
Um bilhete custa 10 euros, mas quem comprar três bilhetes paga 20 euros.
A 23 de Junho (domingo) realiza-se mais um concerto do Caldas Drink Jazz, que decorrerá às 17h30 e que contará com a actuação do Daniel Bernardes Trio. Este projecto nasceu em 2010 a convite da Casa da Música ao pianista Daniel Bernardes, um dos nomes emergentes do panorama nacional nas áreas do jazz e da composição. [shc_shortcode class=”shc_mybox”]O grupo interpreta música original da autoria do pianista que alia nos seus temas o jazz, a música erudita e a tradicional portuguesa. Será acompanhado por António Quintino no contrabaixo e por Joel Silva na bateria.
Estas sessões de jazz do CCC contam com a parceria da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste. Os chefes Rui Filipe, Jorge Guilherme e Paulo Pires são os responsáveis por criar cocktails inspirados nalgumas “notas” da música jazz. No domingo será apresentado o cocktail Cister Jazz, a partir das 17h00. N.N.[/shc_shortcode]
Category: Painel
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Flamenco no CCC
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António Salvador escolhe MPT para se candidatar à Câmara da Nazaré
António Salvador vai encabeçar a lista do Partido da Terra – MPT à Câmara da Nazaré, onde é actualmente vereador eleito pelo PSD. O também arquitecto na Câmara das Caldas da Rainha e proprietário do Jornal das Caldas e do Região da Nazaré assume a condição de independente nas autárquicas deste ano, tendo já entregado o cartão de militante do PSD. Mantém-se, ainda assim, à frente dos Trabalhadores Social Democratas (TSD).
A candidatura de António Salvador não traz qualquer surpresa, a não ser a escolha do partido de matriz ecológica e rural. Uma escolha que justifica pela maior facilidade conferida às candidaturas apresentadas pelos partidos (como o facto de não pagarem IVA), em detrimento das candidaturas independentes.
Em 2005 o arquitecto integrou a candidatura independente encabeçada por António Trindade (que também já anunciou a sua candidatura às próximas autárquicas) e conseguiu ser eleito vereador. Mas acabaria o mandato a apoiar Jorge Barroso (presidente eleito pelo PSD), que ficou sem maioria no executivo nazareno depois de se incompatibilizar com o seu vice-presidente, Reinaldo Silva, também do PSD.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Em 2009 António Salvador integrou a lista de Jorge Barroso, voltando ao PSD. Mas agora foi ele quem entrou em ruptura com o edil, acabando por renunciar aos pelouros que lhe tinham sido atribuídos e ao cargo de vereador a tempo inteiro. Desde então, tem tornado pública a sua discordância com algumas das medidas adoptadas pelo executivo. Ao longo deste tempo o arquitecto afastou-se também do PSD da Nazaré, acabando mesmo por mudar a sua militância para a concelhia das Caldas da Rainha.
A discordância com o caminho seguido por Jorge Barroso é, de resto, a justificação que apresenta para a sua candidatura pelo MPT. António Salvador promete ainda não virar as costas aos seus conterrâneos num momento tão difícil. Mesmo antes de apresentar publicamente a sua candidatura, tinha já anunciado que a sua família iria disponibilizar gratuitamente alguns terrenos agrícolas a quem quiser cultivar “uma horta de agricultura sustentável/biológica”, sem fins comerciais e que não afecte as culturas vizinhas. “Queremos ajudar no que nos for possível”, dizia o arquitecto no comunicado à população onde dava conta da decisão da família.
Os interessados em usufruir desta iniciativa devem preencher uma ficha no escritório de arquitectura de António Salvador, no número 168 da Rua Mouzinho de Albuquerque. JF[/shc_shortcode] -
ESE vai apostar nas novas tecnologias para ser referência do ensino no Exército Português
A Escola de Sargentos do Exército (ESE) comemorou o seu 32.º aniversário no passado dia 7 de Junho com um conjunto de eventos, que teve como ponto alto a cerimónia militar, no passado dia 7 de Junho. Foi uma manhã cheia, com diversas cerimónias oficiais, concluída com uma demonstração de actividades militares.
Numa época de dificuldades, o comandante da escola, o coronel Barros Duarte, fala da necessidade de sacrifícios que não devem, no entanto, “representar um obstáculo ao futuro” da ESE.
Perante uma plateia que juntava entidades oficiais civis e militares, os alunos em parada, várias instituições caldenses e ainda antigos militares e familiares, o comandante disse que tinha consciência “que os tempos vindouros incorporam incerteza e representarão sacrifícios, mas acima de tudo temos que saber aproveitar as oportunidades que esta conjuntura comporta”.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Barros Duarte falou numa série de iniciativas já realizadas para reforçar a escola como referência no ensino militar e também na sociedade civil. Entre estas destacam-se a participação num projecto de cooperação militar com Moçambique, o lançamento de uma candidatura em projectos de investigação na área da História e das Artes em associação com a ESAD, e o empenho num conjunto de apoios à comunidade local e outros organismos no âmbito cultural, desportivo e social, marcando assim uma abertura “muito firme e clara à sociedade civil”, observou.
A escola parte agora para mais um ano com novas ambições. A começar pela introdução de tecnologias de comunicação para potenciar o ensino à distância, permitindo optimizar horários, materiais de ensino e recursos humanos. Tecnologias que também podem fazer desta escola um centro do ensino da língua inglesa, transversal a todo o Exército.
O comando pretende também consolidar o apoio das infra-estruturas de tiro e formação a outras entidades militares, forças de segurança e organismos civis.
Quem não pôde estar presente nas cerimónias deste ano foi o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), Pina Monteiro, que enviou uma mensagem aos presentes, relevando a fase de reestruturação nas Forças Armadas. O general referiu a importância da elaboração do Perfil de Competências e de Formação do Sargento do Quadro Permanente do Exército, na qual a ESE está a tomar parte.
O CEME referiu ainda a articulação necessária já a partir do próximo ano lectivo com a nova Escola de Armas “por forma a garantir a manutenção dos altos padrões de qualidade da formação dos Sargentos”, acrescentou.
O Dia da Unidade, que começou com a habitual homenagem aos mortos pela Pátria, teve ainda desfile das forças em parada, actuação da Banda do Exército, condecorações a militares, a inauguração de uma exposição totalmente concebida por alunos do 41.º Curso de Sargentos alusiva ao Batalhão de Infantaria 5 na Batalha de La Lys, na I Guerra Mundial.
As comemorações, que se iniciaram a 31 de Maio, contaram ainda com uma panóplia de iniciativas culturais e desportivas abertas à comunidade, culminadas com o concerto da Orquestra Ligeira do Exército no CCC, na passada terça-feira. J.R.[/shc_shortcode] -
Empresa de construção civil em dificuldades atrasa conclusão da intervenção nas arribas da Foz
A intervenção nas arribas da Foz do Arelho, que inclui a sua requalificação e conservação, cuja conclusão estava prevista para inícios de Maio, ainda está incompleta, faltando a colocação das guardas nos passadiços.
Como os pisos estão concluídos, faltando as protecções para quem circula, aquele equipamento torna-se bastante perigoso nalguns pontos. Apesar de haver a indicação de que é proibida a circulação, sabe-se que na fase em que aquilo está, é um convite para a maioria das pessoas fazerem aqueles percursos, ignorando o perigo que correm.
Mas certamente cabe ao dono da obra prevenir e evitar que possa ocorrer algum acidente, agora que se está a iniciar o Verão, quando a zona é visitada por muitos milhares de pessoas.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]De acordo com o presidente da Câmara em exercício, Tinta Ferreira, a empresa responsável pela intervenção, a Asibel, está a atravessar dificuldades e não consegue terminar as obras nos prazos inicialmente acordados.
“Infelizmente, as empresas de construção em Portugal estão a passar por grandes dificuldades e algumas delas, apesar de terem reunido as garantias numa primeira fase, não estão a conseguir dar continuidade às obras que estão adjudicadas”, disse o autarca, acrescentando que para esta adjudicação foram cumpridos todos os requisitos das candidaturas e foi dado o aval do Tribunal de Contas.
O autarca disse que falta pouco para a conclusão da obra e que em breve irá reunir com o empresário para definir se ele a consegue terminar, ou se terão que ter outro tipo de procedimento.
“Este mês serão tomadas decisões nessa matéria”, garantiu o autarca.
O projecto de intervenção nas arribas da Foz do Arelho foi elaborado pela arquitecta Nadia Schilling e desenvolvido pela autarquia caldense em conjunto com a ARH – Tejo (Administração da Região Hidrográfica). Orçado em 836,7 mil euros, teve uma comparticipados em 85% por fundos comunitários.
Os percursos pedestres já existentes nas arribas foram ligados entre si através de passadiços de madeira e existem miradouros com algum mobiliário onde os visitantes podem contemplar a paisagem. Com estes passadiços em madeira pretende-se criar a ligação entre os vários espaços e encontrar entre os vários miradouros condições para que as pessoas possam contemplar o mar e tirar alguma sobrecarga de estacionamento sobre as arribas. F.F.[/shc_shortcode]
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Rua Heróis da Grande Guerra reabre a 1 de Julho ao trânsito
A Rua Heróis da Grande Guerra vai voltar a ter carros a 1 de Julho. A sua reabertura estava prevista para meados de Maio, mas o atraso da empresa que deveria entregar as floreiras para separarem os peões dos carros em circulação, atrasou o regresso do tráfego automóvel.
Tinta Ferreira, presidente da Câmara em exercício, justifica a colocação das floreiras naquela rua, não apenas por uma questão de decoração, mas também para impedir o estacionamento abusivo e “criar uma barreira que oriente as pessoas a atravessar apenas na zona das passadeiras”, explicou à Gazeta das Caldas.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]O autarca pede desculpa aos comerciantes que queriam ver a rua aberta o mais rapidamente possível, mas entende que era arriscado fazê-lo sem essa questão estar concluída.
Paulo Agostinho, comerciante na Rua Heróis da Grande Guerra, está muito preocupado com o adiamento da reabertura desta via ao trânsito, sobretudo por causa do encerramento da Rua General Queirós na passada terça-feira, 11 de Junho, que impede o acesso ao coração comercial da cidade.
“Quando entregámos na Câmara o pedido da reabertura da Rua Heróis da Grande Guerra, a 20 de Fevereiro, prevíamos este problema”, disse o primeiro subscritor do pedido de reabertura de rua ao município.
Quem não conhece as Caldas “pura e simplesmente não consegue chegar ao centro”, disse o empresário que está a par do “problema” das floreiras que serão colocadas também para evitar acidentes “apesar do trânsito circular naquela via a 20 km/hora”.
Paulo Agostinho chamou a atenção para o facto de já terem sido colocados mais de 20 sinais de trânsito na rua (que ainda se encontram tapados), mas que já deu para ver que faltam os principais: “os que indicam os parques de estacionamento que existem no centro da cidade”.
A preocupação dos comerciantes é sobretudo para com aqueles que visitam a cidade e que não encontram maneira chegar ao seu centro. Além do mais, até à hora de fecho desta edição não havia um plano de desvio para quem chegava à cidade, “o que é algo grave e para o qual alertámos há quatro meses”, acrescentou. F.F./N.N.[/shc_shortcode] -
ESAD oferece cursos de curta duração a estrangeiros
Entre os dias 15 de Julho e 20 de Setembro vão realizar-se na ESAD cursos de curta duração das suas várias áreas de ensino, destinados sobretudo a estrangeiros.
Da iniciativa fazem parte cursos de uma semana nas áreas da fotografia, design de tipografia, livros de artistas, pintura, bio-arte, design de cerâmica, food design, ilustração, azulejaria portuguesa, gravura e teatro.
Os cursos vão custar entre os 800 e os 1400 euros, preços que incluem o alojamento, as refeições e o custo das actividades do programa social, que inclui também visitas direccionadas para o focus de interesse de cada curso.
Susana Rodrigues, directora da ESAD, diz que estas formações se diferenciam “pela aproximação que fazem à identidade cultural da região”.
Durante a estadia no Oeste serão feitas visitas guiadas a vinhas e restaurantes regionais, provas de vinhos, incursões na serra dos Candeeiros e Montejunto para desenho de campo, visitas a Óbidos, Leiria, S. Pedro de Moel e Lisboa, entre outros locais.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]“Estamos seguros que esta iniciativa contribuirá para uma dinamização da economia local e trará notoriedade à escola, à cidade e à região”, disse Susana Rodrigues.
A ESAD.CR Summer School 2013 conta já com um conjunto de parcerias com entidades regionais que visam proporcionar ao público estrangeiro uma experiência onde se alia o desenvolvimento de competências e o conhecimento do pais e da região. A Óbidos Criativa, a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, o Europeia Hotel e a Equinócio, Atividades e Tempos Livres Lda. são alguns dos parceiros já confirmados desta iniciativa.
Para mais informações sobre a ESAD.CR Summer School 2013 consultar a página www.summerschool.esad.ipleiria.pt. N.N.Cursos disponíveis para o público estrangeiro:
Photography – Understanding frames, developing images
Type Design – type design, Typography and lettering
Artist’s Books – Hands on, minds on, hearts on
Painting – Matrices, a method for making
Bioart – Contemporary art and life sciences
Sketchbook & fieldsketching
Ceramic design – dimensional surfaces
Food design – Portuguese stew
Illustration – On Sunday I’m Funny
Portuguese Tiles – Tradition vs. Innovation
Printmaking – A stamp for Bordalo Pinheiro
Theatre interpretation – Stanislavski system[/shc_shortcode]
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ontem & hoje
Postal Ilustrado, edição Pasaporte Joaquim António Silva – 2013 A dezanove de Fevereiro de 1949, nascia nas Caldas da Rainha o seu primeiro centro comercial. Este edifício marcante, desenhado pelo arquiteto Camilo Korrodi, foi considerado na altura a melhor estação rodoviária do país, a mais luxuosa da Península Ibérica e uma das mais modernas da Europa. Em conjunto com a gare rodoviária abriu também um café, restaurante, sala de espera, bilheteiras, tabacaria e uma barbearia no centro de uma cidade com vida, bonita, com glamour, onde vinham a banhos pessoas de todo o país. Durante todo o dia, a “menina das partidas” anunciava aos altifalantes da estação as partidas e chegadas das camionetas no intervalo da música ambiente. A limpeza era impecável (havia um empregado, de fato de macaco e boné, que passava o dia a limpar os pingos de óleo do chão).[shc_shortcode class=”shc_mybox”] As fardas, obrigatórias. A exigência dos proprietários, implacável. Aos domingos à tarde atuava uma pequena orquestra no café, num palco construído para o efeito. Aos Capristanos ia-se passear ou ouvir música na garagem ou no café. No restaurante, um dos mais conhecidos e caros do país, a cozinha era esmerada e havia gente de muito longe que vinha de propósito às Caldas para almoçar ou jantar. Até um programa de rádio foi emitido a partir das oficinas. Um verdadeiro luxo para a época.
Na altura, Caldas da Rainha era uma cidade bonita, de comércio de excelência, com empresários à altura dos desafios que se lhes apresentavam. Arthur Eduardo Capristano era um deles. Um homem do seu tempo, austero e duro. Começou a sua vida como mecânico (quando ainda pouco se falava em automóveis), mas cedo chegou a chauffer de D. Carlos. Criou a sua empresa no Bombarral (Capristano e Ferreira), sempre ligada ao transporte de passageiros, mas decidiu deixar o seu sócio e mudar-se para a cidade que desde sempre polarizava a região – Caldas da Rainha. Já com os seus filhos José e Artur, a empresa Capristanos foi um dos motores do desenvolvimento local e regional da época. Nos anos cinquenta, chegou a ter 450 trabalhadores. Nas Caldas, estavam os serviços centrais da firma, os escritórios e a oficina. A maioria dos antigos empregados refere o caráter austero do velho Arthur e o rigor da gestão dos filhos, mas vivia-se um bom ambiente de trabalho. Sérios, com visão estratégica empresarial e social apurada, criaram uma marca que ainda hoje é querida e citada com saudade.
Mas a empresa é vendida aos Claras em 19 de Dezembro de 1961 e é nesta altura que fecharam o escritório e a maior parte do pessoal passou para Torres Novas. Pena que o tempo e outros empresários tenham desfeito a sua criação, ou uma boa parte dela. O declínio da estação começou nesta época, e as sucessivas tentativas de revitalização têm sido evitadas ou adiadas até aos dias de hoje. As paredes, grafittadas, alteram por completo a aparência de um edifício que é património municipal.
No entanto, uma nova era começou no final do ano de 2012. Uma nova gerência na exploração do café e a vontade dos responsáveis da Rodoviária do Tejo conjugam-se para revitalizar finalmente um dos ícones das Caldas da Rainha. O café vai ser transformado, e o edifício vai ser, finalmente, pintado e reformulado. Esperamos que as nossas memórias se transformem em realidade e que possamos em breve voltar a ver, com orgulho, os Capristanos com o glamour dos velhos tempos…
Rui da Bernarda[/shc_shortcode] -
Ligeiro decréscimo este ano nas ofertas para o Banco Alimentar
Nos dias 1 e 2 de Junho foram recolhidas 2.445 toneladas de alimentos para ajudar as famílias com comprovadas carências alimentares de todo o país, numa altura em que os portugueses se vêem a braços com cortes de rendimentos e dificuldades acrescidas em fazer frente às despesas. Isso acabou por se reflectir em valores menores aos registados aos da campanha homóloga, em Maio de 2012, em que tinham sido recebidas 2640 toneadas de alimentos. Ou seja, houve uma redução de 195 toneladas a nível nacional.
Na região Oeste a populaçao também respondeu em força ao apelo do Banco Alimentar e contribuiu com um total de 67,6 toneladas de alimentos nos pontos de recolha dos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos e Peniche. No entanto, este valor representa um decréscimo de 15,5% em relação ao total de géneros alimentares recolhidos na campanha do ano ano passado para o Banco Alimentar do Oeste. “Isto confirma a deterioração das condições económicas e, em particular, a contracção do rendimento disponível das famílias”, diz um comunicado da instituição.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]À recolha levada a cabo nas superfícies comerciais junta-se ainda a recolha directa, que permite a contribuição em freguesias rurais e de pequenos produtores. Este ano foram recolhidas mais de quatro toneladas de alimentos nas localidades de Cela, Cós e Vimeiro (Alcobaça); Mercado Municipal do Bombarral; Alguber, Figueiros, Painho e Vilar (Cadaval); Santa Catarina (Caldas da Rainha); Abelheira, Atalaia, Lourinhã, Marteleira, Miragaia, Moita dos Ferreiros, Moledo, Reguengo Grande, Ribamar, Santa Bárbara, São Bartolomeu, Sobral, Vimeiro, Zambujeira/Serra do Calvo (Lourinhã).
Fundamentais no sucesso desta campanha foram também os cerca de 1.500 voluntários que nos oito concelhos, bem como no armazém do Banco Alimentar do Oeste (na estação ferroviária das Caldas), garantiram a recolha, o transporte, a pesagem e separação dos alimentos. Depois de dois dias frenéticos, os bens alimentares recolhidos (bem como os excedentes doados diariamente por produtores, comerciantes e empresas do ramo alimentar) serão distribuídos através de 60 instituições de solidariedade social da região, sob a forma de cabazes ou de refeições já confeccionadas. Uma ajuda que chega a cerca de 9.000 pessoas dos oito concelhos.
No balanço da campanha, os responsáveis do Banco Alimentar referem que apesar da quebra verificada, os resultados mostram que os portugueses “quiseram demonstrar que, apesar da profunda crise económica que afecta tantas famílias, continuam motivados para ajudar a minorar as dificuldades dos mais carenciados”.Ajuda em forma de papel
A campanha de recolha de bens alimentares junto das populações está de volta no mês de Novembro, mas há também outras formas de ajudar a colocar alimentos na mesa dos que mais precisam. E uma delas é entregando papel para reciclar ao Banco Alimentar.
Em 2012, o Banco Alimentar do Oeste recolheu cerca de 148 toneladas quilogramas de papel, o que se traduziu em 14.797 euros de bens alimentares. “Um importante complemento para os cabazes mensais que o Banco Alimentar do Oeste entrega às Instituições para distribuição por famílias comprovadamente carenciadas, bem como para o apoio alimentar dado aos refeitórios sociais e instituições”, afirmam os responsáveis.
Acrescentando que os resultados da campanha de recolha de papel têm melhorado de trimestre para trimestre, o que demonstra “o espírito solidário e ecológico dos habitantes da zona Oeste”, o Banco Alimentar diz que o sucesso se deve “ao pequeno grande gesto de muitos particulares, instituições e organismos públicos que vêm separando e entregando todo o papel de que já não necessitam e que, assim, se torna valioso”. De salientar ainda o trabalho dos voluntários que separam o papel de outros materiais com que este vem misturado. J.F.[/shc_shortcode]
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Uma obra parada em Alfeizerão
Há muito tempo que o pavimento sobre a Vala do Moinho, à saída de Alfeizerão e na direcção do Casal da Ponte, necessitava de obras. E no momento em que se verificou a destruição da protecção do lado direito, provocada pela máquina corta-sebes da Junta de Freguesia, as coisas pioraram e o perigo agravou-se ainda mais naquele troço da estrada onde, diariamente, circulam largas dezenas de veículos.
Finalmente, há cerca de dois meses, a Câmara de Alcobaça iniciou os trabalhos que se impunham. A obra foi decorrendo lentamente e depois de construídas as partes laterais, os chamados pontões, os funcionários da Câmara em fins de Maio nunca mais apareceram.
A presidente da Junta de Alfeizerão, Natividade Marques, questionada sobre esta situação, informou que aguarda a todo o momento que sejam colocadas as respectivas protecções e seja feito o arranjo do pavimento naquela zona, ou seja, o seu alcatroamento. (more…) -
Câmara reduz transferências para a empresa Óbidos Criativa
A Câmara de Óbidos vai reduzir de 680 mil para 424 mil euros a transferência de verbas para a empresa municipal Óbidos Criativa. Esta diminuição de 200 mil euros vigorará também em 2014, uma vez que o orçamento é bi-anual.
Esta decisão foi tomada na Assembleia Municipal de 3 de Junho pela maioria social-democrata e com os votos contra do PS e CDU.
Segundo o vereador Ricardo Ribeiro, o valor de 424 mil euros anuais representa “uma capacidade de auto financiamento da empresa na ordem dos 78%”.
O autarca explicou ainda que o montante transferido pela autarquia para a Óbidos Criativa destina-se a compensá-la pela “realização de determinados eventos que a Câmara exige que sejam organizados e que não têm qualquer receita”, dando como exemplo a Semana Santa, que não gera proveitos directos para a organização, mas que atrai milhares de visitantes.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]A maior parte da verba contratualizada pela Câmara à empresa municipal será aplicada na educação, cultura, turismo e inovação, para os quais o contrato programa estabelece o valor de 357 mil euros. Destas áreas, a rede de museus e galerias arrecada o valor mais elevado (105,4 mil euros) seguida do posto de turismo, com 78 mil euros) e o coro infantil, com mais de 61 mil euros.
A SIPO é o evento que recebe um maior apoio, cerca de 12.500 euros, seguido de uma grande exposição, para a qual estão previstos 11.250 euros. O Maio Criativo tem alocados 10 mil euros e a Semana Santa 7.500 euros.
O PS não concorda com o facto de estar garantido uma transferência de verbas para a empresa municipal pois isso leva a que esta não tenha que se preocupar com as despesas, ainda que obtenha menos receitas, disse João Gama Lourenço.
Também a sua colega de bancada Anabela Blanc mostrou a sua apreensão com o funcionamento da empresa municipal e disse que o interesse público de alguns eventos não significa que estes tenham que dar prejuízo e que a Câmara deverá repensar os eventos que devem, ou não, continuar a ser feitos.
O deputado social-democrata José Carlos Capinha criticou o PS por este apenas se cingir à rentabilidade financeira dos eventos. E perguntou: “quanto vale a identidade e mobilização das pessoas que pertencem a este concelho?”. O deputado assume que está disposto a pagar para a realização destes eventos, justificando que “a identidade de uma comunidade é o maior valor que está a ser construído”.ISENÇÃO DE TAXAS PARA CIDADÃOS CARENCIADOS
Nesta reunião foi também aprovada a alteração ao regulamento de taxas, que isenta do seu pagamento a população mais carenciada, bem como as associações humanitárias, culturais, de desenvolvimento local e desportivas, e as juntas de freguesia.
Estas isenções abrangem o licenciamento de loteamentos e construções destinadas a habitação de custos controlados, a matrícula de veículos pertencentes a pessoas com deficiência e de veículos destinados unicamente em trabalhos agrícolas. Estão também livres de pagamento as intervenções urbanísticas inseridas no programa Re-Habitar e as taxas relativas a requerimentos por parte de pessoas carenciadas.
Já a licença para a concretização de obras de conservação, reconstrução ou ampliação de imóveis classificados é reduzida em 50% do seu valor. De acordo com a proposta de isenções e reduções de taxas da autarquia, podem ainda ser reduzidas as taxas respeitantes a “outros pedidos cujos interessados, pessoas singulares ou colectivas, sejam carenciados e reconhecidos para esse efeito no âmbito dos serviços de intervenção social”.
A bancada socialista absteve-se neste ponto. João Gama Lourenço disse ter dúvidas em “termos jurídicos” da propostas e discorda da necessidade de os pedidos de isenção terem que ser aprovados pelos serviços da Câmara.
Telmo Faria justificou esta proposta como uma forma de ajudar os munícipes mais carenciados na conjuntura actual.PS expulsa elemento da sua bancada
O deputado social-democrata José Silveira Botelho, tornou público o incidente que teve lugar no início da reunião, quando o líder da bancada socialista, João Gama Lourenço não permitiu que o presidente da Junta de Freguesia do Olho Marinho, Hélder Mesquita, independente eleito pelo PS, se sentasse junto dos restantes deputados socialistas.
Em causa está o facto deste autarca ter agora aceite integrar as listas do PSD para as próximas autárquicas.
“Não aceito este comportamento ético”, disse João Lourenço, acrescentando que o jovem autarca tinha sido convidado pelo PS nesta legislatura, pelo que deveria respeitar este acordo até ao final do mandato.
Hélder Mesquita acabaria por se sentar junto dos deputados do PSD.
Para Silveira Botelho (PSD) esta posição do líder da bancada socialista “nada teve de democrático”, acrescentando que o presidente de Junta apresentou-se “individualmente a sufrágio”.
A deputada socialista Ana Maria Sousa pediu explicações à Câmara sobre o facto da freguesia das Gaeiras não ter a sua rede de esgotos concluída, como noticiou recentemente o jornal Público. De acordo com o presidente da Câmara, Telmo Faria, não existe nenhum concelho que tenha a totalidade do saneamento básico concluído, mas que no caso de Óbidos a rede abrange mais de 80% dos munícipes.
“Nos últimos anos o governo central impediu o acesso a apoios a municípios que tivessem mais de 80% do saneamento concretizado, como é o caso de Óbidos”, disse o autarca, acrescentando que a Câmara gastou mais de dois milhões de euros em saneamento básico, que não tinha sido feito pelo executivo anterior.
“Durante muitos anos a Câmara [liderada por Pereira Júnior] licenciou habitações onde sabia que não havia condições para fazer o saneamento básico”, disse Telmo Faria, que relacionou estes comentários com o aproximar das eleições autárquicas.
No início da reunião, o deputado comunista Custódio Santos, exaltou-se com o facto da autarquia continuar a “quebrar as regras da Assembleia” apresentando tardiamente diversos pontos para discussão. Custódio Santos ameaçou mesmo fazer queixa desta situação ao Ministério Público.
Ainda no período antes da ordem do dia, este deputado informou que os médicos do Centro de Saúde de Óbidos têm dificuldades em fazer o seu trabalho pois não conseguem aceder às fichas dos utentes através dos serviços informáticos. “As pessoas vão de madrugada marcar a consulta para serem atendidas ao fim do dia e depois têm que voltar no dia seguinte para ir buscar a receita”, reclamou, pedindo a intervenção da Câmara para a resolução da situação.
Nesta reunião foram aprovados votos de pesar pelo falecimento do presidente da Junta de Freguesia do Sobral da Lagoa, Carlos Zina, e do obidense e dirigente associativo, Jaime Rodrigues, pai da deputada municipal Cristina Rodrigues.
Foi também aprovado um voto de louvor, proposto pela deputada socialista Anabela Blanc, pela concretização do espectáculo Bona Dea, em A-dos-Negros, por ter conseguido envolver toda a comunidade local.
Esta Assembleia realizou-se no EPIC – Espaço para Promoção da Inovação e Criatividade, com o objectivo de o dar a conhecer melhor aos deputados municipais. Pedro Reis, responsável pelo Colab (Laboratório de Laboração), explicou o funcionamento do espaço que permite a instalação de empreendedores nas suas salas e a possibilidade de participarem nos eventos conjuntos. F.F.[/shc_shortcode]
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Socialistas querem mais apoio social e atenção para a freguesia de Santo Onofre
O Centro da Juventude foi o ponto de encontro dos socialistas em mais uma reunião com as populações das freguesias caldenses, desta feita a de Santo Onofre, a 11 de Maio.
A candidata à Junta de Freguesia, Maria Antónia Nogueira, destacou a precariedade que se vive na freguesia com um aumento “muito preocupante” dos casos de assistência social. Socorrendo-se de dados estatísticos, explicou que 2009 havia 148 beneficiários de apoios sociais, enquanto que este ano esse numero já subiu para 478. “De 63 famílias em dificuldades, passámos para 174 famílias”, informou Maria Antónia Nogueira, acrescentando que os candidatos a benefícios sociais e apoio por parte da junta têm idades entre os 31 e os 50 anos.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Para a candidata socialista é urgente que as propostas eleitorais espelhem esta realidade e assentem na importância de apoiar os mais desfavorecidos.
O candidato à Câmara pelo PS, Rui Correia, falou da necessidade de integrar no perímetro da freguesia equipamentos culturais que a afirmem como espaço de cultura e criação e, por outro lado, de declarar “guerra aberta à sujidade e à poluição visual desta freguesia com pinturas grafitadas sem qualquer valor estético e que nada têm a ver com graffiti”. De acordo com a nota de imprensa do PS, Rui Correia mostrou-se também disponível para “contestar o desprezo com que esta freguesia foi tratada no plano das obras de regeneração urbana que ignoraram completamente Santo Onofre, sem qualquer explicação aceitável”.
Para o candidato socialista é “urgente” re-humanizar locais actualmente descaracterizados como a Cidade Nova, com a implantação de espaços verdes seguros, e atribuir às associações e aos bairros de Santo Onofre competências e orçamentos justos para poderem desempenhar as suas funções como fomentadores de integração cultural e solidariedade social.
Rui Correia considera que um concelho tem de conhecer e explorar devidamente a sua riqueza e a sua diversidade, recusando uma visão monocêntrica de cidade. “Um ambiente urbano de convivências plurais impõe que vejamos todas as freguesias como pólos de desenvolvimento e de especificidades únicas que precisam de ser estimuladas e racionalmente apoiadas”, disse, defendendo a criação de uma rede associativa que permita a gestão e partilha de recursos, pessoas, aptidões e combater o desperdício de dinheiros, valências, equipamentos e energias.Uma volta pelos problemas da freguesia
O estado “lamentável” da estrada das Águas Santas, assim como a degradação em que se encontram os balneários naquele local, “cujo tecto ameaça colapsar e começa a servir de abrigo a elementos estranhos aos equipamentos que ali se sediam”, foram algumas das preocupações manifestadas durante o encontro.
Os socialistas referem também a necessidade de limpeza das valetas, que se encontram entulhadas, nomeadamente na zona do Alto dos Moinhos, assim como a manutenção dos passeios no Bairro dos Arneiros e a colocação de sinalização nas estradas.
No caso do Bairro das Morenas, foi tornada pública a necessidade de reparação dos lavadouros, tal como do gradeamento do parque infantil, que está danificado há algum tempo. Foram também apresentadas fotos de uma “lixeira a céu aberto em pleno espaço urbano junto da ponte” e denunciado o “péssimo estado em que se encontra o arruamento por trás do supermercado Aldi e o lixo que se encontra no rio dos casais da ribeira”, refere o PS na referida nota de imprensa.
O talude por baixo do viaduto junto à Expoeste apresenta fissuras, “cujo perigo de abatimento cumpre verificar”, realçam os socialistas, que também querem ver resolvida a situação rodoviária no acesso que desce do Monte Olivett até ao supermercado E. Leclerc. Nesta visita virtual pela freguesia, foram também defendidas medidas de protecção para a estação elevatória, que tem um poço de grande profundidade com acesso livre, constituindo um elemento de risco a quem ali se desloca.
Presente no encontro, o vereador Delfim Azevedo, revelou os principais assuntos tratados em reunião do executivo, nomeadamente os que se prendem com os serviços de saúde, a questão do hospital termal e a celebração do feriado municipal.
O próximo encontro autárquico terá lugar em Salir de Matos durante o mês de Junho. F.F.[/shc_shortcode]
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Autores formados na ESAD seleccionados para o prémio EDP Novos Artistas
Entre os nove finalistas que vão disputar a 10ª edição do Prémio EDP Novos Artistas, há dois artistas formados na ESAD
São eles João Ferro Martins (Santarém, 1979) e Tiago Baptista (Leiria, 1986), que se licenciaram na escola de artes caldense e que actualmente vivem e trabalham em Lisboa.
Como pode ler-se no site da Fundação EDP, João Ferro Martins “constrói obras de presença tridimensional que exploram valores musicais contemporâneos e desenvolve simultaneamente temas onde aborda a condição do homem performativo e do objecto escultórico e sonoro” ao passo que Tiago Baptista usa a pintura e o desenho “como meio primordial do seu trabalho que foca questões relacionadas com a experiência humana da vida em comum, cenas de índole social e colectiva, histórica e derrisória em paisagens urbanas ou rurais”.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Além deste artistas foram também seleccionados Ana Santos, João Mouro, Luís Lázaro Matos, Mariana Caló, Francisco Queimadela, Musa Paradisíaca (projecto artístico de Eduardo Guerra e Miguel Ferrão), Pedro Henriques e Sandro Miguel Ferreira.
Estes novos seleccionados – de um total de 567 candidatos – vão apresentar obras numa exposição que terá lugar em Dezembro próximo, na Galeria da Fundação EDP no Porto e que tem como comissários Filipa Oliveira e Sérgio Mah, ambos comissários independentes, e João Pinharanda, programador da Fundação EDP. Posteriormente um júri internacional vai escolher o vencedor, que irá receber um prémio de 10 mil e 500 euros que se destinam a apoiar a continuação do estudo ou do trabalho de criação e investigação do artista vencedor.
O Prémio EDP Novos Artistas, instituído em 2000, é uma iniciativa bienal organizada pela Fundação EDP que tem por objectivo promover a criação artística e distinguir os valores emergentes da arte contemporânea portuguesa. As exposições do Prémio EDP Novos Artistas já ocuparam sete diferentes espaços nacionais e apresentaram 53 artistas, muitos deles são actualmente reconhecidos no panorama da arte contemporânea portuguesa tais como Joana Vasconcelos, Pedro Paiva, Gabriel Abrantes, Vasco Araújo ou Carlos Bunga. Este último artista, do Porto (1976) também se formou na ESAD e foi o vencedor da edição de 2003.
Alunos de Ilustração gráfica premiados em Concurso Nacional Escolar
Os alunos do 1º ano do curso CET de Ilustração Gráfica da ESAD ganharam um prémio e duas menções honrosas no concurso nacional escolar “O Castelo em Imagens” 2013, promovido pelo município de Portel.
O vencedor foi Rui Alexandre Lugarinho pela sua obra “Castelo Flutuante”. Foram distinguidos também Inês Cardoso e Frederico Domingues com menções honrosas para os trabalhos “O meu Castelo – Origem da criatividade” e “Goldencliff”, respectivamente. Os três estudantes da escola de artes caldense destacaram-se na categoria de Ensino Universitário e concorreram com trabalhos desenvolvidos na unidade curricular de Desenho de Representação 2D, orientado pela docente Ana Ribeiro. N.N.[/shc_shortcode]
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Forte presença internacional em mais um Cistermúsica
O Cistermúsica – Festival de Música de Alcobaça está de volta. A XXI edição do festival que, é já uma referência nacional, arranca este domingo, 16 de Junho, e prolonga-se até 21 de Julho, num total de duas dúzias de espectáculos para toda as idades. Em foco estará a comemoração do bicentenário dos nascimentos de Richard Wagner e Giuseppe Verdi.
O director artístico do Cistermúsica, Alexandre Delgado, destaca a estreia em Portugal de “algumas jovens revelações de luxo”, muitas das quais vencedoras de prestigiados concursos internacionais, e a forte presença de reputados músicos estrangeiros. No entanto, a música portuguesa estará também em destaque nesta edição.
Da programação do XXI Cistermúsica, salienta-se a estreia absoluta do ciclo de canções inesianas encomendado a António Chagas Rosa e as propostas do Cisterdança e do Cistermúsica Júnior.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Mais uma vez, muitos dos concertos são de entrada livre e o Mosteiro de Alcobaça volta a ser um dos palcos prestigiados, a par com o Mosteiro de Cós, o Cine-Teatro de Alcobaça João d’Oliva Monteiro e espaços fora da cidade, como as igrejas de Évora de Alcobaça, São Martinho do Porto, Pataias ou o Centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita. Este ano o Cistermúsica extravasa ainda os limites do concelho e chega à Nazaré, com um espectáculo na Biblioteca Municipal, e a Tarouca, com a apresentação da Banda Sinfónica de Alcobaça no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas.
Para o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, o destaque vai mais uma vez para “os concertos dedicados a todas as faixas etárias, com enfoque especial nos jovens e nas famílias”, bom como “o lugar que tem vindo a ser dado à criação contemporânea nas áreas da música e da dança e no diversificar da oferta da programação do festival”.
Com um orçamento de 147 mil euros, o Cistermúsica volta a contar com o apoio da Direcção-Geral das Artes, que garantiu um apoio financeiro superior a 500 mil euros ao longo de quatro anos à Academia de Música de Alcobaça, responsável pelo festival.Francisco António de Almeida na abertura
É com chave de ouro que arranca a edição deste ano do Cistermúsica. De acordo com Alexandre Delgado “o apogeu do Barroco musical português surge através da Missa em Fá maior de Francisco António d’Almeida”, que pode ser ouvida a partir das 18h00 de domingo, dia 16 de Junho, na Nave Central do Mosteiro de Alcobaça.
Para o director artístico do festival, esta obra é “uma empolgante descoberta” que será interpretada pelos ensembles de instrumentos e vozes Flores de Musica e Capela Joanina. A entrada é livre.
No dia 19, quarta-feira, realiza-se o Concerto de Laureados do 2º Concurso “Pequenos Grandes Talentos” 2013, a partir das 21h30, no Cine-Teatro de Alcobaça. Também neste caso a entrada é livre.
Na quinta-feira, dia 20 de Junho, o Centro Cultural Gonçalves Sapinho acolhe a Gala de Pequenos Bailarinos, com a participação do Conservatório de Música e Dança de Liubliana (Eslovénia), Colégio Rainha Santa Isabel (Coimbra) e Academia de Dança de Alcobaça. O espectáculo tem início às 21h30 e os bilhetes custam três euros.
No dia seguinte, a partir das 10h00, o Jardim do Centro Escolar da Benedita transforma-se num Jardim das Artes com o musical “Sons de Cá”. Trata-se de um projecto do ensino pré-escolar que envolve os alunos do Agrupamento de Escolas da Benedita.
A restante programação do festival pode ser consultada em www.cistermusica.com. J.F.[/shc_shortcode]
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Ex-ministros debatem na segunda-feira futuro da justiça portuguesa
Organizado pela Gazeta das Caldas realiza-se na próxima segunda-feira, dia 17 de Junho, pelas 21h30, o debate muito aguardado sobre o futuro da Justiça em Portugal, em função da reforma do Estado, que terá como principais protagonistas os ex-ministros da Justiça, Laborinho Lúcio e Alberto Costa, respectivamente dos governos de Cavaco Silva e de José Sócrates.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Ambos são conceituados especialistas nestas áreas, sendo Laborinho Lúcio juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça jubilado, exercendo actualmente a função de vogal do Conselho Superior da Magistratura por designação do actual Presidente da República. Por seu lado, Alberto Costa é deputado à Assembleia da República, tendo desempenhado anteriormente o cargo de ministro da Administração Interna no governo de António Guterres. Foi também o coordenador das impugnações para o Tribunal Constitucional do Orçamento Geral do Estado de 2012 e 2013 que tiveram vencimento naquele órgão.
Depois das apresentações iniciais, ambos estarão disponíveis para responder às questões que lhes sejam colocadas pelo público, a exemplo do que se passou com o economista João Ferreira do Amaral, numa sessão organizada também pelo nosso jornal, que agradou à quase totalidade dos assistentes e que por interesse próprio se prolongou para além da hora prevista para terminar.
Este segundo debate organizado pela Gazeta das Caldas, com o apoio dos Pimpões e da ADN/102 FM Radio, abordará um tema particularmente actual na vida dos portugueses e do qual se esperam profundas alterações nos próximos tempos. Um dos assuntos que deverá ser tratado no debate referir-se-á ao novo mapa judicial que extinguiu o círculo judicial do Oeste, com sede nas Caldas da Rainha e colocou a organização judiciária ao nível do distrito separando a parte sul do Oeste da parte norte, ficando uma ligada a Leiria e outra a Lisboa.[/shc_shortcode] -
Teresa Serrenho abre amanhã sede de candidatura
Amanhã, 15 de Junho, pelas 19h00, será inaugurada a sede de candidatura do Viver o Concelho – Movimento Autárquico Independente, que tem Teresa Serrenho como cabeça de lista. A sede fica na Rua Henrique Sales, 50, Caldas da Rainha.
Durante a inauguração a candidata à presidência da Câmara fará também a apresentação pública dos mandatários político e financeiro desta candidatura.
Segundo nota de imprensa, o Movimento Autárquico Independente Viver o Concelho “quer revitalizar a vida cívica das Caldas da Rainha, desafiando o partidarismo rotativo e fechado, quebrando uma teia nacional que mina, também, a democracia local” e tem como objectivos “a promoção da participação cívica e a mobilização de esforços para o envolvimento de todas/os as/os Caldenses na gestão do seu concelho, da sua cidade e das suas freguesias – da sua comunidade local”. N.N. -
CTT encerram serviços em Santa Catarina e Valado dos Frades sem aviso prévio
Foi com surpresa que a população de Santa Catarina se apercebeu ao final do dia 30 de Maio (quinta-feira), que a Estação dos CTT da vila tinha sido encerrada. Uma folha de papel A4 a informar que os serviços postais passariam a ser prestados nos postos de Carvalhal Benfeito ou Vimeiro, colocada à porta da estação já ao final da tarde, dava conta do encerramento, mais um dos vários que decorreram nos últimos dias em todo o país.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Uma manifestação que juntou meia centena de pessoas, realizada no dia seguinte, a decisão de avançar com uma providência cautelar contra os CTT e uma acção popular que pretende lutar legalmente contra o encerramento são algumas formas de luta já adoptadas. Mas à hora de fecho desta edição, as portas mantinham-se encerradas e a população não tinha outro remédio senão deslocar-se aos postos de Carvalhal Benfeito e Vimeiro (a funcionar nas Juntas de Freguesia) ou à estação dos CTT da Benedita, todas a cerca de cinco quilómetros da vila.
Também na vila de Valado dos Frades, já no concelho da Nazaré, a contestação de dezenas de populares na tarde dessa mesma quinta-feira, não conseguiu evitar o encerramento da estação, cujas portas já não reabriram no dia seguinte. Sindicato fala em “dia D” para o encerramento das estações e exorta as populações a lutarem pela manutenção de um serviço público fundamental.
Nos últimos anos as populações de Santa Catarina e Valado dos Frades têm lutado contra a intenção dos CTT em encerrar as estações e transferir os serviços para postos, que tanto podiam ser assegurados pela Junta de Freguesia ou por algum privado. Mas o certo é que nenhum privado se mostrou interessado em assumir os postos e as Juntas nunca aceitaram as condições dos CTT, lutando sempre ao lado da população para manter as estações abertas. E os CTT acabaram sempre por recuar com as ameaças de encerramento.
Desta vez a história teve um desfecho diferente, facto ao qual não será indiferente a intenção do governo de privatizar a empresa de capitais públicos até ao final do ano. Na missiva enviada à Junta de Freguesia de Santa Catarina, que chegou já depois da estação ter sido encerrada, a empresa justifica o fecho de portas com a “redução sistemática e consistente do tráfego postal”, potenciada pelo desenvolvimento das novas tecnologias e pela globalização das comunicações, e com as orientações definidas para o sector empresarial do Estado, que passam obrigatoriamente pela “racionalização dos custos”.
Não obstante o fecho inesperado, os responsáveis deixam em aberto a possibilidade da reorganização dos serviços prestados até aqui pela estação e a transferência para um posto, uma mudança na qual acreditam que a Junta seria o parceiro indicado.
O presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina, Rui Rocha, continua a defender que “a melhor solução para a vila é a manutenção da estação dos CTT” e diz que “a Junta está empenhadíssima em reabrir a estação”. Uma posição que prometeu defender na reunião com a administração dos CTT agendada para quarta-feira, já depois do fecho desta edição.
A 30 de Maio a Assembleia de Freguesia reuniu em sessão extraordinária, marcada com carácter de urgência, depois dos empresários da vila terem alertado para um ofício em que os CTT avisavam os proprietários dos apartados para indicarem onde pretendiam passar a receber a sua correspondência. Uma reunião onde marcaram presença cerca de duas dezenas de populares e onde foi deliberado avançar com uma providência cautelar contra os CTT, por se entender que foram violadas as bases de Concessão dos Serviços Postais, onde se salvaguarda que uma estação só pode fechar se houver alternativa, o que não se verifica, dado que não foi criado em Santa Catarina nenhum posto de correios. Uma outra sessão estava marcada para a noite de quarta-feira, após a reunião entre a Junta de Freguesia e a administração dos CTT. J.F.[/shc_shortcode]
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Mais de uma tonelada de marisco consumida no Festival da Foz do Arelho
Decorreu no fim de semana de 31 de Maio, 1 e 2 de Junho a terceira edição do Festival do Marisco da Foz do Arelho, organizada pelo Centro Social e Recreativo da Foz do Arelho (CSR).
Esta terceira edição não poderia ter corrido melhor pois foi comercializada mais de uma tonelada de marisco e servidos mais de 3000 pratos, disse à Gazeta das Caldas, Jorge Santos, um dos elementos da organização.
O sábado foi o dia de maior afluência com muitos convivas a querer provar os vários tipos de marisco disponíveis nesta iniciativa. “Recebemos centenas e centenas de pessoas, que lotaram o espaço durante várias horas, o que obrigou a um período de espera”, disse o responsável, acrescentando que houve também alguns restaurantes das Caldas que acabaram também por receber algumas pessoas que não quiseram esperar vez na Foz.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Ao público da região, juntaram-se muitos estrangeiros, sobretudo ingleses, holandeses e alemães. Ao todo, o festival contou com cerca de 4.000 pessoas.
E quais foram os pratos favoritos? “A sapateira, o camarão e os caranguejos”, disse Jorge Santos. Mas também há quem tenha preferido as enguias fritas, os percebes, o lingueirão, a amêijoa, entre outras especialidades que são rainhas nestas realização.
Por causa da crise, alguns preços baixaram entre 10 a 15% (uma sapateira recheada no ano passado custava 12 euros e este ano custou 10 euros).
Quem quis comeu no salão da colectividade, enquanto que outros sentaram-se cá fora, numa tenda instalada para esse efeito no Largo do Arraial.
“Esta iniciativa tem provado que tem pernas para andar”, disse Jorge Santos. “Queremos que se consolide, tal como as Tasquinhas de Verão nas Caldas e que continue a atrair mais gente”, disse Jorge Santos. O evento irá manter-se no último fim de semana de Maio de modo a não chocar com outras realizações, explicou também o organizador.
A responsabilidade é de um grupo de voluntários do próprio CRS que contou com a ajuda de vários habitantes da Foz na organização do festival. Ao todo, um grupo de 40 voluntários possibilitou a concretização desta terceira edição.
Apesar do habitual tempo fresco do Oeste, as noites em que decorreu este evento foram animadas com as actuações dos WS Walcott, TR3 e os Trinómio e de Luís Gomes/DJ Pirão. Houve venda de artesanato e insufláveis para os mais novos. Marcaram também presença o grupo de dança de Maria João Sacadura e o Grupo de Teatro coordenado por Sofia Seno e que contribuíram positivamente para esta realização em ambiente de pré-Verão e que tem vindo a conquistar cada vez mais visitantes.
Num documento divulgado após o evento o Centro Social e Recreativo da Foz do Arelho agradece o apoio que recebeu na realização do festival ao Foz Creative, restaurante Lisboa, Marius Serralharia, Associação Solidariedade Social da Foz do Arelho, Câmara Municipal e Junta de Freguesia, FlorÓbidos e Aki del Mar. N.N.[/shc_shortcode]
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Ana Neves e Alberto Pereira substituem Fernando Costa e Maria da Conceição
Depois de 28 anos à frente dos destinos da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa suspendeu o mandato por 130 dias, estando previsto o seu regresso às Caldas após as eleições autárquicas para terminar as suas funções. Até lá, e com a saída também de Maria da Conceição, o executivo vai contar com novos vereadores – Ana Neves e Alberto Reis Pereira.
Nos próximos meses Fernando Costa irá dedicar-se à sua campanha em Loures, onde é candidato pelo PSD. O autarca diz que leva das Caldas um passado político e também uma identificação com o trabalho feito. “Pode ser um idealismo serôdio, mas gostaria de ficar sempre como o presidente da Câmara das Caldas da Rainha porque esta foi a maior experiência politica que tive”, disse, garantindo que o tempo encarregar-se-á de mostrar se foi um bom ou mau autarca.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Desde o passado dia 1 de Junho que Tinta Ferreira assume a presidência da Câmara em exercício, dado que também a vereadora Maria da Conceição Pereira (número dois do executivo) apresentou a suspensão de mandato por três meses, uma vez que não pode acumular o cargo de deputado da Assembleia da República com a de presidente interina da Câmara.
Desde o passado dia 1 de Junho que Fernando Costa deixou de exercer o cargo de presidente da Câmara das Caldas, sendo substituído pelo vereador Tinta Ferreira.
O autarca, que presidiu durante 28 anos aos destinos do concelho caldense, suspendeu o mandato por 130 dias, estando previsto o seu regresso às Caldas após as eleições autárquicas para terminar as suas funções. Durante este período Fernando Costa irá dedicar-se à sua campanha em Loures, onde é candidato pelo PSD.
“Em boa verdade continuo a ser o presidente da Câmara, embora não em exercício”, disse Fernando Costa, que quer estar presente na tomada de posse do novo executivo autárquico nas Caldas.
“Estarei em Loures 80% do meu tempo e nas Caldas os restantes 20%”, revelou a 3 de Junho quando, apesar de tudo, ainda estava na Câmara a resolver alguns assuntos que tinha pendentes. O autarca, que já entregou o carro de serviço, deixou à vereação a sua disponibilidade para continuar a ir às reuniões de Câmara para ajudar no que seja preciso.
Fernando Costa considera que os quase 30 anos em que foi presidente da Câmara foi “um tempo curto”. O seu novo desafio – a Câmara de Loures – não o preocupa pois acredita mesmo que tem hipóteses de ganhar naquele município que tem sido socialista. “E se não for presidente serei vereador nos próximos quatro anos”, antevê.
Das Caldas leva um passado político e também uma identificação com o trabalho feito. “Pode ser um idealismo serôdio, mas gostaria de ficar sempre como o presidente da Câmara das Caldas da Rainha porque esta foi a maior experiência politica que tive”, disse, garantindo que o tempo encarregar-se-á de mostrar se foi um bom ou mau autarca.
Esse idealismo e dedicação à Câmara levou a que perdesse vários amigos, mas Fernando Costa não está “nada arrependido” pois essa perda foi consequência de conflitos de interesse e de ideais. Considera que a nível profissional e pessoal sai “muito prejudicado” por ter estado todos estes anos na Câmara, mas fê-lo por um ideal e por uma dádiva ao concelho.
“Os meus princípios de vida e valores foram-me transmitidos pelos meus pais, simples mas honestos, e pela Ordem Franciscana, e por isso é que sou assim: lutador, inconformado, revoltado, revoltante e, por vezes, agressivo”, auto caracteriza-se o autarca.
Fernando Costa revela que sempre foi um “presidente muito sério e honesto” e que, por isso, ao longo do seu percurso arranjou alguns inimigos e incompatibilizou-se com outras pessoas, a uns porque não aprovou a fábrica ou a casa, a outros porque não deu emprego ou fez o que lhe pediam.
“Se calhar não tenho nenhum amigo íntimo, pessoal, de convivência, mas arranjei muitos admiradores”, disse também à Gazeta das Caldas, destacando que sai com muito mais apoios do que tinha antes de entrar para a Câmara.“Pus a cabeça no cepo pela Linha do Oeste”
O autarca considera que o seu trabalho no concelho foi positivo e a atestá-lo estão as várias maiorias absolutas que conseguiu. Destaca o abastecimento de água e saneamento básico no concelho como as maiores obras dos seus mandatos, ao passo que as mais emblemáticas são a ESAD (que a Câmara ajudou a construir), a conclusão do edifício dos Paços do Concelho e o CCC.
“A cidade hoje é completamente diferente e bem ordenada, contrariamente ao que dizem”, refere o autarca, socorrendo-se de opiniões de especialistas que dizem que “não há exageros”. O orgulho de Fernando Costa está também na recuperação do Hotel Lisbonense, na criação da Biblioteca Municipal e nas obras nas praias da Foz do Arelho e Salir do Porto, assim como o apoio dado ao parque escolar e à rede de apoio social.
Mas a sua última grande vitória foi a continuidade do funcionamento da Linha do Oeste. “Esta linha só tem comboios hoje das Caldas da Rainha para Leiria graças ao Fernando Costa, que enquanto presidente da Câmara fez a Plataforma da Defesa da Linha do Oeste e encomendou o estudo”, disse, acrescentando que pôs a “cabeça no cepo” por esta causa.
Por terminar fica o dossier do termalismo nas Caldas. No seu último dia enquanto presidente de Câmara, a 31 de Maio, Fernando Costa foi a Santa Catarina defender a reabertura da Estação dos Correios, a um sarau da ginástica e a uma homenagem que lhe foi prestada pela Escola de Sargentos do Exército. No entanto, o seu último acto formal foi recusar despachar um protocolo que a Direcção Geral de Património apresentou à Câmara para a cedência do Hospital Termal, por considerar “muito penalizante para a autarquia”.
O edil deixa a Câmara das Caldas com uma dívida na ordem dos três milhões de euros, mas com cerca de oito milhões disponíveis em tesouraria. “Há uma verba segura de cinco milhões de euros de saldo que permitirá aos futuros executivos não terem que subir os impostos e resolver as obras do Hospital Termal, Pavilhões do Parque e Museu da Cerâmica”. Se pudesse fazer um testamento seria isso que continha, justificando que o governo não sabe tomar conta do Hospital Termal, do seu património e do Museu da Cerâmica.
Para hoje, sexta-feira, está prevista uma homenagem pelos funcionários da Câmara.
Alberto Pereira e Ana Paula Neves vão ser vereadores
O deputado na Assembleia Municipal, Alberto Reis, e a chefe de gabinete de Fernando Costa, Ana Paula Neves, são os novos vereadores PSD na Câmara das Caldas. Esta tomada de posse surge na sequência das suspensões de mandato do presidente da Câmara, Fernando Costa, e da vereadora Maria da Conceição Pereira. Esta última suspendeu o mandato por três meses para não assumir a presidência da Câmara (onde era a número dois) por tratar-se de uma situação incompatível com o mandato que exerce como deputada na Assembleia da República.
O vereador Tinta Ferreira assume a presidência da Câmara em exercício e mantém-se o vereador Hugo Oliveira que passará a ter os pelouros da Mobilidade Urbana, Juventude, Turismo, Desenvolvimento Económico, Abastecimento Público (mercados). Assume ainda a presidência da comissão executiva da Reserva Natural Local do Paul de Tornada.
Já Ana Paula Neves ficará responsável pelas áreas da Modernização Administrativa, Planeamento, Recursos Humanos e Fundos Comunitários. Passa também a integrar o Conselho de Administração dos SMAS.
Alberto Pereira ficará com os pelouros da Educação, Desporto, Higiene Urbana, Espaços Verdes, Cemitérios e passa a representar o município na APEPO (Associação de Escolas Profissionais).
Por inerência de funções, Tinta Ferreira assume as restantes competências não delegadas. F.F.[/shc_shortcode]
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Ninguém sabe do inquérito ao abastecimento de gasóleo camarário
O inquérito que a Câmara das Caldas deliberou instaurar ao caso do abastecimento de gasóleo a geradores para a produção de espectáculos deveria ter ficado concluído em meados de Fevereiro, mas ninguém sabe o que lhe aconteceu e o próprio inquiridor está, aparentemente, desaparecido.
A Câmara das Caldas não respondeu à Gazeta das Caldas sobre quanto já pagou à L.F.L. – Engenharia Unipessoal, Lda, de Luís Filipe da Graça Lacerda, com quem contratualizou a execução de um inquérito independente para apurar o que aconteceu em torno dos fornecimentos de gasóleo à empresa Mais Produções e, eventualmente, outras.
O próprio inquiridor também não respondeu a nenhuma tentativa de contacto do nosso jornal.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Neste processo, a única coisa que parece ter avançado foi o inquérito do Ministério Público, na sequência de uma queixa do vereador Hugo Oliveira, que já teve como consequência uma breve visita de inspectores da PJ às instalações da Gazeta das Caldas (embora sem terem entrado na redacção por não terem consigo mandato judicial).
Este não é o primeiro inquérito ao gasóleo que a Câmara das Caldas manda realizar e que fica a patinar. Há 20 anos um escândalo relacionado com o abastecimento de combustível às viatura camarárias por parte da então Garagem Caldas, que defraudou o município em alguns milhares de contos, também acabou em nada.O escândalo rebentou em Dezembro, num momento em que os vereadores Hugo Oliveira e Tinta Ferreira disputavam no seio do PSD a candidatura à Câmara das Caldas. Um mail anónimo enviado a algumas redacções de jornais regionais dava conta de factos – posteriormente confirmados – que envolvia a empresa Mais Produções – Unipessoal Lda, o PSD local e a Câmara Municipal numa teia de relações que passavam pela prestação de serviços ao município e aquele partido a troco de abastecimento de gasóleo camarário.
Alberto Pinheiro, da empresa Mais Produções, divulgou então que tinha realizado durante a última campanha eleitoral trabalhos para o PSD das Caldas da Rainha que não lhe tinham sido pagos e exigia o pagamento ao presidente da Câmara, Fernando Costa, que reagiu mal por o empresário estar a misturar as contas do seu partido com as do município.
Num inquérito preliminar que então se realizou, numa conferência de imprensa e no debate da Assembleia Municipal, ficou então a saber-se que era prática corrente a Mais Produções abastecer os geradores usados nos espectáculos com gasóleo da Câmara da Caldas. E que tal procedimento era feito não só às ordens de Hugo Oliveira, como também da vereadora da Cultura, Maria da Conceição Pereira.
No entanto, foi Hugo Oliveira quem na altura ficou mais prejudicado neste processo, numa altura em que este, com o apoio da JSD local, lutava para ser o candidato social-democrata à Câmara das Caldas.
Fernando Costa, porém, nunca o deixou cair e manteve-o sempre ao seu lado, reiterando-lhe a sua confiança. O edil diria mesmo numa conferência de imprensa que esta era “a história mais dolorosa” porque já passara na sua vida autárquica. E prometeu desde logo que o PSD pagaria as suas dívidas à Mais Produções e que haveria um inquérito independente para saber o que acontecera aos fornecimentos de gasóleo camarário. Aos jornalistas prometeu que tudo faria para que ficassem esclarecidos.
Em reunião de Câmara foi então deliberado por unanimidade adjudicar (por uma quantia que o município não quis divulgar à Gazeta das Caldas) à L.F.L. – Engenharia Unipessoal, Lda, de Luís Filipe da Graça Lacerda, a realização de um inquérito que deveria estar pronto no prazo de 60 dias.
Paralelamente, Hugo Oliveira apresentou uma queixa ao Ministério Público contra desconhecidos para apurar quem tentara difamá-lo ao ter divulgado este caso.
Do inquérito camarário, porém, nada se sabe. Gazeta das Caldas apurou que, seis meses depois, nem o empresário Alberto Pinheiro nem os vereadores foram ainda ouvidos. E que a própria autarquia – tal como o nosso jornal – tem tido dificuldades em contactar o inquiridor Luís Filipe da Graça Lacerda pois este não responde.
Entretanto dois inspectores da PJ pediram para aceder aos computadores da Gazeta das Caldas, o que não veio a acontecer porque não tinham mandato judicial. C.C.[/shc_shortcode]
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Associação Escola na Horta institui em Óbidos o Dia do Encarregado de Educação
A Associação Escola na Horta instituiu e assinalou, pela primeira vez no dia 25 de Maio, no Complexo do Furadouro (Amoreira) o Dia do Encarregado de Educação. Esta efeméride passará a ser comemorada pela associação no último sábado de Maio.
“Os encarregados de educação são o símbolo da família e os parceiros privilegiados na educação durante todo o tempo que a criança anda na escola”, explicou a presidente da associação Escola na Horta, Matilde Monteiro.
Nos próximos anos a data deverá ser assinalada com eventos ligados à educação ambiental, hábitos alimentares saudáveis e iniciativas ligadas à sustentabilidade.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Este ano, foi dada especial importância à educação alimentar. “Como cozinhar para saúde ganhar”, foi o mote escolhido pela engenheira alimentar Marta Figueiredo para uma palestra na qual explicou como se devem confeccionar alimentos sem que estes percam as suas qualidades e propriedades.
A oradora falou de algumas práticas para conservação e aproveitamento dos alimentos ao alcance de todos, como a colocação de uma maçã no saco das batatas para evitar que estas grelem, ou aproveitar a agua da cozedura da massa ou batatas para regar as plantas.
Marta Figueiredo falou também da importância de seleccionar bem os utensílios a utilizar na cozinha e deu dicas sobre formas de manter a temperatura necessária para cozinhar alimentos de forma uniforme.
Na tarde de sábado foi também apresentado, pela primeira vez em público o Hino da Horta, com a orientação da professora de Música, Carla Rosa. A chef da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, Patrícia Borges, fez uma demonstração de “show cooking”.
A iniciativa terminou com uma visita à horta, que neste momento é mantida por 200 alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo, acompanhados por oito professores.
Matilde Monteiro não esconde que gostaria de ter mais meninos a frequentar o projecto, mas as normas internacionais recomendam a existência de um adulto para cada oito meninos. Também por isso, a associação pretende investir no voluntariado da família.
A professora chama ainda a atenção para o facto deste projecto não pretender criar agricultores, mas implementar uma nova metodologia que passa por os conteúdos curriculares serem ministrados a partir de um contexto muito prático. “Promovemos a vida ao ar livre”, disse a responsável, acrescentando que normalmente as actividades são todas programadas para a sala de aula e isso contribui para os problemas que se verificam actualmente de obesidade, sedentarismo e a forte ligação da criança aos computadores.
O projecto Escola na Horta funciona junto ao Complexo do Furadouro, num espaço de cerca de 500 metros quadrados, onde as crianças participam no processo da sementeira, plantação e colheita dos alimentos, ao mesmo tempo que aprendem, por exemplo, prevenção e segurança no trabalho, no âmbito de uma parceria da associação com a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). F.F.[/shc_shortcode] -
Pinturas faciais e bolo de chocolate animaram Dia da Criança na Gazeta das Caldas
No sábado dia 1 de Junho Gazeta das Caldas abriu as suas portas para uma manhã bem diferente do habitual. Em vez dos nossos habituais assinantes, anunciantes e entrevistados, as nossas instalações receberam crianças de várias idades para assinalar o dia que é dedicado aos mais novos . Em parceria com o projecto Festa & Diversão, que se dedica às festas de aniversário e suas várias componentes, viveram-se momentos de alegria pois houve pinturas faciais, desenhos e modelagem de balões e uma mini-feira de livros infantis, feita em parceria com a Livraria Parnaso. Para realizar esta festa, Gazeta das Caldas contou com a colaboração da nossa vizinha Paula Mendes, que se dedica às artes decorativas e que contribuiu com os materiais para os desenhos da pequenada, tendo também aberto portas para a realização de pinturas com areia. [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Todas as mães e avós com quem Gazeta das Caldas conversou acharam que esta foi uma óptima iniciativa, útil para sair de casa e proporcionar actividades divertidas aos mais novos. Todas consideram que poderia acontecer mais vezes e não apenas no Dia da Criança. “Vim de propósito às Caldas só por causa desta iniciativa”, disse Maria de Sá, de Salir de Matos, que veio acompanhar a sua neta, Luana Sá Lopes, entretanto “transformada” com uma pintura de princesa. E como é que soube? “Sou assinante há muitos anos e vi no próprio jornal”, disse, acrescentando que teve que acompanhar a neta pois os pais encontravam-se a trabalhar. João Francisco Marques, do alto dos seus cinco anos, pediu para ser pintado como um vampiro. A mãe, Isabel Marques ainda o tentou demover. E que tal um super-herói ou um animal poderoso? Não, estava decidido: o rapaz quer ser vampiro e acabou-se. E assim se fez a pintura facial e o João seguiu, contente e mascarado a rigor, para viver este dia especial. “É uma óptima ideia e que nos faz sair de casa. Neste ambiente de crise há a tendência para não sair e também não é bom para os miúdos”, comentava uma das mães, Natália Luís, que deixou a ideia de realizar este evento mais vezes durante o ano e não apenas no Dia da Criança. Para Paula Mendes, proprietária da loja de artes decorativas situada ao lado da Gazeta, esta foi uma iniciativa “positiva” para as crianças até porque “o país depende delas e do que estas possam aprender”. Para Cristina Mártires, funcionária da Gazeta das Caldas, a iniciativa não podia ter corrido melhor com o pedido de muitos petizes para pintar a cara. A sessão começou por volta das 10h00 e só terminou mesmo às 13h00. Da Gazeta saíram dálmatas, vampiros, homens-aranha, borboletas, arco-íris e até alguns “bichos assustadores”. “Toda a gente se portou muito bem, aguardando serenamente a sua vez”, disse a animadora que faz parte da Festa & Diversão projecto que se dedica à animação de festas de aniversário. Aquele projecto foi iniciado por Hélia Silva com Cake Design, tendo-se posteriormente juntado Ana Cristina Mártires, que se ocupa da animação e faz pinturas faciais e modelagem de balões com as crianças. Esta última é a mentora desta aventura para os mais novos, que atraiu gente de várias gerações à sede deste semanário, onde por uma manhã, se ouviu música infantil e se ofereceu pinturas faciais aos miúdos e bolo de cenoura, de chocolate aos petizes e seus familiares. Natacha Narciso nnarciso@gazetadascaldas.pt[/shc_shortcode]
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Póneis e insufláveis na Semana de Animação Infantil na Expoeste
O mar foi o tema da Semana de Animação Infantil das Caldas da Rainha que decorreu na Expoeste entre os dias 20 e 25 de Maio. Do programa da iniciativa fizeram parte ateliers, exposições, insufláveis, pinturas faciais e jogos, que se destinaram a crianças do ensino pré-escolar e do primeiro ciclo.
Gazeta das Caldas esteve no evento no sábado, 25 de Maio, dia em que a iniciativa abre portas às crianças e suas famílias e pôde constatar que são os insufláveis que ganham grande parte da atenção dos petizes.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Mas há também outras experiências que se podem realizar, tais como subir a um carro de bombeiros ou a um barco, andar a cavalo, ou experimentar vários instrumentos musicais no stand do Conservatório de Música das Caldas.
Uma tarde em cheio que contou ainda com um concerto do artista Jay C e com actividades de animação, proporcionadas por alunos da ETEO. Segundo Tinta Ferreira, vereador da Educação (agora presidente da Câmara em exercício) a iniciativa “correu bem” e o principal foi que “as crianças se divertiram bastante com as propostas que lhes fizemos”.
Segundo o autarca, esta iniciativa, que já decorre há pelo menos 15 anos, foi visitada por 4500 crianças. Além da Câmara também o Grupo de Animação Infantil é responsável pela organização deste evento, que só no sábado foi visitado por mais de mil pessoas. Todos os anos promove-se um concurso entre as escolas para os desenhos do autocolante e do desdobrável que são escolhidos entre as várias instituições de pré-escolar e do 1º ciclo, respectivamente. Os vencedores da edição de 2013 foram o D. João II (Lagoa Parceira) e EBI de Santa Catarina (que agora pertence ao Agrupamento Rafael Bordalo Pinheiro). N.N.[/shc_shortcode] -
Bombeiros do concelho de Alcobaça homenageados em dia de festa
Foi em ambiente de festa e convívio que se realizou mais um Dia Municipal do Bombeiro, promovido pela Câmara de Alcobaça. Este ano foi nas ruas da vila da Benedita que as quatro corporações do concelho se mostraram à população e foram homenageadas pela autarquia.
Logo na manhã de 26 de Maio as corporações de Alcobaça, Benedita, Pataias e São Martinho participaram no simulacro de um incêndio urbano. Num edifício devoluto, localizado na Rua Rei da Memória, os soldados da paz testaram a capacidade de resposta e de articulação dos corpos de bombeiros do concelho.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Depois do almoço convívio, as principais artérias da vila serviram de palco ao desfile apeado e motorizado, ao qual assistiram não só os populares, mas também diversas entidades políticas. Uma parada animada pela actuação das fanfarras.
Implementado em 2010, o Dia Municipal do Bombeiro foi criado com o intuito de “prestar homenagem aos homens e mulheres que trabalham voluntariamente em prol dos outros”, explicou o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio. As comemorações são ainda “uma oportunidade para as quatro corporações de bombeiros do concelho se encontrarem”, disse o autarca. Um encontro no qual “é deveras interessante ver o espírito familiar que existe entre as corporações”, acrescentou.
Paulo Inácio acredita que esta é uma tradição que se está a consolidar e que é para manter nos próximos anos. Iniciada em Alcobaça, a iniciativa passou já por São Martinho, Pataias e Benedita, devendo regressar à sede de concelho em 2014. J.F.[/shc_shortcode] -
ontem & hoje
Postal Ilustrado, 1911 Joaquim António Silva, 2013 Data de 1911 esta foto em que caldenses e forasteiros, certamente num domingo ou num feriado, passeiam pelo Parque D. Carlos I e observam o lago. Este mal se avista, mas, a julgar pela quantidade de pessoas presentes, ou as damas e cavalheiros que nele navegam despertam a curiosidade dos passeantes, ou então – hipótese mais provável -, toda esta gente aperaltada aguarda vez para também dar uma voltinha no lago.
No início do século não havia em Portugal muitos locais tão aprazíveis como este. E numa época em que não havia Internet, nem cinema, nem televisão, nem sequer rádio, o passeio pelo Parque D. Carlos I e a suprema aventura de deslizar num barco a remos pelo lago eram um acontecimento alto na vida mundana da cidade. (more…) -
Quercus distingue 33 praias da região com qualidade de ouro
São 33 as praias oestinas que este ano viram a qualidade das suas águas balneares atestada pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. Um número significativamente superior ao registado na época balnear de 2012, em que a Quercus identificou 26 praias do Oeste com Qualidade de Ouro.
No concelho de Alcobaça a associação ambientalista distingue as praias de Água de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro, Polvoeira e São Martinho do Porto. Já nas Caldas da Rainha o galardão foi atribuído às duas praias da Foz do Arelho (Lagoa e Mar). O mesmo acontece com a praia do Bom Sucesso-Lagoa de Óbidos, no concelho vizinho.
Na Nazaré apenas a praia do Salgado vê a qualidade da sua água distinguida e na Lourinhã a Quercus salienta as praias de Areia Sul, Peralta, Porto Dinheiro e Valmitão.
No concelho de Peniche constam na lista as praias de Baleal-Campismo, Baleal-Norte, Baleal-Sul, Consolação, Cova da Alfarroba, Gamboa, Medão-Supertubos, Peniche de Cima e S. Bernardino.
Por fim, o concelho de Torres Vedras é aquele onde há mais praias com Qualidade de Ouro, num total de 11 zonas balneares distinguidas: Amanhã, Centro, Física, Mirante, Pisão (Santa Cruz), Azul, Formosa, Navio, Santa Helena, Santa Rita-Norte e Santa Rita-Sul.
Para obterem a classificação de Qualidade de Ouro, as praias devem obrigatoriamente ter registado uma qualidade da água “boa” nas épocas balneares de 2008 e 2009 (a melhor classificação possível na altura), e “excelente” nas épocas balneares de 2010 a 2012. É ainda necessário que todas as análises efectuadas na última época balnear tenham um resultado “excelente”. (more…) -
Óbidos foi o município anfitrião das comemorações do Dia das Colectividades
Óbidos foi no passado dia 1 de Junho o epicentro das comemorações do Dia das Colectividades, que decorrem entre 15 de Maio e 15 de Junho em Portugal e no estrangeiro, envolvendo centenas de iniciativas.
Esta efeméride data de 1924, altura em que foi fundada a Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, e em cada ano é escolhido um município para acolher a sessão comemorativa, tendo desta vez a escolha incidido sobre esta vila.
Em 2013 as comemorações associaram-se à campanha nacional da defesa da cultura, em especial da cultura popular que se produz nas colectividades. “Reconhecemos o valor intrínseco da cultura, enquanto actividade humana vale por si, pelo valor social que gera e pelo contributo para os seres humanos se sintam mais completos e, assim, realizados”, disse Augusto Flor, presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto.
O responsável disse que a cultura é um bem essencial e indispensável para o desenvolvimento cognitivo, consciência social e para a realização pessoal e colectiva dos indivíduos. (more…) -
Secretário de Estado do Emprego em cerimónia de entrega de diplomas do Cenfim
Muitos dos 310 formandos do núcleo das Caldas da Rainha do Cenfim receberam, numa cerimónia que teve lugar a 23 de Maio, os seus diplomas das mãos do secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque de Oliveira. Na entrega dos diplomas participaram ainda, entre outros dirigentes, o vereador Tinta Ferreira e Octávio Oliveira, presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional, que já foi o director do Cencal.
A grande maioria dos diplomas foi entregue aos adultos que concluíram recentemente os seus processos de certificação de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (296), mas também 18 alunos de dois cursos de aprendizagem, os quais encheram o grande auditório do CCC.
O secretário de Estado do Emprego saudou os formandos pela aposta que fizeram na sua valorização. “É importante que as pessoas tenham uma atitude permanente procura do conhecimento e de enriquecimento formativo”, afirmou.
Pedro Roque de Oliveira salientou que o ensino-aprendizagem “é um ensino de sucesso” e tem que estar articulado com o restante ensino. “Aquela expressão do ‘país de doutores’ foi chão que já deu uvas por força das circunstâncias. Há um conjunto de diplomados académicos que estão no desemprego e muitas vezes têm que recorrer à emigração”, afirmou. (more…) -
Derivações em torno da palavra equilíbrio no debate sobre a rede pública escolar
Equilíbrio foi das palavras mais ouvidas durante o debate dos professores, embora com diversos significados e utilizada em diferentes contextos. O encontro, organizado pelo movimento Em Defesa da Escola Publica realizou-se no auditório da Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, no dia 29 de Maio. Um dos convidados foi o docente e especialista em Educação, Santana Castilho, que considera a situação actual da Educação um problema de “baixa política”, em que o Estado se tenta desresponsabilizar da escola pública.
O debate, que durou cerca de quatro horas – e que foi um dos mais participados nas Caldas nos últimos tempos – girou em torno da rede escolar do concelho e da atribuição de turmas a um colégio privado com contrato de associação, quando as escolas públicas estão subaproveitadas.Para Santana Castilho o problema que se coloca à “coisa” educativa é de “porca politica, de pessoas com responsabilidade política, mas sem responsabilidade cívica”.
O professor considera que o problema actual não é de gestão pedagógica ou de pedagogia, mas sim de baixa política e mostrou a sua concordância com a greve dos professores, marcada para 17 de Junho, embora tardia na sua análise. “Nos últimos dois anos estamos perante o maior ataque despudorado com uma classe essencial para o desenvolvimento do pais”, disse, acrescentando que o problema caldense é comum ao país inteiro e traduz-se na tentativa do Estado em desresponsabilizar-se e não financiar a escola pública, tal como está consignado na Constituição. (more…) -
“A cidade voltou as costas às suas termas porque nos últimos 40 anos não houve regeneração urbana”, disse o historiador João Serra
Com o entendimento de que as soluções devem ser participadas, o PS das Caldas realizou no passado dia 18 de Maio mais um debate sobre o Hospital Termal e as questões ligadas ao termalismo. Esta sessão contou com a participação do historiador João Serra, que fez uma viagem pela história daquele hospital, desde que foi construído por vontade de uma rainha, até à actualidade, em que a “cidade voltou costas às suas termas”.
Também orador neste debate, o candidato à Câmara das Caldas pelo PS, Rui Correia, abordou os preconceitos que existem em relação ao tratamento termal e a “impreparação” da autarquia e administração do CHO para lidar com esta situação.Para o historiador João Serra, a cidade “voltou as costas” às suas termas, à sua identidade, ao cosmopolitismo e ao espaço público, como integrador por excelência. O também presidente da Fundação Cidade Guimarães revelou que ao longo dos anos foram feitos vários festivais, mas nenhum teve como tema central as águas.
“A cidade voltou as costas às suas termas porque nos últimos 30 a 40 anos não houve regeneração urbana e o que estamos a assistir hoje é um simulacro de regeneração urbana”, disse, acrescentando que a gestão não dispensa uma concepção dos lugares em função das práticas sociais. (more…) -
Gabinae nasceu nas Caldas da Rainha há 20 anos e opera hoje em várias regiões do país
A empresa caldense Gabinae, que se dedica à consultadoria a empresas e à formação profissional, está a celebrar o seu 20º aniversário. Corria o ano de 1993 quando a empresa arrancou com uma equipa de cinco pessoas, tendo iniciado a dar acções de formação apenas no Oeste. Passadas duas décadas, a empresa está presente em várias localidades das regiões Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve.
Com 10 funcionários a tempo inteiro e dois estagiários, a empresa labora actualmente com 150 formadores de uma bolsa que chega aos 3000 profissionais. Gazeta das Caldas conversou com Sabrina Ribeiro, a principal responsável e sócia maioritária do Gabinae, empresa cuja facturação se cifra actualmente nos dois milhões de euros e que nos últimos 10 anos já formou cerca de 12.500 pessoas (ver caixa). (more…)

























































