Category: Economia

  • Clínica do Exercício assinala primeiro aniversário

    Clínica do Exercício assinala primeiro aniversário

    Espaço aposta em conceito multidisciplinar num ambiente familiar

    A Clínica do Exercício, nas Caldas da Rainha, assinalou o seu primeiro aniversário, marcando um ano de atividade pautado pelo crescimento sustentado e pela consolidação de um conceito assente na proximidade e no acompanhamento personalizado. A data foi celebrada com um jantar que reuniu clientes, amigos e familiares, numa iniciativa que refletiu o ambiente que caracteriza o espaço.

    “Foi um primeiro ano… somos ainda uma criança, estamos a andar, estamos a crescer”, afirmou o gerente, Rony Ramos, sublinhando a evolução registada ao longo dos últimos meses. O responsável destaca o aumento gradual do número de clientes e a ambição de continuar a expandir o projeto: “Espero aqui crescer cada vez mais, com mais sócios e clientes, como tem acontecido recentemente”.

    A celebração do aniversário espelhou também a relação próxima construída com quem frequenta a clínica. “Amigos que viraram sócios, sócios que viraram amigos”, sintetizou Rony Ramos, evidenciando a dimensão familiar que o espaço procura promover.

    A Clínica do Exercício nasceu da iniciativa de quatro profissionais da área, que decidiram avançar com um projeto próprio, diferenciando-se dos ginásios tradicionais. “Tínhamos a ideia de montar uma coisa com a nossa maneira de trabalhar e sair do conceito convencional de ginásio”, explicou o gerente, acrescentando que a aposta passou por um contexto “mais privado e mais pequeno”, focado na qualidade do acompanhamento.

    Ao longo deste primeiro ano, a clínica reforçou a sua oferta, assumindo-se como um espaço multidisciplinar. Para além do treino personalizado, integra serviços de fisioterapia, nutrição, pilates clínico e em máquinas, bem como programas de reabilitação e treino de performance. “Temos aqui uma equipa multidisciplinar interligada”, destacou Rony Ramos.

    A resposta a necessidades específicas é uma das áreas de intervenção prioritárias. “Pessoas com problemas de joelhos, lombares, pós-cirurgias… vêm do fisioterapeuta e depois damos continuidade”, explicou, evidenciando a articulação entre as diferentes valências.

    O acompanhamento de atletas, sobretudo jovens futebolistas, e a introdução de modalidades emergentes como o Hyrox, com a atleta Tânia Cruz, fazem também parte da oferta, numa lógica de adaptação às novas tendências do setor.

    Atualmente, o projeto envolve cerca de uma dezena de profissionais entre treinadores, fisioterapeuta, nutricionista, massagista e apoio de marketing, a que se juntam outros colaboradores.

    Para o futuro, a aposta passa por consolidar o crescimento e alargar a comunidade. “A nossa ideia é sempre esta: ter mais pessoas a trabalhar connosco e atrair mais sócios que queiram um espaço mais privado”, referiu o responsável, reforçando a importância da proximidade no modelo adotado: “Aqui conseguimos estar mais próximos das pessoas”.

    Entre as iniciativas previstas está a realização de atividades ao ar livre durante o verão, mantendo o objetivo de promover o exercício físico num ambiente acessível e comunitário.

  • Grupo Nuno Roque celebra 25 anos com nova aposta na vertente ambiental

    Grupo Nuno Roque celebra 25 anos com nova aposta na vertente ambiental

    Além das Construções, grupo dedica-se ao aluguer de máquinas e gestão de resíduos

    O Grupo Nuno Roque vai celebrar em setembro os seus 25 anos, apresentando uma dinâmica de crescimento visível. A construção, em particular, as obras públicas, são o grande foco, mas há duas apostas que diferenciam esta marca e que lhe dão a capacidade de se afirmar como “um ecossistema de soluções integradas para o futuro”, conforme explica Ricardo Falcão, do departamento comercial do grupo. Trata-se da Nuno Roque Ambiente e da Muralha Solene, duas empresas que complementam a atividade da Nuno Roque Construções, mas que vão além desse papel complementar.

    A Nuno Roque Ambiente é a mais recente aposta, criada em novembro do último ano, e vem “fechar o ciclo da economia circular, garantindo a gestão responsável de resíduos e a valorização ambiental”. Basicamente, a empresa recebe e trata resíduos de demolição, como betão, tijolo, restos de inertes, pedra, argamassa, terras, metais e outros. Depois transforma-os e, ou vende, ou utiliza nas suas obras, tornando o que “seria desperdício de construção em novos recursos e minimizando a pegada ecológica das nossas operações”, explica.

    “A nossa prioridade atual é garantir que 100% dos resíduos gerados pela Nuno Roque Construções passem pela triagem e valorização na Nuno Roque Ambiente” e, dessa forma, eliminar o envio de materiais para aterro. Atualmente o foco “é o investimento na formação das equipas e na modernização do parque de máquinas para que a separação na fonte, no estaleiro de obra, seja cada vez mais eficiente”. Mas o objetivo não é só trabalhar com o grupo, a firma posiciona-se “como um operador autónomo e competitivo no mercado de gestão de resíduos”, estando capacitada para “servir outros empreiteiros, indústrias e clientes privados que procuram um parceiro licenciado e rigoroso para tratar os seus passivos ambientais”. Pretendem mesmo “ser a referência regional na valorização de recursos”.

    Antes já o grupo, que tem atualmente 37 funcionários, tinha criado a Muralha Solene, uma empresa que assegura o acesso a um vasto parque de máquinas para alugar, como dumpers, gruas ou telescópicas. Esta confere ao grupo “a capacidade de ter o equipamento certo, com manutenção garantida e com operadores qualificados”. Assim, garante-se que tem “à sua disposição todo o equipamento que necessita e, ao mesmo tempo, permite pôr ao dispor de outras empresas equipamento de qualidade para aluguer temporário”. Tal traduz-se em “cumprimento de prazos e competitividade de custos”.

    Esta complementariedade faz com que o grupo se diferencie, até porque “não vemos a construção, o ambiente e a gestão de ativos como áreas isoladas, mas como engrenagens de um mesmo motor, operando sempre sob licenciamento rigoroso”. Ricardo Falcão diz ainda que, “enquanto outros dependem de terceiros para alugar máquinas ou para tratar resíduos, nós temos essas competências” e considera que o facto de “oferecer uma solução de 360 graus que o mercado tradicional, normalmente muito fragmentado, não consegue entregar” distingue o grupo.

    Nas construções, o grosso dos trabalhos são obras públicas, embora o grupo tenha também uma empresa dedicada à venda de terrenos e faça construção privada. Nesse capítulo das obras públicas são exemplos a da entrada Norte da cidade (a fase já concluída), mas também a construção do parque urbano Abraço Verde e a passagem hidráulica da Vala dos Texugos. A requalificação da Av. Prof. Eng. Joaquim Vieira Natividade, em Alcobaça, a recuperação e valorização do parque verde urbano da vila do Cadaval (Parque de Lazer da Mata da Misericórdia) ou a construção do posto de turismo de Fátima, são exemplos de trabalhos desenvolvidos pela empresa, que também já laborou na movimentação de areias para reabrir a “aberta” da Lagoa de Óbidos.

    25 anos de crescimento
    Criada em 2001, a Nuno Roque Construções começou por atuar no setor das infraestruturas, nomeadamente, drenagens pluviais, redes de abastecimento de água e saneamento básico. Em 2013 a empresa internacionalizou-se, com trabalhos para o governo da Venezuela e tem vindo a crescer baseada na visão do fundador. A nova sede foi inaugurada em dezembro de 2024, na freguesia de Salir de Matos.

    Ao nível da inovação visitam várias feiras a nível mundial onde procuram, por exemplo, soluções para a eletrificação das máquinas.

  • Lançado concurso de 14 ME para unidade de aquacultura de corvina em Peniche

    Lançado concurso de 14 ME para unidade de aquacultura de corvina em Peniche

    A SEAentia lançou concurso de 14 milhões de euros para a construção de uma unidade industrial de aquacultura de corvina em Peniche, depois de o anterior ter ficado sem concorrentes e de o projeto ter sido reformulado.

    O concurso publicado em Diário da República na quarta-feira tem um custo de 14 milhões de euros e um prazo de execução de 18 meses, depois de, disse o administrador João Rito à agência Lusa, o primeiro concurso de 10 milhões de euros lançado em outubro ter ficado sem concorrentes e de a empresa ter reformulado o projeto.

    A empreitada destina-se à construção de um pavilhão industrial com vista à instalação e operação do sistema de produção de corvina em recirculação no Porto de Peniche, no distrito de Leiria.

    A SEAentia, fundada por investigadores portugueses, é a primeira empresa no mundo a iniciar a aquacultura de corvina em recirculação para fins comerciais, a partir de Peniche.

    Em março de 2025, a empresa, sediada em Cantanhede desde 2017, mas com o seu projeto-piloto instalado desde 2020 no Porto de Peniche, conseguiu ter a investigação amadurecida e o financiamento para “avançar com a primeira escala comercial do projeto”, afirmou na altura à agência Lusa João Rito.

    A empresa está a investir num novo edifício de 8.750 metros quadrados e na investigação e desenvolvimento do produto 16 milhões de euros, financiados pelo programa comunitário Mar 2030 (12,5 milhões de euros) e pelo fundo privado Indico Capital Partners (3,5 milhões de euros).

    Quando começar a produzir corvina, a ‘startup’ perspetiva uma produção anual de 700 toneladas.

    “Para chegarmos a um tamanho comercial de 2,5 quilogramas, vamos demorar um ano e meio, por isso estimamos cerca de 3,5 a 4 anos para termos o peixe no mercado”, perspetivou o também investigador da Universidade de Coimbra.

    Na fase comercial do projeto, deverá aumentar de seis para 28 os postos de trabalho, todos qualificados.

    Numa primeira fase, pretende exportar 60% a 80% da produção para o mercado holandês em busca do melhor preço e da sua sustentabilidade financeira.

    Depois tenciona replicar a unidade de produção comercial a outros locais no país ou no estrangeiro, por uma questão de sustentabilidade, em vez de apostar na exportação.

    Em Peniche, tem instalado desde 2020 o seu projeto-piloto, que permitiu testar a investigação desenvolvida desde 2017, analisar o produto e provar aos possíveis investidores que o projeto científico pode tornar-se num negócio sustentável.

    Os seus fundadores apostam na aquacultura de recirculação, tecnologia na qual se especializaram e já é usada no mundo para o cultivo de outras espécies de peixe, como o salmão, robalo ou a dourada.

    Num pavilhão em terra, os tanques de aquacultura são abastecidos por água do mar filtrada e todo o ambiente é controlado, desde a salinidade, temperatura e ph da água.

    Os peixes crescem à base de uma alimentação seca, resultado da formulação de diferentes fontes sustentáveis, sem uso de hormonas ou químicos, aperfeiçoada pelos investigadores.

    “A tecnologia permite-nos garantir o bem-estar animal, portanto, os peixes crescem mais rapidamente e mais saudáveis, têm menos mortalidade e no final o produto que vamos consumir tem muito melhor qualidade em termos de valor nutricional”, explicou o investigador para justificar a opção.

    Nestas condições, “é um produto com muito menos contaminantes e com muito melhor valor nutricional do que a mesma espécie produzida noutro tipo de sistemas ou capturada” no mar, assegurou o investigador, para quem a aquacultura é no futuro a “única possibilidade de produzir peixe para alimentar a população mundial”.

    Na fase comercial, a ‘startup’ quer implementar a rastreabilidade do produto para informar os consumidores acerca de todo o processo de produção e abate, e conseguir a certificação.

    A escolha da corvina prende-se com o facto de ser uma “espécie que não está inundada no mercado”, ter valor nutricional e de mercado superior a outros peixes, existir financiamento comunitário para projetos de aquacultura diferenciados e já haver estudos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em relação à biologia e ao comportamento em aquacultura desta espécie.

    A SEAentia é uma das primeiras empresas do Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de Peniche, estando esta incubadora da economia do mar também em construção dentro do porto.

    Lusa

  • Marcas que deixam marca

    Marcas que deixam marca

    Artigo: Formula PME De: Tiago Claro Co-fundador @ Dois Meios Tudo o que uma empresa comunica, de forma intencional ou não, contribui para a forma como é percepcionada. Não são apenas as campanhas ou as publicações nas redes sociais que contam. O tom de voz, o design, o atendimento, o site, até a forma como […]

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  • Abriu uma nova pastelaria na Cova da Onça

    Abriu uma nova pastelaria na Cova da Onça

    Há uma nova pastelaria na cidade que tem um doce próprio e bolachas dedicadas à Rainha

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  • Bareo: a marca da Benedita que aposta no calçado barefoot

    Bareo: a marca da Benedita que aposta no calçado barefoot

    Nova marca resulta de uma década de investigação clínica. A produção é assegurada pela Jomarpi, empresa familiar com 50 anos de história

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  • Alcobaça: Grupo H Saúde obtém três distinções PME Líder

    Alcobaça: Grupo H Saúde obtém três distinções PME Líder

    O Grupo H Saúde viu três das suas unidades serem distinguidas com o estatuto PME Líder, nomeadamente o Centro Médico de Pataias, a Farmácia Alves e a Policlínica da Benedita foram as entidades reconhecidas. O grupo justificou os resultados com o trabalho diário das equipas. “O Grupo H Saúde agradece a confiança de toda a comunidade, que continua a ser o principal motor para a melhoria contínua dos seus serviços e para a consolidação de uma relação de proximidade e credibilidade com todos os utentes”, referiu.

  • Toscana mudou-se para as Caldas da Rainha

    Toscana mudou-se para as Caldas da Rainha

    Cozinha tradicional com atenção ao detalhe e à qualidade do produto é a proposta dos sócios do antigo Baía Toscana, de S. Martinho do Porto

    O restaurante Toscana abriu portas nas Caldas da Rainha no início de fevereiro e, em poucas semanas, conquistou uma clientela assídua, refletindo a aposta dos sócios Miguel Nedelku e António Feliciano numa oferta centrada na qualidade, diversidade e proximidade com o cliente.

    Localizado na confluência das ruas Coronel Soeiro de Brito e Heróis da Grande Guerra, perto do terminal rodoviário, o Toscana apresenta-se como uma casa de cozinha tradicional portuguesa, complementada por serviço de pastelaria, snack-bar e petiscos ao longo do dia. Os sócios decidiram mudar-se de São Martinho do Porto, onde estiveram oito anos com a Baía Toscana, e procuraram nas Caldas um local que não estivesse tão exposto à sazonalidade. “Gostamos muito de São Martinho, mas precisávamos de um sítio com movimento, onde o nosso trabalho pudesse crescer”, explica Miguel Nedelku.

    A funcionar de segunda a sábado, das 7h00 até às 19h00, o restaurante aposta em menus económicos – com diárias a partir de 8,50 euros – pensados para quem trabalha e tem que almoçar fora de casa. Um dos elementos diferenciadores é a constante renovação da oferta. “Não repetimos pratos semanalmente. Quem cá vem todos os dias encontra sempre variedade”, refere o responsável.

    A cozinha assenta em pratos tradicionais portugueses, com especial atenção à confeção e à frescura dos produtos. O polvo, por exemplo, é proveniente da costa da região, de um pescador de São Martinho. “Só tenho polvo quando ele me o traz”, sublinha o responsável, enquanto outros ingredientes seguem a mesma lógica de proximidade.

    Alguns dos pratos recomendados do menu são o polvo na telha, o polvo à lagareiro, o arroz de tamboril e os peixes do dia, a par de uma oferta complementar que inclui petiscos como gambas à Bulhão Pato e opções mais informais, como bifanas e pregos, sempre dentro de uma base de cozinha tradicional portuguesa. “Dá muito trabalho, mas o resultado final compensa”, afirma, destacando o cuidado colocado em cada prato.

    Outro dos pilares do projeto é a pastelaria. Grande parte da confeitaria é produzida ou finalizada na casa. “Estamos sempre a fabricar”, realça Miguel Nedelku, acrescentando que há uma preocupação constante quer na personalização dos produtos, quer na decoração da vitrina, de modo a que o cliente encontre oferta diferente cada vez que visita o espaço.

    Com uma equipa de sete pessoas, o Toscana tem registado uma procura crescente desde a abertura, refere Miguel Nedelku. Apesar disso, os responsáveis optam por um crescimento gradual, não estando para já prevista a abertura ao jantar. “Queremos consolidar o que temos e manter a qualidade”, sublinha.

    Esse é o principal motivo para que, nesta fase inicial, o serviço de restaurante seja sobretudo ao almoço – embora sirva também petiscos ao longo da tarde. A hipótese de abrir, no futuro, ao jantar, não está posta de parte, mas será avaliada consoante a procura.

    O feedback dos clientes tem sido determinante para a afirmação do espaço, refere Miguel Nedelku. “As pessoas valorizam o nosso trabalho, e isso é o nosso maior reconhecimento”, conclui.

  • Helart afirma nova identidade para acompanhar crescimento

    Helart afirma nova identidade para acompanhar crescimento

    Apresentação da marca celebrou 34 anos de atividade de Hélia Silva com presença de amigos e clientes

    A Hélia Arte Floral passou a chamar-se Helart. A nova marca surge como resposta à necessidade de traduzir a evolução do negócio e a sua crescente diversificação e a apresentação decorreu nas instalações da empresa, no passado sábado, numa festa que juntou clientes e amigos. O processo de rebranding, que se prolongou por cerca de um ano e meio, procurou criar uma identidade mais abrangente, capaz de refletir não apenas o trabalho floral, mas também a conceção e produção de eventos.

    “Somos uma florista, mas somos muito mais do que isso”, explicou Ruben Melgaço durante a apresentação, sublinhando que a nova marca surge da necessidade de acompanhar a evolução da empresa nos últimos anos, com a aposta em projetos de design e organização de eventos, o que exigia uma marca que comunicasse essa dimensão. A escolha do nome Helart surge também da forma como os clientes já identificavam o negócio, mantendo a ligação à sua fundadora, Hélia Silva, mas introduzindo uma imagem mais elegante e contemporânea.

    O responsável destacou ainda que a decisão não foi imediata, tendo implicado um investimento significativo, tanto financeiro como estratégico. “Foi uma decisão difícil”, admitiu, referindo que o objetivo passou por consolidar a presença da empresa no mercado e reforçar a sua posição junto de clientes e parceiros.

    A par da nova marca, a sessão ficou marcada pela entrada de uma colaboradora na estrutura societária. Milene Ramos passou a sócia da empresa, como reconhecimento do seu percurso e contributo. “Não somos nada sem os nossos colaboradores”, afirmou Ruben Melgaço, defendendo um modelo de crescimento assente na confiança e na partilha.

    Para Milene Ramos, a integração na sociedade representa “uma grande honra e uma grande oportunidade”. A nova sócia destacou o ambiente da empresa, descrevendo-o como um espaço de criatividade e de trabalho conjunto, onde a ligação entre equipa e clientes assume um papel central. “Mais do que uma empresa, é uma família”, afirmou.

    A história da Helart está profundamente ligada ao percurso de Hélia Silva, fundadora do projeto há cerca de 34 anos. Durante a apresentação, recordou os primeiros passos dados quando ainda trabalhava no restaurante Viamar, em Alfeizerão, num contexto em que a área da arte floral tinha pouca expressão em Portugal. “Quando comecei não havia formação, não havia praticamente nada”, referiu, explicando que o crescimento se fez através da experimentação, da procura constante de conhecimento e do contacto com realidades internacionais.

    A empresária destacou a criatividade como elemento diferenciador e a capacidade de concretizar os desejos dos clientes como principal motivação. “O que mais me realiza é ver as pessoas felizes com aquilo que fazemos”, afirmou, assumindo que esse compromisso continua a ser a linha orientadora.

    A entrada de Ruben Melgaço, filho de Hélia Silva, no negócio marcou uma nova fase, sobretudo ao nível da organização e da capacidade de resposta. A necessidade de criar melhores condições logísticas levou à mudança para um espaço maior e à estruturação da atividade. “Com muita resiliência e com o apoio de amigos, conseguimos crescer”, sublinhou Hélia Silva.

    Ruben Melgaço resumiu o seu papel como um complemento ao trabalho desenvolvido pela fundadora. “A minha mãe já tinha tudo bem feito. Eu ajudei a multiplicar”, afirmou, destacando a conjugação entre criatividade e gestão como fator-chave para a expansão do projeto.

    O evento teve casa cheia, com várias atrações

  • Alcobaça abre inscrições para o projeto Bairro Comercial Digital

    Alcobaça abre inscrições para o projeto Bairro Comercial Digital

    Autarquia disponibiliza plataforma gratuita, cacifos 24 horas e logística internacional para modernizar 200 estabelecimentos locais

    A Câmara de Alcobaça abriu as inscrições de adesão ao projeto Bairro Comercial Digital, destinado a cerca de 200 estabelecimentos locais. A fase de implementação visa a modernização do comércio tradicional situado no centro histórico e nas principais vias da cidade.

    O projeto oferece aos comerciantes uma plataforma de comércio eletrónico (marketplace) gratuita durante os primeiros três anos. A intervenção inclui também a instalação de cacifos automáticos com funcionamento permanente, o desenvolvimento de uma rede de logística internacional focada em produtos locais emblemáticos e a prestação de apoio técnico personalizado por parte da autarquia.

    Através do formulário online, o município irá proceder à recolha de dados básicos, avaliação da maturidade digital e identificação das necessidades específicas de cada lojista. A adesão ao processo é voluntária e confidencial.

    O presidente da Câmara Municipal, Hermínio Rodrigues, refere que este é um “instrumento essencial para ouvir os comerciantes e garantir que o Bairro Comercial Digital responde efetivamente às suas necessidades e expectativas”, classificando a iniciativa como uma “oportunidade de modernização e crescimento sustentável”.

    A rede comercial abrange 22 artérias da cidade. Entre os locais intervencionados encontram-se a Praça 25 de Abril, a Praça D. Afonso Henriques, a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra e diversas ruas centrais, como a Rua Doutor Francisco Zagalo, a Rua Engenheiro Duarte Pacheco e a Rua Alexandre Herculano.

  • Comunidade e networking como motores da economia local

    Comunidade e networking como motores da economia local

    Sessão destacou a importância das redes de contacto, da diversidade e da colaboração para criar valor e reforçar a resiliência empresarial

    A importância das redes de contacto e da construção de comunidades diversas esteve em destaque na sessão “Comunidade é Património: a tua rede de contactos é o teu maior ativo”, que decorreu a 20 de março no Prontos Impact Village, reunindo empresários, responsáveis institucionais e agentes locais para o empreendedorismo para refletir sobre o papel do networking na economia e no desenvolvimento territorial.

    Logo no primeiro painel, dedicado ao valor das relações, ficou clara a ideia de que o networking eficaz vai além da lógica transacional. Para Cláudio Santos, CEO do Next Group, o verdadeiro valor nasce da capacidade de dar antes de receber: “Se a gente, enquanto comunidade, olha para o outro e entende o que eu posso fazer por ti, eu estou a entregar valor”, sublinhou, defendendo que relações baseadas apenas em interesse imediato tendem a não perdurar.

    Também Ana Monteiro, coordenadora da Ponte Hub, destacou a dimensão humana das comunidades, defendendo que estas implicam vulnerabilidade e interdependência. “Eu sozinha não sou inteira”, afirmou, evocando o conceito de “Ubuntu” – “eu sou porque tu és” – para explicar que o crescimento individual resulta do contacto com a diferença. Para a responsável, a construção de redes exige “coragem e risco”, num processo que aproxima o networking da lógica empreendedora.

    Já o consultor Miguel Silvestre procurou desmistificar a conotação negativa do interesse nas relações profissionais. “É tudo uma questão de interesse”, afirmou, defendendo que este deve ser entendido como um motor legítimo das ligações. “Temos que ter interesse naquilo onde estamos e com quem estamos a falar”, acrescentou, alertando para a necessidade de criar uma cultura mais aberta ao networking em Portugal, onde ainda prevalece alguma resistência.

    A diversidade foi outro dos temas centrais, com vários intervenientes a destacarem o seu papel na inovação e no crescimento. Cláudio Santos deu um exemplo concreto da sua experiência empresarial, sublinhando que “a maioria dos meus negócios que deram certo foi quando tive ajuda de pessoas que não tinham nada a ver com a minha área”. Para o empresário, sair da “bolha” é essencial para identificar oportunidades.

    No mesmo sentido, Dora Mendes, do Museu do Hospital e da Cidade, defendeu que o contacto com perspetivas externas permite resolver problemas de forma simples. “Às vezes basta alguém de fora para dizer: ‘já reparaste que aquilo está torto?’”, exemplificou, sublinhando que a diversidade de olhares contribui para a melhoria contínua.
    O segundo painel centrou-se na sustentabilidade das comunidades e no seu impacto económico e social. Carla Branco, CEO da Partnia, destacou a importância de uma abordagem assente na proximidade e na empatia. “Temos que trabalhar para um empreendedorismo de bondade”, afirmou, defendendo que projetos orientados para o bem-estar coletivo reforçam os laços comunitários e criam valor duradouro.

    A experiência recente de crises foi apontada como um momento revelador da força das redes. Jorge Barosa, presidente da AIRO, recordou o impacto da pandemia nas suas empresas, que chegaram a perder quase toda a faturação, e explicou como a resposta passou pela mobilização da comunidade. “Perguntámos: quem precisa de ajuda?”, referiu, destacando que a associação se abriu ao território e reforçou o seu papel de suporte.

    Também Nuno Gaio, do Parque Tecnológico de Óbidos, sublinhou que a construção de comunidades – tal como nas empresas – exige tempo e consistência. “Não se constrói uma comunidade de um dia para o outro”, afirmou, apontando a confiança, a transparência e a liderança como fatores-chave para manter redes ativas e relevantes.

    A sessão evidenciou ainda a importância do associativismo e da partilha de conhecimento. Marcos Pinto, presidente da ACCCRO, recordou o impacto da transformação digital no setor da fotografia, sublinhando que foi a colaboração entre profissionais que permitiu ultrapassar a crise. O empresário e dirigente realçou que um dos pontos para dar a volta à crise no setor foi a realização de ações de formação, mas que, nessas acções, acabaram por percerque que “aprendíamos tanto na pausa como na formação”, referiu, destacando o valor das interações informais.

    Nesse sentido, Marcos Pinto anunciou que a ACCCRO vai criar um evento mensal, ACCCRO Copos e Conversas, que visa precisamente estimular o contacto entre os empresários.

    O segundo painel discutiu a força do coletivo

  • Ctesi lança novo catálogo

    Ctesi lança novo catálogo

    A CTESI, fabricante de soluções para espaços de banho do Grupo B&M, lançou o catálogo “CTESI Technic 2026”. A nova edição, orientada para o mercado profissional, amplia a oferta de componentes técnicos, integrando preços e soluções focadas no apoio à prescrição.
    O documento apresenta o reforço de diversas gamas, com destaque para a ampliação das válvulas click para Solid Surface e cerâmica, incluindo modelos de descarga livre para espaços públicos. A empresa introduziu um novo tubo extensível com curva para locais de espaço reduzido, bem como as placas de comando Orix e Lyra e uma nova linha de sifões. Adicionalmente, foi alargada a oferta de tampos e curvas de sanita.
    A atualização assenta na produção própria e no controlo de qualidade da marca. “Com esta edição, reforçamos o nosso compromisso de proporcionar aos nossos parceiros informação clara e soluções fiáveis, capazes de responder às exigências do mercado e de consolidar o nosso posicionamento como parceiro estratégico dos profissionais do setor”, afirmou Carlos Barros, CEO da empresa.

  • Impactwave desenvolve tecnologia para projeto agrícola PestDisplat

    Impactwave desenvolve tecnologia para projeto agrícola PestDisplat

    Iniciativa com a Universidade dos Açores visa a monitorização fitossanitária na região da Macaronésia

    Foi lançado no passado dia 13 de março o projeto PestDisplat, na Universidade da Madeira. Liderado pela Universidade dos Açores, o projeto visa a monitorização fitossanitária na região da Macaronésia e tem como parceiro tecnológico a empresa obidense Impactwave, sediada no Parque Tecnológico.

    O projeto PestDisplat consiste na criação de uma plataforma digital para agregar dados de monitorização de campo e listar pragas e doenças que atingem as principais culturas agrícolas dos países parceiros. A tecnológica obidense tem a seu cargo o desenvolvimento da aplicação móvel, a implementação do sistema de monitorização contínua, a modelação de dados e a criação de uma funcionalidade para a emissão de avisos automáticos.

    O consórcio engloba entidades institucionais dos Açores, Madeira, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, com o intuito de estabelecer uma articulação regional para a prevenção e gestão fitossanitária.

    A implementação desta plataforma surge perante o impacto das alterações climáticas, identificadas como um fator potenciador da disseminação de surtos agrícolas. Com a integração das ferramentas tecnológicas desenvolvidas pela empresa obidense, o projeto visa colmatar a ausência de sistemas contínuos de monitorização, fornecendo suporte direto à tomada de decisão dos agricultores e à previsão sustentada com base em dados climáticos regionais.

  • Mistral celebra dez anos com investimento em “casa” nova

    Mistral celebra dez anos com investimento em “casa” nova

    Empresa investiu em equipamento e novas instalações no Bombarral, mas tem planos para segunda fábrica

    A Mistral, empresa de Vila Nova de Paiva (Viseu) que tem a sua fábrica no Bombarral, comemorou recentemente o seu 10º aniversário, numa festa com amigos, colaboradores, parceiros, clientes e fornecedores. A firma, que se dedica à produção e venda de casas em madeira (com o método construtivo wood frame), tem vindo a crescer e recentemente investiu mais de 350 mil euros numa nova máquina de CNC, de corte automático, e em novas instalações.

    Este novo equipamento, que conforme explica o CEO Johnatan Francisco, aumenta “drasticamente a capacidade de resposta”, tem 30 metros de comprimento­ e foi adquirida no final de 2025, começando a laborar já este ano. Permite, em pleno, construir entre 30 e 40 casas anuais. “Tem uma corpulência enorme”, descreve, notando que obrigou a mudar de software para um mais avançado, que permite a “transferência de informação entre o projeto e a máquina”.

    “A procura tem aumentado, o que nos obrigou a encontrar soluções”, explica o empresário. Com esta máquina de fabricação automática conseguem, além de aumentar a produção das estruturas de casas, “aumentar a qualidade de fabricação, com maior precisão, rigor e eficiência”. Mas este investimento levou à necessidade de mudar de instalações, para terem uma área maior, encontrando o espaço ideal, numa zona central do Bombarral, no antigo armazém Gustavo e Abreu. Fizeram obras e instalaram o novo equipamento, num espaço que por agora está arrendado, mas com opção de compra, que pretendem exercer. “Seria um erro instalar no antigo armazém”, aponta. O novo espaço tem 1300 metros quadrados de área coberta, que é um aumento face aos anteriores menos de mil. Acresce que agora têm um terreno com 8000 metros quadrados, que permite ampliar instalações com mais um pavilhão com 1200 metros quadrados.

    Uma segunda fábrica
    O próximo passo que querem dar é construir uma segunda unidade fabril, em Vila Nova de Paiva, com uma linha completa de montagem de casas, robotizada. Estão atualmente “a preparar o projeto de uma fábrica para construção modular”, que “permite ter maior rapidez”.Conseguirão construir entre 80 a 130 casas por ano, mas é um investimento a rondar os 2,5 milhões de euros. Esse sistema permite planear melhor e “utilizar ferramentas como o BIM” (Building Information Modelling, uma plataforma de partilha de informação do edifício que permite que diversas áreas trabalhem no projeto). A implementação de um software de digitalização da obra de forma numérica, “para ter controlo total, de forma precisa, de todos os componentes” é outro dos objetivos. Este é um “projeto mais arrojado”, sendo que “esta fábrica [no Bombarral] é o coração da empresa e vai-se manter”. A escolha de Vila Nova de Paiva, além de ser a sede, prende-se com dois fatores: a dificuldade em encontrar terreno com as dimensões necessárias – 20 mil metros quadrados com cinco mil metros quadrados de área coberta – e as diferenças em termos de apoios comunitários.

    Uma das dificuldades que o empresário sente é a falta de mão de obra especializada, para dar resposta aos acabamentos, o que leva a criar e a procurar constantemente parcerias. Com nove funcionários, admite que necessitaria de imediato de duas ou três pessoas. Atualmente a empresa tem feito a adaptação de projetos em alvenaria que estão parados, também por falta de mão de obra, e garante apenas a construção da estrutura através deste método. Esta é uma solução que permite tirar mais partido da nova máquina. Dado o volume de procura, a Mistral está sem capacidade para aceitar mais projetos de moradia chave na mão, com seis moradias em curso na região. Também já têm planos para construir um loteamento nos arredores do Bombarral, com moradias com certificação Passive House, com “uma eficiência energética do melhor que pode haver e preços muito interessantes”.

    A festa do 10º aniversário foi um momento de agradecimento a quem ajudou a empresa a chegar aqui, como clientes, fornecedores, colaboradores e parceiros. O empresário agradeceu ainda à AIRO que “foi muito importante para nós, a exposição na Expoeste foi uma alavanca”, recorda, acrescentando que “quando fizemos as Tasquinhas era só uma ideia de dez dias”, mas acabou por ficar mais de um ano e “foi fundamental”.

  • LinkedIn: a rede que fala a língua dos negócios

    LinkedIn: a rede que fala a língua dos negócios

    Tiago Claro
    Co-fundador @ Dois Meios

    Longe vão os tempos em que o LinkedIn era visto como um currículo online. Uma plataforma onde se ia actualizando o percurso profissional, se mostrava se estávamos ativamente à procura de novas oportunidade de trabalho, se deixavam os contactos e pouco mais. De há uns anos esta percepção alterou-se de forma significativa – para não dizer drasticamente.

    Hoje o LinkedIn é uma das principais redes de credibilidade no mundo digital. Um lugar onde profissionais e empresas partilham ideias, refletem sobre o seu setor e constroem reputação através do que pensam e do que fazem no terreno.

    É uma rede de presença obrigatória para quem quer construir a sua marca pessoal, estar a par de oportunidades de emprego e mostrar-se ao mundo como opção profissional válida.

    Num tempo em que grande parte das redes sociais vive de conteúdos rápidos e de entretenimento imediato e fugaz, o LinkedIn mantém uma dinâmica diferente. Uma plataforma onde ainda se lê, onde se acompanha a evolução de mercados e onde tanta gente vai à procura de compreender como outros profissionais enfrentam desafios parecidos com os seus. Para quem lidera ou trabalha numa pequena ou média empresa, esta característica representa uma oportunidade relevante. Esta rede permite mostrar não apenas os produtos ou serviços que a empresa vende, mas sobretudo a forma como pensa decide e evolui. Quando um gestor ou uma equipa partilha aprendizagens do dia a dia, decisões estratégicas, erros ou bastidores do negócio, está a revelar algo que vai muito além da comunicação comercial. E esse tipo de conteúdo ajuda a criar proximidade e confiança. Isto é, as empresas deixam de ser apenas um logótipo ou uma marca distante para passar a ter voz, pensamento e pessoas por trás das decisões e das ações.

    Apesar dessa incrível oportunidade, muitas empresas continuam a encarar o LinkedIn apenas como um canal para divulgar campanhas, serviços ou anúncios. O problema é que, neste contexto, esse tipo de comunicação raramente gera grande interesse ou envolvimento. A dinâmica da rede favorece antes a partilha de conhecimento, de experiência e de visão sobre o mercado.

    Publicações que explicam como um problema foi resolvido, que refletem sobre mudanças num setor ou que mostram o processo por trás de uma decisão tendem a gerar mais conversa entre profissionais. Essas conversas, por sua vez, criam ligações, reconhecimento e novas oportunidades.

    No fundo, o LinkedIn tornou-se um espaço onde a reputação se constrói através das ideias que se partilham e da forma como cada profissional ou empresa contribui para a conversa do seu setor. Num mundo empresarial cada vez mais competitivo, essa reputação pode fazer toda a diferença.

    E mais: não há outra rede social onde se possa com tanta facilidade iniciar conversas e trocar ideias com pessoas super relevantes da nossa área de interesse. E isso, isso vale ouro!

  • Opticalia regressa às Caldas com mais serviços

    Opticalia regressa às Caldas com mais serviços

    A oferta inclui consultas diárias, terapia visual e a futura comercialização de óculos com inteligência artificial

    A marca Opticalia está de regresso ao comércio tradicional das Caldas da Rainha. Após um período de encerramento, a marca reabriu portas no passado dia 3 de março com nova gerência, assegurada pela Finessewave, empresa sediada em Alcobaça que detém já pontos de venda naquele concelho e em Porto de Mós. O novo espaço fica localizado nos números 88 e 89 da Rua Heróis da Grande Guerra, no Centro Comercial D. Carlos I.

    Tiago Pinto, optometrista e gerente da nova loja, explica que o processo de reabertura exigiu cerca de sete meses de preparação. O objetivo primordial passa por assegurar a continuidade do serviço aos clientes que, durante os últimos oito anos, frequentaram aquele espaço e que, depois do encerramento do anterior franchising, “continuaram a procurar os serviços da empresa nas lojas de Alcobaça e Benedita”, aponta.

    Ao nível dos serviços clínicos, a nova unidade aposta nas consultas de optometria diárias e um leque de exames que inclui medição da tensão intraocular, rastreios de glaucoma e retinopatia com imagem do fundo do olho. Contudo, a aposta diferenciadora, prevista para arrancar na segunda quinzena de março, é a introdução da consulta de ortóptica. Esta valência foca-se na terapia visual e na correção de disfunções binoculares.

    “Muitas vezes as pessoas veem mal e não é propriamente por falta de óculos, é porque o olho não consegue rodar para dentro, a convergência”, explica Tiago Pinto, dando como exemplo a insuficiência de convergência nas crianças. A ortótica funcionará como uma reabilitação, ou, nas palavras do gerente, “uma musculação para o olho”, tratando desconfortos visuais através de terapias e lentes específicas, como as prismáticas.

    No segmento de produto, a loja posiciona-se com uma oferta abrangente, desde o setor premium ao segmento médio. O portfólio de lentes oftálmicas inclui marcas de referência como Zeiss, Essilor e Hoya, além da marca própria Synchrony para soluções mais económicas. Nas armações, a oferta divide-se entre marcas exclusivas da insígnia – como Mango, Pedro del Hierro e Columbia – e outras como Gucci, Tom Ford, Saint Laurent e Marc Jacobs.

    A tecnologia é outro dos vetores de crescimento. A Opticalia encontra-se em lista de espera prioritária para receber os novos Ray-Ban Meta e modelos da Oakley com inteligência artificial, equipamentos capazes de captar fotografia, vídeo e som, que poderão ser graduados. “A Opticalia está a financiar o desenvolvimento e vamos passar a comercializar. Estamos na vanguarda do que é tecnologia”, garante Tiago Pinto.

    Para assinalar a abertura, está em vigor uma campanha com 50% de desconto em lentes, sejam progressivas ou monofocais, visando facilitar o acesso a produtos de qualidade superior. A equipa, atualmente composta por três elementos, deverá crescer para cinco colaboradores até ao verão, assegurando tempos de resposta rápidos: óculos monofocais prontos num dia e progressivos entre três a quatro dias.

  • In Connections lançada para dinamizar investimento na CPLP

    In Connections lançada para dinamizar investimento na CPLP

    Empresa liderada por Ana Rodrigues e Raquel Fortes visa colmatar a falta de apoio ao setor privado lusófono a partir das Caldas

    Foi lançada nas Caldas da Rainha a nova empresa de consultoria In Connections, um projeto liderado pelas empresárias Ana Rodrigues e Raquel Fortes, que tem como objetivo estabelecer pontes comerciais e de investimento entre Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A In Connections, que será um grupo com polos em Portugal e Angola e uma holding no Dubai, vai desenvolver a plataforma Invest CPLP, desenhada para preencher uma lacuna identificada no apoio ao setor privado no espaço lusófono.
    Ana Rodrigues, CEO da In Connections PT, explica que a empresa, embora formalmente nova nesta configuração, resulta de uma experiência de duas décadas que já tem nesta área.

    “Este projeto esteve na gaveta durante 20 anos, era um sonho meu e da Raquel quebrar a falta de conexão efetiva na CPLP”, afirmou a responsável.

    O percurso de Ana Rodrigues na consultoria já lhe garantiu a presidência da rede International Networking para o continente africano durante três anos. “Fui a única mulher no Conselho Consultivo do Dubai”, destacou, acrescentando que obteve ainda, em 2016, o prémio de Empreendedora do Ano. Do seu trabalho, Ana Rodrigues destaca projetos com o governo de Angola e outro que lidera atualmente na Namíbia, avaliado em 21 milhões de dólares, que envolve uma refinaria e infraestruturas portuárias.

    A empresária escolheu Caldas da Rainha para a sede da empresa por estar a residir no concelho. Natural do Bombarral, esteve vários anos a residir em Sintra, mas regressou ao Oeste pelas melhores condições de vida que oferece. E a empresária acredita que o potencial se estende à componente empresarial. “O Oeste e Leiria possuem muita indústria e faz todo o sentido trabalhar daqui com todos os países da CPLP”, afirma.

    A operação conta com uma estrutura geminada em Luanda, a In Connections Angola, liderada por Raquel Fortes e que tem abertura prevista para 30 de abril. Raquel Fortes conta com uma experiência de 35 anos como técnica da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal). “A Raquel detém um conhecimento profundo em promoção de investimento e diplomacia económica entre empresas e governos”, destaca Ana Rodrigues.

    O modelo de negócio da In Connections baseia-se na criação de um ecossistema de confiança, operacionalizado através do projeto Invest CPLP. Esta plataforma funcionará num sistema de franchising, com escritórios master em Portugal e Angola, evoluindo progressivamente para outros mercados. O plano prevê a consolidação da plataforma até 2026, seguida da expansão para os restantes países da CPLP e a criação futura de um fundo de investimento próprio.

    A consultora pretende atuar em diversas frentes, apoiando tanto empresários e investidores nacionais que pretendem entrar nos mercados africanos quanto investidores desses países que procuram internacionalizar-se para a Europa. A plataforma online servirá para conectar investidores, fundos de investimento e bancos a projetos reais, com especial enfoque em Project Finance. Raquel Fortes identificou como setores com maior procura em Angola a agricultura, educação, saúde e energia, particularmente a energia eólica.

    A constituição da holding no Dubai está prevista para maio, mas as empresárias temem que a atual situação geopolítica no Médio Oriente possa obrigar a adiar esse passo. No entanto, Ana Rodrigues realça que essa instabilidade pode ser benéfica para Portugal. “Há uma procura crescente de angolanos, árabes e ingleses” que recorrem aos seus serviços para facilitar a transição de capitais e investimentos para o território português, visto como “um porto seguro”.

    As empresárias notam que a relação económica entre Portugal e Angola atravessou um período complexo a partir de 2016, devido às dificuldades de repatriamento de capitais, mas atualmente está a acontecer uma viragem. “As perspetivas estão a mudar”, garantiu Ana Rodrigues, citando o exemplo dos produtores de vinho portugueses que, após anos de afastamento, estão a regressar ao mercado angolano.

    Nesta fase inicial, o escritório da empresa nas Caldas fica na Expoeste, nas instalações da AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste. Jorge Barosa, presidente da associação, realçou a necessidade de criar estruturas que aproveitem o potencial luso-angolano. “É fundamental criar pontes bancárias e institucionais para que os negócios fluam”, afirmou, lamentando a falta de acompanhamento que muitos empresários sentiram no passado.

    Vítor Marques, presidente da Câmara das Caldas da Rainha, saudou a iniciativa, lembrando a ligação histórica da cidade à assistência e ao comércio, e manifestou o desejo de que estas novas ligações tragam “excelentes resultados para os investidores” e dinamizem a economia local.

  • Tekever inaugura centro de treino na Atouguia

    Tekever inaugura centro de treino na Atouguia

    Empresa prevê formar mais de uma centena de operadores de sistemas não tripulados em 2026

    A Tekever anunciou esta terça-feira a abertura do seu novo Centro de Treino na Atouguia da Baleia, concelho de Peniche. A infraestrutura, que se encontra operacional desde o início do ano, tem como objetivo reforçar a capacidade operacional da empresa em território nacional e assegurar a formação especializada das equipas internas na operação de sistemas não tripulados, os chamados drones.
    Segundo a empresa, a previsão é formar mais de uma centena de operadores ao longo deste ano. O centro funciona num modelo integrado de capacitação, operando em articulação com a infraestrutura que a tecnológica já detém no Aeroporto de West Wales, no Reino Unido. Esta cooperação visa garantir a consistência dos padrões de formação e o alinhamento à escala internacional.
    As instalações em Peniche integram salas de briefing, componentes de aeronaves para treino prático e uma Ground Control Station equipada com o ATLAS, o software proprietário da empresa. A localização permite a execução de diversos perfis de missão, incluindo operações além da linha de vista, num ambiente que replica as exigências reais das missões operacionais.
    Arnaud Blanchard, diretor de operações da Tekever, sublinha a importância estratégica do investimento. “Este Centro de Treino representa um passo determinante para a consolidação da nossa capacidade operacional em Portugal. Permite-nos estabelecer uma metodologia consistente para transmitir a experiência adquirida no terreno, elevar os padrões de formação e desenvolver as equipas que operam e sustentam os nossos sistemas”, afirmou, acrescentando que a infraestrutura tira partido das condições de Atouguia da Baleia para “testar, validar e aperfeiçoar operações críticas”.

  • Caldas: Duro Ceramics integra missão empresarial à Suécia

    Caldas: Duro Ceramics integra missão empresarial à Suécia

    A Duro Ceramics, dedicada à cerâmica utilitária, é uma das cinco empresas portuguesas que se deslocam à Suécia entre 9 e 13 de março. A missão tem como objetivo a identificação de potenciais clientes e parceiros naquele mercado nórdico. A empresa caldense terá uma agenda de reuniões e encontros institucionais com a Swedish Export Credit Corporation, a Business Sweden e o delegado da AICEP na Suécia.

  • AIRO e PTO integrados na Rede Peninsular de Inovação Aberta

    AIRO e PTO integrados na Rede Peninsular de Inovação Aberta

    Adesão foi aprovada por unanimidade no Transfiere Forum, em Málaga, visando potenciar a colaboração transfronteiriça e a transferência de tecnologia

    A AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste e o Parque Tecnológico de Óbidos (PTO) passaram a integrar a Rede Peninsular de Inovação Aberta. A admissão das duas entidades da região foi aprovada por unanimidade durante a reunião da rede, realizada no âmbito do Fórum Transfiere, que decorreu entre 24 e 26 de fevereiro em Málaga, Espanha.
    A participação no evento, considerado um dos principais encontros europeus dedicados à ciência, tecnologia e inovação, surgiu na sequência de uma articulação institucional que envolveu também o Instituto Politécnico de Santarém e o Parque Tecnológico de Málaga. O objetivo central desta integração prende-se com o reforço da cooperação transfronteiriça e a ligação entre ecossistemas de inovação de Portugal e Espanha.
    A AIRO, que classificou a missão em Málaga como estratégica, sublinhou que a entrada na rede visa “aproximar o tecido empresarial da Região Oeste às melhores dinâmicas europeias de I&D+i [Investigação, Desenvolvimento e Inovação]” e “acelerar a transferência de conhecimento tecnológico” para as Pequenas e Médias Empresas (PME).
    A associação destacou ainda a importância das alianças ibéricas para a geração de novas oportunidades de negócio, reiterando que “a inovação faz-se através da cooperação e do trabalho em rede”.
    Para o Parque Tecnológico de Óbidos, esta adesão representa um reforço da “estratégia de ligação a redes estruturantes de conhecimento”, com vista a criar novas oportunidades de cooperação para as empresas instaladas no parque e para o tecido empresarial da Região Oeste.
    Ambas as entidades procuram, através desta plataforma, consolidar a presença da Região Oeste nos circuitos tecnológicos internacionais.
    A Rede Peninsular de Inovação Aberta foca-se na promoção de projetos conjuntos em áreas como a investigação aplicada, o empreendedorismo e a transferência de tecnologia.

  • Empresários temem burocracia e elegibilidade dos apoios

    Empresários temem burocracia e elegibilidade dos apoios

    Sessão de esclarecimento revelou inquietações do setor agrícola e empresarial sobre o acesso às ajudas, apesar das garantias de flexibilidade e do “princípio da confiança” transmitidas pela Estrutura de Missão

    A apresentação do pacote de medidas de apoio às zonas afetadas pela tempestade Kristin e pelas cheias subsequentes, realizada no passado dia 25 de fevereiro no CCC, ficou marcada pela persistência de dúvidas por parte do tecido empresarial. Apesar de o Governo e as entidades públicas terem anunciado um conjunto abrangente de auxílios financeiros, fiscais e sociais, os empresários alertaram para a dificuldade de acesso prático aos fundos, citando barreiras burocráticas e a desadequação de alguns critérios à realidade do terreno, nomeadamente no setor agrícola.
    Jorge Barosa, presidente da Associação Empresarial da Região Oeste (AIRO), resumiu o sentimento de urgência que se vive no território, sublinhando que “quando uma empresa pára, pára uma parte da economia local”. O responsável destacou que os danos infraestruturais, desde armazéns inundados a acessos cortados, exigem “decisões rápidas” e “previsibilidade”, algo que os empresários temem não encontrar na fase de candidatura aos apoios.
    Paulo Fernandes, chefe da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, procurou sossegar os agentes económicos, garantindo que o processo assentará num “princípio da confiança”. Numa fase inicial não será exigida “prova documental dos danos”, sendo os pedidos considerados “tacitamente deferidos” se não houver decisão em contrário no prazo de sete dias, esclareceu. “A lei não tipifica documentos concretos”, afirmou, aconselhando contudo as empresas a recolherem registos fotográficos e internos, de preferência certificados pelas juntas de freguesia, para eventuais fiscalizações posteriores. Indispensável é igualmente a catalogação dos danos sofridos na plataforma da CCDR.
    Contudo, foi no setor agrícola que as interrogações se fizeram sentir com maior intensidade. Os produtores questionaram a exigência de comparação com a faturação homóloga do ano anterior para comprovar prejuízos, um critério considerado falível devido à sazonalidade das colheitas. Em muitos casos, não havendo comercialização nesta altura do ano, a quebra de faturação imediata é inexistente, apesar de a capacidade produtiva futura ter sido destruída (como em pomares ou vinhas). Paulo Fernandes admitiu que esta é uma “questão sensível e relevante” que terá de ser analisada “caso a caso”, não descartando a criação de um “terceiro programa específico para a agricultura” para cobrir prejuízos não elegíveis nos mecanismos atuais.

    Outra preocupação manifestada incide sobre os seguros. Os produtores realçaram que estes cobrem colheita, mas esta só será afetada indiretamente, pelos estragos provocados nos terrenos e nas plantas. Paulo Fernandes reconheceu que o sistema atual é “insuficiente” para responder a fenómenos climáticos extremos cada vez mais frequentes, sugerindo a necessidade de evoluir para “seguros paramétricos” e uma abordagem integrada de gestão de risco.
    Os empresários também apontaram aos danos indiretos. Várias empresas foram forçadas a suspender a atividade não por danos diretos nas instalações, mas por falta de energia elétrica ou corte de estradas nacionais e municipais. Sobre este ponto, o chefe da Estrutura de Missão esclareceu que estas situações podem ser enquadradas no regime de lay-off simplificado, inclusive de forma retroativa à data da tempestade.
    No plano financeiro, o Banco Português de Fomento (BPF) detalhou a disponibilização de linhas de apoio num montante global de dois mil milhões de euros. Estas dividem-se entre apoio à tesouraria (com prazos até cinco anos) e investimento para reposição da capacidade produtiva (até 10 anos). Uma das componentes mais relevantes é a possibilidade de conversão de parte do empréstimo em subsídio a fundo perdido – até 10% do montante – caso as empresas mantenham o volume de negócios e os postos de trabalho. Pulito Valente, presidente do IAPMEI, anunciou ainda a criação de uma “via verde” para acelerar o reembolso de despesas em projetos já em curso nas zonas afetadas, bem como a prorrogação automática de prazos de execução.

    Ao nível da Segurança Social, as medidas incluem a isenção total ou parcial de contribuições. A isenção total incide sobre 100% da contribuição da entidade empregadora durante seis meses, prorrogável, enquanto a parcial corresponde a uma redução de 50%. Paralelamente, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) lançou um incentivo extraordinário equivalente a um apoio mensal por trabalhador, com base no salário bruto, para mitigar os custos salariais.
    A Autoridade Tributária (AT) também flexibilizou obrigações, suspendendo processos de execução fiscal e coimas até 30 de abril para os contribuintes sediados nos concelhos em estado de calamidade. Fátima Carino, da AT, sublinhou que o objetivo é “assegurar um clima de confiança”, permitindo que as empresas regularizem a sua situação sem a pressão imediata de penhoras.
    Vítor Marques, presidente da Câmara das Caldas da Rainha, reconheceu que se avizinham “tempos muito demorados” e complexos de reorganização. O autarca enfatizou a necessidade de “redesenhar processos” e de não apenas reconstruir o que existia, mas adaptar o território para o futuro.
    A sessão foi uma iniciativa da AIRO, do IAPMEI e da OesteCIM e contou com apresentações do Banco do Fomento, do IEFP, da Segurança Social e da AT.

  • MO reabre loja renovada em Alcobaça

    MO reabre loja renovada em Alcobaça

    A marca portuguesa de moda MO reabriu a sua loja em Alcobaça no dia 26 de fevereiro, na Galeria Continente Modelo Alcobaça, com um espaço renovado de 462 metros quadrados.

    Segundo a MO, a nova loja apresenta uma organização mais funcional e confortável, alinhada com a identidade atual da marca e reforçando assim a operação no distrito de Leiria, onde passa a contar com sete pontos de venda. O objetivo é fortalecer a ligação da marca às comunidades locais.

    O espaço disponibiliza as últimas coleções de vestuário, calçado e acessórios para adultos e crianças, mantendo uma proposta baseada na versatilidade, praticidade e numa oferta acessível para toda a família.

    A reabertura foi assinalada com a presença de uma promotora à entrada da loja a convidar os visitantes a conhecer o novo espaço, oferecendo tote bags da marca.

    Os primeiros 50 clientes a realizar uma compra receberam ainda um voucher de 20€ em Cartão Continente, válido para uma próxima compra de valor igual ou superior a 20€, exclusivamente na loja MO de Alcobaça, até 26 de março.

    A loja funcionará diariamente, entre as 9h00 e as 21h00.

  • Redes Sociais: estar ou não estar não é uma questão.  É uma estratégia.

    Redes Sociais: estar ou não estar não é uma questão. É uma estratégia.

    Maria Ventura
    Co-fundadora @ Dois Meios

    As redes sociais são muitas vezes o primeiro ponto de contacto entre uma marca e um potencial cliente. Antes de alguém entrar no seu espaço (seja ele físico ou online), é muito provável que já tenha esbarrado no seu perfil no Instagram, passado os olhos pela sua página de Facebook ou pesquisado o nome do seu negócio online. Em qualquer um dos casos, isso bastou para em poucos segundos, o seu potencial cliente formar uma opinião.

    Numa altura em que a presença digital é praticamente inevitável, importa lembrar que as redes sociais funcionam como a montra do negócio. Uma montra visível 24 horas por dia e acessível por qualquer pessoa, em qualquer lugar. E tal como numa montra física, o que se mostra, e como se mostra, faz toda a diferença.

    Publicar de forma aleatória, sem critério ou consistência, é como mudar o letreiro todas as semanas. Num dia comunica proximidade, no outro institucionalidade. Num dia aposta num design cuidado, no outro numa imagem apressada. Essa inconstância tem uma consequência: o cliente deixa de saber o que esperar. E quando não há expectativa, dificilmente há confiança.

    As redes sociais devem refletir aquilo que a marca é no seu dia a dia. Se o atendimento é próximo, a comunicação deve ser próxima. Se o serviço é exigente, a imagem e o tom devem acompanhar essa exigência. Se a marca aposta na tradição, isso deve estar presente em cada publicação mais do que qualquer campanha promocional.

    Uma clínica que comunica rigor e cuidado no consultório não pode ter uma presença digital descuidada. Um restaurante que valoriza detalhe e experiência não deve comunicar apenas com fotografias genéricas e textos comerciais. Uma loja que aposta em personalização deve refletir essa atenção também na forma como responde a comentários ou mensagens.

    Tudo comunica: a imagem escolhida, o tom do texto, a frequência das publicações e até a forma como se responde a uma crítica.

    Mais do que vender, as redes sociais servem para construir relação. E relação constrói-se com coerência.

    Por isso, antes de publicar o próximo conteúdo, vale a pena perguntar: esta publicação reflete realmente quem somos enquanto marca?

    Pode parecer um detalhe, mas é essa coerência que transforma seguidores em clientes e clientes em embaixadores.

  • Vallis compra 65% da Ceramirupe Ceramics e estuda novas aquisições no setor

    Vallis compra 65% da Ceramirupe Ceramics e estuda novas aquisições no setor

    Operação permitirá reforçar a inovação e a competitividade, além de expandir a presença internacional da empresa

    O fundo Vallis Sustainable Investments II adquiriu 65% do capital da Ceramirupe, empresa de cerâmica sediada em Alcobaça, segundo o jornal Negócios. O controlo foi vendido pelo fundador Rui Santos, que mantém uma participação de 35% e continua como CEO.

    Sem divulgar o valor da transação, a Vallis Capital Partners destaca que esta é a sexta aquisição do segundo fundo gerido pela sociedade. A Ceramirupe, criada em 1987, produz louça utilitária e decorativa em grés, emprega 240 trabalhadores e registou em 2025 um volume de negócios de cerca de 12,4 milhões de euros, em linha com o ano anterior. As exportações representam 95% das vendas, tendo a Alemanha como principal mercado, seguida dos Estados Unidos.

    “Estamos muito satisfeitos por termos concluído esta aquisição, investindo numa empresa reconhecida pela sua cerâmica de alta qualidade, num setor em que Portugal se destaca como líder global em exportações”, afirmou ao Negócios o CEO da Vallis, Eduardo Rocha.

    O responsável sublinhou ainda que o investimento marca o arranque de uma estratégia de consolidação, revelando que o fundo está a analisar vários outros alvos na indústria cerâmica, com o objetivo de concretizar novas aquisições no setor. Segundo Eduardo Rocha, a operação pretende acelerar a próxima fase de crescimento da empresa através de uma visão partilhada com a equipa fundadora e de uma estrutura de capital alinhada.
    Para Rui Santos, a entrada do novo acionista maioritário abre um novo ciclo. O fundador considera que a operação permitirá reforçar a inovação, aumentar a competitividade e expandir a presença internacional da empresa, mantendo o posicionamento na qualidade e no design.

    Com sede no Porto, a Vallis Capital Partners tem no portefólio participações em empresas como a Insparya, a Logifrio, a Europalco, a Arka e a Docout, atuando em diferentes setores de atividade. A entrada na Ceramirupe reforça agora a aposta da sociedade na indústria cerâmica, num momento em que o setor procura ganhar escala e competitividade nos mercados externos.

  • Auto Júlio investiu 2 milhões no novo posto Galp e prepara mais investimentos

    Auto Júlio investiu 2 milhões no novo posto Galp e prepara mais investimentos

    Grupo caldense vai avançar com as novas instalações da Alferpac na Benedita e estuda opções para a sede nas CaldasGrupo caldense vai avançar com as novas instalações da Alferpac na Benedita e estuda opções para a sede nas Caldas

    O Grupo Auto Júlio inaugurou no início deste mês o novo posto Galp em São Cristóvão, um investimento de 2 milhões de euros para dotar o posto das melhores condições para trabalhadores e clientes. O icónico edifício do antigo posto vai ser recuperado e a empresa está também a estudar as opções para a muito necessitada reabilitação das instalações da sua sede. O que já está definido é o investimento na Benedita para as novas instalações da Alferpac, a empresa do grupo que se dedica à área das energias renováveis e que tem tido um forte crescimento.

    António Júlio, presidente e fundador do Grupo Auto Júlio, adiantou à Gazeta das Caldas que a abertura do novo posto Galp em São Cristóvão representa muito mais do que a substituição de uma infraestrutura antiga por uma nova. Trata-se de um investimento estratégico que reforça a presença do grupo no setor energético e abre caminho a novas valências no futuro.

    A ideia de avançar para a construção do novo posto começou a ganhar forma há cerca de quatro anos. O processo foi sendo atrasado por alguns aspetos burocráticos, mas ultrapassadas essas dificuldades, o projeto avançou, num investimento global que ultrapassa os 2 milhões de euros, incluindo toda a envolvente.

    O antigo posto apresentava já graves limitações estruturais. “Quem olha por fora não sabe o que lá ia dentro”, refere António Júlio, sublinhando que o edifício não reunia condições de trabalho nem possibilidades de recuperação. A solução passou por concentrar a atividade na nova estrutura, concebida de raiz, com melhores condições para trabalhadores e clientes.

    O novo espaço inclui uma loja de conveniência renovada e está preparado para integrar, numa fase posterior, postos de carregamento para veículos elétricos, área de lavagem automática e até uma área de cafetaria.

    Apesar da modernização, o grupo pretende preservar a memória do antigo posto. António Júlio garante que será mantida a traça arquitetónica do antigo posto, que considera “icónica”, incluindo a recuperação das pedras originais e a reposição da imagem de São Cristóvão, que ali existia.

    A equipa transitou do antigo para o novo espaço. Segundo o empresário, houve uma aposta na formação, permitindo aos colaboradores adaptarem-se às novas exigências de atendimento e aos serviços complementares.

    Esta foi mais uma aposta feita pelo grupo no local onde tudo começou, mas os planos para aquele local continuam. A Auto Júlio tem elencada, há vários anos, a necessidade de criar melhores condições no local onde estão hoje os stands da Mitsubishi e da Hyundai, as oficinas e os serviços administrativos. “A Auto Júlio terá que renovar toda a sua estrutura, não pode manter a situação como está e tem que ser bastante urgente”, realça António Júlio, acrescentando que “é um processo que está em análise, mas ainda não há nada em concreto”. “Estamos a avaliar se o faremos no local onde estão, ou no terreno do antigo campo da bola”, completou.

    Num estado bastante mais adiantado está o da construção das novas instalações da Alferpac, a empresa do universo Auto Júlio dedicada às energias renováveis e que emprega cerca de 150 pessoas, num universo de cerca de 500 colaboradores em todo o grupo. Está previsto um investimento de 3 milhões de euros para o novo edifício que vai concentrar toda a atividade da empresa – atualmente dispersa por vários armazéns -, na Área de Localização Empresarial da Benedita (ALEB). António Júlio elogia a colaboração da autarquia alcobacense na resolução de constrangimentos ao projecto. “A Câmara de Alcobaça tem sido espetacular. Havia um problema e a câmara disponibilizou-se a resolvê-lo. O projeto está a avançar e, assim que estiver pronto, daremos início às obras”, disse António Júlio.

    Mas os investimentos do maior grupo empresarial caldense não se ficam por aqui. A Auto Júlio tem vindo a aumentar, e também a renovar, a sua rede de postos de abastecimento de combustíveis de marca própria, com um foco no sul do país, mas numa rede que já tem presença de norte a sul e que tem tido um crescimento estratégico. “Tudo está relacionado com as condições negociais. Quanto maior for o consumo, maior será a capacidade que temos para negociar com a Petrogal, em termos de quantidade e do preço”, explica o empresário. “Tudo aponta que nós iremos atingir brevemente os 100 milhões de litros, excluindo os postos da BP e da Galp, que não entram nestas contas, e isso garante-nos melhores condições negociais”, acrescenta.

    Em estudo está também um investimento para aplicar a nova imagem, já presente nos postos de combustíveis da empresa, nas restantes instalações. “Queremos que, em todas as nossas instalações a imagem seja igual. Será um esforço financeiro muito grande, por isso não pode ser feito tudo de uma vez”, refere António Júlio.
    A par dos investimentos, o Grupo Auto Júlio enfrenta ainda os prejuízos provocados por uma tempestade que afetou particularmente as instalações em Leiria e Pombal, com danos que rondam um milhão e meio de euros.

    O grupo tem vindo a renovar a imagem dos seus postos de marca própria

  • Praia D’El Rey eleito melhor resort de golfe em Portugal e integra top 10 europeu

    Praia D’El Rey eleito melhor resort de golfe em Portugal e integra top 10 europeu

    O Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort, situado no concelho de Óbidos, foi distinguido como o melhor resort de golfe em Portugal na 10ª edição dos “Best Golf Resorts in Europe 2026”, da plataforma Leading Courses, e integra o top 10 europeu da categoria, ocupando a décima posição.

    O resort obteve uma pontuação global de 9,13 valores, destacando-se especialmente na componente hoteleira, com 9,40 pontos, e na qualidade dos campos, que alcançou 8,50 valores. A oferta integra dois campos de golfe de 18 buracos, o Praia D’El Rey Golf Course, projetado por Cabell B. Robinson, e o West Cliffs Golf Links, idealizado por Cynthia Dye, totalizando 36 buracos com vistas sobre o Oceano Atlântico.

    Estas características contribuem para consolidar o perfil do Praia D’El Rey como uma proposta integrada de golfe e alojamento de cinco estrelas, numa envolvência marcada pelas dunas naturais, vegetação nativa e horizonte oceânico, proporcionando uma experiência sensorial singular.

    O ranking resulta da análise de milhares de avaliações verificadas de jogadores na plataforma Leading Courses, cruzadas com classificações reais de alojamento, garantindo, assim, uma avaliação rigorosa e representativa da qualidade do resort.

    “Ser reconhecido como o resort número um em Portugal e integrar o top 10 europeu nos ‘Best Golf Resorts in Europe 2026’ é motivo de enorme orgulho para toda a equipa”, refere Gonçalo Costa, diretor de golfe do Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort. “Este resultado reflete a qualidade da experiência que proporcionamos em todas as áreas e tem um significado especial por resultar diretamente do feedback verificado dos jogadores. Saber que são os próprios hóspedes que nos colocam entre os melhores da Europa reforça o nosso compromisso com a melhoria contínua”, acrescentou.

    Esta distinção sucede ainda ao prémio de “Portugal’s Best Golf Hotel 2025”, conquistado pelo resort nos World Golf Awards a finais de 2025.

  • Investimento de 40 milhões de euros para requalificar Parque de Campismo de Peniche começa em março

    Investimento de 40 milhões de euros para requalificar Parque de Campismo de Peniche começa em março

    A empresa Ohai Resorts vai iniciar, no dia 4 de março, as obras de requalificação do Parque de Campismo de Peniche, num investimento de 40 milhões de euros, após a concessão do espaço, anunciou o presidente da câmara.

    Em reunião pública de câmara, Filipe Matos Sales disse que a empresa concessionária vai iniciar, em 04 de março, “os trabalhos de demolição e de construção no parque de campismo, um investimento de 40 milhões de euros”.

    Segundo o autarca, trata-se de um “investimento estruturante para o concelho, que responde a uma necessidade há muito identificada para o território e para a valorização da entrada urbana da cidade”.

    Câmara e promotor reuniram-se no sentido de vir a efetuar melhoramentos na Avenida Monsenhor Bastos, na entrada da cidade, em frente ao parque de campismo.

    O projeto visa também contribuir para o desenvolvimento turístico, económico e urbano do concelho, alinhando-se com as prioridades de qualificação da oferta turística portuguesa, valorização sustentável do território e reforço da competitividade externa de Portugal enquanto destino de excelência.

    Em 2022, os mais de mil utentes saíram do parque e este foi encerrado para obras.

    Nesse ano, a câmara municipal concessionou, por 25 anos, o parque municipal de campismo e caravanismo à empresa Vale Paraíso Empreendimentos Turísticos, única concorrente ao concurso, gestora da marca Ohai Outdoor Resorts e concessionária de outro parque na Nazaré.

    A concessionária paga por ano à autarquia do distrito de Leiria 750 mil euros, divididos por quatro prestações.

    O município decidiu concessionar o parque a privados por não conseguir efetuar melhorias, calculadas em 4,5 milhões de euros, depois de problemas que levaram a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica a encerrá-lo há vários anos, de forma temporária.

    *com agência Lusa

  • Socarros recebe Prémio Mérito Maxus pelo crescimento na região

    Socarros recebe Prémio Mérito Maxus pelo crescimento na região

    Distinção reconhece crescimento consistente e impacto económico da empresa nas Caldas da Rainha, Santarém e Tomar

    A Socarros, concessionário oficial Maxus nas regiões das Caldas da Rainha, Santarém e Tomar, foi distinguida com o Prémio Mérito Maxus – Prémio Revelação de Maior Crescimento 2025 vs 2024, atribuído na Convenção da ASTARA.

    Esta distinção reconhece o desempenho da Socarros num setor altamente competitivo e em profunda transformação, evidenciando um crescimento consistente, sustentado e com impacto económico e social naqueles três concelhos. “O prémio reflete a estratégia clara e um posicionamento ético focado nas pessoas – clientes, parceiros e colaboradores – assente na proximidade, transparência e qualidade do serviço”, sublinha a empresa do grupo Nov Automóveis.

    Num mercado cada vez mais diversificado e exigente, a Socarros “demonstrou capacidade de adaptação às novas dinâmicas da mobilidade profissional, reforçando a sua relevância junto do tecido empresarial local”, acrescenta a empresa, que sublinha o papel da liderança de Filipe Primitivo, administrador responsável pela Socarros, cuja “visão estratégica, capacidade de execução e orientação para resultados foram determinantes para alcançar este marco”.

    O crescimento registado em 2025 comparativamente a 2024 não resulta de circunstâncias pontuais mas de um compromisso estruturado com “excelência operacional, inovação comercial e criação de valor sustentável”, expressou a empresa. A Socarros reafirma ainda a ambição de continuar a crescer de forma responsável, consolidando a presença da marca Maxus no território e contribuindo para o desenvolvimento económico regional mediante o reforço de parcerias locais e a oferta de soluções de mobilidade ajustadas às necessidades reais das empresas.

    O Grupo NOV Automóveis, à qual a Socarros pertence, é uma sub-holding do Grupo NOV, “destacando-se como um grupo inovador, diversificado, internacional e ético, com forte peso económico e social”. O grupo reúne as empresas LPM, LizDrive, Socarros e Rentlei e atua em diversas áreas do setor automóvel, incluindo comércio de veículos novos e usados, manutenção multimarca, venda de peças e aluguer operacional.

  • Agricultores enfrentam perdas avultadas e incerteza no futuro

    Agricultores enfrentam perdas avultadas e incerteza no futuro

    Prejuízos elevados, terrenos degradados e estufas destruídas após as tempestades. Produtores temem que os impactos atrasem as próximas culturas
    e mostram pouca confiança na chegada de apoios

    As sucessivas tempestades que atingiram a região nas últimas semanas deixaram os agricultores com prejuízos elevados. Mas não foi só a produção perdida, o futuro imediato é incerto para muitos produtores, com terrenos degradados e infraestruturas danificadas que vão prolongar os efeitos muito além desta campanha.

    Uma das zonas mais afetadas foi o Sítio das Várzeas, uma zona que se situa nas freguesias de Tornada e Alfeizerão, entre a Vala Real, que escoa grande parte das águas pluviais que vêm sobretudo da parte Norte das Caldas da Rainha, e o Rio Tornada. Ambos os leitos transbordaram, deixando os terrenos debaixo de um manto de água que chegou a cerca de 1,5 metros de altura.

    Acácio Henriques cultiva cerca de quatro hectares de terreno naquela zona e viu a produção de abóbora gila praticamente destruída. As perdas, estima, deverão ultrapassar os 50 mil euros. “Se isto continuar assim, é perda total, porque as abóboras agora começam a apodrecer”, lamenta. O excesso de água impediu qualquer tentativa de recuperação. “O problema é que as máquinas não entravam no terreno”, aponta.
    Para o agricultor, que depende exclusivamente da atividade, o impacto é significativo. “Eu vivo da agricultura, não vivo de outra coisa. Isto tem um impacto muito grande na carteira”, afirma.

    Situação semelhante vive Gilberto Canas, que perdeu a produção de feno para alimentação animal e parte da colheita de abóbora gila, também no Sítio das Várzeas. No seu caso, os prejuízos rondam os 20 mil euros. “Na abóbora poderemos falar na casa dos cinco mil euros. Elas estão lá, mas já não ficam com qualidade para vender. A abóbora absorve aquela água e fica lamacenta por dentro”, explica. O maior impacto, no entanto, está no feno. “Fica tudo podre, nunca mais dá nada.”

    Além da produção deste ano, os agricultores temem consequências duradouras. Em algumas parcelas, a cheia deixou grandes quantidades de areia do rio, o que poderá comprometer a produtividade durante muito tempo. “Há ali terrenos que claramente estão inundados de areia. Aqueles terrenos provavelmente não vão produzir assim tão depressa”, refere Acácio Henriques, que recorda um episódio semelhante ocorrido quando era ainda adolescente: “Houve ali terrenos que ainda hoje não prestam para cultivar.”

    Gilberto Canas reforça essa ideia. “Estes são terrenos que tinham boas terras de cultivo e agora ficam só com estas areias fracas, nunca mais vão produzir aquilo que produziam, enquanto a areia não for retirada.” A recuperação poderá demorar vários anos. “Nos próximos três ou quatro anos isto vai sentir-se”, prevê.

    Além dos prejuízos diretos, os agricultores apontam problemas estruturais que terão agravado a dimensão das cheias. Acácio Henriques critica a falta de manutenção dos cursos de água. “Antigamente havia os serviços hidráulicos que faziam limpeza regular aos rios e às valas. Há mais de 30 anos que o rio não é limpo. É salgueiras dentro do rio, como é que as águas podem passar?”, aponta. Gilberto Canas partilha a mesma preocupação e pede intervenção urgente, nomeadamente na Vala Real. “As valas estão todas sujas, as águas não correm. Se as águas corressem talvez não acontecesse o que aconteceu.”

    No caso de João Teixeira, que tem produção agrícola no Campo, o problema não foram as cheias, mas a intensidade do vento e das chuvas. Grande parte da produção é em estufas, que ficaram destruídas pelos ventos ciclónicos da depressão Kristin, do dia 28 de janeiro. Mas mesmo nas parcelas que não são cobertas, a tempestade arrancou quilómetros de tubo de rega. “As estruturas ficaram completamente danificadas. A destruição foi muito grande. Nunca se tinha assistido a nada assim”, afirma o agricultor, que não consegue ainda avaliar a extensão dos prejuízos. “São muito, muito grandes…”, afirma.

    A produção de alface foi totalmente perdida, o viveiro de batata-doce, cujas plantas cultivam parcialmente para mais tarde transplantar ficaram perdidas e a primeira cultura de tomate teve de ser cancelada.

    A questão dos apoios é outra das preocupações comuns dos agricultores. Embora estejam anunciados mecanismos de ajuda, a confiança é reduzida, sobretudo entre os pequenos produtores. “Para os grandes funciona, para os pequenos agricultores não tenho grandes esperanças”, admite Acácio Henriques. Gilberto Canas é igualmente cauteloso: “Até duvido que achem que temos direito a alguma coisa. Se vier, é sempre uma ajuda”, afirma.
    João Teixeira recorda ainda prejuízos anteriores que ficaram por compensar. “Ainda não funcionaram os apoios do Martinho, que foi há um ano. O Estado não nos deu resposta nenhuma. Agora vamos esperar sim, que as coisas funcionem”.

    Enquanto aguarda por eventuais apoios, João Teixeira já iniciou a recuperação das suas estufas com meios próprios, tentando salvar o que é possível e preparar as próximas campanhas.

    Para Acácio Henriques e Gilberto Canas, vai ser necessário esperar que as próximas semanas sejam menos chuvosas e permitam que os solos sequem o suficiente para permitir aos agricultores avaliem os próximos passos.

  • Estratégia Digital: presença com propósito

    Estratégia Digital: presença com propósito

    Tiago Claro
    Fundador @ Dois Meios

    Hoje, estar nas redes sociais é quase obrigatório. Mas estar por estar é o mesmo que abrir uma loja e nunca mudar a montra. A loja está lá, mas não convida a entrar.
    Numa altura em que o digital é parte do dia a dia de todos nós – do trabalho, ao tempo livre, ao consumo e às relações – todos as marcas e negócios sem excepção querem ter presença. Mas poucos se lembram de uma premissa fundamental: o digital não é um fim; é um meio. É uma extensão da marca, nunca um substituto.
    Uma boa presença online começa com uma estratégia clara: saber quem se quer alcançar, o que se quer comunicar e com que objetivos. Quer vender mais? Quer ganhar notoriedade no seu nicho? Quer reforçar confiança do seu consumidor? Cada objetivo é legitimo e cada um pode exigir uma abordagem diferente. Contudo, demasiadas PMEs usam as páginas de Facebook e no Instagram como meros catálogos apregoando produtos e serviços aqui e acolá. O resultado? Seguidores pouco envolvidos, interações reduzidas e uma sensação constante de que “as redes não funcionam”.

    Mas funcionam. Quando há direção e estratégia.
    O segredo está em alinhar o digital com a identidade da marca. Usar a mesma linguagem, a mesma personalidade e mostrar no online os valores, as pessoas, as histórias e o ambiente que existe no offline – no espaço físico. Tudo comunica. A imagem escolhida, o tom do texto, o tipo de imagem e até a forma como se responde a um comentário.
    Um hotel de campo onde tranquilidade é palavra de ordem deve refletir isso nas suas publicações: fotografias serenas, textos calmos, uma comunicação que convida a respirar fundo mais do que “fique três noites e pague duas”. Uma marca jovem e criativa deve comunicar com energia, ritmo e ousadia e não tentar institucionalizar-se sob pena de soar a falso. Uma empresa familiar deve reforçar proximidade e tradição em cada detalhe da sua presença online mais do que mostrar a promoção da semana.
    O digital, quando bem usado, multiplica o alcance de uma marca local. Permite chegar mais longe, criar relações e reforçar confiança. Mas precisa de rumo. Não basta marcar presença: é preciso saber porque se está ali.

    Porque a tecnologia muda rápido. As plataformas evoluem. As tendências passam. Mas o propósito mantém-se: ligar pessoas a marcas com significado.
    Por isso, antes de publicar o próximo post, pare um momento e pergunte-se: Porque é que este conteúdo é mesmo relevante para quem o vê?
    A diferença pode parecer pequena mas é o que basta para transformar uma simples presença em resultados.

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