Category: Educação

  • Caldas: Alunos da Bordalo participam nas Olimpíadas de Química

    Caldas: Alunos da Bordalo participam nas Olimpíadas de Química

    No passado mês de março, um grupo de 3 alunos do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro participou nas Olimpíadas de Química, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Química e realizada no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. “A participação dos alunos foi marcada por um elevado nível de empenho, demonstrando capacidade de raciocínio, espírito crítico […]

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  • Alunos da Raul Proença vencem competições de robótica

    Alunos da Raul Proença vencem competições de robótica

    Clube de Programação e Robótica obteve lugares de pódio no BotOlympics e na RoboParty, assegurando o primeiro lugar no ensino secundário pelo terceiro ano consecutivo

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  • Semana da Josefa em Óbidos traz diversidade de temas à comunidade escolar

    Semana da Josefa em Óbidos traz diversidade de temas à comunidade escolar

    Aprender a cozinhar, debater a literacia mediática e apostar na leitura foram algumas das atividades que animaram as escolas obidenses

    A Semana da Josefa decorreu nas Escolas de Óbidos entre os dias 23 e 28 de março tendo apostado em atividades em várias áreas – da arte, à cultura, da ciência ao desporto para a comunidade escolar. O evento que já tem presença firmada nesta comunidade educativa, dividiu-se pela Escola Josefa de Óbidos, pelos Complexos Escolares do Alvito, Arcos, Furadouro e pelos Jardins de Infância.

    Segundo o diretor, José Santos, qualquer encarregado de educação, mediante inscrição, poderia participar nas atividades desta semana.

    “Trazemos alunos das outras escolas à escola-sede e vice-versa”, contou o diretor. O agrupamento obidense possui atualmente 1568 alunos que têm idades desde os três até aos 18 anos.

    Entre várias propostas houve a participação de uma pasteleira de 21 anos que trouxe ao evento receitas para quem tem diabetes, salientou o docente sobre uma ação que decorreu na escola do Alvito.

    Os alunos do ensino profissional também realizaram showcookings, um deles destinado às turmas dos 12º ano e que se designou “Vou para a faculdade e não sei cozinhar”.

    “Para nós é sempre importante poder realizar ações com diferentes parceiros”, sublinhou o responsável acrescentando ainda que a abertura dos laboratórios escolares é sempre algo muito esperado nesta Semana da Josefa. Em conjunto com a Gazeta das Caldas a escola sede recebeu duas sessões sobre literacia mediática com conversas com os jornalistas deste semanário. Viveu-se também nova edição da iniciativa nacional “Miúdos a Votos – Festa do Livro e da Leitura”, que contou com atividades nas quatro escolas.

    Numa primeira fase, os alunos foram desafiados a escolher e a defender o seu livro preferido, dinamizando campanhas eleitorais nas respetivas escolas. Fizeram-se cartazes, debates, dramatizações, coreografias e apresentações criativas, partilhando um ambiente democrático, onde a leitura foi rainha. A 27 de março, na Praça da Criatividade, em Óbidos, decorreu a final do concurso. O evento reuniu várias escolas do concelho e com apresentações de diferentes turmas. Destacaram-se uma dramatização baseada na obra Não abras este livro, de Andy Lee, uma coreografia inspirada em Diário de uma miúda como nós, de Maria Inês Almeida, e a apresentação de um hino dedicado à obra Ulisses, de Maria Alberta Menéres.

    O empenho dos alunos foi reconhecido com a atribuição de dois lugares no pódio à Escola Básica do Alvito: o 1.º lugar, conquistado pela turma do 6.ºD, e o 3.º lugar, alcançado pela turma do 6.ºE.

    Segundo nota enviada pelo Agrupamento de escolas de Óbidos, a iniciativa mais do que uma competição, “promove o gosto pela leitura, a participação cívica e o desenvolvimento integral dos alunos”.

    Entre bastidores e momentos em palco, “destacou-se o espírito de entreajuda, a responsabilidade e o entusiasmo dos participantes”.

  • Calçar os Sapatos do Outro nos Dias do Agrupamento da Bordalo Pinheiro

    Calçar os Sapatos do Outro nos Dias do Agrupamento da Bordalo Pinheiro

    Iniciativas decorreram nos dias 26 e 27 de março

    “Os primeiros dois anos em Portugal foram os mais complicados, a receção que eu tive, sendo generosa, foi aceitável, percebi muito cedo que muita gente me julgava antes mesmo de me conhecer e não só por eu ser brasileira, ser uma menina parda, de descendência africana, traz camadas de desafios e preconceitos que nem todos precisam enfrentar, a xenofobia esteve presente, sim, mas aprendi uma lição valiosa, não podemos calar-nos e aceitar o desrespeito, mas também é preciso agir com inteligência suficiente para que não prejudique o nosso percurso”. Este o testemunho de Isabeli, jovem aluna do 11º ano no agrupamento de escolas Bordalo Pinheiro que partilhou a sua história no evento “Calçar os sapatos do outro”, do Grupo de Apoio à Inclusão do Aluno Estrangeiro. Quando entrou na escola, no final do 1º período, no 8º ano, “os grupos da minha turma já estavam formados e as regras, que para vocês eram óbvias, para mim eram um mundo novo”, disse, partilhando que “no primeiro dia de aula armei um problema apenas por responder a uma questão sem levantar o braço, não era falta de educação, era um costume diferente de onde eu vinha, ali eu senti-me perdida pela primeira vez, logo no primeiro dia já tinha sido excluída da turma”. No final deixou uma mensagem: “dêem o benefício da dúvida, não julguem pelo sotaque, caraterísticas físicas, ou um braço que não foi levantado na hora certa. A adaptação é uma via de mão dupla, eu fiz a minha parte, aprendi a portar-me e a respeitar esta cultura, mas o ambiente também tem que estar aberto para que não só vivamos a escola, mas sim façamos parte dela”. Já Tabitha, jovem da Letónia conta que teve “um processo de integração muito fácil”, salientando o acolhimento e afeto que existe em Portugal por oposição com a frieza e distância das pessoas na Letónia. Ainda assim, no primeiro de dia de aulas “não percebia nada de português, vinha de saltos altos e toda arranjada porque lá o primeiro dia de escola é um dia de festa, vamos todos arranjados e levamos flores para os professores”. O apoio de docentes e colegas e a escolha de uma escola pública foram fundamentais, defende. Apesar das dificuldades linguísticas e de ser “muito tímida, fiquei surpreendida com a abertura das pessoas e o quão rápido me senti incluída”. Estes foram apenas dois dos testemunhos partilhados por estudantes numa das cerca de 50 atividades dos Dias do Agrupamento, a 26 e 27 de março, envolvendo mais de 1900 alunos de 10 escolas (com 358 estrangeiros, de 32 nacionalidades). O diretor, Jorge Pina, salientou o cruzamento entre as vertentes lúdica e pedagógica. “Este ano houve uma adesão muito grande e um aumento exponencial no número de atividades”, disse, destacando ainda a transmissão em streaming como reforço do espírito de agrupamento. Entre outras, houve a possibilidade de conhecer o que faz cada área, de experimentar a simulação de um centro de saúde e de ouvir a partilha de percursos de ex-alunos. A semana terminou com o jantar do Patrono e homenagem aos nove profissionais que se reformaram.

  • A luta contra a desinformação na Semana Raul Proença

    A luta contra a desinformação na Semana Raul Proença

    Mais de meia centena de atividades com 1300 alunos

    “Quando não sabemos se uma informação é verdadeira ou falsa, não devemos partilhar. A mentira é mais rápida do que a verdade, é mais fácil propagar uma mentira do que desmenti-la, a desinformação pode ter consequências graves e o dever de a parar é de todos”. Estes alguns dos alertas deixados por Sara Beatriz, jornalista do Polígrafo e diretora do jornal Viral, numa sessão do projeto Pinóquio na Escola, realizada no dia 25 de março, na Expoeste e integrada na Semana Raul Proença. A jornalista partilhou estratégias de manipulação e frisou que, “como cidadãos, há coisas que podemos fazer”, dando a conhecer ferramentas para saber se algo é ou não verdade e acrescentando a importância do sentido crítico. Notando que o fact checking se faz em todos os jornais, apresentou os dois em que trabalham, que se dedicam exclusivamente a esse trabalho.

    Depois, os alunos fizeram um exercício: perante uma informação, como confirmar a sua veracidade. Já no final, Sara Beatriz questionou o que afasta os jovens das notícias. A falta de capacidade de prestar atenção a textos tão longos foi a resposta, ficando a sugestão de que consumam notícias durante dez minutos por dia.

    A diretora da Gazeta das Caldas, Fátima Ferreira, apresentou o jornal centenário aos alunos. “Acompanhamos os assuntos” e “fomentamos o debate e reflexão”, esclareceu, frisando a importância de uma postura proativa e crítica em cada um. Explicou ainda a diferença entre notícias e artigos de opinião e falou da relevância da carteira profissional e do código deontológico.

    Da plateia os jovens ficaram curiosos com o pós-25 de Abril na Gazeta das Caldas. “Foi publicado o jornal já sem censura? Podiam falar de tudo?”, questionou uma das alunas. A diretora do semanário respondeu afirmativamente, dando exemplos, como o envolvimento do jornal na luta contra a construção de uma central nuclear em Ferrel. Frisou também o papel de José Luiz Almeida Silva e o contributo da Gazeta das Caldas para a vida das pessoas, não só ao nível do jornalismo, mas também na vertente social, ao abraçar causas desde a fundação.

    Esta foi uma das atividades da Semana do Agrupamento, que decorreu na última semana. O diretor, João Silva, explicou que este ano iniciaram o programa com o espetáculo Anónimos de Abril para os estudantes, salientando a defesa da liberdade de expressão e da luta pelos direitos. Com cerca de meia centena de atividades, a semana conta com momentos mais lúdicos (como torneios desportivos, o Toma Lá Talento) e atividades pedagógicas, como a literacia financeira ou a desinformação. O rally-paper de professores e funcionários é “importante para criar laços” e este ano foi apresentado um projeto com a LEGO, com kits para trabalhar relações interpessoais, destinados ao mundo empresarial e que serão utilizados pela primeira vez em contexto escolar.

  • Centro Qualifica da Bordalo Pinheiro certifica bombeiros da Madeira

    Centro Qualifica da Bordalo Pinheiro certifica bombeiros da Madeira

    Formação começará em breve com cerca de 30 formandos de várias corporações

    O Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro vai certificar cerca de três dezenas de bombeiros de várias corporações da Madeira. O protocolo de cooperação entre o agrupamento e o Serviço Regional de Proteção Civil foi assinado, nas Caldas, no passado dia 24 de março. A formação começará em breve e Richard Nunes Marques, presidente do Serviço Regional de Proteção Civil, acredita que o número de interessados irá aumentar no futuro, “até porque já foi sinalizada esta necessidade em vários corpos de bombeiros”.

    Há alguns anos que este centro Qualifica faz certificação dos corpos bombeiros, a nível regional e nacional, tendo na sua equipa de formadores como Marco Martins, que atualmente integra a direção da Escola Nacional de Bombeiros. “São uma referência nacional, já trabalharam com várias regiões deste país e já qualificaram vários bombeiros com sucesso e, portanto, esse sucesso está, de facto, mais que validado naquilo que temos visto acontecer um pouco por todo o território”, disse Richard Nunes Marques.

    De acordo com o responsável, trabalhar com um Centro Qualifica que está “devidamente” direcionado e que já tem uma experiência acumulada é facilitar todo o processo. “Para cada bombeiro que está neste momento a querer ver reconhecidas as suas competências, que foi adquirindo ao longo do exercício da sua missão, o facto de trabalhar com pares é também uma grande vantagem”, acrescentou, certo que o atual protocolo se traduz numa mais-valia para todos quantos precisam de certificar o seu percurso.
    Irão participar nesta primeira ação elementos de várias corporações, sobretudo da carreira de bombeiro voluntário, de várias corporações, alguns deles para aceder à carreira de bombeiro profissional. Esta formação permite-lhes uma dupla certificação, tanto a nível profissional como de valorização pessoal, com a certificação de nível 4.

    O diretor do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro, Jorge Pina, destacou o número de certificações já realizadas a bombeiros e elementos da proteção civil e realçou que o novo plano estratégico para o centro Qualifica quase que duplica a meta ao nível da formação e certificação.

    Este centro promove a aprendizagem ao longo da vida e a melhoria das qualificações escolares e profissionais, valorizando os percursos individuais. Centra-se em adultos que não concluíram o ensino secundário ou básico ou que possuem percursos de qualificação incompletos. A equipa é composta por uma coordenadora, técnicos de orientação, reconhecimento e validação de competências, uma administrativa e pelos formadores de várias áreas profissionais.

  • Alunos do 2º ciclo vão ter Festa da Árvore

    Alunos do 2º ciclo vão ter Festa da Árvore

    Este ano evento não tem cariz festivo devido à devastação causada pelas tempestades

    ”Depois do vento, é tempo e alento: vamos cuidar das nossas árvores!”. Este é o tema que dá mote à segunda edição da Festa da Árvore, que irá decorrer no próximo dia 20 de março no Parque Urbano das Águas Santas (junto ao Cencal).
    O evento não tem este ano um cariz festivo devido à devastação paisagística e ecológica decorrente da passagem de sucessivas tempestades, e que se estima que, na região centro, se tenham perdido milhões de árvores. “A Festa da Árvore 2026 será assumidamente um momento de ação, de partilha de soluções e de promoção da apropriação dos valores naturais e paisagísticos como parte integrante da memória pessoal e coletiva, junto dos mais jovens”, refere a autarquia, acrescentando que “é tempo de ensinar a cuidar do que permaneceu”.
    O evento será dirigido aos alunos do 2.º ciclo do ensino básico das escolas do concelho, que serão convidados a participar em atividades práticas orientadas por técnicos municipais e representantes de entidades de Ambiente locais. O Parque das Águas Santas albergará ainda a exposição de ilustrações “Árvores de Portugal”, da autoria de César Évora, entre as 10h00-12h00 e as 14h00-16h00, e um momento de showcooking dinamizado pela EHTO, durante a manhã. Existirá também um espaço de visitação com bancas de divulgação das Associações de Ambiente locais e com uma exposição de ilustração intitulada “Árvores de Portugal”, da autoria de César Évora.
    No Céu de Vidro estará exposta, entre 14 e 28 de março, a mostra fotográfica imersiva e sensorial “Para que servem as árvores?” e haverá uma formação para professores.

  • Caldas: Estudantes do 1º ciclo do Colégio realizaram assembleia

    Caldas: Estudantes do 1º ciclo do Colégio realizaram assembleia

    Os alunos do 1.º ciclo do Colégio Rainha D. Leonor reuniram-se em assembleia no dia 19 de fevereiro “para, juntos, refletirem sobre questões da vida escolar”, informou aquele estabelecimento escolar. “Entre palavras tímidas e vozes confiantes, construíram-se pontes de diálogo, partilharam-se ideias e semearam-se valores”, acrescentam, notando que “na nossa escola, educar é também isto: dar voz, cultivar o pensamento e acreditar que, juntos, construímos um futuro melhor”.

  • Exposição dos animais do parque para o 1º ciclo no CCC

    Exposição dos animais do parque para o 1º ciclo no CCC

    “Olhar o Parque” é o título da mostra produzida por alunos do agrupamento de escolas Bordalo Pinheiro

    Figuras de animais, em preto, colocadas em placas de madeira e com uns olhos que se destacam, dão nova vida ao foyer do CCC, desde o dia 5 de março. Trata-se da exposição “Olhar o Parque”, dos alunos do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro e que integra o Plano Cultural de Escola no âmbito da II Bienal Cultura e Educação. A exposição partiu de “três perguntas simples e profundas”, explicam. Como nos vêem os animais? Como olhamos para eles? Cruzam-se olhares de medo?

    A professora Susana Silva explicou que a mostra tem um lado mais artístico e expositivo, mas também tem uma componente pedagógica. Esta iniciativa teve o seu início na disciplina de Complemento à Educação Artística, quando os estudantes desenharam olhos humanos. Depois, surgiram os olhos animais, que causaram fascínio pelas características. No último ano, por sugestão de Célia Antunes, concorreram ao projeto GeraT, já com esta ideia dedicada aos animais do parque, feita pelos estudantes do 8º ano.

    A ideia foi modelar os olhos em cerâmica e depois queriam enquadrar estes animais no próprio parque. Só que esta é uma disciplina com apenas dois tempos por semana e é semestral, pelo que não foi possível concluir o trabalho. Ainda assim, participaram na Mestra, onde o presidente da Câmara tomou contacto com a exposição e sugeriu que fosse mostrada noutro local. “Estamos aqui com uma ampliação desse projeto, dado que passou de um projeto meramente expositivo e artístico para um projeto mais pedagógico”, frisou. É nesse sentido que existem caixas sensoriais e puzzles.A professora Maria José destacou a coabitação entre espécies e explicou como tentam depois transportar estas questões para trabalhar conceitos como a cidadania. A docente fez notar que “a base inspiradora do projeto foi a cerâmica”, realçando que os olhos foram produzidos nesse material com tanta tradição na cidade. Referiu ainda a oferta do fotógrafo Pedro Olivença, com fotografias que foram utilizadas para – com recurso à tecnologia da escola, imprimindo e cortando a laser -, criar puzzles com os animais do parque. Já Maria João Dias, professora de Ciências, colocou a tónica na riqueza do parque, notando que existem mais espécies do que comummente se pensa. A docente destacou ainda a ligação entre a arte e as ciências neste projeto. Por sua vez, Carla Sousa Santos, bióloga da Câmara das Caldas, frisou a pertinência da escolha do 1º ciclo escolar como público-alvo da exposição e sugeriu que esta mostra pode ser o mote para levar as crianças a visitar o parque e a criar laços empáticos com os animais, que serão, depois, fundamentais, para a defesa da natureza.

    Cecília Correia, coordenadora do Plano Nacional das Artes, agradeceu a iniciativa e salientou como este agrupamento está sempre aberto a ser um polo cultural. A mesma responsável falou da única bienal a nível mundial que tem como público crianças e jovens, na qual a exposição esteve presente.

    Atualmente estão abertas inscrições para que estabelecimentos escolares do 1º ciclo possam visitar a mostra com os seus alunos e desenvolver atividades.

    Jorge Pina, diretor do agrupamento de escolas Rafael Bordalo Pinheiro, e mostrou o seu orgulho nas iniciativas desenvolvidas pelos professores e alunos, agradecendo ao CCC a cedência do espaço. Este projeto visa “alertar para alguns habitantes da nossa cidade” e “está extremamente bem conseguido”.

    O anfitrião, Mário Branquinho, diretor do CCC, referiu a abertura daquele espaço à comunidade e frisou que a mostra une a arte ao ambiente, criando um cenário interessante no foyer do CCC.

    Exposição foi inaugurada no dia 5 de março
  • Escolas da região com estragos da intempérie

    Escolas da região com estragos da intempérie

    O mau tempo que se fez sentir causou danos em várias escolas. A ESAD.CR e escolas dos vários agrupamentos foram afetadas sobretudo em consequência de árvores caídas e das infiltrações

    O campus da ESAD.CR sentiu os efeitos da tempestade Kristin, que causou danos “em edifícios, infraestruturas, no pinhal e mata envolvente”, disse a diretora Cláudia Pernencar.
    Ao todo, caíram dez árvores de grande porte, tendo uma delas caído em cima do gradeamento da Biblioteca e causado danos no muro e no telhado daquele edificado. A queda de várias árvores ainda condicionou o principal acesso à escola que só reabriu a 16 de fevereiro e também condicionou áreas de passagem.

    A intempérie fez com que a ESAD adiasse o início do segundo semestre para a próxima segunda-feira, 23 de fevereiro. A diretora reforçou que a ESAD.CR e o IPL querem “preparar tudo para receber a comunidade escolar com as melhores condições possíveis na segurança”. Registaram-se também infiltrações e estragos nas claraboias.

    O passadiço da escola, que era novo, sofreu estragos provocados pela queda de uma árvore de grande porte. Outras tombaram e cortaram o acesso principal à escola.
    Este início de semestre representa “um novo começo para a nossa escola”, referiu a dirigente que trabalhou em parceria com a Proteção Civil e com a autarquia.

    Estragos em várias escolas
    No Agrupamento Raul Proença as escolas já estão todas a funcionar. Houve falta de energia elétrica e de água nas escolas do Nadadouro e da Foz do Arelho. O caso mais grave registou-se na EB de Sto. Onofre com o rebentamento de uma válvula de segurança no depósito de gás, “situação que foi logo resolvida no próprio dia”, disse João Silva, o diretor deste agrupamento. Acrescentou ainda que na EB do Bairro da Ponte onde se registaram telhas que levantaram na zona do recreio. “Há situações de infiltrações de água pelo telhado na Raul Proença e no Pavilhão da EBI. Também caíram várias árvores e houve estores de salas de aula que “voaram”.

    Já em relação ao Agrupamento Bordalo Pinheiro, o caso mais grave registou-se no Centro Escolar e de Sta. Catarina (1º ciclo) com o agravamento de infiltrações. Na escola dos Casais da Serra que tem um poço, este “passou a apresentar fissuras causadas por um abatimento de terras”, disse o diretor Jorge Pina acrescentando que houve uma análise diária sobre as consequências da intempérie nas várias escolas com as entidades locais.

    A escola do Agrupamento D. João II com maior número de ocorrências foi a EB do Avenal, onde se registaram quedas de árvores, telhas projetadas, caleiras arrancadas e infiltrações significativas. “Uma das salas ficou inundada, obrigando ao corte da eletricidade por segurança e causando prejuízos em computadores, livros e material escolar”, detalhou o diretor do agrupamento, Jorge Graça. Também no Jardim de Infância (JI)associado foram identificadas infiltrações. Na EB Campo faltou eletricidade durante um dia, enquanto que a EB Chão da Parada ficou temporariamente sem água nem eletricidade. Já na EB da Encosta do Sol, várias árvores tombaram no recinto escolar e diversas placas de cobertura “ficaram soltas ou voaram”. O parque infantil sofreu danos significativos, com o toldo rasgado e equipamentos partidos. A EB de Tornada registou a queda de uma árvore de grande porte que danificou o telhado, destruiu canalizações e deixou a escola sem água. Os Bombeiros cortaram a árvore e os serviços municipais efetuaram trabalhos de reposição. Na EB Salir de Matos/ EB Coto houve infiltrações graves nas salas, inundações no ginásio e queda de uma árvore no pátio.

    Já na EB N.ª Sr.ª do Pópulo, o ecrã do sistema central de alarme de incêndio ficou inoperante, “situação resolvida por ser considerada prioritária por motivos de segurança”, informou o responsável. A EB Reguengo da Parada apresentou árvores partidas e em risco de queda, vedação destruída e falhas de água e eletricidade. Na EB Lagoa Parceira caiu uma árvore de grande porte e ficaram cabos elétricos cortados, obrigando à suspensão do fornecimento elétrico. A EB Salir do Porto registou falta de eletricidade e fraca pressão de água. No JI Coto o toldo ficou em risco estrutural. O JI Casal Celão permaneceu sem eletricidade durante vários dias. Na EB D. João II houve queda de árvores, rapidamente sinalizadas e tratadas, não tendo sido impedido o acesso dos alunos às atividades letivas.

    Desde o primeiro momento, equipas da Câmara Municipal, juntas de freguesia, bombeiros e serviços técnicos deslocaram-se às escolas para remover árvores, reparar infraestruturas, repor serviços essenciais e avaliar riscos estruturais. A direção sublinhou “a excelente colaboração institucional e a permanente disponibilidade demonstrada pelo município”. Apesar dos danos materiais significativos, a segurança da comunidade educativa “nunca foi colocada em causa e as atividades letivas foram sendo retomadas de forma faseada”. Em todas as escolas houve professores e alunos que ficaram com os acessos cortados, houve aulas suprimidas e visitas de estudo suspensas.

  • União de Freguesias inicia programa de literacia emocional

    União de Freguesias inicia programa de literacia emocional

    Programa em parceria com a Escola das Emoções é dirigido a crianças do 1.º ciclo

    A União de Freguesias de Caldas da Rainha – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório vai iniciar em fevereiro o programa gratuito de literacia emocional “Sentir com o Coração”, que arranca com cinco famílias e tem como objetivo trabalhar as competências sociais e emocionais das crianças do 1.º ciclo.

    O “Sentir com o Coração” é um programa de literacia emocional desenvolvido em parceria com a Escola das Emoções, destinado a crianças dos 6 aos 10 anos, residentes na União de Freguesias. As sessões decorrem quinzenalmente ao sábado, entre as 10h30 e as 12h30, na Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, e são gratuitas para as famílias.
    Cada sessão de duas horas está organizada em quatro momentos: discussão inicial a partir de um livro infantil ou de um vídeo, dinâmica de grupo, reflexão individual ou coletiva e uma prática final de relaxamento. Ao longo de nove encontros, entre fevereiro e junho, serão trabalhados temas a tristeza, o medo, a paciência, a vergonha, o orgulho, a felicidade, a bondade e a confiança.

    ​Segundo Angélica Sousa, o objetivo é ensinar “a expressar as emoções de maneira clara e eficaz, o que pode mudar a forma como as crianças vão comunicar umas com as outras, com os pais, com os professores”. Através de jogos, histórias, atividades criativas e pequenas experiências, os alunos aprendem também a “tomar decisões baseadas em informações emocionais e pessoais” e a conhecer melhor “os seus sentimentos, os seus pensamentos”, usando essa informação nas escolhas que fazem.

    ​Certificada pela Escola das Emoções, Angélica Sousa explicou que o seu papel passa por “criar as crianças num processo de autodescoberta das suas emoções, conduzindo no que nós chamamos de aventura das emoções”. “Não é dizer ‘este é o caminho’, é, através dos jogos, das brincadeiras, conduzi‑los, eles próprios, a descobrirem o caminho das respostas e estratégias para conseguir lidar melhor com as suas emoções”, acrescentou.

    ​Para a facilitadora, a inteligência emocional está “na base daquelas escolhas mais simples”, mesmo quando se pensa que as emoções “não estão lá”. “A inteligência emocional é nós conseguirmos reconhecer as emoções, gerir as emoções, os pensamentos, ter a habilidade de gerir isso em nós e, depois, como ela está, isso acaba por poder influenciar o outro”, explicou, defendendo que o equilíbrio “entre a razão e a emoção” se treina ao longo da vida.

    ​A facilitadora destacou a forma como o concelho caldense tem recebido este tipo de projetos. “Aqui abraçaram os programas e têm esse sentido de trabalhar na prevenção e ajudar as crianças a desenvolver estas competências”, salientou.

    ​Comparando com outras zonas do país, Angélica Sousa considerou que esta abertura mostra que “a comunidade de Caldas da Rainha está desperta e consciente da importância” desta intervenção precoce e que os executivos locais revelam “sensibilidade” para o tema. “Só tenho a agradecer”, concluiu, agradecendo a confiança da União de Freguesias e das famílias envolvidas nesta fase inicial com cinco agregados.

     

  • Escola do primeiro ciclo da Foz do Arelho é piloto no Projeto GERAt

    Escola do primeiro ciclo da Foz do Arelho é piloto no Projeto GERAt

    Encontro das 12 escolas que desenvolvem o projeto em colaboração direta com a EHTO decorreu a 22 de janeiro no restaurante pedagógico

    Este ano o projeto GERAt alarga-se ao primeiro ciclo e, na região vai ter como escola piloto a escola do primeiro ciclo da Foz do Arelho, com os alunos a criar postais alusivos ao território. O projeto, que resulta de uma parceria entre o Turismo de Portugal e a Direção-Geral da Educação, já decorre pelo quarto ano consecutivo para os alunos dos restantes ciclos, até ao secundário. Consiste numa sensibilização para o turismo, desafiando os alunos a olhar para a gastronomia, os patrimónios materiais, imateriais e naturais, entre outros elementos identitários e, a partir daí, desenvolverem os seus projetos, criando valor e impacto positivo local.

    Na região o projeto é coordenado pela Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) e conta com 12 escolas participantes, 19 projetos em desenvolvimento e cerca de 75 alunos envolvidos, acompanhados por professores que orientam e dinamizam os projetos. As escolas participantes localizam-se entre as Caldas da Rainha, Foz do Arelho, Peniche, Bombarral, Rio Maior, Alcobaça, Juncal, Marinha Grande e Leiria, “reforçando a forte ligação do projeto ao território do Oeste e região envolvente”, explica Célia Antunes, da EHTO. Os representantes das várias escolas almoçaram, na passada quinta-feira, no restaurante pedagógico com responsáveis do projeto na EHTO e Vera Cunha, coordenadora da equipa nacional do Projeto GERAt, “reforçando a dimensão colaborativa e o acompanhamento próximo às escolas envolvidas”.

    Atualmente as escolas estão na fase do desenvolvimento da ideia e terão que apresentar os projetos até o final de abril. Depois o terceiro ciclo terá uma fase regional, com seleção dos melhores projetos de cada região, seguindo-se, no final de maio, a final nacional. Ao nível do secundário e do primeiro ciclo haverá uma seleção online e o vencedor será convidado a estar presente na final nacional, no final de maio.

    No ano passado, o projeto “Kit Caldas tem Cor” da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro foi o vencedor, a nível nacional, do concurso no secundário. Entre 10 concorrentes. Trata-se de uma rota turística sustentável, educativa, imersiva, regenerativa e urbana, desenvolvida por alunos finalistas do curso “Técnico de Turismo” coordenado pelas professoras Tânia Blanquart e Blandina Pires, que recebeu um prémio no valor de 3 mil euros para a implementação do projeto.

    Este ano, em cada uma das finais nacionais serão atribuídos três prémios financeiros, destinados à implementação dos projetos vencedores, no valor de 10 mil euros (1ª prémio), 5 mil euros (2º prémio) e 3 mil euros (3º prémio) O projeto-piloto do primeiro ciclo contará com a atribuição de três prémios de mil euros, destinados a três escolas cujos trabalhos demonstrem, de forma mais completa, o propósito e os valores do projeto GERAt.

    19 projetos a concurso na região
    O diretor da EHTO, Daniel Pinto, lembra que iniciaram este “caminho de valorização” do Turismo, valorização do Território e valorização do Talento durante o ano letivo 2022/2023. “Considero que a ideia é simples, mas muito forte”, realça, dando nota da exigência de compromisso “elevado” entre alunos, professores, coordenadores e diretores das escolas envolvidas.

    Por outro lado, entende que é fundamental “sensibilizar e motivar as gerações mais jovens para o valor do turismo nas suas diversas dimensões, local, nacional e internacional”.
    A iniciativa assenta na ideia de que a escola desempenha um papel central no desenvolvimento integral dos jovens e dos territórios, como motor de transformação social.

    Nesta 4.ª edição “estamos muito felizes com o nível de participação, o melhor de sempre”, salientou Daniel Pinto, referindo-se aos 19 projetos em desenvolvimento, entre eles 6 do nível secundário e profissional, 1 piloto do 1.º ciclo e 12 do 3.ª ciclo.

  • Feira da Ciência CRDL comemorou cultura científica

    Feira da Ciência CRDL comemorou cultura científica

    Na passada semana, entre os dias 24 e 28 de novembro, realizou-se a Feira da Ciência CRDL no Colégio Rainha D. Leonor. A iniciativa, que comemorou o Dia Nacional da Cultura Científica, contou com atividades práticas e experiências em laboratório aberto, workshops científicos, desafios inter-turmas, quizzes, lanches científicos, exposições temáticas e uma feira de minerais e fósseis. A iniciativa foi dinamizada pelos alunos do 10º ano de Ciências e Tecnologias.

  • Projetos empresariais do azeite na EHTO

    Projetos empresariais do azeite na EHTO

    Escola deu a conhecer três exemplos empresariais em torno do sumo deste fruto tão ligado ao nosso país

    Fonte da Bica, em Rio Maior, e Ingrediente Mourisco, em Alvados, são duas empresas que se dedicam à produção de azeite, focados numa lógica de qualidade ao invés da quantidade e que foram convidados, no Dia da Oliveira, para partilharem experiências com os estudantes da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste. Na sessão esteve ainda Sandra Martins, da SM Cosmetology, empresa que nasceu nas Caldas em 2017 e se dedica à produção de cosméticos, usando, em muitos deles, o azeite.

    David Correia, da Fonte da Bica, explicou que foi o seu avô que, em 1974, adquiriu um lagar antigo e já em 2009 foram obrigados a modernizar as instalações, até porque “era impossível produzir azeite virgem extra” naquele lagar. A trabalhar na restauração, em 2017, o jovem foi desafiado pelo pai a unir essa paixão ao negócio familiar. O projeto, que incluiu a criação de uma cozinha open space e sala de refeições, bem como um armazém e loja, foi inaugurado após a pandemia. Nessa fase começaram também a explorar o olivoturismo, com visitas guiadas e provas de azeite. Além de “enaltecer a marca”, é também “mais uma fonte de receitas”. Cerca de 95% dos visitantes são estrangeiros.
    Como não têm olivais próprios, compram azeitona para transformar. Além de azeites monovarietais, produzem blends e estão a lançar uma “manteiga” de azeite e uma geleia de fruta com azeite.

    Por sua vez, Pedro Rosário, da Ingrediente Mourisco, partilhou a história desta marca que tem seis anos e que abriu nas instalações da antiga cooperativa de Alvados, abandonada mais de 20 anos. A empresa tem perto de 18 hectares de olivais e apostam em não adicionar produtos ao olival, fazendo apenas curas leves à base de cobre. “Tudo começa no olival”, frisou Pedro Rosário, uma opinião corroborada por David Correia, que afirmou que perto de 90% “vem do fruto, e depois é o trabalho no lagar”.

    Já Sandra Martins frisou aos alunos a importância desta matéria-prima para os seus produtos, nomeadamente para produzir óleos corporais, para o rosto e para o cabelo, mas também, por exemplo, sabonetes e bálsamos, champôs e condicionadores sólidos ou desodorizantes. E, por exemplo, o caroço da azeitona é moído e usado para esfoliante no sabonete. A empresária destacou os benefícios do azeite para a pele “que são imensos”, bem como as propriedades que tornam os produtos bastante estáveis em relação à oxidação, o que afeta a sua durabilidade. Nesse sentido, partilhou alguns dos exigentes testes a que os produtos são sujeitos e explicou que tem existido uma grande aposta no azeite como matéria-prima da cosmética, até tendo em conta a crescente procura por ingredientes de base vegetal e não animal. Em Portugal não existe tanto essa valorização na cosmética, “mas nos países anglo-saxónicos sim”.

  • Alunos do Colégio Rainha D. Leonor no Web Summit

    Alunos do Colégio Rainha D. Leonor no Web Summit

    Um grupo de 42 alunos do Colégio Rainha D. Leonor marcou presença no Web Summit 2025, em Lisboa. “Puderam assistir a conferências com líderes mundiais da área da tecnologia, empreendedorismo e educação, conhecer startups inovadoras e explorar as tendências que estão a moldar o futuro digital”, frisam os responsáveis da escola, notando que reforçaram “competências de pensamento crítico, criatividade e visão empreendodora, pilares fundamentais da formação no CRDL”.

  • Agrupamento de Óbidos distinguiu  40 alunos no Dia do Diploma

    Agrupamento de Óbidos distinguiu 40 alunos no Dia do Diploma

    Cerimónia decorreu na Praça da Criatividade e premiou também os melhores alunos de cada curso, que terminaram o ensino secundário

    A criatividade foi tema da festa realizada pelo Agrupamento de Escolas de Óbidos para distinguir os alunos que terminaram o seu percurso no ensino secundário no ano letivo passado. Ao todo foram 40 os estudantes, a grande maioria a frequentar o ensino superior, que receberam um certificado na noite de 14 de novembro, numa cerimónia que decorreu na Praça da Criatividade e juntou momento de música e poesia. Na mesma altura foram entregues, pelo Rotary Club de Óbidos, os prémios de mérito escolar aos alunos que se distinguiram em cada um dos cursos da Escola Josefa de Óbidos.

    “Mais do que vos entregar um diploma estamos aqui para reconhecer o vosso esforço, persistência e percurso académico”, começou por dizer o diretor do agrupamento, José Santos, para quem estes diplomas são mais do que notas e avaliações. “Representam histórias. Cada um de vós tem a sua e é isso que dá sentido ao que fazemos todos os dias no nosso agrupamento”, destacou.

    Dirigindo-se aos ex-alunos da escola, salientou que o diploma que agora receberam não é um final, mas antes um ponto de partida. “Agora na universidade vão conhecer um mundo novo, mais exigente, mais livre e pleno de novas possibilidades. Vão conhecer pessoas novas, ideias desafiantes, caminhos que nem imaginam que existem”, referiu.

    José Santos deixou-lhes ainda “três ideias para a vida”: que nunca deixem de aprender, que não tenham medo de falhar e que façam o bem, porque “hoje em dia, mais que nunca, o mundo precisa de pessoas que se guiem por valores, que saibam que a ética continua a ser importante, que um aperto de mão vale mais do que algumas linhas num papel”.

    Também presente, o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel, lembrou as condições que a escola tinha e o apoio prestado para que se consigam garantir condições de igualdade para todos os estudantes, reiterando que este trabalho irá ter continuidade.

    Durante a apresentação da gala, o professor José Manuel Nascimento recordou que o agrupamento integra alunos de 37 nacionalidades, destacando a riqueza da multiculturalidade, mas também os desafios que acarreta para os docentes. Atualmente há 205 alunos a frequentar o ensino secundário na escola, dos quais 173 no ensino regular e 32 do profissional.

    Charca vai ser requalificada
    O Agrupamento de Escolas de Óbidos recebeu perto de mil euros, do projeto Bairro Feliz, do Pingo Doce, para a requalificação da Charca Machado.

    Este charco ocupou durante anos o espaço nas traseiras do Complexo Escolar dos Arcos, aumentando a biodiversidade naquele local, mas depois foi enterrado. A coordenadora do Complexo Escolar dos Arcos manifestou vontade na sua recuperação como local ao serviço do processo de ensino-aprendizagem das Ciências Experimentais para os alunos daquela escolas mas também de todo o agrupamento. Uma turma do 12º ano foi desafiada, no ano letivo passado, pela sua professora de Biologia a abraçar o desafio e, em conjunto, observaram o local, debruçaram-se sobre os problemas atuais, perspetivaram potenciais desafios futuros e traçaram o plano de intervenção a longo prazo, que sintetizaram num plano de intervenção.

    Entre as soluções possíveis apresentam a plantação de plantas altas na margem sul do charco, para criar ensombramento, criar uma escala de limpeza do charco e colocar peixes e plantas repelentes de insetos no charco.

    Planeiam também comprar uma nova lona, criar uma escala de manutenção do espaço, pedir ajuda à Junta de Freguesia para limpeza e abrir um caminho entre as flores silvestres com pedras grandes da área.

    O diretor José Santos reconheceu o esforço, persistência e percurso académico dos alunos finalistas
  • EHTO entregou 175 diplomas em dia de aniversário

    EHTO entregou 175 diplomas em dia de aniversário

    No dia em que a escola fez 19 anos, oradores lembraram a sua criação e importância regional

    A Escola de Hotelaria e Turismo (EHTO) celebrou, a 14 de novembro 19 anos, mas a sua génese já possui cerca de quatro décadas, altura em que a então Região de Turismo do Oeste (RTO) a incluía nos seus documentos estratégicos. Viria a abrir portas em 2006, com polos em Óbidos e nas Caldas, “muito impulsionada por uma base territorial regional, pelas forças vivas empresariais, associativas e autárquicas, e depois com um enquadramento por parte do Instituto Nacional de Formação Turística, agora Turismo de Portugal”, recordou o diretor, Daniel Pinto.

    Em dia de festa marcaram presença os representantes dos municípios fundadores. O vereador obidense Bruno Silva lembrou a estratégia da autarquia, na altura, de potenciar o turismo e que “cedo se percebeu a necessidade de juntar os dois municípios e concertar esta vontade”. Realçou a figura de Luís Garcia, na altura vice-presidente da RTO, que “reforçou a necessidade de uma escola profissional que desse resposta à forma como o Oeste estava a crescer como região e que fosse uma marca”. Bruno Silva falou também do “sucesso” do curso de Turismo Literário e lembrou que, no último Festival de Chocolate, foi firmado um protocolo entre a autarquia de Óbidos e o Turismo de Portugal para a criação da Academia Internacional de Chocolate, num investimento de 1,2 milhões.

    Por sua vez, a vereadora caldense Conceição Henriques destacou a dinâmica desta escola e dos territórios onde está instalada, ambos com a distinção de cidades criativas. “São as duas cidades criativas mais próximas, no mundo, em termos territoriais”, disse, acrescentando que há uma “ligação a Óbidos que cumpre honrar, fomentar e uma escola comum é um elemento muito importante para isso”.

    Também presente, Ana Paula Pais, diretora coordenadora das escolas do Turismo de Portugal, destacou a diversidade de jovens que frequentam a rede, especificando que possuem 32% de alunos internacionais. Realçou que eles “são precisos para enriquecer um setor que é feito de trabalho humano e que não pode ser realizado por uma qualquer IA” e que o Turismo de Portugal tem uma série de projetos para a sua integração. Disponibiliza ainda estágios fora do país, bolsas para prosseguimento de estudos em escolas internacionais e apoios para criarem o próprio negócio.

    Também Daniel Pinto falou dos vários cursos que a escola desenvolve, alguns deles em exclusividade, como é o caso dos de padaria avançada e de turismo literário. Aos alunos deixou o desafio de trabalharem sempre com qualidade e com imaginação, inovação e criatividade. “As oportunidades no setor são muitas”, destacou, realçando que a escola e os parceiros estão disponíveis para continuar a apoiar os antigos estudantes.

    Este ano receberam diploma 175 alunos. Destes, 70 frequentaram cursos profissionais de nível IV e CET nível V e os restantes 105 integraram cursos de formação executiva (Escanção, Guias Intérpretes Regionais, Turismo de Saúde e Bem-Estar, Padaria Avançada e Turismo Literário). No âmbito do programa “Formação + Próxima”, a escola realizou, no ano letivo 2024/2025, 123 ações de formação para 2.231 pessoas, num total de 4.024 horas de formação, em parceria com 20 municípios da região Oeste, Leiria e Lezíria do Tejo.

    Desde o início do seu funcionamento a EHTO já certificou 1800 alunos.

  • IPLeiria tem 15 mil alunos neste ano letivo

    IPLeiria tem 15 mil alunos neste ano letivo

    Entre licenciaturas, mestrados, doutoramentos e cursos técnicos superiores profissionais, o Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) tem já matriculados 5.125 novos estudantes, mais 340 estudantes que no ano letivo anterior, perspetivando-se que alcance, este ano, os 15 mil estudantes. Os números foram revelados pelo presidente da instituição, Carlos Rabadão, durante a sessão solene de abertura do ano académico 2025/2026, realizada a 5 de novembro e que assinalou também o 45.° aniversário do IPLeiria.

    Recordando a formalização, em abril deste ano, do pedido de transformação do Politécnico de Leiria em Universidade de Leiria e Oeste, Carlos Rabadão salientou que se tratará de uma “universidade pública, fortemente ancorada no território, orientada para o desenvolvimento regional e com uma clara vocação internacional”. O responsável destacou o trabalho desenvolvido pela Estrutura de Missão para o Desenvolvimento do Ecossistema da Região de Leiria & Oeste, que apresentou este ano o estudo “Prospetiva 2035”, um exercício “coletivo e participado que identifica nove chaves estratégicas para acelerar a coesão, a inovação e a sustentabilidade desta região na próxima década”. Entende que este “compromisso com o território reforça também a missão nacional: promover a coesão, a inclusão e o progresso coletivo através do conhecimento. E a futura Universidade de Leiria e Oeste representará também um ativo estratégico para o país, reforçando o sistema público de ensino superior e contribuindo para uma rede universitária mais equilibrada e coesa, capaz de gerar conhecimento, inovação e talento com impacto em todo o território nacional”.

    A cerimónia contou também com a entrega dos títulos honoríficos, prémios e do Diploma de Instituição de Mérito, com a distinção de Mérito Socioprofissional, à AIRO.

  • EHTO participou no Programa Erasmus+ em Itália

    EHTO participou no Programa Erasmus+ em Itália

    O programa de quatro dias combinou componentes práticas, pedagógicas e de sustentabilidade

    A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) marcou presença num programa Erasmus+ Job Shadowing, realizado na Scuola Alberghiera e di Ristorazione di Serramazzoni, na região italiana de Emilia Romagna, entre os dias 27e 31 de outubro. A iniciativa reuniu quatro docentes das Escolas do Turismo de Portugal, entre eles Célia Antunes, numa semana de partilha de conhecimentos e boas práticas pedagógicas.
    O programa combinou componentes práticas, pedagógicas e de sustentabilidade, proporcionando uma experiência enriquecedora de cooperação internacional. Durante a mobilidade, foram realizadas várias masterclasses que destacaram a “excelência do ensino Turístico-Hoteleiro em Portugal”, refere a EHTO, destacando a masterclass “Sustainable Tourism & Entrepreneurship”, por Célia Antunes, docente da escola caldense. Foi ainda feita a apresentação das Escolas do Turismo de Portugal e realizada a masterclass “Portuguese Culinary & Service Techniques”.

    “A metodologia de ensino da Scuola Alberghiera di Serramazzoni é exigente e calorosa. Os alunos mostraram-se felizes, comunicativos, focados e motivados em alcançar os seus objetivos”, refere Célia Antunes, destacando a qualidade do modelo pedagógico italiano.
    Para além das atividades escolares, a equipa portuguesa teve oportunidade de conhecer de perto o processo de fabrico de produtos emblemáticos da província de Modena, como foi o caso do queijo Parmigiano Reggiano, do vinagre balsâmico e do vinho Lambrusco. “Todos mantêm processos de fabrico tradicionais, naturais e ancestrais, respeitando a originalidade do produto e as expectativas de um consumidor que valoriza a autenticidade”, salienta a docente da EHTO, observando que “são estas singularidades dos territórios que marcam a diferença nos produtos de cada local”.

    Durante a visita, foi também apresentado o Projeto GERAt, desenvolvido pelo Turismo de Portugal em parceria com a Direção-Geral da Educação, que visa sensibilizar as gerações mais jovens para o potencial do turismo sustentável local, promovendo a valorização e preservação dos territórios. A equipa portuguesa ofereceu o jogo pedagógico GERAt e recebeu em troca o “Modena Quiz”, que promove o centro histórico de Modena através de perguntas sobre dialeto, imagens e história local.

    A mobilidade resultou no estabelecimento de uma parceria internacional através da plataforma eTwinning, que permitirá que professores e alunos de Portugal e Itália trabalhem juntos em projetos educativos futuros. “Foi uma excelente oportunidade de partilha de conhecimento, de inspiração e para criar laços de trabalho que vão continuar com a participação da escola num projeto do eTwinning com a nossa escola e outras do Turismo de Portugal”, concretiza Célia Antunes.

    O interesse em continuar a colaboração entre as instituições, visando um compromisso com um futuro melhor na educação em hotelaria e restauração, foi também demonstrado pelas responsáveis da Scuola Alberghiera di Serramazzoni e da Câmara Municipal de Modena.

    Iniciativa solidária
    No âmbito do Dia Nacional do Pijama e do Dia Universal dos Direitos da Criança, que se assinala a 20 de novembro, a EHTO está a promover uma campanha de recolha de pijamas de crianças e jovens, que serão depois entregues à Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha. Trata-se de uma iniciativa dinamizada pelas turmas do 2º ano, enquadrada no Projeto Integrador “Saúde e Bem-Estar, A mente brilha, o corpo reflete” e no Programa Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu, apelando aos valores da união e solidariedade. Os interessados poderão contribuir, até 19 de novembro, oferecendo pijamas usados em bom estado ou novos, dos dois anos ao XL

  • CRDL faz parte do “Todos os passos contam”

    CRDL faz parte do “Todos os passos contam”

    O Colégio Rainha D. Leonor associou-se recentemente à iniciativa “Todos os Passos Contam”, um desafio solidário da Fundação Galp que decorre até 10 de dezembro.
    O projeto, que vai já para a sua 6ª edição, propõe que cada quilómetro percorrido a caminhar, a correr, a dançar, a pedalar ou em qualquer outra atividade física, seja convertido numa refeição doada a famílias em situação de vulnerabilidade apoiadas pela Rede de Emergência Alimentar.

    Esta iniciativa já entregou 4,2 milhões de refeições desde 2021 e tem como objetivo para este ano voltar a alcançar a marca de um milhão de quilómetros, que equivalem a um milhão de refeições distribuídas.

    A Entrajuda é a entidade responsável por transformar o apoio em impacto real, garantindo a entrega das refeições às famílias apoiadas pela Rede de Emergência Alimentar, assegurando toda a logística, bem como a gestão de recursos humanos e materiais necessários.

    Para participar basta registar no site da campanha as distâncias percorridas, podendo utilizar a aplicação já instalada no telemóvel ou recorrer a opções gratuitas e populares, como Adidas Running, Apple Health, Google Fit, Nike Run Club, Samsung Health ou Strava. Há ainda a possibilidade de fotografar o mostrador de um pedómetro ou relógio inteligente (Fitbit, Garmin, etc.).

    “Ajudar está nos nossos pés. E nos vossos também. Contem os vossos quilómetros e participem em: https://todosospassoscontam.galp.com/”, sugerem os responsáveis do Colégio Rainha D. Leonor.

    Uma nota: os participantes devem indicar o nome da escola quando lhes for solicitado o preenchimento do campo do nome da equipa no site da campanha.

  • A celebrar  35 anos, ETEO foi pioneira no ensino profissional na região

    A celebrar 35 anos, ETEO foi pioneira no ensino profissional na região

    Escola Técnica e Empresarial do Oeste (ETEO) foi a primeira na região a ser criada com foco no ensino profissional para responder a áreas em que esta fosse carenciada. Atualmente integra 415 alunos, distribuídos por 17 cursos

    A ETEO foi inaugurada, pelo então ministro da Educação, Roberto Carneiro, a 15 de outubro de 1990. Funcionava nos Pavilhões do Parque D. Carlos I (onde viria a permanecer até 2005) e arrancou com duas turmas, de 16 alunos cada, a de técnico de Gestão e de técnico de Turismo.

    No entanto, a sua história começou dois anos antes e, no passado dia 15 de outubro, foi recordada por Manuela Franco, atualmente diretora administrativa e que esteve ligada à escola desde a sua génese. Foi ela, na altura secretária da direção da ACCCRO, que foi incumbida pelo então presidente, João Davi, de ir a uma reunião a Lisboa para ouvir a experiência do ensino profissional em França, porque ele achava que poderia ser um projeto importante para o concelho e região. Entusiasmada com o que ouvira, marca uma reunião entre o responsável do ministério da Educação e o presidente da ACCCRO que, também motivado com o que ouve, começa a envolver as “forças vivas da cidade”, nomeadamente a AIRO, a autarquia e a então Região de Turismo do Oeste.

    Na altura não havia planos curriculares nem programas para o ensino profissional, tendo o então presidente da Câmara, Fernando Costa, convidado Luís Sá Lopes, que também abraçou o projeto, criando os planos curriculares de Gestão e de Turismo.

    Criada por iniciativa de entidades locais e regionais, através de um contrato programa com o Ministério da Educação, a escola sempre teve por objetivo a formação de técnicos especializados em áreas em que a região fosse carenciada, por forma a responder à necessidade de recursos humanos qualificados do mercado de trabalho. Em 1999 foi criada a APEPO – Associação Para o Ensino Profissional do Oeste – entidade proprietária da ETEO, cujos associados são os seus fundadores e desde dezembro de 2014, o Montepio Rainha D. Leonor – Associação Mutualista.

    “Hoje, ao olharmos para trás, temos a certeza de que este foi um projeto de êxito, que cresceu, ganhou força. Valeu a pena cada passo dado”, referiu Manuela Franco, lembrando que queriam “construir uma escola diferente, que deixasse marca na vida das pessoas, na comunidade e no futuro dos jovens”.

    Pouco tempo depois do seu início, em 1991, Filomena Rodrigues chegaria à ETEO, para assumir as funções presidente da direção, cargo que mantém até aos dias de hoje. Encontrou uma escola com dois cursos profissionais e duas turmas, o diretor pedagógico, professores, duas funcionárias administrativas e um auxiliar. Atualmente são lecionados 17 cursos com 415 alunos, na escola que integra 14 funcionários e que, desde 2005, funciona em instalações próprias. Para dar resposta aos cursos ali ministrados, a escola utiliza ainda três salas das instalações da Universidade Sénior, cedidas pela autarquia.

    “A escola é constituída por pedacinhos da ação de todos aqueles que nas suas diversas funções por aqui passaram e daqueles que aqui estão”, referiu a responsável durante a cerimónia, partilhando que já têm alunos filhos de antigos alunos, houve alunos que formaram casais, outros que se tornaram professores na ETEO e, inclusive, um que já foi professor e atualmente faz parte da direção da escola e da APEP.

    “Metade dos alunos diplomados na escola ingressa no mercado de trabalho a outra metade prossegue estudos no ensino superior”, referiu Filomena Rodrigues, exemplificando com antigos alunos a desempenhar funções em empresas como a EDP, Tekever, Visabeira e Shaeffler e que, inclusive, uma antiga aluna do curso de técnico de Turismo, é diretora do hotel Sal, de 7 estrelas, no Dubai. Por outro lado, uma aluna que terminou o ano passado a formação na ETEO foi a aluna com melhor nota deste ano, no curso de Fisioterapia, no IPL, e que lhe dá direito a receber um prémio.

    “Ao fim destes 35 anos eu sinto-me gratificada por ter abraçado este projeto que eu considero que marca a diferença para os jovens, marca a diferença para o concelho, para a região e para o país”, disse, destacando o crescimento e implantação do ensino profissional.

    Depois de agradecer aos alunos, professores e funcionários, Filomena Rodrigues falou ainda do futuro, para dar conta da implementação dos dois Centros Tecnológicos Especializados, que vão “marcar um novo ciclo na vida da escola e do seu projeto educativo”.

    A ligação às instituições locais
    Presente na cerimónia comemorativa dos 35 anos da escola, Paulo Ribeiro, em representação do Montepio Rainha D. Leonor, realçou que, muito mais do que uma escola, a ETEO, “é um espaço de oportunidades, proximidade e ligação ao território”, onde se aprende uma profissão, mas também o “valor do esforço da solidariedade, do trabalho em equipa”. O presidente do CA do Montepio RDL, partilhou a ligação da instituição às escolas da região dando conta que é atualmente o principal parceiro de estágios na área da saúde e da reabilitação. “Mais de mil estagiários já passaram pelas nossas unidades e muitos deles ficaram connosco, transformaram o estágio numa carreira”, referiu, adiantando que a instituição está a preparar o Montepio Campus Centro Clínico e Living Lab, um projeto de cerca de 10 milhões de euros que vai juntar saúde, inovação e formação.

    Já Pedro Manuel, em representação da AIRO, lembrou que sem escolas como a ETEO a região ficaria sem trabalhadores qualificados. O também professor e coordenador de um curso na escola, destacou que esta tem sabido reinventar-se ao longo dos anos.
    O município caldense está disponível para continuar a “ser parte integrada do projeto”, parte “envolvida no processo educativo”, pelo que espera que possam “continuar a alicerçar projetos em conjunto, disse o presidente da Câmara, Vítor Marques. O autarca espera que nos próximos 35 anos se “espalhem projetos ainda mais inspiradores e mais conquistas coletivas, pautando sempre a atuação desta instituição pelo compromisso pela excelência”. Lembrou que a escola nasceu do “compromisso com a educação e formação das pessoas, capacitando-as para o mercado de trabalho com novos conhecimentos e competências, mas promovendo também o espírito critico, cívico, da responsabilidade social e solidariedade”. “É por isso que na ETEO se sente como um espaço-casa porque é constituída por pessoas que defendem que a educação pode ser transformadora”, concretizou o autarca, que considera que o sentimento é de “missão cumprida, pelas vidas que foram transformadas nesta instituição”.

    A festa de aniversário, que começou ao som dos bombos e terminou com o corte do bolo, contou ainda com intervenções de alunos e antigos alunos, professores e funcionários da escola.

  • Alunos dos cursos profissionais terão experiência internacional

    Alunos dos cursos profissionais terão experiência internacional

    Mais de duas dezenas de estudantes da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro terão, pela primeira vez, estágios no estrangeiro no âmbito do ERASMUS + VET

    A Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro disponibilizará este ano, pela primeira vez, a possibilidade aos alunos dos cursos profissionais de fazer dois meses de estágio num país estrangeiro no âmbito do ERASMUS + VET. Neste primeiro ano estão a ser estabelecidas parcerias com estabelecimentos de ensino de escolas de Vigo e Madrid (Espanha), Lille (França) e Hannover (Alemanha).

    No passado dia 9 de outubro quatro professores do IES de Rodeira (Galiza) estiveram a visitar a ESRBP para estreitar a parceria. “É uma escola muito inovadora, enorme, não estamos habituados a ter espaços tão grandes, que unifiquem tantas famílias profissionais”, referia Mar Expósito Rodriguez, depois de conhecer o estabelecimento de ensino, com maior incidência na parte da formação profissional. Nas oficinas não ficaram indiferentes ao equipamento de ponta, do Centro Tecnológico Especializado (CTE) Industrial, destacando “a qualidade e a inovação já patente na escola e que permite aos alunos estarem preparados para as empresas mais competitivas”, salientou a docente de Formação e Orientação Laboral.

    Os estágios irão decorrer no final do ano letivo e os estudantes serão acompanhados por professores, que ficarão no local durante uma semana. Enquanto os alunos se integram no estágio, os docentes estão na escola parceira. No restante tempo de intercâmbio os jovens terão um tutor e, no final, os professores caldenses irão buscar os alunos, garantindo o acompanhamento na viagem de regresso.

    Para Espanha as viagens serão feitas de autocarro, pois o programa ERASMUS + promove “viagens verdes”, que incentivam a utilização de transportes de baixas emissões como autocarros e comboios, em detrimento do avião.

    Os responsáveis da ESRBP já visitaram quatro escolas na zona de Vigo e irão agora decidir quais serão os melhores sítios para os alunos estagiarem. A Alemanha é outro dos destinos possíveis para os jovens estudantes. Em dezembro os professores caldenses irão a Hannover numa visita preparatória, para depois os alunos irem mais tarde. Também já foram feitos contactos com escolas de Lille (França), para estágios nas áreas do turismo e apoio à infância, enquanto que na Alemanha se focarão nas áreas de informática, indústria automóvel e também automação, explica Maria do Céu Santos, diretora do curso Técnico de Ação Educativa e coordenadora do ERASMUS+ VET.

    De acordo com a responsável, o objetivo é que neste ano letivo possam participar no estágio internacional entre 24 a 27 alunos dos vários cursos profissionais da escola. “O projeto que temos para este ano é que 8% dos alunos possam estagiar no estrangeiro, e para o ano já queríamos chegar aos 10%”, concretizou Maria do Céu Santos.

    Atualmente a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro tem 24 turmas de cursos profissionais que conferem um diploma de equivalência ao ensino secundário, preparando o acesso a formações pós-secundárias ou ao ensino superior. Caracterizam-se por um ensino prático que recorre à formação em contexto real e simulado de trabalho, aliando a teoria à vertente técnico-prática. Este estabelecimento de ensino oferece também Cursos Tecnológicos Especializados (CTE) nas áreas Industrial e Informática, com uma forte componente prática e formação em contexto real.

    O equipamento de ponta da escola foi realçado pelos visitantes
  • Cada vez mais alunos e menos professores no AERP

    Cada vez mais alunos e menos professores no AERP

    As Jornadas Pedagógicas do AERP proporcionaram uma reflexão sobre o tempo, que tem de se desdobrar para atender a cada vez mais alunos

    “O tempo que se perde” foi o mote das Jornadas Pedagógicas do Agrupamento de Escolas Raul Proença, que decorreram a 10 de setembro, no grande auditório do CCC.
    Presente esteve a secretária-geral da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira, que anunciou a criação da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, que funde o IGeFE, a DGAE e a DGEST.

    “Esta agência vai ter uma missão muito clara: gerir com maior agilidade e transparência os recursos humanos e financeiros das escolas”, afirmou. “Pretendemos apoiar a autonomia das unidades orgânicas, promovendo soluções adaptadas às realidades locais, reforçar a articulação com os municípios, valorizando a cooperação interinstitucional e o papel das autarquias na educação, trazer também as CCDR e o seu papel de promoção da coesão territorial e social, simplificar e digitalizar os processos administrativos, e alinhar a administração escolar com os compromissos europeus e com as expectativas das famílias e das comunidades”, continuou.

    A Inteligência Artificial será uma forte aliada da agência. Tal “justifica a transferência de parte das competências e dos recursos humanos da unidade orgânica da Fundação da Computação Científica Nacional (FCCN)”. “Uma parte dos serviços digitais da FCT vai passar também para a agência, para nos ajudar nesta transformação, que não vai ser de um mês ou dois”, revelou ainda.

    “Também está a ser construído um registo biográfico digital, em partilha de dados entre o IGeFE e a DGAE”, por forma a minimizar “problemas em termos de colocações”.

    “Não queremos que esta agência seja uma estrutura distante”, expressou ainda, apontando como “compromissos do governo” a “valorização da carreira docente; o reforço da formação contínua dos professores; o investimento na modernização das infraestruturas escolares e a promoção de ambientes educativos seguros, estimulantes e inclusivos”.

    Durante a Reunião Geral de Professores, o diretor do AERP, João Silva, deu conta de terem sido colocados, este ano, 79 novos professores, sendo que ainda há vagas por preencher decorrentes de baixas médicas (cerca de 15). “Não vai ser fácil preenchê-las”, disse, acrescentando que este ano letivo se vão continuar a reformar professores, “e, nos próximos cinco, seis anos, isto vai acelerar”.

    O diretor destacou ainda o aumento dos alunos estrangeiros no agrupamento. Em 2024, eram 623, ou seja, 22% do total, com 41 proveniências diferentes. Este ano são 697, o que representa 24% dos alunos, apresentando 46 nacionalidades.

    Referiu também que “ainda existem vários alunos na cidade por colocar, os agrupamentos vão ter de se entender entre si para o fazer, mas, só no 5.º ano, temos 30 alunos em supranumerário. No 6.º e 7.º anos a pressão também está grande”.

    De referir ainda a escassez de assistentes operacionais verificada no passado ano letivo, com o acréscimo, este ano, da de assistentes técnicos, tanto na escola sede como na EB de Santo Onofre. Devido à idade dos professores, também se perde tempo de crédito horário, muito usado para dar apoio a quem tem necessidades educativas específicas.

    A proibição dos telemóveis mantém-se para os 1.º e 2.º ciclos. “Foi absolutamente pacífico”, comenta o diretor a propósito da aplicação da medida no ano letivo passado. Os alunos do 3.º ciclo serão sensibilizados para usarem menos o aparelho.

    João Silva anunciou ainda que 97% dos alunos da Raul Proença que concorreram ao ensino superior foram colocados numa das suas três primeiras opções, com 77% a entrar na primeira. ■

  • Aluno da Raul Proença estagiou em Itália

    Aluno da Raul Proença estagiou em Itália

    Tomás Matos, aluno do curso profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos da Escola Secundária Raul Proença, realizou uma mobilidade internacional na cidade de Rimini, Itália, entre abril e finais de junho, num total de 60 dias. O estágio decorreu na empresa ExNovo Informática, especializada em soluções tecnológicas e serviços na área da informática.

    De acordo com a professora Lourdes Gomes, responsável pelo acompanhamento do aluno, este integrou-se numa equipa técnica qualificada, desempenhando funções nas áreas de instalação de sistemas operativos, montagem e manutenção de hardware, reparação e requalificação de equipamentos informáticos. “Demonstrando um forte sentido de responsabilidade, competência técnica e espírito de iniciativa, obteve uma classificação final de 19,3 valores, refletindo o seu excelente desempenho e dedicação ao longo de todo o estágio”, refere a escola.

    Esta mobilidade permitiu também o enriquecimento pessoal e cultural de Tomás Matos, que teve oportunidade de contactar com novas línguas, hábitos e realidades socioculturais. De acordo com a Raul Proença, este tipo de iniciativa evidencia a “importância dos programas de mobilidade internacional na formação dos nossos alunos, promovendo o desenvolvimento de competências técnicas, pessoais e interculturais essenciais para um futuro profissional de sucesso”. ■

  • Formação dá novo rumo a  14 migrantes

    Formação dá novo rumo a 14 migrantes

    Turma do programa Integrar terminou a formação na EHTO e segue agora para estágio

    Natural do sul da Ucrânia, Tetiana Kuznietsova está em Portugal há três anos e reside em S. Martinho do Porto. No país natal trabalhava numa secretaria, mas por cá o emprego que encontrou foi num restaurante, primeiro a lavar a loiça, depois passou a ajudante de cozinha e cozinheira. A participação no programa Integrar para o Turismo, que tem por objetivo a integração de migrantes no setor, através de formação prática e estágio, revelou-se uma “oportunidade para mudar de vida”, disse Tetiana Kuznietsova à Gazeta das Caldas.

    A migrante, que não cozinhava pratos portugueses, considera a experiência “muito enriquecedora” e prepara-se agora para começar o estágio num restaurante em S. Martinho do Porto.

    Já a brasileira Juliana Bucar vai estagiar no Hotel Marriott, na Praia d’el Rei, a partir da próxima semana. Depois de oito anos a trabalhar como bancária no Brasil, veio para Portugal há ano e meio à procura de um recomeço profissional. Encontrou-o na cozinha, um gosto pessoal que sempre a acompanhou.

    A residir na Lourinhã, a jovem considera que Portugal é um país bastante turístico, pelo que é importante apostar na formação e “saber preparar os alimentos de forma a que possam ser bem apreciados”.

    As duas mulheres frequentaram o curso que decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) e juntou 14 formandos oriundos do Brasil, Angola, Índia, Nepal e Ucrânia, agora a residirem na região Oeste. Na passada quinta-feira (10 de julho), confecionaram e serviram o almoço “Navegando pelos sabores do mundo”, a diversos convidados, no restaurante pedagógico da EHTO e que marcou, simbolicamente, o final desta formação. A refeição começou com “dadinhos de tapioca com geleia de tomate”, uma inspiração brasileira, tal como a “casquinha de marisco com farofa”. Seguiu-se uma “borsch com pampuschky”, uma sopa típica ucraniana, “mufete com jeijão”, de África, e, por fim, uma sobremesa com sabores típicos da Índia: “coconute burfi”.

    O programa Integrar resulta de uma parceria entre o Turismo de Portugal, AIMA e Confederação Portuguesa de Turismo e consiste na realização de um percurso de formação através de um curso nas áreas da Restauração, Cozinha, Pastelaria e Alojamento Turístico, com a duração de três meses e um mês de estágio nas empresas do setor. Na EHTO decorreu o curso de Cozinha e Pastelaria que, além da componente técnica, integrou também disciplinas na área da comunicação e do atendimento, inglês e cultura portuguesa. “O grande objetivo é que eles possam ingressar no mercado de trabalho e que possamos ter uma sociedade que inclui todos”, sintetizou Marta Marques, assessora da formação contínua da EHTO.

    O chef e formador de Cozinha, Tiago Costa, destacou a evolução dos formandos, lembrando que alguns nunca tinham contactado com a parte técnica de cozinha. Recordou o desafio desta formação, em que alguns dos formandos não falam português, mas que, por outro lado, “são pessoas formadas, que já têm alguma “tarimba” de vida”, acrescentou.

  • Caldense vai ao mundial de debates no Panamá

    Caldense vai ao mundial de debates no Panamá

    Curiosa, comunicativa e interessada em tudo o que a rodeia, Beatriz Amorim, de 16 anos, vai participar no Campeonato Mundial de Debate Escolar

    Ainda não sabe que profissão irá seguir, mas tem uma certeza: quer deixar uma marca no mundo. Aos 16 anos, Beatriz Amorim estuda, faz desporto, voluntariado, dá mentorias e prepara-se para representar Portugal (juntamente com mais quatro jovens) no Campeonato Mundial de Debate Escolar, que se realiza na cidade do Panamá.

    A jovem, natural das Caldas e residente nas Gaeiras, terminou o 10º ano em Ciências e Tecnologias com 19 valores de média, mas não ficou completamente satisfeita, queria ter feito melhor. Agora prepara-se para o campeonato, mundial, a decorrer entre 22 de julho e 1 de agosto, na cidade de Panamá. Mas a Beatriz já não é uma estreante. O ano passado participou no mesmo concurso, em Belgrado, capital da Sérvia, no primeiro ano em que Portugal participou com uma equipa, e onde ganhou o prémio de melhor nação de estudantes.

    A palavra é uma “arma extremamente poderosa”
    Curiosa e comunicativa, Beatriz Amorim desde pequena que adora participar em atividades. Numa das suas pesquisas na internet encontrou este grupo de debates escolares, que passou a integrar. Para o concurso no Panamá, onde participam mais de 70 países, existem quatro temáticas conhecidas, que terão de debater, em inglês, mas desconhecem o “lado” que terão de defender. Uma delas é sobre a moeda do Panamá, se o país deve continuar com o dólar americano ou deve ter a sua própria moeda, matéria que exige um conhecimento aprofundado. Os outros temas são conhecidos com uma hora de antecedência, ou mesmo com apenas 15 minutos e, para os debater apenas podem contar com os seus conhecimentos, sem ajuda da internet ou telefone. “Temos que estar sempre atentos aos jornais e a adquirir algum conhecimento geral”, conta a jovem, reconhecendo que, por vezes, têm de “improvisar”, como já lhe aconteceu num campeonato no Brasil, quando lhe perguntaram sobre dois políticos brasileiros que desconhecia e teve apenas 15 minutos para se preparar com o colega. O seu tema preferido é a política, mas também gosta dos direitos humanos e das artes, por contraponto com a economia.

    O conhecimento das bases da argumentação também é muito importante. “Não é só mostrar o que é que está errado, mas porque é que o que nós dizemos é mais importante”, explica a jovem, que é treinada por dois profissionais da seleção brasileira, que trouxeram o movimento de debates para Portugal.

    Beatriz Amorim acredita que a palavra pode mudar o mundo. “É uma arma extremamente poderosa”, diz, fazendo notar que ela permite chegar a consensos e defendendo que o debate deve ser incentivado. No próximo ano a jovem caldense quer participar no campeonato mundial que se realizará no Quénia e não pode integrar outros que se realizam devido aos custos que acarretam. Não há apoios oficiais, pelo que cada participante terá de custear a sua viagem e estadia, que no caso de Beatriz Amorim, foi apoiado pela ESRBP e pelos familiares, sobretudo a mãe, com a venda de rifas.
    Após acabar o secundário, Beatriz Amorim pretende ir estudar para o estrangeiro. Está na área de Ciências e adora Fisicoquímica, Matemática, mas também Filosofia. “Não sei ainda o que quero fazer, mas eu quero estar numa área em que consiga estar diretamente a ajudar outras pessoas”, concretizou.

    Voluntariado internacional
    Além do gosto pela argumentação, a jovem caldense integra uma organização internacional Girl Up, que apoia mulheres de todo o mundo. Criou um clube em Portugal, que junta raparigas de vários pontos do país e dinamizam diversas ações. Atualmente estão a fazer uma recolha de fundos para aquisição de pensos higiénicos e copos menstruais, que irão doar a um centro de sem abrigos em Lisboa, juntamente com uma palestra. O projeto, denominado “Orgulho em Menstruar” tem por objetivo combater a pobreza menstrual e o estigma associado. Também partilham oportunidades ao nível das atividades extracurriculares para as meninas participarem e possuem um blog com artigos sobre política para jovens.

    Beatriz Amorim está ainda a desenvolver um projeto sobre a interação da ciência e arte, juntamente com uma jovem da Índia e outra dos Estados Unidos.

  • Diretor da ESTM em conferência no Brasil

    Diretor da ESTM em conferência no Brasil

    “Do Campo ao Oceano. Tecnologias Marítimas e o Futuro do Agro” intitulou a intervenção do diretor da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), do Politécnico de Leiria, na Conferência Nacional da Sustentabilidade Brasil 2025, que decorreu entre 11 e 14 de junho em Vitória. No encontro, o responsável defendeu que “investir em tecnologias para a economia azul é crucial para o crescimento sustentável, a boa governança oceânica e a resiliência climática. Os governos devem agir com urgência para impulsionar a inovação e proteger os oceanos a longo prazo”.

    Sérgio Leandro considera que “as tecnologias marinhas constituem inovações sustentáveis, circulares e eficientes na utilização de recursos, com potencial para transformar a agroindústria”, desde as culturas e matérias-primas, até ao processamento e à embalagem, “em alinhamento com a resiliência climática, segurança alimentar e preservação da saúde dos oceanos”.

    O painel em que participou, integrado nas temáticas da Economia Azul e Agro, propôs uma reflexão sobre as sinergias entre os setores marítimos e agrícolas, destacando a inovação tecnológica e os caminhos sustentáveis para o futuro do agro. Sérgio Leandro destacou a criação de infraestruturas de suporte à inovação, como o caso da Rede Hub Azul Portugal no qual se inclui o Polo de Peniche – SmartOcean. Entre as principais inovações tecnológicas no setor marítimo, realçou os sensores e Internet das Coisas (iot) para monitorização oceânica em tempo real, a IA e análise de big data para modelação e previsão de ecossistemas, os sistemas autónomos (AUVs, drones, ROVs) para inspeção subaquática e recolha de dados, entre outras. ■

  • Alcobaça recebe pós graduação da U. Coimbra

    Alcobaça recebe pós graduação da U. Coimbra

    Estabelecimento de ensino superior reforça o compromisso com a descentralização do ensino

    A Universidade de Coimbra (UC) apresentou oficialmente, a 21 de junho, a pós-graduação em Gestão de Serviços de Informação de Arquivo, Biblioteca e Museu, no Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, coincidindo a sessão com o arranque oficial das aulas. A pós graduação abriu com 25 vagas, das quais 13 para técnicos superiores e 12 para professores. Tem alunos de todo o país, incluindo da Madeira, explicou a coordenadora da pós-graduação, Maria Marques, à Gazeta das Caldas.

    A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a descentralização do ensino. “A descentralização da oferta formativa é fundamental para o desenvolvimento e coesão territorial e, sobretudo, para o fomento do turismo, neste caso da região Oeste da zona Centro”, refere também a docente e investigadora da Faculdade de Letras da UC.

    A formação, que é ministrada no Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra em Alcobaça, aposta num modelo híbrido, combinando metodologias tradicionais e digital. O objetivo principal é desenvolver as competências dos alunos em diversos Serviços de Informação (SI), com uma abordagem integrada à gestão de arquivos, bibliotecas e museus. De acordo com a vice-reitora da Universidade de Coimbra, Cristina Albuquerque, esta oferta descentralizada ilustra a estratégia de todo o projeto, no que diz respeito ao acesso a uma oferta formativa de qualidade, inclusiva e equitativa, promovendo oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, junto dos territórios.

    A pós-graduação é composta por 15 micromódulos, lecionados em regime híbrido com aulas remotas às sextas-feiras e presenciais aos sábados. Esta edição é financiada a 100% pelo PRR, sendo a frequência gratuita para técnicos superiores e professores, e conta com a parceria da Rede de Bibliotecas Escolares, da Rede de Bibliotecas do Concelho de Alcobaça e Coimbra. Para completar as 270 horas da formação, os alunos devem realizar quatro módulos obrigatórios e escolher dois ou três opcionais, totalizando 60 ECTS (créditos).

    Para além da pós-graduação, os formandos podem inscrever-se nos 11 micromódulos opcionais, permitindo uma aprendizagem mais flexível e personalizada. Estes funcionam independentemente da pós-graduação, online e em horário pós-laboral.

  • Óbidos – Cicloturismo do AEJO junta comunidade em pedalada pelo Pinhal

    Óbidos – Cicloturismo do AEJO junta comunidade em pedalada pelo Pinhal

    O II Cicloturismo do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos decorreu a 12 de junho, reunindo alunos, professores, famílias e a atleta Filomena Oliveira, campeã nacional de Handibike. Mais de uma centena de participantes pedalaram pelas ruas do Pinhal e pelo Parque Cinegético, promovendo saúde, sustentabilidade e convívio. Integrada no projeto Josefa Bike, a atividade contou com o apoio de várias entidades e empresas locais.

  • Laboratório LED junta tecnologia e criatividade na Josefa de Óbidos

    Laboratório LED junta tecnologia e criatividade na Josefa de Óbidos

    Laboratórios de Educação Digital estão ao serviço de toda a comunidade escolar e já dão origem a projetos inovadores

    O Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos tem desde outubro um Laboratório de Educação Digital (LED), um espaço de inovação, criatividade e aprendizagem prática, aberto a toda a comunidade escolar. No primeiro ano, já foram desenvolvidos vários projetos que colocam a tecnologia – desde componentes eletrónicos a robôs, passando por uma impressora 3D – ao serviço de professores e alunos, muito além das disciplinas das TIC.

    O funcionamento do espaço, que tem uma sala exclusiva, é dinâmico e interdisciplinar, pensado para que professores e alunos de diferentes áreas possam explorar as potencialidades dos equipamentos. “Por exemplo professores de Físico-Química a trabalhar as resistências de circuitos elétricos podem vir mostrar os componentes, professores de Biologia podem imprimir células em 3D e até para Educação Física dá para imprimir aqui algumas peças interessantes”, exemplifica Marisa Matias, coordenadora do laboratório. O espaço permite ainda experiências inovadoras, como a utilização de robôs programados para coreografias, mostrando a versatilidade do equipamento, acrescenta.

    “Ainda que, ultimamente, os alunos dos cursos profissionais estejam sempre connosco, recebemos desde meninos mais novos, que aqui podem treinar o pensamento computacional”, refere Gil Ribeiro, um dos professores responsáveis pelo projeto. “Os kits disponíveis permitem trabalhar desde tarefas simples, adequadas aos mais novos, até desafios mais complexos para alunos avançados, promovendo o raciocínio lógico e a criatividade, sem exigir conhecimentos prévios de programação”, acrescenta.

    Entre os projetos já desenvolvidos, os professores destacam a colaboração entre o curso de cozinha e o laboratório, na qual alunos criaram moldes em 3D para cortar massas, numa experiência que uniu competências técnicas e criatividade. Essa solução foi, inclusivamente, apresentada em encontros nacionais de práticas pedagógicas inovadoras.

    Outro exemplo marcante foi a atividade de robótica durante a semana da Josefa, em que alunos do 8.º ano montaram e programaram robôs para desenhar no chão, envolvendo também crianças do jardim de infância. “O feedback foi muito positivo. Viu-se que os meninos também tinham interesse e curiosidade. Só vem comprovar a nossa ideia de que isto é para todos”, sublinha Marisa Matias.

    Mas também há alunos que utilizam o Laboratório para projetos avançados. É o caso de Leonardo Pimenta, que está a desenvolver um sistema de metaverso da escola para a sua prova de aptidão profissional. O objetivo é criar um mapa 3D fiel à escola, a partir das plantas de emergência e fotografias que o próprio recolhe. A ideia do aluno, atualmente no 11.º ano, é criar um ambiente virtual totalmente funcional, que a comunidade poderá utilizar através de avatares. “Um professor pode dar uma aula a partir de casa com o seu avatar, convocar os alunos para uma determinada sala e os alunos ligam-se através dos seus computadores, criará um ambiente mais atrativo do que propriamente as aulas no Zoom, como tivemos durante a pandemia”, detalha Leonardo. O aluno, que quer seguir estas áreas das tecnologias, também pretende incluir no metaverso da escola alguns minijogos.

    O trabalho do aluno vai ainda resultar na impressão detalhada de uma maquete modular da escola. “Vai ajudar-nos na visualização de espaços e na organização de atividades, como exames ou distribuição de recursos”, refere Gil Ribeiro.

    A aposta do agrupamento neste laboratório vai ao encontro de uma estratégia mais ampla de transição digital e ecológica, como explica José Santos, diretor do agrupamento. “O objetivo deste projeto é a escola dar condições aos alunos. Queremos uma aprendizagem que faça sentido para eles, que eles sejam alunos participativos, proactivos, e como já vimos está a dar resultado”. O Laboratório LED surge, assim, como complemento a outras salas tecnológicas e à biblioteca, promovendo o acesso a recursos e a um espaço aprazível, onde os alunos se sentem motivados a aprender.

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