Author: Fátima Ferreira

  • Carlos Ubaldo é candidato do BE à Câmara das Caldas da Rainha

    Carlos Ubaldo é candidato do BE à Câmara das Caldas da Rainha

    Carlos Ubaldo, de 56 anos, e professor nas Caldas há 32, encabeça a lista pelo Bloco de Esquerda (BE) à Câmara das Caldas. O também professor, Francisco Matos, é candidato à Assembleia Municipal. A apresentação dos dois candidatos decorreu esta sexta-feira, junto à estação da CP, um lugar simbólico da luta pela requalificação da linha do Oeste e contra as alterações climáticas, e contou com a presença do deputado eleito por Leiria, Ricardo Vicente, e da ativista e aderente do Bloco, Andreia Galvão.

    O candidato à autarquia, Carlos Ubaldo, defendeu que as respostas às expetativas dos caldenses são, por esta candidatura, perspetivadas com uma amplitude mais vasta, dando como exemplos a mobilidade e transportes, o clima e ambiente, ação social, habitação, saúde, cultura e juventude. Sublinhou a importância de os mais novos intervirem ao nível de novas formas comunicacionais, das expressões artísticas e culturais, do desporto, da vida saudável, do ensino e da empregabilidade qualificada, da emergência climática e da sustentabilidade dos recursos ambientais, da inclusão e da inovação social, entre outros. Se for eleito, Carlos Ubaldo pretende igualmente dar resposta ao nível da inclusão, desenvolvendo soluções que “protejam na primeira linha os mais desfavorecidos”.

    Candidato à Assembleia Municipal, Francisco Matos, pretende ser um “facilitador da democracia e promotor de ideias concretas” que visem a melhoria do concelho como um todo, “sem nunca esquecer a parte rural que também o compõe”.

     

  • Chef caldense abriu restaurante na Nazaré

    Chef caldense abriu restaurante na Nazaré

    Caelesti – Tapas Wine Bar é o novo restaurante que abriu portas na vila da Nazaré, propriedade do jovem Diogo Vasques

    Diogo Vasques já sabia aos 12 anos que queria ser cozinheiro e aos 25 decidiu abrir um restaurante por conta própria, na Nazaré. Situado na Rua Branco Martins, nº 25 B, numa perpendicular à Marginal, o espaço chama-se Caelesti, a denominação latina de Celeste, numa homenagem à avó paterna.
    Neste espaço, os clientes podem encontrar as mais diversas tapas, como as de marisco ou ameijoa, mas também o tradicional pica pau. Há comida vegan e uma diversidade de hambúrgeres um tanto originais como o de cozido à portuguesa ou o de bacalhau à Brás.
    O chef Diogo Vasques também confeciona massa fresca, mas neste momento ainda só tem disponível uma variedade. No futuro, todos os pratos de massa serão feitos com massa fresca. Há uma aposta também nos vinhos, que podem ser vendidos ao copo, e o barman da casa faz cocktails, alguns deles originais.
    Com este projeto, o caldense criou o próprio posto de trabalho e também o do barman Alfredo Soares, da Foz do Arelho. Durante o verão contará ainda com a ajuda da namorada, Taciana Mendes, que é designer gráfica e que concebeu toda a decoração e logótipo do espaço. Atualmente, e tendo em conta as limitações provocadas pela pandemia, o restaurante tem capacidade para 40 pessoas, mas a capacidade total é de 84 lugares. Possui duas esplanadas, uma aberta e uma fechada, e está aberto de terça feira a domingo entre as 12h00 e as 24h00.

    O espaço chama-se Caelesti numa homenagem
    à avó paterna

    O objetivo é ir aumentando a ementa e o sonho de, um dia, ter um restaurante construído de raiz, concretiza o jovem chef Diogo Vasques, que frequentou o curso de Técnicas de Cozinha e Pastelaria durante três anos na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO), nas Caldas da Rainha. Terminada a formação trabalhou como cozinheiro em unidades de referência como o Marriott Praia d’El Rey, DOP- Rui Paula, Sons Tons & Sabores (Caldas), Pestana Palace (Lisboa), Tibino (Foz do Arelho), Aki d’el Mar (Nazaré) e Ramon Ramon, em Óbidos.
    “O Diogo é o exemplo máximo daquilo que queremos que acontece, que é um aluno fazer a sua formação, trabalhar no setor durante algum tempo e depois toma a iniciativa de abrir o seu próprio estabelecimento”, salientou o diretor da EHTO, Daniel Pinto, durante a inauguração do espaço. ■

  • CDU pretende reforçar número de eleitos nas Caldas da Rainha

    Reforçar a votação no concelho é o objetivo da CDU, que apresenta candidatos “com provas dadas” à câmara e assembleia municipal

    O parque D. Carlos I foi o local escolhido pela CDU para a apresentação pública de António Barros e Vítor Fernandes, candidatos à Câmara e à Assembleia Municipal das Caldas, respetivamente, no passado dia 22 de maio.
    Perante uma plateia de militantes e simpatizantes, o cabeça de lista à autarquia mostrou-se “insatisfeito” com o rumo atual do concelho, prometeu uma campanha “incansável” e a convicção de que as suas propostas serão ouvidas.
    Referindo-se ao Hospital Termal, António Barros revelou que o estado em que se encontra “é simbólico da estagnação do concelho”, censurando a gestão feita pela autarquia e defendendo a sua integração no Serviço Nacional de Saúde.
    O candidato comunista deixou críticas à degradação da zona industrial e “perda de peso” da indústria cerâmica, à desaposta na atividade agrícola nas freguesias rurais e ao estado a que chegou a Lagoa de Óbidos.
    “Ao fim de mais de 30 anos de gestão autárquica esgotada e centralizadora do PSD, entramos para a terceira década do século XXI com uma cidade repleta de potencialidades negligenciadas, ultrapassada por concelhos vizinhos e distante da sua identidade”, resumiu António Barros, técnico de comunicações, de 71 anos.
    A mudança apontada pela candidatura que encabeça tem como bandeiras a defesa do turismo e do termalismo, bem como do ambiente, lutando pela classificação da Lagoa como paisagem protegida e a modernização da linha do Oeste. Defende, também, a valorização do comércio e da economia local, uma ligação mais efetiva entre as freguesias e a reposição das que foram extintas “contra a vontade das populações”.
    O programa autárquico da CDU refere, ainda, a necessidade de revisão do PDM e a garantia do acesso à saúde, por parte de todos os cidadãos, com a renovação do CHO e a criação de um novo Hospital no Oeste.
    Nos últimos quatro anos, Vítor Fernandes foi o único representante da CDU na Assembleia Municipal das Caldas. Um mandato que “não foi fácil”, num órgão de maioria de direita. No entanto, não deixou de destacar que foi por via da coligação que chegaram “muitas das lutas dos caldenses”, através de propostas, moções e denúncias de atentados aos trabalhadores.
    “Afirmámo-nos como força de oposição indispensável para zelar pelos interesses dos caldenses quando estes não são prioritários para o executivo municipal”, disse o candidato, assumindo o objetivo de aumentar a representatividade comunista nos órgãos autárquicos no próximo mandato.
    Momentos antes, já Ângelo Alves, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, tinha destacado o trabalho de Vítor Fernandes, que “valeu por 10 na combatividade, coerência, conhecimento dos dossiês, capacidade de proposta e postura atenta a todos os grandes e pequenos problemas do concelho”.
    O dirigente comunista apontou, ainda, como características dos candidatos a persistência, determinação e a capacidade de “nunca desistir da luta pelas grandes causas” deste concelho e pela sua população.

  • Escola dos Arcos criou uma horta biológica

    Neste ano de pandemia, os alunos da escola dos Arcos implementaram o projeto eco escolas, hortas bio. Numa primeira fase, limparam os terrenos que não tinham qualquer ocupação, passando depois para a preparação do terreno e, finalmente, a sementeira e plantação de diversas ervas aromáticas, hortaliças e árvores de fruto.
    “Todo este trabalho foi realizado com entusiasmo e conseguiu colmatar a ausência das habituais brincadeiras que desenvolviam nos intervalos que ficaram impossibilitadas por causa da pandemia”, refere o Agrupamento de Agrupamento de Escolas de Óbidos em nota de imprensa. Durante o período de aulas presenciais, os alunos ocupam os seus tempos de lazer a cuidar da horta com atividades como o arrancar as ervas daninhas, retirar pedras do terreno e rega das plantas.
    Ainda de acordo com o agrupamento, o projeto inicial desenvolvido num dos pátios acabou por contagiar a restante comunidade escolar passando agora para outros pátios da escola, numa área agrícola bastante significativa.
    A horta bio está a ser desenvolvida sob a supervisão dos animadores da autarquia e conta com a colaboração da junta de freguesia de Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa, encarregados de educação e a empresa Obiverde.

  • Ministra do Trabalho “apadrinha” lançamento do jogo da cooperação

    A governante esteve no Complexo do Alvito na manhã da passada terça-feira para conhecer o “novo” Jogo da Glória, criado pela Confecoop – Confederação Cooperativa Portuguesa

    Quatro equipas, de cinco elementos cada, escolheram o nome, o “grito de guerra” e colocaram-se a postos para um jogo da glória especial, jogado num tabuleiro gigante colocado no pátio do complexo do Alvito. O primeiro dado foi lançado pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que, na passada terça-feira, “apadrinhou” o lançamento do jogo da cooperação, inspirado no tradicional Jogo da Glória, mas cujas tarefas têm de ser desempenhadas em conjunto.
    A criação do jogo partiu da Confecoop – Confederação Cooperativa Portuguesa, cujo presidente, Rogério Cação, já tinha a ideia a fervilhar na cabeça há mais de uma década e surge da necessidade de pôr os mais novos a pensar em cooperar.
    “Nós cooperamos pouco, somos um bocado individualistas, andamos a correr atrás daquilo que nos faz falta e se chegarmos primeiro do que o outro tanto melhor”, disse o dirigente, defendendo a criação de mecanismos e caminhos que levem a que as crianças a perceber que podem ir mais longe se colaborarem uns com os outros. Para além disso, e de acordo com o também presidente da Cerci Peniche, há pouca gente nova no associativismo e para inverter essa tendência há que fazer uma aposta nas escolas.
    A ministra destacou o “momento simbólico” da apresentação do jogo e deu nota do entusiasmo das crianças. Recordou que a pandemia foi, ela própria, uma oportunidade para todos aprenderem a importância da cooperação, dando nota do trabalho articulado com as cooperativas, associações do setor social, segurança social e as autarquias. “Também são tempos de transformação e de percebemos, como sociedade, como podemos responder de forma melhor aos grandes desafios”, acrescentou.

    O projeto lançado em Óbidos será disseminado pelas escolas
    de todo o país

    Ana Mendes Godinho deu exemplo concreto do jogo do elástico (que experimentou), em que só estando os cinco elementos da equipa, em conjunto e a puxar com a mesma força, é que conseguem movimentar uma bola de um local para o outro.
    O complexo do Alvito foi o local escolhido para a apresentação do novo jogo porque as “escolas de Óbidos têm sido bons exemplos de cooperação”, explicou Rogério Cação, que pretende que este, além de ser disseminado pelas escolas do país, venha a ser alargado às questões de género, da inclusão, tolerância, pobreza e fome. Pretende também ser um ponto de partida para que estas questões possam ser abordadas na sala de aula, com as crianças do pré-escolar e 1º ciclo.

  • Pórtico da Benedita instalado junto à Igreja Nova da vila

    Projeto do escultor alcobacense Thierry Ferreira, antigo aluno da ESAD

    O Pórtico da Benedita foi colocado no adro da Igreja Paroquial da freguesia. A obra é do escultor alcobacense Thierry Ferreira e recupera 14 peças do pórtico de entrada da antiga Igreja Velha, que foram recolhidas e guardadas e agora ganham uma nova vida.
    O pórtico foi desmontado na década de 1960 e integrava a igreja paroquial antiga, que passou a ser designada Igreja velha quando, em 1955, surgiu a atual.
    De estilo gótico, semelhante ao pórtico do Mosteiro de Alcobaça, o Pórtico da Benedita é uma referência incontornável de muitas gerações de fregueses que agora podem revisita-lo junto à atual igreja, refere a autarquia de Alcobaça em nota de imprensa.
    “É um símbolo desta comunidade e do seu rico património que procurámos preservar”, refere Paulo Inácio, presidente da Câmara de Alcobaça, entidade que apoiou financeiramente esta obra.

    Polémica na ALEB
    Entretanto, prossegue a polémica na vila em torno da Quinta da Serra. A Cooperativa Terra Mágica das Lendas pretende evitar a destruição da chavanca (reservatório de água) no local onde está a ser construída a ALEB, mas não se opõe à obra. E começam a surgir informações de que naquele local chegou a existir um mosteiro beneditino.
    A Câmara recorda que o plano de pormenor foi lançado em 2006 e aprovado em 2016, sem que na discussão pública tenha a questão sido suscitada, e que as obras só avançaram com o parecer da DGPC e estão a ser acompanhadas por arqueólogos, tal como, aliás, obriga a lei neste tipo de empreitadas.

  • Uma viagem pela história, também caldense, do PCP

    Uma exposição, patente na Casa dos Barcos, no Parque D. Carlos I, mostra o percurso do partido que este ano assinala o seu centenário e apresenta alguns objetos da “luta” e atividade política local

    A foice e o martelo (símbolos do partido), esculpidos em madeira assumem um lugar de destaque na exposição, assim como a sua história, que remonta aos anos 40 do século passado, ao início da guerra e fuga de muitos judeus da perseguição nazi, também para as Caldas. A utilização intensiva que passou a ser feita dos serviços do posto de correios levou a que este tivesse de ser ampliado. Durante os trabalhos os operários esconderam, num buraco que fizeram na parede e depois taparam com reboco, uma foice e martelo em madeira, com palavras de ordem anti-fascista e de confiança no futuro. “Operário carpinteiro José Pedro Ferreira Godinho, que fez isto ao acaso e que é o que nós desejamos numa aclamação dos operários deste edifício e todos em comum. Viva a foice e o martelo”, ou “Esmeraldino Parente pede para que todos os operários se revoltem contra a burguesia. Viva o símbolo do trabalho”, são apenas algumas das frases escritas na peça, que viria a ser encontrada em 1977, durante as obras de instalação do estúdio de dança da Casa da Cultura e depois entregue ao PCP. Encontra-se agora exposto na Casa dos Barcos, na exposição comemorativa do Centenário do PCP, que foi inaugurada a 23 de maio e pode ser visitada até ao final do mês, a partir das 15 horas.

    A bicicleta utilizada por José Augusto Pimentel na distribuição do Avante!

    Tipografia clandestina na Fanadia
    Entre os elementos locais que integram a história do partido, está também o registo de que laborou, entre 1947 e 1948, uma tipografia clandestina do Avante na Fanadia. Esta funcionaria, à semelhança de muitas outras espalhadas pelo país, numa casa, normalmente alugada, e o trabalho era feito de noite, para não levantar suspeitas. “Havia um prelo manual, que muitas vezes era transportado dentro de uma mala como se fosse bagagem individual, e o jornal era impresso em papel bíblia porque era mais fino e assim era possível conseguir maior quantidade de exemplares ocupando um menor espaço”, explicou José Carlos Faria à Gazeta das Caldas. A composição do jornal era feita manualmente e os jornais depois distribuídos clandestinamente, geralmente de bicicleta. Uma delas, do “camarada” José Augusto Pimentel, propriedade do Museu do Ciclismo, também se encontra exposta nesta exposição.
    É ainda possível apreciar uma obra original do artista plástico José Santa-Bárbara. Trata-se do esboço de um desenho preparatório para a pintura “Pequeno retrato de uma grande figura”, numa referência ao histórico comunista, Álvaro Cunhal.
    Pelas paredes da Casa dos Barcos, no Parque D. Carlos I, encontram-se dispostos perto de duas dezenas de painéis que contam a história do PCP, desde a sua fundação, a 6 de março de 1921. Durante a inauguração, Rui Braga, membro do secretariado do Comité Central do PCP, salientou que nesta exposição está muita da história do país e do seu povo. Conta muita da história do partido que nasceu “para ser uma organização diferente a afirmar um projeto político distinto e oposto ao das classes políticas”, referiu. O dirigente comunista destacou ainda a importância atual e futura do partido, na “luta pelos direitos e melhoria das condições de vida e avanço para uma sociedade mais justa”.
    A iniciativa está integrada nas comemorações do centenário do partido, que terminam a 6 de março do próximo ano.

  • Loja Identidade é montra dos produtos endógenos de Óbidos

    O espaço situado à Porta da Vila pretende ser uma “mistura de memórias, saberes e habilidades” da comunidade

    A Loja Identidade reabriu as portas no sábado de manhã, num novo formato, com peças distintas criadas pelos diversos “fazedores” locais e também por convidados. Criados de forma artesanal, os produtos expostos, que vão desde peças de utilitárias a decorativas, produtos alimentares, jóias, brinquedos, entre outros, são únicas e feitas por empreendedores que integram o projeto Ativa-te, idosos que frequentam os centros Melhor Idade e de crianças de alguns jardins de infância do concelho.
    No corredor é possível encontrar uma mostra de todos os produtos expostos para venda e que depois podem ser encontradas pelas salas, bem como ateliers de trabalho ao vivo, onde Natasha Faria, faz as suas obras de arte a partir de papel machê, e Patrícia Faria cria originais peças em macramé.
    “A Loja Identidade não é um simples espaço de venda, mas antes uma janela de oportunidade para a economia local”, destacou Ricardo Duque, presidente da associação Espaço Ó, que integra a loja, durante a inauguração.
    O valor que resultar da venda dos produtos em loja será “importante para a retoma da atividade quer das salas do Melhor Idade quer dos empreendedores e fazedores”, referiu aquele responsável, acrescentando aquele será também um local de “teste” para perceberem qual é a dinâmica do mercado e, acima de tudo, as pessoas sentirem os seus produtos valorizados.
    O vice-presidente da Câmara de Óbidos, José Pereira, destacou o trabalho que está a ser feito ao nível do empreendedorismo e realçou os projetos criados, que associam a história ao território.

    “A Loja Identidade é uma janela de oportunidade para a economia local”

    Ricardo Duque

    “Valor da história e da marca de um território”

    José Pereira

    A loja, que vai funcionar de quarta-feira a domingo, das 11h00 às 16h00, será assegurada por quatro jovens, duas colaboradoras do Serviço de Desenvolvimento Comunitário e duas designers de joias, que integram o projeto Ativa-te e que irão depois utilizar a loja como próprio atelier e estarão também a trabalhar ao vivo.
    Para além de atrair turistas, o objetivo é que o novo espaço possa ser um local de visita habitual das pessoas que vão a Óbidos regularmente, para ver as novidades que vão aparecendo e também ali comprar os seus presentes, manifestou Cecília Ribeiro, uma das responsáveis pela loja.
    Para breve está prevista a abertura do terceiro Espaço Ó, situado em A-da-Gorda, e que, entre outras valências, terá um laboratório ligado aos produtos endógenos, salas de trabalho e residências criativas.

  • Programa preliminar do novo Museu de Cerâmica entregue à Câmara

    O documento, apresentado pelo historiador João Bonifácio Serra foi bem acolhido pelo executivo. Já foi acordada a abertura do procedimento para o projeto, com um valor base de 500 mil euros

    O historiador e investigador João Bonifácio Serra apresentou, na sessão de Câmara de 24 de maio, o programa preliminar do Novo Museu de Cerâmica.
    O documento propõe a construção de um novo edifício, que, em conjugação com o atual Palacete do Visconde Sacavém, consagre um museu com as valências de museu casa do património, museu casa da cerâmica, museu centro de ciência viva, museu laboratório criativo, museu centro interpretativo e museu centro cultural.
    O extenso documento apresentado ao executivo da Câmara das Caldas da Rainha, apoiado em elementos gráficos e históricos onde se reconstitui a evolução do conceito de museu de cerâmica, é resultado do trabalho de uma equipa formada por João Serra, Carla Cardoso, Carlos Coutinho, José Antunes, Pedro Ribeiro e Sónia Lopes, e resulta de uma solicitação da autarquia ao Laboratório de Investigação em Design e Artes, da ESAD.
    Este programa preliminar resulta de uma reflexão que foi feita sobre qual o destino do museu, funções e operacionalidades novas lhe deverão ser pedidas (com a passagem da tutela do Museu de Cerâmica para o município) que integrou sessões do executivo, da Assembleia Municipal, e de membros das associações e instituições do setor.
    “A proposta apresentada entusiasma-nos muito, vai ao encontro de criar um novo espaço dinamizador da cerâmica portuguesa, com sede nas Caldas”, disse o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, à Gazeta das Caldas, esperançado na concretização da proposta.

    “A proposta vai ao encontro de criar um espaço dinamizador da cerâmica portuguesa nas Caldas”

    Tinta Ferreira

    “A classificação do museu merece e reclama uma dimensão nacional”

    Luís Patacho e Jaime Neto

    Segue-se a apresentação pública do programa, mas houve, desde logo, na reunião de Câmara, “uma manifestação de satisfação para com a proposta e um acordo no sentido de abrir o procedimento para o projeto com um valor base de 500 mil euros”, acrescentou o chefe do executivo municipal.
    O objetivo é candidatar depois a obra, que deverá ser faseada, a fundos comunitários no quadro Portugal 2030.
    “Estamos a falar de valores que dificilmente o município, sozinho, conseguirá suportar na totalidade. Mas, se por algum motivo não conseguirmos financiamento comunitário, admitimos fazer uma parte com recursos próprios”, manifestou.

    PS viabiliza
    Os vereadores do PS retêm pela positiva o propósito de “não desclassificação” do Museu da Cerâmica, com a sua manutenção na Rede Portuguesa de Museus e defendem mesmo que a sua classificação “merece e reclama uma dimensão nacional que o processo de descentralização não impede nem constrange”.
    Luís Patacho e Jaime Neto defendem ainda a importância de um estudo urbanístico e paisagístico integrado para aquela zona da cidade.
    Os socialistas manifestam a sua concordância com a localização proposta, nas antigas instalações da Fábrica Bordalo Pinheiro, com ligação ao Palacete Visconde de Sacavém, sobretudo quando comparada com a alternativa prevista na proposta de Plano de Pormenor do Centro Histórico, ou seja, no interior da chamada “Mata do Parque D. Carlos I”, à qual sempre se opuseram.
    Por outro lado, os vereadores do PS realçaram que apenas tiveram conhecimento daquele documento na sessão de câmara, pelo que não tiveram ainda oportunidade de uma leitura mais aprofundada do mesmo.

  • Espaço F nasce para melhorar a qualidade de vida das pessoas em Óbidos

    O Espaço F – de Felicidade prevê acompanhamento terapêutico gratuito à população de Óbidos, de forma a melhorar a qualidade de vida no concelho. É composto por três valências

    No pavilhão municipal de Óbidos há, agora, um espaço dedicado à felicidade. O Espaço F integra, entre outras valências, uma sala Snoezelen, uma das poucas disponíveis na região e que pretende ir ao encontro das pessoas que necessitam de estimulação sensorial, seja por terapia ou por lazer.
    “As pessoas têm à disposição um espaço agradável, confortável e seguro, onde podem usufruir de várias experiências sensoriais, obtidas através da luz, do toque ou do som”, explica Vanessa Rolim, coordenadora do Espaço F.
    Na piscina de bolas é possível usufruir da experiência de relaxamento, mas também de estimulação táctil, visual e de outros níveis cognitivos, pois há material pequeno ajustado às necessidades de cada pessoa. Há, também, o tapete de fibras óticas, a cama e a coluna de água, que permitem aos utilizadores momentos únicos de relaxamento e bem-estar melhorando-lhes a qualidade de vida.
    O projeto foi atrasado pela pandemia, mas, por outro lado, ganhou uma maior relevância em termos de necessidade de resposta. Arrancou recentemente e tem entre os primeiros utentes os idosos do programa Melhor Idade, alunos da unidade de multideficiência do agrupamento e outros munícipes com necessidade desta valência. Filomena Oliveira, que ficou paraplégica há cerca de quatro anos, foi uma das primeiras a conhecer o espaço e tece-lhe os maiores elogios. “Entramos aqui e conseguimos mesmo relaxar, faz-nos esquecer um pouco a vida lá fora, o cansaço”, conta à Gazeta das Caldas.
    A atleta paralímpica cansa-se bastante física e psicologicamente, porque precisa de se concentrar para dar os passos e não se desequilibrar, tendo encontrado neste espaço uma solução. Aquele espaço afigura-se também como uma resposta às pessoas que foram infetadas com a covid-19 e que agora apresentam sintomas de cansaço físico e psicológico, concretiza Vanessa Rolim.
    Cada sessão demora 20 a 30 minutos e é gratuita para as pessoas do concelho. Parte dos utentes chega referenciada pelos médicos de família e de saúde pública, mas também há a possibilidade de auto-proposta para usufruto do serviço, sendo avaliada a sua necessidade pela equipa multidisciplinar afeta ao Espaço F, que conta com técnicos reabilitação psicomotora, psicologia clínica e social, professores de atividade física, entre outros.
    A sala Snoezelen pretende, também, ser uma resposta para pessoas do concelho que não estão institucionalizadas porque não conseguem ter vaga. “Pretendemos ajudar as famílias e, acima de tudo o utente, na parte social e terapêutica”, explicou a vereadora Margarida Reis.

    Uma resposta também para as pessoas infetadas com covid-19 e que se deparam com cansaço físico e psicológico

    Investimento de 40 mil euros no espaço, que foi apoiado pelos rotários

    Turismo acessível
    A complementar esta valência há, ainda, a sala “Incluir pela Arte”, que aposta na inclusão social pela prática artística. O objetivo passa pela intervenção junto de pessoas com deficiência, jovens em risco de abandono escolar e idosos, desenvolvendo ateliers de pintura, escultura, música, mas também jogos, e fazer uma correspondência cultural à Vila Literária.
    “Nos primeiros dois meses serão pessoas da comunidade a ensinar a arte que sabem, desde a modelação do barro à pintura, passando pela criação de coroas de flores e tapeçaria”, explicou a autarca, acrescentando que no final será feita uma exposição de todos os trabalhos na vila.
    A sala será também de turismo acessível, disponibilizando atividades para pessoas com dificuldade em movimentar-se, de idade avançada, ou alguma deficiência, enquanto familiares ou amigos visitam a vila.
    O minigolfe adaptado é outra das valências, com impacto na componente física, psicológica e social dos seus praticantes.
    No Espaço F estão investidos mais de 40 mil euros. A autarquia contou com a parceria do Rotary Internacional e dos clubes da Moita e do Bombarral, que apoiaram na aquisição do equipamento.

  • Folio regressa à vila de Óbidos em outubro numa edição dedicada ao “Outro”

    Evento presencial, a decorrer entre 14 a 24 de outubro, com a participação de autores internacionais e, possivelmente, uma presença nobel. Será assim o festival literário internacional deste ano

    A nobel da literatura, Herta Muller, tinha a presença confirmada, com data marcada, para a edição de 2020 do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos, mas as restrições provocadas pela pandemia levaram a que o evento fosse suspenso.
    A autora romeno-alemã, que em 2009 recebeu o mais alto galardão atribuído a um escritor, deverá vir a Óbidos este ano, estando apenas a sua participação dependente da possibilidade de viajar na altura do evento.
    Esta é uma das novidades do Folio, que terá por temática “O Outro”, numa reflexão sobre refugiados e migrantes, as guerras, mas também sobre o outro que há entre um de nós e em quem nos tornámos depois da pandemia. Terá lugar entre 14 a 24 de outubro, data escolhida pela organização por considerar que já haverá garantias de algum controlo da pandemia, com a maioria da população vacinada e a possibilidade de viagens internacionais. Não se realizou antes, numa vertente exclusivamente online, porque não seria transmitir a mais valia do evento, que “é o castelo, as muralhas, a rua, o contato com escritores, editoras, com o livro físico, os debates e os espetáculos”, enumera Paula Ganhão, responsável pelos serviços de cultura da Câmara de Óbidos, à Gazeta das Caldas.
    Esta edição contará com algumas alterações em relação às anteriores, desde logo pela concentração das principais atividades na tenda principal, que será instalada na Praça de Santa Maria e onde terão lugar os debates e encontros com escritores. O objetivo é o de criar um ambiente mais seguro, com circuitos alternados, que não se consegue nas pequenas salas distribuídas pelos vários espaços da vila e que era uma das características do Folio. Haverá uma outra tenda na cerca do castelo, onde decorrerão os concertos.
    O evento, ao nível da programação decorrerá nos moldes do ano anterior, com programadores para as diversas áreas, tendo como novidade a entrada de Ana Sofia Godinho, chefe de divisão da Educação da autarquia, como curadora do Folio Educa, em substituição de Maria José Vitorino. No Folio Autores mantém-se a curadoria da jornalista Ana Sousa Dias e Pedro Sousa, da Sociedade Vila Literária, e Mafalda Milhões continua como curadora do Folio Ilustra. A programação da Folia é assegurada pela empresa municipal e Fundação Inatel, e o Folio Mais, terá como curador José Pinho, da Livraria Ler Devagar, em colaboração com as editoras.

    O festival estará concentrado em duas tendas, uma na Praça de Santa Maria e outra na cerca do Castelo

    Evento pretende promover Óbidos enquanto destino literário a nível internacional

    A componente da internacionalização é importante no evento, que pretende promover Óbidos enquanto destino literário, estando já convidados escritores dos Estados Unidos e, sobretudo, dos países de língua oficial portuguesa.
    “Este é um evento muitíssimo importante para a recuperação, o mais rápido possível, do setor económico”, considera o presidente da Câmara, Humberto Marques, dando conta do forte maior retorno da notícia gerada num contexto nacional e internacional.
    “Precisamos do público nacional, mas também dos turistas internacionais, que possam começar a vir para Óbidos e a sentir essa segurança”, concretizou o autarca.
    No decorrer do Folio haverá um centro de testagem rápida à Covid 19 na vila, permitindo que todos os participantes o possam utilizar para se sentirem mais seguros. O bilhete para participar nas sessões, gratuito, terá de ser adquirido com antecedência, de modo a permitir o controlo das entradas em cada evento.
    Organizado pela autarquia em parceria com a Sociedade Vila Literária, o festival terá este ano um orçamento próprio na ordem dos 250 mil euros e conta com o apoio de diversos parceiros como a Fundação Inatel e Millenium BCP.

  • Grandes eventos na região começam a “desconfinar”

    Com o pós-confinamento e o regresso à “normalidade”, vários municípios do Oeste decidiram retomar os grandes eventos que dinamizam, sobretudo, durante o verão. Outros, mais cautelosos, esperam pela evolução da pandemia

    Este ano, os usos e costumes medievais voltam à vila de Óbidos, ainda não sob a forma do Mercado Medieval, mas num evento com recriação histórica e animação. Entre 15 de julho e 15 de agosto (durante quatro fins-de-semana) a cerca do castelo irá ser palco de oficinas de artes e ofícios antigos, apontamentos de falcoaria e quinta pedagógica. Com um horário de funcionamento previsto entre as 10h00 e as 18h00, terá à noite espetáculos de música, teatro e fogo. À porta da vila será recriada uma pequena mouraria e, pela vila, terá lugar um teatro imersivo, em que os visitantes integram a peça. No fim-de-semana de 10 e 11 de agosto irá realizar-se um torneio internacional de tiro com arco na cerca do castelo e a organização está a planear a recriação de caçada real, que termina com um banquete. Pelo concelho serão dinamizados percursos históricos.
    O evento contará ainda a componente digital, com a disponibilização de conteúdos de especialistas deste período histórico que estudaram a vila. Haverá conversas, tertúlias e vídeos que serão transmitidas durante o evento.
    Organizado pela Óbidos Criativa, o evento pretende “dar um sinal de que estamos preocupados com a nossa economia e necessitamos mesmo de atrair pessoas para permanecer em Óbidos durante alguns dias”, explicou o administrador da empresa municipal, Alexandre Ferreira. O responsável garante que estão a ser tidas em conta todas as regras de distanciamento e segurança, lotações reduzidas, que poderão ser alteradas se a situação pandémica o permitir. De fora ficarão as tasquinhas, uma das grandes atrações do Mercado Medieval, por causa das restrições em termos de área. “Costumamos ter quatro a cinco mil pessoas no espaço e nesta fase poderemos ter 600 a 700 pessoas no máximo”, explica Alexandre Ferreira, acrescentando que há ano e meio que,praticamente, não se realizam eventos em Óbidos.

    Também Alcobaça disponibiliza um conjunto de iniciativas culturais a decorrer de forma presencial. Por estes dias realizam-se em espaços da cidade espetáculos no âmbito do Festival Manobras e, para o fim-de-semana de 12 e 13 de junho, uma dramaturgia teatral inserida no projeto Aljubarrota 1385, no qual será invocada a importância histórica da Batalha de Aljubarrota. Também no verão regressam aos estádios do concelho grandes espetáculos, como os concertos de Blaya, Capicua, Mafalda Veiga e os integrados nas comemorações do Dia de São Bernardo, com Expensive Soul, Jorge Palma e Toy. Entre setembro e outubro regressa o festival Novo Palco, onde os artistas locais têm oportunidade de mostrar o seu talento, e o Festival Literário e de Cinema, Books & Movies, que permite ao público dialogar com escritores, realizadores e artistas em vários espaços culturais da cidade. Em novembro, será a vez da Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais voltar ao mosteiro para a sua 23ª edição. A autarquia sublinha a prioridade em garantir toda a segurança e cumprimento rigoroso das regras sanitárias e deixa um convite à comunidade para participar nas manifestações culturais.
    Também na Nazaré irão realizar-se eventos durante o verão, a decorrer no Estádio do Viveiro – Jordan Santos (Praia da Nazaré). De 16 a 20 junho terá lugar o Euro Beach Soccer League e no mês seguinte decorrerão mais dois torneios. Entre os dias 2 e 4 de julho realiza-se o Arena mil beach handball e, entre 12 e 18 de julho, decorrerá o Euro Winners Cup. Todos eles estão abrangidos pelas medidas previstas no Plano de Contingência do Estádio do Viveiro – Jordan Santos, e que se encontram em linha com as normas orientadoras da DGS para este tipo de evento.
    No Bombarral, o município está a organizar o Festival do Vinho Português e Feira Nacional da Pera Rocha, que voltará a ser presencial, embora num formato diferente dos anos anteriores e adaptado ao contexto de pandemia. O evento, que também contará com concertos, irá decorrer na Mata Municipal, em agosto.
    Já o Cadaval não decidiu ainda a realização de eventos para este ano.

    Caldas ainda não irá realizar eventos de massas e o Cadaval está por decidir a programação

    Aposta nos eventos para atrair visitantes e dinamizar a região após a pandemia

    Caldas sem grandes eventos
    Mais cauteloso relativamente à realização de eventos de massas está o município das Caldas da Rainha, que este ano ainda não irá realizar a Frutos, Tasquinhas e Marchas Populares, devido à Covid-19. Todavia, está a trabalhar num conjunto de iniciativas de animação, num “formato adequado ao contexto de crise sanitária que ainda não ultrapassámos totalmente”, esclarece a autarquia. Nesse sentido, poderão realizar-se mercados no Parque e no Largo do Termal, bem como concertos no Parque, a iniciativa Música sobre Rodas nas freguesias, peças de teatro no Parque, o Anima Freguesias e Caldas Anima, e ainda workshops ou animação infantil. A programação está a ser elaborada e pensada para que sejam salvaguardadas as recomendações sanitárias, conclui.

  • Autarcas reclamam eletrificação da Linha das Caldas para norte

    Autarcas reclamam eletrificação da Linha das Caldas para norte

    Os autarcas do Oeste acreditam que a obra é estruturante para o desenvolvimento da região e da sua posição estratégica a nível nacional

    Embora com atrasos na implementação do projeto para a segunda fase de modernização da Linha do Oeste, entre as Caldas e Leiria, o presidente da OesteCIM, Pedro Folgado, continua a acreditar que esta será uma realidade. O também autarca de Alenquer destaca a prioridade, assumida pelo governo, na ferrovia para a retoma do país. Esta comunidade intermunicipal, enquanto Autoridade de Transportes, irá “continuar a sublinhar a importância da aposta e investimento na mobilidade sustentável”, particularmente no reforço e qualificação da rede ferroviária, fator que consideram estruturante para a posição estratégica do Oeste no quadro da sua competitividade territorial.
    O presidente da CIM considera que, tendo em conta as diferentes fontes de financiamento que vão surgir, este é o momento de “observar a modernização da linha do Oeste e integrá-la num ecossistema mais global e orgânico no quadro da mobilidade”. Na sua opinião, a articulação entre a rede de alta velocidade e a rede convencional irá promover a interoperabilidade dos dois modos ferroviários e facilitar os acessos e a transferência de passageiros, incrementando, desta forma, a mobilidade das populações de forma significativa.

    Investimento vai promover uma maior mobilidade das populações

    A eletrificação contribuirá também para a descarbonização

    Os autarcas oestinos são unânimes relativamente aos impactos positivos que a eletrificação e a duplicação, nalguns troços, da Linha do Oeste trará para a região, assumindo-se como uma via de transporte alternativa entre a região Oeste e a grande Lisboa e uma mais-valia capaz de gerar dinamismo económico. Contribuirá também para a descarbonização, sendo assim favorável à melhoria do ambiente e um contributo importante para a transição climática, sustentam os autarcas.
    No entanto, o atraso na 2ª fase do projeto, das Caldas para norte é motivo de preocupação. “Para a total potenciação desta Linha é fundamental que também este troço seja requalificado”, realça o presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, mostrando apreensão com a falta de compromisso relativamente a este segundo troço. O seu homólogo, de Alcobaça, recorda que, em janeiro de 2020, emitiu, juntamente com o município da Nazaré um comunicado sobre as preocupações comuns a ambos os concelhos relativamente a este atraso. Nele defendiam que o Estado “deve encarar esta segunda fase não apenas como uma medida compensatória, mas sobretudo estratégica e essencial para o desenvolvimento social e económico de dois dos mais belos territórios do país”. Paulo Inácio refere ainda que, tendo em conta que ambas as populações têm lidado com a obrigatoriedade de pagamento de avultadas portagens na autoestrada A8, são agora merecedoras deste investimento, “mitigando décadas de injustiça” e que Leiria deve ser chamada à colação no âmbito deste processo e até mesmo liderá-lo.
    Já para a ligação à alta velocidade as posições divergem. Para presidente da Câmara da Nazaré, Walter Chicharro, “é fundamental” que os concelhos servidos por transporte ferroviário tenham acesso a esse ponto de interligação, uma vez que o governo já assumiu que Leiria fará parte do traçado da alta velocidade”, enquanto que para o edil do Bombarral, não se trata de uma prioridade.
    Os autarcas mostram-se também disponíveis para colaborar na recuperação e dinamização das estações e apeadeiros. Os municípios de Alcobaça e Nazaré já manifestaram a disponibilidade para a criação de uma rede de transporte de passageiros que contemple a ligação entre a Estação de Valado dos Frades e as respetivas sedes de concelho, nomeadamente por recurso a ‘shuttles’ monocarris ou autocarros elétricos numa lógica de mobilidade sustentável. O autarca de Alcobaça destaca a singularidade da estação de S. Martinho do Porto, pela sua proximidade ao mar, dando nota da importância da eletrificação integral da Linha do Oeste também para o turismo. Também a autarquia de Óbidos está a trabalhar com as Infraestruturas de Portugal na recuperação da estação e sua ligação ao centro da vila. “Uma vila turística como a de Óbidos terá toda a vantagem com esta modernização da linha face à sua proximidade a um dos principais destinos turísticos, que é Lisboa”, conclui o presidente, Humberto Marques. ■

    O que pensam os autarcas

    Tinta Ferreira
    Caldas da Rainha

    Para a total potenciação da Linha do Oeste é fundamental que também o troço entre Caldas e Leiria seja requalificado

    Ricardo Fernandes
    Bombarral

    O impacto da eletrificação para este território é enorme, pois permitirá que o transporte ferroviário possa concorrer com o transporte rodoviário

    Paulo Inácio
    Alcobaça

    A eletrificação se não for rapidamente efetuada em toda a sua extensão vai criar assimetrias inaceitáveis no desenvolvimento deste território

     

    Pedro Folgado
    OesteCIM

    Modernizar a linha e investir nas ligações e cadeias de valor é determinante para o sucesso do Oeste nesta era da transição digital e ambiental

  • Assembleia Municipal aprova isenção  de taxas para esplanadas até ao fim do ano

    Assembleia Municipal aprova isenção de taxas para esplanadas até ao fim do ano

    Na Assembleia Municipal das Caldas de 11 de maio, foram ainda aprovadas três moções, uma delas a propôr a classificação da Lagoa e as restantes de preocupação com a modernização da Linha do Oeste. As medalhas de mérito da cidade também suscitaram discussão entre as bancadas

    Os estabelecimentos comerciais estão isentos do pagamento de taxas para esplanadas até ao final do ano e será permitido o seu alargamento até ao limite do número de mesas existentes no interior do estabelecimento. No entanto, a sua existência não pode impedir a circulação de peões, obstruir a saída dos prédios e garagens nem constituir obstáculo à circulação automóvel. Estas medidas, de resposta às dificuldades económicas provocadas pela pandemia, foram aprovadas por unanimidade na Assembleia Municipal de 11 de maio.
    “Temos de incentivar a atividade dos nossos pequenos empresários e colaborar para a sua manutenção e seu crescimento”, disse o presidente da câmara, Tinta Ferreira, acrescentando que, com estas medidas, a autarquia está a dar um contributo para que as atividades possam ser feitas com confiança. A deputada do CDS-PP, Ana Sofia Cardoso, congratulou-se com a iniciativa, que considera ir no seguimento do que vem sendo defendido por aquele grupo municipal, sobre a adoção de medidas que permitam a rápida retoma económica na área da cafetaria e da restauração. Já constata um “centro mais vivo e que apela ao consumo”, deixando a sugestão ao município para que, depois da pandemia

    Incentivar a atividade dos pequenos empresários na cidade esteve na base da isenção do pagamento das taxas para esplanadas

    A medida permite ainda um aumento da taxa de ocupação no exterior dos espaços comerciais, desde que não impeça a circulação na via pública

    Deputados caldenses satisfeitos com iniciativa, que permite dar mais vida ao centro da cidade e apela ao consumo

    e com as taxas aplicadas, pudesse manter estes rácios de utilização do espaço exterior.

    Também o deputado do PS, Luís Filipe, disse concordar com a medida que procura incentivar a atividade económica. “Também achamos que pode dar um pouco mais de vida à nossa cidade”, disse, alertando que é necessário ter em atenção eventuais abusos.
    Classificação da Lagoa
    Os deputados municipais aprovaram, por unanimidade, uma moção que recomenda à Câmara das Caldas para que, em conjunto com a de Óbidos, encete os trabalhos necessários à classificação da Lagoa como área protegida. O documento, apresentado pela CDU, apela à preservação daquele ecossistema assim como ao arranque das dragagens, previstas para finais de maio, inícios de junho.
    O presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, Fernando Sousa, congratulou-se com a moção, lembrando que também ele apresentou diversas moções e intervenções sobre o mesmo assunto. “A situação da lagoa agrava-se de dia para dia, mas tenho de agradecer ao presidente da Câmara que, no último mês tem sido a pessoa que mais pressão tem feito, através dos técnicos da APA para que, durante as dragagens, possamos fazer alguma intervenção de urgência junto à embocadura”, referiu.
    Também Diogo Carvalho, do CDS, manifestou a sua concordância com o documento apresentado pela CDU, lembrando que as “questões ambientais não são questões ideológicas, são questões que exigem soluções que tragam benefício para o ser humano”. Considera que neste momento já não basta proteger, é preciso reforçar a barreira natural que tem sido eliminada, tanto a norte como a sul da lagoa”.
    Em resposta aos deputados, a vereadora com o pelouro do Ambiente, Maria João Domingos, informou que já foi reportada a preocupação da autarquia em que, “pelo fato desta intervenção ser tardia, haja outros problemas que não ficam completamente resolvidos com esta dragagem”. À ideia inicial de uma classificação local, a autarca sugeriu que esta não fosse especificada, de modo a que a administração central continue implicada na gestão daquele ecossistema.
    A autarca realçou ainda as medidas de proteção e preservação da lagoa que têm sido tomadas pelos municípios de Óbidos e das Caldas.
    Na mesma reunião foram aprovadas, também por unanimidade, duas moções, uma apresentada pelo BE e outra pela CDU, sobre a modernização e eletrificação da Linha do Oeste. Os documentos defendem a necessidade de requalificação das Caldas para Norte, da remodelação de estações e apeadeiros, criação de intermodais nas cidades de maior dimensão (Caldas da Rainha, Torres Vedras e Leiria) e a coordenação dos operadores ferroviários e rodoviários. Outras das pretensões são a existência de um passe social concorrencial com o dos operadores rodoviários e o reaproveitamento das infraestruturas existentes, terminais de carga e descarga junto a unidades industriais, e a construção de outras que se justifiquem ao longo do troço da linha.

    CDS critica escolhas
    A divulgação das medalhas de mérito do município mereceu a crítica de Ana Sofia Cardoso, do CDS-PP, que, “não colocando em causa todo o mérito que têm os medalhados”, entendeu que a lista “parece estar muito circunscrita a um partido, que é o PSD”. A deputada municipal lembrou que “há mais gente a fazer trabalho nesta cidade, para além das pessoas que ano após ano, parece que têm de apresentar um cartão de filiado para conseguirem obter algum reconhecimento”.
    Uma intervenção que o presidente da União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto, Arnaldo Custódio, apelidou de “infeliz” e de “mau gosto”, considerando que a centrista acabou por desvalorizar todos os homenageados. “Penso que as pessoas que foram indicadas pela minha freguesia nada têm a ver com o cartão partidário”, disse.
    Já os deputados Luís Filipe (PS) e Vítor Fernandes (CDU) destacaram o reconhecimento aos profissionais de saúde pela dedicação e sacrifício durante a pandemia.
    De acordo com o presidente da câmara, Tinta Ferreira, a lista de medalhados contou com a contribuição dos elementos dos dois partidos representados na câmara e alguns presidentes de junta que também apresentaram as suas propostas. “A afirmação não é verdadeira, inapropriada para a Assembleia Municipal e desvaloriza uns e outros”, disse.
    As dificuldades sentidas pelos utentes do Centro de Saúde das Caldas em obter consultas e exames foram denunciadas pelo deputado do BE, Arnaldo Sarroeira, enquanto Vítor Fernandes (CDU) pediu explicações à Câmara sobre as inundações que se verificaram recentemente na cidade aquando das chuvas intensas.
    O socialista Luís Filipe deu voz à preocupação de munícipes com o eventual fecho da escola do Carvalhal Benfeito devido à falta de alunos, propondo o alargamento do horário daquele estabelecimento de ensino ou de algumas atividades, tornando-o mais atrativo para os pais manterem lá as suas crianças.
    Dando resposta ao deputado do BE, Tinta Ferreira comprometeu-se a informar, junto da diretora do ACeS Oeste Norte, sobre os problemas no centro de saúde para ver se é possível melhorar a situação.
    Relativamente aos problemas causados pelas inundações, explicou que tem sido feito um esforço para alargar as condutas de modo a dar resposta, mas quando se trata de uma concentração muito intensa e momentânea de água, não o conseguem garantir. Estão ainda a ser feitos levantamentos em zonas específicas, mais afetadas, para tentar minorar a situação no futuro. ■

  • VMER das Caldas da Rainha celebrou 19 anos de serviço

    VMER das Caldas da Rainha celebrou 19 anos de serviço

    A VMER das Caldas fez a sua primeira saída às 22h00 de um 15 de maio de 2002 e, desde então, nunca mais parou

    Até às 16h00 do passado sábado – dia em que assinalou o seu 19º aniversário -, a VMER tinha feito três saídas. “Uma situação normal”, explicou o enfermeiro coordenador, Nuno Pedro, tendo em conta que por turno (oito horas) costumam ter seis a sete chamadas.
    Neste ano atípico, devido à pandemia, foi notório o decréscimo de ativações da emergência pré-hospitalar para situações graves de acidentes rodoviários, atropelamentos e problemas em escolas. Por outro lado, registou-se, em certas alturas do ano em que se registaram mais casos de infeção por covid-19, um aumento muito significativo de saídas para casas de repouso e lares. “Tínhamos muitas saídas onde, infelizmente, na maioria das vezes não poderíamos ajudar, mas são medidas de conforto”, explicou Nuno Pedro.

    O serviço é garantido por 25 médicos e 17 enfermeiros

    O coordenador de enfermagem da VMER não consegue fazer o paralelismo entre a diminuição das idas ao hospital durante a pandemia e a gravidade dos casos para que foram chamados, mas reconhece que tal poderá ter acontecido em algumas situações. Continuaram a sair para socorrer pessoas com patologia cardíaca descompensada, insuficiência renal e diabetes e, por vezes, os pacientes “dizem mesmo que não foram às urgências porque estavam com medo”.
    Atualmente, a VMER tem um veículo novo e níveis de operacionalidade próximos dos 100%. O serviço é garantido por 25 médicos e 17 enfermeiros, com uma média diária de seis saídas.
    A comemoração do aniversário costuma ser feita com um jantar convívio que, desde o ano passado não tem sido possível, mas que gostariam de o retomar para o 20º aniversário. Ainda assim, houve bolo de aniversário e a festa simbólica decorreu na sua base, construída num pré-fabricado de madeira, no perímetro do hospital. ■

  • O mural da contestação

    O mural da contestação

    Os ativistas da Greve Climática das Caldas acusam a câmara de perseguição política relativamente ao mural da avenida 1º de Maio. A câmara refuta a acusação e garante apenas estar a cumprir a lei

    A artista plástica Cláudia Pedro, com a colaboração da Greve Climática Estudantil, pintou um mural, na Avenida 1º de Maio, nº 31 A, que procura fundir a arte de rua e a luta por justiça climática, mais concretamente pela requalificação da Linha do Oeste. Os ativistas referem que o mural foi pintado em concordância com o proprietário. Porém, foram “notificados pela câmara das Caldas de que poderia incorrer numa coima de elevado valor financeiro sobre o mesmo “devido às normas urbanísticas e paisagísticas, ficando, assim, a imagem a depender da aprovação” da autarquia.

    O mural foi pintado, mas sem que tivesse sido pedido licenciamento aos serviços camarários para o efeito

    Em comunicado, os jovens salientam que o mural representa uma reivindicação que “devia importar a todos localmente” e que o muro encontrava-se marcado com imagens que feriam suscetibilidades relativas ao pudor público. No entanto, no que diz respeito a estas marcas, “o proprietário não terá sido advertido, notificado ou multado”, apenas quando o muro foi “alterado para apresentar uma mensagem política e reivindicativa” relativa a um problema crónico da região pareceu haver um problema relativo à “alteração da fachada”.
    Para os jovens, há uma “índole política” na notificação efetuada pelo presidente da câmara e garantem que não serão silenciados por “manobras burocráticas”. E perguntam: “E este o compromisso das Caldas da Rainha? Não com a resolução da crise climática, mas com a perseguição de ativistas que procuram fazer-lhe face, com as ferramentas que têm à sua disposição?”
    Questionada pela Gazeta, a câmara refuta as acusações de perseguição política e realça que o que está em causa é de foro jurídico de cumprimento da lei, em que a alteração está sujeita a licença administrativa, por configurar uma alteração de fachada, o que carece de licenciamento prévio.
    A autarquia realça que o promotor da alteração deve apresentar no município o respetivo pedido de licenciamento, acompanhado de autorização expressa (escrita) dos condóminos do prédio onde está prevista a pintura, assim como o projeto com a reprodução do mural para apreciação técnica. “O início da obra sem a devida licença municipal está sujeita a embargo, bem como a processo de contraordenação, punível com coima”, sublinham os serviços camarários.
    A autarquia recebeu uma informação de um representante da Guerra Climática Estudantil, dando nota que iriam proceder à pintura do mural e revela que não foram notificados a pagar qualquer valor, tendo apenas sido notificados dos pressupostos legais. “Os pontos da lei apontados pela Guerra Climática Estudantil também são claros nesta matéria, não tendo, no entanto, sido inteiramente acatados ou compreendidos”, refere a autarquia.

  • Câmara garante apoio  para obras na Obstetrícia

    Câmara garante apoio para obras na Obstetrícia

    Parceria entre a câmara das Caldas e o CHO permite a realização de intervenções e formalizar outras já em curso

    A câmara das Caldas da Rainha vai comparticipar, com 400 mil euros, as obras da Obstetrícia previstas realizar no Hospital das Caldas, assim como a aquisição de equipamentos.
    O protocolo de parceria entre a autarquia e o CHO, firmado a 12 de maio, prevê o apoio para a requalificação de uma resposta hospitalar que está numa situação de degradação em termos de infraestrutura.
    “São mais de 30 anos sem uma intervenção profunda”, disse a presidente do conselho de administração do CHO, Elsa Baião, acrescentando que a entidade está a iniciar o projeto para a intervenção numa valência que dá resposta a toda a região. Este serviço serve um universo de mais de 151 mil mulheres da região.
    A verba está consagrada nas grandes opções do plano do município, de 2021 a 23, com o presidente da câmara, Tinta Ferreira, a realçar que é “fundamental que o Serviço de Obstetrícia, que foi considerado essencial no Hospital das Caldas, reúna as condições adequadas para o seu funcionamento”.
    O protocolo prevê, ainda, a colaboração no futuro desenvolvimento em investigação na área dos efeitos medicinais e curativos dos tratamentos termais, assim como a definição de vantagens aos utentes do CHO nos tratamentos termais.
    Aprofundar a parceria para a realização de visitas turísticas e culturais feitas pelo Museu do Hospital ao Património Termal é outro dos objetivos protocolados.
    O Serviço de Medicina Física e Reabilitação vai continuar a funcionar em dois andares do Hospital Termal, enquanto não for encontrada uma localização definitiva para esses serviços.
    A câmara, que tem a cedência do Hospital Termal, continuará a assegurar os serviços de portaria e vigilância, a fornecer a energia elétrica aos serviços, permitir a utilização da ala de internamento do 2º piso, disponibilizar o espaço de residência para hospedagem temporária de médicos ou de outro pessoal especializado, bem como garantir a operacionalidade dos elevadores e do aquecimento central do edifício do Hospital Termal.
    Já o CHO deverá, além de assegurar a limpeza nos serviços, realizar nas suas instalações a esterilização dos instrumentos e equipamentos usados nos tratamentos termais, tratar dos resíduos e lixos hospitalares que resultem das atividades termais e hospitalares prestadas.

    Parceria ao nível da investigação em termalismo, requalificações e cedência de instalações

    Recuperação do Jardim de Água
    As duas entidades irão celebrar, ainda, um acordo para a manutenção conjunta do Jardim de Água, de Ferreira da Silva, no prazo de 120 dias.
    Elsa Baião reconheceu que se trata de uma “obra com relevo na cidade” e que, muitas vezes, sente “uma impotência enorme” por não lhe poder dar “todo o carinho que merece”, por haver “outras prioridades em termos de investimento” na saúde.
    O projeto a realizar terá em conta a iluminação do local, a recuperação dos materiais cerâmicos e ainda terá de haver uma decisão técnica sobre a possibilidade de utilização de água no monumento, por causa dos aquíferos.
    Foi, ainda, protocolada a utilização do parque de estacionamento junto do Chafariz das Cinco Bicas, de modo a permitir o estacionamento de autocarros turísticos aos fins de semana. Os serviços estão a trabalhar em conjunto na definição das cancelas e sistemas de entrada e saída. No entanto, e de acordo com Tinta Ferreira, não é previsível que a utilização por parte dos autocarros seja para breve, tendo em conta que o estacionamento do hospital está limitado devido às obras e ainda não se verifica uma grande procura turística.

  • “Bilhete postal”  de Santa Susana está requalificado

    “Bilhete postal” de Santa Susana está requalificado

    A requalificação do parque de merendas, que ocupa uma área de meio hectare, foi inaugurada a 16 de maio. Obra foi custeada pela Junta de Freguesia
    do Landal, através da delegação de competências

    Era um espaço da junta de freguesia, com um grande plátano, uma nascente, um painel antigo com a imagem de Santa Susana e muito mato, que o então presidente da Junta do Landal, António Augusto, decidiu valorizar e transformar num parque de merendas. Foi inaugurado no verão de 2020 e, desde então, poucas melhorias recebeu, até à requalificação recente, cuja inauguração decorreu na tarde de domingo.
    Perante algumas dezenas das “forças vivas” da terra, o presidente da junta, Armando Monteiro, destacou a atratividade do espaço, que faz dele um dos “produtos icónicos” da freguesia, a par das codornizes, pão de ló do Landal e da pêra Rocha.
    A aposta no turismo de natureza vai continuar, com a criação de trilhos nas serras e de um passadiço que irá desde o cruzamento da A15 (A-dos-Francos) ao Landal, envolvendo as duas freguesias.
    Para além disso, a junta pretende ainda recuperar o museu escolar e criar uma sala para um museu de modelismo.
    A terra que tem por lema “Landal, onde vale a pena viver” não quer perder as suas valências ao nível da saúde e do ensino, pelo que Armando Monteiro pediu ao executivo municipal que intercedesse junto dos organismos públicos.
    A resposta do presidente da câmara, Tinta Ferreira, foi pronta, descansando o autarca de base: “as tentativas que possam ocorrer para reduzir os serviços têm a nossa objeção”, disse.

    Presidente da junta solicitou à câmara que interceda junto dos organismos públicos, por forma a manter serviços de saúde e ensino

    O chefe do executivo municipal informou que já teve a confirmação que irá continuar a haver atendimento na extensão de saúde à terça e quinta-feiras e que, no que respeita à continuidade da escola do 1º ciclo, a “redução de alunos está a levantar dificuldades”, mas tudo farão “para manter o serviço”.
    Referindo-se ao parque de merendas, o autarca disse tratar-se de um espaço com simbolismo, que valoriza a localidade de Santa Susana. A obra, no valor de 24.500 euros, foi custeada pela autarquia, através da delegação de competências.
    Também presente na cerimónia, o presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro, destacou a homenagem aos antigos presidentes de junta, convidados a estar presentes, assim como a cerimónia religiosa realizada numa envolvência com a natureza. Já a presidente da Assembleia de freguesia, Susana Louro, realçou que o espaço, “que é de todos os landalenses”, é também um dos bilhetes postais que representa a beleza da freguesia, deixando um convite ao seu usufruto.
    No final da cerimónia a junta entregou cinco cheques, no valor de 200 euros cada, às cinco associações que se mantêm em atividade na freguesia, para fazer face às dificuldades provocadas pela pandemia.

  • Termalismo e cuidados de saúde primários marcam feriado nas Caldas

    Termalismo e cuidados de saúde primários marcam feriado nas Caldas

    A comparticipação nos tratamentos termais e a aposta nos cuidados de saúde primários foram anúncios feitos por António Lacerda Sales

    Convidado para as festas da Cidade, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, trouxe consigo um presente: a notícia de que o Estado continuará a comparticipar os tratamentos termais prescritos pelo SNS em 35% até ao valor de 95 euros. “Com a publicação da portaria o governo mantém a confiança no termalismo e na sua contribuição para a prevenção da doença e promoção da saúde”, manifestou António Lacerda Sales, durante a visita ao Balneário Novo do Hospital Termal e que coincidiu com a reabertura dos seus tratamentos.
    O governante destacou a importância dos tratamentos na recuperação de sequelas nesta fase pós Covid 19 e manifestou o “justo reconhecimento” à autarquia pelo trabalho que tem vindo a desenvolver desde que ficou com a concessão do património termal. “Devemos olhar para as águas termais numa ótica de promoção da saúde, mas também de atividade de entre família ou entre amigos”, salientou, defendendo o diálogo entre diferentes entidades e promovendo uma maior informação e investigação.
    O “trabalho exemplar” que está a ser feito ao nível do termalismo caldense foi também evidenciado pelo diretor clínico do Hospital Termal, Jorge Santos Silva, lembrando que acarretam o “peso” de ser o hospital termal mais antigo do mundo.
    Na presença do governante e entidades oficiais, o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, referiu que terão menos utentes do que o que seria expetável, por força das limitações da pandemia, mas que haverá uma “dedicação total” na realização dos tratamentos de doenças respiratórias.
    O chefe do executivo municipal deu, também, devida nota das obras que estão a decorrer no primeiro piso da ala sul do Hospital Termal. Está também projetada uma segunda ala, no rés do chão do edifício, idêntica à que deverá entrar em funcionamento no verão, e que poderá dar resposta a uma procura maior de aquistas. Há ainda o projeto global de recuperação patrimonial do edifício, que deverá acontecer numa fase posterior.
    Relativamente às comparticipações, apesar de considerar uma “boa notícia”, Tinta Ferreira refere que se trata de uma renovação da prática de anos anteriores e considera que este apoio poderia ser um pouco superior, bem como perdurar por vários anos. “Era fundamental para garantir as decisões que têm de ser tomadas para a sustentabilidade dos sistemas das termas”, disse, acrescentando que, no caso caldense, o défice que resulta do funcionamento das termas é coberto pela autarquia.

    Êxodo dos médicos para Norte
    Em Santo Onofre, o secretário de Estado inaugurou o novo equipamento de saúde, que integra a Unidade de Saúde Pública Zé Povinho e a Unidade de Saúde Familiar Rainha D. Leonor, e possui espaços polivalentes, como um gabinete de saúde oral e um de fisioterapia. Na apresentação do equipamento, Marta Félix, presidente do conselho clínico, explicou que a USF Rainha D. Leonor é constituída por oito médicos, oito enfermeiros, seis assistentes técnicos e seis internos de formação especifica e presta cuidados a uma população de cerca de 15 mil utentes. Está integrada no ACES Oeste Norte, que conta com um total de 56 postos de atendimento dispersos por seis concelhos e com 180 mil utentes inscritos, dos quais 161 mil têm médico de família atribuído, perfazendo uma cobertura de 90%. No entanto, de inícios de janeiro a finais de abril, o agrupamento de centros de saúde perdeu 12 médicos, “num verdadeiro êxodo para a zona norte do país”, referiu a responsável. Também o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, destacou a importância da obra agora inaugurada, que se traduz num investimento superior a 1,8 milhões de euros, comparticipados em 1,2 milhões por fundos comunitários e em 600 mil euros pelo município. O equipamento foi da responsabilidade da ARSLVT.
    O autarca informou que já foi aprovado o projeto de execução para reabilitar o centro de saúde antigo, no valor de 1,4 milhões, e que será candidatado a fundos comunitários. Apelou ao governante o reforço de recursos humanos e voltou a manifestar o desejo de ver construído nas Caldas o novo Hospital do Oeste. Mas, enquanto isso não acontece, Tinta Ferreira pede investimento público para o atual hospital caldense.
    Sem responder diretamente ao autarca, o secretário de Estado destacou que a política dos cuidados de saúde primários é uma prioridade para o atual Ministério da Saúde e que, a curto prazo, pretendem “garantir que todos os portugueses têm acesso a médico de família na sua área de residência”.

    O governante disse, ainda, que a semana passada foi publicado um despacho para reforço dos recursos humanos para o SNS, que prevê a integração de mais 2400 profissionais com contratos de trabalho por tempo indeterminado, entre os quais constam mais de 1300 profissionais para os cuidados primários de saúde.
    Integrado nas comemorações foi ainda celebrada a assinatura do auto de consignação da reabilitação do parque infantil no Parque D. Carlos I. Trata-se de uma empreitada de perto de 100 mil euros, e é uma das propostas vencedoras do Orçamento Participativo municipal.

    “Com a publicação da portaria o governo mantém a confiança no termalismo”

    António Lacerda Sales

  • Sporting Clube das Caldas homenageado com a medalha de honra da cidade

    Sporting Clube das Caldas homenageado com a medalha de honra da cidade

    A cerimónia, que voltou ao CCC depois de um ano de interregno, distinguiu personalidades do concelho. Foi também aproveitada, pelo presidente da câmara, para dar conta das obras em curso

    “Quando uma coletividade faz 100 anos é eterna” declarou Mário Tavares, convidado a fazer a apresentação do clube centenário que, este ano, recebeu a mais alta distinção do município. O presidente honorário e sócio número 1 do Sporting Clube das Caldas (SCC) fez o historial do emblema, lembrando que se trata da coletividade caldense mais galardoada.
    O dirigente realçou também o papel da autarquia, que tem auxiliado o clube ao longo dos tempos. “Hoje tem um pavilhão desportivo protocolado com o município, que garante a sua prática desportiva, o que é muito diferente de quando tinham que ir jogar a Peniche porque não tinham recinto”, recordou.

    Comemorações do 15 de maio na cidade foram restritas às entidades oficiais

    O presidente do Sp. Caldas, Filipe Mateus, destacou que o clube sempre “serviu a população, com um currículo invejável em vários desportos e que é, sem dúvida, revelador do impacto que teve e tem na vida do concelho das Caldas”. Esta referência desportiva tem acompanhado a evolução geracional de famílias, havendo já quatro gerações de praticantes. Filipe Mateus reconheceu o trabalho dos dirigentes e falou das dificuldades com que se debatem, agudizadas pela pandemia, deixando um apelo aos empresários da região para que os possam ajudar.
    Este ano foram, ainda, entregues medalhas de mérito municipal a17 personalidades e entidades que se destacaram nas mais diversas áreas. Homenageada foi também a funcionária Natércia Tempero, que irá aposentar-se, pelo apoio prestado anualmente à realização do evento.
    A cerimónia teve este ano um protocolo mais restrito do que até há dois anos, com menos medalhados e sem grande envolvimento da população. O presidente da câmara, Tinta Ferreira, lembrou que o combate à pandemia tornou-se a “principal prioridade” do município que, em articulação com autoridades locais de saúde e outras entidades, “pôs em marcha inúmeras ações”. O autarca recordou várias, nomeadamente as medidas de auxílio às famílias e empresas, e destacou que, apesar de as restrições terem sido aliviadas, a situação pandémica ainda não está resolvida, pelo que muitas iniciativas ainda não poderão decorrer este ano. Suspensos continuam os grandes eventos, que são “elementos de grande atratividade, com um relevante impato no dinamismo cultural e socioeconómico do concelho”, salientou o autarca.

    Distinção para os profissionais de saúde que trabalharam no combate à pandemia

    Tinta Ferreira aproveitou ainda a cerimónia para elencar um conjunto de obras que a autarquia continuou a desenvolver, bem como outras, “de grande impato”, que foram iniciadas, referindo-se a requalificações de diversos edifícios públicos, a construção de um centro escolar e uma creche, alargamento de vias, entre outras. Por outro lado, manifestou a sua preocupação com a “falta de resposta”, por parte do governo, do avanço dos projetos de requalificação da Linha do Oeste, das Caldas para norte, do reavivar dos canais mais próximos da embocadura da Lagoa, da requalificação da Escola Secundária Raúl Proença e das reabilitações no hospital. Um conjunto de projetos e obras que são conseguidas “mantendo uma gestão com ambição, mas rigorosa, realista e com impostos municipais baixos”, destacou o autarca.
    Já o presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro, lembrou que este é um ano de fim de mandato, agradecendo a quem está a acabar funções e, com as eleições para breve, apelou ao voto para combater a abstenção. Referiu-se aos problemas crónicos do concelho, pedindo solução a nível central, nomeadamente para a saúde e a ferrovia.
    As Festas da Cidade voltaram a contar com o tradicional concerto na noite de 14 de maio, mas ainda sem público, e realizado no Hospital Termal, com David Antunes e Midnight Band, com participação de Melanie Russo e Vanessa Alexandre, e transmitido online. ■

     

  • Recuperado pórtico da antiga igreja da Benedita

    Recuperado pórtico da antiga igreja da Benedita

    O Pórtico da Benedita foi apresentado à comunidade no passado domingo, ao ser colocado no adro da Igreja Paroquial da freguesia. Esta obra é do escultor alcobacense Thierry Ferreira e recupera 14 peças do pórtico de entrada da antiga Igreja Velha, que foram recolhidas e guardadas.

    O pórtico foi desmontado na década de 60 e integrava a igreja paroquial antiga, que passou a ser designada Igreja velha quando, em 1955, surgiu a atual. De estilo gótico, semelhante ao pórtico do Mosteiro de Alcobaça, o Pórtico da Benedita é uma referência incontornável de muitas gerações de fregueses que agora podem revisita-lo junto à atual igreja, refere a autarquia de Alcobaça em nota de imprensa. “É um símbolo desta comunidade e do seu rico património que procurámos preservar”, refere Paulo Inácio, presidente da Câmara de Alcobaça, entidade que apoiou financeiramente esta obra.

     

  • António Barros é candidato à Câmara das Caldas pela CDU

    António Barros é candidato à Câmara das Caldas pela CDU

    O técnico de comunicações, de 71 anos, António Barros, é o candidato à Câmara das Caldas pela Coligação Democrática Unitária (CDU). O também membro da concelhia comunista caldense, já foi candidato à autarquia em 2009 e antes tinha encabeçado a lista da CDU à Assembleia de Freguesia de Alvorninha. Foi ainda deputado em substituição na Assembleia Municipal entre 2005 e 2009.

    O atual deputado municipal Vitor Fernandes volta a encabeçar a lista de candidatos à Assembleia Municipal. Membro da concelhia caldense do PCP e da DORLEI, Vitor Fernandes, de 79 anos e empregado de escritório, integra a Assembleia Municipal caldense desde 2005. Partindo para estas eleições com um deputado na Assembleia Municipal e um deputado na Assembleia de Freguesia de Santo Onofre e Serra do Bouro, a CDU assume como objectivo eleitoral no concelho das Caldas o “reforço da sua votação e da sua presença nos órgãos autárquicos”, refere em nota de imprensa. Acrescenta ainda que a decisão da coordenadora distrital da CDU foi tomada após deliberação dos órgãos concelhios da CDU e da auscultação a vários independentes que integram a coligação.

  • Governante anuncia comparticipação nos tratamentos termais

    Governante anuncia comparticipação nos tratamentos termais

    O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, anunciou na tarde deste sábado, durante a cerimónia de abertura do Hospital Termal, que os tratamentos termais continuarão a ter uma comparticipação de 35% até ao valor de 95 euros. “O governo mantém a confiança no termalismo e promoção da saúde”, disse Lacerda Sales, que defendeu que as águas termais devem ser vistas numa ótica de saúde mas também de lazer, com a opção de estilos de saúde saudáveis.

    O governante participou nas cerimónias do Dia da Cidade, nomeadamente na homenagem à Rainha, visita ao Hospital Termal e inauguração da USF de Santo Onofre, onde agradeceu o contributo que a autarquia caldense tem dado ao Serviço Nacional de Saúde. O secretário de Estado destacou que política dos cuidados de saúde primários são uma prioridade e deu nota do trabalho que está a ser feito de reforço nos cuidados de saúde.

     

  • Caldas distinguiu 18 personalidades e instituições no Dia da Cidade

    Caldas distinguiu 18 personalidades e instituições no Dia da Cidade

    Depois de um ano de interregno devido à pandemia, o município das Caldas voltou a distinguir, este sábado – Dia da Cidade – com a medalha de mérito municipal, 17 personalidades e entidades que se destacaram nas mais diversas áreas. Foi ainda homenageado, com a medalha de honra da cidade, o Sporting Clube das Caldas, que assinalou o ano passado o seu 100º aniversário. Durante a cerimónia, o arguente da instituição, Mário Tavares, fez o seu historial e destacou que “quando uma coletividade faz 100 anos é eterna, não pode morrer mais”.

    O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, fez um balanço do trabalho feito, nomeadamente no que respeita às medidas tomadas, em colaboração com as autoridades de saúde, de combate à pandemia, mas também das obras de maior relevo efetuadas durante este período. Já o presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro, falou dos problemas crónicos do concelho e, lembrando que este é um ano de eleições, apelou ao voto para combater a abstenção.

     

  • Termas caldenses reabrem a 15 de maio no Balneário Novo

    Termas caldenses reabrem a 15 de maio no Balneário Novo

    O Dia da Cidade marca, simbolicamente, a reabertura das termas, com tratamentos ao nível das vias respiratórias. No verão reabre a ala sul do Hospital

    O Balneário Novo reabrirá portas no próximo sábado com tratamentos do aparelho respiratório, depois de quatro meses encerrado. Os utentes têm à sua disposição tratamentos de nebulização, irrigação nasal, pulverização faríngea, inalação e aerossóis, além das técnicas de aplicação médica e da higienização bucal.
    A pandemia está a limitar o número de utentes em simultâneo, pelo que uma sala que antes poderia ter até 30 pessoas, agora poderá ter apenas oito.
    Atualmente trabalham cerca de uma dezena de pessoas no Balneário Novo, nas áreas da desinfeção, secretariado e técnicos de balneoterapia. A estas juntam-se dois médicos, um deles o diretor clínico, em prestação de serviços. De acordo com os serviços, tem havido muita procura pelos tratamentos termais, após a permissão do governo para a retoma da atividade.

    “O objetivo sempre foi abrir todas as suas valências”

    João Frade

    Para o verão está prevista a abertura da ala sul do Hospital Termal, que irá acolher tratamentos destinados a problemas reumáticos e músculo-esqueléticos. Haverá técnicas de duche, massagem, imersão em banheira e de vapor. Neste momento está a decorrer a obra de preparação e de arranjo da ala sul. As antigas banheiras e outros equipamentos estão a ser substituídos para dar lugar a outros mais modernos, que permitirão tratamentos de cura termal e de bem-estar. “Quem quiser vir passar um fim-de-semana, ou que esteja cá e queira experimentar um duche Vichy, também o pode fazer”, exemplificou João Frade, gestor das Termas das Caldas em representação do presidente da Câmara. De acordo com o responsável, o objetivo sempre foi voltar a abrir o hospital termal em todas as suas valências. “Conseguimos numa primeira fase iniciar as técnicas ORL [ligadas ao aparelho respiratório] no Balneário Novo, que necessitava de menos obra, enquanto que o Hospital Termal necessitava de uma intervenção mais profunda ao nível da requalificação do espaço, de autorizações das entidades oficiais e obrigava a mexer nas canalizações e adução da água termal assim como a substituir os equipamentos”, resumiu. Entre os novos equipamentos termais e e de hidroterapia, estão a aquisição de banheiras de hidromassagem, duches vichy, de jato e circular e também equipamentos de vapor com hidropressoterapia, vapor aos membros e vapor à coluna.

    Da capacidade instalada
    para acolher cerca de 30
    tratamentos em simultâneo, a sala agora apenas pode receber oito utentes de cada vez

    A ala sul irá disponibilizar 14 banheiras para tratamentos. A autarquia, que gere o Hospital Termal desde 2015, pretende relançar o termalismo de forma faseada. Para uma terceira fase está prevista a criação de uma piscina de reabilitação e outros serviços, no rés do chão do Balneário Novo, completando o ciclo de tratamentos termais. As piscinas (do Rei e da Rainha) existentes no hospital apenas serão utilizadas numa vertente turística. Há visitas guiadas pelo Museu do Hospital e das Caldas, assim como por parte de operadores turísticos que contatam o hospital para o efeito. ■

    Secretário de Estado Adjunto e da Saúde vem às Caldas no Dia da Cidade

    O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, estará nas Caldas no próximo sábado. O governante, que é natural desta cidade, virá participar nas cerimónias do 15 de maio, devendo integrar a comitiva que vai prestar homenagem à Rainha, seguindo depois na visita ao Hospital Termal e inauguração da USF de Santo Onofre.
    As celebrações do Dia da Cidade começam com o tradicional concerto, na noite de 14 de maio, este ano realizado no Hospital Termal, de David Antunes e Midnight Band, com participação de Melanie Russo e Vanessa Alexandre, e transmitido online. Do dia 15 decorrerá a cerimónia de entrega das medalhas de mérito municipal a 18 personalidades e entidades que se destacaram nas mais diversas áreas. A distinção maior, a medalha de honra da cidade, será entregue ao Sporting Clube das Caldas, que assinalou 100 anos o ano passado, mas tendo em conta que o ano passado não houve entrega de medalhas devido à pandemia, será homenageado este ano.
    No domigo será inaugurado o mural cerâmico alusivo ao centenário da Filarmónica de Alvorninha e inaugurada a requalificação do Parque de Merendas de Santa Susana (Landal).
    As celebrações irão estender-se durante o mês de maio, com a realização de atividades culturais, recreativas e desportivas. ■

  • Comissão quer novos comboios na Linha  do Oeste  em 2023

    Comissão quer novos comboios na Linha do Oeste em 2023

    A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste vai exigir do ministro das Infraestruturas e da Habitação que intervenha junto da CP, para que o processo da aquisição das novas composições se concretize “com a maior celeridade”, de modo a que em 2023, estas estejam a circular na Linha do Oeste.
    Em comunicado, a associação manifesta a “maior preocupação” pelo atraso na encomenda das 22 composições que irão renovar o material circulante em várias linhas, entre as quais a do Oeste. No caso concreto da Linha do Oeste, este atraso poderá “pôr em causa a rentabilização do processo de modernização e de electrificação em curso, cuja conclusão está prevista para 2023, quando se sabe que a CP precisa das novas composições para garantir o transporte dos passageiros no troço entre Meleças e Caldas da Rainha”, reclama.
    De acordo com os representantes deste movimento, as composições a diesel alugadas à Renfe, que servem presentemente a Linha do Oeste, estão a envelhecer, com avarias cada vez mais frequentes e custos para a CP bastante elevados. Uma situação que tende a piorar com o passar do tempo, sustentam.
    Por outro lado, o troço entre Caldas e Louriçal “estará por electrificar para além de 2023, pelo que as novas composições híbridas serão indispensáveis para garantir o serviço de
    passageiros ao longo de todo o percurso da Linha”, defendem, destacando que todo este processo tem tido diversos obstáculos. Desde logo a tentativa de encerramento da linha, a degradação do serviço e a ausência de modernização, que têm prejudicado a ferrovia. A comissão considera mesmo que, o atraso na encomenda das novas composições “só serve os interesses privados no transporte de passageiros e põe em causa a qualidade o serviço público ferroviário”. ■

  • Políticas, rede social e parcerias são essenciais no combate à pobreza

    Políticas, rede social e parcerias são essenciais no combate à pobreza

    Além de especialistas, debate promovido pelo Conselho da Cidade contou com a apresentação dos resultados de um inquérito feito às entidades sociais

    Evitar a “fatalidade” de uma criança que nasce numa família pobre se tornar num adulto e idoso pobre deve ser, para Edmundo Martinho, coordenador da Comissão da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, a chave de uma estratégia nacional de combate à pobreza. O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa defendeu, no “Combate à Pobreza – Como e o que podemos melhorar?”, organizado pelo Conselho da Cidade, que a criança deve ser um dos eixos principais de trabalho e defende que são precisas políticas para ajudar as famílias com filhos pequenos, não só a nível financeiro, como através do acompanhamento escolar e condições de saúde.
    Uma das propostas em cima da mesa é a gratuitidade e universalidade no acesso a creches. Edmundo Martinho reconhece que obrigará a um reforço significativo no Orçamento de Estado, mas entende que estas devem fazer parte do “processo de desenvolvimento educativo de uma criança em formação”.
    Tendo como foco especial todas as famílias com crianças, o orador defendeu que nenhuma dessas famílias deveria estar abaixo do limiar da pobreza e que a prioridade deve ser encontrar o equilíbrio entre a dimensão das políticas nacionais e a sua expressão local.

    “Falta-nos uma estratégia nacional de combate à pobreza, que depois deveria desdobrar-se ao nível de cada território”

    Edmundo Martinho

    Perante uma plateia de cerca de 40 pessoas, a maioria representantes de instituições de apoio social, Edmundo Martinho destacou também o emprego como fator do combate à pobreza, defendendo intervenção ao nível do salário mínimo e a melhoria dos salários por via do aumento das qualificações.
    O responsável realçou ainda a importância da rede social enquanto esforço conjugado de todas as instituições, e a necessidade de definição de eixos estratégicos a 10 anos, e não a cada ciclo eleitoral.
    “Falta-nos uma estratégia nacional de combate à pobreza, que depois deveria desdobrar-se ao nível de cada território”, disse, acrescentando que a rede social pode ser um instrumento chave, trabalhando para o conjunto da família e não para elementos desagregados.
    Também presente no encontro, Célia Roque, diretora do Centro de Emprego Oeste Norte, defendeu a necessidade de se trabalhar cada vez mais em rede e em parceria. “Apenas com emprego será possível criar hábitos saudáveis e quebrar ciclos entre gerações”, disse, realçando que é preciso fazer uma “avaliação exigente, rigorosa, eficiente de toda a solidariedade que é prestada às famílias e às pessoas que dela precisam”.
    Apesar de se começar a notar alguma dinâmica económica na região, a responsável está apreensiva relativamente ao futuro, nomeadamente com o fim das moratórias e das prorrogações automáticas dos subsídios de desemprego, e elencou três aspetos que considera essenciais para facilitar a obtenção de emprego. Desde logo, a necessidade de facilitar o apoio à família através de mais estruturas, inclusivamente em horários pós-laboral e fins de semana. A esta dificuldade junta-se também a dos transportes e circulação das pessoas nas zonas limítrofes do concelho, assim como o constrangimento ao nível dos cuidados pessoais e de higiene, por parte de pessoas com condições de habitabilidade reduzidas, que aparecem para as entrevistas de emprego. “Está comprovado que quanto mais tempo se fica desempregado mais difícil é a reintegração no mercado de trabalho”, disse, dando nota da importância do trabalho articulado pelas instituições da rede social onde o instituto de emprego também se inclui.

    Diagnóstico da pobreza
    O debate foi promovido pelo Conselho da Cidade, a 5 de maio, com o objetivo de encontrar respostas para a resolução do problema que cujas proporções estão a aumentar. A presidente da entidade, Ana Costa Leal, traçou o diagnóstico da pobreza em Portugal, realçando que os efeitos socioeconómicos da pandemia agravaram as condições de vida de muitas famílias. A nível local existe um conjunto de instituições, associações e pequenas organizações que apoiam os carenciados e uma “consciência coletiva das dificuldades que enfrentam, seja no atendimento a cada dia maior, na coordenação entre elas, no acompanhamento das famílias que ajudam e na articulação com as entidades locais”.
    Entre os oradores esteve também Marina Ximenes, da direção do Conselho da Cidade, que apresentou o resultado do inquérito respondido por 34 entidades que estão na linha da frente no combate à pobreza. O estudo conclui que as entidades sabem da existência de outras similares, mas não há intercâmbio, reuniões conjuntas ou uniformização dos critérios de assistência.
    Consideram que deveria ser a câmara a fazer a reavaliação e haver uma entidade externa de apoio às instituições na organização das entrevistas. “Os beneficiários devem chegar já triados e com os dados atualizados e aferidos”, referiu ainda Marina Ximenes, dando também conta que as instituições defendem a promoção de ações de formação e apoio ao estudo.
    “A pobreza não é uma fatalidade e para a vencer é necessária vontade política e empenhamento social”, concluiu António Curado, do Conselho da Cidade, realçando a relevância deste primeiro encontro presencial.■
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Projetos municipais reforçados com apoio comunitário

    O Programa Operacional Centro 2020 aprovou 35 novas candidaturas nas áreas da educação, saúde e património, que representam uma comparticipação de fundos europeus de 11,7 milhões de euros, e reforçou o financiamento em 72 candidaturas já anteriormente aprovadas num montante de 8,4 milhões de euros.
    O município das Caldas da Rainha viu algumas das candidaturas serem reforçadas, nomeadamente a requalificação da EB da Encosta do Sol, com perto de 125 mil euros, a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, com 85 mil euros, e a construção da Unidade de Saúde de Santo Onofre, com 234 mil euros.
    Na Nazaré o Centro Escolar de Famalicão obtém um reforço de 179 mil euros, e a nova unidade de saúde da vila mais 28,3 mil euros. Já em Alcobaça, o reforço de verba comunitária vai para a construção do Centro Escolar de Turquel, com 117 mil euros.
    Peniche obteve a aprovação da candidatura para a reabilitação das muralhas, de 838 mil euros, bem como o reforço de verba para a recuperação do Forte de Nossa Senhora da Consolação, no valor de 7,2 mil euros.
    No Cadaval foi reforçado o apoio para a requalificação da Escola Básica e Secundária, em 716 mil euros.
    Estes projetos, enquadrados nos Pactos para o Desenvolvimento e Coesão Territorial celebrados com as comunidades intermunicipais visam estimular o investimento público, relevante para a retoma económica e social, tendo em conta o contexto da pandemia. Os apoios concedidos destinam-se a investimentos em edifícios escolares, centros de saúde, monumentos classificados, enquanto equipamentos determinantes para qualificar os territórios, dotando-os de infraestruturas que melhoram os serviços à disposição das populações e tornando-os mais atrativos. ■

  • Impulse Gaming quer tornar-se a maior comunidade de gaming do país

    Impulse Gaming quer tornar-se a maior comunidade de gaming do país

    Projeto visa aumentar e dar a conhecer a comunidade de jogadores de videojogos e dinamizar atividades

    O gosto pelos videojogos levou o fozense André Perdiz, de 27 anos, e o obidense João Rodrigues, de 26, a criarem a Impulse Gaming, uma comunidade online que conta já com mais de 500 elementos, a sua maioria portugueses, residentes em diversos países. O objetivo é que esta possa crescer e tornar-se a “maior organização de gaming a nível nacional”, explica André Perdiz à Gazeta das Caldas.
    Os jovens possuem uma plataforma online (Discord), onde se juntam para jogar os mais diversos tipos de jogos, desde ação, futebol, carros e futebol, simulação, entre outros. “Há pessoas que têm menos capacidade de reagir com os outros fisicamente e sentem-se mais confortáveis atrás de um ecrã”, conta o empreendedor, acrescentando que, para além de fomentar amizades, também se potenciam algumas competências.
    A ideia surgiu da necessidade de terem outros jogadores quando queriam jogar e pensaram organizar torneios e jogar a um nível mais competitivo. Neste momento a Impulse Gaming conta com 40 elementos, que se dividem entre os colaboradores, os jogadores e os criadores de conteúdo, que, além de jogar, mostram como se joga, com transmissões em direto através de uma plataforma.
    Atualmente estão a organizar a liga portuguesa de Rocket League, “onde se encontram os melhores jogadores”, conta André Perdiz. Mas também já dinamizaram um campeonato nacional de escolas, envolvendo 16 estabelecimentos de ensino secundário, e alguns torneios.

    “O nosso objetivo é trazer atividades para a nossa comunidade, chegar ao maior número de pessoas, de diversas gerações, e que estas se divirtam”

    André Perdiz,
    co-fundador do projeto

    “O nosso objetivo é trazer atividades para a nossa comunidade, chegar ao maior número de pessoas e que estas se divirtam”, resume o programador informático.
    O Impulse Gaming é o mais novo projeto a ser desenvolvido no Espaço Ó. De acordo com o presidente da associação, Ricardo Duque, já há algum tempo que pretendem apostar nesta área, até para a desmistificar.
    “Fala-se muito em isolamento, mas há pessoas que até se desinibem muito mais a partir de um videojogo, através de uma comunidade de gaming, porque falam a mesma linguagem”, explica, acrescentando que procuram também chegar a uma comunidade que está em crescimento e que deve ser apoiada. Estão agora a trabalhar em conjunto para federar a Impulse Gaming, permitindo-lhes outras ferramentas e oportunidades, além da credibilidade enquanto grupo, assim como aumentar a sua comunidade. Para além disso, estão a planear a criação, após a pandemia, de um grande evento de gaming em Óbidos. ■

  • Comissão de Utentes do CHO cessa funções

    Comissão de Utentes do CHO cessa funções

    A comissão solicita à participação de “todos quantos tenham disponibilidade” para dar continuidade ao projeto

    Quatro anos depois de ter entrado em funções, a comissão de utentes do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) coloca o lugar à disposição.
    Em comunicado, informa que, em virtude das “graves dificuldades” de caráter pessoal e profissional de alguns elementos que constituem a comissão torna-se “impossível a sua continuidade, com os mesmos”. Por esse motivo, questionam o futuro da comissão, tendo como certo que é “impossível” continuar a garantir “todas as suas obrigações”.
    A Comissão de Utentes considera que os objetivos a que se propôs foram conseguidos. Recentemente, foi apresentado um documento, tendo por base as respostas e sugestões dos responsáveis pela saúde na região e onde se propunha a continuar a apelar à aquisição de novos equipamentos e colocação de mais pessoal no CHO, bem como continuar a insistir na audiência com a ministra da Saúde.
    Desconhecendo-se para quando o novo Hospital do Oeste e, tendo em conta a pandemia, propunham-se a “exigir ao governo que, urgentemente, seja instalada uma unidade de cuidados intensivos”, dizia Vítor Dinis, acrescentando que também se batem pelo reinício das obras da Urgência. Na semana passada, o porta-voz da comissão entregou uma carta ao secretário de Estado da Saúde, onde expõe essas preocupações.
    No comunicado, os elementos referem que a “luta que se segue” – a construção do novo hospital – “será uma nova luta e um novo desafio, para uma renovada comissão”.
    Assim, solicitam a todas as pessoas que “tenham disponibilidade”, para se voluntariarem para dar continuidade ao projeto, no prazo de 30 dias. Referem ainda que “faz todo o sentido” a renovação dos elementos e que, findo esse prazo, se não aparecerem pessoas interessadas em assumir este desafio, os elementos da comissão dão o seu exercício como extinto, cessando as suas funções.
    A comissão de utentes do CHO foi eleita a 10 de março de 2017, depois da sessão pública convocada pelo utente Vítor Dinis. Na altura, cerca de 30 pessoas responderam ao apelo do cidadão e compareceram na sessão pública, que teve por objetivo pedir a demissão dos elementos da Comissão de Utentes pelo Hospital e eleger uma nova comissão. Aos presentes, Vítor Dinis explicou que a comissão tem como missão “ser porta-voz das pessoas do Oeste”. ■

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