Rodrigo Leão leva ao palco do CCC no domingo, 9 de Junho, o seu mais recente trabalho “Songs (2004 – 2012)”, onde o músico e compositor reúne canções cantadas em inglês e que têm pontuado a suas discografia. A estes juntam-se mais três inéditos que serão interpretados num concerto para o qual o compositor convidou os cantores Elisa Rodrigues e o caldense Gomo.
“Gostamos de actuar nas Caldas, local onde o público nos recebe sempre muito bem”, disse Rodrigo Leão à Gazeta das Caldas.
O músico caldense Paulo Figueiredo, mentor do projecto Gomo, é amigo de Rodrigo Leão e, a seu convite, já integrou a digressão internacional e nacional deste compositor.
Para Gomo, o concerto do próximo domingo nas Caldas “é imperdível” para quem acompanha a carreira de Rodrigo Leão pois cada concerto “é único”. Sendo a música instrumental uma grande base obra artística criada por Rodrigo Leão, “ninguém deve perder esta actuação onde há tantas canções cantadas”.
Rodrigo Leão é um dos mais reconhecidos compositores portugueses contemporâneos e a sua singularidade tem sido aplaudida em vários países do mundo. A acompanhá-lo vai estar também a sua equipa habitual que integra Celina da Piedade (acordeão e voz), Viviena Toupikova (violino), Bruno Siva (Viola de arco), Carlos Gomes (violoncello), Frederico Gracias (bateria) e João Eleutério (guitarra electrica).
Os bilhetes custam 20 euros (segunda plateia, tribuna e camarotes) e 22 euros para a primeira plateia.
N.N.
Bilhetes à borla com a Gazeta
Gazeta das Caldas tem para oferecer aos seus leitores 10 bilhetes simples para quem quiser assistir a este concerto. Basta para tal trocar, na bilheteira do CCC, um exemplar desta edição por um ingresso para Songs.
N.N.
Amanhã, 8 de Junho, pelas 21h30, será representada no CCC a peça “Vamos lá então perceber as mulheres… mas só um bocadinho”, com Marta Gautier.
A psicóloga estreou este monólogo cómico em 2011 no Teatro A Barraca e ao segundo dia começou a esgotar. Em Fevereiro de 2012 o seu monólogo passa para o cinema S. Jorge, onde, até hoje, tem esgotado sempre a sala e desde Abril de 2012 apresenta-se com regularidade no teatro Confluência, em Cascais, também com salas sempre esgotadas.
A autora e intérprete desta peça disse à Gazeta das Caldas que esta se encontra em cena há um ano e meio e “continua a esgotar plateias”. E porquê?” “Porque fala sobre as mulheres e as suas circunstâncias e também das minhas e por isso é quase terapêutico”.
Neste monologo, de sua autoria, fala-se dos filhos e dos maridos e muitas atitudes que “todas sentem” mas “poucas verbalizam”. Apesar de habitualmente ser tímida nas actuações sente-se “confortável” em palco pois permite-lhe exteriorizar o seu lado “mais histriónico e teatral”.
Antes das Caldas, a peça já foi apresentada em Guimarães, Beja, Lagoa e Estarreja e depois das Caldas ainda viajará para o Porto, Faro, Tróia, Figueira da Foz e Fafe.
Antes de iniciar este projecto, Marta Gautier, que é psicóloga e autora de vários livros, fez um curso ligado ao humor, tendo depois começado a actuar em bares. “Comecei a notar que as minhas piadas eram sempre sobre mulheres e por isso decidiu juntá-la e compor este monólogo”, explicou a autora.
E o público da peça é só feminino, perguntámos. “Não, nada disso, é para casais”. Segundo a autora e intérprete saem sempre muito apaixonados e agarradinhos depois do espectáculo pois afinal o respectivo companheiro não é “o pior de todos” nem ela é “a mais chatas de todas as mulheres”.
“Quando é que os homens vão aprender que não é para dizer frases assim: “Relaxa querida” ou “Estás mais calma?” Porque é que isto nos enerva tanto? Porque somos todas desequilibradas… mas achamos que ninguém sabe.” Este é apenas um excerto do espectáculo “Vamos lá então perceber as mulheres… mas só um bocadinho” que vai marcar também a estreia de Marta Gautier no Centro Cultural das Caldas.
Os bilhetes custam 10 euros e 7,50 euros para estudantes e seniores. Um pacote de três bilhetes fica a 25 euros. N.N.
Gazeta das Caldas oferece bilhetes
Gazeta das Caldas tem para oferecer aos seus leitores 10 bilhetes simples para quem quiser assistir a esta peça. Basta para tal trocar, na bilheteira do CCC, um exemplar desta edição por um ingresso.
N.N.
No passado dia 24 de Maio, foram atribuídos, no Museu da Cerâmica, os primeiros 14 selos “Ceramics – Portugal Does It Better”, às empresas do sector da cerâmica nacional. Esta distinção, criada pela Associação Portuguesa da Indústria da Cerâmica (APICER) pretende prestigiar e valorizar a produção de cerâmica, reconhecer excelência às empresas e reforçar a notoriedade da cerâmica portuguesa a nível internacional.
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As empresas Cobert (Bombarral), Coelho da Silva e São Bernardo (ambas de Alcobaça) estão entre as 14 primeiras empresas a quem foi atribuído o selo “Ceramics – Portugal Does It Better”, juntamente com a Vista Alegre, Recer, Roca e Revigrés. Esta distinção resultou da avaliação de um comité composto por cinco instituições (CTCV, Universidade de Aveiro, ESAD.CR, CENCAL e APICER) que tomou a sua posição tendo por base 10 critérios, que vão desde a qualidade à certificação do produto, passando pela energia, inovação, design, responsabilidade social, património vivo e exportações.
Augusto Vaz Serra, presidente do Comité de Avaliação das candidaturas destacou a “feliz” designação da marca, que transmite uma mensagem que “redime algum desconforto que tem sido transmitido por anos de instabilidade política e económica e ausência clara de política industrial com consequências na marca Portugal”.
Na sua opinião, este Portugal does it better transmite uma mensagem de confiança e responsabilidade para clientes e consumidores, tanto mais que tem subjacente um conjunto de “exigências de grande responsabilidade industrial e actividade empresarial, inseridas num contexto social”.
Augusto Vaz Serra destacou ainda que agora é preciso empenho na divulgação em mercados internacionais de uma imagem de marca responsável, acompanhado da explicação do seu significado. “A divulgação desta mensagem, que é muito forte, é essencial e pode ser entendida como um reforço não só da indústria cerâmica, mas como do próprio país dada a forma como a marca está desenhada”, defendeu.
O facto da cerimónia decorrer no Museu da Cerâmica também foi muito visto com muito bons olhos por Augusto Vaz Serra, que destacou a tradição e cultura que o país tem ligada à cerâmica, não só ao nível da azulejaria como da cerâmica decorativa e utilitária.
O presidente da APICER, Duarte Garcia, explicou que o selo da cerâmica, desenvolvido no âmbito do QREN, fez o seu percurso para crescer e justificar a adesão das empresas, como “instrumento privilegiado de comunicação do sector com o mercado, nomeadamente o internacional”, acrescentando que no próximos meses de Junho e Setembro será apresentado na Suécia e Marrocos.
Actualmente esta indústria representa um volume de negócios de 972 milhões de euros e emprega 17.305 trabalhadores. “É um sector tradicionalmente exportador”, explicou o responsável, acrescentando que em 2012 exportou 600 milhões de euros para 151 mercados e contribuiu positivamente para a balança comercial portuguesa com mais de 470 milhões de euros.
De acordo com os dados da APICER, Portugal é o segundo exportador mundial de loiça de uso doméstico em faiança, grés e barro comum, e o quinto exportador mundial de pavimentos e revestimentos não vidrados ou esmaltados.
Presente no evento, o secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Franquelim Alves, realçou que a cerâmica é um sector em que, “cada vez mais a componente intangível do produto é relevante, ao nível do design, inovação e criatividade, assim como na própria imagem que vende”. Também ele considerou “particularmente feliz” a mensagem porque este é um sector em que Portugal “faz coisas melhores e tem provas dadas no exterior”.
O governante destacou ainda que esta é uma área onde as associações empresariais, nomeadamente as sectoriais, têm sido bastante dinâmicas, na utilização dos fundos comunitários para a sua promoção e divulgação. “Apoiar esta iniciativa é uma afirmação de áreas em que temos valor acrescentado”, disse, defendendo que a internacionalização é determinante para este sector. Franquelim Alves considera que a abertura dos mercados é benéfica, nomeadamente para economias pequenas como a portuguesa, que “tem muito a ganhar com a possibilidade de estarmos presentes em qualquer mercado”.
O governante recordou as recentes medidas europeias de combate à concorrência desleal, especialmente oriunda de países asiáticos, e considera que esta é uma “oportunidade acrescida de nos posicionarmos com força reforçada”.
Também o governo tem vindo a desenvolver iniciativas de apoio à indústria e economia, desenvolvendo mecanismos mais simplificados de licenciamento, o lançamento de linhas de apoio às PME, ou a continuação da utilização dos fundos comunitários a áreas de reforço de capitais das empresas.
Também presente no evento, a directora do Museu da Cerâmica, Matilde Couto, falou do acervo e das acções que desenvolvem e congratulou-se por ficarem associados a esta nova marca “Ceramics – Portugal does it better”.
Aplicação de taxas à cerâmica chinesa “só peca por tardia”
Para Miguel Bouça, administrador da Porcel, a decisão da União Europeia (UE) conhecida esta semana de aplicar taxas aduaneiras aos produtos cerâmicos provenientes da China por “dumping” social “só peca por tardia”. O empresário realça que a UE os obriga a diversas medidas legislativas e que, por outro lado, “entram cerâmicas vindas de outros lados, nomeadamente da China, onde não se cumprem essas regulamentações. É uma competitividade selvática”.
Miguel Bouça acrescenta ainda que, por vezes, são apresentados preços que praticamente só cobrem o custo da matéria prima, o que o leva a interrogar-se o que estará por detrás desses negócios. Estas medidas vêm, assim, “colmatar uma injustiça e colocar verdade na competitividade que tem que haver nas empresas”.
No que respeita ao selo “Ceramics – Portugal Does It Better”, considera que é importante se os empresários souberem tirar o devido proveito dele, com acções de marketing. “Podemos ter coisas excelentes mas se não for divulgada ninguém sabe”, afirma.
Miguel Bouça disse ainda à Gazeta das Caldas que estas medidas vêm criar “alguma frescura” num momento em que as pessoas andam deprimidas e que queremos que potencie a economia e o negócio.
O engenheiro cerâmico conhece as Caldas da Rainha há cerca de 30 anos e lembra-se de existirem várias empresas de cerâmica na estrada entre as Caldas e a Foz do Arelho, e agora conhece apenas duas, a Molde e a Bordalo Pinheiro. “Havia três grandes pólos de cerâmica no país: Caldas da Rainha e Alcobaça, a região de Aveiro e a de Barcelos. Agora o maior pólo de cerâmica em Portugal é Aveiro”, remata. F.F.
Abriu há três semanas na Foz do Arelho o Foz Vintage Club, um projecto hoteleiro que faz o “três em um” porque no mesmo edifício coexistem uma casa de chá com geladaria, um restaurante e um pub.
A casa de chá tem um estilo revivalista, ao qual não é indiferente o cuidado que os empresários Américo Rodrigues e José Pires colocaram na sua decoração. As mesas e as cadeiras parecem novas, mas datam dos anos 70 e 80 e foram totalmente recuperadas.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]“Temos 24 variedades de chás e somos abastecidos pela mesma instituição que fornece a Casa Real inglesa”, diz Américo Rodrigues.
Já no restaurante, ao lado, que se designa Tapas Wine Bar, o elemento predominante é, como o nome indica, o vinho. As paredes são forradas com garrafas e caixas de vinho e o balcão assemelha-se aos dos bares espanhóis, reforçando a ideia de que é um local para petiscos. “Queremos que os clientes interajam com o vinho, o apreciem, o degustem e melhorem os seus conhecimentos nesta área”, diz o mesmo responsável. Por isso, o restaurante oferece três tipos de vinho a copo, cujos preços variam entre 1,25 a 2,75 euros, que variam semanalmente.
Na parte gastronómica, a cozinha é liderada pela chef Marta Calhau, que tem pergaminhos na região, e as preferências vão para os produtos de proximidade: lingueirão, amêijoa, berbigão, mexilhão e mariscos. “Apostamos em produtos frescos e da região porque se estamos em cima da lagoa e em cima do mar, não se justificaria que fosse de outra maneira”, explica Américo Rodrigues.
Por fim, no primeiro andar funciona o Vintage Club, um bar que dá para um terraço com zona de relaxe. Um local onde se pode beber, tranquilamente, um copo ao cair da tarde (o terraço é voltado para Oriente), ou vir expressamente à noite para mergulhar num pub que terá por vezes DJs convidados. No bar, Américo Rodrigues convidou o barman Filipe Almeida, que em 1986 foi campeão mundial de long drinks.
Um projecto desta envergadura representou um investimento de 180 mil euros, aplicado sobretudo nas obras de remodelação do edifício (que é arrendado). Américo Rodrigues é do Porto e José Pires é de Lisboa. Tiveram percursos diferentes, mas sempre ligados à hotelaria. Vivem há sete anos nas Caldas da Rainha e resolveram apostar neste empreendimento “porque gostamos imenso da localização”, dizem. “A Foz do Arelho é a zona nobre do concelho das Caldas da Rainha e achamos que fazia falta um espaço destes, um sítio diferente. Isto sem qualquer pretensiosismo, até porque temos preços muito acessíveis”, refere.
A abertura do Foz Vintage Club criou 12 postos de trabalho e Américo Rodrigues espera que chegue aos 20 no pico do Verão, altura em que também pretende dinamizar mais eventos. O facto de estarem mesmo ao lado do Marcianus e do Trombone é considerado uma mais valia: “é uma vantagem para todos porque pode haver sinergias para rentabilizar esta zona, podem fazer-se eventos comuns que reanimem esta área privilegiada”.
Neste “três em um” os diferentes espaços têm horários variados. A casa de chá abre das 8h00 às 20h00, o restaurante das 12h30 às 22h30 e o bar das 17h00 às 2h00. Na época alta as horas de encerramento serão prolongadas. C.C.[/shc_shortcode]
O Céu de Vidro recebeu, durante o passado fim-de-semana, dias 24 e 25 de Maio, a exposição da Nostrum.
A comemoração do Ano Internacional da Cooperação pela Água e o Ano da Energia Sustentável para Todos, inspiraram os trabalhos apresentados pelas escolas e o resultado, agora exposto, agradou às largas centenas de pessoas que passaram pelo espaço.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Os alunos do Externato Cooperativo da Benedita fizeram trabalhos sobre a cadeia alimentar e a temática da água, enquanto que os meninos do Jardim de Infância do Pó, no Bombarral, deram largas à imaginação numa apresentação das diferentes formas de energia, onde que trabalharam desde o aproveitamento de energia tradicional, até aos modernos aerogeradores.
A escola básica D. João II apresentou diversos quadros sobre o mar pintados pelos alunos. Também patentes estavam posters ligados à costa litoral com destaque para o Paul de Tornada e a Lagoa de Óbidos, com diversos cartazes ilustrativos da sua biodiversidade.
A mostra compreendeu ainda uma componente mais didáctica, com alertas para problemas ambientais, conselhos a ter com os períodos de seca ou cuidados a ter com a electricidade.
A empresa Águas do Oeste também marcou presença na mostra, com o jogo sobre o tema “A água é um mundo fantástico”, um puzzle e o stand da empresa com alguns folhetos para sensibilização dos visitantes.
Alguns dos materiais que compõem a exposição irão estar patentes no stand da Nostrum, na Expoeste, durante a Festa de Verão.
Mercês Silva e Sousa, coordenadora do núcleo de Educação da Nostrum, considera que os trabalhos apresentados são “uma boa representatividade dos temas propostos”. A responsável destaca também a visibilidade pública que a mostra dá o trabalho efectuado pelo docente e os seus alunos nas respectivas escolas e promove a interacção entre estabelecimentos de ensino. “Procuramos, de forma simples, chegar a uma mensagem”, referiu à Gazeta das Caldas a responsável da associação de defesa do património ambiental.
A Nostrum mantém também com algumas escolas, desde 2002, um projecto de vermicompostagem. Para o próximo ano as iniciativas estarão relacionadas com os resíduos. F.F.[/shc_shortcode]
Deverá ser hoje criado um núcleo do Oeste da APRE! – Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, numa reunião que terá lugar no auditório da Câmara das Caldas às 17h00.
Arlindo Rosendo, um dos dinamizadores desta iniciativa, diz que espera uma grande participação nesta sessão pois os reformados têm consciência que estão sujeitos à continuação de mais cortes nas suas pensões e reformas.
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“Dizem que não há dinheiro, mas há dinheiro em muito sítio, só que não o vão buscar. Nós queremos contribuir com a nossa parte para a resolução da crise, mas não desta maneira, desta forma envergonhada em que vêm tirar sempre aos mesmos”, disse à Gazeta das Caldas.
Ele próprio reformado, com 68 anos, conta que descontou durante cinco décadas, tendo trabalhado, entre os 14 e os 64 anos, na Secla, na Rol, na Audiomagnética e também por conta própria, sentindo-se, por isso, com direito à reforma nos moldes em que foi acordada e não sujeita a sucessivos cortes.
Arlindo Rosendo diz que reconhece na APRe! uma associação cívica idónea, lutadora e competente. “Há mais associações de reformados (algumas com conotações políticas e outras não), mas que não têm a força desta”, diz.
E em que é que a APRe! Faz a diferença? “É apartidária. Aceitamos gente de todos os quadrantes, mas não perguntamos qual é a filiação política de ninguém. E também não professa nenhum confissão religiosa. E depois é uma associação que está a trabalhar muito bem. As outras nunca tiveram a força que esta tem”.
A APRe! será só uma associação cívica
Maria do Rosário Gama, que se destacou durante o consulado de Sócrates nas lutas dos professores contra as medidas da então ministra Maria de Lurdes Rodrigues, é hoje o rosto mais visível desta associação que junta os reformados de todo o país.
Respondendo, por correio electrónico, a algumas perguntas da Gazeta das Caldas, diz que a APRe! será sempre uma associação cívica, rejeitando que esta evolua para outro tipo de organização.
GAZETA DAS CALDAS – Quais são, no imediato, as principais reivindicações da APRe? MARIA DO ROSÁRIO GAMA – As principais reivindicações da APRe! dizem respeito aos cortes a que os Aposentados, Pensionistas e Reformados têm sido alvo, bem como aqueles que se anunciam com os novos orçamentos (rectificativo e OE2014). A APRe! não aceita que, no final de uma longa carreira contributiva de descontos para a Segurança Social ou para a Caixa Geral de Aposentações, os reformados (designação genérica) sejam alvo de medidas discriminatórias por parte do governo, medidas essas que cortam no valor das suas pensões calculado com base em cálculos atuariais vigentes na data em cada um se reformou. GC – Quantos sócios têm? Qual o valor da quota? MRG – O número de associados cresce diariamente. Com quotas em dia já ultrapassamos os 4500 associados. As quotas têm o valor de 12 Euros anuais. Para se associar tem que pagar uma jóia de inscrição no valor de 5 Euros. Para pensões abaixo de 500 Euros, pode haver dispensa da quota (mas não da jóia de inscrição). GC – Nas Caldas da Rainha irão constituir um núcleo do Oeste. Quantos núcleos têm no país e quais são? MRG – Cerca de 30 núcleos em todo o país. Na Delegação de Lisboa há 14 núcleos, na região oeste há núcleos no Cadaval, Torres Vedras, Bombarral e agora vamos iniciar o núcleo das Caldas. Também está a ser iniciado o núcleo de Santarém, Abrantes e Funchal. Temos núcleos em Faro, Évora, Setúbal, Leiria, Coimbra, Aveiro, Castelo Branco, Viseu, Porto, Braga, Chaves… Noutras localidades temos associados inscritos mas ainda não iniciámos a formação de núcleos por impossibilidade física.
GC – A APRe poderá evoluir para um outro tipo de organização ou será sempre uma associação? MRG – A APRe! será só uma Associação Cívica.
GC – Deu aulas no então Magistério Primário das Caldas. Que recordações guarda das Caldas da Rainha dessa época? MRG – Dei aulas no Magistério das Caldas da Rainha nos anos de 1980/81, 81/82 e 82/83. Guardo as melhores recordações desse tempo, da escola, dos (das) colegas, das alunas e alunos, da cidade, das actividades que o Magistério organizava no belo jardim das Caldas. Foi uma experiência única pelo enriquecimento pedagógico que a passagem pela Escola do Magistério me proporcionou e que se veio a tornar fundamental em toda a minha actividade profissional posterior a essa experiência. C.C.
Defender a manutenção do Hospital Termal no Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo nele pleno aproveitamento através da gestão pública, controlo público dos aquíferos e acreditação científica, clínica e económica do uso da água mineral natural, continua a ser a pedra de toque para o PCP nas Caldas da Rainha.
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Numa conferência de imprensa realizada no passado dia 24 de Maio, Vítor Fernandes, revelou a “firme oposição” às pretensões de alienação do património que, acredita, “vai criar espaço para uma posterior privatização, propósito aliás confessado pela tutela”. O deputado municipal defendeu a não adulteração do legado da rainha D. Leonor, que conta já com mais de cinco séculos, defendendo que aquele património só faz sentido como um todo.
Para o PCP devem ser optimizadas as potencialidades de Hidrologia Médica como base da actividade do Hospital, tendo em conta as características terapêuticas únicas da sua agua. “É uma riqueza que temos e que deve ser aproveitada”, defendeu Vítor Fernandes, dando conta dos seus benefícios ao nível da reumatologia, medicina física, reabilitação, assim como no tratamento de algumas doenças do foro respiratório. “A possibilidade de uma gestão autonomizada do Hospital Termal não deveria ser enjeitada”, disse o dirigente comunista, que equaciona a separação dos hospitais como a solução mais indicada e a criação de uma instituição, com direcção própria, para gerir o património, num quadro de cooperação com o município.
Para os comunistas a parceria da Câmara das Caldas deve ser feita com o Ministério da Saúde, mas não “admitem” que a autarquia venha depois a entregar as termas para serem geridas por entidades privadas, “depois das obras feitas”. O responsável adverte que, caso a parceria não seja feita com a tutela, deixará de haver garantias para os utentes e tratamentos para as pessoas mais desfavorecidas.
Vítor Fernandes refere que há espaço para a iniciativa privada no que concerne à venda da água termal, que poderá ser aproveitada para tratamentos termais ou fins de turismo e lazer. “Para nós, é compatível um projecto de modernização termal aliando a continuidade do Hospital Termal na posse do Estado e o seu próprio desenvolvimento numa perspectiva de saúde pública com o surgimento de empresas privadas ou mistas, garantindo a tutela a cedência da água termal sobrante, paga por leitura de contador”, disse, dando o exemplo das termas francesas de Dax, onde a água é distribuída pela autarquia. As receitas obtidas poderiam contribuir, segundo este dirigente do PCP, para a manutenção e recuperação do património.
Actividade termal “suscita impacto positivo na economia local”
Vítor Fernandes destacou ainda que é urgente resolver, definitivamente, o problema da contaminação bacteriana, que tem originado uma diminuição do número de utentes. Realça que a viabilidade económica e o reequilíbrio financeiro do Hospital Termal podem ser assegurados com uma frequência de cerca de cinco mil aquistas, um número que, recorda, era ultrapassado na década de 90. “Reconhece-se de igual modo o impacto positivo na economia local e no emprego que a plena actividade termal suscita”, disse.
O candidato à Câmara das Caldas pela CDU, José Carlos Faria, garante que fazem uma defesa do Termal, mas com propostas. “Não nos resignamos e não aceitamos que o Estado tenha que estar de fora como ponto de início da discussão”, disse, denunciando que já existe uma “lógica condicionada” para que não se satisfaçam as condições do hospital.
José Carlos Faria considera mesmo que “estamos a viver um intolerável regime de chantagem”, em que o poder público tenta formatar as coisas ao dizer que não há outro caminho. O responsável questiona as escolhas e prioridades do governo, sobretudo na área da saúde, e considera que não há é vontade política para investir.
José Carlos Faria garante nada ter contra o investimento privado, mas este “será sempre supletivo e não poderá por em causa o papel estruturante que o Estado tem”, admitindo a complementaridade de funções.
José Carlos Faria considera o encerramento da reumatologia um “completo absurdo” e adianta que esta lógica de fechar os vários serviços tem por objectivo demonstrar a inviabilidade do Hospital que, sustenta, não é verdadeira. O candidato comunista denuncia o desinvestimento progressivo que se tem verificado por parte da tutela e os ataques aos profissionais que ali trabalham.
Este responsável vê com apreensão o futuro da cidade, que tinha três eixos vitais. “O comercio está ameaçado, a cerâmica foi praticamente aniquilada e agora o termalismo está a ser posto em causa, querem fazer da cidade das Caldas um dormitório?”, questiona.
Os dirigentes não pouparam criticas ao presidente da Câmara, Fernando Costa, por não ter sido mais reivindicativo e por não ter concretizado as suas promessas, especialmente no último mandato. Garantem “estar sempre disponíveis” para participar nas acções feitas em defesa do Hospital Termal e irão fazer as “iniciativas possíveis” na Assembleia da República e no Parlamento Europeu nesse âmbito. F.F.
Já se encontram em construção os edifícios centrais do Parque Tecnológico de Óbidos que deverão estar concluídos ainda este ano.
Com cerca de 50 áreas de trabalho para empresas, os edifícios centrais serão um business center, que dará resposta às necessidades de espaço e networking, por parte das empresas em regime de incubação virtual e também de novos projectos que estão a surgir.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Desenhados pelo arquitecto Jorge Mealha, estes edifícios terão uma área total de construção superior a quatro mil metros quadrados, onde houve a preocupação de maximizar a disponibilização de áreas verdes de enquadramento e de fruição. As zonas verdes são maioritariamente plantadas com espécies adaptadas ao clima da região que requerem uma baixa manutenção bem como uma redução da necessidade de rega.
Os edifícios centrais irão proporcionar um conjunto de serviços de apoio, incluindo salas de reunião, auditório, data center, cafetaria e salas de restauração. O edifício para incubação irá ainda possuir uma biblioteca temática, uma área de prototipagem e experimentação e uma área técnica.
A obra, no valor de 5,4 milhões de euros (comparticipada em 85% por fundos comunitários) foi adjudicada à empresa MRG, Engenharia e Construção S.A., seleccionada entre 14 concorrentes que se submeteram a concurso. F.F.[/shc_shortcode]
Teresa Serrenho apresentou, a 25 de Maio , no Pópulos, a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, pelo Movimento Independente Viver o Concelho.
O café-restaurante encheu-se de gente para assistir à apresentação que contou também com a intervenção do professor universitário Paulo Teixeira Morais. A candidata, que também dirige a AMAI e que há quatro anos, candidatou-se há quatro anos à Junta de Freguesia de N. Sra. do Pópulo, quer agora conquistar a autarquia.
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“Queremos devolver às cidadãs e cidadãos a gestão da sua terra”. Esta foi uma das ideias defendidas por Teresa Serrenho durante a sua intervenção na apresentação pública que contou com a presença de cerca de 150 pessoas, de várias idades e profissões e que se uniram à candidata no passado sábado. A professora e ex-dirigente escolar quer quebrar “a teia das propostas eleitoralistas, das promessas infundadas, das mentiras e do descabido” e prometeu que vai dar prioridade às áreas da Saúde, das Termas, da Educação, da Cultura, do Ambiente e das actividade económicas base do nosso concelho.
Teresa Serrenho considera que esta “é uma cidade que se vê na decadência” e que “num concelho que se vê fragmentado, tanto há para fazer!….”, disse a candidata. Referiu ainda que as candidaturas independentes não têm igualdade de tratamento de oportunidades. “Os partidos estão isentos de pagamento do IVA” ao passo que as candidaturas têm que o suportar. Sendo 23% “são mais um quinto de oneração suplementar que os grupos de cidadãos têm que suportar em relação aos partidos”. E por isso a candidata apelou a participação financeira de todos de modo a levar uma candidatura e uma campanha participativa e diferente, tendo apelado ao espírito de solidariedade e de abraçar ideias inovadores “fora da caixa”.
Durante o mês de Junho, o Movimento Independente Viver Concelho que tem em Teresa Serrenho a candidata à Câmara, vai levar a cabo um ciclo de conferências designado “Ouvir o Concelho” para estudar todas as vontades e contributos de cada uma das freguesias caldenses de modo a construir “o primeiro programa eleitoral participativo das Caldas”. A candidata anunciou que a sua sede de campanha fica na Rua Henrique Sales nº 50, no centro da cidade e que irá anunciar em breve o seu mandatário e os candidatos às freguesias caldenses bem como à Assembleia Municipal.
Na sessão estiveram alguns representantes de candidaturas independentes que vieram deixar o seu apoio a Teresa Serrenho, entre eles João Martinho, candidato independente do Movimento pelo Nadadouro que, em breve, também irá apresentar a sua candidatura.
Segundo a candidata, os movimentos independentes às Câmaras de norte a sul do pais “estão a crescer e neste momento já são 10% do total das candidaturas”. “O poder local tem-se vindo a adulterar”
A candidatura de Teresa Serrenho é “uma aurora de esperança que pairará no nosso horizonte”. Palavras de Conceição Couvaneiro, caldense e apoiante da candidata que não tem dúvidas de Teresa Serrenho “se irá afirmar pelo rigor, pela competência, pela razão e pelo coração”.
Presente esteve o professor universitário, Paulo Teixeira de Morais que comentou que estava “muito feliz” com esta candidatura independente à Câmara das Caldas mas também “muito preocupado com o poder local”. E isto porque o que foi uma grande conquista da democracia portuguesa “se tem vindo a adulterar progressivamente” e, volvida uma geração sobre a revolução do 25 de Abril, “é no poder local que está uma das grandes causas da crise”.
Para o convidado é no poder local que se manifestam “as realizações de corrupção mais preocupantes sob o ponto de vista do direito nacional mais até do que na administração central”. O docente universitário acha que o poder local deveria ter como maior preocupação gerir o espaço público em função do interesse colectivo.
Paulo Morais, que foi vice-presidente da Câmara do Porto e é o coordenador da ONG Transparência e Integridade, afirmou que na actualidade o poder local ocupa-se sobre outras funções tais como “arranjar negócios para os amigos e arranjar empregos para os apaniguados do partido”. O convidado afirmou que este fenómeno se constata nos maiores concelhos do país onde, quem está ligado aos partidos com poder, “arranja emprego na autarquia ou ligado a uma empresa municipal, o que representa uma enorme injustiça”. Na sua opinião é uma perda económica pois “só por milagre é que alguém que tem jeito para liderar um partido e para colar cartazes, para fazer jantares e andar de megafone na mão é que será um bom gestor municipal”. O convidado considera que o país está “pejado” com este fenómeno onde empresas, câmaras e direcções estão à mercê de “uma série de indivíduos cuja competência foi arrebanhar votos e colar cartazes”.
Nos pequenos concelhos acha que ainda “é pior” pois “o primeiro empregador é Câmara Municipal, o segundo por regra é a Misericórdia ou outra IPSS, uma outra empresa com grande ligação à Câmara ou seja estabelece-se, por norma, uma rede clientelar à volta do presidente da Câmara”.
O professor universitário acha que quem está nos partidos de poder “está condenado a ter emprego por muito incompetente que seja e quem está fora não consegue empregar-se”.
Na sua opinião, também o urbanismo é a fonte de maior corrupção e denunciou que são constituídos perigosos esquemas entre autarcas, promotores imobiliários e banca.
Paulo Morais acha também que os candidatos dos partidos têm a preciosa ajuda dos comentadores televisivos, algo vedado aos independentes. Considera pois que as eleições de Outubro, “não serão totalmente democráticas pois os partidos têm melhor acesso ao eleitorado através do maior instrumento de propaganda que é a televisão”, rematou. N.N.
A comunidade de A-dos-Negros (Óbidos) viveu, a 18 de Maio, momentos únicos com o espectáculo Bona Dea, que envolveu cerca de 150 actores e revisitou a festa “Os Maios”.
Durante mais de duas horas foram calcorreadas ruas e largos, visitadas casas, fontes e eiras para se apreciar dança, música, canto, teatro e contadores de histórias, num espectáculo único que cria laços comunitários.
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No próximo ano o projecto prossegue numa outra freguesia. ”Todos os anos, neste dia, a aldeia aguarda a chegada do vento quente que traz o ar carregado de perfumes especiais. Aqui, neste dia, tudo muda com a chegada da Bona Dea. Alguns dizem que são os tambores da terra a prepararem os campos…” Assim começava o espectáculo percurso, criado pela actriz Mafalda Saloio com a comunidade de A-dos-Negros e um conjunto de grupos artísticos locais.
A dança, a música, a dança, o canto, o teatro físico, os contadores de histórias, foram algumas das linguagens utilizadas durante o percurso pela aldeia, onde durante mais de duas horas, o público foi convidado a visitar as ruas, as casas, os largos, as fontes e o coreto, que foi palco do culminar da celebração.
Pelo percurso, no meio da vinha encontrava-se a banda filarmónica, sem farda, a tocar, ou um pouco mais à frente, numa eira, o rancho folclórico dançava dança contemporânea. As casas da terra abriram as suas portas e janelas para a banda actuar e, num jardim, crianças interpretavam a dança de pau de fita.
Na antiga escola primária da terra, Manuel Freire declamou cinco poemas encadeados de Fernando Pessoa e António Gedeão, junto a diversas fotos antigas de populares da aldeia.
A contemporaneidade esteve também presente com a escultura de Isabel Lima (antes patente na Galeria Ogiva) que representa uma noiva sem rosto, envolta em arame farpado, que foi escolhida para ser a Bona Dea, a deusa romana da fertilidade, terra mãe.
A escultura acabou por ser levada em ombros, como se de uma procissão se tratasse, por cima de uma passadeira de flores. Durante o percurso os populares atiravam pétalas através das janelas, ornamentadas com colchas. “Quisemos criar um espectáculo à volta destes rituais mas ligá-lo à contemporaneidade, mostrar que as nossas memórias se podem articular com a actualidade”, explicou a professora Celeste Afonso, uma das responsáveis, juntamente com a antropóloga Teresa Perdigão, pelo projecto Maiando o Maio, que integrou este evento. “Foi muito bom, emocionámo-nos várias vezes, sobretudo com os comentários das pessoas”, destaca Celeste Afonso.
A festa terminou com todos no largo do coreto, com a Bona Dea junto à fonte, com as suas oferendas, numa simbologia também à sagração da água.
Valorizar a tradição dos Maios
O projecto Maiando o Maio começou a ser delineado em finais de 2011 pela professora Celeste Afonso e a antropóloga Teresa Perdigão. “A intenção deste o início é a de valorizar esta tradição dos Maios, que continuava a existir em Óbidos e que estava em vias de desaparecimento no concelho”, recorda Teresa Perdigão, dando nota que a manifestação pública desta intenção mútua foi em Maio de 2012, com iniciativas dentro da vila. Os Maios ou Maias são uma festividade ancestral ligada à celebração da vida e da natureza.
Este ano a tradição voltou a cumprir-se na noite de 30 de Abril para 1 de Maio, com os populares a irem apanhar as flores no campo e depois enfeitar as ruas e aldrabas das portas da vila. Mas, como este ritual se processa a partir da meia noite e é demasiado tarde para manter as pessoas, pensaram em dinamizar um evento numa freguesia do concelho e, desde logo surgiu a vontade de contactar a actriz Mafalda Saloio para conceber o espectáculo. A jovem caldense tem trabalhado muito com as comunidades e participou no Arraial, o projecto desenvolvido por Madalena Vitorino com a comunidade no âmbito de Guimarães, Capital Europeia da Cultura. “Depois foi o trabalho necessário de encontrar apoios de boas vontades”, lembrou Teresa Perdigão, destacando o sucesso dos encontros com as bandas, grupos, associações culturais e recreativas, que desde logo mostraram interesse em participar.
O trabalho de Mafalda Saloio com a comunidade começou ainda antes do Natal do ano passado, com reuniões e conversas com as pessoas, onde lhes foi pedida a participação e também que abrissem as suas casas e que pusessem colchas à janela. Dias antes do espectáculo foi colocada uma explicação do que iria ser feito na caixa do correio de cada uma das casas da aldeia.
A-dos-Negros foi a localidade escolhida para este ano, mas o objectivo é dinamizar projectos nas várias freguesias do concelho, sempre com a envolvência da comunidade e de associações diferentes que queiram participar. “Escolhemos A-dos-Negros porque já possui um trabalho feito de recuperação das fontes, é uma aldeia bonita, acidentada e com um presidente de Junta muito activo e que desde logo pensámos que acolheria a nossa ideia”, resume Teresa Perdigão.
Este projecto assenta no trabalho voluntário, mas contou com o apoio da Óbidos Criativa e do Instituto de Estudos e Literatura Tradicional. F.F.
A um ano de completar a maioridade, o Caldas Late Night provou na sua 17ª edição, a 24 e 25 de Maio, que é um dos maiores eventos culturais da região, trazendo à rua milhares de pessoas oriundos de todo o país e até alguns estudantes estrangeiros.
As intervenções espalhadas pelas Caldas, com menos arrojo do que nos primeiros anos do CLN mas algumas bem provocatórias, suscitaram a curiosidade dos visitantes e também de muitos caldenses que saíram à rua para observarem tudo o que o evento tem para mostrar. Ou pelo menos parte, porque com quase 150 instalações a decorrerem em dois dias, dificilmente era possível visitar todos os espaços.
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A maioria das intervenções concentrou-se no centro da cidade e nos Silos, com outros locais incontornáveis como os Silos.CR, na Ceres, e o Museu Bernardo. Em relação ao espírito original do CLN, houve poucas casas de estudantes a abrirem as suas portas aos visitantes, com honrosas excepções como a Casa dos Artistas, na rua dos Artistas, e a Casa do Terraço, junto ao café Maratona, outra referência do evento.
Para Nicola Henriques, director dos Ateliers nos Silos, essa diminuição no número de casas abertas tem a ver com uma necessidade em “conquistar o espaço público”, por um lado, e pelo facto das licenciaturas agora serem de três anos, o que limita a acção dos alunos da ESAD. “Isso faz com que haja mais festa e copos do que arte”, considera.
Nicola Henriques considera que o evento, em geral, “tem vindo a crescer em termos de público mas a descer, consideravelmente, na qualidade dos trabalhos apresentados”.
Este foi o terceiro ano em que os Ateliers nos Silos receberam iniciativas do CLN e este ano apostaram na presença de artistas já formados, alguns dos quais na ESAD.
A animação na cidade
O Parque D. Carlos I foi outro dos locais mais visitados. Um dos projectos foi uma Máquina do Tempo, criada por 10 alunos da ESAD, dos cursos de Design Gráfico e Artes Plásticas. Uma das artistas, Beatriz Arnaut explicou que esta instalação ironizava com várias definições de tempo (do passado à meteorologia). No exterior a máquina era moderna, no interior aludia ao passado e os utilizadores acabavam por ouvir fenómenos meteorológicos.
Algumas lojas também aderiram à iniciativa. Para além do Centro Comercial D. Carlos I, uma referência à “Loja do Senhor Jacinto”, na rua Miguel Bombarda, que recebeu uma exposição de alunos da Escola Secundária António Arroio, de Lisboa através da associação DAR (Design Advanced Resources). Esta é uma loja familiar onde actualmente trabalha Jacinto Dias, neto do fundador do estabelecimento. Depois de se formar em Design Industrial na ESAD, decidiu apostar no negócio de família na sequência de ter apenas recebido propostas de trabalho “em condições precárias, sem contrato e a receber muito mal”.
No sábado à tarde, 25 de Maio, a loja esteve aberta apenas para expor os trabalhos no âmbito do CLN. Para Jacinto Dias é importante que aconteçam eventos como o CLN. “Apesar de ser mal visto por algumas pessoas, acho que estimula a cidade de uma maneira impressionante. Basta ver o movimento nas Caldas ontem e hoje”, referiu,
A DAR, que tem sede na antiga Seres, apresentou várias iniciativas, a maioria das quais no Largo do Hospital Termal. Segundo Rita Olivença, uma das fundadoras da DAR, o objectivo foi demonstrar que aquele é um espaço que pode ser “vivido” pelas pessoas. Entre as actividades desenvolvidas, algumas das quais dirigidas a crianças, destaque para os concertos, o mercado cultural e para a pintura de dois bancos de jardim com grafitis.
Como já é tradição, embora recente, tiveram lugar também, a 24 de Maio, a luta de almofadas e a corrida de carrinhos de rolamento em forma de falos.
Este ano o Museu do Ciclismo foi um dos locais inscritos no CLN, depois de um desafio da organização. O director do museu, Mário Lino, explicou que esta foi uma forma de levar mais pessoas àquele local para visitar a exposição que está patente. “Tem sido maravilhoso para nós”, comentou. “Verifica-se que o produto Caldas Late Night é óptimo para as visitas aos espaços culturais das Caldas. Nós só temos que aproveitar estas oportunidades”, disse. P.A.
Uma ideia, um projecto plausível e um espírito empreendedor para o pôr prática. Estas as principais características para aceder ao microcrédito, uma solução que constitui o último reduto para que pessoas sem capacidade de financiamento normal pelo sistema bancário, possam aceder a um empréstimo para avançar com um negócio e criar o seu próprio posto de trabalho.
Numa sessão organizada pela Gazeta das Caldas e pelo BCP, que decorreu na segunda-feira na ETEO, foi explicado como funciona o microcrédito e esclarecidas muitas questões a potenciais micro-empresários.
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O microcrédito não é uma invenção recente. Foi criado nos anos 70 por Muhammad Yunus (prémio Nobel da Economia em 2006) que tirou milhares de pessoas da pobreza ao criar no Bangladesh o Banco da Aldeia, através do qual, emprestando pequenas quantias às mulheres, estas criavam pequenos negócios e honravam escrupulosamente o pagamento das prestações.
O conceito foi alargado para todo o mundo e em 1998 chegou a Portugal através da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) que desde então já financiou 1700 projectos no valor total de 10,5 milhões de euros, tendo criado 2.300 postos de trabalho. Também há várias instituições bancárias, como o BCP, o BES e a CGD, que aderiram a esta modalidade de empréstimo no âmbito da sua política de Responsabilidade Social.
Edgar Costa, da ANDC, explicou qu e o microcrédito se destina “a quem não tem acesso ao crédito, mas possui uma ideia de negócio e tem características empreendedoras”. Uma ideia corroborada por João Monteiro, do BCP, para quem, “mais do que o crédito e o projecto em si, o que interessa é o querer, é a vontade de passar do sonho à realidade”.
Isto porque os avaliadores da ANDC e dos três bancos, autonomamente ou em parceria com aquela associação, no financiamento aos micro-empresários dão especial importância não só à rentabilidade dos projectos, mas também à capacidade de os seus mentores os conseguirem executar.
Daí que uma das condições para aceder a este tipo de crédito seja também a do candidato possuir um amigo ou familiar que acredite nele ao ponto de ser fiador de 20% do montante a pedir emprestado.
Os financiamentos podem ser de apenas 1.000 euros até aos 10.000 euros, podendo, em alguns casos, chegar aos 12.500 euros. No caso de pedidos autónomos ao BCP o montante pode chegar até aos 25.000 euros, mas João Monteiro diz que a média dos microcréditos concedidos ronda os 11.000 euros.
Os empréstimos têm uma duração máxima de quatro anos, podendo, em alguns casos ser de cinco, e são-no a uma taxa de juro fixa “para que o micro-empresário saiba com rigor quanto vai pagar até ao fim do crédito”, disse o mesmo responsável.
MICROCRÉDITO NÃO É SINÓNIMO DE MICRO-JUROS
Uma das questões abordadas durante o debate, que contou com inúmeros jovens numa assistência de cerca de 50 pessoas, foi precisamente o preço do dinheiro emprestado. João Monteiro não chegou a dizer a que taxa de juro o BCP concedia este tipo de crédito, mas realçou que “mais importante do que a taxa de juro, é o conforto que o microcrédito dá ao micro-empreendedor” e explicou que diferenças de um ou dois pontos percentuais na taxa de juro não tinham grande impacto em prestações de escassas centenas de euros. Referiu mesmo assim que a base era a taxa do Euribor que agora está abaixo de 1% mais o spread do risco.
Já o período de carência (começar a amortizar o empréstimo alguns meses depois deste ser concedido) varia com o caso em apreço.
Tal como aconteceu no Bangladesh no início do microcrédito, em Portugal e nos outros países onde este sistema existe, os devedores acabam por honrar os seus compromissos sendo a taxa de incumprimento de apenas 10%. E o mais importante: a maioria destes negócios assim financiados acabam por ter pernas para andar e perdurar no tempo. “Em Portugal 70% das empresas criadas não chegam a durar três anos, mas mais de 60% das empresas [normalmente sociedade unipessoais] criadas pelo microcrédito ficam abertas para além dos três anos”, revelou Edgar Costa.
Ao criar o seu posto de trabalho, o agora empresário, que muitas vezes estava desempregado e constituía um encargo para a sociedade, acaba por se tornar autónomo e passar a contribuir para a comunidade. Em alguns casos, mais raros, os projectos crescem e transformam-se em empresas que até contratam empregados.
Mas enquanto decorre o período do empréstimo, o negócio é acompanhado por técnicos especializados da entidade bancária e/ou da ANDC que ajudam o micro-empresário a vencer as dificuldades. “Se me permitem a expressão, andamos com ele ao cólo”, contou João Monteiro, admitindo que, naturalmente, essa ajuda é do interesse do financiado (para poder prosseguir com êxito o seu negócio) e do financiador (para poder reaver o dinheiro emprestado). “O nosso objectivo é também que o micro-empresário passe mais tarde, com o negócio mais maduro, a recorrer ao crédito normal”, disse o representante do BCP. É que, no fim de contas, o crédito comercial é que constitui a actividade principal dos bancos, sendo o microcrédito apenas uma última linha, um último reduto para quem vive à margem do sistema bancário e uma forma de exercer a responsabilidade social.
Na sessão participaram também os designers Nicola Henriques e Sílvia Duarte. O primeiro falou na sua experiência no projecto dos Silos e a segunda na constituição da empresa Ervilha Criativa. Nenhum recorreu na altura ao microcrédito. “Se tivesse conhecimento do microcrédito não teria recorrido ao meu pai para me emprestar 1600 euros para isto”, disse Nicola Henriques. Já Sílvia Duarte contou que os três prémios de empreendedorismo que obteve com o seu sócio lhe foram muito úteis para juntar os 5000 euros necessários para pôr a funcionar a sua empresa de designer de produto.
Ambos, porém, perguntaram aos representantes do BCP e da ANDC se teriam financiado os seus projectos, ao que a resposta foi positiva.
Durante a tarde de segunda-feira, e ainda antes desta sessão, que teve lugar às 18h00 no auditório da ETEO, o técnico comercial do BCP, João Monteiro deu uma palestra sobe o mesmo tema a uma turma do curso de Gestão daquela escola. Segundo Francisco Ferraz, professor de Gestão, esta foi muito participada, com os alunos a mostrar um invulgar interesse por este tema, sobre o qual colocaram inúmeras questões. C.C.
Desde uma drogaria à pesca profissional
A sessão foi precedida pela passagem de um pequeno filme onde foram apresentados alguns exemplos de pessoas que criaram o seu próprio posto de trabalho recorrendo ao microcrédito.
Edgar Costa, que coordena uma equipa de 14 técnicos operacionais que visitam micro-empresários em todo o país, trouxe uma lista de alguns casos de sucesso na região Oeste, cuja diversidade de actividades se pode ver na lista seguinte:
*Drogaria – Cadaval
*Serviço de transporte turístico –
A-dos -Cunhados
*Revenda de Artigos Fúnebres a Agências Funerárias – Rio Maior
*Electrónica Reparações – Caldas da Rainha
*Centro de Explicações – Peniche
*Venda ambulante de electrodomésticos – Caldas da Rainha
*Café – Bombarral
*Impressão – Nazaré
*Venda de vestuário para ballet – Alcobaça
*Reparações ao domicílio – Torres Vedras
*Atelier de artes decorativas – Sobral do Monte Agraço
*Atelier de Candeeiros – Bombarral
*Loja de Vestuário em segunda mão – Torres Vedras
*Produção agrícola biológica certificada – Torres Vedras
*Loja de suplementos alimentares desportivos – Arruda dos vinhos
*Pesca profissional – Peniche
*Loja de Vestuário infantile e em segunda mão – Torres vedras
*Venda ambulante de farturas – Bombarral
Exemplos dos negócios apoiados com o microcrédito em 2013
Consultório de Podologia, Venda de tintas, reciclagem de resíduos e subprodutos alimentares, loja de flores e decoração, venda de produtos de utilidade doméstica, aluguer de bicicletas e scooters com motor eléctrico, loja de decoração, apicultura, loja de acessórios de moda e consultoria de imagem, venda de plantas e árvores, café-bar, loja de roupa de criança, gestão de condomínios, plataforma de transacção de serviços entre pessoas, café, comércio de Ad Blue e outros aditivos para viaturas, sapataria, snack-bar, venda ambulante de produtos congelados, salão de beleza, fotografia, lavandaria e engomadoria, venda de equipamento e material de combate a incêndios, estufa de flores, site de publicidade para restaurantes, loja de publicidade e design, florista, comércio de cosméticos e maquilhagem biológica, taxista, restaurante vegetariano, venda de capas com DVD e fotografias personalizadas, oficina e loja de bicicletas e acessórios, comércio ambulante de crepes e waffles, contabilista, petisqueira, prestação de serviços às famílias, limpeza a seco de veículos auto, papelaria, churrasqueira, loja on-line rações para animais com entregas ao domicílio, loja de conveniência.
João Frade
“Pode ajudar a criar o próprio emprego”
João Frade, presidente da ACCCRO (Associação Comercial dos Concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos) considera o microcrédito como “mais uma oportunidade para os empresários” já que se trata de um extra aos canais normais de crédito. Na sua opinião, esta forma de financiamento poderá “ajudar a criar o próprio emprego ou a potenciar o emprego nas empresas existentes”.
O representante dos comerciantes considera que esta via “é uma possibilidade que pode ser interessante e viável para a economia que hoje em dia temos”.
João Frade contou que vários empresários já se dirigiram à associação para obter informações sobre “os tipos de crédito e as facilidades que temos com instituições bancárias que também os possam ajudar a financiar as suas actividades” e que “o microcrédito é sempre mais uma vantagem que tentamos arranjar para os nossos associados e comerciantes”. N.N.
Daniel Pinto
“Uma ferramenta interessante para pequenos projectos”
Daniel Pinto, director da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO), o microcrédito é uma ferramenta útil e vantajosa para alguns conceitos de negócio. Para os alunos das áreas mais técnicas – dos cursos de Cozinha, Restaurante e Bar e Pastelaria – o responsável considera que a média do valor apoiado (cerca de 11 mil euros) será escassa para o investimento que têm que fazer.
Já para os alunos que frequentam o curso de Gestão de Turismo “poderá ser uma ferramenta interessante para desenvolver pequenos projectos de animação turística”, refere Daniel Pinto. O responsável dá mesmo o exemplo de um jovem aluno, apaixonado pelo BTT e Outdoor, que pretende abrir uma empresa de percursos turísticos de BTT, em que o microcrédito poderá ser uma boa solução.
O director da ETHO destaca ainda que esta ferramenta terá mais sucesso junto dos formandos da área de turismo pois muitos deles já possuem cursos superiores e uma experiência profissional que lhes permite avançar com projectos passíveis de apoios.
Os cirurgiões e anestesistas do Hospital das Caldas da Rainha recusam-se, desde 20 de Maio, a fazer cirurgia programada no bloco operatório até que seja resolvido o problema do “schiller” (circuito de água gelada que mantém a temperatura a níveis aceitáveis) destas instalações. As operações do serviço de urgência continuam a realizar-se normalmente, excepto em situações em que se tome a decisão de encaminhar os doentes para o hospital de Torres Vedras.
A decisão dos clínicos foi comunicada à directora clínica do Centro Hospitalar do Oeste, Isabel Carvalho, numa carta posteriormente publicada no site da Ordem dos Médicos (www.ordemdosmedicos.pt).
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“O bloco operatório transformou-se numa ‘cabine de sauna’, que tem martirizado quem lá trabalha, pondo também em causa a segurança de doentes e profissionais – alguns deles já tiveram que se ausentar por risco iminente de lipotimia devido ao calor”, refere a carta. Os problemas já existiam, mas com o aumento da temperatura atmosférica agravaram-se.
No entanto, a directora clínica garantiu à Gazeta das Caldas que não foram canceladas cirurgias porque “a actividade operatória foi programada de acordo com as condições existentes”, tendo em conta que os médicos avisaram atempadamente da sua decisão. Para tal, foi disponibilizado o bloco operatório do Hospital de Alcobaça, “que estava livre”, para realizar algumas das intervenções programadas. Está também disponível o bloco operatório de Torres Vedras, quando tal for necessário.
O presidente do Distrito Médico do Oeste, Pedro Coito (também cirurgião do Hospital das Caldas), referiu à Gazeta das Caldas que alguns médicos continuavam a fazer “pequenas intervenções cirúrgicas” nas Caldas, mas que nenhum clínico de cirurgia geral o estava a fazer. Por outro lado, informou-nos que o aparelho de anestesia do Hospital de Alcobaça tinha avariado e por isso este bloco operatório também ainda não estava a ser utilizado.
Administração do CHO apanhada de surpresa
“Desde há cerca de um ano que o ar condicionado do bloco operatório se encontra avariado, tendo havido reparações pontuais que minimizaram os efeitos do seu mau funcionamento”, refere a carta dos cirurgiões e anestesistas do Hospital das Caldas, que revela que no Verão passado a actividade cirúrgica programada também tinha sido suspensa durante algumas semanas devido ao mesmo problema.
Segundo os médicos signatários, “foi logo referido pelos técnicos que o sistema carecia de um novo ‘schiller’, para poder ser garantido o bom funcionamento do mesmo”.
Em Outubro de 2012, durante uma visita ao bloco operatório na sequência da aquisição de dois novos aparelhos de anestesia (com ventilador e monitor de sinais vitais), a Gazeta das Caldas ouviu algumas queixas por parte dos médicos em relação à temperatura alta que se fazia sentir no bloco operatório. “Desde o início que o ar condicionado não funciona a 100%. Com o decorrer dos anos a situação agravou-se”, revelou então o cirurgião Joaquim Urbano.
Apesar dos médicos terem garantido que a administração sabia da situação, Carlos Sá mostrou-se surpreendido e afirmou que iria “saber o que se passa”.
Numa nota enviada à Gazeta das Caldas pelo CHO, é explicado que este “é um problema cuja resolução se arrasta desde 2008, ano em que foi aberto um concurso público para aquisição de um novo equipamento, mas que por razões desconhecidas nunca foi concluído”.
De acordo com o comunicado, posteriormente o equipamento “schiller” tem sido sujeito a múltiplas reparações e a última avaria terá acontecido em Novembro de 2012. “Após avaliação pela empresa de manutenção conclui-se pela necessidade de substituição do equipamento por um novo”, explicam os responsáveis do CHO. “Em 2013 deu-se inicio aos procedimentos legais necessários para adquirir um equipamento no valor de 49 mil euros, processo esse que foi concluído com a adjudicação em Abril passado de um novo ‘schiller’”, o que terá sido comunicado aos médicos e por isso a administração disse estar surpresa com o “descontentamento de alguns médicos sobre uma situação que se encontra resolvida desde o passado mês e que apenas aguarda o fabrico e instalação do equipamento”. O “schiller” virá da Alemanha e está a ser fabricado de acordo com as especificações para o espaço em causa.
Segundo Isabel Carvalho, a máquina de arrefecimento será instalada até ao final de Maio ou no princípio de Junho. “Convém salientar que esta é a fase final da solução deste problema”, referiu, explicando que não há dados que tenham revelado um aumento de infecções no BO. “As temperaturas elevadas podem ser mais um factor favorável à ocorrência de infecções, mas até à data não há nada que nos possa fazer pensar que isso tenha acontecido”, disse. P.A.
José Neto Pereira – 1956 – PH – Grupo de EstudosJoaquim António Silva – 2013
A fotografia mais antiga faz-me regressar aos tempos em que, muito jovem, frequentava a instrução primária, talvez mesmo as classes iniciais, no ensino público dos idos anos cinquenta, onde se cruzavam crianças de todas as proveniências sociais.
É com admiração que os jovens das gerações actuais ouvem os relatos de que a maioria dessas crianças ia para as aulas descalça, mal alimentada e com trajes muito rudimentares.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Mas se isso era verdade, há uma recordação que me marcou sempre. Semanalmente, julgo que às segundas-feiras, havia de manhã, na aula, a distribuição das senhas para a sopa dos pobres.
Parece que estou a ver uns quadrados de papel ensebado e sujo, que as crianças mais carecidas guardavam nos bolsos, para acederem ao meio-dia a uma refeição muito carenciada em valores nutritivos.
Destes anos guardo ainda a memória de outro símbolo desses tempos. Tratava-se de uma chapa que alguns comerciantes pagavam mensalmente à polícia e que colocavam na porta para evitar serem incomodados pelos pedintes. Estes ficavam assim a saber que não podiam dirigir-se aqueles estabelecimentos.
Não me recordo se no final dos anos 60 ainda funcionava esta sopa dos pobres. Recordo antes que a seguir ao 25 de Abril de 1974, quando emergiram por todo o lado inúmeras iniciativas populares, foi criada uma associação de caldenses para a concretização de uma creche e berçário.
Entre várias pessoas envolvida nesse projecto, estavam a Teresa Caldeira e o Alberto Lemos.
O primeiro edifício que seria disponibilizado pela autarquia foi esta cantina que sofreu várias obras de beneficiação e que esteve a funcionar até há alguns anos como creche e jardim de infância.
A possibilidade que a Infancoop teve de criar novas e mais eficientes instalações levou ao seu abandono.
O edifício ficou algum tempo sem qualquer utilidade até que, quase meio século depois e por ironia do destino voltou à sua vocação inicial, agora não como sopa dos pobres, mas como cantina social, naquilo que a semântica do pós-25 de Abril e da participação na Europa dos ricos permite.
Provavelmente, caldenses que na trajectória da sua vida difícil se socorreram daquele espaço como instituição caritativa, devem maldizer porque meio século depois o mundo e a História voltou atrás e destapou a ilusão do desenvolvimento do último quarto do século passado.
Tentando ser absolutamente honesto e verdadeiro, nunca pensei que quase 30 anos depois da nossa adesão à CEE, hoje União Europeia, fosse necessário reabrir feridas que julgava definitivamente fechadas, ou seja, combater a fome e a miséria de forma tão brutal. Algo que vai deixar marcas indeléveis no futuro destes portugueses. JLAS[/shc_shortcode]
Treze alunos finalistas da Escola Técnica e Empresarial do Oeste (sete do curso de Turismo e seis de Multimédia) estiveram recentemente a estagiar na capital alemã durante um mês. Esta iniciativa faz parte do projeto de mobilidade Trilhos Europeus, levado a cabo pela ETEO e permitiu aos jovens vivenciar uma nova experiencia profissional e pessoal.
Para além da dificuldade inicial da língua, as condições climatéricas também não ajudaram – nevou durante três semanas –, mas isso não desmotivou os jovens para aproveitar o melhor possível a estadia na Alemanha. Visitaram os museus, jardim zoológico e monumentos de Berlim, viajaram sobretudo de metro e comboio e provaram a comida típica alemã.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]“Crescemos imenso”, resumiram os alunos, num encontro que tiveram com outros colegas, na escola, para falar da experiência e incentivar os mais novos a ter boas notas e bom comportamento, para que num próximo intercâmbio possam ser eles a viver esta aventura.
Os alunos de Multimédia estagiaram na empresa Noumena Studios GmbH, que cria software para jogos, e a Viardi Interactive GmbH, de aplicações multimédia. Já os de Turismo estagiaram em três hostels, o Smart Hostel, Jetpak Hostel/Alternative e Goldmarie Hostel. Todos destacaram a riqueza da experiência e alguns querem voltar quando acabarem os estudos. As empresas também gostaram do seu trabalho e algumas delas convidaram-nos a continuar na Alemanha.
O projecto Trilhos Europeus insere-se no programa Aprendizagem ao Longo da Vida, subprograma Leonardo Da Vinci, mobilidade de jovens em formação profissional inicial. Começou o ano passado com 13 alunos a estagiar em Palermo (Itália) e este ano foi a vez de um grupo de jovens ter uma experiencia de um mês na cidade de Berlim.
Com uma duração de quatro semanas, estas estadas são compostas por uma primeira semana de visitas culturais e técnicas e a realização de um curso de línguas, e três semanas de estágio em empresas ligadas às diferentes áreas profissionais.
A professora de Inglês, Sandra Valentim, fez um balanço muito positivo do intercâmbio. “Ambos os grupos vieram com uma ideia completamente diferente do que é viver num país estrageiro e, apesar de terem vivido experiências completamente diferentes, todos vêm com vontade de voltar”, disse à Gazeta das Caldas.
Em Setembro irão três professores da escola a Barcelona com o objectivo de conhecer o contexto educacional de outro país. A escola pretende dar continuidade a este projeto de mobilidade noutros países nos próximos anos porque “permite aos nossos jovens abrirem os horizontes”, conclui Sandra Valentim.
Esta candidatura teve um valor de cerca de 78 mil euros e inclui a participação de 29 alunos e dois professores. A escola financia a deslocação de mais dois professores para acompanhar os jovens, até porque alguns deles são menores. F.F.[/shc_shortcode]
Joel Buton partiu dos Campos Elísios (França) em 1999 e desde então tem percorrido toda a Europa a pé, empurrando um enorme carro de mão, a recolher assinaturas para a luta contra o fabrico e uso de minas terrestres anti-pessoais.
O activista francês chegou às Caldas na terça-feira de manhã e estacionou a sua viatura na Praça da Fruta. Nesse mesmo dia, à tarde, arrancou para o Nadadouro, onde se iria reunir com o presidente da Junta de Freguesia, César Pereira e depois seguiu para a Foz do Arelho, continuando sempre pelo litoral até Santiago de Compostela.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Joel Buton contou à Gazeta das Caldas que continua a missão da princesa Diana de alcançar a abolição total das minas anti-pessoais em todo o mundo. Na estrada há 14 anos, o pacifista já percorreu 27 países da Europa onde reúne assinaturas, cartas de apoio e conselhos de milhares de pessoas que tornam pública a sua admiração pela causa que abraça num livro que transporta consigo. “Peço a todas as Câmaras, Juntas de Freguesia, polícia e administração central para abolir a fabricação das minas anti-pessoais em todo o mundo”, contou, acrescentando que a sua missão deverá terminar no final do ano em Paris. Depois, pretende levar as assinaturas ao Presidente Obama, que ganhou o Prémio Nobel da Paz, e ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
Durante todo este tempo tem sido ajudado pelas pessoas na estrada, que lhe dão comida e apoio diverso. Nas Caldas, o viajante destacou o “bom coração” do povo português e que está muito sensível ao problema das minas em Angola, Moçambique e Guiné Bissau.
Natural de Nantes, Joel Buton é solteiro e, durante a década de 90 vivia como artista de rua, em Paris. “Era faquir”, especifica, mostrando uma imagem sua numa cama de pregos.
A morte prematura da Princesa de Gales, em 1997, num acidente de viação em Paris, levou o activista a continuar a campanha em que esta se envolvera contra as minas terrestres anti-pessoais.
Depois de terminado este périplo de mais de uma década e milhares de quilómetros pela Europa, o artista quer voltar ao trabalho, “mais tranquilo”, e continuar a sua missão em homenagem à Princesa do Povo. F.F.[/shc_shortcode]
João Serra foi eleito presidente do Conselho de Representantes da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. A eleição decorreu a 14 de Maio numa reunião daquele órgão, onde foi também eleita como secretária do próprio Conselho de Representantes a aluna Diana Soraia Vieira Marques.
João Serra é investigador, professor coordenador da escola de artes caldense presidiu à Fundação Guimarães Capital Europeia da Cultura. N.N.
Pelo terceiro ano a ESAD promoveu um jantar dedicado aos alunos estrangeiros que estão em mobilidade na escola, com uma ementa composta por ingredientes de nove nacionalidades. Este jantar, que teve lugar a 6 de Maio, realizou-se no âmbito da Semana Internacional organizada pelo IPL.
Segundo Sandra Ferreira, responsável pelo acolhimento dos estudantes estrangeiros na ESAD, este ano a escola recebeu um número recorde de alunos de outros países, com 41 estudantes vindos de Espanha, Alemanha, Letónia, Brasil, Eslovénia, Itália, Hungria, Polónia e Suécia.
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Pela primeira vez a ESAD está também a receber alunos estrangeiros que não vêm apenas passar um semestre pois alguns frequentam todo o curso como qualquer estudante português.
A Semana Internacional promovida pelo IPL tem como objectivo dar a conhecer diferentes nacionalidades através da gastronomia, língua, hábitos e cultura. Serve também para alertar os alunos portugueses para as oportunidades que têm ao estudar fora de Portugal, em Erasmus ou noutros programas de intercâmbio. “É uma forma de promover o contacto dos portugueses com os alunos estrangeiros para que estes possam fazer perguntas sobre as escolas de onde são oriundos”, adiantou Sandra Ferreira.
De 6 a 10 de Maio cada escola do IPL promoveu as suas próprias acções, de modo a promover a partilha de saberes e culturas, com aulas abertas, seminários, workshops e conferências, exposições, entre outros eventos. “A Semana Internacional é uma tradição que envolve os nossos docentes e não docentes, bem como estudantes que já estiveram em mobilidade. Conta ainda com a participação de colaboradores e estudantes de outros países que se encontram no Instituto a efectuar um intercâmbio internacional”, explicou Nuno Mangas, presidente do IPL.
As actividades da Semana Internacional começaram na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, no dia 6, e terminaram a 10 de Maio na Escola Superior de Saúde.
A 7 de Maio, a ESAD apresentou uma exposição dos trabalhos realizados pelos estudantes de outros países que estão a estudar nesta escola e que contou com a realização de ateliers de línguas estrangeiras, de gastronomia e de tradições, e um passeio pela cidade. À noite realizou-se o jantar internacional.
No dia 8 a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar organizou a conferência “Ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras”, um almoço internacional, vários workshops de mandarim, moldavo e crioulo, e um concurso de fotografia.
“A ESAD uma das melhores escolas na Europa ao nível do design”
Gazeta das Caldas falou com três alunas estrangeira s, todas com 23 anos, que revelaram estar a gostar muito da experiência na ESAD, uma escola que dizem ser muito bem conceituada também fora do país.
Alice del Antonio, de Itália, decidiu vir para as Caldas da Rainha porque queria estar num lugar diferente do ambiente onde estuda (a sua escola fica numa zona de montanhas), mas também por ser fora da capital. “Normalmente toda a gente quer ir para Lisboa, mas eu quis vir para uma cidade diferente”, referiu. Quando chegou às Caldas não sabia nada da cidade porque quis que tudo fosse uma surpresa. “Estou a adorar. É uma cidade muito bonita e sinto-me como se estivesse em casa. Agora já conheço muita gente aqui”, contou. Os locais favoritos são a Praça da Fruta, pela sua beleza, e a praça 5 de Outubro, pela vida nocturna. Na ESAD tem gostado das aulas de cerâmica, que é uma experiência que não tinha tido em Itália.
Para Paulina Witkowska, da Polónia, o tempo que está a passar nas Caldas da Rainha “é a melhor parte da minha vida”. Apesar do trabalho que tem tido, diz que sente “tão relaxada e bem”. A polaca tem apreciado muito as aulas de Design Gráfico e de Cerâmica.
Paulina Witkowska já tinha vindo a Portugal há dois anos e quis voltar, não hesitando em escolher a ESAD “que é uma das melhores escolas na Europa ao nível do design”. No futuro está a pensar em regressar para terminar um mestrado nesta área.
Também da Polónia, Madalena Sokolnicka escolheu Portugal para fazer Erasmus depois de ter visto o site da ESAD na Internet. “Pareceu-me uma escola brilhante”, contou. Das Caldas só sabia “que era famosa pela cerâmica”. Ao fim de dois meses também se sente em casa pois “parece que toda a gente me conhece aqui e são todos muito simpáticos”.
Com esta passagem pela ESAD, Madalena Sokolnicka considera que ficou com “a mente mais aberta em relação ao design”. P.A.
“Exijo que a Autoridade Tributária e Aduaneira seja obrigada a permitir, em primeiro lugar, a sobrevivência dos cidadãos desempregados e seu entes queridos, tornando-os isentos dos seus deveres de contribuinte enquanto estes não tiverem fontes de rendimento que possibilitem também suportá-los”.
É desta forma que várias dezenas de desempregados se têm dirigido ao Provedor de Justiça, invocando o Direito à Resistência (Artigo 21º da Constituição da República Portuguesa). Resistência que, dizem, se justifica porque “existe uma inegável hierarquia de valores que exige que cada um faça o necessário para garantir a sobrevivência física dos seus filhos, dos seus pais e de si próprio”.
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E como o governo nem sequer cumpre o Artigo 58º da Constituição (Direito ao Trabalho), a queixa apresentada ao Provedor de Justiça diz que obrigar pessoas sem rendimentos a pagar impostos é inverter a referida hierarquia de valores ao meio milhão de desempregados que existe em Portugal.
Nelson Arraiolos, do Bombarral, faz parte de um núcleo inicial de oito desempregados que avançou com esta iniciativa e à qual se juntaram mais algumas dezenas. “Não faz sentido pagarmos um imposto quando não temos quaisquer rendimentos”, disse à Gazeta das Caldas, referindo-se ao IMI, o qual muitas pessoas que possuem casa própria têm dificuldade em pagar porque perderam o emprego.
Com 40 anos e desempregado há dois, Nelson Arraiolos reconhece que isto é também um acto de resistência e participação cívica porque está preocupado que o chumbo de algumas medidas do Orçamento de Estado pelo Tribunal Constitucional leve o governo a prejudicar ainda mais os desempregados.
Natural de Évora, mas a viver no Bombarral há vários anos, o subscritor desta petição foi administrativo em vários empresas e trabalhou pela última vez na PT Contacte, num call center, em Lisboa. Agora desloca-se diariamente entre Bombarral e Caldas, onde frequenta um curso de formação profissional na Zona Industrial. Ironicamente, na rua da Indústria.
APRe! cria núcleo no Oeste
A Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) vai realizar uma reunião nas Caldas da Rainha no dia 31 de Maio, pelas 17h00 no auditório da Câmara Municipal, com o objectivo de criar um núcleo oestino, tendo divulgado um comunicado apelando à participação de todos os interessados.
A APRe! foi fundada em Outubro de 2012, tem sede em Coimbra, e tem como objectivo lutar pela defesa dos direitos dos aposentados, pensionistas e reformados que estão consignados na Constituição.
Neste momento tem delegações em Lisboa e no Porto e pretende que o seu núcleo do Oeste integre associados de Peniche, Lourinhã, Bombarral, Cadaval, Óbidos e Caldas da Rainha.
Na sessão nas Caldas da Rainha estará presente a presidente, Maria do Rosário Gama e o vice-presidente, Fernando Martins. C.C.
Caldas da Rainha recebeu, a 8 de Maio, um evento da Oni, empresa responsável pelo maior projecto de videovigilância IP da europa, onde foram apresentadas em tempo real uma série de situações em que as câmaras podem ajudar a prevenir a resolver situações de perigo.
Em causa estão situações como infracções na estrada (automóveis em contramão ou mal estacionados), segurança dos cidadãos (aglomerações inesperadas de pessoas ou objectos abandonados) e detecção de incêndios em áreas florestais.
O CCC foi o local escolhido para esta demonstração, em directo de vários locais do concelho, tendo em conta que a autarquia caldense tem instaladas mais de 100 câmaras de videovigilância em infra-estruturas públicas (Passos do Concelho, biblioteca, piscinas municipais e pavilhões desportivos, entre outros locais).
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Na abertura do evento esteve presente o secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo d’Ávila, que aproveitou para falar sobre a lei nº9 de 2012, que regula a utilização de câmaras de vídeo pelas forças e serviços de segurança em locais públicos de utilização comum. A nova lei permitiu alargar as possibilidades de utilização da videovigilância em espaços públicos. “Estes novos sistemas devem ser vistos como sistemas de protecção e não como sistemas de vigilância”, salientou o governante.
Filipe Lobo d’Ávila lembrou que esta lei causou muita polémica quando foi apresentada pelo governo, mas “não fugimos ao debate” e esta acabou por ser aprovada. “Nós não queremos vigiar ninguém, queremos proteger as pessoas”, garantiu.
Cerca de 100 câmaras em espaços da autarquia
O vereador Tinta Ferreira explicou que a Câmara das Caldas aceitou participar na organização deste evento como forma de apresentar publicamente o trabalho que tem sido feito nesta matéria no concelho. “Num momento em que a situação económica do país é difícil, a possibilidade de surgirem situações menos seguras é maior. Os problemas de exclusão social podem contribuir para surgirem alguns problemas de insegurança”, referiu, defendendo que a videovigilância pode fazer aumentar a segurança dos espaços públicos. “O município decidiu dar o exemplo nos seus equipamentos e estabelecemos uma rede de videovigilância por todos os edifícios da Câmara”, informou. Curiosamente, a central dessa rede está instalada no CCC. A instalação de todo o sistema foi realizado pela Oni e a autarquia contratou uma empresa de segurança para a vigilância das imagens.
Segundo o vereador, outras entidades caldenses poderão integrar esta rede, estabelecendo uma parceria com o município. Embora todas as juntas de freguesia já possam usufruir deste serviço, apenas as de Alvorninha e A-dos-Francos aderiram. A junta de Nossa Senhora do Pópulo vai instalar em breve câmaras de vigilância.
Dirigindo-se ao secretário de Estado da Administração Interna, Tinta Ferreira referiu que na última reunião da Assembleia Municipal tinha sido discutida a segurança do concelho e, apesar das estatísticas não o revelarem, há “um sentimento generalizado de algum aumento de insegurança”. O autarca pediu uma maior atenção para o concelho, até pela sua proximidade de Lisboa, e um reforço dos meios humanos na esquadra da Caldas.
Durante a sessão, Emanuel Pontes, responsável pelo departamento técnico da Câmara das Caldas, explicou que a rede instalada no concelho faz parte de um trabalho que está a ser dinamizado há mais de 10 anos. P.A.
Uma semana depois de inaugurado, a 15 de Maio, o quiosque situado junto ao parque Infantil da Avenida da Independência Nacional, foi conspurcado com riscos feitos com tinta de graffiti. O acto de vandalismo terá ocorrido na noite de segunda para terça-feira, tendo sido limpo nesse mesmo dia.
Questionada pela Gazeta das Caldas, a autarquia reconhece que qualquer obra ou intervenção no espaço público está sujeito a este tipo de ocorrências. [shc_shortcode class=”shc_mybox”]No entanto, já está a ser preparado um projecto que integra os Silos, o Atelier Arte e Expressão, o Conselho Municipal da Juventude, o Centro de Juventude e a Câmara e que passa, entre outras medidas, pela identificação das plataformas e locais onde a intervenção artística é desejável e acrescenta valor. Por outro lado, irão especificar espaços onde essa intervenção poderá criar resistência, como é o caso de edifícios institucionais ou o património histórico.
Nos primeiros dias foi também danificada uma das peças bordalianas colocadas junto do parque infantil – o caracol em cerâmica ficou sem as suas antenas. A Câmara garante que pretende resolver os problemas que forem surgindo, mas sobretudo sensibilizar as pessoas para atitudes mais consentâneas com a preservação dos espaços e equipamentos públicos. F.F.[/shc_shortcode]
Faleceu no passado domingo, 19 de Maio, Antonino Mendes, vitima de doença prolongada. O escultor, natural de Figueiró dos Vinhos, há muito que tinha escolhido as Caldas para viver.
O artista nasceu em 1938 e licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Veio para as Caldas para leccionar no ensino secundário tendo depois da criação da ESAD passado a leccionar no ensino superior. O escultor casou com Concas nos anos 70, tendo dois filhos, e partilhado a vida e a carreira artística com a pintora. A cumplicidade de ambos marcou as suas carreiras.
Em 1985 a convite do escultor António Duarte passou a ser colaborador permanente e promotor de actividades no então Atelier Museu António Duarte, que hoje integra o Centro de Artes.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Colaborou desde sempre nas Bienais, Simpósios, cursos de Verão e nos ateliers livres de artes plásticas. Foi também autor dos projectos de instalação e selecção das obras dos museus dos escultores António Duarte e Barata Feyo.
A 3 de Agosto de 2001 foi inaugurada nas Caldas da Rainha a sua obra de arte pública “Monumento ao Emigrante” na entrada sul da cidade, junto ao edifício da EDP. Na época o escultor comentou à Gazeta das Caldas que, com aquele projecto de escultura contemporânea, “procurei dignificar a figura do emigrante”.
Considerando que o emigrante “hoje é uma pessoa muito importante para o seu país”, procurou dar grandeza e dignificar os emigrantes através de cada um dos elementos do monumento.
A porta de sete metros composta por cinco blocos de granito, simboliza ainda onde o emigrante sai e entra “pela porta grande”. Como os emigrantes estão espalhados pelos cinco continentes, há cinco paralelepípedos que correspondem a esses continentes à volta de uma mesa. “As cinco pedras correspondem a cinco bancos à volta da grande mesa, onde a família emigrante se reúne”, explicou então o escultor.
Na última conversa que teve com Gazeta das Caldas durante a realização do último Simpósio, o escultor Antonino Mendes, comentou as afirmações de Fernando Costa que afirmava que, se o Ministério da Saúde recuperar os Pavilhões do Parque, então a Câmara Municipal das Caldas comprometia-se a fazer um parque de esculturas de ar livre na Mata e no Parque D. Carlos I. “È uma boa ideia colocar obras de escultura de qualidade nos dois espaços, sobretudo as que foram produzidas no simpósio”, disse Antonino Mendes.
Estava então acompanhado pelo escultor João Antero, e ambos comentaram à Gazeta que poderia então começar a ser pensada a constituição de uma rota, dedicada à escultura que se produz nas Caldas e que levasse os visitantes a conhecerem as obras que já estão colocadas na cidade como também as que se encontram colocadas nas várias freguesias caldenses. N.N.[/shc_shortcode]
A música, teatro e a gastronomia juntaram-se ao património para assinalar o Dia Internacional dos Museus em Óbidos. Durante os dias 17 e 18 de Maio foram realizadas diversas actividades nos espaços museológicos para atrair a visita de público, sobretudo durante a noite.
Foram fAeitas visitas guiadas aos museus Municipal e Abílio, tendo este último sido palco de uma peça de teatro encenada por Octávio Nunes e interpretada por Tânia Leonardo, do Teatro de Boca. À noite, os DJs “Mr. Jones”, “Sa Ra” e “LBR” invadiram o jardim do Solar da Praça de Santa Maria com música. No Museu Abílio ouviram-se os sons do AVC Pandora (guitarra e maquinaria de João Cabaço).
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]A manhã de sábado foi preenchida com tai-chi no Jardim do Museu Municipal e à tarde o Coral Nascente, grupo infanto-juvenil de Olho Marinho actuou no Museu Abílio, seguido da Orquestra S.O.P.R.O.
Os visitantes foram recebidos com uma ginja, um doce, um copo de vinho, um licor e beijinhos das Caldas.
Esta iniciativa foi dinamizada pela Rede de Museus e Galerias de Óbidos com a colaboração da Óbidos.com F.F.[/shc_shortcode]
O Memória Grande Escolha 2009, da Quinta dos Capuchos, em Alcobaça, foi um dos vinhos premiados, neste caso com medalha de prata, no International Wine Challenge (IWC) em Londres no passado mês de Abril.
Este concurso, pela sua dimensão e prestígio, é um dos mais importantes concursos de vinhos do mundo inteiro e contou este ano com a participação de mais de 14.000 vinhos de mais de 50 países. (more…)
Hoje e amanhã, dias 24 e 25 de Maio, realiza-se mais uma edição do Caldas Late Night (CLN). O evento promete transformar a cidade e vai contar como é habitual com exposições, concertos, intervenções artísticas que terão lugar no espaço público e também nas próprias casa dos participantes que abrem as suas portas para dar a conhecer os seus projectos artísticos.
Segundo Francisca Branco, uma das organizadoras da 17ª edição desta iniciativa dos alunos da ESAD, já estão garantidas intervenções em locais como o Parque, Rodoviária, Rua das Montras, Silos, Largo do Hospital Termal e nas várias Praças. O evento este ano terá uma abertura oficial às 14h00 na Praça 5 de Outubro e a habitual Guerra de Almofadas decorre em seguida, tendo-se transferido da Rua Heróis da Grande Guerra para a Praça da Fruta. O arraial popular também já está marcado para a Rua Leão Azedo e terá lugar na noite de sexta-feira.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Ao todo, até ao fecho desta edição, já existiam 150 intervenções inscritas no evento. O CLN contou nas últimas semanas com alguns eventos associados onde foi possível angariar alguns fundos para a sua concretização.
O CLN vai realizar-se pela 17º ano consecutivo e tem como tema “Onde está o Caldas?”. Esta grande festa, relacionada com a divulgação artística equivalente ao que se faz noutars cidades com a queima das fitas, atrai milhares de pessoas de fora da região, que durante dois dias terão oportunidade de contactar com várias formas de arte e de expressão. O CLN só terminará quando o sol raiar, já domingo, com a habitual festa na escola, cuja organização vai estar a cargo do café Maratona. N.N.[/shc_shortcode]
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, diz que a linha do Oeste já não vai encerrar e que a CP está a reformular a sua oferta neste corredor ferroviário de forma a evitar o seu definhamento. Gazeta das Caldas apurou que a transportadora pública tem reunido com autarcas da região para discutir o novo serviço a implementar, o qual colhe grande parte das sugestões do estudo de Nelson Oliveira, nomeadamente a melhoria das ligações ao Centro e Norte do país.
Enquanto isto a Refer tem um estudo sobre a modernização da linha, mas recusa divulgá-lo.
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“Um conjunto de municípios entregou um estudo que foi analisado pelo novo Conselho de Administração da CP e pelo staff técnico, que já o discutiu internamento, e há perspectivas positivas de, com alguns ajustamentos a nível do serviço, ser possível manter o serviço na linha do Oeste”. Foi com estas palavras que o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, confirmou, pela primeira vez, que afinal a linha do Oeste já não seria encerrada.
O Plano Estratégico de Transportes (PET) previa, em Outubro de 2011 que o serviço de passageiros fosse desactivado entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz.
O governante, que falou à margem do Congresso dos Agentes de Navegação de Portugal, que se realizou no dia 10 na Praia D’el Rey, elogiou os autarcas da região por não se terem limitado a contestar a decisão do PET, preferindo trabalhar em parceria com o governo fazendo-lhe chegar essas propostas que a tutela remeteu para a CP. “Sei que deverão ser alterados as origens e destinos dos comboios”, disse Sérgio Monteiro.
O estudo do caldense Nelson Oliveira, que foi (e continua a ser) largamente divulgado e debatido, continha propostas baratas para segurar a linha do Oeste, com alterações no tarifário e nos horários, melhorando a oferta a norte das Caldas da Rainha, precisamente no troço que estava em risco de fechar.
Gazeta das Caldas apurou que técnicos da CP se têm reunido com autarcas da região no âmbito do reajustamento que pretende fazer neste corredor ferroviário.
Por parte da Refer, um simples acaso – um mail com uma resposta do governo a um jovem estudante de comunicação social que estava a fazer um trabalho sobre a linha do Oeste – permitiu que se soubesse que aquela empresa tem um estudo datado de 2010 que prevê a modernização de metade desta via férrea.
O mail da Secretaria de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, prevê a electrificação do troço Meleças – Caldas da Rainha, bem como melhorias entre Louriçal e Figueira da Foz e o ramal de Alfarelos, deixando na mesma o percurso a norte das Caldas, ou seja, precisamente aquele que o PET previa desactivar ao serviço de passageiros.
Questionada pela Refer, a empresa recusou divulgar o referido estudo por se tratar de um “documento interno”. Face à insistência da Gazeta das Caldas, a empresa respondeu que “prossegue uma política de comunicação transparente e responsável, atenta ao papel dos media no seu direito e dever de informar, estabelecendo com estes relações de colaboração mútua e de cordialidade”. Mas manteve a recusa de tornar público o referido estudo. C.C.
A Vasco da Cunha – Estudos Projectos SA, a quem a Câmara das Caldas adjudicou a revisão do Plano Director Municipal (PDM) está incontactável e à beira da falência, correndo-se o risco de já não concluir o trabalho para o município.
Da sede da empresa, em Lisboa, ninguém atende os telefones, o mails vêm devolvidos e o próprio site deixou de funcionar. Gazeta das Caldas apurou que a empresa entrou em incumprimento com vários pagamentos e tem pendente em tribunal várias acções de credores, embora ela própria também tenha pendente acções contra os seus devedores.
O nosso jornal tentou contactar a Vasco da Cunha, mas tal não se revelou possível durante as últimas semanas.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Segundo a Câmara das Caldas, o valor total da adjudicação do projecto de revisão do PDM do concelho foi de 72.750 euros mais IVA, tendo já pago aquela empresa o montante de 13.422 euros.
Em Setembro de 2012 foram entregues pela Vasco da Cunha os estudos de caracterização e relatório de definição de âmbito e alcance da avaliação ambiental estratégica, já apreciados pela Comissão de Acompanhamento.
Segundo a autarquia, o prazo previsto para a revisão do PDM, prevê a sua conclusão antes do fim do primeiro semestre de 2014.
Gazeta das Caldas perguntou à Câmara se tem conhecimento de alguma anomalia no relacionamento com a Vasco da Cunha e que contactos regulares tem tido com os seus responsáveis, mas não obteve resposta.
Em declarações ao nosso jornal, em 29/06/2012, Gustavo da Cunha, administrador da empresa e coordenador da equipa que elabora a revisão do PDM caldense, dizia que esperava em breve ouvir todas as forças vivas locais para finalizar o trabalho.
O arquitecto defendia que os perímetros urbanos devem ser diminuídos e não alargados pois os PDMs do futuro devem assentar na recuperação do que já existe no centro das cidades e não na sua expansão. “É preciso é reabilitar as zonas históricas e não fazer mais loteamentos”, disse. C.C.
Depois de ter pedido a demissão do presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, a Assembleia Municipal das Caldas quer agora a demissão do presidente do CHO, Carlos Sá. A moção foi apresentada pelo PS na Assembleia Municipal de 7 de Maio e, ao contrário do que tinha acontecido com o documento anterior, não foi aprovado por unanimidade, mas apenas com os votos do PS, CDU e BE. O CDS votou contra e a maioria dos deputados do PSD absteve-se.
Esta reunião ficou ainda marcada pelo volte face do PSD em relação ao Hospital Termal e comemorações do Dia da Cidade. É que, após a reunião com o secretário de Estado da Saúde, a 2 de Maio, a maioria camarária entendeu que há motivos para celebrar a passagem daquele equipamento para autarquia, que está disponível para gastar até 500 mil euros em obras.
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A esquerda reagiu e garantiu que não irá participar nas cerimónias que decorrem no Hospital Termal. Contudo, na passada segunda-feira, o executivo acabaria por decidir (com o voto contra do CDS/PP) apoiar a manifestação e não realizar a tradicional cerimónia de abertura do hospital, mantendo-se a cerimónia da entrega das medalhas e a homenagem à rainha.
No documento enviado para o ministro da Saúde e presidente da ARSLVT, é apontado a Carlos Sá “falta de transparência durante as reuniões de trabalho e má gestão do processo de reorganização hospitalar do Oeste”. A “incompetência” de Carlos Sá é lesiva da saúde dos utentes do Hospital Distrital das Caldas e responsável pelo “aniquilamento prolongado” do Hospital Termal.
Por isso, os deputados pedem que a sua demissão seja feita de forma célere, de modo a “não se prolongar toda uma situação contrária ao interesse público e local” e que, no seu lugar, seja colocado alguém com “reconhecida competência para gerir adequadamente os dossiers em apreço”.
A demissão do presidente do Conselho de Administração do CHO já tinha sido pedida na reunião anterior pelo PS, que solicitou para a incluir na moção votada a 23 de Abril. No entanto, o PSD não aceitou alterar o documento e os socialistas apresentaram agora uma nova moção.
O presidente da Câmara, Fernando Costa, manifestou a sua discordância, a titulo pessoal, com o pedido de despedimento do Carlos Sá, pessoa que conheceu no exercício das suas funções e que foi “sempre correcto”, tendo-o atendido sempre com a “prontidão necessária”. O autarca reconheceu que nem sempre estão de acordo sobre os assuntos e adiantou que Caldas Sá é administrador de um hospital, subordinado da ARS de Lisboa, pelo que “cumpre ordens e desempenha uma função melhor ou pior em função das verbas que tem disponíveis”.
O autarca lembrou a reunião que teve a 2 de Maio com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, onde este aceitou que a Câmara pague as obras necessárias para a reabertura do Hospital Termal. “Tenho o compromisso que, afastada a bactéria, ou já está o protocolo [a estabelecer entre o Ministério da Saúde e a Câmara] em vigor e a Câmara pega no funcionamento do hospital, ou não está o protocolo activado e o pessoal do hospital irá reabri-lo”, disse Fernando Costa, acrescentando que está previsto o funcionamento, no Hospital Termal de parte dos serviços do CHO.
A Câmara vai agora constituir uma comissão técnica para analisar os problemas específicos, possibilitando assim que se avancem as obras logo que possível.
Referindo-se às festas da cidade, Fernando Costa afirmou que “este 15 de Maio vai ser um dia, por um lado triste por o Hospital Termal estar fechado, mas será também o dia em que a Câmara, representante da população caldense, vai passar a administrar e dirigir, ao fim de 525 anos, o Hospital Termal”.
A posição de Fernando Costa foi fortemente criticada pela socialista Catarina Paramos. A deputada lembrou que o autarca defendeu a permanência de Carlos Sá por o considerar “simpático” e “correcto”, mas que nunca o ouviu dizer que está a desempenhar uma boa função na defesa dos hospitais caldenses.
A deputada socialista lembrou ainda que houve uma candidatura ao Provere para fazer obra no Hospital Termal, com recurso a fundos comunitários, que foi “deixada cair” precisamente na sua administração. “Ele [Carlos Sá] não está a exercer funções que defendam o Hospital distrital e termal”, disse Catarina Paramos, lembrando que este administrador foi nomeado pelo governo PS, mas com a oposição da estrutura caldense.
Os socialistas mostraram também o seu descontentamento com a realização das festas da cidade, tanto pelo montante envolvido no espectáculo de 14 de Maio (17.500 euros), como pelo facto de se fazer a sessão solene no Hospital Termal fechado, quando está marcada para a mesma hora uma manifestação pela Comissão de Utentes.
Catarina Paramos disse que o seu partido participaria na manifestação, assim como na entrega das medalhas municipais e na homenagem à Rainha, ausentando-se da cerimónia no Hospital Termal. “O PS acha tudo isto vergonhoso, estive na reunião após o encontro entre o presidente da Câmara e o secretário de Estado da Saúde e não houve nada… o que sabíamos há uma semana, ficamos na mesma”, disse a dirigente do PS, não encontrando assim respostas para a mudança de atitude na maioria, que na semana anterior ponderava o cancelamento das festas.
Comparticipação para os tratamentos hidrotermais
O BE votou a favor da moção apresentada, mas queria que esta fosse um pouco mais além, exigindo a manutenção daquele hospital no Serviço Nacional de Saúde (SNS), nomeadamente com o pedido de que os tratamentos hidrotermais sejam objecto de comparticipação em igualdade com as outras especialidades médicas.
Referindo-se ao presidente do Conselho de Administração, Lino Romão (BE) disse que este gere o hospital como “quem gere outra qualquer unidade económica” e lembra que este deixou o bloco operatório funcionar sem ar condicionado, “potenciando as infecções hospitalares para os doentes e até para o pessoal médico e inflacionando o consumo de antibióticos”.
Também a CDU esteve de acordo com a moção, por considerar que a administração do CHO tem feito uma má gestão das verbas disponíveis e pela “pouca segurança e garantias que Carlos Sá nos dá, com muitas contradições”, disse Vítor Fernandes.
O deputado comunista reconhece que esta posição não vai resolver o problema do Hospital Termal, mas considera que é muito importante que quem está à frente do hospital defenda também as Caldas.
Vítor Fernandes deixou ainda uma crítica à forma “apressada” como o governo e o Ministério da Saúde se querem ver livres do Hospital Termal e do seu património e passá-lo para a Câmara. Defende que se continue a pressionar o governo na defesa daquele hospital no SNS e numa parceria entre a Câmara e o Ministério da Saúde.
O deputado da CDU também discorda das comemorações do 15 de Maio, dando nota de que não conta participar nelas, apoiando a iniciativa da comissão de utentes que vai realizar uma concentração e desfile até ao Termal.
Aproveitando a proximidade com o Dia da Cidade, a deputada socialista Luísa Arroz deixou um desafio para o “dever imperativo da cidadania” e a realização dos festejos em comunidade. “Precisamos de celebrar a comunidade e não precisamos de divertimento para a cidade”, disse, defendendo a apresentação pública das actividades que as crianças têm ao nível da música, dança, ginástica ou desporto, assim como do trabalho das associações, dos museus e bandas filarmónicas.
Para Luísa Arroz “é uma dor” olhar para a cidade actualmente, com lojas a fechar, mais grafitis nas paredes, prédios devolutos e famílias sem ganha pão. “Dói porque o Termal não abre, não há verão para os aquistas, não há turismo, não há restaurantes, não há lojas nem cerâmica para vender a quem passa”, disse, defendendo que é necessário contrariar este estado de crise e desestruturação social, investindo mais na mobilização e envolvimento dos cidadãos na comunidade.
O CDS-PP votou contra a moção apresentada pelo PS, defendendo que se “é para nomear responsáveis, vamos nomeá-los todos”, disse o deputado Duarte Nuno. O deputado centrista acusou ainda o PS de, com este documento, querer marcar a agenda política, lembrando que o Hospital Termal já esteve fechado durante mais tempo na década de 90, em períodos que tinham outra administração e que nada foi feito. “Não sou defensor do administrador Carlos Sá, mas parece-me uma estratégia completamente errada do PS, que acaba por branquear tudo o que aconteceu antes”, disse, sugerindo que pedissem a demissão do ministro da Saúde, que é o verdadeiro responsável.
O deputado centrista mostrou também a sua estranheza pelo facto de nesta reunião estarem a decidir se há ou não festejos do 15 de Maio e, apesar de não haver um programa oficial aprovado, a Câmara já ter decidido que há comemorações. “Há festa e temos tantos motivos para estar satisfeitos que em vez de se gastarem, por exemplo, sete mil euros, gastamos 17.500 euros. Não é por ser ano de eleições, é pura coincidência”, ironizou.
Falta de segurança preocupa deputados
A crescente falta de segurança na cidade está a preocupar o CDS-PP. O deputado Duarte Nuno lembrou os incidentes provocados por pessoas de etnia cigana no Largo do Colégio Militar há alguns meses, que levou a que os moradores tivessem receio de sair à rua. A situação melhorou naquele local, mas há outros onde a insegurança aumentou, como junto à Fonte Luminosa, onde um prédio está ocupado por toxicodependentes que ali têm feito vários assaltos.
O deputado centrista defendeu a liberdade de circulação e o direito à propriedade e referiu que as estatísticas apresentadas pelas forças policiais não estão correctas pois muitas das pessoas assaltadas não apresentam queixa. Entende, por isso, que é preciso consciencializar as pessoas a fazê-lo, para que os efectivos policiais possam ser dimensionados em função dos problemas existentes.
Duarte Nuno falou também sobre a proliferação de grafitis pela cidade, que “prejudicam o comércio e dão uma má imagem da cidade, sobretudo a quem nos visita”. Por outro lado, dão um ar de impunidade, “de que tudo é permitido e que nada acontece a ninguém”.
O descontentamento com a imagem da cidade foi corroborada pelo deputado socialista Jorge Sobral, que acrescentou que as obras de que está a ser alvo ainda vêm contribuir para o “pandemónio completo”.
Relativamente às estatísticas das forças de segurança, o deputado socialista realçou que há casos, pelo seu teor, que não são incluídos nas informações tornadas públicas, pelo que sugeriu uma reunião com as forças policiais para terem um correcto conhecimento dos factos e, assim, poderem fazer uma avaliação mais correcta.
Para Vítor Fernandes (CDU) a insegurança tem que ser vista associada à exclusão social, aumento do abandono escolar, desemprego e pobreza, assim como com a falta de policiamento. “A segurança só existirá quando conseguirmos resolver estes problemas”, mas para isso Vítor Fernandes defende outra politica, de maior produção e aumento de riqueza.
Também o deputado Lino Romão (BE) considera que a dificuldade sócio-económica da cidade reflecte-se nos problemas ligados à marginalidade, pequenos furtos, assaltos e sentimento de insegurança. Para inverter a situação, o deputado bloquista aponta a criação de um tecido social mais saudável, com mais emprego e comércio mais pujante.
Mais solidariedade social e qualidade de vida na rua, juntamente com uma maior integração escolar foi a receita de Luísa Arroz (PS) para combater a insegurança.
O presidente da Junta de Freguesia de Santo Onofre, Abílio Camacho, chamou a atenção para o facto destes problemas não serem específicos da sua freguesia, mas estenderem-se a toda a cidade. “O problema vê-se, por exemplo, no Centro de Saúde, com 20 ou 30 indivíduos que vão buscar a metadona para vender aos outros colegas e depois vão estacionar carros”, disse o deputado, que não chegou a terminar a sua intervenção porque sentiu-se mal e abandonou a Assembleia, tendo para o efeito sido chamado o INEM.
Mais optimista, o deputado social-democrata António Cipriano, considera que as Caldas da Rainha continua a ser uma cidade segura. Acredita no trabalho a realizar pelo Conselho Municipal de Segurança porque envolve várias entidades que poderão partilhar a informação e compreender os reais problemas que existem no concelho.
O deputado Carlos Elias (CDS-PP) lembrou também os problemas de insegurança que se vivem nas freguesias rurais, dando nota que actualmente o número de efectivos na GNR das Caldas é igual ao de S. Martinho do Porto, quando a primeira tem uma área muito maior. Também o deputado centrista considera que é muito importante passar a mensagem que, apesar destas preocupações que têm, as Caldas é um concelho seguro.
O vereador Tinta Ferreira considera que esta é uma matéria que deve merecer o cuidado da Câmara, mas revelou que em termos estatísticos as Caldas “não está pior do que urbes da mesma dimensão”. O vereador disse ainda que o município está a estudar formas de apoiar os particulares na recuperação dos edifícios abandonados. F.F.
O interesse da Coroa pelas Termas de Caldas da Rainha ganha novo impulso no Século XVIII com D João V, que se terá deslocado às Caldas, para tratamento, treze vezes, no período compreendido entre 1742 e 1748.
As obras Joaninas marcaram um momento impar no desenvolvimento das Caldas da Rainha ao longo do século XVIII. É pois neste período que se assistirá à “Refundação das Caldas”, traduzida pelo conjunto de obras estruturais e de incontornável importância.
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O modo como estas obras se executaram deixa revelar a relevância que lhes foi conferida, fazendo-se contrato com o mestre Geral das Obras, que se encarregaria de pagar infalivelmente todas as semanas aos que nelas trabalhassem. Da mesma forma todos os materiais necessários seriam pagos no dia e hora da sua entrega. Da mesma forma e por outro lado, caso falhasse qualquer uma destas condições, não haveria lugar a pagamento sem que fosse compensado o trabalho ou o material em falta.
Ficaria Manoel da Maia Director destas obras.
São pois exemplo a construção de um novo edifício para a Câmara Municipal na Praça da Fruta, das novas instalações do Hospital Termal e da edificação de um aqueduto e de uma rede de chafarizes com o objectivo de fornecer água potável aos habitantes da vila.
“A água pública e potável desta Vila se divide em três fontes em que se acomodam sete bicas, na figura das sete Estrelas nimbosas, chamadas Plêiades. (…) Na parte mais alta da Vila, no princípio da calçada chamada da Rainha, fim da povoação, e princípio do Campo, se vê a terceira fonte em lugar escolhido, com boa ponderação para maior comodidade assim dos moradores, como dos passageiros, e hóspedes; com cinco bicas na figura de cinco Estrelas com outra fita volante, e a inscrição seguinte: Pleiadumque aliae quinque; sat, unde bibas.
Entre esta inscrição, e as Estrelas se formou uma formosa escada de água que saindo junta por uma rotura bruta como de penhasco, se recolhe em uma concha, donde pela sua circunferência desagua em outra concha maior, e desta noutra de maior grandeza, de onde se recolhe para o interior, e se comunica as cinco Estrelas, aparecendo a mesma água muitas vezes para recreação dos olhos, antes de sair pelas bicas para recreação do gosto. Sobre a cimalha da obra que acompanha esta inscrição, e Estrelas, se acha um pano estendido com esta inscrição,
Coeli beneficio salubrium Regis munificatia perennium
Sobe-se para colher água das bicas, por duas escadas, em que há um espaçoso tabuleiro, sobre um tanque, para quadrúpedes, de quarenta palmos de comprido, obra toda de pedra mármores, obrada com agradável arquitectura: e tanto que houve quem disse que não havia em Portugal segunda, ocupando na sua extensão, com as escadas quase sessenta palmos, e quarenta e três de alto. (…) É grande a abundância de água corrente nesta Vila pois não só acode às bicas como também a três registos perenes, na grande casa da Cozinha do mesmo Hospital, e a dois grandes tanques para regarem as hortas da cerca do mesmo. Tem este aqueduto no seu principio um incile, ou castelejo de água, em que há três receptáculos, ou purificatórios das águas que ali se recebem, para entrarem no dito encanamento purificadas; e assim nesta parte, como em todo o aqueduto, e fontes, se não usa de repuxo algum, mas sempre se conserva o curso natural, para evitar os inconvenientes dos repuxos, e conservar as fontes mais perpétuas.”
Noticias Interessantes da Real Villa das Caldas, Com alguns Mappas curiosos, no ano de 1797 e 1798; Colecção PH Arquivos; 1ª Edição; 2002
Classificado como Imóvel de Interesse Público em 1982, Decreto nº 28/82, DR, 1ª série, nº 47 de 26 de Fevereiro de 1982, o Chafariz das 5 Bicas encontra-se hoje distante da funcionalidade e importância que outrora o caracterizavam.
Serão por certo imensas as memórias associadas a este local, no entanto talvez pela pertinência do assunto, atrevia-me a destacar o que ficava para além do muro visível na primeira imagem, que marcava os terrenos do Hospital. Estes, divididos em talhões eram até há relativamente pouco tempo arrendados para exploração, resultando deles receitas que “alimentavam” as necessidades inerentes ao funcionamento desta instituição. Recorde-se neste âmbito, entre outros, a exploração dos produtos da mata, as diversas actividades disponibilizadas no Parque mediante o arrendamento de quiosques e outros equipamentos, a produção de frutas para consumo na instituição, ou mesmo a rentabilização da estufa do Hospital, no Parque D. Carlos, cujo trabalho de manutenção necessário para este local, ficava assim assegurado.
Não se pretende aqui avaliar formas e modelos de gestão tidos ao longo dos últimos anos, em particular a partir de meados do século XX. No entanto, na actual pertinência do assunto, em que tanto se discute o futuro do Hospital Termal, será por certo importante pensarmos que a garantia da sua sustentabilidade estará dependente da estratégia da sua gestão.
Dora Mendes
O Movimento Em Defesa da Escola Pública no Oeste contesta os números oficiais do Ministério da Educação e da Ciência (MEC), que indiciam o favorecimento dos colégios privados na atribuição de turmas e a subutilização da oferta da rede pública no concelho das Caldas da Rainha.
Os docentes aguardam a reunião de rede escolar deste concelho e dizem que, caso se mantenha o subaproveitamento das escolas públicas, será interposta uma providência cautelar para travar o que consideram uma ilegalidade que, ainda por cima, sai cara ao contribuintes.
Dados da rede escolar das Caldas da Rainha mostram que a Escola Secundária Raul Proença, no ano lectivo de 2010/2011, teve em funcionamento 41 turmas, quando dados do MEC revelam 67 turmas. No ano seguinte estiveram em funcionamento 41 turmas e os dados do MEC dão conta de 44 turmas.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Já na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, no ano lectivo de 2010/2011 estiveram a funcionar 36 turmas enquanto que nos documento do ministério constava 29 turmas.
Nas escolas Santo Onofre e D. João II os dados também não batem certo, o que leva os professores do movimento a colocar duas hipóteses: “ou o Ministério da Educação não tem a informação correcta, ou é conivente com a situação de irem turmas para os colégios privados que podiam estar nas escolas públicas”, explica Manuela Silveira (Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro).
De acordo com os dados do MEC, as escolas públicas tinham capacidade de resposta para 162 turmas no ano lectivo em curso, mas apenas têm 150 turmas. “Isto significa que havia lugar para, pelo menos, mais 12 turmas nas escolas públicas que, no entanto, foram encaminhadas para os colégios de um grupo privado”, revelam os professores.
Os professores explicam que por cada turma, o Estado paga ao grupo GPS o montante de 85 mil euros, o que significa que foram pagos este ano mais de um milhão de euros aquele grupo por 12 turmas que poderiam ter ficado nas escolas da rede pública. “É preciso que as pessoas percebam que se estão a duplicar os gastos e que está-se a pagar a professores que estão com horário zero”, fez notar Teresa Mendes (Escola Secundária Raul Proença).
O seu colega, Francisco Silva (EBI de Santa Catarina), acrescenta que a razão de ser do colégio é ficar com as turmas excedentes das escolas públicas, o que agora não se está a verificar. “O colégio tem a sua capacidade ultrapassada enquanto que as escolas públicas não estão cheias”, denuncia o docente, acrescentando que numa situação de crise como a que o país atravessa seria de esperar que o MEC lotasse “completamente a capacidade das escolas públicas, antes de estar a pagar 85 mil euros por turma ao privado”.
Os elementos do movimento de professores consideram que estes dados agora conhecidos vêm descredibilizar ainda mais a definição da rede escolar do concelho e ponderam avançar com uma providência cautelar. “A lei não pode ser sacrificada à procura de equilíbrios entre escola pública e escola privada, devendo a primeira estar com 100% da sua lotação”, defende Manuela Silveira, acrescentando que aguardam agora o resultado da reunião da rede para tomar uma posição.
O Movimento em Defesa da Escola Pública no Oeste já apresentou queixa no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) por considerar que podem existir indícios de que dinheiros públicos na ordem dos milhões de euros têm sido entregues ao longo dos últimos anos a colégios privados.
Aguarda ainda os relatórios dos processos conduzidos pela Inspecção Geral da Educação (IGEC) na sequência das denúncias veiculadas na reportagem da TVI “Dinheiros públicos, vícios privados.”
Colégio Rainha D. Leonor devolve 6,50 euros por cada aluno
O Colégio Rainha D. Leonor irá devolver 6,50 euros por cada aluno, referente à taxa cobrada no acto da matrícula, que uma auditoria da Inspecção Geral de Educação e Ciência (IGEC) considera ilegal, uma vez que os alunos da escolaridade obrigatória não devem pagar mais por estarem em colégios privados.
Na auditoria que realizou aos colégios do grupo GPS com contrato de associação, a IGEC constatou o não cumprimento da gratuidade da escolaridade obrigatória e recomendou às escolas a cessação dessas práticas, bem como a devolução dos valores em causa aos alunos e encarregados de educação.
Contactado pela Gazeta das Caldas, o grupo GPS diz não ter o mesmo entendimento do Ministério da Educação acerca deste assunto, mas admite acolher e implementar as recomendações da IGEC. Em breve será comunicado pelo Colégio Rainha D. Leonor aos encarregados de educação quando serão devolvidos os 6,50 euros.
Num mail enviado ao nosso jornal pela agência de comunicação que representa o grupo GPS, recorda-se que a cobrança de taxas agora contestadas pela IGEC não é exclusiva deste grupo e que nunca antes aquela entidade recomendara a devolução de qualquer valor, o que, segundo a mesma fonte, “valida, explícita e implicitamente, essa prática”. F.F.