Category: Painel

  • Filme sobre a região venceu Festival Internacional

    Filme sobre a região venceu Festival Internacional

    “Oeste, terra de vinhedos e de mar”, é como se intitula o filme, realizado pelo caldense Miguel Costa que foi o vencedor do 1º prémio na categoria de “Vida Humana” do II Finisterra – Arrábida – Festival Internacional de Cinema de Arte e Turismo.
    O filme – que tem uma duração de 12 minutos – foi pedido ao realizador pelo Turismo do Oeste e acabou por se sagrar vencedor naquele festival que teve lugar entre os dias 8 e 12 de Maio, em Sesimbra.
    “Oeste, terra de vinhedos e de mar”, que visa a promoção das actividades turísticas e culturais da região Oeste, foi efectuado há dois anos e segundo nota de imprensa possui “uma linguagem e narrativa cinematográfica fluida, em movimento continuo conseguido através de imagens de charriot e helicóptero”.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”] O filme centra-se “na comunicação entre o elemento humano integrado no espaço a promover e o espectador”. Possui uma direcção de fotografia “muito cuidada” e que cria “uma empatia entre o espectador e as maravilhosas paisagens, luz e espaços de oferta cultural e turística da região Oeste”.
    Este festival contou com a participação de 86 filmes a concurso oriundos do Brasil, Itália, Espanha, Dinamarca, China, República Checa, Eslovénia, Sérvia, Polónia, Cuba, Dubai, Turquia, Marrocos, Macau e Portugal, entre outros. N.N.[/shc_shortcode]

  • Jovens manifestaram-se no Largo da Copa

    Jovens manifestaram-se no Largo da Copa

    Cerca de meia centena de pessoas, na sua maioria jovens, participou numa manifestação que se realizou no largo da Copa, na tarde de 11 de Maio, organizado por um grupo que pretende lutar pelos direitos da juventude.
    “Jovens em Luta” é o nome de um grupo que se constituiu na sequência dos protestos organizados pelo movimento “Que se Lixe a Troika” e que quis trazer para a rua a indignação que sentem perante as medidas do governo.
    Embora a manifestação fosse mais dirigida aos jovens (por os organizadores considerarem que estes estão menos activos), a ideia deste encontro era chamar a atenção para questões que estão relacionadas com todos os sectores sociais.
    “Indigna-nos a forma como este (des)governo trata os desempregados, os licenciados e todos aqueles que mais precisam de apoio”, estava escrito no manifesto que distribuíram para a divulgação do protesto.
    Patrícia Pataco, da organização, estava contente com este primeiro protesto que promoveram, mas admitiu que esperavam uma maior participação de pessoas.
    Para garantir que envolviam a juventude caldense, reuniram com algumas associações de estudantes, mas houve quem dissesse logo à partida que não participaria. “Da associação de estudantes da escola secundária Raul Proença disseram-nos logo que não participavam neste género de eventos”, contou Patrícia Pataco. (more…)

  • COZINHA CRIATIVA – EHTO vai eleger as duas melhores ementas do ano

    COZINHA CRIATIVA – EHTO vai eleger as duas melhores ementas do ano

    Notícias das CaldasTodos os alunos do curso de Cozinha e Pastelaria da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO), já apresentaram os seus trabalhos no âmbito da iniciativa Cozinhas de Autor, mas está previsto que até ao final deste mês o restaurante de aplicação do estabelecimento de ensino promova dois dias com as melhores ementas do ano.
    No último dia em que a Gazeta das Caldas fez reportagem deste evento, 26 de Abril, Pedro Silvério e Vítor Carvalho apresentaram duas ementas distintas.
    Face à impossibilidade de podermos provar os pratos de ambos, optámos pelas escolhas de Pedro Silvério, que apresentou uma ementa inspirada na cozinha do chef inglês, Jamie Oliver, de quem é fã e seguidor.
    O almoço começou com uma entrada de polvo de grão de bico e vinagrete de penca (couve), seguindo-se um creme de abóbora, mousse de requeijão e pinhão. O primeiro prato principal foi lombo de atum, braseado, com ratatouille e creme de alho, e o segundo foi filet mignon com puré de castanhas e cenoura, e espargos salteados. A sobremesa foi mousse de avelã com praliné de amêndoas e ravioli de Porto.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]“Quis adaptar a cozinha portuguesa a uma influência mais gourmet”, explicou o jovem chef. O mais complicado acabou por ser o ter de preparar tudo no próprio dia, tendo em conta que foi a seguir ao feriado do 25 de Abril.
    Pedro Silvério tem 20 anos e é de Abrantes. O aluno foi transferido este ano lectivo da Escola de Santarém, depois desta ter encerrado. A sua opção pelo curso de Cozinha e Pastelaria tem a ver com o seu interesse pelos cozinhados. “A minha avó trabalhava numa casa particular em Lisboa e cozinhou a vida toda, por isso passou-me esse gosto pela cozinha”, contou.
    Na escola das Caldas encontrou melhores condições, mas tem algumas saudades do estabelecimento de ensino em Santarém. “Como não tínhamos boas condições, tínhamos que nos esforçar mais”, disse. O mais complicado é a viagem de Abrantes para Caldas da Rainha, porque não existem transportes com ligação directa.
    Quando terminar o curso Pedro Silvério está a pensar em emigrar para a Suíça ou para a Alemanha, onde já tem alguns contactos. “A situação do país não é boa e também não deve melhorar tão cedo”, lamentou.
    Vítor Carvalho, que tem 18 anos e é de Lisboa, apresentou uma ementa com base em frutas que começou com uma salada de gambas com laranja, seguindo-se um vichyssoise de pêra. Os pratos principais foram filetes de linguado com risoto de ananás e codorniz com uvas e batata rendada. A terminar, cheesecake de amora e chocolate.
    No total, os dois alunos serviram 24 refeições, algumas delas aos próprios colegas da escola. O chefe de sala nesse dia foi Alexandre Costa e o escanção Álvaro Marçal. P.A.[/shc_shortcode]

  • Sucesso do Falo do Beco abre caminho a mais iniciativas da Confraria do Príapo

    Sucesso do Falo do Beco abre caminho a mais iniciativas da Confraria do Príapo

    Notícias das CaldasFoi um sucesso a iniciativa Falo no Beco, que teve lugar no sábado, 11 de Maio, no Beco do Forno. “Superou as nossas melhores expectativas”, disse Edgar Ximenes, presidente da Confraria do Príapo, que não podia estar mais satisfeito com a grande adesão do público ao evento, centrado em destacar a cerâmica erótica das Caldas.
    O responsável contou que se vão repetir os eventos relacionados com os falos das Caldas, numa tendência para fazer eventos “cada vez melhores e com maior projecção” de modo a levar esta marca distintiva longe das fronteiras da cidade.

    A festa anual da Confraria do Príapo decorreu durante todo o dia no Beco do Forno. De manhã houve uma exposição-venda das Malandrices que contou com a participação de vários autores e muito público. “Foi mesmo muito bom. Há muita gente interessada nesta temática”, disse o presidente da Confraria que considera que, aos poucos, se está a conseguir conquistar a cidade, “a ultrapassando o preconceito e a trazer as pessoas a verem que o tema é divertido, engraçado que não é ordinário e que é uma mais valia em termos culturais e comerciais”.
    Houve momentos em que parecia que o Beco do Forno não chegava para tantos interessados em conhecer as diferentes propostas das malandrices, das mais tradicionais às mais contemporâneas e não só em cerâmica como também em doçaria.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Por volta da hora do almoço houve um momento de inauguração de uma escultura fálica da autoria de Nuno Bettencourt e que ainda pode ser vista no exterior da Casa Antero.
    Ao final da tarde o momento foi de comes e bebes e de convívio entre autores para, em seguida, serem entregues os troféus de 2013 da Confraria que têm a designação “Falo Sempre em Pé 2012-2013”.
    Pela suas carreiras foram homenageados os ceramistas que se dedicam a temas fálicos, Francisco Agostinho, do Chão da Parada, e Vítor Fonseca Lopes, das Caldas da Rainha.
    O terceiro troféu pelo empreendedorismo e pelo facto de ampliar esta marca que é identitária da cidade, a marca Ú das Caldas, de Maria José Rocha foi igualmente distinguida. Ao final da tarde, em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste foi servido um cocktail que os formadores da escola criaram de propósito para o evento: Amour Rouge.
    Depois do futebol, o momento foi de teatro. Foi interpretado o espectáculo “Falas do Falo e da Boca do Corpo” pelo Teatro da Rainha, um momento de igual descontracção que contém referências literárias relacionadas com este tema dos mais diversos autores de língua portuguesa. Uma peça muito humorada que divertiu os convivas, apesar da habitual frescura e humidade das noites caldenses.
    “É a primeira vez, num local público e ao ar livre, que se trabalha o tema do falo das Caldas e as pessoas gostaram e muita gente ficou com vontade de se voltar a juntar e a fazer mais eventos deste tipo”, disse Edgar Ximenes, que acha que se viveu um “dia muito agradável”, onde houve “um feed back muito positivo com muita gente a perguntar quando se vai realizar o próximo evento”.
    O responsável garante que a Confraria não defraudará as expectativas das pessoas e promete para breve novas iniciativas sobre o tema.
    No Falo no Beco participaram os ceramistas Francisco Agostinho, Madaíl Mendes, Mário Reis, Carlos Enxuto, Nuno Costa, Paulo Óscar, Vítor Reis,  Vítor Lopes Henriques Vítor Fonseca Lopes e Umbelina Barros. Participarão outras entidades locais como a Bombondrice, Bordados da Inês, Forno do Beco, Pachá/Casa Antero, Pastelaria Machado, Casal da Eira Branca e Ú das Caldas. N.N.[/shc_shortcode]

  • Já há uma história sobre as estradas de D. João V na Vila das Caldas

    Já há uma história sobre as estradas de D. João V na Vila das Caldas

    Notícias das CaldasFoi apresentado na tarde de domingo, 12 Maio, no CCC, o novo livro de Carlos Querido, “A Redenção das Águas – As peregrinações de D. João V à Vila das Caldas”. O foyer encheu-se de familiares, amigos e conhecidos deste autor que se divide entre a sua profissão de juiz e o seu amor à história e estórias locais. Da sua pesquisa ao século XVIII nacional e caldense, Carlos Querido deu agora à estampa esta obra, a primeira da editora Arranha-Céus, que assim inaugura uma colecção dedicada à História.
    O autor esteve acompanhado pelo editar João Paulo Cotrim, a vereadora Maria da Conceição Pereira, a livreira Isabel Castanheira e o professor José Carlos Almeida.

    “É provavelmente um dos melhores livros escritos sobre as Caldas”. Foi desta forma que Carlos Mota, director do CCC, se referiu a “A Redenção das Águas – As peregrinações de D. João V à Vila das Caldas” logo no início da sessão de apresentação deste romance histórico.
    A apresentação da obra, decorreu no foyer do CCC e os convidados da mesa tinham atrás de si um belo cenário barroco que serviria depois da sessão para um espectáculo de marionetas. O grupo SA Marionetas, de Alcobaça, apresentou a peça também dedicada a um monarca, também João, mas desta vez o VI, que partiu com toda a corte para o Brasil.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    O livro de Carlos Querido passa-se quando o rei absolutista D. João V visita as Caldas entre 1742 e 1750 pois este considerava que águas locais lhe curariam o corpo e a alma. Foi este o ponto de partida para uma viagem que Isabel Castanheira partilhou com os presentes, passando em revista obras que se referem à localidade, numa interessante resenha histórica. Referiu  excertos de textos de Júlio César Machado, Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Luís Teixeira, Armando Ribeiro, Pinheiro Chagas, Manuel Alegre, Nicolau Tolentino de Almeida, Luís Teixeira, Maria Letizia Rattazzi, Fernando da Silva Correia, Miguel Torga, Gil Vicente, entre tantas outras personalidades que escreveram sobre as Caldas.
    Entre as referências às termas, às gentes e aos costumes descritos por visitantes estrangeiros, destaca-se Maria Letizia Rattazi e até José Saramago que no seu “Viagem a Portugal”, ao fazer o percurso Alenquer – Obidos, obrigatoriamente parou nas Caldas onde confessou: “se o viajante começa a falar da louça das Caldas, há o risco de falar o dia todo; cale-se pois e siga viagem”.
    Luiz Teixeira e Luiz Pacheco são referências obrigatórias, mas houve ainda uma pérola. É que até Hugo Pratt passou pelas Caldas e deixou para a posteridade uma aguarela “adolescente portogaese de Caldas da Reina” que a livreira apresentou durante a sessão e que integra o livro “poemas eróticos de Giorgio Baffo”.
    Manuel Alegre é outro dos seleccionados, sobretudo pela poética que dedicado à Foz do Arelho.
    Apoio da autarquia

    Para Maria da Conceição Pereira, a autarquia das Caldas vai apoiar esta edição, até porque tendo em conta a qualidade da produção literária de Carlos Querido, “é nossa obrigação acompanhar estas obras, sobretudo estas que nos ajudam a pensar sobre o passado e o futuro do nosso território”.
    A autarca fez questão de agradecer ao autor o contributo que tem dado à cidade e ao concelho com os livros que lhes tem dedicado e como não podia deixar de ser, a vereadora da Cultura rematou afirmando que esta obra “tem esta duplicidade fazer soar o alerta e ser um despertar de consciências”. Referia-se à questão do Hospital Termal, cuja estrutura, como hoje se conhece, se deve à remodelação ordenada por D. João V. Presente na sala esteve Maria Gonçalves, ex-director do Conselho de Administração do CHO (então CHON) que considera que esta obra deveria ser feita chegar ao ministro da Saúde pois “só por preconceito ou desconhecimento está a tomar tais decisões em relação àquele hospital”.

    A tradição caldense dos encontros culturais

    Por seu lado, Carlos Querido fez uma contextualização rápida do seu romance histórico, apontando algumas características das personagens principais, tendo-se detido no casal de narradores, Sara e Pedro, e na “poética e cumplicidade que tem a sua relação”.
    Referiu-se também a todos os convidados da mesa, tendo salientado que a livreira Isabel Castanheira “deveria estar à frente de um projecto que tivesse Bordalo Pinheiro como mote, tendo em conta todo o know how e os anos de investigação que tem dedicado ao tema. A cidade deve-lhe muito, Isabel”, disse durante a sua intervenção.
    Para o docente José Carlos de Almeida, a apresentação deste livro “inscreve-se na grande tradição das Caldas dos encontros culturais – antes realizavam-se muitos encontros destes, familiares, mas sempre muito participados”.
    Durante a sua análise do livro de Carlos Querido, o convidado fez uma análise minuciosa do carácter da personagem principal, o rei D. João V que era “generoso, beato e promíscuo” assim como, apesar de absolutista, “um homem solitário e angustiado”.
    Numa análise económica, fez notar que já na época daquele monarca não havia liquidez para pagar os salários de quem trabalhava para o reino tal como a situação que hoje se verifica e isto “apesar de todo ouro e diamantes que chegavam do Brasil!”. José Carlos Almeida comparou estas remessas com os subsídios que “nos chegaram da Europa”.
    O editor, João Paulo Cotrim explicou à Gazeta das Caldas que a Arranha Céus é uma outra chancela do mesmo projecto editorial que este coordena, a Abysmo e que se vai dedicar “a romances históricos e também a republicações de obras de época”.
    Segundo o editor, “A Redenção das Águas” é uma obra “exemplar” para começar esta colecção pois é “um trabalho interessante de abordagem das fontes históricas” e, em simultâneo, “é uma leitura absolutamente cativante”, rematou.

    Conselho da Cidade propõe nome de D. João V para  rua ou praça caldense
    O Conselho da Cidade propõe que se dê o nome de D. João V a uma rua ou praça das Caldas. “Independentemente dos juízos que se possam fazer do seu reinado, o facto é que D. João V foi fundamental para o desenvolvimento e reconhecimento de Caldas da Rainha, nacional e internacionalmente”, explica aquela associação cívica em comunicado.
    O Conselho da Cidade faz esta proposta pois é a D. João V que  se deve a construção de chafarizes, as obras de remodelação do hospital termal e de várias igrejas. Incluem-se a da Igreja de Nª Senhora do Pópulo (então Matriz) e outras ermidas existentes “como é o caso da Igreja de S. Sebastião, reconstruída ao tempo, e que ainda hoje está em óptimas condições de funcionamento”.
    Segundo esta entidade, além deste património visível, na época em que o monarca esteve nas Caldas, entre os anos de 1747 e 1748, registou-se por sua acção “um crescimento e engrandecimento da então vila, com diversas construções, sem as quais esta localidade nunca poderia ter vindo a ser como hoje a conhecemos”.
    Esta revolução deveu-se ao facto de D. João V ter vindo “beneficiar dos tratamentos para o mal que o afligia nas afamadas águas das Caldas. Toda a corte para aqui se deslocava acompanhando D. João V e Caldas da Rainha era, temporariamente, a verdadeira capital do reino”. E por tudo isto, pedem que a toponímia local “repare tão lamentável lacuna, atribuindo-se o nome do rei D. João V a uma rua ou praça da cidade em local com a dignidade merecida”N.N.

    [/shc_shortcode]

  • Os 3,2 milhões que teriam modernizado o Hospital Termal

    Os 3,2 milhões que teriam modernizado o Hospital Termal

    Notícias das CaldasEm 2009 a Câmara das Caldas e o então Centro Hospitalar Oeste Norte formalizaram a sua participação numa candidatura ao “Provere – Valorização Económica das Estâncias Termais da Região Centro” que teria possibilitado um investimento de 3,2 milhões de euros para a recuperação, modernização e divulgação do Hospital Termal. Mas esta acabaria por não ser aprovada depois de um processo conturbado que envolveu as administrações de Vasco Trancoso, Miguel Nobre e Carlos Sá.
    No segundo semestre de 2008 a Associação das Termas de Portugal (ATP) deliberou promover uma candidatura ao Provere, solicitando aos seus associados da Região Centro, entre eles o Hospital Termal, que elencassem os investimentos de natureza material e imaterial que tinham intenção de realizar nos três anos seguintes.
    A Câmara e o CHON apresentaram uma candidatura conjunta, em que a autarquia se candidatava a dois projectos municipais: qualificação da envolvente da estância termal (no valor de 586 mil euros) e divulgação da estância termal e da sua envolvente (50 mil euros).
    Só que a candidatura para as obras do Hospital Termal acabou por não ser possível e o investimento nunca se realizou.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Para Carlos Sá, presidente do Centro Hospitalar do Oeste, o que houve foi apenas “uma hipótese teórica de poder existir financiamento”, não tendo sido possível fazer uma candidatura formal. Perante os factos de que dispõe, entende que não houve desperdício desses fundos.
    No entanto, será também a partir do projecto que foi elaborado nesta altura que irá trabalhar o grupo de trabalho que será constituído “para reavaliar toda esta questão do Hospital Termal”, na sequência da notificação do Delegado Regional de Saúde que impõe a realização de um diagnóstico das causas das contaminações bacteriológicas nas canalizações.
    Carlos Sá acredita que este grupo de trabalho, que está a ser criado em conjunto com a Câmara das Caldas, irá reunir em breve para decidir medidas a tomar.

    De 2009 a 2011 o processo emperrou

    O processo inicial do Provere foi concluído no início de Janeiro de 2009. No dossier de candidatura apresentado pela ATP, os projectos propostos pelos associados assumiram inicialmente a designação de Projectos Complementares.
    A 15 de Janeiro de 2009, ainda com Vasco Trancoso à frente do CHON, a ATP e os promotores dos projectos celebraram um contrato de consórcio, numa cerimónia em Coimbra. Quinze dias depois Vasco Trancoso sai da administração do CHON e é substituído pelo médico Manuel Nobre.
    Como os requisitos tinham sido todos cumpridos de acordo com as normas, a candidatura foi aprovada e seria celebrado o contrato formal com o governo, numa cerimónia pública que decorreu em Lisboa.
    Depois disso foi publicado em Diário da República o despacho de reconhecimento formal deste programa, com a data de 8 de Junho de 2009.
    No entanto, esse despacho refere que “o presente reconhecimento formal da Estratégia de Eficiência Colectiva (EEC) não pode ser entendido como aprovação prévia em concreto de qualquer operação que possa vir a ser apresentada a concurso nos Programas Operacionais do QREN, no Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) ou no Programa Operacional das Pescas (PROMAR)”.
    No despacho lê-se ainda que as Autoridades de Gestão dos Programas Operacionais financiadores terão que assegurar a disponibilidade de recursos necessária para garantir o financiamento dos projectos-âncora “desde que as respectivas candidaturas a submeter pelos promotores tenham mérito absoluto e cumpram os requisitos regulamentares gerais e específicos dos fundos e dos Programas Operacionais”.
    Também não estava garantido o financiamento de projectos complementares de natureza pública (quer pela natureza dos beneficiários, quer pela tipologia da operação) incluídos nos Programas de Acção, “sendo o respectivo financiamento condicionado pelo mérito absoluto e relativo das candidaturas e pela disponibilidade de recursos financeiros nos PO financiadores, condições a determinar apenas em sede de concurso.”
    Apenas a 1 de Outubro de 2010 seria publicado o aviso de concurso com convite público para a apresentação de candidaturas de projectos de natureza pública, cujo regulamento definia as condições de admissão e aceitação dos projectos.
    É a partir desta altura, já com Carlos Sá como presidente do CHON, que o processo começa a ter problemas e há mais do que uma explicação para a candidatura ter sido indeferida.
    Numa carta publicada na Gazeta das Caldas em Maio de 2012, na sequência de notícias sobre as obras no largo do Hospital Termal, o vereador Hugo Oliveira explicou que ao longo deste processo tinha reunido com três conselhos de administração do CHON e que os projectos “foram submetidos ao programa Mais Centro em Janeiro de 2011, tendo-se comprometido o município a executar a obra da conduta das águas sobrantes do Hospital Termal”.
    A 5 de Abril de 2011 a Câmara das Caldas faz a apresentação pública da candidatura, centrando-se nessa altura das obras a realizar pela autarquia nos largos João de Deus e do Hospital Termal. A intervenção do largo João de Deus teve início em Setembro de 2011, mas entretanto a Câmara teve que mudar o financiamento dessas obras para o programa de Regeneração Urbana por causa de problemas com a candidatura ao Provere.
    “A Associação das Termas de Portugal quando fez a candidatura esqueceu-se que, sendo o Hospital Termal um hospital público, não poderia ser candidatável naquele eixo”, explicou à Gazeta das Caldas o vereador Hugo Oliveira, a 7 de Maio.
    Segundo o autarca, a candidatura para o Hospital Termal teria que ser feita através do Ministério da Saúde. A Câmara pôde concorrer com o seu projecto para as obras, que foi aprovado, o que não aconteceu com o Hospital Termal. Segundo Pedro Maranha (coordenador da estrutura de gestão da EEC), num email enviado a Carlos Sá, o projecto para o Termal teria que estar integrado num programa do QREN para infra-estruturas de saúde, mas nunca foi aberto nenhum concurso que possibilitasse essa candidatura.
    Segundo Hugo Oliveira, não havia nenhuma possibilidade de reformular a candidatura de modo a ser aprovada. “Dentro da Estratégia Colectiva, não era possível haver dinheiro para o Termal. Eu questionei o consórcio sobre isso e disseram-me que não era possível”, adiantou.
    Por outro lado, em Dezembro de 2011, o CHON recebeu uma notificação do Mais Centro a comunicar “o indeferimento da aprovação da candidatura”. O Mais Centro entendeu que, como este não era um projecto âncora da candidatura global, “não reúne condições para ser admitida”.

    Candidatura “caiu” em 2011

    Numa conferência de imprensa em Abril, Carlos Sá, quando questionado pelo nosso jornal sobre este processo, tinha afirmado não saber por que motivo a candidatura não avançou. “O argumento que me foi dado foi que a candidatura não foi enquadrada no âmbito através do qual foi submetido. Mas isso foi anterior à minha vinda para cá”, disse na altura, tendo garantido que nunca esteve envolvido nesse processo.
    Na passada sexta-feira, 10 de Maio, Carlos Sá já admitiu que foi durante o seu mandato à frente do CHON que a candidatura “caiu”. Segundo o responsável, “a admissão e realização das obras estava dependente de um programa de financiamento por parte do Ministério da Saúde”. Carlos Sá salienta que a candidatura nunca foi formalmente aceite e por isso entende que “é irresponsável” alguém afirmar ter havido má gestão por parte do CHO por alegado não aproveitamento desses fundos. “Não utilizámos porque nunca tivemos essa possibilidade”, disse.
    De acordo com Carlos Sá, perante essa resposta, reuniu com os administradores que eram responsáveis por essa área, Miguel Martins e Paco Lamelas, para verificar se havia possibilidade de recorrer a outro programa de fundos comunitários, “mas não havia e continua a não existir”P.A.

    [/shc_shortcode]

  • Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste

    Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste

    Notícias das Caldas Responde à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha
    Por: Carlos Sá

    Escrevo esta carta na sequência de uma moção submetida pelo Partido Socialista, e aprovada pelo Bloco de Esquerda e Coligação Democrática Unitária, na Assembleia Municipal de Caldas da Rainha, pedindo a demissão do Presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Oeste (CHO). Não sendo inéditas as acusações de que tenho sido alvo desde que assumi funções, tomo esta decisão agora porque a argumentação utilizada fere a verdade dos factos, contamina erradamente a opinião pública e atinge igualmente a honra do Presidente do CA do CHO.
    Impõe-se uma declaração de intenções: não estou nas Caldas da Rainha para fazer política, mas sim para gerir o CHO. Sou gestor, sempre trabalhei no sector da saúde, não sou filiado em nenhum partido político e nada tenho contra os que o são. Entendo que sendo a área de saúde especialmente sensível, devem, os que nela trabalham, ter uma atitude digna e ponderada, motivo pelo qual nunca comentei publicamente referências menos abonatórias e falsas que têm sido postas a circular. No entanto, a apresentação e aprovação da referida moção leva-me a alterar excecionalmente a minha postura no sentido de esclarecer e repor a verdade dos factos.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Na moção, fundamenta-se o pedido de demissão do Presidente do CA com base em dois aspectos:
    1- Tentando fazer crer que a actual suspensão da atividade termal, pela Direção-Geral da Saúde, se deve exclusivamente a incúrias cometidas pelo CA nos últimos dois anos;
    2- Má gestão do CA e falta de transparência no processo de reorganização hospitalar que está a decorrer.
    Relativamente à primeira questão, que envolve declarações do Delegado Regional de Saúde, solicitei-lhe que esclarecesse a interpretação que foi feita pelos subscritores da moção, das suas declarações, por entender que seria a pessoa mais indicada para o fazer. Assim passo a transcrever a alegação e a respectiva resposta do Delegado de Saúde, autorizada pelo mesmo:
    Considerando que as palavras atribuídas ao Exmo. Delegado de Saúde das Caldas da Rainha em entrevista à Gazeta das Caldas, especificam que: “nos últimos 2 anos a situação do Hospital Termal e das contaminações microbiológicas têm vindo a agravar-se POR NÃO TEREM SIDO FEITAS AS INTERVENÇÕES QUE SE EXIGIRIAM”; o comentário do mesmo é o seguinte: “ (…) é para esta Autoridade de Saúde claro, aliás como se pode constatar da leitura atenta dessa declaração, que o agravamento dos problemas microbiológicos mais recentes não se deva exclusivamente a uma não intervenção técnica nos últimos dois anos.”
    É afirmado no texto da moção: “…Detectou-se um risco de ordem ambiental elevado de natureza microbiológica não só para os utilizadores mas também para os próprios trabalhadores.”; o comentário do Exmo. Delegado de Saúde é o seguinte: “ … em todos os casos recentes e passados de contaminação microbiológica das águas termais houve sempre lugar à suspensão de todos os tratamentos termais, precisamente por existir risco para os utilizadores e trabalhadores”.
    É ainda afirmado no texto da moção: “… para além das melhorias técnicas necessárias do sistema condutor de água há que definir os procedimentos a adoptar – designadamente no que se refere à desinfecção regular e medidas de manutenção preventiva, permitindo inferir que não têm sido efectuadas medidas adequadas de manutenção preventiva”; o comentário do Exmo. Delegado Saúde é o seguinte: “… Havendo medidas de acção correctiva decorrentes do diagnóstico de situação há que, eventualmente, definir novos procedimentos de desinfecção. Em nenhuma parte da entrevista dada por esta Autoridade de Saúde local ou no documento da notificação do Exmº Delegado de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo, é referido que as medidas até aqui utilizadas pelo Hospital Termal Rainha D. Leonor, Caldas da Rainha, não eram adequadas.”
    Relativamente à segunda questão que justifica a moção aprovada, a alegada má gestão e falta de transparência do CA. Em primeiro lugar gostava de referir quais os princípios defendidos pelo CA e que são: a garantia do acesso e a qualidade dos cuidados de saúde prestados. Tais princípios não são nem podem ser incompatíveis com uma gestão eficiente, na medida em que gerimos dinheiros públicos.
    Nesse sentido refiro resumidamente os resultados obtidos ao nível da evolução dos custos de funcionamento do CHON e da evolução do valor da divida a fornecedores externos, nos anos de 2007 a 2009, e no período de 2010 a 2012, já da minha responsabilidade.
    Assim os custos de funcionamento do CHON, em milhões de euros, cresceram de 55,1 em 2007, para 58,1 em 2008 e 63,9 em 2009. Inverteram essa tendência em 2010, com um valor de 63,7, confirmada em 2011 para 61,4 e consolidada em 2012 com um valor de 50,3 milhões de euros.
    O valor da divida a fornecedores externos em 15 de Agosto de 2010, era de 35,8 milhões de euros, tendo sido reduzida para 5,9 milhões de euros em Dezembro de 2012. Trata-se de uma redução significativa, que garante a sustentabilidade da instituição e que só foi possível porque contou com a colaboração e o esforço de todos os profissionais do Centro Hospitalar.
    Da análise dos investimentos realizados verifica-se que no período de 2007 a Julho de 2010 apenas 19%, repito 19%!, tiveram a ver com o hospital distrital ou com a prestação directa de cuidados de saúde aos doentes. No período de Agosto de 2010 até à atualidade, 90% dos projetos adjudicados tiveram a ver directamente com a prestação de cuidados de saúde aos doentes ou com o hospital distrital.
    Entre 2007 e Julho de 2010 os projetos de maior relevância foram maioritariamente obras sem valor acrescentado para a prestação de cuidados de saúde, tais como a recuperação do coreto, a construção do “céu de vidro”, do parque de estacionamento da parada, calcetamentos, recuperação de escadas no Hospital Termal (espaço ainda hoje fechado), de muros, etc.
    No período de Agosto 2010 até ao momento atual, a estratégia de apenas investir em áreas que visam a melhoria da prestação de cuidados, levou à realização de obras de requalificação da urgência de obstetrícia, da triagem da urgência geral, da requalificação do circuito interno e aquisição de dois ventiladores do bloco operatório. São investimentos menos visíveis, mas que melhoraram significativamente a segurança dos doentes e profissionais. Refira-se ainda o desenvolvimento do pólo de cirurgia de ambulatório no Hospital de Alcobaça e a requalificação do serviço de imagiologia com a aquisição de ecógrafos, mamógrafo e TAC, que pela primeira vez existirá na esfera pública na cidade.
    Quanto às acusações de falta de transparência, uma vez mais a argumentação é feita com base em alegações distorcidas. Os CA por mim liderados foram os únicos a organizar reuniões-gerais abertas a todos os trabalhadores e executivo camarário para apresentar os objectivos e resultados do CHO. Por exemplo em relação ao processo de reorganização em curso, nos últimos cinco meses foram efetuadas 38 reuniões para discutir o tema com todos os serviços do CHO e com dois grupos de trabalho. Um constituído por representantes de profissionais das diversas categorias profissionais do CHO, que consideraram -com exceção de um único elemento- a versão final do documento de reorganização, como “equilibrado e sensato”; e outro, formado por Presidentes de Câmara Municipal, representantes das associações de utentes, corporações de bombeiros e Diretores Executivos dos Agrupamentos de Centros de Saúde.
    Nesta medida, não pode o CA deixar de ficar surpreendido com a acusação de falta de transparência. Ao contrário do que se refere na moção, as medidas a implementar (e que serão tornadas públicas brevemente) têm como único objectivo melhorar a qualidade e o acesso dos doentes à saúde.
    A complexidade dos desafios que o CHO tem pela frente aconselha à existência de condições de tranquilidade. O debate político-partidário é legítimo e necessário, desde que baseado em argumentos verdadeiros e intelectualmente honestos, caso contrário prestar-se-á um mau serviço aos caldenses. Da nossa parte continuamos, como sempre, disponíveis para prestar os esclarecimentos devidos a todos os que o pretendam, desde que assegurado o devido respeito Institucional, algo que neste caso manifestamente faltou para com o CA do CHO.[/shc_shortcode]

  • Duas visões sobre o futuro do Hospital Termal discutidas no CCC

    Duas visões sobre o futuro do Hospital Termal discutidas no CCC

    Por onde passa o futuro do Hospital Termal das Caldas da Rainha? O que devem os caldenses fazer para que não se perca o património com mais de cinco séculos de história? É nas mãos de entidades públicas ou de entidades privadas que o Hospital tem melhores e maiores hipóteses de vingar no futuro?

    Estas algumas das perguntas que estiveram em cima da mesa na sessão organizada pelo PS das Caldas da Rainha e que na tarde do passado sábado, 4 de Maio, juntou cerca de 30 pessoas no CCC. Num encontro onde não foram encontradas soluções espontâneas nem fórmulas mágicas para resolver um problema que se arrasta há décadas, apontaram-se caminhos que podem dar um novo fôlego ao legado de D. Leonor.

    José Luiz de Almeida e Silva, economista e director da Gazeta das Caldas, e Vasco Trancoso, médico e antigo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, foram os dois oradores convidados. E se as leituras de ambos sobre o que se passa com o Hospital Termal são bem diferentes, numa coisa os dois convidados parecem estar de acordo: é preciso relançar o mais antigo hospital do mundo de olhos postos no potencial do Turismo de Saúde e Bem-Estar.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Alargar a oferta e captar novos públicos

    Para José Luiz de Almeida e Silva, “a tradição termal das Caldas da Rainha corre o risco de morrer se não se conseguir adaptar às mudanças”. E é aí que, na sua opinião, reside um dos maiores problemas do Hospital Termal: o tempo passou e não se apostou em serviços capazes de atrair mais clientes, onde a oferta não passa apenas pelo tratamento de diversas maleitas, mas também pela prevenção, num tratamento que aos cuidados com o corpo junta ainda os cuidados com a mente e o espírito. “Pessoas sem grandes maleitas muito dificilmente repetem a experiência de fazerem termas aqui nas Caldas”, disse.

    Recorrendo a um estudo global dedicado ao mercado do bem-estar, o economista salientou que esta é uma área com um potencial de “milhares de milhões de dólares”, grande parte dos quais associados a uma postura de saúde e bem-estar pró-activa. “O investimento nesta área num país como o nosso poderia criar emprego e riqueza”, defendeu.

    Citando um trabalho de 2006 sobre o Hospital Termal, realçou que já então se dizia que “mantendo-se o que existia, dificilmente caminharíamos noutro sentido que não a decadência”.

    O que fazer, então, para contrair o declínio? Para já, há que estudar, compreender, trabalhar o sector. Transformar o conhecimento científico sobre as virtudes e especificidades das águas termais em conhecimento acessível e atraente para futuros clientes.

    Depois, formar massa crítica, captar investidores, trabalhar em rede e procurar novos mercados. Neste contexto, José Luiz de Almeida e Silva acredita que a criação de um centro de talassoterapia na Foz do Arelho seria também uma mais-valia para a projecção do Hospital Termal.

    Por outro lado, “o que as termas não precisam é de pavões”. Há, por isso, que deixar os egos de lado, perceber que “na imensidão dos problemas que a Administração Central tem que resolver no país, o Hospital Termal é uma ninharia”, e não esperar que a solução venha do governo.

    A importância histórica e o cuidado aos pobres

    Para Vasco Trancoso, o grande culpado da situação que se verifica actualmente no Hospital Termal é o Ministério da Saúde e a sua “postura cega e surda perante as potencialidades do termalismo caldense”.

    Em tempos de crise, o médico gastroenterologista diz que há que fazer contas “tendo em atenção a importância identitária de espírito de lugar e todas as restantes mais-valias inerentes à estância termal das Caldas da Rainha, bem como a importância para o desenvolvimento económico e social na estratégia concelhia”.

    Para o especialista, é preciso apostar na antiguidade das águas termais, na sua mais-valia em relação às águas sem propriedades terapêuticas que são utilizadas em diversas estâncias e centros de bem-estar, na origem do hospital, vocacionado para os pobres. E uma vez que o Ministério da Saúde “há tempos que se quer ver livre o mais depressa possível do Hospital Termal” e “não foi sensível à importância de investir num recurso singular a nível mundial com possibilidades de ajudar a diminuir os gastos em saúde e em alavancar a economia”, o que o antigo administrador hospitalar propõe é “que os caldenses assumam com as próprias mãos o relançamento do seu termalismo”.

    Vasco Trancoso exorta ao consenso entre todas as entidades e forças vivas da cidade, bem como de individualidades com conhecimento sobre a matéria, “de modo a se construir uma base, o mais alargada possível, acerca dos valores essenciais sobre os quais se deverá reerguer o termalismo e respectivo património”.

    Depois de composta uma nova Carta de Compromisso que definisse as linhas orientadoras do termalismo local, deverá ser feito um estudo de mercado e de viabilidade económica, para reduzir os riscos de falhanço da solução que vier a ser adoptada. “Se todos os que sentem as Caldas e o Hospital Termal no coração, puserem de lado preconceitos individuais ou colectivos e divergências face à actual situação, bem como maniqueísmos partidários, e se ganhássemos no âmbito do termalismo um sentido de colectivo, então a estância termal das Caldas da Rainha poderá voar, como entidade autónoma, com as suas próprias asas, no futuro”, disse.

    Críticas à administração e à autarquia

    Na sessão promovida pelo PS ouviram-se ainda duras críticas à actual administração hospitalar com a líder da concelhia do partido, Catarina Paramos, a reclamar mais uma vez a demissão do presidente do Conselho de Administração do CHO, Carlos Sá. “Tão grave como termos o Hospital Termal fechado é termos uma administração que não faz o que é preciso para manter o hospital aberto”, acusou.

    Manuel Isaac, deputado eleito à Assembleia da República pelo CDS-PP, defendeu que “pedir a cabeça dos outros é branquear a culpa da Câmara” na situação. O deputado centrista voltou a defender que o Hospital Termal se mantenha no Serviço Nacional de Saúde, mas com gestão privada.

    O Hospital Termal volta a ser debatido numa iniciativa do PS marcada para o próximo dia 18. Confirmada está já a presença do historiador João Bonifácio Serra na sessão. J.F.

    Carlos Sá desmente presença em debate

    O presidente do Centro Hospitalar do Oeste, Carlos Sá, desmentiu que a sua presença estava confirmada no debate que irá ter lugar esta noite, 10 de Maio, nos Pimpões, ao contrário do que tinha sido anunciado pela organização.

    Esta, constituída pelos promotores do abaixo-assinado contra a privatização do Hospital Termal (que em 2008 reuniu cerca de 4.000 assinaturas), disse à Gazeta das Caldas ter ficado surpreendida por este desmentido.

    Vítor Dinis afirmou que até ao início do debate vai continuar com a expectativa de que Carlos Sá “terá o bom senso de comparecer” e só irá reagir se este não estiver presente. “O senhor presidente recebeu-nos numa reunião onde se predispôs a colaborar no debate, tendo indicado até mais duas pessoas, que foram a Dra. Conceição Camacho e o Dr. Luís Pisco”, revelou, acrescentando que acabou por convidar ambas para poder garantir a presença de Carlos Sá.

    Num comunicado enviado à nossa redacção, Carlos Sá afirmou que nunca confirmou a sua participação neste debate.

    O administrador entende que a colocação do seu nome nos cartazes de divulgação do evento é “abusiva e lamentável”, tendo pedido à organização que rectificasse o material de promoção do debate.

    Contactado pela Gazeta das Caldas, Carlos Sá não quis prestar mais declarações sobre o sucedido.

    Mas não é só o administrador do CHO que vai faltar ao anunciado debate pois também Conceição Camacho, (directora clínica do Hospital Termal) e Luís Pisco (vice-presidente do Conselho Directivo da ARS de Lisboa e Vale do Tejo) acabaram por não aceitar.

    Noutro comunicado enviado pelo CHO, a responsável pelo Serviço de Hidrologia do Hospital Termal, Conceição Camacho, explicou que declinou o convite por estar ausente neste dia por motivos de assistência de saúde a um familiar. Terá dito à organização que só poderia participar se fosse alterada a data da intervenção médica ao seu familiar, o que não veio a acontecer.

    Até à data continua confirmada a presença do ex-vereador Jorge Mangorrinha, do ex-administrador termal João Almeida Dias e do arquitecto paisagístico João Caldeira Cabral.

    Segundo Vítor Dinis, da organização, o objectivo de mais um debate sobre o Hospital Termal é abordar as questões técnicas e políticas, para que as pessoas fiquem mais esclarecidas. “Houve muitas pessoas que nos contactaram para tentar perceber o porquê do encerramento das termas, as razões para o aparecimento da bactéria e quais as suas consequências para a saúde humana, entre outras questões”, explicou. P.A.

    [/shc_shortcode]

     

  • Tinta Ferreira avança com propostas sobre a economia e o turismo nas Caldas da Rainha

    Tinta Ferreira avança com propostas sobre a economia e o turismo nas Caldas da Rainha

    Notícias das Caldas A Feira da Fruta e Horticultura poderá voltar para o Parque D. Carlos I. Esse é o desejo do candidato pelo PSD, Tinta Ferreira, caso seja eleito presidente da Câmara nas próximas autárquicas.

    A proposta foi avançada no jantar-debate sobre economia local, turismo e emprego, que decorreu no passado dia 3 de Maio, no Inatel da Foz do Arelho. No evento, que reuniu cerca de 200 pessoas, o candidato apresentou as linhas mestras do seu projecto económico para o concelho que assenta em seis pilares estruturantes: Emprego, Turismo, Comércio, Agricultura, Indústria, Urbanismo e Território.

    Para isso, Tinta Ferreira deixou ainda como propostas, a promoção de um eco resort em Salir do Porto e a aposta nos desportos náuticos na Foz do Arelho.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    O candidato defendeu o auxílio à economia e às empresas do concelho, a recuperação do Hospital Termal e do termalismo, a promoção do turismo de saúde e do turismo sénior e a defesa da Linha do Oeste.

    No que respeita à Foz do Arelho, Tinta Ferreira defendeu a requalificação da frente lagunar e marítima, reabilitando todo o espaço entre a Avenida do Mar e a zona do Cais, das mini-docas e do antigo parque de campismo, onde vislumbra a possibilidade de instalação de um eco resort.

    Importante, na sua opinião, será também potenciar a criação e comercialização de bivalves na Lagoa, criando condições para a instalação de centros de depuração, processamento e comercialização destes moluscos.

    O candidato quer também aumentar a pressão junto do Governo para a concretização da segunda fase do desassoreamento da Lagoa de Óbidos e colaborar, posteriormente, numa intervenção permanente. Por outro lado, quer trabalhar em parceria com os concelhos vizinhos para uma maior divulgação internacional das potencialidades turísticas do concelho e da região.

    Combate aos graffitis não artísticos

    Ao nível da cidade, Tinta Ferreira promete um combate aos graffitis não artísticos, envolvendo a juventude e promovendo a limpeza dos edifícios afectados. Quer também incentivar os proprietários a fazê-lo, colaborando a autarquia no apoio à aquisição de tintas e produtos de limpeza com custos controlados, em parceria com empresas do ramo.

    A limpeza da cidade, assunto que tem merecido frequentes reparos na Assembleia Municipal, também está no rol de preocupações. O actual vice-presidente da Câmara pretende melhorá-la com serviços de aspiração de lixos e poeiras e o aumento das lavagens de pavimentos nas zonas comerciais e praças pedonais.

    Para o centro urbano, Tinta Ferreira propõe também uma aposta na reabilitação, aproveitando as verbas do novo quadro comunitário de apoio, promovendo a recuperação de edifícios e património degradados.

    O alargamento das áreas de circulação do Toma e da rede de transportes urbanos, também foi sugerida, assim como um maior apoio ao comercio tradicional, aumento das áreas de estacionamento e reforço da sinalética e toponímia.

    No que respeita à indústria, Tinta Ferreira defende uma modernização e expansão do parque empresarial, com especial enfoque em indústrias limpas e de base tecnológica, apostando ainda na inovação e competitividade. Espera também liderar um processo de conjugação de energias com a Molde, a Bordalo Pinheiro, a ESAD e o Cencal para contribuir para o ressurgimento da industria cerâmica, à semelhança do que já aconteceu em Portugal com o têxtil e o calçado.

    Os presentes, na sua maioria empresários, também deixaram algumas sugestões, como a criação de um local adequado para a paragem de autocarros de turismo, apoios à natalidade, melhoria dos acessos à cidade, apoio ao Mercado de Santana, entre outras.

    Esta foi a primeira de três iniciativas que Tinta Ferreira irá realizar até Junho e que irão incidir sobre as várias áreas do seu programa eleitoral. A Saúde e Termalismo serão o próximo tema em discussão. F.F.

    [/shc_shortcode]

     

  • Contas de Óbidos aprovadas pelo PSD com votos contra do PS e da CDU

    Contas de Óbidos aprovadas pelo PSD com votos contra do PS e da CDU

    As contas de Óbidos relativas a 2012 foram aprovadas pela maioria social democrata, com os votos contra da oposição PS e CDU, na Assembleia Municipal de 29 de Abril, que se realizou no complexo escolar do Furadouro (Olho Marinho).

    Esta autarquia terminou o ano com um resultado negativo de 2,9 milhões de euros. No entanto, de acordo com o documento apresentado, este resultado “não reflecte a capacidade financeira do município”, cujo cash flow [fluxo de caixa] positivo se traduz em 387,3 mil euros.

    Para o resultado negativo contribuiu a diminuição de proveitos registados no ano, como foi o caso da redução de 7,8 milhões de euros no montante a receber no âmbito da emissão de licença de construção e compensações do empreendimento turístico da Falésia D’El Rey, cujo “recebimento é deferido por quatro exercícios”.

    Já a receita total, no valor de quase 16 milhões de euros, mantém-se nos valores próximos do ano de 2011. A dívida de curto prazo, no valor de 4,7 milhões de euros, foi reduzida em 28% relativamente ao ano de 2011, sem recurso ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), ou a qualquer endividamento de outro tipo.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    “Contrariando a tendência nacional de redução efectiva da receita, o município de Óbidos consegue manter uma performance ao nível da estabilização da sua receita e, ao mesmo tempo, contrair a sua despesa corrente, resultando a partir desta estratégia um superavit de 1,4 milhões de euros”, explicou o vereador Humberto Marques.

    O responsável deu também nota da redução da dívida de 4,5 milhões de euros, entre 2009 e 2012, que se traduz numa redução próxima dos 50%.

    De acordo com o executivo, as contas apresentadas conseguem espelhar “uma grande solidez financeira”, sendo que a dívida de médio e longo prazo, no valor de 6,3 milhões de euros, representa apenas 5,7% da dívida total. Os dados apresentados mostram ainda que a liquidez geral é de 227% e a solvabilidade está acima dos 250%.

    “Em 2013 era suposto o município não ter dívidas”

     

    A oposição socialista às contas do executivo foi feita pelo deputado Luís Carvalho, que acusou os orçamentos do executivo de falta de realismo e recordou várias promessas que ficaram por cumprir, sobretudo em projectos estruturantes do concelho. O deputado leu um documento onde mostra o resultado negativo de 2012, com um prejuízo de 2,9 milhões de euros.

    “A Óbidos têm assim valido receitas extraordinárias, que irão acabar em breve, e que foram comprometidas em 12 anos de má gestão financeira”, disse Luís Carvalho.

    O deputado fez um balanço dos três mandatos do PSD e considera que “muitas das promessas feitas pelo PSD para Óbidos não passam de uma miragem, uma miragem eleitoral que valeu sucessivas maiorias”. Não se limitando a olhar para os números das finanças municipais, disse que mais negativo foi terem gasto muito dinheiro e não terem cumprido as promessas feitas à população. Luís Carvalho enumerou uma dezena de projectos que não se concretizaram, entre eles, a candidatura de Óbidos a Património da Humanidade, a despoluição da Lagoa de Óbidos, a criação do Museu das Guerras Peninsulares, a plantação de um parque florestal no Bom Sucesso, ou o pleno funcionamento do Parque Tecnológico e do sistema de regadio da barragem do Arnóia.

    “Em 2013 era suposto o município não ter dívidas, mas tem, e muitas”, realçou o deputado socialista, especificando que endividamento municipal de médio e longo prazo em 2013 “é quatro vezes superior ao que se registava em 2007”.

    Por outro lado, a diminuição da dívida a curto prazo não o satisfaz, pois considera que esta foi convertida em dívida de longo prazo e vai onerar o concelho e os obidenses até 2026.

    Referindo-se ao desemprego, Luís Carvalho disse que em quatro anos a taxa de desemprego aumentou 50%, sendo mesmo o maior aumento da região Oeste e o segundo maior do distrito de Leiria. “Fruto de uma má gestão de recursos humanos o município de Óbidos é hoje o maior “desempregador” do concelho”, acusou.

    O deputado socialista louvou a opção do executivo PSD em ter controlado as despesas, impedindo um desastre financeiro mais acentuado.

    Para Luís Carvalho, os próximos anos não permitirão investimentos, mas serão anos de uma política de contenção de despesas correntes e racionalização da receita, ponderando seriamente as prioridades futuras.

    Luís Carvalho lembrou ainda que há já um ano os socialistas denunciaram uma “estratégia matreira para, através da contabilidade criativa, se enganarem mais uma vez os cidadãos de Óbidos, dando a entender que a saúde financeira do município se recomendava”. Uma situação, que consideram, se veio a agravar e que já “obrigou a um resgate financeiro através do recurso ao PAEL”.

     

    Estádio de futebol versus escolas

    O presidente da Câmara, Telmo Faria, justificou que algumas opções do município tiveram que ser alteradas, fruto da conjuntura económica que o país atravessa. “Tentamos que as pessoas possam não sentir tanto estes anos de profunda crise”, disse, justificando uma prioridade no desenvolvimento de iniciativas de carácter social e de apoio à população.

    Dirigindo-se à bancada do PS, o autarca lembrou que “o último grande empréstimo da Câmara socialista [presidida por Pereira Júnior] foi para fazer um estádio de futebol, não foi para fazer escolas”, acrescentando que muito do passivo da Câmara foi herdado desse executivo.

    Também o deputado social democrata, José Luís Silveira Botelho, destacou que a “dívida está sustentadíssima nos créditos que o município tem”, chamando a atenção que este possui um património estimado em 100 milhões de euros.

    A intervenção do presidente da Câmara suscitou criticas na bancada socialista, que o acusou de já estar a fazer campanha eleitoral e a pedir-lhe alguma contenção nas promessas que faz. “Custa-me muito ouvir nas suas intervenções que o que estava para trás de si era o nada”, protestou Cristina Rodrigues (PS), não deixando de reconhecer o bom trabalho feito por Pereira Júnior, especialmente ao nível das infra-estruturas básicas.

    Por seu lado, Telmo Faria, acusou o PS de não querer perceber as contas apresentadas e disse não aceitar que digam que “estamos a enganar as pessoas”.

    Falta de médicos preocupa deputados

    A falta de médico de família na extensão de saúde de A-dos-Negros também foi um dos temas abordado na reunião, pelo PS, que quis saber que diligências é que a Câmara já fez para tentar resolver a situação.

    De acordo com o presidente da Câmara, a possibilidade de não haver serviços de saúde em A-dos-Negros “surgiu como uma bomba” pois está em conclusão um edifício novo, multiusos, para acolher a extensão de saúde, que agora funciona num primeiro andar e com difícil acesso, sobretudo para a população idosa.

    O executivo já reuniu com responsáveis da ARS de Lisboa de Vale do Tejo e disponibilizou-se a comparticipar no vencimento do médico, garantindo assim a continuidade de assistência naquela freguesia a 1500 pessoas que agora ficaram sem médico de família.

    “Não podemos assistir à deterioração da condição social e da assistência pública às pessoas que vivem nas aldeias”, disse o autarca social-democrata. F.F.

    [/shc_shortcode]

  • Câmara de Alcobaça reduz dívida a curto prazo em sete milhões de euros

    A Câmara de Alcobaça fechou o ano de 2012 com um resultado líquido positivo de 4,2 milhões de euros. Mas nas contas do município, o destaque vai para a redução da dívida a curto prazo de 12 milhões (2011) para 5 milhões. Uma descida que o presidente da Câmara diz ser “absolutamente extraordinária”.

    As contas da autarquia, analisadas na Assembleia Municipal de 29 de Abril, foram ajudadas pelos 4,3 milhões de euros do Programa de Apoio à Economia Local, que permitiu o pagamento de dívidas a fornecedores vencidas há mais de 90 dias. Uma ajuda que permite a Paulo Inácio apontar para este mês de Maio uma nova descida da dívida a curto prazo para os 2 a 3 milhões de euros. Uma “tarefa ciclópica que durou três anos”, aponta o autarca, acrescentando que “há muito tempo que não se via isto” e salientando o pagamento de dívidas a fornecedores como “uma forma de ajudar a nossa economia”.

    Já no que diz respeito à dívida a médio e longo prazo, o valor sobe para os 12 milhões de euros (um valor superior aos 10,7 milhões de euros registados no final de 2011). Neste valor insere-se já a primeira tranche do PAEL, de 3,1 milhões de euros, pelo que Paulo Inácio salienta a amortização de 1,7 milhões de euros nesta dívida, mesmo “num contexto de diminuição de receita”. O autarca sublinhou ainda a margem de 8 milhões de euros de que o município dispõe face aos limites de endividamento.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Das contas da autarquia ressalta ainda o resultado líquido de 4,2 milhões de euros, uma redução de 700 mil euros nos custos com recursos humanos (que atingem os 6,2 milhões de euros), e a redução de 338 funcionários para 322.

    Ao longo das 240 páginas que compõem o relatório de gestão e prestação de contas da autarquia, destaque ainda para um total de 34,5 milhões de euros de despesas e 34,9 milhões de euros de receita. Já na sessão de 29 de Abril, o autarca referiu-se à diminuição da dívida como “um pequeno milagre que é um esforço não apenas deste executivo, mas de todo o Município” e que resulta de “um trabalho permanente”.

    As bancadas da oposição reconhecem a melhoria nas contas da autarquia, mas recusaram-se a votar favoravelmente o documento. César Santos, do PS, salientou que “entrou mais dinheiro nos cofres da autarquia em 2012 do que em 2011 por causa do PAEL” e que, por isso mesmo, “não se têm feito omoletas sem ovos pois os ovos até estão um pouco maiores e a omoleta tem deixado a desejar”. O deputado referiu-se ainda à baixa taxa de execução relativamente ao que estava previsto no Plano Plurianual de Investimentos.

    A baixa taxa de execução e o “buraco dos centros escolares” motivou também o voto contra da bancada da CDU.

    Numa sessão que não contou com a presença dos membros eleitos pelo BE e CDS-PP, as contas da Câmara Municipal passaram com 22 votos a favor, seis contra (PS e CDU) e uma abstenção (do presidente, independente, da Junta de Freguesia da Vestiaria). J.F.

    [/shc_shortcode]

  • Artistas caldenses no concerto de 14 de Maio

    Artistas caldenses no concerto de 14 de Maio

    Notícias das Caldas Este ano o tradicional concerto de 14 de Maio será protagonizado pelos artistas caldenses Adelaide Ferreira, Rebeca, Fernanda Paulo, JC, Paulo Seixas e Carlos Caldas. A primeira parte do espectáculo será assegurada pela banda caldense Imaginary Friends. À meia noite haverá o tradicional fogo de artifício.

    O vereador Hugo Oliveira disse que este ano a Câmara optou por dar relevo aos artistas caldenses em vez de convidar um artista ou banda, como tem acontecido nos outros anos.

    O concerto vai custar 17.500 euros.

    Este ano a medalha de mérito da cidade será atribuída à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche. Serão contemplados com medalhas Armando Jacinto (título póstumo), António Marques, António Saloio, Carlos Proença, Equipa da VMER, Hermínio Maçãs, Fernanda Paulo, Leonel Cardoso, Luís de Barros, Manuela Vieira Pereira (título póstumo), Maria João Domingos, Natália Correia Guedes, Oliveiros Oliveira (DJ Ride), Rodrigo Batista e Vítor Ferreira.

    Serão também homenageadas a Associação Cultural e Desportiva Relvense, a Associação Recreativa e Desportiva dos Chãos e a Associação Cultural e Desportiva da Laranjeira e Vale Serrão. F.F.

  • Nascidos a 15 de Maio

    Nascidos a 15 de Maio

    Notícias das CaldasGazeta da Caldas falou com alguns caldenses que nasceram no Dia da Cidade e que, graças a essa coincidência, festejam o seu aniversário no dia em que é feriado nas Caldas da Rainha.

    O nosso jornal convidou-os a escolher o local da cidade onde preferiram ser fotografados e procurou saber um pouco da sua história.

    Os contactos foram feitos em resposta ao apelo que o nosso jornal publicou nas suas páginas e também na edição electrónica e no Facebook. Isso explica que a maioria seja jovem porque estão mais próximos das redes sociais. Gazeta das Caldas lamenta não ter podido responder a todos os contactos e agradece o interesse demonstrado.

    SUPLEMENTO 15 MAIO11

  • Vinho biológico de Alvorninha ganha medalha de ouro em concurso internacional

    Vinho biológico de Alvorninha ganha medalha de ouro em concurso internacional

    O Humus Reserva 2010, composto pelas castas Syrah e Tinta Barroca e produzido na Quinta do Paço, em Alvorninha, obteve uma medalha de ouro no Millesime Bio, o maior concurso mundial de vinhos biológicos que decorre.

    O Humus Reserva 2010, composto pelas castas Syrah e Tinta Barroca e produzido na Quinta do Paço, em Alvorninha, obteve uma medalha de ouro no Millesime Bio, o maior concurso mundial de vinhos biológicos que decorre anualmente em Montpellier (França).Naquele concurso estiveram em competição 1070 vinhos biológicos provenientes de África do Sul, Alemanha, Áustria, Chile, Egipto, Espanha, Itália, Estados Unidos e Portugal. Deste último só a Quinta do Paço e a Casa Morais (região do Dão) obtiveram uma medalha de ouro.O júri do concurso atribuiu este galardão ao vinho caldense numa prova cega, o que só aumenta o mérito do prémio obtido, uma vez que os seus membros (escanções, enólogos, jornalistas especializados, empresários do sector) não sabem a proveniência da amostra que estão a provar.A colheita anterior deste vinho – Húmus Reserva 2009 – também já obtivera um prémio, desta vez um bronze no International Wine Challenge em Londres e uma prata no alemão Mundus Vini.A aposta da Quinta do Paço no vinho biológico data de 2007, altura em que começaram a reconverter os dez hectares de vinha para produzir este género. [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Rodrigo Filipe, 35 anos, que gere este negócio familiar com os seus pais, disse à Gazeta das Caldas que esta decisão foi tomada “por uma questão de convicção” nos valores ambientais e porque acredita que é possível obter-se sucesso comercial a fazer este tipo de vinho.O vinho bio caracteriza-se por não usar químicos na sua produção. “Até há pouco tempo a principal diferença deste tipo de vinho era nos cuidados a ter na vinha, mas agora já há legislação que inclui também os cuidados a ter na própria adega”, explicou o jovem agricultor.Ainda assim, o mais importante é que as vinhas não são pulverizadas com herbicidas e utiliza-se estrume em vez de adubo para as adubar.Dos dez hectares que a Quinta do Paço tem afectos à produção de vinho bio só cinco estão ainda em pleno, mas o objectivo é aumentar a área cultivável. A quinta possui ainda mais dez hectares onde produz pêras e maçãs biológicas.O Humus Reserva 2010 pode ser comprado na própria quinta (10 euros por garrafa), em Alvorninha, e está à venda também em algumas garrafeiras em Lisboa, incluindo a do El Corte Inglês. C.C.[/shc_shortcode]

  • CTT preparam mudanças nas estações de Alfeizerão e São Martinho

    CTT preparam mudanças nas estações de Alfeizerão e São Martinho

    Notícias das CaldasNuma ofensiva que decorre em todo o país, os Correios pretendem fechar as estações de Alfeizerão e S. Martinho do Porto, substituindo-as por postos concessionados a privados ou às juntas de freguesia e com os quais garantem que asseguram os mesmos serviços.

    As populações e autarcas já deram sinais de discordância.

    Em contrapartida, o governo já anunciou que pretende privatizar os CTT até ao fim do ano.

    Está confirmada por parte dos CTT a transferência dos serviços prestados pelas estações de Correio de Alfeizerão e São Martinho do Porto para dois novos postos a criar nestas duas freguesias. Ainda não se sabe quando e em que moldes a mudança se vai efectuar, mas, de acordo com os Correios, em resposta a perguntas da Gazeta das Caldas, “uma vez que o serviço continuará a ser prestado em balcões dos correios nas mesmas freguesias, os CTT estimam que o impacto da transferência para a população será nulo”.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Em causa está a significativa perda de clientes por parte das duas estações pois, segundo dizem, “entre 2007 e 2011, a Estação de Correio de Alfeizerão perdeu 21,7% dos seus clientes e a Estação de Correio de São Martinho do Porto perdeu 13,8%”. A empresa assegura que com as mudanças previstas para breve fica garantido o acesso dos clientes ao serviço.

    A empresa diz ainda que os postos de correio serão explorados por um parceiro – que pode ser um particular ou a própria junta de freguesia – que para tal recebe formação especializada. Por isso, “esta transferência em nada afecta a normal distribuição feita pelos carteiros, que continua a ser garantida todos os dias, nos mesmos moldes, com os mesmos giros e pelos mesmos profissionais”, dizem.

    Os CTT dizem ainda que os postos de trabalho ficam garantidos “uma vez que os trabalhadores colocados em Alfeizerão e São Martinho do Porto continuarão a exercer a sua actividade noutras Estações de Correio”.

    Apesar de a empresa apresentar esta transferência como uma mudança ponderada e onde fica garantido o acesso dos clientes ao serviço, o mais provável é que durante as próximas semanas os ânimos se exaltem nas duas freguesias. É isto que tem acontecido todos os anos em várias localidades da região, como Santa Catarina (Caldas da Rainha) ou Valado dos Frades (Nazaré), onde há muito tempo os CTT tentam transferir os serviços das estações para postos de correio.

    O PCP de Alcobaça já reagiu e em comunicado apela às populações para que lutem contra o encerramento das estações. Os comunistas comprometem-se a lutar pela “defesa do serviço público postal e pela manutenção dos CTT como empresa pública”.

    A concretizar-se a transferência em Alfeizerão e São Martinho do Porto, o concelho de Alcobaça passará a ser servido por três estações de correio, 12 postos, oito pontos de venda de selos e 20 agentes Payshop. Na cidade de Alcobaça houve já mudanças no início deste mês de Maio, com o serviço que era prestado na estação de correio de Gafa a passar para a Estação de Correio junto ao Mosteiro, o que já está a suscitar contestação por parte dos populares. J.F.

    [/shc_shortcode]

  • Assembleia Municipal vota demissão  de Carlos Sá

    Assembleia Municipal vota demissão de Carlos Sá

    A Assembleia Municipal pede a “urgente demissão” do presidente do Conselho de Administração do CHO, Carlos Sá, de modo a não se prolongar uma situação que consideram “contrária ao interesse público e local”.

    A moção, apresentada pelo PS na passada terça-feira, foi aprovada com nove votos a favor, quatro votos contra e 15 abstenções e vai ser entregue ao ministro da Saúde.

    No documento é apontado a Carlos Sá “falta de transparência durante as reuniões de trabalho e má gestão do processo de reorganização hospitalar do Oeste”. A “incompetência” de Carlos Sá é lesiva da saúde dos utentes do Hospital Distrital das Caldas e responsável pelo “aniquilamento prolongado” do Hospital Termal.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    A Câmara das Caldas desistiu da ideia de cancelar as Festas da Cidade por causa do Hospital Termal estar encerrado, mas a comissão “Juntos Pelo Nosso Hospital” organizou para a tarde de 15 de Maio uma manifestação onde serão largados balões negros em forma de protesto.

    Depois de uma reunião com o secretário da Saúde, Manuel Teixeira, a 2 de Maio, Fernando Costa entendeu que era uma boa notícia o governo ter aceitado que a Câmara pague as obras necessárias para a reabertura do Hospital Termal. Razão suficiente para que toda a indignação expressa pelo PSD na reunião da Assembleia Municipal de 30 de Abril, em que apresentaram uma moção a exigir a demissão do presidente da ARS-LVT, desaparecesse e fosse cancelado o “luto” anunciado para as Festas da Cidade.

    Outra opinião tem a Comissão de Utentes que quer mobilizar a população das Caldas em torno do futuro do Hospital Termal. Os manifestantes são convidados a empunhar cartazes defendendo a continuidade de funcionamento do Hospital Termal, o relançamento do termalismo e a preservação do património histórico da cidade, do parque e da mata.

    A manifestação está marcada para as 16h00, com concentração na praça 5 de Outubro seguindo-se desfile até ao Largo da Copa onde irão encontrar as individualidades que tiverem optado por seguir o tradicional percurso das Festas da Cidade com a cerimónia no Hospital Termal.

    Hospital Termal: Câmara regozija-se e Comissão de Utentes manifesta-se

    O presidente da Câmara das Caldas saiu satisfeito da reunião, no passado dia 2 de Maio, com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, o presidente da ARS-LVT, Luís Cunha Ribeiro, e o Delegado Regional de Saúde, António Tavares, depois do governo ter aceite a disponibilidade da autarquia em pagar o diagnóstico pedido pelas autoridades de saúde ao sistema de adução e canalização do Hospital Termal e das obras necessárias para a sua reabertura.

    “Perante a insuficiência de meios do Ministério da Saúde, será a Câmara a custear essas obras, que deverão avançar o mais urgentemente possível”, revelou Fernando Costa à Gazeta das Caldas. Na semana anterior o edil caldense já tinha anunciado na Assembleia Municipal a disponibilidade da Câmara em avançar com a verba necessária.

    “O diagnóstico tem que ser feito quanto antes e depois serão feitas as obras necessárias”, disse ainda Fernando Costa.

    Num comunicado conjunto da Câmara e do Centro Hospitalar do Oeste foi anunciado que o “rigoroso levantamento prévio” para apurar as obras necessárias será efectuado sob orientação destas duas entidades.

    Ao contrário do que tinha sido anunciado por Fernando Costa, na reunião não estiveram presentes os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal das Caldas, mas apenas representantes da coligação do governo pois o edil foi acompanhado pelo presidente da Assembleia, Luís Ribeiro, e pelo deputado do CDS/PP, Manuel Isaac.

    No final de Abril o CHO recebeu uma notificação do delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo a informar que os tratamentos de hidrobalneoterapia só poderão ser reactivados depois de ser feito um diagnóstico sobre os problemas das termas e as suas causas, e realizadas as obras de correcção necessárias.

    A notificação não tinha sido divulgada publicamente e o grupo parlamentar do BE fez um requerimento ao governo para o obter, mas na reunião com o presidente da Câmara foi entregue uma cópia do documento. A notificação foi fotocopiada e entregue aos deputados municipais que participaram numa reunião realizada no mesmo dia, com o presidente da Assembleia, na Câmara das Caldas.

    Entretanto, a Câmara continua a aguardar o protocolo conjunto para a cedência da gestão do Hospital Termal e do seu património, incluindo o Parque D. Carlos I e a Mata Rainha D. Leonor. Segundo o autarca, esse protocolo seria enviado ainda durante esta semana.

    Ambos os assuntos foram discutidos na reunião da Assembleia Municipal desta terça-feira, 7 de Maio.

    Manifestação a 15 de Maio pelo Hospital Termal

    Ao contrário do que chegou a ser previsto, a Câmara entendeu que deveria avançar com as comemorações do Dia da Cidade e no anúncio enviado para os jornais locais refere não só o concerto de 14 de Maio, mas também a homenagem à Rainha D. Leonor e a tradicional sessão no salão nobre do Hospital Termal.

    A Comissão de Utentes “Juntos Pelo Nosso Hospital” é que tem outra opinião e convocou para 15 de Maio, às 16h00 na praça 5 de Outubro, uma manifestação “contra o encerramento indefinido do Hospital Termal”. O protesto seguirá em marcha até ao largo do Hospital Termal, onde será feita uma largada de balões negros, à mesma hora em que as individualidades locais estarão na cerimónia oficinal no interior daquela unidade de saúde.

    Os manifestantes são convidados a empunhar cartazes defendendo a continuidade de funcionamento do Hospital Termal, a procura rápida de soluções para o Hospital e para o relançamento do Termalismo, assim como a preservação do património histórico da Cidade, do Parque e da Mata. A sugestão é que todos usem roupa preta.

    Em comunicado, referem que consideram “absolutamente inaceitável que os responsáveis pela gestão danosa do Hospital Termal nos últimos quatro anos sejam agora aqueles que exercem uma chantagem inadmissível sobre as Caldas da Rainha para que aceite os termos da sua cedência precária por um prazo de 25 anos”.

    A comissão defende que o futuro do Hospital Termal deve passar por uma solução aberta, participada e sustentada nas responsabilidades partilhadas pelas autoridades democraticamente eleitas, tendo como objectivo a sua valorização e requalificação, assim como de todo o seu património.

    Para Jaime Neto, porta-voz da comissão, “é fundamental saber o que é que se vai fazer no primeiro, no segundo e no terceiro ano, pelo menos, com um plano para a construção de um projecto de valorização e requalificação para os próximos oito anos”.

    Na sua opinião, é também necessário perspectivar o lançamento da oferta de outros serviços termais, que não sejam apenas para pessoas doentes e a necessitar de tratamento: termas de lazer, concessão de espaços para uma unidade hoteleira, parcerias com outras instituições de saúde e bem-estar.

    O arquitecto entende que “não podemos continuar a aceitar esta navegação à vista, sem rumo definido”. P.A.

    [/shc_shortcode]

  • Programa das Festas da Cidade

    Programa das Festas da Cidade

    Notícias das Caldas 14 de Maio
    22h00 – Concerto com artistas caldenses
    24h00 – Espectáculo de fogo de artifício – Praça 25 de Abril
    15 de Maio
    10h00 – Missa na Igreja de Nossa Senhora do Pópulo
    11h00 – Inauguração da Requalificação da Avenida da Independência Nacional
    11h30 – Sessão solene de entrega de medalhas de mérito municipal no CCC
    15h00 – Homenagem à Rainha D. Leonor
    15h30 – Sessão no Hospital Termal
    16h30 – Assinatura do Protocolo de geminação com Figueiró dos Vinhos no Espaço Concas
    Inauguração da exposição Figueiró dos Vinhos “Locais e referências”, pintura e desenho da pintora Concas
    17h00 – Inauguração da exposição Albuquerque Mendes no Museu Barata Feyo
    18h00 – Lançamento da primeira pedra da creche, centro de dia e serviço de apoio domiciliário de S. Gregório.
  • ontem & hoje

    ontem & hoje

    Nasci no inicio da segunda metade do século passado bem próximo do local retratado pelas imagens que hoje encimam este testemunho. As minhas recordações são posteriores à demolição do edifício do fundo da Praça da Maria Pia, chamada da República depois da queda da Monarquia em 1910, mas mais comummente conhecida pelos caldenses como Praça da Fruta.

    O edifício da Associação Comercial e Industrial haveria de desaparecer nos primeiros anos do século XX, para dar lugar ao edifício do Chiado integrado na rede de lojas criada a partir da baixa lisboeta. Recordo-me do interior dos armazéns do Chiado caldenses, que deram lugar hoje a uma agencia bancária, depois de uma recuperação bem sucedida (o que não foi muito corrente naquela parte da cidade histórica).

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Havia balcões espaçosos de todos os lados, com prateleiras onde se arrumavam os tecidos para serem vendidos aos alfaiates e modistas, que moldavam os fatos na ausência ainda do pronto-a-vestir. Este só chegaria nos anos 60, passando a imperar uma inovadora e dinâmica loja perto dali (inicialmente conhecida pelos barateiros e que viria a dar-se a conhecer ao país como Goia).

    Os armazéns do Chiado era o que demais tradicional havia a nível do consumo, vendendo a maior variedade de produtos, que se a memória não me falha, dos tecidos e confecções a todo o resto de artigos para a casa.

    O edifício tinha uma escada em madeira quase ao centro em espiral que permitia subir para o primeiro andar onde se ampliava a farta oferta, para a época, daquele que era a presença da capital na cidade das termas.

    Ao lado do Chiado lembro-me da pastelaria e doçaria Flor de Liz que também foi instalada posteriormente à fotografia. Contudo, julgo que, até obras realizadas já na segunda metade do século, poderá ter funcionado ali.

    À esquerda ainda há outro edifício que eu não recordo, mas que seria substituído por um belo exemplar da arquitectura do início do século XX, que teria no rés-do-chão também um café e restaurante que se chamava Lusitano.

    Tenho memória de muitas das pessoas que ali trabalhavam, mas recordo também o “retratista” dos anos 50 e décadas seguintes, Sr. Suspiro, que deve ter substituído o que possuía a máquina que se vê na primeira fotografia no passeio fronteiro à Associação Comercial.

    As operações de revelação das fotografias do Sr. Suspiro envolviam enigmas que não sabia responder para a época. Qual a razão para, quando queria passar do negativo ao positivo, ter de inverter a película? E o que justificava aquelas lavagens em líquidos escuros que lhe enegreciam os dedos e as unhas? Mas, por tudo isso, guardo com particular saudade algumas fotos que ele tirou, não esquecendo que anualmente havia a época em que ele se dirigia com a sua geringonça de quatro pernas à Praça do Peixe ou às escolas situadas junto ao posto da Polícia de Trânsito ou ao Bairro da Ponte, para fotografar as turmas dos alunos como recordação para todo o sempre. Muitas gerações daquelas crianças que foram retratados pelo Sr. Suspiro guardam religiosamente aqueles troféus.

    Mas a fotografia mais antiga recorda-nos os aldeões e lavradores que vinham semanalmente às Caldas, com os seus barretes enfiados na cabeça, onde guardavam o dinheiro, colete e cinta que lhe segurava as calças. Também se podem ver as mulheres com saias a cobrir totalmente as pernas.

    Igualmente a iluminação devia ser muito ténue nas noites caldenses, mas o que não significava a ausência da pessoas vagueando sobre o empedrado que já havia sido realizado, apesar da fotografia não o deixar ressaltar.

    Nasci no inicio da segunda metade do século passado bem próximo do local retratado pelas imagens que hoje encimam este testemunho.A foto actual felizmente não mostra alguns dos dislates arquitectónicos que foram permitidos nas últimas décadas naquela que é a principal sala de visitas das Caldas da Rainha.

    Esta foi a história que pude contar face a estes clichés. Provavelmente outros leitores dariam outros testemunhos, porventura mais pertinentes. J.L.A.S.

    [/shc_shortcode]

     

     

  • Gabinete de Fisioterapia já funciona no Centro Social da Amoreira

    Gabinete de Fisioterapia já funciona no Centro Social da Amoreira

    Desde a passada segunda-feira, 6 de Maio, que o Centro Social, Cultural e Recreativo da Amoreira (CSCRA) tem a funcionar um Gabinete de Fisioterapia. De acordo com a presidente da direcção, Vanessa Rolim, trata-se de um projecto importante que permite dar resposta aos utentes do centro e à comunidade a preços acessíveis.

    Um técnico de fisioterapia irá estar naquele Centro de segunda a sexta-feira, para as consultas, mediante marcação. O gabinete foi equipado com a ajuda da Comissão de Festas de 2012, que angariou 2.400 euros para esta finalidade.

    A nova valência foi apresentada no almoço convívio de 1 de Maio, que assinalou também o 31º aniversário desta instituição. Constituído em 1982 e tendo por objectivo a “melhoria da qualidade de vida dos seus associados”, a instituição presta apoio nas áreas social, desportiva e cultural.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    A primeira valência do CSCRA foi o serviço de apoio domiciliário a sete utentes. Hoje prestam cuidados a 43 utentes da Amoreira e freguesias limítrofes, como é o caso do Vau e Sobral da Lagoa, e possuem outros já em lista de espera. Nas suas instalações, no Bairro do Jaboé, está também aberto diariamente o centro de convívio para 35 idosos.

    Nos últimos cinco anos a instituição tem vindo a dinamizar diversas actividades na área cultural, como encontros e noites de fado, assim como o funcionamento de um grupo de teatro amador – os “Animais de Palco”.

    A nível desportivo funcionam no centro diversas classes de ginástica. “Temos utentes dos cinco anos aos 80 anos a praticar modalidades como fitness, pilates, ginástica de manutenção e acrobática”, explicou Vanessa Rolim à Gazeta das Caldas.

    Ao domingo funciona a Casa do Forno, com a venda de pão quente e filhos, que é dinamizada por um grupo de voluntárias. A instituição, que emprega actualmente 14 pessoas, tem também disponível um serviço de take away para a comunidade, em que as pessoas encomendam e depois vão buscar o almoço.

    “É uma forma de rentabilizar os recursos, pois já tínhamos que fazer os almoços para as outras valências”, explica a responsável, acrescentando que a procura por este serviço tem vindo a aumentar.

    O CSCRA está também a apoiar cerca 20 famílias carenciadas através do protocolo estabelecido com o Banco Alimentar e o Banco de Bens Doados.

    Recentemente conseguiram resolver a permuta de terrenos com o município, que permitirá ao centro ficar com uma parcela contigua às suas instalações para aí instalar uma residência geriátrica e um centro de convívio, pois o actual já está com a capacidade lotada.

    A responsável destaca que o grande objectivo é aproximar a comunidade do Centro e têm feito diversas iniciativas e angariações de fundos para fazer as obras necessárias aos projectos previstos. F.F.

    [/shc_shortcode]

  • Um cardeal patriarca e dois presidentes de Câmara no centenário da Caixa Agrícola

    Um cardeal patriarca e dois presidentes de Câmara no centenário da Caixa Agrícola

    Decorreram no programa previsto as comemorações dos cem anos da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche, que contaram com a presença do cardeal patriarca D. José Policarpo, ele próprio natural de Alvorninha (freguesia que está na génese daquela instituição centenária).

    Após o descerramento de uma placa na sede da Caixa, seguiu-se uma missa na Igreja Nossa Senhora da Conceição presidida pelo cardeal, que teve uma homília direccionada para o evento, recordando os valores que presidiram à criação das mútuas.

    Na sessão solene que teve lugar no CCC estiveram presentes os presidentes de Câmara de Óbidos, Telmo Faria, e de Peniche, António José Correia, bem como o vereador Tinta Ferreira em representação do município caldense. Nela foi projectado um pequeno filme sobre os cem anos da Caixa Agrícola.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    A história da CCAM contada em livro

    Joana Tornada apresentou o seu livro “Vínculo com a Terra”, dedicada à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, onde faz a história desta cooperativa desde a sua criação em 1913.

    Mais virado para o presente e para o futuro esteve o discurso de António José Correia, que referiu o apoio da CCAM às actividades económicas no seu concelho (Peniche) e à importância da “relação de proximidade” entre os seus funcionários e os clientes. Uma tónica que também foi abordada por Telmo Faria.

    Aquela que é hoje uma instituição financeira marcante na região Oeste começou por chamar-se Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alvorninha há precisamente um século. Passou depois a designar-se Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vidais até passar a ter o nome da sede do concelho. Em 1996 e 1999 juntam-se, respectivamente, as caixas de Óbidos e de Peniche, com evidentes ganhos em termos de economias de escala.

    Com um volume de negócios de 478 milhões de euros em 2012, a CCAM de Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche emprega 68 trabalhadores e registou no ano passado lucros de 669 mil euros. C.C.

    [/shc_shortcode]

  • Carvalhal (Bombarral) é a aldeia de Beirais em nova série da RTP

    Carvalhal (Bombarral) é a aldeia de Beirais em nova série da RTP

    “Bem-vindos a Beirais” é a última série da RTP que estreia na próxima segunda-feira, 13 de Maio, e que vai para o ar durante 80 episódios, nos quais a aldeia bombarralense do Carvalhal é o palco dos exteriores que ali estão a ser gravados.

    A série conta a história de Diogo Almada, um bem-sucedido gestor de contas numa empresa de telecomunicações que se vê a braços com problemas graves de stress e ansiedade, originados pela constante pressão em que vive. Depois de ter sofrido um ataque cardíaco, decide ir viver para uma pequena aldeia do interior, Beirais, onde compra uma estufa, arriscando uma nova vida como agricultor. Teresa Sampaio, a namorada, recusa acompanhá-lo nesta iniciativa.

    Pêpê Rapazote é o principal protagonista desta história que conta no seu elenco com as actrizes Oceana Basílio, Sandra Santos, Vera Alves e Inês Faria, num total de 30 actores.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    “Mas de 80% dos figurantes são aqui da freguesia”, disse à Gazeta das Caldas o presidente da Junta do Carvalhal, João Mendonça, que na passada segunda-feira era um homem feliz durante a apresentação pública da série. Apesar do Carvalhal se arriscar a passar a ser mais conhecido por Beirais, a verdade é que a aldeia vai ganhar uma notoriedade invulgar quando os 80 episódios passarem na RTP.

    No evento da passada segunda-feira estiveram presentes todos os actores e dezenas de jornalistas e fotógrafos, grande parte deles da denominado imprensa cor de rosa que se desdobraram em entrevistas aos actores e actrizes. Durante uma tarde esta aldeia rural foi, sem dúvida, a capital do jet set em Portugal.

    Os primeiros cinco episódios

    Após sofrer um ataque cardíaco, Diogo decide mudar de vida e compra uma casa com uma estufa, em Beirais – uma aldeia recôndita, no Portugal profundo. Diogo muda-se para Beirais, mas a sua namorada, Teresa, recusa-se a ir com ele. Clara, Luísa e Susana, são três mulheres que estreitam uma amizade durante as longas esperas na fila do Centro de Emprego. Quando Luísa herda uma casa do avô, decidem criar um negócio de turismo de habitação – o Hotel Rural de Beirais. À chegada a Beirais, Diogo bate no carro de Clara e os dois começam a discutir, sem saber que ambos vivem na mesma aldeia. À noite, Diogo vai jantar ao hotel, para surpresa de Clara.

    Diogo descobre que a sua estufa ficou toda destruída com a tempestade, fica desmoralizado mas não baixa os braços. Manel e Carlos juntam as pessoas da aldeia e todos juntos recuperam as estufas de Diogo. Entretanto, este acaba por decepcionar toda a gente ao fazer declarações controversas, na rádio, sem saber que está a ser ouvido. Fernando vai procurar Clara e Luísa, propondo-lhes um alargamento do capital social da empresa e entrando como sócio, ele próprio. Estas decidem recusar a proposta. Percebemos que o negócio de Moisés e Joaquim não é propriamente funerais, mas sim contrabando.

    Diogo tenta recuperar a estima e confiança da população de Beirais, oferecendo uma recepção em honra destes no Hotel Rural. Sandro conta à sua namorada que tem uma encomenda na net. Tânia pede à avó que lhe faça simpatia para conquistar um namorado, mas Hortense coloca-lhe juízo na cabeça.

    oão e Inês chegam a Beirais, Luísa tenta fazer os possíveis para que eles se sintam em casa. Diogo ajuda Carlos a fazer uma crónica para a rádio. Gabriel rouba um maço de tabaco, ao descobrir Susana repreende-o.

    Inauguração da casa de turismo, é feita uma reserva de 6 noites consecutivas, o que deixa as sócias esperançosas com o arranque do negócio. No fim a reserva é cancelada. Sandro faz um vestido para Xana, para ela estrear na festa. Manel suja o vestido de óleo, sem querer, e Sandro é obrigado a fazer alterações de última hora. Início da amizade entre Tânia e Inês. C.C.

    [/shc_shortcode]

  • O desleixo numa cidade que se diz turística em vésperas do 15 de Maio

    Com os dias de sol e temperatura amena as ruas encheram-se de pessoas, mas numa ronda pela cidade torna-se difícil perceber como há turistas que possam ter vontade de regressar às Caldas da Rainha.

    Da recolha do lixo em plena tarde de domingo ao estado a que chegou o Parque D. Carlos I, passando pela confusão no trânsito e no estacionamento, são tantos os exemplos que a Gazeta das Caldas só pode ilustrar alguns.

    Enquanto que na rua de Camões e no largo do Hospital Termal o estacionamento é caótico, o parque na antiga parada (que agora é gratuito porque o Centro Hospitalar retirou o funcionário de segurança) estava completamente vazio durante o fim-de-semana. Dificilmente um turista que venha às Caldas saberá da existência daquele parque de estacionamento, mas os próprios caldenses não o utilizam.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Pior ainda é o acesso ao parque de estacionamento da antiga parada. A rua Rafael Bordalo Pinheiro está toda esburacada e sempre que passam veículos levanta-se uma nuvem de pó. Apesar disso, ainda há muitos turistas a deslocaram-se à loja das Faianças Bordalo Pinheiro. Mesmo que para lá chegarem precisem de percorrer um “caminho de cabras”. Para quem vai a pé, o melhor é usar uma máscara, tal a quantidade de pó quando não choveu.

    Nas traseiras dos pavilhões do Parque (junto à antiga parada e à estufa de plantas) a Câmara das Caldas já começou a utilizar os espaços verdes… para depositar o lixo das obras de regeneração urbana.

    No facebook há também quem se manifeste contra situações lamentáveis. Num grupo dedicado às Caldas da Rainha (www.facebook.com/groups/caldasdarainha), Carlos Gaspar tem publicado várias fotografias com exemplos de falta de cuidado das autoridades e dos próprios cidadãos.

    Outro grupo no facebook – Intervenção Caldas -, denuncia também a falta de limpeza dos passeios na avenida da Foz que continuam cobertos de areia da praia, entre outros bons e maus exemplos. P.A.

    [/shc_shortcode]

  • Hospital das Caldas tem finalmente um TAC

    Hospital das Caldas tem finalmente um TAC

    A partir da próxima semana os doentes do Hospital das Caldas poderão finalmente realizar exames de Imagiologia sem terem que ser transferidos para entidades privadas ou para Lisboa. A entrada em funcionamento do equipamento Tomografia Axial Computadorizada (TAC) vai permitir que estes exames sejam feitos nas Caldas da Rainha, cujo serviço de Imagiologia conta agora com dois novos ecógrafos e um mamógrafo digital.

    O presidente do Centro Hospitalar do Oeste, Carlos Sá, estima que esta unidade de saúde irá poupar meio milhão de euros por ano, tendo em conta que em 2012 foram gastos 740 mil euros em TACs e ecografias subcontratados no exterior, para além dos 200 mil euros em transporte dos doentes.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    O investimento, de 1,2 milhões de euros, foi comparticipado pelo Quadro de Referência Nacional em 85%. A maior parte desse montante foi gasta na aquisição dos equipamentos, mas foram ainda necessárias obras de adaptação do hospital no valor de 160 mil euros. Todo o circuito entre as urgências e o serviço de Imagiologia foi alterado de forma a facilitar o seu acesso aos doentes.

    Os novos equipamentos vão agora começar a ser utilizados “de uma forma gradual” até ao máximo da capacidade de resposta. Primeiro vão dar resposta às necessidades internas, das urgências e consultas no hospital, mas no futuro está a ser ponderada a possibilidade de outros doentes terem acesso a esses exames, nomeadamente oriundos dos centros de saúde. “Estamos a negociar isso com a ARS e o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte”, revelou o presidente do CHO.

    A tecnologia de ponta destes equipamentos permitirá que os exames, digitais, estejam integrados num sistema de arquivo e partilha de imagens (PACS) disponível em todas as unidades do CHO. Na prática um exame realizado nas Caldas poderá ser observado em Torres Vedras, por exemplo.

    Antes da nomeação de Carlos Sá para a presidência do então Centro Hospitalar Oeste Norte nenhuma administração tinha avançado com um processo de aquisição de um TAC. Durante o dia, o Hospital das Caldas recorria aos serviços da Cedima, empresa privada que actualmente funciona no interior do Montepio, e à noite os doentes que necessitavam desses exames eram transferidos para Lisboa.

    Os equipamentos foram adquiridos no início de 2012, mas devido a um atraso na autorização por parte do Ministério da Saúde para as obras necessárias à sua instalação, só agora serão postos ao serviço dos utentes. Segundo Carlos Paixão, técnico coordenador do Serviço de Imagiologia, o TAC foi fabricado há menos de um mês e veio directamente para o Hospital das Caldas.

    Gazeta das Caldas soube que quando a empresa instalou o TAC detectou uma avaria, mas segundo Carlos Sá isso é “normal” acontecer e o problema terá sido logo resolvido.

    Carlos Sá também negou que o ar condicionado instalado de propósito na sala do TAC tenha a ver com os problemas com o sistema geral do Hospital, que será substituído ainda em Maio. P.A.

    [/shc_shortcode]

  • Bandeira Azul vai ser hasteada em 23 praias da região

    Bandeira Azul vai ser hasteada em 23 praias da região

    É na região Oeste que se encontram 23 das 277 praias portuguesas que em 2013 vão ostentar a Bandeira Azul, mais uma que as distinguidas em 2012. Alcobaça, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Peniche e Torres Vedras são, mais uma vez, os concelhos oestinos onde no próximo Verão se poderá encontrar o galardão europeu de qualidade ambiental.

    São Martinho do Porto e Paredes de Vitória (Alcobaça), Foz do Arelho (lagoa e mar) e a praia da Nazaré mantêm o galardão que já tinham hasteado no ano passado. O mesmo acontece com Baleal Norte, Baleal Sul, Consolação, Cova da Alfarroba, Gambôa e Medão-Supertubos (Peniche), Areia Branca, Areia Sul e Porto Dinheiro (Lourinhã). O concelho de Torres Vedras volta a destacar-se, com nove praias galardoadas: Azul, Centro (Sta. Cruz), Formosa, Mirante (Sta. Cruz), Navio, Pisão (Sta. Cruz), Santa Helena, Santa Rita Norte, Santa Rita Sul.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Para obterem o galardão atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa, as praias tiveram que cumprir um conjunto de mais de 30 critérios divididos pelos grupos Informação e Educação Ambiental, Qualidade da Água, Gestão Ambiental e Equipamentos, Segurança e Serviços.

    A nível nacional voltou a registar-se um novo recorde de praias galardoadas, mais duas que em 2012. Para este aumento contribuiu a aprovação da candidatura da praia Areia Sul, na Lourinhã, a única novidade deste ano na lista de praias oestinas galardoadas.

    Numa altura em que as altas temperaturas e os dias de sol têm levado muita gente às praias, desconhecem-se ainda as datas de abertura das respectivas épocas balneares, o que na maioria dos casos só deverá acontecer no mês de Junho. Até lá, pede-se cautela redobrada aos banhistas que se aventuram no mar, devido à ausência de vigilância.

    Nas praias do concelho da Nazaré foram mesmo colocados vários sinais de aviso em zonas onde a inclinação do areal se torna perigosa devido à rebentação ou onde há maior perigo de afogamento. J.F.

    [/shc_shortcode]

  • JSD das Caldas entregou carta a Passos Coelho sobre Hospital Termal

    JSD das Caldas entregou carta a Passos Coelho sobre Hospital Termal

    Notícias das CaldasA JSD das Caldas da Rainha aproveitou a presença de Passos Coelho no almoço do 39º aniversário do PSD, que se realizou em Pombal a 4 de Maio, para lhe entregar uma carta aberta sobre o Hospital Termal. O documento refere toda a história e importância do Hospital Termal Rainha D. Leonor e assinala que encerrá-lo “é apagar toda a história da cidade das Caldas da Rainha”. A carta, entregue pelo presidente da JSD das Caldas, Paulo Espírito Santo, salienta que o facto de o país estar sob assistência financeira externa não é justificação suficiente para “matar a identidade do povo das Caldas”.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Na opinião dos jovens sociais-democratas, numa altura em que se fala de empreendedorismo e em cativar novas fontes de receita, “fechar o Hospital Termal significaria acabar com uma das melhores formas de encontrar novos caminhos para a sustentabilidade económica do próprio Hospital das Caldas”. Os “laranjinhas” acreditam que esta unidade de saúde pode voltar a ser um motor para a economia da região, gerando emprego. A carta termina com um voto de confiança no primeiro-ministro e fazendo um apelo “à reabertura do Hospital Termal o mais curto espaço de tempo”. P.A.

    [/shc_shortcode]

  • Mais de 200 actores juntam-se em A-dos-Negros para espectáculo comunitário

    Mais de 200 actores juntam-se em A-dos-Negros para espectáculo comunitário

    Notícias das CaldasÓbidos está apostado em manter viva a tradição dos Maios ou Maias, uma festividade ancestral ligada à celebração da vida e da natureza.

    Iniciada o ano passado, a iniciativa “Maiando o Maio” é dinamizada por associações e particulares que voltam aos campos para apanhar as flores com que depois irão embelezar fontes e fontanários do concelho. O ponto alto desta edição será no próximo dia 18 de Maio com um espectáculo em A-dos-Negros, envolvendo a comunidade.

    O espectáculo Bona Dea irá juntar, na noite de 18 de Maio, 200 actores na aldeia de A-dos-Negros. As linguagens do teatro visual, a música, a dança e o canto vão cruzar-se numa convivência festiva onde o público é convidado a visitar a aldeia através de um percurso pré-estabelecido.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    “Procurámos neste encontro com a aldeia uma forma de revisitarmos a festa “As Maias” e em conjunto com a comunidade local criar um espectáculo a partir deste universo, valorizando a ideia de celebração, de vida, de fertilidade, de renascimento, de força, de culto, de terra, de natureza”, explica Celeste Afonso, que dinamiza o projecto “Maiando o Maio” em conjunto com Teresa Perdigão.

    Este espectáculo está a ser coordenado por Mafalda Saloio que, entre outras coisas, desenvolve trabalho com a comunidade, utilizando o teatro como um ponto de encontro e desenvolvimento humano. No início do espectáculo será entregue um guião com a sinopse e um pequeno mapa com o percurso.

    Para a escolha da localidade jogaram elementos como a geografia do local, que é sinuoso e disperso, além de que A-dos-Negros já possui o levantamento das fontes existentes.

    O evento “Maiando o Maio” começou na noite de 30 de Abril, na Porta da Vila (em Óbidos), com a preparação das maias, que depois foram colocadas nas aldrabas das portas e janelas das casas. A animação foi garantida por músicos locais e, por fim, juntaram-se todos para uma ceia comunitária.

    Já nos dias 18 e 19 de Maio a população é convidada a adoptar uma fonte ou curso de água, e a enfeitá-lo com flores naturais. O objectivo é “sagrar as fontes e a água nesse fim-de-semana”, conta Celeste Afonso, acrescentando que este é também um pretexto para que se possa conhecer melhor o concelho.

    Os vários centros de dia já adoptaram uma fonte e irão enfeitá-la, assim como os jardins de infância que, por trabalharem bastante a temática da reciclagem, irão decorá-las com flores de papel e de plástico. Teresa Perdigão e Celeste Afonso deixam um desafio a toda a população: era muito importante que quem tem uma fonte na rua ou no seu bairro se organizasse entre si e a enfeitasse. E não precisam de comprar flores, pois a ideia é “usar o que a natureza nos dá”, explicam.

    O percurso com as fontes enfeitadas assinaladas será, posteriormente, divulgado para que a comunidade e os turistas as possam visitar.

    Esta edição começou a ser preparada já o ano passado, com a comunicação do projecto às pessoas, que o receberam com bastante entusiasmo. “As associações e a comunidade, ao contrário do que poderíamos pensar inicialmente, foram extremamente receptivas”, explicou Celeste Afonso. O objectivo passa por continuar a envolver a comunidade, um ano em cada lugar, para que “fique este legado de trabalhar em conjunto”, concretiza.

    Teresa Perdigão lembra que quando começaram a falar com as pessoas sobre as Maias ou Maios, ainda em 2011, estas inicialmente não reconheceram a tradição, mas recordam-se do dia em que tinham que se levantar cedo para não entrar o Maio em casa. “O que se pretende não é recriar, mas reviver e adaptar as festas e as celebrações aos tempos actuais”, explicou Teresa Perdigão, acrescentando que vêem as tradições como manifestação da identidade e da liberdade.

    A festa das Maias é um rito ancestral que se tem perpetuado na vila de Óbidos, atestando a sua antiguidade e a continuidade da ocupação humana há mais de dois mil anos. A data foi inclusivamente escolhida para feriado de Óbidos, em inícios do século XX. Depois veio a ser substituída pelo dia 11 de Janeiro, que assinala a tomada de Óbidos aos mouros por D. Afonso Henriques.

     

    Da proibição à aceitação – como a Igreja encarou uma tradição milenar

    A temática das tradições como afirmação da identidade e liberdade levou a professora Celeste Afonso e da antropóloga Teresa Perdigão a A-dos-Negros para um colóquio, no âmbito da iniciativa “Abril Cultural”, daquela Junta de Freguesia.

    Teresa Perdigão falou das festividades feitas ao longo do ano, relacionadas com as actividades agrícolas, entre elas as Maias, em que havia o ritual de se levantarem muito cedo no primeiro dia do mês, para que o Maio não lhes entrasse em casa. Para evitar a preguiça, colocavam flores amarelas nas portas.

    A antropóloga lembrou que os ciclos ligados à natureza, como a sementeira, a plantação e as colheitas, eram bastante festejados pelos povos antigos, muito ligados à terra. A Igreja Católica vai depois pegar nos antigos rituais e colocar-lhes uma ideologia cristã, explicou a oradora, que se lembra de assistir a celebrações onde o padre ia benzer os campos agrícolas.

    Contudo, estas festas foram bastante reprimidas pela Igreja Católica ao longo dos tempos. De acordo com Celeste Afonso, estes rituais começaram a ser ligados com santos no século IV em Roma, com a tentativa de banir todos os actos pagãos e gentílicos. O primeiro documento oficial régio proibindo as Maias aparece em 1385, com D. João I a proibir todos os actos pagãos e a punir com o degredo da cidade a pessoa que continuasse a praticar este ritual. O documento acrescentava ainda que todos estavam obrigados a denunciar quem praticasse tais celebrações. “Estas festividades foram, de alguma forma, camufladas, mas não acabaram”, explicou Celeste Afonso, acrescentando que um em inícios de 1400 surge novo documento com penalidades ainda maiores para quem ousasse, por exemplo, festejar as Maias ou Janeiras.

    No entanto, as tradições continuaram a persistir, sobretudo nos meios rurais, restando à Igreja incluí-las nas suas celebrações através de cantos litúrgicos e com a evocação aos deuses agora substituídas por santas católicas. Por exemplo, Bona Dea, a deusa romana da fertilidade, foi substituída pela Virgem Maria.

    Já no século XVII a celebração das Maias é considerada inofensiva e passa a ser aceite. “É importante perceber que estas festas contribuem para a nossa identidade”, afirmou Teresa Perdigão, acrescentando que a festa é um momento de “regeneração, mudança, transformação e liberdade, em que se podem fazer coisas que não se fazem no quotidiano”. F.F.

    [/shc_shortcode]

  • Obra gráfica de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro em destaque em Lisboa

    Obra gráfica de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro em destaque em Lisboa

    “Através do traço de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro” designa a exposição inaugurada a 19 de Abril no Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, que dá uma visão transversal do trabalho de caricaturista, ilustrador, cartoonista e desenhador que foi o filho de Rafael Bordalo Pinheiro. A mostra, que vai ficar patente até 14 de Setembro, integra vários tipos de trabalhos gráficos (alguns desenhos são inéditos), assim como algumas peças de cerâmica de Manuel Gustavo (1867-1920). As obras fazem parte da colecção do próprio museu ou de outros como do Museu Militar e da Biblioteca Nacional e ainda possui obras de colecções privadas. Entre os visitantes da mostra, Gazeta das Caldas encontrou o cartoonista António que considera que se justificava o regresso da caricatura em cerâmica nas Caldas da Rainha.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    “Manuel Gustavo foi um bordaliano e trabalhou na sequência da obra do seu pai, Rafael Bordalo Pinheiro”. Palavras de Mariana Caldas, a comissária desta mostra, constituída por vários núcleos. Um deles, designado “Desenho em Barro” inclui peças de cerâmica, feita na fábrica das Caldas da Rainha e “onde Manuel Gustavo fez uso do desenho ou fez no barro uma clara abordagem gráfica”, disse a técnica e investigadora daquele museu. Nos dois pisos do Museu Bordalo Pinheiro podem ser apreciados os primeiros trabalhos de ilustração do artista que foram publicados nas publicações do pai, Pontos nos Is, António Maria e a Paródia. Nestas, disse a investigadora, “ele vai desenvolver o seu trabalho como desenhador e inovar nos cabeçalhos e nos frisos com o uso da cor”. 

    Há também um núcleo dedicado ao Humor no Quotidiano e que é dedicado ao cartoon. Nestes trabalhos, Manuel Gustavo recorre à figura do Zé Povinho, criada pelo pai, e que vai usar para apresentar situações relacionados com aspectos sociais e políticos da sua época. Presentes estão ainda as colaborações publicadas no Século, no Comércio do Porto e no Diário de Noticias Ilustrado.

    Uma das grandes novidades desta mostra é “que fomos à procura das grandes influências internacionais que Manuel Gustavo tinha e encontrámos várias obras que ele adaptou ao contexto português”, disse Mariana Caldas, referindo-se, por exemplo, às obras de Busch ou de Caran d’Ache e que estão colocadas lado a lado com os trabalho de Manuel Gustavo. No mês de Maio realizam-se várias actividades paralelas como uma demonstração de esgrima. E porquê? “Porque Manuel Gustavo era um sports man como se pode ver em muitos dos seus desenhos. Entre as modalidades praticadas, conta-se a esgrima”, responde a comissária da exposição. Apesar de ter sido um praticante amador, o artista aprendeu a modalidade com um dos mestres da época – António Martins -, tendo também praticado futebol e ciclismo. “Esta era a exposição que faltava realizar aqui no Museu”, disse Pedro Bebiano Braga, director do Museu e que considera que Manuel Gustavo foi de facto um bordaliano, mas que conseguiu inovar no traço.

    O que distingue Rafael do seu filho? Além da diferença geracional, para o director do museu, Manuel Gustavo “tem um traço mais anguloso com uma expressão gráfica de movimento diferente do seu pai”. Na sua opinião também teve preocupações com causas diferentes do seu pai Rafael. O responsável considera que “não há mal nenhum em ser bordaliano, só que Manuel Gustavo apresenta propostas diferenciadas, em especial na área da cerâmica como podemos ver aqui nalguns exemplares nesta exposição”, rematou. Para Pedro Braga, fazia todo o sentido apresentar esta exposição nas Caldas da Rainha. A inauguração de “Através do traço de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro” foi muito concorrida, contou com individualidades ligadas à cultura da capital e ainda alguns caldenses que se deslocaram para a inauguração desta exposição.

    O regresso da caricatura em cerâmica?

    “Esta é uma exposição muito interessante, com trabalhos que eu não conhecia. Tenho muita pena que estas exposições não tenham catálogo de modo a poder-se levar um pouco desta obra para casa”, disse o caricaturista António, um dos visitantes da mostra. Sobre Manuel Gustavo, o cartoonista do Expresso afirmou que foi “um homem que ficou um pouco na sombra do pai”, mas que “é um autor de grande qualidade e lamento que as pessoas não conheçam a sua obra”.

    António mantém-se ligado às Caldas e ao Cencal, onde em final dos anos 80 esteve a coordenar um curso de caricatura em cerâmica. Questionado se faria sentido relançar artistas humoristas na cerâmica, o cartoonista acha que sim, mas preferia que a formação fosse integrada numa escola superior de artes, “como uma disciplina opcional”, acrescentou. Até porque “só com formação contínua se podem esperar bons resultados”, disse. Na sua opinião, é preciso ainda clarificar alguns aspectos: “não vale a pena fazer mais varinas porque já não a as há, mas em compensação há tanta coisa nova para retratar”.

    Para este autor querem-se caricaturistas do século XXI, mas é preciso também apostar na qualidade estética e plástica. “O hand made só por si é um equívoco que só funciona e só traz valor acrescentado se tiver grande qualidade estética e plástica e é disso que nós temos que ir à procura. Aí nesse caso há mercado”, afirmou. Além do mais, os portugueses estão mais exigentes e os que nos visitam têm o mercado dos seus países como referência onde há coisas de grande qualidade. Neste jogo, diz o cartoonista, “a mediocridade não tem lugar”.

    Cartoons de António do Metro em breve nas Caldas?

     

    Notícias das Caldas

    Durante a exposição, António contactou com a livreira Isabel Castanheira e logo surgiu a hipótese de trazer às Caldas a sua exposição de esboços de caricaturas que agora decoram a estação do Metro do Aeroporto de Lisboa. “Penso que seria interessante apresentar a exposição nas Caldas. Considero que as iniciativas devem ir ao encontro das pessoas”, disse o autor. António conta que vem com regularidade às Caldas em especial à Fábrica Bordalo Pinheiro, acompanhado de profissionais do mesmo ofício, já que preside ao World Press Cartoon e é à fábrica caldense que traz os seus congéneres estrangeiros para apreciar as peças bordalianas, sobretudo as muitas caricaturas do seu universo. ”Quando os trago à fábrica ficam muito sensibilizados com os trabalhos ali criados e muitos compram as peças”, revelou. N.N.

    [/shc_shortcode]

  • Bolota assinala 25 anos de carreira com exposição na Amadora

    Bolota assinala 25 anos de carreira com exposição na Amadora

    “Bolota 1/4 adiante” é como se designa a exposição que será inaugurada amanhã, pelas 16h00, na Casa Roque Gameiro, na Amadora e que tem como intuito assinalar os 25 anos de carreira da ceramista caldense Bolota.

    Aquele espaço, um palacete antigo que pertenceu a Roque Gameiro, que foi amigo íntimo de Rafael Bordalo Pinheiro, está povoado de azulejaria bordaliana e “facilmente se estabelece uma ponte entre aquele local e as Caldas da Rainha”, contou a artista de 43 anos e que se dedica em exclusivo ao seu trabalho em cerâmica.

    Para esta celebração a artista convidou outros autores com quem já desenvolveu parcerias e é com trabalhos conjuntos que os caldenses vão dar uma nova vida àquele espaço expositivo. Os convidados de Bolota sãoVictor Mota, Nuno Bettencourt, Susana S. Jorge, Liliana Alves, Carlos Amaral, Paula Violante, Maria Ventura e Cristina Soares. Também vão estar presentes trabalhos de joalharia, pintura e escultura cerâmica de grande formato.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Haverá também textos que acompanham as intervenções artísticas e que contam interessantes narrativas, aliando também a literatura a esta iniciativa de arte “made in Caldas”.

    “Vamos ocupar os vários espaços da Casa Roque Gameiro com obras minhas e dos convidados”, explicou Bolota. A artista conta que gostaria que esta grande mostra se tornasse itinerante e gostaria de a apresentar na sua terra natal. O espaço ideal seria o Palacete do Visconde de Sacavém, onde está instalado o Museu de Cerâmica. N.N.

    [/shc_shortcode]

  • Um livro sobre um rei que tinha uma fé inabalável nas águas termais caldenses

    Um livro sobre um rei que tinha uma fé inabalável nas águas termais caldenses

    Notícias das Caldas

    “A Redenção das Águas – As peregrinações de João V à vila das Caldas” é como se designa o novo livro de Carlos Querido, um romance histórico sobre as vindas daquele soberano à vila caldense, entre 1742 e 1750, ano em que acaba por falecer.

    Durante aqueles anos, o monarca instala-se na vila arrastando consigo a corte. Como uma fé inabalável nas águas termais, D. João V regressa mais de uma dezena de vezes às Caldas, mesmo contra a opinião dos médicos da corte e do próprio Papa que lhe desaconselham tal tratamento. Mas o rei não cede pois é nas Caldas da Rainha que obtém tranquilidade para o corpo e para a sua alma, já que este rei absolutista sente que se aproxima do fim da sua vida e não lida bem com o facto, sentindo um enorme terror da morte que se aproxima.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Actualmente é difícil imaginar que Caldas da Rainha foi a capital do reino de Portugal naqueles anos de setecentos com as estadias do monarca e da corte na pacata vila que então se transformava numa das localidades mais cosmopolitas do país. Na verdade, Caldas da Rainha foi nesta altura a capital do Império.

    Carlos Querido realizou uma profunda investigação história para escrever este livro. Autor de grande rigor, baseia as suas obras em factos históricos e só depois de um pano de fundo bem urdido é que dá lugar a alguma fantasia e ficção.

     

    GAZETA DAS CALDAS – Qual é o ponto de partida para “A Redenção das Águas – As peregrinações de João V à vila das Caldas”?

    CARLOS QUERIDO – O ponto de partida para esta obra está relacionado com o facto do rei D. João V ter sido vítima de “um súbito e estranho estupor, um mal”, uma provável trombose, que o privou dos sentidos e lhe deixou a cara à banda. O monarca veio então às termas caldenses, onde chega a 10 de Maio de 1742 (dois meses depois do “ataque”) e além de ter trazido toda a corte consigo, é aqui que procura a cura para a sua doença. Entre 1742 e 1750 ele virá 13 vezes às Caldas. Creio que o soberano terá uma obsessão, acha mesmo que as águas termais o curarão dessa doença que lhe paralisa o corpo e vem mesmo contra o conselho dos médicos da corte e do Papa Bento XIV. Mas ele não segue esses pareceres, zanga-se e irrita-se quando lhe dizem para não vir. Só que os conselhos médicos são correctos e numa das vindas o rei sente-se mal e tem que voltar para trás…

    Contra tudo e contra todos D. João V vem para as Caldas e aqui procura salvação não só para o seu corpo porque ele quer também a salvação da sua alma.

    GC – E porque pensava ele que salvaria a alma nas Caldas?

    CQ – Ele vive naquela altura numa fase de prostração, dir-se-ia hoje numa fase depressiva. Na verdade, o rei é um homem atormentado e encontra nas Caldas alguma paz, e é por isso que continua a vir cá até ao fim dos seus dias. Além da doença que o consome fisicamente, não lida bem com o remorso dos seus pecados conventuais que lhe causam um profundo sofrimento.

    O monarca está melancólico e nostálgico, não só pela doença, mas também pela proximidade da morte e pela dificuldade que há em conciliar o estatuto de um rei absoluto com a sua mortalidade. Como tem muito medo da morte, vê na água esse papel de redenção. A Redenção e as peregrinações têm a ver com o facto de ele ser um individuo de fé. É preciso acreditar nos poderes curativos da água. É pois um rei peregrino em busca das águas que possuem uma certa sacralização para o monarca.

    A água entra aqui na procura do rei para a salvação do seu corpo e da sua alma. D. João V é um rei absoluto e magnânimo que vive com terror da morte.

    GC – Qual é o papel da própria localidade nesta obra?

    CQ – As Caldas da Rainha é neste livro o pano de fundo, o cenário onde se vão cruzar muitas histórias: a do rei e das pessoas que o acompanham.

    Na primeira vinda, em Maio de 1742, foram necessárias 62 casas da vila para alojar o séquito real. Era com grande pompa e circunstância que era organizado o cortejo entre o Rossio (onde hoje é a Praça da Fruta) e o Hospital Termal para acompanhar o monarca aos banhos.

    As histórias passam-se também em várias quintas nos arredores que alojam os nobres que acompanham o rei.

    É na própria vila que vão convergir as várias histórias e

    personagens do tempo de D. João V. É verdade, os nobres e clérigos ocuparam as casas das pessoas, mas também reza a história que estas foram bem compensadas pelo incómodo. Aliás, depois da estada do rei e corte, a vila nunca mais foi a mesma.

    Enquanto o rei cá esteve, a vila transformou-se na capital do Império e foi cá que D. João V ainda recebeu o então Conde de Oeiras, mais tarde Marquês de Pombal. Em 27 de Fevereiro de 1747 pede-lhe que este planeie e execute uma série de obras e melhoramentos. Serão então da autoria de Manuel da Maia os melhoramentos do hospital (que ficou com a configuração que hoje lhe conhecemos), a construção dos paços do concelho e os vários chafarizes das Caldas da Rainha. D. João V transforma a vila e cria com ela e os seus habitantes uma profunda relação de afecto.

    Ele chegou a financiar várias obras importantes, não só nas Caldas mas também em Óbidos. É ele que custeia as obras da Igreja de Nosso Senhor da Pedra, local onde o rei gostava de rezar.

    GC – Quais são as quintas que serão mencionadas na obra e quais são as histórias que nelas decorrerão?

    CQ – Uma das histórias vai passar-se na Quinta da Foz – que pertencia a D. Filipe de Alarcão Mascarenhas de Sotomaior, que foi governador e Capitão General da ilha da Madeira. Nesta quinta vai alojar-se D. Manuel, um infante estranhamente desconhecido em Portugal, irmão do rei e que, contra a sua vontade, foge e alista-se no exército do príncipe Eugénio de Sabóia e do Sacro Império e luta nas batalhas contra o crescente islâmico. Tem imensos sucessos militares e viaja por todas as cortes europeias quando a paz regressa. É uma grande figura que em Portugal tem pouco reconhecimento.

    Há uma segunda história na Quinta de Bernardo Freire (mais tarde de Faustino da Gama e que é também conhecida como Quinta das Janelas ou simplesmente das Gaeiras) e que vai albergar o infante D. Francisco que vai falecer naquele Verão de 1742, vítima de uma congestão. Era um homem cruel que se divertia fazendo pontaria aos marujos que no Tejo lhe acenavam dos barcos.

    É ainda numa quinta em Alfeizerão – que mais tarde pertencerá a Vitorino Fróis – que ficam albergados três filhos ilegítimos do rei. É Frei Gaspar da Encarnação que toma conta destas crianças e que pressiona o rei para que estas crianças sejam reconhecidas. São filhos de freiras do Convento de Odivelas e serão reconhecidos (apenas os filhos rapazes) a 6 de Agosto de 1742. D. João V é compelido a reconhecer estes filhos visto que é um homem atormentado e é algo que vai perturbar a Rainha D. Maria Ana. É algo inevitável.

    GC – Que personagens escolheu para ser narradores do livro?

    CQ – Os narradores serão Pedro Fontes, natural das Águas Santas, mas que viveu parte da sua infância na Foz do Arelho. Ele entra ao serviço de D. Manuel e com ele vai combater e viajar pela Europa. Ele é um guerreiro, tem uma admiração imensa pelo infante D. Manuel e regressa às Caldas em 1742, de onde tinha saído há muitos anos.

    A outra narradora é Sara, uma personagem inspirada numa pessoa que existiu – D. Maria Rita de Portugal, nascida do relacionamento do rei com Dona Luísa Clara de Portugal, conhecida na corte como “a Flor da Murta” dada a sua beleza. Por ser mulher, D. João V recusa reconhecê-la.

    De acordo com a História, a filha do monarca vive e morre aprisionada no Convento de Santos. Só que eu decidi colocar esta personagem nas Caldas, na Rua Direita, onde a própria possui uma olaria, onde cria imagens a partir do barro. Esta personagem Sara vive esperando uma palavra de apreço do pai que não acontece, mas ainda assim usa uma valiosa jóia ao pescoço que tem a efígie do rei, orgulhosa da sua origem.

    Sara e Pedro vão apaixonar-se e para mim era importante que os leitores se apercebessem da dimensão poética na relação que se estabelece entre os dois. Espero que as pessoas sintam essa atmosfera intimista entre o par, pois há uma grande paixão e também uma grande cumplicidade entre ambos.

    GC – Há outras histórias que se vão cruzar ao longo da narrativa, algumas com referência a factos da vida nacional…

    CQ – Sim, há outras histórias que se cruzam, uma delas está relacionada com o V Império, que é algo que está muito presente na nossa cultura e na nossa tradição e que começa com uma profecia do profeta Daniel. Depois dos babilónios, medos, persas e dos gregos haverá um quinto Império que jamais será destruído. Este seria Portugal e este mito enraíza-se profundamente na nossa tradição e há grandes figuras que defendem a sua concretização desde o Padre António Vieira até Fernando Pessoa.

    Há uma personagem no livro, Pedro de Rates Henequim, que vem do Brasil para oferecer ao Infante D. Manuel a coroa do Brasil e a chefia do V Império. Este é um facto histórico documentado. Mas como D. Manuel, o irmão guerreiro do rei, hesita em recusar de imediato, esta atitude pode ser considerada como um crime de lesa-majestade. Quando se descobre a intenção de Pedro de Rates Henequim, este é entregue à Inquisição e morre, em 1744 em auto de fé, uma prática, aliás, que agradava a D. João V.

    GC – Nesta obra há a menção à água e ao barro, elementos que são caros à própria localidade. Há mais referências desse género que tenham a ver com as Caldas ou com a região?

    CQ – Sim, de facto referem-se a água e o barro, elementos que fazem parte do ADN da localidade, da génese da própria vila. Também surge a referência à água benta em várias situações.

    No livro há uma referência à louça fálica pois como ninguém pode afirmar com grande rigor quando é que esta surgiu, tomei a liberdade poética de relacionar esta tradição com D. João V. As tradições fálicas estão associadas a uma certa espiritualidade, à procriação, à fertilidade, mas nas Caldas esta tradição possui um carácter de ousadia lúdica.

    Ao longo deste livro, que possui um grande suporte de investigação histórica, é fácil perceber quando estamos no domínio da ficção e da fantasia e quando estamos no domínio da História.

    GC – Consegue conciliar a sua vida profissional de juiz desembargado com a de autor?

    CQ – Não é fácil pois agora trabalho no Tribunal da Relação do Porto, o que se traduz numa vida muito complicada. Por isso, o projecto do livro foi desenvolvido entre acórdãos. Tenho o apoio da minha família, da minha mulher e filhos, que me apoiam e perdoam o tempo que lhes roubo para a investigação em locais como, por exemplo, a Biblioteca Nacional, onde fiz várias consultas para “A Redenção das Águas”. O meu filho Pedro é também o meu primeiro revisor e minha filha Inês auxilia-me com o trabalho gráfico. Tive uma grande preocupação com o rigor histórico, tarefa para a qual também tive a ajuda do editor, João Paulo Cotrim e ainda assim detectámos alguns anacronismos. Escrevi, a certa altura, as palavras “tertúlia” e “insanidade” e naquela época as duas palavras ainda existiam.

    Escrevo todos os dias peças jurídicas e para já ainda não me libertei desta obra. Quero continuar a dedicar-me à escrita, mas só mais tarde, depois da apresentação deste livro. Acho, por exemplo, muito interessante o facto da Rainha D. Leonor ter sido acusada de ter envenenado o D. João II. Há na história desta Rainha muitas zonas nebulosas… Vamos ver, ainda não está nada decidido….

     

    Marionetas na apresentação da Redenção das Águas

    “A Redenção das Águas – As peregrinações de D. João V à Vila das Caldas” será apresentado no domingo, pelas 16h30, no CCC.

    Na sessão de apresentação vão estar presentes com o autor, o editor João Paulo Cotrim, a vereadora Maria da Conceição Pereira, a livreira Isabel Castanheira e o professor José Carlos de Almeida. Após a apresentação da obra será representada o espectáculo “A ver navios no reinado de D. João VI e Carlota Joaquina” pelo grupo SA Marionetas, de Alcobaça. N.N.

    [/shc_shortcode]

  • Pirotecnia do Bombarral obtém a marcação CE

    Pirotecnia do Bombarral obtém a marcação CE

    Notícias das Caldas A Pirotecnia do Bombarral é a primeira empresa do sector a concluir com sucesso a implementação do controle de qualidade e marcação CE de produtos pirotécnicos para venda ao público.

    Isto permite que esta fábrica bombarralense possa produzir artigos de categoria 3 (de venda e utilização livre pelo público) e também artigos P2 que consistem em produtos semi-acabados para venda a outros pirotécnicos e principalmente para exportação.

    O processo de certificação foi feito recorrendo a uma empresa de auditoria espanhola, tendo os produtos sido avaliados e aceites por um laboratório também espanhol, dado que em Portugal não há nenhuma entidade que preste este tipo de serviços.

    De acordo com João Martins, que em conjunto com o seu pai, António Rabaça, dirige esta empresa familiar, “esta nossa aposta vai possibilitar vendermos aos nossos clientes novos artigos, com segurança e com utilização livre para o consumidor final”.

    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Parte dos artigos que a Pirotecnia do Bombarral vai agora produzir são mais simples e não necessitam de ser manuseados por profissionais qualificados.

    “Os clientes que compram estes produtos também não precisam de passar por todo o formalismo de pareceres, autorizações e licenças junto das entidades oficiais locais”, contou João Martins.

    “Na prática, isto quer dizer que qualquer adulto pode gastar 20 ou 30 euros num num fogo de artificio simples e seguro sem ter de gastar mais cerca de 400 euros no licenciamento da sua utilização e demorar até dois meses para ter todos os documentos necessários para o poder fazer”, explicou, acrescentando que isto é o resultado da transposição para o Direito português de uma directiva comunitária que harmonizou em toda a Europa a utilização dos artigos pirotécnicos mais simples.

    Graças a isto a empresa poderá agora entrar em novos nichos de mercado e vocacionar-se mais para a exportação, o que representa uma oportunidade para a Pirotecnia do Bombarral, cuja facturação nos últimos anos tem rondado os 600 mil euros quando, entre 2001 e 2005, era sempre superior a 1 milhão de euros.

    Actualmente a empresa – que tem 14 trabalhadores – exporta apenas 15% da sua produção, percentagem que agora, com a marcação CE, deverá aumentar. C.C.

    [/shc_shortcode]

     

Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.