site, acrescentando que este é um projeto que se vai manter por muitos anos.

    Duas alunas criaram um site para ajudar os colegas a aprender música

    O site criado por Sofia Severino e Maria Leonor Ferreira mostra as aulas online de iniciação musical (pós-pandemia) e fotos de atividades desenvolvidas antes da pandemia. Os interessados em participar podem preencher o formulário e começam quando e onde quiserem, explicam as jovens “professoras”. O site permite ainda responder a dúvidas sobre o projeto.
    A oitava edição do Sitestar.pt contou com mais de 123 sites de jovens que divulgaram os seus projetos e as iniciativas das suas escolas. Esta iniciativa da DECO e do .PT envolveu quase 400 alunos, dos 14 aos 18 anos, que agora são criadores de conteúdos digitais e ligados à web.

    ESAD em concurso europeu
    Rafael Pereira e Salomé Novo, recém-licenciados da ESAD, vão representar a Junior Achievement Portugal no Europe Enterprise Challenge, que se realiza entre 28 de junho e 15 de julho, em formato online. Os jovens compõem a equipa Mute, vencedora da competição nacional do Start Up Programme da Junior Achievement Portugal, que decorreu em março deste ano, e por isso vão marcar presença no concurso europeu que reúne as melhores ideias de negócio de estudantes. A ideia de Rafael Pereira e Salomé Novo intitula-se “MUTE Música Têxtil” e constitui um módulo de canto para isolamento de frequências e reverberações acústicas, alternativo aos painéis de parede em espumas sintéticas, realizado a partir de desperdícios têxteis. Destina-se a aplicações profissionais na indústria da música, mas pode igualmente ser utilizado em outras situações, incluindo o espaço doméstico.

  • Ações de sensibilização assinalam Dia do Ambiente

    Iniciativas de preservação e valorização dos ecossistemas aquáticos e de limpeza marcaram a data na região

    O projeto de sensibilização e intervenção ambiental intitulado “Preservação e Valorização dos Ecossistemas Aquáticos de Óbidos” marcou a agenda do município nas comemorações do Dia Mundial do Ambiente, a 4 e 5 de junho.
    As atividades começaram com a realização de um seminário online, sobre a perspetiva histórica da utilização dos recursos hídricos e a conservação da biodiversidade e restauro de habitats. No Dia Mundial do Ambiente (5 de junho) foi inaugurada a exposição “Ictiofauna nativa dos rios da região Oeste”, nas Piscinas Municipais de Óbidos e apresentado um vídeo sobre “Os peixes nativos do concelho de Óbidos”. Encontram-se também expostos os trabalhos realizados por um turma de alunos do Complexo Escolar do Alvito.
    O dia ficou ainda marcado pelas saídas de campo, que permitiram aos participantes ficar a conhecer alguns dos percursos da Rede Municipal de Percursos Pedestres ligados a ecossistemas aquáticos, e a biodiversidade da região.
    O momento alto consistiu numa sessão prática, com amostragem de pesca elétrica junto à Barragem do rio Arnóia, dinamizada pelo Projeto Peixes Nativos, seguida de uma caminhada junto à lagoa de Óbidos para observação de da avifauna aquática e da vegetação existente.

    Cerca de meia centena de pessoas participaram em dois dias de iniciativas ligadas à valorização dos sistemas aquáticos em Óbidos

    A Serra de Montejunto, classificada como paisagem protegida, foi limpa por perto de uma centena de voluntários

    De acordo com a vereadora Margarida Reis, responsável pela iniciativa, este seminário “fortalece e incentiva a novas práticas de âmbito ambiental”, em que os cerca de 50 participantes, na sua maioria munícipes, ficaram a conhecer a história e a biodiversidade dos rios do seu concelho e da lagoa de Óbidos.

    Limpar Montejunto
    Mais de 90 pessoas acederam a limpar Montejunto no Dia Mundial do Ambiente, numa iniciativa promovida pela Associação de Municípios de Alenquer e Cadaval (AMAC).
    A atividade “Vamos limpar a Serra de Montejunto” decorreu no período da manhã em território da Paisagem Protegida da Serra de Montejunto. Os perto de uma centena de participantes repartiram-se por cinco grupos, no sentido de garantir o distanciamento necessário e as normas de segurança, tendo envolvido pessoas dos 6 aos 76 anos.
    A AMAC destaca a importância desta atividade, agradecendo a participação de todos os “guardiões do ambiente” e lembrando que a Paisagem Protegida da Serra de Montejunto é de todos e para todos, cabendo a cada um protegê-la.

  • Idoso rejeita apoio social nas Caldas

    A situação de Arnaldo Valério, que mora sozinho no Bairro da Ponte, levou alguns leitores da Gazeta das Caldas a denunciarem que o idoso passa dificuldades e que este é um drama social.
    A Câmara das Caldas garante que o munícipe, com mais de 90 anos, é acompanhado pelo Serviço de Ação Social da autarquia, que, ao longo de vários anos, tem vindo a intervir, através de atendimentos no serviço e de visitas domiciliárias.
    Verificando que o idoso tem vindo a registar um crescendo de dificuldades no que concerne a levar a cabo as atividades da vida diária, nomeadamente no que se refere à confeção das refeições, higiene pessoal, roupa e da habitação, foi-lhe a valência de Apoio Domiciliário, mas ainda que “num primeiro momento verbaliza aceitar, logo de seguida, antes de o apoio lhe começar a ser prestado, diz que não aceita qualquer apoio, não permitindo qualquer intervenção no interior da sua habitação”, explica a autarquia.
    No que se refere às refeições, o homem diz que “não come aquele tipo de comida e que pretende ser ele próprio a confecionar a sua comida”. A autarquia revela que o idoso chegou “a deslocar-se de táxi à IPSS da Foz do Arelho a prescindir do apoio que havia sido iniciado”.
    Os serviços dão ainda nota de “comportamentos inadequados” com outras IPSS que, conjuntamente com os diversos serviços sociais e forças de segurança, têm vindo, ao longo do tempo, a fazer-lhe visitas com o objetivo de o convencer a aceiter o apoio domiciliário, sempre sem sucesso.
    De acordo com os serviços sociais, também não aceitou ingressar em lares ou centros de dia. Os técnicos continuam a deslocar-se ao seu domicílio para entregar-lhe alguns géneros alimentícios e saber se precisa de apoio. Informam ainda que nos Serviços do Ministério Público encontra-se a correr termos um Processo de Maior Acompanhado relativamente a este idoso.

  • Abate de pinhal junto à cidade gera indignação, mas CHO garante reflorestação

    O abate de árvores no Pinhal do Rei, próximo da ESAD, tem gerado uma onda de indignação, mas o Centro Hospitalar do Oeste garante que o pinhal irá ser replantado, mantendo-se como espaço verde

    Anabela Barosa mora há 24 anos a escassos metros do Pinhal do Rei e está indigada com o corte total de uma parte do que apelida, “um dos pulmões da cidade” e que está a gerar indignação. Aquele espaço, propriedade do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) era utilizado por muitas pessoas para momentos de lazer.
    “Eu aqui corri, passeei com as minhas filhas, que também aqui aprenderam a andar de bicicleta”, recorda a caldense, dando também nota do seu valor em termos de biodiversidade. Considera que não se trata de uma reabilitação do pinhal pois “os pinheiros novos foram cortados e alguns dos mais velhos permanecem de pé” e lamenta que a população não tenha sido informada.
    Anabela Barosa foi uma das poucas pessoas que compareceu no protesto, marcado nas redes sociais para a passada segunda-feira , no local onde estavam a ser cortados os últimos pinheiros. Também Rodolfo Morais, alertado para a situação pelas redes sociais fez questão de marcar presença. “Não concordo com o que se está aqui a passar, estão a desbravar pinheiros saudáveis e numa altura de nidificação de aves”, manifestou o caldense, queixando-se de falta de explicações por parte das entidades oficiais.
    Questionado pela Gazeta das Caldas, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) explicou que o pinhal apresentava uma densidade muito elevada, com árvores a secar e a morrer e outras já marcadas pela presença de nemátodo do pinheiro, que obrigava ao seu corte. Por outro lado, o pinhal não possuía a Faixa de Gestão de Combustíveis, sendo que as copas das árvores não distavam entre si os 10 metros de separação regulamentarmente estabelecido para o pinheiro bravo. Razões que levava o pinhal a estar “sinalizado para coimas pela GNR, que não foram concretizadas por atenção às ações do CHO no sentido de resolver a situação, embora mais demorada por força de toda a turbulência resultante da pandemia”, explica.

    Manutenção do espaço verde
    O pinhal “já havia ultrapassado o seu termo de explorabilidade, pelo que haveria que proceder-se também ao abate das árvores”, uma situação que mereceu um parecer do Gabinete Técnico Florestal da Câmara das Caldas, que não viu inconveniente no corte, quer em termos legais quer em termos ambientais. O CHO garante, no entanto, que esteve sempre decidida a reflorestação do Pinhal de Santo Isidoro, o que irá suceder uma vez terminado o processo de corte. “O pinhal irá ser replantado, mantendo o seu uso como espaço verde”, refere, acrescentando que ali deverá ser plantado pinheiro bravo, com intervenção em cerca de dois anos para se proceder ao alinhar do pinhal, assegurando que as árvores irão cumprir os 10 metros de separação entre copas, ou por pinheiro manso, que permite uma maior rentabilidade por hectare.
    A administração do CHO lembra que a gestão do pinhal nesta ação foi articulada (e acompanhada) com o Gabinete Técnico Florestal da autarquia e que o abate das árvores decorreu de forma regulamentar, num processo “público e absolutamente transparente”. O processo foi por venda em hasta pública, em anúncio publicado no jornal Gazeta das Caldas, em 18 de março. Para a venda foram definidos os termos do serviço a prestar, sendo o critério de adjudicação o do preço mais elevado por tonelada e tendo a abertura das propostas decorrido em ato público, concretiza.

    Moradores e responsáveis locais alertam para a intensidade do abate de pinheiros

    CHO justifica ação com densidade elevada e desrespeito pela regulamentação em vigor

    Tirar lições para o futuro
    Vitor Diniz, da Comissão Cívica Proteção das Linhas de Água e Ambiente, não tem dúvidas da legalidade da intervenção, mas discorda da sua amplitude.
    “Não precisava ser tão radical, em cada dois pinheiros podia deixar-se um”, sugere o dirigente, adiantando que dessa forma o local não ficaria desbravado, demorando anos até as novas árvores crescerem. O porta-voz da comissão salienta que é preciso tirar lições destas situações, para que no futuro não se repitam, e informa que vai reunir com a administração do CHO para se inteirar como foi feita a adjudicação do corte, qual o valor e em que será aplicada a verba daí resultante.
    Também o vereador socialista, Luís Patacho, viu o corte do pinhal com a “mesma preocupação dos moradores”, lamentando “profundamente o abate integral de uma zona verde tão relevante pela sua extensão e qualidade, ainda por cima numa localização tão sensível, junto da ESAD e do Quartel da ESE”. Reconhece que havia problemas fitosanitários com alguns dos pinheiros, e que não estavam cumpridas as normas sobre o distanciamento das copas mas considera que “nada justifica um lamentável abate integral – uma rasia radical – de todas aquelas árvores” e alerta que é importante assegurar de que não foram abatidas árvores de espécie protegida. Embora respeitando o direito à propriedade, o autarca entende que uma entidade pública tem uma especial responsabilidade social, pelo que espera que o CHO” reponha aquela mancha verde quanto antes, mantendo ou até melhorando no futuro a qualidade daquele espaço”.
    Os serviços da autarquia já tinham alertado o CHO, em meados de 2000, para a “elevada mortalidade dos pinheiros”, e que em outubro desse ano, a proteção civil teve de proceder ao abate de 12 pinheiros que apresentavam risco de queda, junto à rede viária, devido a vários problemas fitossanitários.

  • Melhorias no Centro Escolar do Bombarral

    Melhorias no Centro Escolar do Bombarral

    A autarquia do Bombarral deu início à requalificação das infraestruturas de acesso à internet e atualização dos equipamentos informáticos no Centro Escolar, um processo que ficará concluído até ao início do próximo ano letivo. Esta ação inclui a instalação de fibra ótica para acesso à internet, contribuindo para um aumento significativo da velocidade e da capacidade de ligação e a substituição dos equipamento de distribuição de rede wifi, para permitir a utilização de um maior número de utilizadores em simultâneo sem constrangimentos. Serão ainda atualizados os equipamentos informáticos, dotando-os de uma maior capacidade em termos de desempenho.

  • Oppidum foi galardoada como o melhor licor de fruta português

    A autenticidade e o fato do licor ser feito com muita fruta, são as caraterísticas que fazem da Oppidum uma ginja especial. Criada em 1987, é exportada para mais de duas dezenas de países e aposta agora em produtos personalizados

    O prémio que a ginja de Óbidos Oppidum recebeu recentemente, no concurso internacional World Liqueur Awards, de melhor licor de fruta português, vem reforçar e abrir novas portas nos mercados internacionais. O licor, que que é feito no Sobral da Lagoa, pela família Pimpão, já está presente em mais de 20 países, sendo que os principais importadores são a Suíça, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. “Com a pandemia o mercado brasileiro foi o que ficou mais afetado ao nível das compras”, explica Marta Pimpão, filha do fundador e gerente da empresa. Mas há novos mercados a ser trabalhados, nomeadamente em países grandes, estão a tentar a mais zonas e ao máximo possível de clientes.
    O licor de ginja que o comité independente classificou como “terrosa e apaladada no olfato, possui muitos frutos de caroço maduro como a ginja, a ameixa, o abrunho e o sloe. Digestiva e xaroposa no paladar, com uma boa fruta suculenta e um final muito longo e frutado”, é feita com fruta que compram, na grande maioria, a produtores do Sobral da Lagoa. A pandemia teve consequências mais ao nível dos consumos, explica Marta Pimpão, lembrando que o ano passado, como habitualmente, a empresa recebeu a ginja nos meses de junho e julho, ainda que tenha sido um ano de pouca produção. Esses frutos são logo colocados em álcool, permanecendo assim vários anos, antes de ser feito o licor. Neste momento estão a trabalhar com ginjas de 2016, que há cinco anos que já estão numa infusão hidro alcoólica, de forma a conseguir-se obter um extrato alcoólico saturado em ginja e no qual o álcool extrai o sabor, desde a polpa ao caroço, o que confere a singularidade do sabor. “Há quem faça licor com ginjas ao fim de três semanas, mas não faz Oppidum”, refere a responsável, salientado que a concentração de fruta e o tempo que fica a macerar fazem a diferença do licor, que é composto por ingredientes simples: ao fruto e ao álcool são apenas adicionados água e açúcar.

    “O prémio acaba por consolidar o que temos vindo a fazer”

    Marta Pimpão

    “O mercado brasileiro foi o mais afetado com a pandemia”

    Marta Pimpão

    A empresa familiar, que dá emprego a duas pessoas, estava a aumentar anualmente, entre 5 a 10% a sua produção e faturação antes da pandemia. Isso traduz-se em dezenas de milhar de garrafas de vários tipos, desde a miniatura à box de 4,5 litros, sendo que a mais vendida é a garrafa de meio litro com fruta.
    A pandemia levou também a que a empresa, virada para o consumidor por grosso, tivesse de se adaptar, criando uma loja online. Criada por Marta Pimpão, começou a vender sobretudo na altura do Natal e está disponível apenas para fornecer o território nacional. Recentemente começaram a criar rótulos personalizados para empresas, casamentos, ou mesmo ofertas de amigos. Também é possível colocar uma mensagem na garrafa de ginja, ou seja, é gravado um vídeo e colocado o respetivo código QR no rótulo da garrafa.

    Ginja e chocolate
    A empresa familiar foi fundada em 1987, por Dário Pimpão, licorista autodidata e fundador da marca Oppidum, nome que se inspira em Óbidos, do latim Oppidum que define uma “cidade fortificada”. O produto que começou a ser comercializado, sobretudo em Óbidos, mas foi abrindo-se ao mundo. “A melhor publicidade que se pode ter é o passa a palavra”, conta Marta Pimpão, lembrando que as pessoas compravam a ginja nas lojas da vila, levavam para casa e bebiam com os amigos, que depois voltavam para também procurar o licor. Inicialmente a empresa tinha uma atividade paralela, de frutas em calda, e que era o grande peso do negócio, no entanto, a tendência foi-se invertendo e, desde o inicio deste século que Dário Pimpão passou a dedicar-se “aquilo que era realmente diferenciador, e que continua a fazê-lo”, refere a filha, mestre em Biologia Marinha mas que se dedicou à continuidade desta empresa familiar.
    Para além do tradicional licor de ginja, a marca produz também o licor de ginja com chocolate. Na edição de 2005 do Festival do Chocolate, Dário Pimpão adquire uma caixa de chávenas de chocolate e sugere à sua parceira, a Loja do Vinho, em Óbidos, que experimente a venda do licor de ginja em chávena de chocolate, uma ideia que se revelou bem-sucedida. Já no Natal de 2011 surgiram os bombons recheados com licor de ginja, uma “descoberta que resulta do desafio de aliar o licor tradicional da ginja ao chocolate de qualidade”, revela a empresa.

  • Quadros do museu de Óbidos “contam” história na primeira pessoa

    No Museu Municipal de Óbidos há uma app que põe os quadros “a falar” e procura atrair novos públicos. De futuro serão trabalhados mais conteúdos

    A aplicação (app) de realidade aumentada, está disponível para quatro obras de arte da colecção permanente daquele espaço museológico, dando vida às figuras ilustres representadas, que contam a sua história na primeira pessoa. São eles o Retrato de D. Maria, localizado à entrada do museu, os retratos de Eduardo e Dulce Malta, antigos proprietários do edifício onde funciona, atualmente, o museu municipal, e o Beneficiado Faustino das Neves, da autoria da pintora Josefa de Óbidos.
    De futuro, vão ser trabalhados mais conteúdos, uma vez que o “objectivo é trazer uma oferta cultural para completar a visita de circuito que muitos dos nossos visitantes fazem em Óbidos”, explica Bruno Silva, da Rede de Museus e Galerias de Óbidos.

    A aplicação pretende chegar a um público mais jovem

    De acordo com o mesmo responsável, a aplicação, que resulta de uma parceria entre o município e a Universidade Lusófona, tem como objectivo “chegar a um público mais diversificado e mais jovem” e foi lançada para assinalar o Dia Internacional dos Museus.
    O visitante pode descarregar a aplicação de forma simples e começar esta viagem pelo espaço. Para além de ter informações adicionais sobre os diversos museus e galerias que compõem a rede, em português e em inglês, a aplicação permite ainda que os quatro quadros em causa possam ganhar vida em qualquer outra parte onde os utilizadores se encontrem.
    “Basta ter a imagem de um dos quadros, seja onde for, e apontar o telemóvel, que as figuras ganham vida”, esclarece Bruno Silva, acrescentando que este “é um aspecto interessante, que pode ser trabalhado a nível pedagógico nas escolas e que acresce mais informação ao nosso visitante”.

  • Movimento Vamos Mudar quer alicerçar o concelho em rede

    O movimento independente apresentou-se, na Foz do Arelho, como uma candidatura de proximidade, onde o índice de felicidade é importante

    Caldas da Rainha é hoje “mais desordenada, mais irrelevante e menos atrativa do que foi no passado” disse Vítor Marques, o candidato à Câmara das Caldas, pelo movimento Vamos Mudar, apresentado publicamente no passado domingo, juntamente com os candidatos à Câmara e Assembleia Municipal.
    Para inverter este cenário, o candidato considera que as soluções devem estar alicerçadas numa ideia central que lhes confira coerência e consistência e que expresse uma visão global para o futuro.
    No manifesto que apresentou, refere que a candidatura que representa quer “desenvolver o conceito de concelho em rede”, alicerçado num modelo em que todo o território esteja “organicamente” integrado. Um esforço que, considera, deve ser acompanhado pelo desenvolvimento de vias de cooperação com os concelhos vizinhos, tendo em vista uma atuação mais efetiva junto do poder central.
    Vítor Marques falou do potencial das freguesias e destacou que durante este mandato pretendem fazer uma descentralização, com “presidências abertas” por todo o concelho. Propõe uma governação de proximidade e, reconhecendo que virão tempos difíceis em resultado da pandemia, uma das tónicas será a justiça social. A governação que propõe assenta em quatro pilares: economia, social, ambiente e governança.
    Sobre os elementos que integram as listas do movimento, Vítor Marques disse tratarem-se de pessoas com provas dadas nas suas áreas, que gostam do que fazem e que querem fazer mais pela sua terra.
    “Este é um projeto para quatro anos e as pessoas estão disponíveis, enquanto que outros [candidatos] já se apresentam, à partida, com vontade de sair a meio”, disse o candidato que junta pessoas que “vão desde a esquerda à direita”. O presidente da União de Freguesias de Caldas – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório mostrou-se convicto de que “é possível ganhar estas eleições”, pedindo aos munícipes que votem nos projetos e nas pessoas e não apenas nos partidos.
    Com a apresentação no dia em que se realizou a rampa da Foz, o cabeça de lista à Assembleia Municipal, António Curado, fez uma analogia do evento à própria candidatura: “também nós queremos arrancar em força, subir a rampa e chegar vencedores”. O médico salientou que a candidatura pretende abrir novos horizontes e considera que no concelho tem faltado alguma participação cívica, o que o motivou para este desafio. É necessário “retirar a participação democrática do espaço enclausurado onde se encontra atualmente no nosso concelho”, disse António Curado. Para o candidato a política deve ser vista não como carreirismo, mas como a defesa de causas, como a do ambiente, a preocupação com o bem-estar social, valorização do território e das áreas paisagísticas protegidas, sustentabilidade da agricultura, apoio à cultura, desporto e atividades associativas, entre outras. Referindo-se à área da saúde, destacou a necessidade de valorização dos cuidados de saúde primários, lutar por um novo hospital e de revitalização do termalismo.
    A 6 de junho será apresentada publicamente a lista candidata à Junta de Freguesia da Foz do Arelho, pelas 12h00, junto ao coreto da vila.

     

  • Jorge Varela nomeado subdiretor de escola  do IPL

    Jorge Varela nomeado subdiretor de escola do IPL

    O professor Jorge Varela, que também é presidente da União de Freguesias das Caldas – Santo Onofre e Serra do Bouro, tomou posse, a 26 de maio, como subdiretor da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, que integra o Politécnico de Leiria.
    O caldense, licenciado e mestre em direito e professor especialista em Direito, dá aulas naquele estabelecimento de ensino de Leiria desde 2005. Também lecionou na Escola Técnica e Empresarial do Oeste (ETEO) desde 2001, mas quando foi eleito presidente de junta, há quatro anos, suspendeu essas funções, assim como a atividade na advocacia.
    Jorge Varela considera que este mandato, de quatro anos, “é muito relevante em termos de currículo e um grande desafio”, pelo que, embora já tenha tornado pública a recandidatura à Junta, face a estas novas funções, o futuro autárquico “está a ser ponderado”, disse à Gazeta das Caldas.
    Jorge Varela vai ocupar o cargo de subdiretor da mais antiga escola do IPL juntamente com a professora Dina Tavares, por nomeação do novo diretor, Pedro Morouço. Na tomada de posse, o responsável explicou que a ação desta nova direção vai centrar-se em cinco eixos estratégicos: investigação, melhoria das instalações, internacionalização, inclusão e valorização.

  • “À mesa com Bordalo” alia a arte cerâmica à gastronómica

    A refeição, no restaurante pedagógico da EHTO, foi o culminar do trabalho de dois anos letivos envolvendo várias disciplinas, num projeto integrador

    Um ensopado de enguias com pão de algas, feito a partir de uma floreira de Bordalo Pinheiro, serviu de amuse bouche (aperitivo pequeno) aos convidados, enquanto se dirigiam ao restaurante pedagógico para saborear um menu inspirado no artista português. Todos os pratos que chegaram à mesa tiveram por base uma peça cerâmica, como o Bacalhau à Biscaínha inspirado na peça suspensa e em altor relevo, representativa de um bacalhau, ou o Pato com risoto de frutos silvestres, criado a partir de uma jarra cerâmica com formato de pato.

    O almoço, que teve lugar no passado dia 28 de maio no restaurante pedagógico, foi o culminar do trabalho de dois anos letivos da turma de 2º ano de Técnico de Cozinha/Pastelaria.
    No âmbito do projeto integrador, que tem por título “O Oeste visto por Bordalo”, os alunos começaram por descobrir a profissão de cozinheiro, a rota bordaliana e os produtos regionais, para depois, neste segundo ano, se concentrarem nas obras cerâmicas, que representam iguarias e produtos comestíveis.

    A refeição representou o culminar do trabalho de dois anos letivos, no âmbito do projeto integrador da escola

    Essa ideia de trabalhar sobre as peças de Bordalo Pinheiro surgiu também graças ao apoio do chef Luis Tarenta, que é especialista na área, explicou Catarina Rodrigues, orientadora educativa de turma e mentora dos projetos integradores, acrescentando que “é preciso ter um conhecimento grande do trabalho de Bordalo para fazer a transposição de peças cerâmicas para o prato gastronómico”.
    A ementa foi criada pelos alunos, com a supervisão dos formadores. “Sempre considerei importante ligar a cozinha a uma arte”, manifestou o formador Luís Tarenta, lembrando que Bordalo Pinheiro não era cozinheiro, mas que se inspirou nos produtos naturais para as suas composições cerâmicas. Este é o resultado de um trabalho multidisciplinar, onde foram conjugadas todas as disciplinas teóricas, também para que os alunos percebam que, quando escolhem um curso de cozinha, “faz sentido saber mais sobre turismo, a região onde estão”, salienta o chef, destacando que o projeto integrador junta todas as áreas do conhecimento.
    O diretor da escola, Daniel Pinto, explicou que esta iniciativa encerrou as atividades deste ano letivo, mas que esta ligação da cultura à gastronomia “é um caminho que temos de continuar a fazer”.

  • Câmara lança passaporte Caldas da Rainha

    O passaporte Caldas da Rainha é uma iniciativa de incentivo ao consumo no comércio local, à visita ao concelho nesta fase de retoma e à fidelização dos clientes. Coordenada pela Câmara e pela ACCCRO, a medida integra ofertas viradas para o setor hoteleiro e do comércio, com uma dotação de 20 mil euros em vouchers atribuídos ao comércio e mais 12.915 euros ao setor turístico.
    Estes vouchers, de 10 euros cada, serão atribuídos aos hospedes que tenham uma estadia mínima de duas noites, numa unidade do concelho, e que depois poderão utilizar numa das lojas aderentes. Os visitantes recebem um “passaporte”, que funcionará como um diário de viagem e poderão também carimbar nos pontos turísticos da cidade, levando-os a “encontrar os melhores percursos, interagir com as pessoas e partilhar informação e vivências”, explicou o vereador Hugo Oliveira.
    O passaporte Caldas da Rainha prevê também um voucher para visitas guiadas pelas três empresas de animação turísticas que operam na cidade. “Pretendemos criar condições para que as pessoas possam viajar para as Caldas e fazer compras e isto funcionar como uma alavanca para a economia local”, referiu o vereador, que irá apresentar a iniciativa no próximo sábado, 5 de junho, na Bolsa de Viagens de Lisboa, evento que quer fomentar Portugal enquanto destino para se viajar em 2021.
    O vereador Jaime Neto (PS) mostrou algumas reservas ao facto de, só por si, a iniciativa atrair pessoas. “Caldas terá de investir nas qualidade de cidade sustentável, com 40 hectares de parque e mata, e praia”, disse o socialista, acrescentando que ainda há muito trabalho a fazer na divulgação dos valores paisagístico do concelho e pedindo um maior investimento em temas estratégicos.

  • Há “segredos” para trazer famílias a Óbidos pelo Dia da Criança

    “Em Óbidos todas as crianças são reis e rainhas”, é o mote deste “segredos”, com dezenas de atividades até domingo

    Luís Eusébio é luthier e tem, até domingo, a porta do seu ateliê, situado na Rua do Castelo (junto à muralha), aberta às famílias que o que queiram visitar e aprender como se constroem os instrumentos musicais. Para além disso, também andará pelas ruas da vila, durante o fim de semana, qual músico da corte, a tocar gaita de foles. Na Praça de Santa Maria irá entreter os visitantes com o Trompete à la Carte.
    Todas estas atividades integram o projeto Segredos d’Óbidos para assinalar o Dia da Criança e que decorrem até domingo. Realizam-se em pátios, miradouros, torres, recantos ou mesmo em terraços de casas particulares.
    Para que as crianças entrem no mundo imaginário têm, logo à entrada da vila, a possibilidade de se trajarem de príncipes e princesas. Há a recriação de jogos tradicionais, brincar com o barro, animação de rua, jogos de tabuleiro e os restaurantes disponibilizam menus de palmo e meio, onde são as crianças quem escolhe a refeição.

    “Queremos um novo conceito de turismo mais sustentável, virado para as famílias”

    Luís Eusébio

    Estas atividades pretendem trazer pessoas a Óbidos, sobretudo famílias, num “novo conceito de turismo, mais sustentável, virado para as famílias e pequenos grupos e em segurança”, sintetiza Luís Eusébio, que possui o atelier na vila há perto de quatro anos.
    O luthier lembra que o último ano, em termos económicos, foi “dramático” para os comerciantes e que o projeto Segredos d’Óbidos está a tentar inverter a situação, atraindo pessoas à vila, através da dinamização de atividades e sinergias entre os vários comerciantes. “Temos de pôr Óbidos a mexer, abrir ao turismo e dar uma visão da vila, não de massas e de passagem, mas de um local onde possam permanecer durante alguns dias”, disse, dando como exemplo o próprio workshop que dinamiza, de instrumentos musicais, que é pensado para dois dias, para que as pessoas venham, pernoitem, passeiem e depois então possam terminar o instrumento.

    “Temos de fazer com que as pessoas permaneçam vários dias”

    Luís Eusébio

    O Dia da Criança, 1 de junho, foi também a data escolhida pelo empresário Eurico Santos para reabrir o Arco da Cadeia, espaço de vinhos e tapas num ambiente medieval, depois de 15 meses fechado. “Vamos abrir dentro das limitações e com o plano de contingência, também para transmitir segurança a quem nos visita”, explicou o responsável que, durante estes dias contará com a colaboração de uma jovem, para fazer pinturas corporais às crianças enquanto os pais desfrutam de uma bebida.

  • Europe Direct no Cadaval passa a abranger 36 municípios

    Além dos municípios do Oeste e Lezíria, integra agora os do Médio Tejo, abrangendo três comunidades intermunicipais

    Situado na antiga escola primária do Cadaval, o Europe Direct tem como entidade de acolhimento a Associação Leader Oeste, e viu no início do mês de maio o seu raio de ação alargado a mais 13 concelhos do Médio Tejo.
    “Vamos de Benavente e Sobral de Monte Agraço à Nazaré e Sertã”, referiu Sandra Geada, a responsável do centro que passa a abranger três comunidades intermunicipais e três NUTs.
    Os centros Europe Direct são parceiros da União Europeia a nível regional e local, que prestam serviços de informação aos cidadãos. Podem esclarecer dúvidas acerca das políticas, iniciativas e programas europeus, e organizam eventos, desde conferencias, a sessões de informação, passatempos, concursos e idas a escolas. Nesse mesmo dia, foi feita uma iniciativa na escola de Rio Maior, com a participação da eurodeputada natural do Bombarral, Margarida Marques, que também esteve ligada à criação desta estrutura no Oeste, em 2007.

    “Os Europe Direct têm o objetivo de fazer chegar a Europa mais próxima dos cidadãos”

    Margarida Marques

    Na cerimónia, que decorreu no Cadaval, Margarida Marques destacou o “excelente” trabalho que este centro tem feito e, também por isso, tem vindo sistematicamente a renovar a sua colaboração com a comissão europeia. Perante os autarcas da região, a eurodeputada lembrou como os portugueses estão a beneficiar da pertença à União Europeia, com a possibilidade de aceder aos fundos comunitários, mas também em medidas para a mitigação da pandemia. No que respeita às vacinas, revelou que estas foram compradas por Bruxelas e distribuídas equitativamente pelos 27 países, o que veio ajudar estados membros como Portugal que, por não ter tanta capacidade financeira, veria o processo atrasar-se.

    “É importante perceber a diferença entre estar na UE e fora dela”

    Pedro Folgado

    Com o objetivo de relançar a economia, a comissão europeia irá, pela primeira vez, aos mercados emitir dívida em nome dos 27 estados -membros, para depois distribuir por todos eles. “Portugal vai receber cerca de 16 mil milhões de euros deste fundo”, concretizou Margarida Marques, adiantando que este investimento deve ser feito tendo em conta o combate às alterações climáticas, assegurando a transição para o digital e criando sistemas públicos mais resilientes.
    Também Pedro Folgado, presidente da Leader Oeste, destacou a importância de as pessoas perceberem a “diferença entre estar na União Europeia e fora dela” e que esta associação para o desenvolvimento rural pretende continuar a aumentar o conhecimento dos cidadãos sobre os benefícios que a União Europeia lhes traz no seu quotidiano.

  • Professor Carlos Ubaldo é candidato pelo BE às Caldas

    O candidato mostra-se empenhado em melhorar a qualidade de vida do concelho e quer que os jovens tenham voz ativa nas causas que importam

    “Como dizer não quando permanecem por encontrar melhores respostas a problemas e desafios que se continuam a colocar com enorme urgência, para dessa forma se melhorar a qualidade de vida dos munícipes”. Foi desta forma que Carlos Ubaldo, de 56 anos, e professor nas Caldas há 32, justificou a sua candidatura, como independente, para encabeçar a lista do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara das Caldas. Na sessão de apresentação, que decorreu frente à estação da CP, na tarde de 28 de maio, o candidato explicou que as respostas às expetativas dos caldenses são, por esta candidatura, perspetivadas com uma amplitude mais vasta, dando como exemplos a mobilidade e transportes, o clima e ambiente, ação social, habitação, saúde, cultura e juventude.
    O professor de Filosofia na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro falou da necessidade de interação constante com os jovens e considera que é necessário dar-lhe voz e ouvi-los com atenção. “É deles também a urgência em intervirem nas causas que importam a todos: o ensino e a empregabilidade qualificada, o combate urgente à crise climática, a inclusão e a inovação social, as expressões artísticas e culturais, a valorização do desporto e da vida saudável, as novas formas comunicacionais e a digitalização, e o combate a todos os tipos de discriminação”, exemplificou. Carlos Ubaldo falou ainda de inclusão, referindo-se a todas as gerações e defendendo respostas sociais que protejam, na primeira linha, as pessoas em situação mais precária. Referindo-se ao concelho, reconheceu que as responsabilidades autárquicas não permitem a resolução de todos os problemas, mas que quem está no poder deve ser capaz de “usar o saber, a inteligência, a capacidade de aceitar os desafios existentes para os transformar em respostas para uma vida melhor,”, estabelecendo pontes de diálogo.
    O também professor Francisco Matos, de 45 anos, é candidato à Assembleia Municipal. Caso seja eleito, pretende debater ideias e apresentar propostas para novas soluções ao nível do planeamento urbano, número “crescente” de pessoas sem abrigo na cidade ou o regresso pleno do termalismo.
    A sua atividade política nos últimos oito anos, trouxe-lhe experiência, que quer agora utilizar na Assembleia Municipal. Candidata-se com “espirito democrático” e pretende “respeitar” o que a maioria dos membros decidirem, “mas sempre com espírito crítico na discussão dos problemas e com abertura para ouvir propostas dos outros partidos e propostas de entendimento”, disse. Francisco Matos pretende ser um “facilitador da democracia e promotor de ideias concretas” que visem a melhoria do concelho como um todo, “sem nunca esquecer a parte rural que também o compõe”.
    Presentes estiveram também a ativista Andreia Galvão e o deputado na Assembleia da República, Ricardo Vicente, que destacaram a luta deste partido pela melhoria da ferrovia. “Juntar forças, construir o futuro” é o lema da candidatura apresentada pelo BE caldense onde juntam gerações para responder a este desafio. Neste momento estão a compor as listas com o objetivo de concorrer, pelo menos, ao mesmo número de freguesias de há quatro anos.

  • Termas das Caldas lançam gama de sabonetes com água termal

    Cinco sabonetes, com diversos aromas e feitos com água termal, foram os primeiros produtos a ser lançados, de uma gama de cosméticos naturais

    Orvalho do Mar, Aromas da Praça, Bordalo, D. Carlos e Rainha D. Leonor dão nome aos cinco sabonetes lançados pelas Termas das Caldas, relacionados com a identidade caldense e com ingredientes da região. Para o sabonete Rainha D. Leonor foi escolhida a maçã de Alcobaça (numa parceria com a Frubaça através dos sumos da Copa) e a argila rosa para lhe dar a tonalidade que lembra o barro, numa alusão à lenda da fundação das Caldas. Os ingredientes utilizados para o sabonete D. Carlos, de cor amarelada, foram o sumo de maçã e pera e o óleo essencial de funcho, numa alusão à caça, que era um dos passatempos do monarca. Já o Aromas da Praça é composto por óleo de grainha de uva, óleos essenciais de laranja e de canela e caroço de azeitona moído, que lhe vai conferir uma textura diferente e características exfoliantes.
    O sabonete Bordalo é preto. A tonalidade é-lhe dada pelo carvão ativado, numa alusão às suas atividades e algumas das suas figuras como o gato preto e a andorinha. De cor verde, e criado a partir de argila verde e do óleo essencial de alecrim, o sabonete recebeu o nome em latim do alecrim, rosmarinus officinalis, que quer dizer Orvalho do Mar e que alude também à Foz do Arelho. Estes produtos foram criados por Sandra Martins, responsável pela empresa Poção Mágica, depois de ter sido contatada nesse sentido, em agosto passado pelas Termas das Caldas. A cosmetologista reuniu depois com a artista caldense, Mariana Sampaio que fez as ilustrações para as embalagens.

    O objetivo é criar produtos diferenciadores e tirar partido de todas as potencialidades da água termal

    Estes são os primeiros produtos a ser lançados da gama de cosméticos com água termal, estando já em preparação dois cremes de rosto e um de corpo, que deverão ser lançados em setembro. A parte dos cremes de corpo e de rosto, óleos para usar nas massagens. Os cremes deverão ser lançados mais para o final do ano, a partir de setembro. “Já iniciámos alguns testes com a Faculdade de Farmácia, mas os cremes têm características diferentes dos sabonetes e exigem uma série de testes e análises, é um processo mais moroso”, explica Sandra Martins, acrescentando que depois haverá óleos corporais e para massagens. “Queremos criar mais produtos e diferenciadores e tirar partido de todas as potencialidades que a água termal pode oferecer”, referiu a cosmetologista que está a trabalhar pela primeira vez com água termal.
    O objetivo é também utilizar estes produtos nos tratamentos de bem-estar termal. “Pretendemos potenciar a água, desenvolver as termas, criar um circuito com produtos feitos por nós e ajudar a economia local”, rematou o gestor das Termas em representação da autarquia, João Frade.
    Com um custo unitário de 4,5 euros, estão a ser comercializados numa primeira fase pelas termas.

  • Câmara aprova construção de hotel nos pavilhões do Parque

    O executivo municipal aprovou, na passada segunda-feira, o projeto de arquitetura para a construção do primeiro hotel de cinco estrelas das Caldas, que ficará localizado num dos ex-libris da cidade

    A Câmara das Caldas aprovou, na passada segunda-feira, o projeto de arquitetura para a construção do hotel de luxo nos pavilhões do Parque, o que, para Tinta Ferreira, é “um sinal de esperança de que os pavilhões vão ser requalificados e transformados num hotel de cinco estrelas”, dando “um contributo decisivo para a riqueza da cidade e concelho”. Está, assim, aberto o caminho para a construção de um hotel de cinco estrelas nos Pavilhões do Parque, recuperando assim os emblemáticos edifícios projetados por Rodrigo Berquó em finais do século XIX.

    A aprovação do projeto, apresentado pelo grupo Visabeira, permite que a curto prazo estejam reunidas as condições para o levantamento da licença e depois o promotor avançar com a obra. O autarca tem informações, tanto por parte do grupo económico como da administração central, de que o “projeto é para avançar”, embora com alguns anos de atraso, tendo em conta aquando da celebração do contrato de concessão, previa-se que as obras arrancassem em finais de 2018, para estar concluídas dois anos depois.
    A pandemia e a demora nos pareceres das entidades e elaboração do processo chegaram a preocupar o autarca relativamente à concretização do hotel, mas agora é com “satisfação” que vê que a empresa “não desistiu e continuou a desenvolver o seu trabalho, a obter os pareceres, fazer as sondagens, gastar o dinheiro que tinha de gastar para concluir o projeto e apresentou-o, em condições de ser aprovado”.
    O grupo Visabeira possui a cadeia Montebelo Hotels & Resorts em Portugal e Moçambique. No nosso país é detentor, entre outros, do Montebelo Vista Alegre, em Ílhavo, que alia a atividade turística à cerâmica. Também nas Caldas está prevista essa ligação à fábrica de faianças e com a “vantagem de poderem beneficiar do acesso às nossas águas termais e usufruir delas no hotel”, concretizou.

    Projeto âncora para o crescimento do turismo e termalismo no concelho, permitindo também a recuperação dos edifícios do século XIX

    Também o vereador socialista Luís Patacho mostrou o seu regozijo com a aprovação do projeto, que acredita que será âncora para o desenvolvimento do turismo e termalismo no concelho, permitindo também a recuperação dos pavilhões. No entanto, mais cauteloso, espera agora que os “promotores levem por diante este projeto e não fiquemos a meio da ponte, tendo em conta a crise pandémica e das dificuldades económicas que aí vem”.
    A oposição socialista foi sempre favorável à criação do hotel de cinco estrelas, no entanto apresentaram diversas críticas ao projeto inicial, conseguindo que algumas situações fossem revertidas, como foi o caso da proibição de acesso ao parque pelo Céu de Vidro, a existência de um estacionamento subterrâneo e a construção de mais um piso na antiga Casa da Cultura. Mas há ainda aspetos com os quais continuam a discordar, como a entrada do hotel ser feita pelo Céu de Vidro, que a zona de entrada, entre o Céu de Vidro e o primeiro pavilhão seja de uso exclusivo dos clientes do hotel e ainda os materiais utilizados no novo edifício onde funcionou o Salão Ibéria.
    O contrato de concessão dos pavilhões do Parque, por parte do município ao grupo Visabeira, foi celebrado em setembro de 2017 e por um período de 48 anos, com vista à recuperação e à instalação de um hotel de cinco estrelas. O Montebelo Bordallo Pinheiro Hotel prevê um investimento de 14,4 milhões de euros, com 214 camas, piscina exterior e interior com espaço para tratamento com águas termais, restaurante e salas para realização de eventos. A Casa dos Arcos e um outro edifício, de apoio aos pavilhões, serão reabilitados para galeria de arte e ateliê de cerâmica, com ligação à fábrica e museu Bordalo Pinheiro, com projetos de residências artísticas internacionais
    O projeto integra o programa REVIVE, um instrumento financeiro lançado pelo governo para a recuperação e valorização de património edificado cultural e histórico.

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