Author: Fátima Ferreira

  • Estação de combustível da Repsol de Tornada tem nova lavagem automática

    A estação de combustível da Repsol, na Estrada de Tornada, nas Caldas, tem uma nova lavagem automática de automóveis. O sistema de lavagem é acionado através de um cartão, comprado da loja e cafetaria da concessionária, e que pode ter vários preços, entre os 3,95 e os 6,95 euros. O serviço mais completo, apelidado de premium, integra alta pressão automática, super espuma, shampoo, lavagem de jantes, lavagem de chassis, cera e secagem, e tratamento de pintura. O serviço de limpeza compreende, também, dois aspiradores de alta pressão.
    O concessionário das estações de combustível da Repsol nas Caldas da Rainha, Luís Gomes, decidiu abrir esta lavagem automática para aproveitar o espaço existente e disponibilizar um equipamento “topo de gama” para a lavagem dos automóveis, que “não risca os carros e tem o pormenor do tratamento de pintura, que os deixa a brilhar”.
    Trata-se de um investimento da Repsol, que nas suas quatro estações caldenses oferece três soluções diferenciadas de lavagem, desde a manual à lavagem automática a jato e com rolos.
    O serviço está disponível, diariamente, das 7 às 23h00. ■

  • Políticas, rede social e parcerias são essenciais no combate à pobreza

    Além de especialistas, debate promovido pelo Conselho da Cidade contou com a apresentação dos resultados de um inquérito feito às entidades sociais

    Evitar a “fatalidade” de uma criança que nasce numa família pobre se tornar num adulto e idoso pobre deve ser, para Edmundo Martinho, coordenador da Comissão da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, a chave de uma estratégia nacional de combate à pobreza. O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa defendeu, no “Combate à Pobreza – Como e o que podemos melhorar?”, organizado pelo Conselho da Cidade, que a criança deve ser um dos eixos principais de trabalho e defende que são precisas políticas para ajudar as famílias com filhos pequenos, não só a nível financeiro, como através do acompanhamento escolar e condições de saúde.
    Uma das propostas em cima da mesa é a gratuitidade e universalidade no acesso a creches. Edmundo Martinho reconhece que obrigará a um reforço significativo no Orçamento de Estado, mas entende que estas devem fazer parte do “processo de desenvolvimento educativo de uma criança em formação”.
    Tendo como foco especial todas as famílias com crianças, o orador defendeu que nenhuma dessas famílias deveria estar abaixo do limiar da pobreza e que a prioridade deve ser encontrar o equilíbrio entre a dimensão das políticas nacionais e a sua expressão local.
    Perante uma plateia de cerca de 40 pessoas, a maioria representantes de instituições de apoio social, Edmundo Martinho destacou também o emprego como fator do combate à pobreza, defendendo intervenção ao nível do salário mínimo e a melhoria dos salários por via do aumento das qualificações.
    O responsável realçou ainda a importância da rede social enquanto esforço conjugado de todas as instituições, e a necessidade de definição de eixos estratégicos a 10 anos, e não a cada ciclo eleitoral.
    “Falta-nos uma estratégia nacional de combate à pobreza, que depois deveria desdobrar-se ao nível de cada território”, disse, acrescentando que a rede social pode ser um instrumento chave, trabalhando para o conjunto da família e não para elementos desagregados.
    Também presente no encontro, Célia Roque, diretora do Centro de Emprego Oeste Norte, defendeu a necessidade de se trabalhar cada vez mais em rede e em parceria. “Apenas com emprego será possível criar hábitos saudáveis e quebrar ciclos entre gerações”, disse, realçando que é preciso fazer uma “avaliação exigente, rigorosa, eficiente de toda a solidariedade que é prestada às famílias e às pessoas que dela precisam”.
    Apesar de se começar a notar alguma dinâmica económica na região, a responsável está apreensiva relativamente ao futuro, nomeadamente com o fim das moratórias e das prorrogações automáticas dos subsídios de desemprego, e elencou três aspetos que considera essenciais para facilitar a obtenção de emprego. Desde logo, a necessidade de facilitar o apoio à família através de mais estruturas, inclusivamente em horários pós-laboral e fins de semana. A esta dificuldade junta-se também a dos transportes e circulação das pessoas nas zonas limítrofes do concelho, assim como o constrangimento ao nível dos cuidados pessoais e de higiene, por parte de pessoas com condições de habitabilidade reduzidas, que aparecem para as entrevistas de emprego. “Está comprovado que quanto mais tempo se fica desempregado mais difícil é a reintegração no mercado de trabalho”, disse, dando nota da importância do trabalho articulado pelas instituições da rede social onde o instituto de emprego também se inclui.

    Diagnóstico da pobreza
    O debate foi promovido pelo Conselho da Cidade, a 5 de maio, com o objetivo de encontrar respostas para a resolução do problema que cujas proporções estão a aumentar. A presidente da entidade, Ana Costa Leal, traçou o diagnóstico da pobreza em Portugal, realçando que os efeitos socioeconómicos da pandemia agravaram as condições de vida de muitas famílias. A nível local existe um conjunto de instituições, associações e pequenas organizações que apoiam os carenciados e uma “consciência coletiva das dificuldades que enfrentam, seja no atendimento a cada dia maior, na coordenação entre elas, no acompanhamento das famílias que ajudam e na articulação com as entidades locais”.
    Entre os oradores esteve também Marina Ximenes, da direção do Conselho da Cidade, que apresentou o resultado do inquérito respondido por 34 entidades que estão na linha da frente no combate à pobreza. O estudo conclui que as entidades sabem da existência de outras similares, mas não há intercâmbio, reuniões conjuntas ou uniformização dos critérios de assistência.
    Consideram que deveria ser a câmara a fazer a reavaliação e haver uma entidade externa de apoio às instituições na organização das entrevistas. “Os beneficiários devem chegar já triados e com os dados atualizados e aferidos”, referiu ainda Marina Ximenes, dando também conta que as instituições defendem a promoção de ações de formação e apoio ao estudo.
    “A pobreza não é uma fatalidade e para a vencer é necessária vontade política e empenhamento social”, concluiu António Curado, do Conselho da Cidade, realçando a relevância deste primeiro encontro presencial.■

  • Nazaré quer ser uma autarquia sem herbicidas

    A Câmara da Nazaré anunciou a sua adesão às Autarquias sem Glifosato/Herbicidas com a aprovação, em reunião de Câmara, da proposta nesse sentido, e que será enviada à próxima Assembleia Municipal para tomada de conhecimento. Este municipio decidiu abandonar o uso de herbicidas e, em particular do glifosato, nas áreas da sua responsabilidade, quer diretamente quer através de empresas concessionárias, tendo em vista contribuir ativamente para um melhor ambiente no seu território e para a proteção da saúde e da qualidade de vida dos seus habitantes. Desde 2020 que tem vindo a optar pela monda térmica e mecânica, em alternativa à aplicação de herbicidas.

    Os vereadores Salvador Formiga e Orlando Rodrigues foram os responsáveis pela proposta de adesão ao projeto da QUERCUS. Justificam a não utilização de químicos controlo de ervas, com os riscos conhecidos, que têm vindo a revelar consequências gravosas para a saúde e para o ambiente de vários herbicidas, em particular daquela cuja substância ativa é o glifosato que apresenta degradação lenta, o que conduz ao arrastamento (pela água da chuva, da rega ou de lavagem) para rios, albufeiras e lençóis freáticos, entre outros; atua na fauna como desregulador hormonal e agente carcinogénico, mesmo em doses muito baixas, sendo absorvido através dos alimentos e da água, refere nota de imprensa.

     

  • CHO vai dispor de Unidade de Cuidados Intensivos nas Caldas e em Torres Vedras

    A Unidade de Cuidados Intensivos terá um total de 12 camas, divididas pelas unidades hospitalares das Caldas e de Torres Vedras, anunciou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales

    O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) vai obter “uma reivindicação muito antiga, que é a sua Unidade de Cuidados Intensivos” (UCI), anunciou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, no passado dia 29 de abril, após uma visita ao hospital das Caldas da Rainha.
    O governante admitiu que esta foi uma das “muitas necessidades que a pandemia evidenciou” e explicou que a Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e Referenciação de Medicina Intensiva está “a trabalhar intensamente no seu planeamento”.
    Sem se comprometer com datas para a concretização, o secretário de Estado explicou que esta UCI ficará dispersa pelos hospitais das Caldas da Rainha e de Torres Vedras, com um total de 12 camas.
    “Responderá às necessidades de cerca de 300 mil pessoas, que é a área de referenciação do CHO e, de alguma forma, irá aliviar a área de Lisboa, para onde eram referenciados estes doentes na área de cuidados intensivos”, afirmou o governante.
    Referindo-se ao novo hospital para o Oeste, o governante, que é natural das Caldas da Rainha e também iniciou a atividade profissional na cidade, reconheceu tratar-se de uma ambição destas populações, mas avançou que neste momento o processo está numa “dimensão técnica, com a elaboração de um estudo”. Questionado sobre se há vontade política para a concretização, respondeu apenas que “garantidamente que sim”, mas que “devemos deixar primeiro evoluir os estudos técnicos para depois conversarmos sobre a decisão política”.
    António Lacerda Sales visitou o serviço de Obstetrícia e contactou com alguns dos profissionais, a quem deixou um agradecimento pelo sacrifício e dedicação no combate à pandemia. Ainda antes de partir para Peniche, onde visitou outra unidade deste centro hospitalar, recebeu da Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Oeste uma carta, onde se revela que espera há um ano ser recebida pela ministra da Saúde e dá conta de várias preocupações, como a instalação “urgente” de uma UCI para o Oeste, a aceleração da construção “urgente” do novo hospital, a necessidade de investimentos nos três hospitais e a aquisição de mais equipamentos.
    O documento dirigido a Marta Temido defende ainda que para haver mais “qualidade, segurança e prestação de serviços” era importante reverter os serviços do CHO para os anteriormente prestados, ou seja, “cada hospital estar munido de todas as valências”.

    Caldas defende regresso ao CHON
    Também presente na visita, o presidente da Câmara das Caldas, Fernando Tinta Ferreira, mostrou-se satisfeito com o anúncio, dado que era uma necessidade “efetiva” do hospital.
    “Não há região atrativa se não tiver cuidados de saúde devidamente adequados”, salientou o chefe do executivo municipal, que espera agora que o anúncio se transforme “rapidamente” em projeto e execução de obra.
    Aproveitando a presença do secretário de Estado nas Caldas, Tinta Ferreira transmitiu-lhe a necessidade de hospital novo e que, tendo em conta a morosidade do processo, “fundamental reconverter e melhorar espaços neste hospital de modo a prestar um melhor serviço”. Uma necessidade que se mostrou evidente, de acordo com o autarca, quando visitaram o serviço de Obstetrícia, Ginecologia e Neonatologia, altura em que divulgou que a autarquia irá comparticipar as obras necessárias, com 300 mil euros. Esta verba está inserida num protocolo que será brevemente assinado, entre a autarquia e o CHO e que, como contrapartida, prevê a disponibilização do parque atrás do Chafariz das Cinco Bicas, para estacionamento dos autocarros turísticos durante o fim-de-semana.
    O autarca caldense apelou ainda à reversão do modelo para o existente antes da reorganização de 2013, em que existiam os centros hospitalares do Oeste Norte e Sul. Considera que a fusão, por razões economicistas impostas pela Troika, “não foi boa para nenhuma das partes” e que o modelo autónomo, que funcionou durante muitos anos, “serviu adequadamente as comunidades”.
    E será compatível um modelo a duas realidades geográficas com um novo hospital regional? “Depende da capacidade do hospital e dos serviços que disponibilizar”, responde o autarca, para quem a fusão não permitiu uma melhoria do serviço de saúde, “não por falta de vontade dos profissionais, mas porque a repartição de recursos que obriga a uma perda de tempo e organização que, do meu ponto de vista não beneficiou ninguém”.■

  • Bandeira Azul hasteada pela primeira vez nas praias de Óbidos

    O município está entre os cinco que foram galardoados pela primeira vez

    As praias do Bom Sucesso e do Rei Cortiço vão ostentar, na próxima época balnear, a Bandeira Azul da Europa, símbolo que atesta a qualidade da água. É a primeira vez que o concelho de Óbidos recebe aquele galardão. Apenas outros quatro municípios do país foram distinguidos pela primeira vez.
    “Este reconhecimento representa um desafio e um compromisso em criar e manter todas as condições e valências que a distinção acarreta e exige”, considera a vereadora Margarida Reis.
    Monitorizar a qualidade da água, reforçar a limpeza das praias, reforçar e melhorar as acessibilidades, requalificar e implementar infraestruturas (apoios de praia, posto de socorros, instalações sanitárias, meios de socorro, dinamizar atividades de sensibilização e educação ambiental), são algumas das medidas que o programa Bandeira Azul prevê.
    De acordo com a autarca, pretende-se “revitalizar e potenciar, mas também preservar as características destas zonas de excelência, de grande sensibilidade em termos de equilíbrio e sustentabilidade ambiental”. Por outro lado, o expectável aumento de fluxo de utilizadores e visitantes será alvo de monitorização e ações de sensibilização e educação ambiental, por forma a mitigar os potenciais efeitos negativos, assegura.
    Margarida Reis sublinha que este reconhecimento assume um papel ainda mais importante na medida em que vem ao encontro da estratégia definida pelo município relativamente a estas zonas, às suas valências e interação com todo o restante território.
    Encontram-se já aprovadas candidaturas (submetidas ao Turismo de Portugal, em parceria com as juntas de Amoreira e Vau) para requalificação, intervenção e equipamento das praias de Vale de Janelas e Bom Sucesso por forma a tornarem-se “Praias Acessíveis”, numa óptica de turismo inclusivo, acessível e para todos, com implementação de equipamentos e acessos totalmente adaptados.
    A iniciativa contempla, ainda, a ligação entre praias através da Rede Municipal de Percursos, assim como à envolvente da Lagoa de Óbidos, onde também está prevista (com candidatura já aprovada) da requalificação da zona dos Musaranhos com vista à potenciação do turismo aquático e acessível/inclusivo.
    Na região, nenhuma das praias perdeu a Bandeira Azul este ano. Entre as galardoadas estão Nazaré e Salgado (Nazaré), Paredes da Vitória e S. Martinho do Porto (Alcobaça) e Foz do Arelho-Lagoa e Praia do Mar (Caldas da Rainha). Peniche mantém os galardões no Baleal Norte, Baleal Sul, Consolação, Cova da Alfarroba, Gamboa, Medão-Supertubos e S. Bernardino, enquanto que na Lourinhã estão as praias da Areia Branca, Areia Branca – Foz (nova), Areal Sul e Porto Dinheiro. Torres Vedras mantém as 12 bandeiras. ■

  • Sporting das Caldas recebe medalha de honra da cidade

    Este ano serão distinguidas 18 personalidades e instituições caldenses na cerimónia do 15 de Maio

    O Sporting Clube das Caldas será distinguido no próximo 15 de Maio com a medalha de honra da cidade. O clube assinalou o centenário em 2020, mas tendo em conta que no ano passado não houve entrega de medalhas, devido à pandemia, será homenageado este ano.
    Na cerimónia, que irá decorrer no CCC, serão homenageadas mais 17 personalidades que se destacaram nas diversas áreas. A medalha municipal de mérito cívico e cultural será atribuída ao antigo autarca Abílio Camacho (a título póstumo).
    Com o mérito cívico serão também distinguidos Eduardo Ferreira, engenheiro e antigo diretor do GAT, além de Custódio Freitas, proprietário de farmácia e histórico do PS.
    A nivel desportivo serão medalhados a futsalista Beatriz Santos, o ex-capitão e atual coordenador do futebol do Caldas Sport Clube, Rui Almeida, e o massagista do Caldas Sport Clube, Adelino dos Santos.
    A medalha de mérito cultural será entregue ao escritor Henrique Fialho, ao Dj Holly (Miguel Oliveira), o músico Vítor Santos, ao editor e escritor Jorge Machado Dias (a titulo póstumo) e a José Sebastião Baltazar.
    Distinguidos serão também António Santos (mérito social) e José Santos, ex-presidente do Grupo Desportivo e Cultural de A-dos-Francos (mérito associativo). O empresário Manuel Louro Miguel e o gestor Luís Ribeiro receberão a medalha de mérito empresarial.
    Os profissionais de saúde que trabalharam na linha da frente no combate à pandemia, no Centro Hospitalar do Oeste e no Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte, serão distinguidos com a medalha de mérito da saúde, enquanto que o radialista João Carlos Costa receberá a de mérito cultural e social. Todas estas distinções foram aprovadas por unanimidade pelo executivo municipal e serão em menor número do que nos anos anteriores, de modo a permitir o cumprimento das normas impostas pela DGS.
    A autarquia está a aguardar resposta da ministra da Saúde ao convite feito para acompanhar as cerimónias do Dia da Cidade, nomeadamente a inauguração oficial da USF de Santo Onofre. As entidades oficiais irão, sem público, homenagear a rainha D. Leonor, fundadora da cidade, e visitar o Hospital Termal, tal como é tradicional neste dia. “Existe a perspetiva de autorização para a reabertura das termas e achamos que, simbolicamente, reabrir as termas a 15 de maio seria muito interessante”, disse Tinta Ferreira à Gazeta das Caldas.
    Na véspera do feriado municipal, a 14 de maio à noite, será transmitido online um concerto que irá decorrer no Hospital Termal, e no domingo seguinte (16 de maio) também decorrerão várias iniciativas no âmbito das comemorações do Dia da Cidade. ■

     

     

  • Alunos da Josefa de Óbidos oferecem almoço solidário

    Jovens confecionaram e serviram refeição aos profissionais que estão na linha da frente no combate à pandemia

    A aula começava às 8h30, mas os alunos que chegaram mais cedo arregaçaram as mangas e começaram a ajudar a transportar os produtos frescos e o peixe para o laboratório de gastronomia da Escola Josefa de Óbidos onde, durante a manhã de quinta-feira, parte da turma de 11º de profissional de técnico de cozinha/pastelaria estava encarregue de fazer o almoço. Tratava-se de uma aula prática e desafiante: um almoço solidário em forma de agradecimento aos profissionais que têm estado na linha da frente no combate à pandemia.
    Enquanto alguns alunos se dedicavam à entrada, um val–au–vent de bacalhau, outros confecionavam o creme de coentros. A escolha dos pratos principais recaiu num lombo de dourada com pimentos e em carne de porco à alentejana. As sobremesas foram feitas de véspera, para garantir que tudo estava pronto pelas 11h30, e devidamente acondicionadas, para levar para o Centro de Saúde de Óbidos. “É bom para nos preparar para quando formos para o mercado de trabalho”, conta Beatriz Vitorino, enquanto terminava as entradas, juntamente com uma colega.
    No centro de saúde, e numa pequena sala transformada em restaurante, estavam dois alunos do serviço de mesa para servir os comensais e outros dois do curso de cozinha a montar os pratos. “Vamos fazer o catering com serviço de mesa para 18 pessoas, mas serão servidas sete de cada vez, de modo a manter as condições de segurança”, explicou João Alpalhão, diretor de formação em restauração e formador da cozinha e serviço de bar.
    Estes profissionais foram os primeiros a receber a iniciativa Josefa Eats, e para hoje (6 de maio) está prevista a entrega do almoço solidário a cerca de 30 bombeiros da corporação de Óbidos. Há, ainda, a intenção de fazer um serviço de take away para as famílias carenciadas do concelho, mas cuja data ainda não está definida.
    Este projeto do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos envolve as três turmas, duas de cozinha e uma de serviço de mesa, e o seu planeamento foi feito em equipa. “Foram os próprios alunos que deram as sugestões e, em reunião de turma decidimos o que servir, dada as condicionantes do catering”, explicou o formador à Gazeta das Caldas.
    De acordo com Miguel Ferreira, adjunto da direção do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos, a iniciativa começou a ser esboçada numa reunião do EQAVET – Sistema de Certificação de Qualidade, com o objetivo de fazer uma ligação entre a escola e a comunidade. ■

    trabalho foi realizado pelos alunos do curso de cozinha e pastelaria sob a orientação do formador João Alpalhão

     

    Os 18 profissionais do Centro de Saúde de Óbidos foram os primeiros beneficiários desta iniciativa solidária
  • Coligação Caldas Mais Rainha candidata-se a todos os órgãos

    Coligação Caldas Mais Rainha candidata-se a todos os órgãos

    Paulo Pessoa de Carvalho candidata-se à câmara das Caldas pela coligação que junta quatro partidos

    Um projeto ambicioso, agregador e ganhador. Foi desta forma que o presidente da concelhia das Caldas do CDS-PP, João Forsado Gonçalves, apresentou a coligação Caldas Mais Rainha, que vai apresentar candidatos a todos os órgãos nas próximas eleições autárquicas.
    A encabeçar a lista à câmara está o empresário Paulo Pessoa de Carvalho, que pretende projetar o concelho “para um patamar de excelência do qual nunca deveríamos ter saído”.
    Na cerimónia de apresentação, que decorreu no Céu de Vidro, a 26 de abril, o candidato destacou a onda de adesão popular que tem sentido e que acredita que ficará registada na “grande vitória que ambicionamos para a cidade e para todos os caldenses”.
    A coligação Caldas Mais Rainha é constituída por quatro partidos (CDS-PP, MPT, PPM e Nós Cidadãos), que consideram que o concelho deve ter um caminho de futuro diferente, ouvindo a sociedade civil e proporcionando aos seus habitantes melhores alternativas, colocando-o “novamente no mapa de Portugal como destino prioritário”.

    “Colocar as Caldas novamente no mapa de Portugal como destino prioritário”

    Paulo Pessoa de Carvalho

    Paulo Pessoa de Carvalho assume que esta coligação não surge contra ninguém e que se candidata para liderar um concelho que “retomará a ambição de prosperidade”.
    Além do cabeça de lista à câmara, foi apresentada a deputada municipal Ana Sofia Cardoso como cabeça de lista à Assembleia Municipal. O empresário Rui Vieira será o candidato à União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório, e Carlos Elias, encabeçará a lista à União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. Como “vetores base” do projeto para os próximos quatro anos, o candidato à câmara destacou o foco na área do turismo, fortalecimento da indústria e na melhoria da comunicação interna.
    Já a nível externo o objetivo passa por “saber comunicar aquilo que é a cidade e o concelho para o exterior”, através de “uma nova e atraente forma de comunicação, quer na imagem, na atitude, na postura, na força das ideias, elementos essenciais para um concelho com maior pulmão, quer olhando para dentro, quer sendo visto de fora”, referiu.
    Presente esteve também o líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, que não poupou elogios ao candidato Paulo Pessoa de Carvalho, “um filho da terra, homem de cultura e tradições e um verdadeiro democrata cristão de ação”. Considera que esta é uma candidatura de coragem e acredita que nas Caldas, “o CDS vai continuar a ser uma alternativa forte e saudável para todos os que não querem mais do mesmo e com os mesmos”.
    A cerimónia terminou com a deposição de uma coroa de flores junto à estátua da rainha D. Leonor. ■

  • Rotários das Caldas apostam no apoio social

    Fundado a 20 de abril de 1953, conta atualmente com 23 elementos.
    O apoio social tem sido a aposta neste ano de pandemia

    Neste último ano rotário, o clube caldense entregou alimentos no Banco Alimentar do Oeste no valor de 4.400€ e está a apoiar a Associação Tarefa Altruísta, que ajuda 49 famílias carenciadas, com alimentos num total de 2.500€. Além disso, tem ajudado famílias que, com a pandemia perderam os rendimentos, dando-lhes cabazes de alimentos e, posteriormente, encaminhando-as para os serviços sociais da câmara.
    Prossegue, também, o apoio aos estudantes universitários com poucos recursos, com a entrega de cinco bolsas de estudo, no valor de 3.750€, conta a presidente do clube, Isabel Puga, destacando o apoio de várias empresas e entidades, para que estes projetos possam continuar a concretizar-se.
    “Ser presidente do Rotary nesta altura de pandemia é termos de nos adaptar aos meios que temos disponíveis e aproveitá-los ao máximo”, refere a responsável, dando nota de que a vertente social está exponenciada neste mandato por causa da pandemia.
    O Rotary Club das Caldas fez uma doação para ajuda na erradicação da poliomielite e outras doenças, no valor de 2.000€, entregou viseiras no hospital das Caldas da Rainha e, numa cerimónia simbólica, realçou o trabalho dos profissionais de saúde, homenageando-os pela “sua resiliência, colocando uma placa e reconhecendo todos os que trabalham para o bem-estar dos doentes”, explica a presidente.
    Durante este ano rotário (que termina em junho) foi também enviada uma doação a Moçambique para aquisição de pastilhas para despoluir as águas e evitar doenças graves.
    “Enviámos, ainda, um donativo para aquisição de uma cadeira apropriada para uma criança com muitas diferenças, tentando aliviar seu sofrimento”, salienta Isabel Puga, dando nota pública do trabalho concretizado.
    O clube iniciou também uma geminação com o Club Guanambi, da Baía (Brasil) tendo em vista a concretização de projetos em comum. Nesse sentido, foi já dinamizada uma palestra conjunta, tendo por orador Cassyo Araújo, que abordou a importância da “Água e o Saneamento”. Recentemente, decorreu uma palestra sobre “Direito Civil”, proferida pelo autarca e docente caldense, Jorge Varela.
    Fundado há 68 anos, o Rotary das Caldas viu-se este ano impossibilitado, devido à pandemia, de fazer o jantar comemorativo, no qual junta companheiros rotários e representantes das diversas entidades parceiras. O evento seria aproveitado para apresentar os dois novos membros do clube. ■

  • Cidadãos convidados a dar contributos para candidatura de Alcobaça à Rede de Cidades Criativas

    Cidadãos convidados a dar contributos para candidatura de Alcobaça à Rede de Cidades Criativas

    A Câmara de Alcobaça está a elaborar uma candidatura à Rede de Cidades Criativas da Unesco no âmbito da Gastronomia, que será submetida em junho. A candidatura irá evidenciar, através da gastronomia, o património e o potencial agro-alimentares de Alcobaça, únicos a nível mundial, refere a autarquia, que pretende contar com a participação da população. Nesse sentido, e de modo a recolher todos os contributos, ideias e perspetivas sobre o tema, será realizada uma conferência online (através da plataforma zoom), a 11 de maio, pelas 18h30, e que poderá ser acedida através do link https://videoconf-colibri.zoom.us/meeting/register/tZAsdOyvrz0oG9f2FR-BsKmVK3PrEnULaq9J

    O dossier de candidatura está a ser concebido em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria (IPL).

    “Acreditamos claramente que Alcobaça merece constar nesta distinta e exigente rede de cidades criativas  da  UNESCO  quer  pelo  seu  património  ancestral,  quer  pelo  seu  potencial  futuro”, refere o presidente da Câmara, Paulo Inácio, apelando à  participação  da população nesta candidatura.

  • Secretário de Estado da Saúde visitou o hospital das Caldas

    Secretário de Estado da Saúde visitou o hospital das Caldas

    O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, esteve esta sexta-feira nas Caldas da Rainha, onde reuniu com a administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) e depois visitou as instalações do hospital caldense, nomeadamente o serviço de Obstetrícia. A visita teve por objetivo agradecer aos profissionais de saúde o trabalho feito durante o último ano e, olhando para as necessidades evidenciadas pela pandemia, “dar-lhes fôlego”. Referindo-se à vacinação em curso, salientou que o processo tem “decorrido muito bem” e que, se assim continuar, poderemos “chegar ao final do verão com a imunização de grupo e retomar, de alguma forma, a normalidade”.

    Após a visita à unidade das Caldas, o governante seguiu para Peniche, outro visitou outro hospital que integra o CHO.

  • Líder do CDS marca presença na apresentação da coligação Caldas Mais Rainha

    Líder do CDS marca presença na apresentação da coligação Caldas Mais Rainha

    A apresentação pública da coligação Caldas Mais Rainha, que junta o CDS, MPT, PPM e Nós Cidadãos, contou com a presença do presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos. Na cerimónia, que decorreu esta quarta-feira à tarde no Céu de Vidro, o líder centrista manifestou o seu apoio ao candidato por esta coligação às próximas autárquicas, Paulo Pessoa de Carvalho, caracterizando-o como “um verdadeiro democrata cristão de ação”. Acredita que, nas Caldas, “o CDS vai continuar a ser uma alternativa forte e saudável para todos os que não querem mais do mesmo e com os mesmos”, acrescentando que esta candidatura é mais do que os partidos que a compõem.

    Paulo Pessoa de Carvalho realçou que a coligação é um “projeto muito sério e com fortes ambições” para as próximas autárquicas, e que pretendem projetar as Caldas para um “patamar de excelência do qual nunca devíamos ter saído”. A coligação, que irá apresentar listas a todas as freguesias, já tornou público que a atual deputada municipal Ana Sofia Cardoso irá encabeçar a lista à Assembleia Municipal, o empresário Rui Vieira será o candidato à União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório, e Carlos Elias, encabeçará a lista à União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro.

  • Óbidos é Vila Resiliente até 2030

    Óbidos é Vila Resiliente até 2030

    A Proteção Civil de Óbidos submeteu, em 2019, uma candidatura às Nações Unidas com o propósito de atribuir ao município o galardão de “Vila Resiliente”, até 2030, no âmbito do programa internacional das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Catástrofes. Na sequência da aprovação da candidatura, foram promovidas várias metas operacionais direcionadas à prevenção e mitigação de riscos colectivos.
    Destacam-se nesta iniciativa algumas medidas, como a criação de Unidades Locais de Proteção Civil em todas as freguesias e criação de uma rede de Desfibrilhação Automática Externa no concelho, em particular nos locais de maior risco.
    Serão também criadas ferramentas e aplicações de comunicação e informação pública. No início do ano foi reforçada a candidatura para esta década, e validada pelas Nações Unidas.
    Atualmente Óbidos é o único município do distrito de Leiria reconhecido pelas Nações Unidas como Cidade/Vila Resiliente, mas a autarquia garante que “tudo irá fazer” para que os congéneres do distrito, e em particular aqueles que integram a Comunidade Intermunicipal do Oeste, possam fazer parte desta rede internacional, que tem como propósito a redução do risco de catástrofes no território. E pretendem fazê-lo “através da colaboração na elaboração e submissão da candidatura”, especifica o vereador com o pelouro da proteção civil, José Pereira, à Gazeta das Caldas.
    Entre as iniciativas previstas estão a divulgação nas redes sociais. “Tendo em consideração que a candidatura é exclusiva de cada município, não temos competências para promovermos candidaturas para outros municípios, devendo o nosso raio de acção ser unicamente na vertente da sensibilização da importância do projeto”, destaca. ■

  • Conselho da Cidade reflete sobre o combate à pobreza

    Conselho da Cidade reflete sobre o combate à pobreza

    Perceber a realidade local, traçar um diagnóstico e refletir sobre as estratégias de combate à pobreza estão entre os objetivos do debate

    Se alguém nos bater à porta a pedir ajuda quem devemos indicar? Esta é uma das perguntas para as quais o Conselho da Cidade procura resposta no debate que promove, sobre “Combate à pobreza – como e o que podemos melhorar?
    O evento, agendado para 5 de maio, pelas 21h00, no auditório da Expoeste, contará com a participação do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, que irá abordar as estratégias de combate à pobreza e inclusão social; e da diretora do Centro de Emprego Oeste Norte, Célia Roque, que falará sobre o emprego enquanto pilar para a inclusão social. Marina Ximenes, do Conselho da Cidade, apresentará as conclusões do inquérito feito às instituições que estão na linha da frente na resposta à pobreza.
    De acordo com a presidente do Conselho da Cidade, Ana Costa Leal, a pandemia e o aumento dos pedidos de ajuda suscitou a urgência deste debate. “Ao falarmos com várias pessoas constatámos também que havia um conjunto de entidades que estão na linha da frente e que se vêem com dificuldades acrescidas na capacidade de reposta”, explica a responsável, acrescentando que, atualmente, no concelho das Caldas são apoiadas cerca de três mil carenciados.

    “Dar o nosso contributo de cidadania de que há preocupações e sobre o que podemos fazer para encontrar soluções”

    Ana Costa Leal

    “Da primeira vez que a pessoa aparece sai sempre acompanhada de um cabaz”

    Marina Ximenes

    Para perceber a realidade local foi criado um questionário com 14 perguntas, que depois enviaram a todos os centros sociais e paroquiais e instituições de solidariedade social do concelho. O objetivo é conhecer a realidade, mas também se as instituições se conhecem e cruzam dados entre si, para aferir se há uma entidade centralizadora no processo.
    “É unânime em todas as instituiões que, da primeira vez que a pessoa aparece, sai sempre acompanhada de um cabaz ou com resposta à necessidade premente, mas se o utente continuar a ir tem de preencher um questionário com um conjunto de dados, sob pena de não ser mais ajudado”, resume Marina Ximenes.
    Os bens entregues aos carenciados provêm maioritariamente do Banco Alimentar e as entidades têm de lhe fornecer, periodicamente, listas atualizadas dos seus beneficiários.
    “A nossa ideia não é a de criticar, mas dar o nosso contributo de cidadania no sentido de pensar que há preocupações, entidades que se queixam de coisas que podiam ser melhoradas e o que podemos fazer para encontrar soluções”, conclui Ana Costa Leal, a quem caberá a abertura do debate. ■
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Geminações caldenses identificadas com totem no complexo desportivo

    Geminações caldenses identificadas com totem no complexo desportivo

    As cinco geminações que a câmara das Caldas da Rainha tem ativas estão, a partir de agora, identificadas com uma placa sinalética que indica as suas direções e a distância a que se encontram

    Distam das Caldas entre 92 e 8.526 quilómetros e situam-se em três continentes as geminações deste município. Em Portugal, Caldas é geminada com Figueiró dos Vinhos, tendo em conta a ligação de ambos os municípios ao pintor José Malhoa.
    Ainda no continente europeu, a outra cooperação é com a cidade francesa de Le Raincy, situada nos arredores de Paris, e que começou a ser delineada em inícios da década de 2000 e apadrinhada por Manuel Oliveira, um emigrante do concelho de Pombal em Le Raincy, que contactou a autarquia caldense nesse sentido. A geminação viria a formalizar-se em 2008 e integra, além de Le Raincy e as Caldas da Rainha, mais uma cidade inglesa e outra italiana.

    Caldas da Rainha possui cinco geminações com municípios de três continentes

    Neste período têm sido feitos intercâmbios de jovens e seniores e exposições, que integram peças de artistas das duas cidades. Esta é, de resto a geminação que “está mais ativa”, explicou o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, dando nota que no próximo dia 28 de abril haverá uma reunião online entre os presidentes de câmara dos países geminados com Le Raincy para retomar projetos.
    A geminação com Huambo (Angola) surge dos “encontros dos Amigos do Huambo nas Caldas e do conjunto de governantes que ocorreram no passado e que suscitaram esse acordo”, explicou o autarca, acrescentando que os responsáveis por estes encontros (do Huambo, Huíla e Moçamedes) estão a avaliar se têm ou não condições para fazer as atividades.
    “Os Amigos do Huambo admitem a hipótese de fazer o encontro em setembro e, sempre que fazem uma atividade, procuram trazer representantes do seu município, o que tem acontecido com alguma regularidade”, referiu o autarca.
    Mais recentemente o município firmou acordos de geminação com os congéneres brasileiros, Poços de Caldas e Santo Amaro de Imperatriz, por força da relação com as termas.

    A distância
    entre as cidades irmãs está agora identificada numa placa sinalética

    No caso de Poços de Caldas a relação surgiu em 2001 e terá na origem um construtor que, depois de trabalhar nas canalizações e sistema de distribuição de água nas Caldas da Rainha, foi executar o sistema em Poços de Caldas. Já o município de Santo Amaro da Imperatriz possui Caldas de Imperatriz, que é a primeira estância termal em contexto hospitalar da América do Sul e rege-se pelos estatutos e regulamentos do Hospital Termal das Caldas da Rainha, decretados por D. João VI.
    Tendo em conta a situação pandémica, os parceiros vão trocando informações, mas “não temos possibilidade de fazer iniciativas em que nos possamos deslocar aos outros lados e vivenciarmos a evolução de cada uma das comunidades”, reconheceu o autarca.
    No entanto, o executivo entendeu que este era o momento para “assinalar e manter viva a chama”, tendo escolhido a zona desportiva, por se tratar de um local de lazer, muito frequentado pelas pessoas em passeio.
    Esta sinalética resulta do contrato de concessão estabelecido com a GirodMédias, em 2018, para colocação dos abrigos de passageiros e sinalética direcional nas Caldas.

    Banheira “viaja” há três anos
    Há uma banheira termal que saiu das Caldas há mais de três anos e ainda não chegou ao destino: Santo Amaro da Imperatriz, no sul do Brasil. Este objecto, datado de finais do século XIX e que pertenceu ao Hospital Termal deveria integrar um monumento comemorativo dos 200 anos da criação daquela cidade brasileira (geminada com as Caldas), mas foi retida durante muito tempo na alfândega de São Paulo, porque a embalagem em que seguiu era de madeira não fumigada.
    Os aspetos burocráticos já terão sido resolvidos na alfândega e a Prefeitura de Santo Amaro de Imperatriz estava a tentar garantir dotação orçamental para a levar para aquele município situado no sul, no estado de Florianópolis. O vereador caldense Hugo Oliveira, tem tentado contatar a nova prefeitura (que tomou posse recentemente) para se inteirar da situação e dar sequência à geminação, mas até à data ainda não obteve resposta. ■

  • PS alerta para disseminação do discurso do ódio e populismos

    PS alerta para disseminação do discurso do ódio e populismos

    Debate organizado pela JS/Caldas mostra apreensão com fenómeno crescente do discurso do ódio alimentado pelo populismo

    “Cada vez que escrevo sobre comunidades ciganas no Facebook sou atacada por todos os lados”, partilhou a antropóloga Catarina Marcelino num debate promovido pela JS/Caldas. E acrescentou que lhe respondem com uma violência tal que há algum tempo não seria possível porque existia “vergonha social”.
    A antiga secretária de Estado lembrou que o discurso de que os “ciganos recebem rendimento social de inserção e vivem à conta do Estado” é muito fácil de alimentar neste momento, e que vozes populistas dizem que é necessária mais fiscalização, quando é a prestação social que é mais fiscalizada. “A prestação social onde há mais fraude é na baixa médica, a que a maior parte das pessoas recorrem”, afirmou, dando nota que estes “mitos”, alimentam o populismo, que recorre também a um “discurso simplificado, de apreensão muito fácil e que colam às necessidades de combater as frustrações de cada um”.

    Catarina Marcelino alertou que a pandemia acelera os movimentos de extrema direita

    Catarina Marcelino considera que é importante falar sobre os perigos do populismo e discurso do ódio e lembra que, até 2019, não havia no Parlamento “quem desse voz a este fenómeno, embora já houvesse alguns indícios, o que significa que a nossa direita também está a dar passos de radicalização”. Os democratas do centro têm mantido uma postura de não pôr em causa as regras democráticas e encarar o Chega! dentro delas, no entanto, a socialista tem outra visão. “Devia haver uma cerca sanitária a esta força política, que não permitisse que acontecessem situações como a que aconteceu nos Açores”, referindo-se ao acordo com o PSD. “O PS deve afirmar os seus valores sem medos”, disse, acrescentando que o politicamente correto deve ser respeitado porque é o que respeita os valores da constituição.
    A vice-presidente do Instituto de Segurança Social salientou ainda que a pandemia é “perigosíssima” para o aceleramento dos movimentos de extrema direita, porque criou uma situação de desordem, que vai -se transformar numa crise social e económica. “Há pessoas a passar muito mal”, reconheceu, particularizando em pessoas com habilitações elevadas que, perdendo os rendimentos, “ficaram à deriva”. Uma opinião também partilhada pelo antropólogo e professor catedrático, Miguel Vale de Almeida, que, suportando-se em inquéritos, revelou que a maioria dos apoiantes diretos do Chega “são pessoas licenciadas, da classe média e urbanas”. Esta “aparente contradição” é explicada com a existência, cada vez maior, de pessoas que “não viram cumprida a promessa que lhes foi feita pelo 25 de Abril, a social democracia e pelas próprias dinâmicas do capitalismo contemporâneo”.

    “Devia haver uma cerca sanitária a esta força política, que não permitisse situações como a que aconteceu nos Açores”

    Catarina Marcelino, antropóloga e ex-deputada

     

    O discurso do ódio é um programa de acção, diz Miguel Vale de Almeida

    Situação aflige esquerda e direita
    O especialista considera que tratam-se de pessoas que estão no sistema mas profundamente frustradas por ele, e que utilizam sobretudo as redes sociais, recolhendo e processando informação, “falsa, errada, preconceituosa”. De acordo com Miguel Vale de Almeida, o discurso de ódio é um programa de ação e entende que é aí que a discussão política se deve centrar. O combate a este discurso não tem nada a ver com questões sobre liberdade de expressão ou censura, justamente porque ele “age sobre a realidade e provoca coisas”. Deu o exemplo do Uganda, em que todo o discurso do ódio como movimento político organizado foi feito em torno da homofobia, porque resultava naquele país, enquanto que em Portugal, “a extrema direita foi pegar, sobretudo, pela comunidade cigana e pelo racismo”.
    Ao nível político esta é uma situação que “aflige” a esquerda e a direita, diz o antigo deputado do PS na Assembleia da República. “A esquerda tem mais proteção ética e moral e remete-se a um relativo silêncio, enquanto que a direita sente-se muito mais pressionada e deixa acontecer o encosto do discurso de ódio organizado politicamente, nomeadamente da extrema direita”, dando como exemplo, a escolha de candidatos autárquicos por parte do PSD.
    Este debate, de cerca de duas horas, foi a primeira iniciativa de maior visibilidade organizada pela JS/Caldas. Também presente no encontro, que decorreu online, a presidente da concelhia socialista, Sara Velez, destacou que esta questão do discurso do ódio tem vindo a ser “uma evidência” na atual legislatura, com um deputado eleito por uma força político-partidária extremista e populista, André Ventura. “Tem, inclusivamente, trazido para o debate na Assembleia da República temas que considero distantes da casa da democracia, nomeadamente normativos legislativos que visam perseguir determinadas etnias”, concluiu a também deputada. ■

  • Música para assinalar o 47º aniversário do 25 de Abril nas Caldas

    Música, lançamento de livros e iniciativas desportivas marcam as celebrações de mais um aniversário da revolução dos cravos. As atividades estão condicionadas e parte delas decorrem online nas Caldas. Conheça o programa noutros concelhos da região

    Nas Caldas da Rainha, as comemorações da revolução começam no sábado à noite, com o concerto online 25 de Abril Jovem. Este ano o espetáculo será assegurado pelos Beatbombers (Dj Ride e Stereossauro) a partir das 21h00, no Facebook da freguesia de Santo Onofre e Serra do Bouro. O concerto Abril Jovem do ano passado foi dado pelo DJ Stereossauro, a partir de sua casa e transmitido nas redes sociais. O artista caldense juntou músicas de intervenção, com áudios do dia 25 de Abril e mensagens militares, unindo-os a sonoridades modernas.
    Pelas 22h55, à mesma hora em que há 47 anos foi dada a primeira senha para o arranque do Movimento das Forças Armadas, ouvir-se-á “E depois do Adeus”, na voz de Carlos Caldas a acompanhar a Banda Comércio e Indústria. Trata-se de um concerto online que poderá ser ouvido na página de Facebook e de Youtube da banda.
    Durante a manhã do dia 25 de abril haverá as cerimónias do hastear de bandeiras nas sedes das freguesias urbanas e Câmara, acompanhadas pela fanfarra dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha. Na Praça 25 de Abril terá lugar o tradicional lançamento de pombos e, ainda durante a manhã, o Quinteto de Metais da Banda Comércio e Indústria (BCI) atuará na varanda da sede da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório, de frente para a praça da fruta.
    Durante a tarde serão transmitidos, no Facebook desta freguesia, os concertos do Coral das Caldas e do Orfeão Caldense. As celebrações nas Caldas são uma iniciativa das freguesias urbanas.
    A data é também assinalada pela União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto. Em Tornada, no Largo do Rossio (sede) será feito o hastear da bandeira nacional com a participação musical do Quinteto de Metais da BCI, seguida da atribuição do brasão aos fregueses centenários, numa cerimónia que contará com a presença do presidente da câmara das Caldas. A mesma cerimónia terá lugar em Salir do Porto, no Largo do Cemitério (delegação da junta de freguesia) e contará com a presença da vice-presidente da autarquia.

    Comemorações na região
    Na Serra d’el Rei as comemorações começam no dia 24 de abril à noite, com a inauguração oficial do relvado sintético do Polidesportivo 25 de Abril. No dia que assinala a Revolução dos Cravos, as celebrações começam pelas 9h00 com o hastear da bandeira junto ao Fórum da Serra, seguindo-se várias atividades desportivas no Polidesportivo durante o dia. À tarde, pelas 15h00, será apresentado o livro “Pedro e Inês na história de Serra d’El Rei” no Museu D. Pedro I. Tendo em conta a pandemia, os interessados devem inscrever-se durante a semana na junta de freguesia, pois as atividades têm um número máximo de seis pessoas.
    Já no Cadaval a celebração não será presencial e tem transmissão em formato “live streaming” na página de Facebook do município. Pelas 10h30 terá lugar o tradicional hastear da bandeira, seguido da apresentação do livro “Rostos por detrás das máscaras”, de Celestino Santos, e da homenagem aos combatentes. À tarde, pelas 15h00, o Quinteto Quin5inco apresentará “… de A a Zeca”, um tributo a Zeca Afonso. ■

  • Dois merlões do castelo de Óbidos com danos causados por grua

    Uma grua embateu na muralha provocando danos físicos em dois merlões, que deverão ser restaurados até ao início de junho

     

    Uma grua utilizada na reabilitação de um edifício dentro da vila de Óbidos embateu na parte cimeira da muralha quando eram efetuados trabalhos de desmontagem, tendo provocado danos no monumento classificado.
    Deste embate resultaram danos em dois merlões, que coroavam o parapeito existente junto ao caminho de ronda da cerca urbana. “Um merlão ficou parcialmente danificado na parte superior, enquanto que o outro merlão ficou totalmente destruído, ficando somente um pequeno bloco de alvenaria sobre o parapeito, mas que se encontra destacado”, explicam os serviços técnicos da câmara de Óbidos.
    Face às características e dimensão da obra em causa, a utilizaçãoda grua era a única solução. Foram ponderadas alternativas, que se revelaram “tecnicamente inviáveis devido às características morfológicas da vila”, explica a mesma fonte. Foi elaborado auto da ocorrência, com acompanhamento de elementos da GNR, da Fiscalização e do Serviço de Arqueologia do município de Óbidos e, com base nesse documento, serão desenvolvidos os procedimentos de notificação ao dono de obra. Foi, também, recolhido o material pétreo resultante da destruição para ser posteriormente utilizado na reconstrução dos elementos arquitetónicos afetados, a qual deverá ser realizada no âmbito de uma intervenção de conservação e restauro, que deverá acontecer até ao início de junho.
    Ainda de acordo com a autarquia, deverá ser elaborado um relatório prévio e projeto de intervenção por um técnico na área de conservação e restauro, o qual será remetido para parecer prévio da Direção-Geral do Património e Cultura e a intervenção só deverá ter início após a autorização do proprietário do monumento, que é a Direção-Geral do Tesouro e Finanças. ■

  • Ricardo Duque encabeça Gaeiras Primeiro

    O dia em que as Gaeiras assinalou 20 anos de elevação a vila – 19 de abril – foi a data escolhida por Ricardo Duque para apresentar a candidatura à junta pelo movimento Gaeiras Primeiro. O gaeirense, de 27 anos e líder da JSD/Óbidos, refere que “em primeiro lugar estão as pessoas e a freguesia e só depois os partidos políticos”, dando conta do seu trabalho de mais de uma década na área associativa, com os JVG, e do “excelente” trabalho do movimento independente.
    “Olhamos para uma equipa que possa construir, que goste das Gaeiras, independentemente da sua cor política”, disse Ricardo Duque, acrescentando que a lista integra elementos de vários quadrantes.
    O programa assenta num trabalho a 10 anos e tem como principais bandeiras a aposta no parque industrial das Gaeiras, nomeadamente com a criação de uma associação empresarial, mas também na dinamização de programas de âmbito social no pós-pandemia. Outro dos objetivos é a fixação de jovens casais na freguesia, através da criação de condições de mobilidade, trabalho, habitação e infraestruturas coletivas. Também os espaços de lazer e ao ar livre serão potenciados, nomeadamente com um clube náutico no espelho de água da barragem.
    Entre as suas preocupações estão a recuperação e dinamização do Convento de S. Miguel e a resolução do problema de estacionamento no centro da vila. ■

  • Criação de uma Unidade de Cuidados Continuados é “prioritária” para o CHO

    Criação de uma Unidade de Cuidados Continuados é “prioritária” para o CHO

    Elsa Baião foi reconduzida para um segundo mandato no conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste e revela que as prioridades passam por aumentar a capacidade de diferenciação, a melhoria de condições tecnológicas e de infraestruturas

    Reconduzida para um segundo mandato de três anos à frente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), Elsa Baião aponta, em entrevista, as prioridades para a instituição

    Dois anos depois de ter sido nomeada presidente do conselho de administração do CHO foi reconduzida. Que balanço faz deste período?
    Foram dois anos muito exigentes, não só por aquilo que encontrámos no centro hospitalar, mas também porque fomos apanhados pela pandemia, que nos levou a ter de suspender e adiar alguns dos planos. Mas queremos retomá-los e, com esta recondução, temos essa expetativa que a pandemia abrande e nos possa dar margem para os desenvolver.

    À chegada disse que encontrou instalações limitadas, equipamentos obsoletos e a falta de, pelo menos, uma centena de profissionais. A situação alterou-se?
    A situação não está substancialmente diferente. Em dois anos não é possível reformular e deixar em condições três hospitais que têm severas carências de limitação das infraestruturas, não só pela sua antiguidade e degradação, mas também pela limitação dos espaços. Tudo isso nos condiciona, a nós em termos de gestão, e aos profissionais em termos de trabalho, de uma forma muito relevante.

    “Queremos criar áreas de excelência e a integração com outros níveis de cuidados”

    Quais as principais carências encontradas?
    Para além de uma carência elevada do número de horas de trabalho, encontrámos também um quadro de pessoal muito envelhecido, não só em termos de médicos, mas também dos outros grupos profissionais. Outra das dificuldades é a grande necessidade de termos pessoas de serviço, pois temos três urgências abertas, o que exige um avultado número de horas, nomeadamente dos médicos. Somos o terceiro hospital no país que mais recorre às prestações de serviço e essas circunstâncias também nos limitam, porque os prestadores de serviços são pessoas desvinculadas da instituição, que, muitas vezes, não estão devidamente integradas, e que representam um encargo muito relevante em termos de custos, mais do que aquele que é assumido pelos profissionais que integram o mapa de pessoal.

    O que impede o CHO de contratar?
    Temos algumas limitações em termos de contratações, agora atenuadas na fase da pandemia, mas também porque não há disponibilidades, no mercado, de profissionais em determinadas áreas.

    O CHO não é atrativo para os profissionais de saúde?
    Infelizmente, este é um centro hospitalar no litoral mas com características de interior, em que os profissionais são poucos e os que existem são absorvidos pelos grandes centros aqui à volta. Estou a falar especialmente dos médicos mas, durante a fase da pandemia, tivemos também dificuldade em contratar enfermeiros.

    Há dois anos faltavam 100 profissionais de saúde, conseguiram esbater a necessidade?
    Conseguimos, em parte. Para além da integração dos vínculos precários, com o decurso da pandemia conseguimos contratar mais 190 pessoas. Se, após este período, esses contratos se mantiverem e passarem a contratos sem termo, ficaremos com um número de pessoal muito adequado, tendo em conta as nossas necessidades. Em finais de 2018 tínhamos 1.658 profissionais e a 31 de dezembro do ano passado tínhamos 1.833. Já são mais 148 pessoas e esta contratação também é muito importante porque permite renovar os quadros que estão envelhecidos.

    “A Unidade de Cuidados Intensivos impõe-se e a população, em número suficiente, merece esta resposta”

     

    Considera que o CHO conseguiu dar resposta à pandemia?
    Conseguiu dar uma resposta, nem sempre a melhor, nem sempre a desejada, nem sempre a necessária… Houve várias situações que correram menos bem, decisões que tomámos em várias fases que se vieram a verificar erradas, mas tivemos muito pouco tempo para planear e refletir. Conseguimos criar uma resposta necessária, mas com as limitações de não ter uma Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). Com a aquisição de equipamentos e a formação dos profissionais, foi possível criar capacidade ventilatória para os doentes instáveis até à sua transferência para uma UCI, ou mantê-los estáveis nos casos em que não havia imediatamente vaga nesses hospitais.

    Relativamente à UCI, da qual já havia projeto, qual o ponto da situação?
    Estamos na expetativa de que seja um projeto para desenvolver na fase pós pandemia e estamos a trabalhar em conjunto com a tutela nesse sentido. Impõe-se e a população em número suficiente merece esta resposta. Este centro hospitalar é dos poucos do país que não tem UCI e os outros têm uma dimensão inferior à nossa. Estamos a falar da transferência de muitos doentes para Lisboa, que vão sobrecarregar essas unidades e assim poderão deixar de o fazer, com benefícios para essas unidades e para os próprios doentes.

    E Já há localização para a UCI?
    Essa dúvida ainda não está esclarecida, estamos a aguardar da parte da tutela que seja tecnicamente avaliada qual a unidade hospitalar que mais beneficiaria com esta resposta.

    Está a iniciar o segundo mandato. O que pretende implementar nos próximos três anos?
    A nossa estratégia chave é aumentar esta capacidade de diferenciação pela melhoria de condições tecnológicas e de infraestrutrura, porque é isso que, depois, nos vai também possibilitar reter os recursos humanos. Vamos continuar a apostar nos cuidados em ambulatório, na hospitalização domiciliária, telereabilitação, consultas e telemonitorização, projetos importantes para impulsionar a atividade assistencial em ambulatório e focar cada vez menos os cuidados de saúde no hospital, exceto quando é necessário. Queremos continuar a integração com outros níveis de cuidados e setores de atividade e criar áreas de excelência, com a certificação e a humanização.

    Quais são as melhorias, ao nível de infraestruturas, que estão previstas?
    Nas Caldas destaco a criação do Hospital de Dia de Diabetes, a remodelação da Obstetrícia e Neonatologia, que são dois serviços que têm condições físicas ainda muito precárias nesta unidade. O projeto está a ser desenvolvido e permite fazer uma distribuição mais adequada dos espaços. Haverá alguma capacidade para aumentar a área disponível. Outro projeto muito importante é a criação de uma unidade de Cirurgia de Ambulatório porque no hospital das Caldas os doentes fazem a cirurgia no bloco central e depois são deslocados para a área do recobro. Será feita uma pequena ampliação no hospital para albergar a cirurgia de ambulatório. Em Peniche, para além da criação do internamento de Psiquiatria, queremos criar uma área de cuidados paliativos. Está a ser ponderada a reabilitação do serviço de Urgência e outras obras com menos visibilidade, como seja a remoção do amianto e reabilitação de fachadas. Em Torres Vedras temos um projeto para criar um novo edifício que permita aumentar a área disponível para os serviços clínicos, que é muito reduzida.

    “Este é um centro hospitalar
    no litoral mas com características de interior”

    A Ginecologia está com três camas, um número diminuto. Será aumentado?
    As camas estão reduzidas por causa da covid-19, anteriormente tinham taxas de ocupação baixas em relação ao número de camas disponíveis. No serviço de Obstetrícia a previsão é retomar o número de camas anterior e na Ginecologia, nesta fase, ainda não consigo precisar porque é uma área com uma taxa de ocupação muito baixa.

    E o novo Hospital do Oeste?
    Essa é uma necessidade, visível a olho nu, basta circular pelo hospital para ver a antiguidade dos edifícios. A degradação é enorme e, por mais obras que consigamos fazer, não se vão criar áreas adequadas. Há uma série de novas necessidades e também de novas práticas, de circuitos, que não é possível implementar neste centro hospitalar. O novo hospital seria uma mais valia, também para reter pessoas e aumentar a diferenciação. É determinante levar este projeto para a frente porque é o único que nos vai permitir ter uma visão de futuro, com mais consistência, em termos de saúde na região. Acredito que será uma realidade e espero que seja o mais breve possível, porque estas infraestruturas não aguentam muitos mais anos, por mais obras que se façam. Há uma série de necessidades que não conseguimos acomodar nestas estruturas para além da sua deteriorização. O CHO aguenta o tempo que tiver de aguentar, mas com prejuízo para os doentes, para os profissionais e também para quem faz a gestão do hospital. ■

     

    “Nova Urgência concluída em agosto”

    Há diversas obras em curso no Centro Hospitalar do Oeste e Elsa Baião garante que as novas Urgências devem estar prontas no verão.

    A responsável destaca a aposta que tem sido feita na transformação para o digital

    A obra das novas Urgências recomeçou no início do mês. Qual a data prevista para a sua conclusão?
    Está prevista terminar a 20 de agosto. É um processo complexo, não é fácil encaixar uma obra num serviço de urgência a funcionar, muito menos numa fase de pandemia em que os espaços estão restritos. Esse foi um dos projetos que conseguimos avançar durante o mandato anterior, mas destaco também que em 2019 conseguimos um aumento relevante da atividade assistencial, ao nível das consultas e das cirurgias, que foi muito importante para resolver listas de espera, aumentar o acesso dos doentes. Infelizmente esse processo foi interrompido pela pandemia, mas vamos tentar recuperar isso.

    Que outras obras destaca?
    Foram também criadas duas equipas de hospitalização domiciliária, uma nas Caldas e outra em Torres Vedras. Desde que começou a funcionar, em junho de 2019, já atendeu mais de 400 doentes, que beneficiaram de cuidados de internamento em casa, com as famílias e com as mais valias que isso representa. Para os doentes e também para diminuir as camas de internamento. Além disso, em 2019 fizemos um investimento de 1,7 milhões de euros em substituições e aquisição de novos equipamentos e, em 2020, de mais 1,9 milhões de euros, o que ainda é manifestamente insuficiente para todas as necessidades, mas é um bom avanço. Também nesta fase da pandemia conseguimos beneficiar de muitas doações e solidariedade de todos e conseguimos renovar algum do nosso parque tecnológico com estes apoios.

    Ao longo deste mandato foram investidos perto de 4 milhões em equipamentos de inovação e substituição

     

    Também avançaram com a telereabilitação…
    A pandemia acelerou o processo. Foi celebrada uma parceria com uma start up nacional e o Instituto de Telecomunicações no sentido de implementar o projeto de reabilitação à distância, em que os utentes fazem os exercícios no domicílio com acompanhamento em tempo real por um terapeuta. Funciona no Hospital Termal e evita deslocações ao hospital e também envolve mais os doentes no seu processo terapêutico.

    E ao nível da transformação digital o que foi feito?
    Essa foi outra das nossas bandeiras. Criámos o projeto CHOeste sem papel, com o objetivo de desmaterializar e de integrar processos e foram aprovados quatro projetos para modernização administrativa, que compreendem desde a telemonitorização à desmaterialização e integração digital de vários processos assistenciais e de serviços de apoio no Bloco Operatório, nos internamentos. Concluímos também uma candidatura cuja execução já vinha de 2015, para implementação do Portal do Utente, quiosques para atendimento administrativo, envio de SMS e micro filmagens. É um processo que em termos clínicos é uma mais valia, evita deslocações desnecessárias e permite que a informação esteja disponível para todos. Foram assinados protocolos com hospitais de Lisboa para complementar as carências de recursos médicos, protocolos com as câmaras de Torres e das Caldas (este último por finalizar) e também com complementariedade com os cuidados de saúde primários. Ao nível da certificação temos dois serviços clínicos em vias de certificação e já temos dois serviços certificados, a medicina transfusional e a cirurgia de ambulatório de Torres Vedras. ■

  • Paulo Gonçalves é o candidato do PS à Câmara de Óbidos

    O professor e vereador é o candidato dos socialistas à autarquia nas próximas autárquicas

     

    O mérito, capacidade política e a dedicação a Óbidos foram reconhecidos pela estrutura concelhia de Óbidos do PS ao escolher, por unanimidade, Paulo Gonçalves como o candidato à autarquia.
    Em nota de imprensa, a concelhia refere que o professor e atual vereador é um “conhecedor profundo da administração local e central, bem como da realidade do concelho e do território, destacando ainda o trabalho feito na área da educação, associativismo, desporto e vida política local.
    O agora candidato disse ser “com um enorme orgulho e espírito de missão” que aceita este desafio lançado pelo PS e afirma que a aceitar um lugar de destaque, “só podia ser em Óbidos”.
    Paulo Gonçalves reconhece que existem no concelho “sinais muito evidentes”, nas freguesias e na Câmara, de uma “desejada e justificada mudança, quer no estilo de governação quer nos grandes pilares do desenvolvimento económico e social do nosso território”.
    Defende que Óbidos não pode estagnar e que pretende trabalhar para garantir melhores condições e perspetivas de futuro aos munícipes, sobretudo os mais carenciados e aqueles que mais foram atingidos por esta pandemia. “A Câmara, a política e os partidos são instrumentos desses objetivos muito concretos, e apenas existem para servir o interesse comum de Óbidos e para nada mais do que isso”, salienta em comunicado. O candidato destaca, ainda, o “orgulho enorme” de poder contribuir para a defesa dos interesses de Óbidos, um concelho de “gente trabalhadora, empreendedora e honesta”, ao qual tem dedicado vários anos da sua vida pessoal e profissional.
    Paulo Gonçalves, de 55 anos, é natural de Leiria e reside em Óbidos. É professor de Educação Física do quadro da Escola Secundária Josefa de Óbidos, já foi delegado do Instituto Português da Juventude em Leiria e chefe de gabinete do antigo presidente da câmara da Marinha Grande. É atleta e treinador na Federação Portuguesa de Badminton e faz parte dos corpos sociais da Associação de Profissionais de Educação Física do distrito de Leiria.
    O PS foi poder em Óbidos entre 1976 e 2001, tendo perdido a Câmara para Telmo Faria (PSD), cujo sucessor, Humberto Marques, está de saída no final do mandato. ■

  • Mural na Avenida 1º de Maio assinala Dia da Terra

    Mural na Avenida 1º de Maio assinala Dia da Terra

    Jovens das Caldas da Rainha estão a pintar um mural relativo à necessidade de requalificação da linha do Oeste, que estará concluído a 23 de abril, em celebração do Dia da Terra. Criado pela artista plástica Cláudia Pedro, com a colaboração da Greve Climática Estudantil, o mural tem por título “Pela Ferrovia, a todo o Vapor!”, fica situado na Avenida 1º de Maio, nº 31 A e procura fundir a arte de rua e a luta por justiça climática.

    A mobilidade sustentável é um eixo vital para resolver a crise climática, refere a Greve Climática Estudantil das Caldas da Rainha, lembrando que “temos menos de sete anos para cortar 50% das emissões globais de gases com efeito de estufa, de forma a não ultrapassar o limite de 1.5oC indicados pela ciência como ponto de não retorno”. Defendem que a ferrovia é a solução, destacando os seus benefícios. No entanto, a nível local, consideram que há “muita luta” a fazer. “É necessário que nós, como habitantes da zona do Oeste, exijamos soluções para os problemas que afetam a nossa comunidade e o planeta”, dizem os jovens ativistas, que querem a requalificação imediata da Linha do Oeste.

  • SMAS adquire quatro novas viaturas

    SMAS adquire quatro novas viaturas

    Foram apresentadas, na tarde desta segunda-feira, as novas quatro viaturas dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) das Caldas da Rainha. Estas carrinhas, devidamente equipadas, destinam-se aos piquetes e piquetes reforço, no âmbito da rede de abastecimento de água e vêm juntar-se às recentes apresentações de viaturas, que foram para a rede saneamento e para a rede de recolha de resíduos sólidos urbanos.

    De acordo com o administrador delegado dos SMAS, José Moura, o investimento foi de 68,8 mil euros e estas viaturas “aumentam em qualidade” a frota daqueles serviços municipais.

    Atualmente, entre viaturas e máquinas, a frota total dos SMAS é de76 veículos.

  • Deputados da Nazaré querem melhorias na Linha do Oeste

    Moção aprovada por unanimidade apela para a requalificação integral

    Só com a requalificação integral da Linha do Oeste e a acessibilidade nos custos de uso é possível garantir que existem as condições necessárias para que a população do concelho da Nazaré aderir ao uso da ferrovia, em articulação com a rede de transportes públicos locais e que possa libertar-se, gradualmente, dos veículos individuais mais poluentes e mais perturbadores do espaço público. Esta a posição defendida pelo BE que, no passado dia 8 de abril, apresentou uma moção na Assembleia Municipal da Nazaré, pela sua deputada Telma Ferreira, e que foi aprovada por unanimidade. Será agora enviada ao ministro das Infraestruturas, apelando para que esta requalificação inegral seja uma prioridade do governo.
    No documento instam o governo a tomar medidas para assegurar que os bilhetes dos passageiros que circulam na Linha do Oeste sejam “substancialmente mais baratos” do que as alternativas rodoviárias e que os passes sociais abrangidos pelo PART incluam a CP nas deslocações intrarregionais. Apelam também ao equipamento da linha com carruagens multifuncionais, que possibilitem o acesso à internet, assegurem a existência de áreas dedicadas a crianças, a possibilidade de transporte de bicicletas, bem como um acesso livre e lugares para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
    É ainda solicitidado ao governo para que “mandate imediatamente” a Infraestruturas de Portugal para desencadear os estudos técnicos para a preparação da requalificação do troço Caldas da Rainha – Louriçal, durante este ano, e que possa garantir que o transporte ferroviário nesta linha ofereça tempos de deslocação mais curtos que as alternativas rodoviárias.
    Os deputados recomendam à Câmara da Nazaré que promova a intermodalidade em transportes públicos junto da estação ferroviária. ■

  • Deputado do PCP inteira-se da realidade social e económica do distrito

    Nas Caldas Bruno Dias reuniu com responsáveis para abordar temas relativos ao direito ao desporto e à cultura

     

    O périplo do deputado do PCP na Assembleia da República, Bruno Dias, para acompanhar a realidade social e económica do distrito de Leiria começou, na manhã de 12 de abril, nas Caldas da Rainha. No centro de trabalho do PCP caldense o político comunista teve uma “reunião muito proveitosa” com o presidente da Associação de Futebol de Leiria, Manuel Nunes, que abarcou todas as vertentes ao nível da política desportiva. De acordo com Bruno Dias, foi analisada a situação atual, “particularmente gravosa”, em que as estruturas do associativismo desportivo estão, confrontadas com dificuldades ao nível das restrições e proibição de público nos jogos mas também com a impossibilidade da formação nas camadas jovens. “Falamos também no desporto como fator de saúde e isso é algo que deve ser valorizado”, acrescentou.
    Bruno Dias defendeu a democratização do desporto como fator fundamental do desenvolvimento do ser humano e vê com preocupação o acentuar do fenómeno do desporto como mero espetáculo e negócio. Há um conjunto de propostas em relação à política desportiva que destaca, nomeadamente ao nível da autonomia das estruturas federativas e num maior investimento no que diz respeito à educação física e ao desporto na escola.
    Do desporto para a cultura. Acompanhado por José Carlos Faria, o deputado tomou conhecimento da obra para a futura sede do Teatro da Rainha e do trabalho que o grupo caldense está a dinamizar, mesmo em período de pandemia. Bruno Dias lembrou que o PCP, no último ano, apresentou múltiplas iniciativas e propostas no sentido de assegurar o apoio aos trabalhadores da cultura e destacou a sua “resistência heroica” relativamente a uma “dificuldade que não foi respondida por parte do governo como devia de ter sido”. Ao contatar com o Teatro da Rainha o político quis conhecer a sua atividade e projetos futuros, mas também contar com o seu testemunho e conhecimento numa situação transversal ao nível da cultura, concretizou.
    Além das Caldas, Bruno Dias visitou os concelhos da Nazaré, Leiria e Marinha Grande, onde se procurou inteirar da realidade económica da região, em particular das dificuldades sentidas pelas micro, pequenas e médias empresas.■

  • Filarmónica de Alvorninha faz 100 anos e aposta na modernidade

    Uma peça artística de Bruno Prates, o lançamento do novo logótipo e do site na internet marcaram o início das comemorações do centenário, que irá decorrer até abril de 2022. A cerimónia de aniversário, simbólica, decorreu na sua sede, no centro de Alvorninha, no passado domingo

     

    Os primeiros instrumentos foram transportados para Alvorninha por um carro de bois, as primeiras atuações foram com fato civil e de barrete, os músicos iam para os ensaios a pé e tocavam à luz da candeia. Quando a atuação era longe, iam a pé até às Caldas e depois apanhavam o comboio e ficavam vários dias fora de casa. A maioria dos maestros tinha outra atividade profissional e alguns chegaram a dormir na sede da banda. Em 100 anos muita coisa mudou na vida da Sociedade Filarmónica de Alvorninha (SFA) mas o “companheirismo, o espírito de grupo, a transmissão de bons valores e a união pela música são os mesmos”, salientou a Catarina Correia, orgulhosa da instituição a que preside. A pandemia impediu que fizessem as comemorações que gostariam, na presença de todos os amigos da filarmónica, pelo que a cerimónia que marcou o arranque do centenário contou apenas com representantes da associação e autarcas e foi transmitida em direto nas redes sociais.
    O antigo edifício localizado no centro da localidade que é casa da associação está agora mais atrativo. À porta encontra-se um colorido painel comemorativo, criado pelo cartoonista Bruno Prates alusivo ao centenário. Trata-se de uma peça feita em madeira, que resulta do reaproveitamento de outras madeiras, pintada com tinta plástica e envernizada, o que a torna resistente às intempéries. No trabalho, a que o artista caldense se dedica desde o início do ano, surgem representados os vários elementos da SFA, com o maestro ao centro, bem como a Igreja da Misericórdia, a sede da banda e o pelourinho. Há todo um simbolismo também ao nível das cores e o procurar dar um aspeto “moderno e contemporâneo à peça”, explicou Bruno Prates, que considera que a banda de Alvorninha está na génese e a promoção da aculturação das artes e cultura no concelho.
    Em dia de festa foi também apresentado o novo logótipo, da autoria do designer Fernando Cordeiro, e um vídeo com o historial da sociedade filarmónica, da autoria do músico Tomás Matos e que integra a sua prova de aptidão profissional do curso de multimédia. No âmbito do aniversário será ainda publicado o “Livro do Centenário”, com a biografia da banda, e gravado o primeiro CD áudio, apoiados por uma candidatura à LeaderOeste. Desse registo, destaque para a criação original composta por um filme da autoria de Sara Morais e uma peça musical a ser tocada ao vivo, da autoria de Diogo Alvim. “O filme terá como tema a paisagem de Alvorninha e terras circundantes, tomando a orografia como material que irá servir a composição musical”, explicou Catarina Correia, acrescentando que este trabalho surge no âmbito de uma parceria que a SFA estabeleceu com a Osso – associação cultural, sediada em S. Gregório. O CD, com uma duração de cerca de 55 minutos, é exclusivamente dedicado a autores portugueses, integrando obras de compositores de referência, como é o caso de Lopes Graça, e homenageia o compositor minhoto Miguel de Oliveira quando se comemora um centenário do seu nascimento, explicou o maestro, Renato Tomás.
    Está também a ser preparada uma exposição itinerante que irá acompanhar as atuações da banda, até abril de 2022. No Dia da Cidade será inaugurado, junto ao pelourinho de Alvorninha, um painel cerâmico, da autoria de Paula Violante, também alusivo ao centenário da filarmónica.
    As comemorações irão terminar com um concerto no CCC, onde a SFA irá convidar todos os artistas com quem tem trabalhado ao longo dos últimos anos (jazz, sapateado, artes circenses, rancho folclórico). “Achámos que era importante fazermos quase um resumo daquilo que foi feito nos últimos tempos com a nossa banda”, disse a responsável, acrescentando que, também ao nível da escola de música haverá novidades no próximo ano letivo. Atualmente a escola de música integra cerca de 50 alunos, uma professora de iniciação musical, outra de formação musical e sete professores de instrumento. Já a banda é composta por mais de 40 elementos, com idades compreendidas entre os 12 e os 66 anos.
    Requalificação da sede
    A requalificação da sede é um dos grandes objetivos. Terá de ser mudado o telhado, criadas salas de aulas para os alunos, aumentada a sala de ensaio e adaptar o edifício para poderem ter mais valências. “A sede é pequena, mas gostamos de estar aqui”, conta Catarina Correia, dando nota de que a associação já fez várias candidaturas à administração central, que foram recusadas, para apoio ao nível do investimento. Atualmente ainda estão a trabalhar no projeto, mas ficaram a saber que contam com o apoio da Câmara das Caldas para o comparticipar até 80% do valor da obra, que pode ir até aos 250 mil euros, informou o presidente, Tinta Ferreira, durante a cerimónia.
    O autarca explicou que os critérios da autarquia foram alterados recentemente, de modo a permitir o financiamento de obras de requalificação das sedes das bandas filarmónicas ou das instalações onde as bandas filarmónicas estão instaladas, à semelhança do que já fazem para os pavilhões desportivos ou para os relvados dos campos de futebol. “Isto é o reconhecimento justo do trabalho cultural que estas instituições e pessoas fazem ao longo do tempo e nas nossas comunidades”, referiu.
    Tinta Ferreira destacou ainda a importância que esta instituição teve na agregação da “família” da freguesia de Alvorninha, que é muito grande e dispersa e lembrou o apoio extra que a autarquia está a dar, em tempo de pandemia, para que a atividade da SFA possa ter continuidade. Também o presidente da junta de freguesia, José Henriques, destacou o trabalho desta instituição na coesão e união do território e enalteceu o trabalho e dedicação da direção, não só ao nível da dinamização da banda, mas também da formação dos mais novos.
    Virgílio Leal, presidente da Assembleia Geral, falou do orgulho em representar os sócios e amigos da filarmónica que tem sido um polo dinamizador da cultura na freguesia e destacou a necessidade de obras na sede, permitindo melhores condições para os seus elementos trabalharem.
    Desde o passado domingo que a programação do centenário, o historial da associação e as suas atividades podem ser acompanhados no novo site, em sfalvorninha.pt■

     

     

  • Serviço de Ginecologia reduzido a três camas para mulheres de todo o Oeste

    O serviço, a funcionar no Hospital das Caldas e que serve um universo de 151.366 mulheres, está reduzido a três camas, mas a administração garante que “nunca foi equacionado o seu encerramento”

     

    O Serviço de Ginecologia, que funciona desde 2013 no hospital das Caldas da Rainha, dando resposta a toda a área da abrangência do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) tem a sua lotação condicionada. Inicialmente com 13 camas, a lotação, devido à situação pandémica foi temporariamente reduzida para cinco, e posteriormente, para três camas. Questionado sobre esta manifesta insuficiência, o conselho de administração do CHO justifica a situação com a necessidade de reestruturação para dar resposta à pandemia e garante que “nunca foi equacionado o seu encerramento”.
    Este condicionamento afeta também o Serviço de Obstetrícia, outra das valências dos cuidados de Saúde Materna do CHO, instalada desde 2013 no hospital caldense, inicialmente com 27 camas, actualmente reduzidas a 20. Destas, duas estão destinadas a doentes com covid-19, “por força do ajustamento de espaço imposto pelas necessidades de dar resposta aos utentes Covid”, especifica o conselho de administração.
    Na semana passada chegaram à Gazeta das Caldas denúncias de que mulheres que tiveram bebés se encontravam em macas no corredor porque não havia camas disponíveis nos quartos. A situação foi confirmada pela administração, justificando tratar-se de “um pico na procura”.
    Outro dos constrangimentos manifestado pelas mulheres que permanecem no hospital é a falta de privacidade e ambiente tranquilo no pré e pós-operatório. A administração do CHO salienta que as utentes encontram-se em enfermarias distintas, sendo que têm que partilhar espaços comuns. “Não é a solução ideal, mas é a possível neste contexto e tendo em conta as carências de espaço do Hospital”, explica à Gazeta das Caldas. O CHO adianta ainda que está a ser elaborado um projeto de remodelação da área materno-infantil, visando a melhoria das condições estruturais.
    Entidades preocupadas
    Conhecedora da situação, a Comissão Cívica de Utentes do CHO já solicitou uma reunião, e vai estar com a administração na próxima semana, altura em que fará uma visita à maternidade para ver as condições atuais e possíveis alterações, contou o seu porta-voz Vitor Dinis, à Gazeta das Caldas.
    De acordo com o responsável, chegaram à comissão várias denuncias sobre as dificuldades do serviço, algo que o “preocupa”, tendo já contactado a presidente do conselho de administração, Elsa Baião. Vitor Dinis afirma que há recetividade e que foi informado que esta semana “será determinante para se conhecerem as consequências da Páscoa ao nível do agravamento de casos Covid e, a partir daí, estudarem-se soluções”.
    Também o presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, diz estar preocupado com o facto de haver um número de camas muito reduzido na Ginecologia. “Sabemos que resulta das alterações impostas pela covid mas, para garantir a qualidade de serviços para a comunidade, era importante que este processo fosse alargado e que o número de camas aumentasse”, considera. O autarca foi informado pelo CHO de que “nas próximas semanas isso possa vir a acontecer”.
    Entretanto, o deputado Hugo Oliveira (PSD) já questionou a ministra da Saúde se tem conhecimento desta situação e se concorda com a redução da capacidade instalada. Na pergunta que entregou, na Assembleia da República, questiona ainda sobre quantas mulheres tiveram de se deslocar para outras unidades por redução da capacidade instalada e qual a data prevista para recuperar a sua capacidade instalada nestes serviços.
    De acordo com informações do centro hospitalar, em 2020 foram realizados 1.338 partos, o que corresponde a um total de 1.356 nascimentos, numa área de influência que serve 151.366 mulheres.
    No que respeita ao serviço de Ginecologia, em 2019 estiveram internadas 551 utentes e 409 no ano seguinte. Este serviço teve nestes dois anos uma taxa de ocupação de 46% e 58%, respetivamente. Já o serviço de Obstetrícia, teve em 2019 e 2020 uma taxa de ocupação de 52% e 57%, respetivamente. ■

  • Óbidos dedica abril  à promoção da saúde

    Óbidos dedica abril à promoção da saúde

    Rastreios, programas de promoção de atividade física e ações pelas freguesias integram o mês da saúde

    Desde a passada sexta-feira, e durante 15 dias, decorre em Óbidos um rastreio do cancro da mama. Esta iniciativa do Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, em parceria com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e o ACeS Oeste Norte, integra o mês da saúde. Para o próximo dia 22 está agendada a apresentação do perfil de saúde de Óbidos e serão apresentados vários outros projetos, alguns a decorrer durante um mês e outros com uma duração de um ano. Um desses casos é o levantamento e avaliação dos poços do concelho, para aferir da sua segurança, proteção e salvaguarda, e da utilização adequada da água existente.
    Outra das apostas passa pela inclusão pela arte. O denominado Espaço F integra uma sala snoezelen e um outro espaço, onde pessoas com deficiência vão participar em ateliês de atividade cognitiva, multissensorial e social. A mantinha da amizade, que consiste na confeção comunitária de mantas para doação à população infantil será outro dos projetos a dinamizar, juntando os utentes dos lares, dos centros Melhor Idade e também as famílias dos alunos nas escolas. Ainda dirigido aos utentes, e colaboradores, dos lares existe uma atividade de terapia pela dança. “Dançar como se ninguém visse…” contará com a presença de um professor durante um mês e pretende “ativar e realinhar relações, emoções e sentimentos positivos através da dança”, explica a vereadora Margarida Reis à Gazeta das Caldas.
    Também ao nível da promoção da saúde através do exercício físico será desenvolvida uma Academia de Mobilidade no Centro de Saúde de Óbidos. O projeto aplica-se aos utentes inscritos nas unidades do Centro de Saúde de Óbidos, com problemas de AVC, hipertensão, excesso de peso e depressão, ou outros, referenciados pelo médico de família.
    O mês da saúde integra ainda a passagem da unidade móvel pelas freguesias do concelho, disponibilizando aconselhamento médico, bem como uma exposição de fotografia e pintura. “Pretendemos que a saúde em Óbidos seja valorizada na sua linha de prevenção e de promoção”, disse a autarca, destacando as atividades junto da população mesmo em tempo de pandemia. ■

  • Recordar a visita do príncipe Filipe e a rainha Isabel a Caldas, Nazaré e Alcobaça

    Morreu a 9 de abril, na Inglaterra, aos 99 anos, o príncipe Fílipe, marido da rainha Isabel II. Os monarcas estiveram em Portugal em fevereiro de 1957 e visitaram a região

     

    “Desde as imediações do novo quartel do RI5 à estrada de Tornada, os milhares de caldenses concentravam-se nos passeios, num alvoraçado e ansioso borborinho”. Era desta forma que a Gazeta das Caldas, na sua edição de 26 de fevereiro de 1957 se referia à expetativa com a visita dos monarcas ingleses e regista a sua passagem na Praça da República. “Ao lado de seu marido, um sorriso aberto, espontâneo, natural, numa face de brancura mais viva do que a do seu encantador vestido, olhando e acenando à multidão, Isabel II percorre as ruas da cidade de Leonor por entre alas de um povo que aplaude com ardor, com emoção, com essas palmas que são ainda hoje a fama universalmente consagrada para manifestar apreço e admiração, escrevia o jornalista na sua “pequena reportagem” do acontecimento.
    Também a RTP acompanhou a viagem que tinha como destino o Mosteiro da Batalha, com passagem pela Nazaré e Alcobaça. “À entrada das Caldas, onde pontifica a estátua da Rainha D. Leonor, muita gente aguardava, ansiosa, desde há horas a passagem do cortejo”, refere a reportagem, dando ainda nota de que, quando o automóvel que transportava os monarcas chegou, a população “aplaudiu calorosamente”.
    Também nas ruas da Nazaré uma “grande multidão” esperava o cortejo, todos com os seus trajes típicos. Isabel II e o marido foram recebidos com lenços a acenar e palavras de boas vindas. Houve danças folclóricas e, no sítio, o casal apreciou a vista panorâmica do oceano e da faina piscatória.
    Em Alcobaça visitou o mosteiro e, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, teve lugar a cerimónia final do dia. Num estrado colocado no meio do largo escutaram os hinos dos dois países, seguindo-se a visita ao monumento gótico.

    Cortejo lento pelas ruas
    Já na edição de 5 de fevereiro, Gazeta das Caldas, dava nota da visita da soberana inglesa e do seu percurso pela região. Na viagem que tinha por destino Alcobaça, Batalha e Nazaré, onde estariam algumas horas, o cortejo também passava pelas Caldas mas… não parava. O jornal enaltece os atrativos da cidade, nomeadamente a Praça da Fruta, o Parque D. Carlos I e o Museu José Malhoa. Na edição seguinte é publicada uma nota do departamento do Estado, que refere que, por “desejo expresso” pela rainha de Inglaterra, o cortejo “passará lentamente nas ruas das localidades do percurso para a Batalha”.
    A visita oficial, que começou a 18 de fevereiro de 1957 teve início em Setúbal, tendo depois o casal sido recebido de forma oficial em Lisboa num evento com todas as honras militares. A recordar a tradição marítima, a rainha e o marido chegaram ao cais do Terreiro do Paço numa embarcação movida a remos e, após as cerimónias da receção, seguiu-se um cortejo em carruagem, tendo como destino o Palácio de Queluz, local onde o casal ficou hospedado e de onde partiu para visitar diversos locais na capital e também na região. Despediram-se a 21 de fevereiro, tendo regressado para uma nova visita oficial ao país em março de 1985.■

     

    O príncipe Filipe e a rainha Isabel II contemplam a Nazaré no Sítio, depois de terem assistido a uma exibição de folclore junto à praia

     

    O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça engalanou-se para receber os monarcas
  • Empresa caldense coloca no mercado película antiviral

    A Datasafe Security Solutions está a comercializar a Promax, uma película antibacteriana e antiviral, que se apresenta como uma solução inovadora no combate à disseminação da Covid 19

    A película anti-bacteriana e anti-viral desenvolvida por uma empresa holandesa está a ser comercializada, em exclusivo na Península Ibérica, pela caldense Datasafe. A divulgação do produto começou a ser feita no início do ano e, no passado dia 8 de abril a empresa caldense procedeu à entrega de um donativo, sob a forma de película autocolante e de manga retrátil, ao CHO, de forma a que possam revestir todas as áreas da urgência que são passíveis ao toque, “reduzindo substancialmente, desta forma, o risco de infeção viral ou bacteriano em ambiente hospitalar”, explica o CEO da empresa, Hugo Macedo. Tratou-se, de acordo com o mesmo responsável, de um gesto simbólico, que marca a aplicação do produto. O donativo foi feito em dois tipos de formato, um rolo de película autocolante para revestimento dos balcões, cadeiras e mesas, e um rolo de manga retrátil que poderá ser utilizado para revestir as maçanetas das portas, botões das máquinas de vending, botões de autoclismo ou outros objetos, de forma a o risco de infeção seja “reduzido ao máximo”.
    A introdução no mercado desta película é resultado de uma consciencialização do período pandémico que estamos a atravessar e fruto da de um trabalho constante relacionado com inovação dentro dos produtos de segurança, que constituem o ADN da empresa, salienta Hugo Macedo, dando nota também da vertente social que define a Datasafe.
    Destinada a todas as áreas de negócio, a película é constituída por micropartículas de cobre disperso, permite revestir e proteger todo o tipo e superfícies tocadas por diferentes pessoas e tem um prazo de validade de 10 anos. “Testada e certificada por organismos independentes, que confirmam a sua eficácia”, a película tem uma taxa de sucesso elevada, “anulando de forma eficaz a ação de 99.9% de vírus e bactérias, entre eles a Covid-19 e as suas mais recentes estirpes”, realça o empresário.
    A Datasafe foi fundada em 2013 e é especializada em soluções de segurança de mercadoria, bens e de pessoas. Aquando da sua criação, começou por fazer cópias de segurança e depois, em 2017, estabeleceu parcerias com duas empresas europeias de produtos de segurança, passando a comercializar produtos que garantam a manutenção da integridade de mercadorias e produtos, com a criação de selos de segurança, invioláveis, e que tem entre os seus clientes, a Câmara das Caldas. Também disponibilizam envelopes de segurança/transportes de valores e etiquetas anti-violação em que, quando alguém as tenta descolar, uma mensagem vai denunciar a tentativa de remoção. ■
    fferreira@gazetadascaldas.pt

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