
Câmara das Caldas já contatou a empresa para que seja apurada a razão da queda das estruturas em madeira
O segundo ancoradouro que integra o Cais Palafítico (na direção Nadadouro – Foz do Arelho), que já se encontrava sinalizado e interdito, acabou por colapsar na sequência da acentuada cedência estrutural que apresentava. De acordo com o presidente da Junta de Freguesia do Nadadouro, Filipe Pereira, há alguns meses que já tinha feito referência ao estado do ancoradouro e que, na semana passada, depois de verificar que havia problemas noutros ancoradouros (visíveis na maré baixa), comunicou a situação à Câmara das Caldas, defendendo que era necessária uma avaliação técnica. Também foram colocadas tábuas para impedir o acesso.
“Teremos de esperar [pela vistoria técnica] mas tudo indica que existe ali um problema com o material usado. Não é de todo justificável que a estrutura, que foi inaugurada ainda nem há três anos, esteja naquele estado”, refere Filipe Pereira, que na passada segunda-feira abordou a situação na reunião de Câmara. A vereadora do PSD, Dora Mendes, solicitou o projeto e o caderno de encargos do projeto e o autarca de base manifestou a sua preocupação, para que o equipamento “não fique numa espécie de morte lenta, mas que é necessário averiguar e tomar medidas, e responsabilidades”.
De acordo com Filipe Pereira, a Junta de Freguesia tem assumido a manutenção “que consegue fazer, mesmo a nível dos ecopontos, que estão integrados na estrutura, mas não existe qualquer protocolo”, disse, defendendo a formalização da sua atuação no local.
O Cais Palafítico e Observatório de Aves da Barrosa, na Lagoa de Óbidos, foi inaugurado no dia 28 de outubro de 2023 e traduziu-se num investimento de cerca de 330 mil euros. Tratou-se de uma obra da Câmara das Caldas. De acordo com o presidente, Vítor Marques, já foi contactada a empresa que o construiu (A. Milne Carmo SA) para apurar a razão da queda daquele ancoradouro, e foram fechados os restantes “por precaução” em conjunto com a junta de freguesia. O autarca acrescenta que a “obra é recente e estará na garantia, agora é preciso perceber o que estará na causa” da queda da estrutura.
Já foi avisada a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a vistoria a fazer contará com técnicos da autarquia e da empresa responsável pela construção do cais palafítico.
Situado na zona do antigo cais palafítico existente na zona da Ardonha e Juncal, este equipamento contempla um cais, em madeira, com nove entradas (ancoradouros) e uma zona de passadiço. Além da reabilitação patrimonial, o cais palafítico também serve de apoio para atividade piscatória e local de contemplação








