Caldenses vão disputar o acesso ao Campeonato Nacional
O basquetebol dos Pimpões está em alta com a conquista de dois títulos distritais e apuramentos importantes para competições nacionais.
A equipa Sub16 Feminina, liderada por Miguel Sousa, sagrou-se campeã distrital pelo segundo ano consecutivo, após uma vitória impressionante frente ao N.D.A. Pombal, por 98-18, na final disputada no Pavilhão da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. Com um registo perfeito de 11 vitórias em 11 jogos, 1509 pontos marcados e apenas 121 sofridos, as jovens atletas garantiram o direito de disputar o acesso ao Campeonato Nacional, com o primeiro jogo agendado para o dia 1 de fevereiro, às 15h, no Pavilhão Rainha D. Leonor, frente ao Imortal de Albufeira.
Já a equipa Sub18 Feminina, também orientada por Miguel Sousa, conquistou o título distrital ao vencer o N.D.A. Pombal por 43-34 na final. Tal como as Sub16, as Sub18 terminaram a prova invictas, com 10 vitórias, 810 pontos marcados e 286 sofridos, assegurando a presença na Taça Nacional.
Nos Sub18 Masculinos, sob a liderança de Manuel Santos, os Pimpões garantiram igualmente a qualificação para a Taça Nacional. Apesar de terem sido derrotados na final pela equipa de Pombal, os jovens mostraram um excelente desempenho ao longo da competição, somando 8 vitórias em 10 jogos.
No escalão de Sub14 feminino, outra equipa caldense, o Sp. Caldas, disputou a final contra o NDA Pombal, tendo ficado com o segundo lugar. ■
Rubrica chega ao fim, com a porta entreaberta para regressar no futuro. Deixamos um balanço
Tudo o que começa tem um fim e a rubrica À Mesa, que quinzenalmente trouxe às páginas da Gazeta das Caldas uma nova proposta ligada à gastronomia na região, chegou ao seu final. Na edição desta semana, apresentamos um balanço de dois anos de À Mesa.
A rubrica foi lançada a 20 de janeiro de 2022, na terceira semana do ano, e durante dois anos, de duas em duas semanas, apresentou um novo projeto na área da restauração e similares, centrado nas Caldas da Rainha, mas também noutras paragens da região. O objetivo foi sempre mostrar o dinamismo neste setor tão característico, não só no ritmo de abertura de novos estabelecimentos, como pela sua diversidade.
Nestes dois anos, foram 50 os projetos apresentados, a esmagadora maioria restaurantes. Foram 38 os espaços de restauração apresentados, dando a conhecer as suas origens e também a sua cozinha e influências. Destes, oito propostas foram de cozinhas internacionais, desde a egípcia, que abriu a rubrica, à asiática, passando pelos sabores do Brasil, ou do México.
Ainda dentro dos restaurantes, destacam-se as pizarias, com cinco novas propostas, mas também uma proposta vegan e outra de hamburgueria.
O Burgui encerrou a rubrica, ao fim de dois anos
Também apresentámos alguns projetos sem estabelecimento fixo, com propostas para encomendar online, ou apenas para acompanhar e tentar reproduzir em casa. Houve ainda um bar e quatro projetos mais… doces, pastelarias e geladarias.
Como já referimos, a maioria das propostas do À Mesa foram nas Caldas da Rainha, mais precisamente 35 novos estabelecimentos, mas procurámos dar a conhecer propostas noutras localidades. Ainda no concelho, três dos restaurantes apresentados são da Foz do Arelho. Fora do concelho, visitámos seis estabelecimentos em Óbidos, onde a restauração tem papel importante no aproveitamento do potencial turístico, e ainda um nas Gaeiras.
Também fomos a norte da região, para apresentar um projeto de uma chocolataria na Nazaré, dois restaurantes na Benedita e um em São Martinho do Porto.
O À Mesa chega, então, ao fim, ou faz, pelo menos, uma pausa, mas todos os projetos, incluindo as 50 receitas sugeridas pelos chefs de cada um dos estabelecimentos, continuam disponíveis online, no site das Gazeta.
Temos também, em formato e-book, o Livro de Receitas do À Mesa, que será possível adquirir no nosso site. ■
Os números do À Mesa
38 restaurantes. Dos 50 projetos que Gazeta das Caldas visitou no À Mesa, a maioria são restaurantes. Mas também apresentámos projetos pessoais online
4 pastelarias ou gelatarias. Gazeta procurou, ao longo destes dois anos, dar uma perspetiva alargada do que se pode saborear à mesa. As propostas ainda incluíram um bar
8 propostas dedicadas em exclusivo a cozinhas internacionais. Do Brasil à Ásia, passando pelo México e pelo Médio Oriente, mostrando a diversidade que a gastronomia tem para oferecer na região, além da cozinha tradicional e a moderna
35 projetos nas Caldas da Rainha. A cidade tem a sua força no comércio e a restaração é também um dos pontos fortes. Mas o À Mesa trouxe também 15 propostas fora da cidade, nomeadamente Foz do Arelho, Óbidos, Gaeiras, Benedita, São Martinho do Porto e Cadaval
Burgui abriu a 11 de novembro, apostando em seleção alargada de hambúrgueres (e bifana) e nos eventos
Burgui é a nova hamburgueria dos Silos, nas Caldas da Rainha. O novo estabelecimento abriu portas a 11 de novembro, pela mão de Guilherme Rocha, caldense de 21 anos.
“Decidimos (Guilherme e a mãe) comprar o espaço para abrir uma marca própria”, explicou. Já o nome, Burgui, inclui a referência ao ramo da restauração em que atuam e ao próprio (cujo diminutivo é Gui).
Foi criada uma estrutura em madeira e com lonas amovíveis para albergar a hamburgueria, havendo ainda um bar e uma esplanada que será aberta no verão e onde serão realizados eventos.
Espaço tem 45 lugares, mas expande-se a 95 pessoas nos eventos
Há nove hambúrgueres diferentes para degustar, incluindo um vegetariano e outros com sabores do Brasil, dada a grande procura por parte de cidadãos oriundos daquele país. É possível encontrar também bifanas.
Os preços vão dos 3 aos 14 euros, e é possível, por mais 3, 50 euros, obter o menu que inclui batata frita e uma bebida.
Guilherme Rocha já trabalha no setor desde os 14 anos. “Comecei a ajudar o meu tio na Eusebio’s Hamburgueria enquanto estudava. Muitas vezes tinha escola no dia seguinte, e vinha trabalhar aqui à noite. Também fazia eventos [promovidos pela hamburgueria] durante o verão”, contou. “Não segui os estudos, talvez um dia, quem sabe. Mas apaixonei-me, por assim dizer, aprendi a gostar [da área], pois desde o início tive a curiosidade de saber como me desenrascar na vida. E essa foi uma das razões para eu ter optado por começar este negócio de hambúrgueres”, continuou o jovem empreendedor.
O Burgui também realiza eventos, como as Rodas de Samba, com o grupo lisboeta Samba da Rapaziada, que decorrem uma vez por mês e já aconteceram por duas vezes. “Temos muitos clientes brasileiros, e desde o início eles nos pediam para fazer roda de samba, pagode, sertanejo, música ao vivo. E eu, curiosamente, o ano passado, fui ao Brasil com a minha mãe, estivemos na terra do pagode, que é Salvador da Bahia, e queríamos trazer de lá a ideia também para mimar um pouco os nossos clientes. Mas não era possível, porque não nos deixavam, a marca não era nossa. Então esperámos que a marca fosse nossa para criar este tipo de evento. E é uma satisfação total”, explicou.
Na casa trabalham outros quatro rapazes, a par de Guilherme e da mãe. A hamburgueria está aberta das 19h00 às 24h00, de terça-feira a domingo. ■
Faça em casa
Burgui X Tudo – um hambúrguer com todos os ingredientes da casa
Ingredientes: pão brioche, hambúrguer de frango, 2 fatias de queijo cheddar, 2 fatias de bacon, calabresa, cebola caramelizada, pickles, ovo, alface, tomate, molho de alho
1.Grelhar a carne
Grelhar o hambúrguer numa chapa e, ainda nesta, cobrir com uma fatia de queijo
2.Grelhar os complementos
Grelhar duas fatias de bacon, e também calabresa
3.Montar
Aquecer o pão e, seguidamente, montar o hambúrguer, acrescentando ainda pickles, ovo, alface e tomate
4.Colocar o molho e servir
Por fim, rechear o hambúrguer com molho de alho e servir
Pak Delícias está localizado no n.º 1 da Rua Manuel Mafra e está aberto todos os dias, das 10h00 às 24h00
Pak Delícias abriu a 23 de junho no n.º 1 da Rua Manuel Mafra, Caldas da Rainha. O restaurante vende comida indiana e paquistanesa e fast-food, para comer no local ou para levar.
Pak é a abreviatura de Pakistan, palavra inglesa que significa paquistanês/paquistanesa. Afinal, essa é a nacionalidade de Zeeshan Latif, de 37 anos, que gere o restaurante ao lado da esposa, Anjum Saiyed, de 24 anos, de origem indiana, que vieram de Moçambique e chegaram a Portugal há seis meses.
“Em Moçambique, tínhamos uma loja de eletrodomésticos, mas até casar ajudava os meus pais no seu restaurante, então preferimos estabelecer aqui um também”, explicou Anjum Saiyed, que sabe falar inglês, português, hindi e urdu.
Entre os pratos servidos estão aqueles de comida tradicional indiana, que é “idêntica à paquistanesa”, como: biryani de frango e de camarão, karahi de frango, korma, jalfrezi e kebabs, aos quais se juntam os hambúrgueres, pizzas e wraps que são confecionados no local pelo casal, continuou.
O restaurante tem 12 lugares
A par dos almoços e jantares, o restaurante também serve pequenos-almoços e lanches, como tostas, sandes e croissants, e há ainda a possibilidade de provar pão indiano – naan – e tortilha de farinha integral. “Ainda vamos adicionar mais pratos”, anunciou.
O casal elegeu as Caldas para viver por estar próxima da praia e por ser uma “cidade pouco agitada, mas com uma população que é suficiente para alimentar um negócio”. E, depois de 10 dias em Portugal, foi esta a sua escolha.
No Bairro da Ponte viram uma oportunidade de negócio, desejando dar a conhecer a sua “comida típica”, mas fazendo uma aproximação à população local ao acrescentar à ementa pratos globalizados, “para que as pessoas daqui consigam encontrar tudo no mesmo lugar”.
“A comida indiana é conhecida por ser picante, mas a nossa não é muito. E se o cliente preferir comida sem picante, também fazemos”, contou ainda Anjum Saiyed.
E foi “muito fácil” a adaptação ao local, no que toca, por exemplo, à entrada da filha mais velha, de cinco anos, no jardim de infância.
O estabelecimento está aberto todos os dias, das 10h00 às 24h00. Porém, está sujeito a alteração futura, prevendo a gerente que passe a funcionar das 11h00 às 15h00 e das 18h00 às 24h00.
Os preços dos pratos variam entre os 6 e os 12 euros. O restaurante tem parceria com a Uber Eats e a Glovo e recebe encomendas por Whatsapp, estando também no Facebook. ■
Faça em casa
Biryani de frango para três pessoas
Ingredientes: 3 c. sopa óleo, 1 cebola média, 2 tomates médios, 1 c. sopa massa de alho, 1/2 c. chá açafrão, 1/2 c. chá sementes de coentro, 1/2 c. chá cominhos em pó, 1 folha louro, 3 cravos da Índia, 1 pau de canela, 1/2 c.chá garam masala em pó, 500g pedaços de frango, 3 c. sopa iogurte, 2 chávenas arroz basmati
Preparar
Numa frigideira, refugar a cebola e a massa de alho. Adicionar louro, cravos da Índia e canela, e depois o frango, açafrão, sementes de coentro, cominhos e garam masala em pó e misturar
Adicionar no refugado
Acrescentar tomate picado, tapar a frigideira e deixar em lume brando. Adicionar iogurte e sal quando o tomate estiver em polpa. Cozinhar por mais 20 min
Preparar o arroz
Numa panela grande, colocar água, sal e 1 c. sopa óleo, deixar ferver. Adicione depois o arroz e deixe cozer por 7 min. De seguida, escorra. Passe metade do arroz para uma travessa
Finalizar
Por cima da metade que ficou na panela, deposite o preparado de frango, e de seguida o arroz retirado, com coentros. Deixar cozinhar por mais 10 min. Servir, podendo acompanhar com raita e/ou paparis
Chef Ricardo Raimundo cria produtos de alta pastelaria usando produtos locais. Destaque para a Maçã de Alcobaça
Ricardo Raimundo nasceu nas Caldas, vivendo, desde criança, na Benedita, onde tem a sua cozinha, é formador na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar e participa em projetos para criação e desenvolvimento de novos produtos em parceria com empresas nacionais e internacionais.
Apesar das aventuras profissionais além-fronteiras, na Suíça, Brasil, Espanha, Inglaterra, Noruega e, recentemente, na Tailândia, onde trabalhou na cozinha do Gaggan Anand, contemplado na lista dos “The World’s 50 Best Restaurants”, considera-se um “filho do Oeste”.
Por isso, está de volta a casa, com marca registada em 2017, “Atelier do Chef Ricardo”, descrevendo-se como um “divulgador incansável da gastronomia desta região e das diferentes variedades de maçã”.
Nesse âmbito, desenvolve atualmente um projeto, “A Maçã do Pomar ao Prato”, onde “estão a ser estudadas as diferentes variedades e possíveis utilizações gastronómicas”, desde as mais doces às mais salgadas, da maçã de Alcobaça, explicou à Gazeta.
O chef que, em 2015, ficou em 2.º lugar no concurso Chefe Cozinheiro do Ano, colabora com a marca Copa, da empresa Frubaça, criando produtos de “alta pastelaria”.
Com base nas maçãs desta empresa, elabora dois bolos: a Tarte de Queijo e Maçã (2023) e a Tarte de Maçã (2019), disponíveis para venda nas lojas da Copa.
Relativamente ao primeiro, a ideia consistiu em conjugar “a tarte de queijo basca, que é mais caramelizada por fora e mais cremosa por dentro”, com 40% a 50% de queijo (da Queijaria Flor do Vale e dos Açores), com a maçã de Alcobaça.
“Uma das minhas prioridades é introduzir mais fruta nas sobremesas e usar também o seu açúcar como doce”, contou, acrescentando que os processos de produção são artesanais e que conta com a ajuda de dois assistentes.
Porém, Ricardo Raimundo também se confessa apaixonado pela cozinha, pelo que outro dos seus projetos é a confeção de caterings para eventos corporativos ou de particulares, numa Piaggio equipada com um forno a lenha, conceito que conheceu em Itália. Já cozinhou num pomar, para 20 a 30 pessoas, e no Museu do Vinho, em Alcobaça.
O chef também realiza showcookings, sendo frequentemente convidado pelo município de Alcobaça.
Até ao final do ano abrirá em Lisboa uma loja para vender as suas sobremesas, e onde continuará a representar a maçã de Alcobaça, bem como produtos de outros chefs pasteleiros da região, como do Forno do Beco, fazendo uma “montra do Oeste”. ■
O restaurante do hotel Storytellers Palace inaugurou em abril e tem inspiração no entretenimento
The Green Room é o restaurante aberto durante todo o ano do hotel Storytellers Palace, situado na avenida marginal de São Martinho do Porto. O hotel abriu no dia 1 de abril deste ano, depois de ter passado por obras gerais de remodelação no valor de cerca de um milhão de euros.
O fine dining e salão de chá deve o seu nome ao facto de, originalmente, e ainda atualmente, na decoração do espaço abundarem os tons verdes. The Green Room é ainda um termo internacional da área do espetáculo utilizado para designar um espaço de confraternização, como existia nos teatros, e que também está presente em programas de televisão, como o Festival da Canção. “Como o conceito do hotel é o storytelling, achámos interessante a ligação que o espaço permitiu à área do entretenimento”, explicou Alexandre Soares, CEO do hotel e chef executivo. A ligação à área da literatura e do espetáculo, devido ao facto de Alexandre Soares deter igualmente uma produtora audiovisual, Netbee, é, de resto, uma característica transversal ao espaço, em que os 11 quartos foram batizados com o nome de um escritor.
O restaurante está aberto durante todo o ano, não sendo exclusivo a hóspedes, e serve almoços e jantares.
Do menu faz parte um prato com uma Estrela Michelin, o Vitelo tonnata, entre outras iguarias preparadas pela equipa de seis liderada por Marco Areias. Além do responsável pela criação de conteúdos do canal 24Kitchen, a equipa tem um sous chef do Dubai especialista em gastronomia oriental e uma chef pasteleira que estudou nas Caldas. Há ainda opções vegetarianas e sushi e sashimi. O menu completo pode ser encontrado no site “The Fork”. “Escolhemos produtos endógenos e utilizamos apenas produtos frescos. Tudo é feito na hora”, explicou Marco Areias.
Os preços das entradas variam entre 12 e 19 euros, para os pratos principais vão de 25 a 35 euros, e para as sobremesas de 7 a 10 euros.
No The Green Room realizam-se eventos, como o jantar de Wine Pairing com Rui Cunha, eleito o enólogo do ano 2022, que se realizou ontem, dia 8 de novembro. Também está agendada noite de passagem de ano com jantar, música ao vivo, DJs e ceia.
No hotel de cinco estrelas, o segundo em que o grupo da produtora investiu (o primeiro foi o Storytellers Villas, em Sintra), há ainda o “Gatsby Bar”, aberto do final do outono até ao início do verão, que também serve refeições, e outro restaurante, “Golden Terrace”, que serve pratos onde predomina o marisco, funcionando durante a primavera até à época das intempéries. ■
O bacalhau à lagareiro é um pratos do The Green Room
Faça em casa: Bife à cortador
Ingredientes:
Bife do lombo, azeite virgem, alho, vinagre de maçã, batatas, couve lombarda, cenoura, abóbora, ervilhas quebradas e couve-flor rosa
1. Preparar a carne
Selar o bife na grelha. De seguida, reservá-lo no forno a 75-90 graus para transpirar e deitar os sucos da carne
2. Fazer o molho
Com os sucos do bife, numa frigideira, aquecer o azeite, o alho laminado, vinagre de maçã e fazer a redução, ou seja, cozinhar até o molho ficar espesso
3. Retirar o bife do forno
Retirar o bife do forno. O bife deve ser selado, ou seja, mal passado
4. Empratar e degustar
Servir com batatas flambeadas, couve lombarda, creme de cenoura, creme de abóbora, ervilhas quebradas e couve-flor rosa
O projeto que nasceu para partilhar receitas saudáveis já vende a todo o gás, muitos doces e alguns salgados
Maria Capinha tem 21 anos e começou, há três, o projeto Forno da Maria, dedicado à confeção e venda, por encomenda, de comida saudável. O gosto pela cozinha corre-lhe nas veias, não fosse filha dos donos do restaurante Forno do Avô, no Bombarral, onde a magia na cozinha acontece diariamente.
Mas tudo começou apenas com uma página nas redes sociais, onde a jovem residente nas Caldas ia partilhando receitas de pequenos-almoços, almoços ou lanches, que foi aprendendo durante a pandemia.
“Sempre fui muito gulosa, e, na altura [estava no 11.º ano em Ciências e Tecnologias, na Escola Rafael Bordalo Pinheiro], como queria ir para Nutrição, também queria comer mais saudável”, começou por explicar. Decidiu, pois, iniciar, de forma autodidata, uma pesquisa que lhe permitiu concluir que não precisava de deixar de comer, pois havia opções igualmente saborosas, mas mais saudáveis.
Os pedidos de encomendas começaram a surgir, e Maria passou, então, ao próximo passo: vender as receitas que entretanto já vinha aprimorando, através do curso técnico de Alimentação Saudável, do Instituto Politécnico de Leiria, que concluiu o ano letivo passado, e das formações e workshops.
As tartes de manteiga de amendoim e cacau fazem sucesso
Atualmente a frequentar o curso completo de cozinha saudável ministrado por Sofia Paixão, dedica-se ao seu projeto e ao trabalho no restaurante dos pais, onde confeciona as sobremesas (as tradicionais e as saudáveis). O seu leque de receitas já abarca a “vertente 100% vegetal, sem glúten e 100% adoçado só com fruta”, explicou. Os doces são os reis, mas também há salgados, como quiches ou tostas de abacate. E há duas opções possíveis no que toca às sobremesas: bolos adoçados apenas com fruta (fresca ou seca, como tâmaras), ou bolos “tradicionais”, com recurso a açúcar mascavado, mas “100% vegetais”, para quem é alérgico ao ovo ou à proteína do leite, que têm uma procura crescente.
A sobremesa mais popular é a tarte de manteiga de amendoim e cacau, mas há também brownies de batata doce adoçados apenas com fruta, bolinhos de chia, ou ainda brigadeiros do estilo das bolinhas energéticas e panquecas, que saem muito para festas de aniversário. “Nesta fase, tenho feito diariamente um bolo de aniversário para as crianças levarem para a escola, que hoje em dia têm uma maior preocupação com os açúcares, óleos, farinhas, e por isso sou procurada”.
As tartes individuais custam três euros, as grandes 25 euros, e os bolos vendidos a 18 euros o quilo. As entregas são gratuitas nas Caldas e no restaurante Forno do Avô. ■
Faça em casa
Bolo de Pera saudável, saboroso e criativo
Ingredientes: 1 Pera, 2 Ovos, 30 g de Flocos de Aveia, Especiarias a gosto (autora usou canela e erva doce), 1 colher de café de fermento em pó. Na foto, recheio de iogurte de soja do Mercadona, framboesas, mirtilos, morangos e nozes pecan
1.Triturar
Triturar todos os ingredientes na liquidificadora
2. Untar
Untar uma forma (ou formas de queque) com azeite
3. Levar ao forno
Verter a massa e levar ao forno 20 min a 180 graus
4. Empratar e degustar
Servir quentinho com os toppings a gosto. Sugestões: Iogurte, Manteiga de Frutos Secos, Fruta Fresca, Compota caseira
O restaurante fica situado no n.º 4 da Rua da Estação, nas Caldas, e funciona todos os dias exceto à terça-feira
Os sabores do Brasil estão no n.º 4 R/C D da Rua da Estação, Caldas da Rainha. Requinte Brasil é o nome do restaurante que abriu a 19 de julho, onde a aposta é na gastronomia brasileira, mas também portuguesa.
Vaca tonada, carne de Sol, alcatra, picanha tropical, tábua mista, mas também os célebres pratos tradicionais portugueses, como o bitoque, a alheira e a grelhada mista, são algumas das iguarias que o espaço confeciona, a par dos petiscos, como os torresmos, a mandioca, a calabresa, as moelas e o choco frito, que também são servidos entre refeições. Sábado é o dia da feijoada.
O restaurante é detido por três sócios, Jonathan Guimarães, que é o gerente, sendo natural do estado de Goiás, a esposa, Flávia Ferreira, que assegura a cozinha e que é baiana, e Dhyarley Silva, um amigo de longa data que também apoia na confeção. A eles junta-se a mãe de Jonathan, por isso, para já, não há projetos para aumentar o pessoal.
O gerente vive há sete anos em Portugal, e a sua experiência é na área da administração, sendo este o seu primeiro restaurante.
“Trabalhei alguns anos fora de Portugal, e a minha esposa trabalhou já um bom tempo em restauração. Este restaurante [Restaurante da Simone] era de uma amiga nossa, que teve o desejo de o vender, e nós de o comprar. Quisemos trazer para as Caldas da Rainha um pouco da gastronomia brasileira, mas também atender bem o público português”, afirmou Jonathan Guimarães.
Um dos pratos que é servido no restaurante: Costela assada de vaca no forno
O restaurante tem tido “movimento”, com destaque para os almoços e para as “sextas, sábados e domingos”, recebendo pessoas “um pouco de todas as nacionalidades”, sendo o “público maior” o português e brasileiro.
O restaurante está aberto todos os dias exceto à terça. Às segundas, funciona das 10h00 às 15h00, de quarta a sexta é das 10h00 às 00h00, ao sábado das 10h00 às 02h00 e ao domingo das 10h00 às 23h00.
O restaurante serve também cafés, bebidas e alguns produtos de pastelaria, das 10h00 às 12h00, apesar de Jonathan Guimarães afirmar que “não invisto muito na parte da padaria”. Os almoços são das 12h00 às 15h00. Já das 15h00 às 19h00 serve petiscos, e das 19h00 às 22h00 é a hora do jantar. Apesar da cozinha fechar àquela hora, as pessoas podem aproveitar a esplanada ou as mesas no interior para ficarem a confraternizar até à hora do fecho.
Os preços variam entre os sete e os 12 euros, num restaurante que se pretende “requintado” e onde os sabores do Brasil “em geral” são reis.
Há serviço de entrega por Uber Eats e Glovo. ■
Faça em casa
Feijoada brasileira à moda do Requinte Brasil
Ingredientes: Feijão preto, carne de porco (como carne-seca, costelinha, linguiça), cebola, alho, folhas de louro e temperos a gosto
1. Preparação do feijão
Deixe o feijão preto de molho em água por algumas horas ou durante a noite. Cozinhe-o até ficar macio, mas não a desfazer-se
2. Preparação das carnes
Cozinhe separadamente as carnes de porco (carne-seca, costelinha) até ficarem macias. Frite a linguiça até dourar
3. Refogado Base e montagem da feijoada
Numa panela grande, refogue cebola e alho até dourarem. Adicione o feijão cozido à panela com o refogado. Acrescente as carnes. Coloque folhas de louro e tempere a gosto (pimenta-do-reino, cominhos, etc.)
4. Cozimento Lento e empratamento
Cozinhe em fogo baixo pelo menos 30 minutos para que os sabores se misturem. Sirva com arroz branco, couve refogada, laranja e farofa. Bom apetite!
Restaurante surge da aposta do responsável por uma loja de especiarias e do responsável por uma barbearia
Abriu nas Caldas da Rainha, no número 21 da Rua Heróis da Grande Guerra, já na zona que desce para a Rainha, um novo restaurante indiano.
Kebab Junction é o nome deste novo espaço que abriu recentemente e que resulta de uma aposta de dois empresários indianos que há três anos apostaram nas Caldas para abrirem os seus negócios e que eram… vizinhos.
Passemos a explicar. Ravender e Amritpal Singh são ambos indianos. Ravender reside em Portugal há sete anos e abriu nas Caldas uma mercearia em 2020. No mesmo ano, Amritpal, que veio para Portugal há cinco anos, abriu a sua barbearia, logo na porta do lado. A partir daí tornaram-se vizinhos.
Agora decidiram juntar-se para apostar num restaurante logo na porta a seguir aos seus negócios, uma ideia que lhes surgiu devido à necessidade. “Vamos muitas vezes, no final do trabalho comer qualquer coisa rápida, então pensámos que seria uma boa ideia”, referiram.
As burocracias necessárias para a abertura do espaço foram mais lentas do que gostariam e as obras, que demoraram cerca de seis meses, foram os próprios a realizar.
O Kebab Junction localiza-se perto da Rainha
“É tudo novo para nós, não era a nossa área de negócio e estamos a aprender”, contam os empresários à Gazeta das Caldas.
Em termos de decoração destaca-se a fachada do edifício, em madeira.
Nesta fase inicial, o restaurante Kebab Junction está a trabalhar com kebabs, pizzas, hamburgueres e saladas, mas pretendem, em dois meses, ter também opções em forno tandoori e a parte dos grelhados. O objetivo da dupla de empresários passa por explorar a gastronomia do seu país.
O espaço tem 18 lugares e a localização, numa das artérias mais movimentadas da cidade termal, “é uma grande vantagem”, notam. Ainda assim, “o forte do negócio é mesmo o serviço take-away”, asseguram. E aí as plataformas de distribuição de comida são fortes aliadas.
Nesta fase inicial têm sentido que os pedidos são, sensivelmente, metade de asiáticos e metade de portugueses. “Os portugueses gostam muito de kebabs”, notam.
Com a abertura deste novo estabelecimento comercial os empresários criaram dois novos postos de trabalho.
O Kebab Junction funciona todos os dias. De segunda a sexta-feira entre as 11h00 e as 22h30 e ao sábado das 11h00 às 23h30 (a pausa para almoço é entre as 15h30 e as 16h30). ■
Faça em casa
Pizza Indiano Peri-peri à Kebab Junction
Base de pizza, 100g de paneer (queijo indiano que pode ser feito em casa), uma cebola roxa, um ou dois pimentos e piri-piri a gosto
1. Fazer a base Massa
Para começar temos que ter uma base de pizza. Ou compramos já feita ou fazemos com água, fermento, farinha, azeite e sal
2. Preparar Massa
O segredo está na massa e aí o amassar e o tempo são fundamentais.
3. Adicionar Ingredientes
Juntar a cebola e os pimentos cortados, bem como o paneer. Adicionar o piri-piri
4. Levar ao forno e servir
Levar ao forno pré-aquecido por quatro minutos e meio e servir.
Há uma nova pizzaria nas Caldas, a Razzle Dazzle – Pizza & Beer, localizada no n.º 89 da Rua de Camões. A pizzaria abriu portas a 10 de agosto, depois de alguns atrasos na obtenção, por parte das novas proprietárias, das autorizações para as obras de recuperação do prédio classificado como património histórico.
Razzle Dazzle aposta unicamente nas pizzas, cuja base é ao estilo napolitano, feita com fermentação natural e farinhas de moleiro de Alenquer, mas tudo o resto é português. “Os toppings e as receitas que crio são coisas nossas, que gostamos de comer”, contou o caldense Gonçalo Caetano, de 39 anos, o chef e sócio-gerente, que reparte a posse do estabelecimento com os amigos, Filipe Santos e Marques Gama.
A autenticidade da pizza está também patente nos ingredientes usados: o tomate é San Marzano (italiano) e o queijo é comprado a italianos a residir em Portugal.
Há 24 lugares: duas mesas comunitárias (de oito) e duas para quatro pessoas
Verifica-se também que a modernidade se alia à tradição. Por um lado, são luzes néon que delineiam o nome do restaurante, uma espécie de “tcharan!” em português (dazzle é algo que causa deslumbramento). Por outro, tudo é cozinhado na hora num forno 100% a lenha, construído de raiz e aceso todo o dia, não havendo microondas nem fogão elétrico. E as paredes foram refeitas com tijolo “burro”, como antigamente.
Destaque ainda para o conceito de mesas comunitárias, com oito lugares, das quais há duas, a que se juntam duas de quatro lugares, perfazendo um total de 24 lugares.
“Achamos importante as pessoas poderem partilhar as experiências. Há quem, inicialmente, estranhe, mas depois entranha, e às vezes já está tudo a conversar”, afirmou o chef, que viveu 12 anos na Ásia, onde trabalhou no restaurante tailandês Gaggan Anand, já considerado o melhor restaurante asiático, ou no Tromba Rija, no Centro de Convenções e Entretenimento da Torre de Macau. O chef trabalhou também num restaurante com estrelas Michelin nas Ilhas Faroe e, ainda na Ásia, gravou programas de culinária portuguesa para a TV da China, Coreia, Japão e Tailândia. Há dois anos, regressou a Portugal e voltou a apostar na formação, desta feita, o curso de Padaria Avançada da EHTO, após o qual começou a fazer pizzas, que fizeram sucesso, e assim nasceu o projeto do restaurante, o seu primeiro.
As pizzas podem acompanhar com uma cerveja Musa, e há sempre música a passar, criando um ambiente acolhedor e descontraído. Que o digam os clientes que, de quarta a domingo, das 12h30 às 15h00, e das 19h30 às 23h00, e às terças à hora de jantar, lotam o restaurante, que serve cerca de 100 pizzas por dia. Assim, é aconselhável a reserva de mesa, havendo ainda take-away (mas não entrega ao domicílio ou pela Uber Eats ou Glovo). ■
Faça em casa
Ingredientes:
pizza feita há algum tempo
1.Preparar
Colocar a frigideira antiderrapante a temperatura média-baixa
2.Colocar a pizza
Colocar as fatias de pizza na frigideira e cozinhar por 2 minutos até ficarem com a base crocante
3.Baixar a temperatura
Baixar a temperatura para o mínimo e colocar algumas gotas de água na frigideira afastadas das fatias de pizza
4.Finalizar e servir
Tapar a frigideira com uma tampa e deixar cozinhar por um minuto para derreter o queijo. Comer as fatias de pizza crocantes por baixo, com o queijo derretido e fofas na borda
A pizzaria da Manuel Mafra, n.º 11 (antiga Casa de Fados Sto. Onofre) funciona de terça a domingo, ao jantar
Bruno Althoff ladeado do colega de cozinha e de pátria, à esquerda, e do garçon e designer, angolano, à direita
Manjerona é o nome da pizzaria localizada no número 11 da Rua Manuel Mafra, Bairro da Ponte, na antiga Casa de Fados Santo Onofre, cuja iguaria é fabricada num forno 100% a lenha, a partir de fermentação natural que dura 72 horas, e à base de ingredientes de origem italiana, assegurando a autenticidade.
“Todos os ingredientes são frescos e a massa tem fermentação natural, ou seja, leva apenas farinha, água e sal, o que a torna mais leve”, explicou Ana Gisele dos Santos, de 40 anos, natural de Florianópolis, proprietária do restaurante juntamente com o marido, Bruno Althoff, que “é pizzaiollo desde novinho”.
Ana Gisele afirma que “a maioria dos ingredientes vem de Itália”, nomeadamente, o queijo mozzarella e o tomate pelado usado no molho.
O menu é composto por 32 opções de pizza, doces ou salgadas, que se encontram disponíveis nos tamanhos P (26 cm de diâmetro) e G (36 cm) e cujos preços variam entre os 10 euros e os 20 euros, aproximadamente. Mas no cardápio, disponível também em inglês e francês e através de QR Code, executado pelo jovem garçon, contam-se ainda massas e saladas, sem esquecer o pão de alho, feito a partir de massa mãe. E o forno 100% a lenha, construído de raiz, é o “diferencial”. A “carro-chefe” é a pizza Manjerona, que leva mozzarella de búfala, tomate cereja e manjericão (em substituição da manjerona – que dá nome à pizzaria -, devido à dificuldade de a encontrar à venda).
O casal optou por manter o nome da sua pizzaria em Florianopólis, retirando apenas o “La”, por constatarem que já havia o “La Piazza”. Nas Caldas, abriram a pizzaria em “finais de dezembro, inícios de janeiro”, tendo-se mudado em outubro de 2022. “A nossa pizzaria no Brasil estava a dar super certo, mas ficámos cansados” devido à conjuntura económica e política, explicou a gerente, que já tinha vivido em Portugal e que tem um irmão a viver nas Caldas que a alertou para a oportunidade de negócio aqui.
O casal adquiriu o imóvel do restaurante, salientando a “falta de estacionamento” da zona (e deixando a dica do estacionamento junto aos Pimpões), mas acreditando no poder atrativo de um “bom produto”. Como soluções, apresentam o takeaway e a entrega ao domicílio, para a qual contrataram a empresa Estafetas Caldas, para além de estarem nas plataformas Uber e Glovo.
O restaurante tem 42 lugares sentados e está aberto todos os dias exceto à segunda, das 18h30 às 23h30, pois a abertura ao almoço implicaria manter o forno “o dia todo ligado”, optando por estender o horário do jantar, que “o pessoal abraçou muito”. Porém, para grupos que façam reserva, o restaurante pode abrir à hora de almoço.
Faça em casa
Gnocchi Bolonhesa
Ingredientes Nhoque
800g de batata
2 colheres (chá) de sal
1 chávena (chá) de farinha de trigo
1 ovo
farinha para polvilhar Ingredientes Molho à bolonhesa
500g carne picada
3 colheres (sopa) de vinagre
1 cebola média picada
2 Dentes de alho picados
sal e pimenta-do-reino
3 colheres (sopa) de azeite
1 sachê (340 g) de polpa de tomate
1/2 Chávena (chá) de folhas de manjericão
1 Preparação Nhoque
Cozinhe as batatas em água e sal, e esprema-as com um espremedor para batatas. Adicione a farinha, o ovo e o sal e misture até obter uma massa homogénea
2 Preparação
Enrole a massa numa superfície lisa. Vá polvilhando com a farinha de trigo. Corte em pedaços de 3 a 4 cm de comprimento. Cozinhe na água fervendo com sal
Retire quando o nhoque subir à tona. Transfira para uma travessa. Derrame o molho à bolonhesa sobre o nhoque e coloque um pouco de parmesão ralado
3 Molho à bolonhesa
Tempere a carne com vinagre, cebola, alho, sal e pimenta a gosto e misture bem. Refogue a carne no azeite. Adicione a polpa de tomate e cozinhe em fogo baixo, com a panela semitapada, por 20 minutos ou até formar um molho encorpado. Por fim, junte o manjericão
A funcionar há sete anos, abriu a esplanada totalmente renovada e enquadrada no conceito da hamburgueria
Oferecer um produto de qualidade máxima e permitir aos clientes sentirem-se como se estivessem em casa de amigos. Este é o objetivo que norteou a abertura da Casa do Bingre, pelo casal Dinamene Benjamim e Hugo Bingre.
Situada na Avenida 1º de Maio, a hamburgueria inaugurou recentemente o espaço de esplanada, agora alinhado com o conceito dos outros espaços interiores, mais cómoda para os clientes e funcional durante o Verão e Inverno. “Pretendemos que as pessoas sintam que estão numa esplanada, daí termos o espaço todo aberto, mas também terem alguma reserva, num espaço confortável e em harmonia com o resto do conceito”, resume Dinamene Benjamim.
Na Casa do Bingre há hambúrgueres para todos os gostos: de peixe, carne, para vegetarianos, vegans e também opções para pessoas com alguma intolerância alimentar. Mensalmente há um destaque: o hambúrguer do mês, que tentam variar todos os meses mas, por vezes, sem o conseguirem, devido ao sucesso da proposta. É o que está a acontecer em agosto, com o seu hambúrguer de alface, tomate, 100% novilho, queijo Cheddar, cebola Roxa e bacon, que continua do mês passado a pedido dos clientes. “Há muitas solicitações para que a maioria dos hambúrgueres vá para a carta”, referem os proprietários, que têm clientes de todo o país a “virem de propósito”.
Entre os projetos que têm para o futuro estão os “Chefes Improváveis”, no qual vão convidar clientes a fazer um hambúrguer e colocá-lo para degustar.
Qualidade dos produtos
Na Casa do Bingre não fazem stock. É Hugo Bingre quem vai diariamente às compras. De manhã vai ao talho buscar a carne e também comprar os produtos frescos, inclusive o pão, que é de uma padaria familiar, no Pó. Depois, seguem-se horas de trabalho até abrirem a porta. Como os hambúrgueres não vêm preparados, é preciso pesar a carne a fazê-los, manualmente, tal como o corte do tomate, das batatas e da alface, por exemplo. “É mesmo artesanal, pela qualidade e pela produção”, garante Dinamene Benjamim, realçando que “só quando se prova no prato é que se percebe a diferença”.
Outra das preocupações é terem uma cozinha aberta, para “desmistificar o conceito de hambúrguer” e criar uma relação de proximidade com o cliente. Atualmente trabalham 12 pessoas na Casa do Bingre, que tem capacidade de 140 lugares nos três espaços. Está aberta diariamente, entre as 12h00 e as 15h00 e das 19h00 às 22h30. ■
Na Casa do Bingre a aposta é sempre em criações “fora da caixa”
Faça em casa
Hambúrguer vegetariano
Ingredientes
1 unidade de pão, 30 gr de maionese de alho, 30 gr de tomate, 120 gr de pasta de grão, 25 gr de espinafres, 1 ovo, cominhos, pimenta, pimentão doce, pão ralado, azeite, cebola, alho e salsa
1. Preparação – Fazer o hambúrguer e colocá-lo na frigideira com um fio de azeite
2. Preparação – Cortar o pão a meio
3. Preparação – Saltear os espinafres e estrelar o ovo
4. Empratamento – Abrir o pão e colocar o tomate, seguido do hambúrguer, espinafres salteados, o ovo estrelado e, por fim, a maionese de alho
Bom apetite
Ao lado do restaurante, há um supermercado com comidas do mundo, situados no edifício da Casa Caldeano
Kasthamandap é um restaurante indiano e nepalês situado no n.º 40 esquerdo da Rua Heróis da Grande Guerra, na antiga Casa Caldeano, que tem feito sucesso desde que abriu, a 18 de fevereiro. Ao seu lado existe um supermercado que vende produtos asiáticos, africanos e portugueses.
“A Índia e o Nepal são vizinhos, e a comida também é semelhante, por isso quisemos fazer 50/50”, explicou o gerente, Mukesh Pancley, de 35 anos, natural do Nepal e irmão do empresário, que reside em Lisboa, onde detém outro restaurante-supermercado com o mesmo conceito, em Arroios, e um cash and carry, em Loures.
“Quando saímos do Nepal ou da Índia, sentimos saudades da nossa comida. Isso também nos fez querer abrir o restaurante”, acrescemtou Mukesh, que já vive em Portugal há oito anos. “Têm vindo muitas pessoas da nossa comunidade do Nepal, e também estrangeiros que procuram este tipo de cozinha”, continuou, satisfeito com a procura que tem registado e com as avaliações que tem recebido nas plataformas digitais como o Tripadvisor, bem como as dos seus clientes, feitas em pessoa. É o caso do britânico nascido na Índia, que ali almoça diariamente, e que, dentro da região Oeste, refere o Kasthamandap como o seu restaurante indiano de eleição.
A ementa é vasta, encontrando-se diferentes tipos de pão (naan, roti e paratha), caril de frango, caril de borrego, marisco, pratos vegetarianos, biryani, grelhados no forno tandoori e pastéis MoMo, sendo que os preços variam entre os cinco e os dez euros.
Já no supermercado é possível encontrar produtos e especiarias das cozinhas do mundo, como é o caso das representadas no restaurante, mas também da coreana, tailandesa, africana e portuguesa. Este tem ainda um talho e venda de doces e samosas caseiras. “Metade” dos produtos provém do cash and carry em Loures.
O restaurante possui serviço de takeaway através das apps da Uber, Glovo e dos seus próprios contactos telefónicos. Emprega seis pessoas, duas das quais são chefs, um para a comida nepalesa e outro para a indiana. Há dois cozinheiros e os restantes dois empregados estão no serviço de sala. No supermercado trabalham quatro pessoas.
O restaurante tem 52 lugares e já fez um pedido de emissão de licença na câmara para instalar uma esplanada, Está aberto diariamente, entre as 11h00 e as 15h00, e as 18h00 e as 23h00, e o supermercado das 8h30 às 22h00, igualmente sete dias por semana. ■
O supermercado vende produtos asiáticos, africanos e portugueses
Faça em casa
Thakali khana – um dos pratos mais autênticos da gastronomia nepalesa
Preparar
Marinar o frango com o ovo, sal e molho de soja. Deixar ao ar por 30-40 min. Enquanto isso, lavar e cortar as cebolas, descascar e cortar o alho e o gengibre. Lavar e cortar os tomates.
Cozer o frango
Colocar óleo na panela. Fritar o frango durante 25 min, depois retirá-lo e colocá-lo em papel absorvente. Fazer o molho na mesma panela.
Terminar de cozer e servir
Juntar as cebolas, deixar cozer 2-3 min, depois o gengibre e o alho. Juntar cominho em pó, tomates e sal qb, deixar cozer por mais 5 min. Juntar o frango. Misturar e servir com coentros cortados.
Preparar as lentilhas
Lavar as lentilhas; adicionar uma colher de óleo ao tacho, juntar e cozinhar alho e gengibre, depois as lentilhas, o sal e a cúrcuma, cozinhar por 15-20min, e servir com arroz, papadum, pickle e pão naan ou roti.
O café-restaurante fica situado na Rua José Pinto Miranda, n.º 4 RC Esq, Belver, Caldas da Rainha
Dom Duarte é o nome do novo café-restaurante situado na Rua José Pinto Miranda, n.º 4 RC Esq, Belver, Caldas da Rainha, que abriu a 1 de maio. O estabelecimento serve comida tradicional portuguesa caseira em formato self-service e takeaway, aos almoços e jantares, e também possui para venda produtos de pastelaria, café e pão.
“A nossa ideia era ter uma comidinha boa, mas que fosse acessível a todos”, explicou Priscillia Afonso, que detém o restaurante em conjunto com o companheiro, Luís Rocha, ambos caldenses e com familiares no ramo, mas que se estreiam agora enquanto proprietários na área da restauração.
“O nosso conceito é principalmente de self-service, não é o conceito de restaurante tradicional, com serviço à mesa, porque o nosso foco inicial era o takeaway, mas, para aproveitar o espaço, criámos também a modalidade de refeição rápida para a pessoa comer no local”, explicou Luís Rocha, acrescentando que esta opção permite igualmente reduzir custos e, consequentemente, o preço das refeições.
A ementa é composta por três pratos principais, dois de carne e um de peixe, sopa e sobremesa, todos do dia. Por agora, ela é fixa, ou seja, os pratos variam diariamente de segunda a sábado, repetindo-se nas semanas seguintes, com algumas exceções em que são introduzidas novidades, a pedido dos clientes. Porém, Luís Rocha admite a criação de mais “uma” ou “duas” ementas, para que haja “rotatividade”.
A diária servida no snack-bar tem o custo de dez euros, e inclui prato principal, sobremesa, café e bebida, sendo a sopa paga à parte. O takeaway custa 8,50 euros. As ementas são publicadas diariamente no Facebook, no qual está também o contacto para as reservas da comida para levar.
O snack-bar possui capacidade de 30 lugares no interior e uma esplanada
As especialidades da casa são o bacalhau com natas e espinafres, a feijoada de chocos, o entrecosto estufado, as iscas, as moelas, as pataniscas ou o cozido à portuguesa.
No estabelecimento com capacidade de cerca de 30 lugares, trabalham o casal, Natália, que “dá conta do recado” na cozinha, e uma funcionária a tempo parcial. E o Dom Duarte… é o rei lá de casa, o filho do casal!
O estabelecimento, onde anteriormente funcionara igualmente um café-restaurante e que foi sujeito a remodelações, está aberto de segunda-feira a sábado, das 07h00 às 20h00, estando servido de estacionamento gratuito nas imediações. ■
Faça em casa
Bacalhau com natas cremoso e caseiro à Dom Duarte
Ingredientes: 2kg de bacalhau, 800g de cebola picada; 1,5l de leite, 50g de farinha maizena, 3,5kg de batata, 0,5l de natas, sal qb, pimenta qb, noz moscada, alho, queijo ralado
Preparar e começar a refogar
Demolhe o bacalhau, coza as postas, para seguidamente as desfiar. Corte as cebolas e os alhos e refogue em azeite.
2. Adicionar ingredientes
Vá juntando lentamente o bacalhau no refogado. Depois, adicione a farinha, o leite e as natas e mexa cuidadosamente.
3. Introduzir as batatas e temperar
Descasque as batatas, corte-as em cubos e leve-as a fritar rapidamente em óleo. De seguida, junte-as ao bacalhau e tempere com sal, pimenta e noz moscada.
4. Levar ao forno e servir
Coloque tudo num tabuleiro, polvilhe com queijo ralado, e leve ao forno. Deixe gratinar, e, voilà, bacalhau com natas de comer e chorar por mais!
Restaurante buffet fica situado na Rua Dr. Bernardino António Carvalho Pargana, n.º 3, nas Caldas da Rainha
Oriente Buffet é o nome do restaurante que abriu a 31 de maio na Rua Dr. Bernardino António Carvalho Pargana, nº 3, nas Caldas da Rainha (junto ao Lidl), no edifício que antigamente foi um stand e oficina da Fiat.
O restaurante buffet serve comida asiática (chinesa e japonesa) e portuguesa. O sushi e os grelhados na chapa Teppanyaki, que incluem marisco, peixes e carnes variadas. fazem furor. Para sobremesa, há frutas, gelados, bolos e uma fonte de chocolate.
O restaurante possui capacidade para 675 pessoas sentadas, e dispõe de quatro salas privadas, com 25 e 10 lugares, estando aquelas com igual número de cadeiras dispostas lado a lado, com possibilidade de se retirar a divisória e, assim, aumentar o espaço para o dobro.
Para servir um número crescente de pessoas, há, “até agora”, 45 colaboradores, de nacionalidade chinesa e nepalesa, cujo alojamento é providenciado pela gerência, explicou Cátia Chen, esposa de um dos cinco sócios do restaurante e que faz caixa, sendo igualmente proprietária do café Sim, na Rua Prof. Abilio Moniz Barreto n.º 4 r/c dto, e sócia do restaurante Oriente, em Odivelas.
“Acho que Caldas da Rainha é uma cidade com bastantes habitantes e um sítio muito calmo, por isso gostamos de viver cá. Como também não existe um restaurante tão grande como este, encontrámos este local e achámos que era um bom investimento”, explicou a chinesa que vive em Portugal há quase 20 anos, à semelhança do marido.
O restaurante tem estacionamento próprio e terá música ao vivo
As obras de remodelação do espaço demoraram “mais de um ano”, e o projeto foi encomendado a uma empresa chinesa, que fez um modelo 3D estilo visita 360º (disponível no site do restaurante), tendo também providenciado os objetos decorativos e os recursos humanos para a sua montagem, continuou a empresária, que preferiu não revelar detalhes sobre o investimento.
A decoração é ao estilo “industrial”, havendo ainda um espaço infantil e estacionamento próprio.
O restaurante está aberto todos os dias, das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 23h00. De segunda a sexta, o almoço tem o preço de 11,95 euros para os adultos, e o jantar, de segunda a quinta, custa 13,95 euros, sendo que, à sexta, acresce 1 euro. Já aos fins de semana e feriados, almoços e jantares custam 14,95 euros, não estando as bebidas incluídas nos preços. As crianças dos 5 aos 10 anos pagam menos. Às sextas à noite e sábados há música ao vivo. ■
Faça em casa
Uramaki de salmão e pepino com cobertura de batatas fritas à Oriente
Ingredientes: arroz para sushi, alga nori, salmão, pepino, batatas fritas, 1 colher de café de sal, 2 colheres de sopa de açúcar e 2 colheres de sopa de vinagre de arroz
1.Preparar os ingredientes
Lave e coza o arroz, de seguida tempere-o, à parte, com sal, açúcar e vinagre de arroz. Corte o salmão e o pepino em tiras finas e a alga nori em metades, e estenda-a sobre uma esteira
2.Adicionar os ingredientes
Humedeça as mãos e adicione o arroz sobre toda a superfície do nori. De seguida, vire o nori ao contrário e coloque a fatia de salmão e, ao lado, as tiras de pepino
3.Enrolar
Está na hora de enrolar. Para isso, pressione os alimentos, segurando a ponta da esteira; comece a enrolar, apertando bem da periferia para o centro (o sushi deve ter a forma de um paralelepípedo e não de um cilindro)
4.Cortar e servir
Ao chegar ao final da alga, o sushi está enrolado, e pode retirar a esteira. Já só falta cortar o rolo em 6 a 8 pedaços, com uma faca humedecida, para o arroz não agarrar, salpicar de batatas fritas e voilà, sushi feito em casa!
Abriu na Rua Almirante Cândido dos Reis, n.º 3, onde, antigamente, esteve uma gelataria e um restaurante
Depois de há vários anos desocupado, o espaço onde outrora houve uma gelataria e um restaurante, é agora o Entre Sabores, nova gelataria e creperia. Fica situada no n.º 3 da Rua Almirante Cândido dos Reis, mais conhecida como Rua das Montras.
“Este projeto é um sonho muito antigo. O meu sonho não era gelataria, era mesmo pastelaria e padaria de fabrico próprio. Mas conheci o meu namorado, que tinha um Entre Sabores em Vila Nova de Cerveira, e decidimos abrir uma segunda loja nas Caldas”, explicou a gerente, Dália Carvalho, natural do Landal, e que voltou a residir nas Caldas desde 2019.
Seguiu-se a procura pelo espaço ideal, que decorreu durante os últimos dois anos, e que terminou quando entrou no espaço que hoje arrenda, apesar do estado de degradação em que o encontrou. “Achei que era o sítio indicado porque tinha uma esplanada excelente”, contou Dália Carvalho.
Entre Sabores situa-se Rua Almirante Cândido dos Reis, n.º 3
Depois de descobrir, no bate-porta, a arrendatária, que ficou muito agradada com o projeto do casal, este avançou para as obras, feitas com um investimento pessoal, e que duraram cerca de três meses e foram totais. “É tudo novo: canalização, esgotos, eletricidade, azulejos, porque não dava para aproveitar rigorosamente nada”, explicou Dália Carvalho.
Do menu fazem parte uma miríade de gelados, entre os quais há os sabores permanentes, que correspondem aos preferidos dos clientes, e os que rodam, já que a Entre Sabores possui entre 50 e 60 gelados artesanais, de receita original, produzidos por Dália Carvalho. Além disso, servem-se crepes doces e salgados e waffles, cuja receita da massa também é da responsabilidade da marca e igualmente confecionada pela gerente, e ainda saladas e tostas, para além de alguns produtos de pastelaria.
A aposta para o outono serão os churros e o chocolate quente.
A loja, cuja decoração, a cargo do casal, remete para a cidade, havendo uma parede com vinhetas bordalianas do Zé Povinho, emprega cinco funcionários, a par da gerência.
A procura tem sido muita, nomeadamente, a partir da hora de almoço e até praticamente ao encerramento do estabelecimento, com uma grande afluência aquando do lanche da tarde, e uma redução acentuada a partir das 19h.
Entre Sabores está aberto todos os dias exceto à segunda-feira, das 10h00 às 20h00, com possibilidade de alargamento do horário noturno na “força da época alta”. ■
Faça em casa
Crepe salgado “À Portuguesa”, by Gelataria e Creperia Entre Sabores
Ingredientes: 600 grs farinha, 1 L de água, 0,5 L de leite , 2 ovos , 1 saqueta de levedura, 4 fatias de queijo, 5 fatias de chouriço, 3 fatias de fiambre, 1 ovo , 1 colher de cogumelos, orégãos a gosto
Elaboração da massa do crepe
Adicione o leite e a água, e, de seguida, a farinha de trigo, o ovo e a levedura num recipiente e bata tudo até obter uma massa cremosa e homogénea.
Confeção do crepe
Verta a massa no prato de uma crepeira. Assegure-se que a espessura seja fina, para que o crepe fique mais estaladiço.
Enchimento do crepe
Coloque o ovo, já frito, ao centro, e adicione, por camadas e em redor daquele, as fatias de queijo, chouriço e fiambre, de seguida salpique com cogumelos e orégãos.
Fechar o crepe e servir
Por fim, feche o crepe, dobrando as bordas. O seu crepe está pronto para ser servido, mas não se esqueça do ingrediente mais importante: muito amor e carinho.
O espaço reabriu no Josefa d´Óbidos Hotel com um novo conceito gastronómico e nova equipa
O Restaurante Lisboa e o Hotel Josefa d’Óbidos já colaboram há quatro anos e meio. Um namoro antigo, que começou com o fornecimento de cerca de 300 refeições diárias (que tinham lugar na sala Antonius do Hotel Josefa d’Óbidos), durante o Folio e que depois continuou noutros grandes eventos também em encontros de grupos. A pandemia abrandou o negócio mas, recentemente, os parceiros voltaram a juntar-se, com os sócios do hotel, os irmãos Carlos Martinho e Zélia Martinho, a alugar o restaurante aos também irmãos e sócios, Luís e Ana Lisboa, responsáveis também pelo Restaurante Lisboa.
O restaurante Lumen está aberto diariamente, entre terça-feira e domingo, ao almoço, com o conceito buffet. Com capacidade para 45 pessoas e uma esplanada com mais 40 lugares, o Lumen disponibiliza diariamente dois pratos de carne, dois pratos de peixe e uma opção vegetariana, a que se juntam as entradas, saladas e sobremesas. O valor do buffet é de 15 euros por pessoa (sem bebidas) de terça a sexta-feira. Aos fins de semana o valor é de 20 euros por pessoa, com bebidas da casa incluídas. O restaurante tem uma oferta gastronómica, que une a cozinha tradicional portuguesa às novas tendências de sabores. O bacalhau, cozinhado de diversas formas, acaba por ser uma constante na ementa, que também aposta nos produtos da região.
Para acompanhar a refeição, a carta de vinhos contempla castas nacionais, com destaque para as sugestões da região vitivinícola do Oeste de Portugal.
Diariamente existem dois pratos de carne, dois de peixe e a opção vegetariana
Ao fim-de-semana, quando há grupos, abrem a sala Antonius, situada no piso inferior e com capacidade para 200 pessoas. Também ao fim-de-semana, e feriados, continua aberto o restaurante Lisboa, na Zona Industrial das Caldas.
“Percebemos que o conceito de buffet é o melhor para o turista, que prefere ter mais tempo para passear pela vila e ocupar menos tempo com a refeição”, explica Luís Lisboa. No que respeita a grupos, até ao final do ano já têm na ordem das 1600 pessoas que vão ser servidas pelo restaurante, que já estavam marcadas pelo Hotel Josefa d’Óbidos, às quais acrescem os do restaurante Lisboa, que está fechado durante a semana.
Com entrada autónoma e externa, a partir da Rua João da Silva, ou interna, através do Josefa d’ Óbidos Hotel, o Lumen funciona, durante a semana, entre as 12h00 e as 15h00, e ao fim de semana, entre as 12h00 e as 16h00.■
Caldeirada especial à Lumen Restaurante & Esplanada
2 postas tintureira, 2 postas de raia, 1 lombo de tamboril , 2 postas de safio, 6 camarões 20/30, 200 gramas de amêijoas, 6 cebolas médias, 4 tomates maduros, 1 pimento verde, 6 dentes de alho, 1 folha de louro, 6 batatas para cozer, 1 ramo de salsa, azeite q/b, sal/pimenta q/b, 200 ml vinho branco, 100 gramas de pasta de tomate
Preparação
Num tacho de fundo largo colocar azeite (quase a preencher o fundo), cobrir com cebola às rodelas, 2 dentes de alho laminado e algumas amêijoas
Preparação
De seguida, colocar o pimento em tiras, o tomate e a batata às rodelas. Montar tudo por camadas seguindo a primeira sequência. Sendo que, o peixe será o último ingrediente a ser colocado.
Cozedura
Deixar ferver e apurar sabores em lume médio. Os camarões, e as restantes amêijoas, são colocados a 3 minutos do fim juntamente com uns raminhos de salsa.
Finalização
Não esquecer de verificar o sal e a pimenta.
Diárias e petiscos são marcas deste novo espaço, que abriu pelas mãos de Ana Flores e Sónia Fernandes
A Tasca Bordallo, na Cidade Nova, nas Caldas, reabriu no início de abril, com uma nova gerência. Ana Flores e Sónia Fernandes, ambas formadas em Cozinha, associaram-se para apostar nesta localização.
Na Tasca Bordallo a aposta é na cozinha tradicional portuguesa. Trabalham com um prato diário e à carta, mas também com os petiscos. O horário deste restaurante, aliás, é disso exemplificativo. É que abrem às 10h00 e encerram às 00h00, de terça-feira a sábado. Ao domingo fecha às 16h00. “Estamos abertos durante a tarde para os petiscos”, realça Ana Flores. A folga semanal é à segunda-feira.
“Vamos trabalhar muito com produtos regionais”, disse a empresária, realçando a qualidade dos produtos existentes na região. O marisco da Lagoa de Óbidos é um exemplo.
Diariamente, na Tasca Bordallo, é possível encontrar sopa de peixe e ao domingo o cozido. Em termos de petiscos, realçam-se as Provas no Alguidar, as Petingas à Tasca, a Tibornada de Polvo, a Salada de Orelha, as Iscas à Portuguesa ou o marisco.
Nas sobremesas, todas caseiras, salientam que o doce da casa não é o que se costuma esperar. “É uma trouxa de ovos com laranja caramelizada”, contam.
A decoração do restaurante privilegia a utilização da madeira, tanto a nível das mesas e cadeiras, como a nível de vários pormenores nesse material (como o balcão ou uma mesa feita com recurso a um barril de vinho) e mobiliário antigo.
O objetivo é que a Tasca Bordallo seja um espaço tranquilo, acolhedor e familiar para os clientes. Este restaurante tem duas salas, a primeira, com 20 lugares, e a interior, com mais 25. Depois há 16 lugares na esplanada. “No futuro pretendemos também ter esplanada nas traseiras”, esclareceu. É que, nas traseiras do restaurante está mais um atrativo: um parque infantil, “que permite aos pais estarem no restaurante e a ver as crianças a brincar numa zona segura, sem carros”, frisa. Na sala interior, que servirá também para grupos (um mercado que pretendem trabalhar), salta à vista uma parede dedicada a prestar uma homenagem aos avós das sócias, com fotografias. “No futuro gostávamos de realizar jantares vínicos e temos abertura para receber aqui exposições”, explicaram as sócias (Ana, natural de Figueira Castelo Rodrigo e Sónia, do Bombarral).
Fundada em 2016, a Tasca Bordallo localiza-se no número 13B da Rua Perth Amboy. ■
Atualmente a tasca tem duas salas e uma esplanada
Faça em casa
Uma receita de Bacalhau à Tasca
Ingredientes:
500g de lombo de bacalhau, 100g de pimentos tricolor, 120g de tomate chucha do Oeste, 100g de navalhas, 100g de berbigão e 100g de amêijoa da Lagoa de Óbidos, dois camarões 10&20 black tiger, 180g de batatas às rodelaas, 120g de cebola, 50g de louro, 0,5l de vinho branco e azeite, sal, pimenta e coentros
1 – Início
Refogar
Refoga-se a cebola, o alho e os pimentos em azeite, pingando com vinho branco. Depois da fervura adicionar o louro e o tomate.
2 – Juntar
Bacalhau e marisco
Adicionar o bacalhau, temperar a gosto e deixar refogar. A meio do refogado, juntar o marisco ao natural,
3 – Desligar o lume
Retificar
Dois minutos depois desliga-se o lume, tira-se a tampa e são colocados os coentros. Retifica-se o tempero.
4 – Finalizar
E servir
Fritar as batatas às rodelas. Depois é só servir o bacalhau e marisco por cima das batatas.
Abriu o Real Balcão 5, um novo restaurante e mercearia que mantém mobiliário da icónica loja de ferragens
Hoje, entrar na antiga loja do Thomaz dos Santos, no Largo Heróis de Naulila é uma viagem interessante. Ali funciona, desde a última semana, uma cervejaria, restaurante e mercearia que presta homenagem ao fundador da empresa e à icónica loja de ferragens que ali funcionou durante décadas.
Grande parte do mobiliário de um estabelecimento tão familiar aos caldenses e não só, foi mantido. As prateleiras, agora iluminadas e o grande balcão de dez metros foram mantidos, com uma pedra de mármore colocada em cima, o chão e o tecto foram recuperados, mas um dos grandes pormenores que se realça são as icónicas gavetas de ferragens, que aqui ganham um aspeto museológico.
O design foi do caldense Daniel Rebelo, que procurou manter e valorizar a história e identidade da casa, dando ao espaço um traço de contemporaneidade e de conforto.
O Real Balcão 5 é um restaurante, cervejaria e mercearia, onde é possível encontrar produtos regionais, como marmeladas, compotas e mel, mas também sal de Rio Maior. A cervejaria foca-se nos petiscos e no marisco e tem uma vantagem: é que tem cerveja pasteurizada em dois grandes depósitos e que, desta forma, não necessita de gás artificial. Mas o Balcão 5 funciona também como restaurante, com refeições diárias, onde se destacam o Bife à Balcão, mas também o Arroz de Marisco, o de Cabidela e o Arroz de Pato à Antiga. Aberto entre as 10h30 e as 24h00.
É o segundo restaurante da dupla de empresários que tem sociedade há 7 anos
Esta nova oferta resulta da aposta de Tiago Cardoso e Miguel Santos, dois jovens riomaiorenses que são sócios, formalmente, há sete anos, desde os 20 anos, sendo que, informalmente, esta sociedade nasceu muito antes. Colegas e amigos desde os três anos, a dupla enveredou pelo caminho da cozinha, formando-se na área. Depois de concluídos os cursos, aliaram-se para abrir uma empresa de produção e distribuição de produtos alimentares (com grande foco na pastelaria ultracongelada), no Landal, agora a funcionar em Rio Maior. Entretanto veio um restaurante e um quiosque em Óbidos e, dois anos depois, o Balcão 5, naquele que é o maior investimento da empresa. “É um investimento de cerca de 150 mil euros na recuperação de toda a loja e mobiliário e na decoração”, revelaram. “Não é, para nós, mais um restaurante”, notaram, salientando a identidade única do espaço e a história e personalidade do fundador da empresa. “Caldas necessitava de um projeto como este”.
Foram criados 10 novos postos de trabalho, sendo que o grupo já emprega cerca de 40 pessoas. ■
Faça em casa
Ingredientes: bife de 200g de atum, sal, pimenta, óleo de sésamo, vinho branco, uma colher de sopa de manteiga, uma colher de café de pasta de alho, maionese de choco e lima
1º Temperar os bifes
Temperar os bifes com sal, pimenta e óleo de sésamo.
2º Corar o atum
Corar numa frigideira quente com um fio de azeite os bifes temperados (30 segundos de cada lado)
3º Adicionar Manteiga e pasta de alho
Juntar uma colher de sopa de manteiga e uma colher de café de pasta de alho
4º Refrescar Vinho branco
Refrescar com vinho branco e adicionar uma colher de sopa de molho de soja. Retirar os bifes, cortar em cubos
5º Cortar e empratar
Empratar com o molho e juntar a maionese de choco e lima e os rebentos de coentros
Mais de 23 mil pessoas seguem a página de Instagram que criou há cerca de um ano e onde partilha as receitas
Foi em janeiro de 2022 que a caldense Marina Silva criou a sua página de Instagram dedicada a partilhar as receitas veganas que procurava para si. Na altura, procurava evitar o consumo de carne, mas não encontrava muitas receitas. “Sentia que era sempre a mesma coisa, saladas, massa com vegetais e coisas com pouco valor nutricional”, recorda. “Queria ter mais opções”.
“Sempre gostei bastante da área da cozinha, a minha mãe teve um restaurante e eu ajudava e também guardo muito boas memórias de momentos afetivos em família, de fazer bolos com os meus irmãos e a minha mãe ao fim-de-semana”, lembra. “É uma coisa que vem de família e agora gosto cada vez mais!”, exclamou, em conversa com a Gazeta das Caldas.
As receitas são 100% veganas, sem produtos de origem animal. Um conceito que, aliado à criatividade nas receitas e ao cuidado na edição das publicações, suscitou o interesse de milhares de pessoas. Em setembro deu-se a explosão, com duas receitas a chegarem a milhares de pessoas: o Caril de Grão com Manga e a One Pot Pasta. Ideias não faltam, desde a feijoada à portuguesa ao empadão de lentilhas. Ainda não tinha chegado ao final do ano e já tinha duplicado o objetivo inicial de 10 mil seguidores num ano.
Marina Silva gosta também de recriar pratos e sabores que são familiares às pessoas, mas sem o peixe ou a carne que tradicionalmente teriam. O Tofu à Lagareiro é um exemplo.
A trabalhar como assistente administrativa, esta jovem caldense aproveita os fins-de-semana para… trabalhar, mas neste seu gosto. “Ao sábado fico o dia todo a cozinhar e a gravar e ao domingo a editar, fazer áudios e preparar tudo para ir publicando os vídeos durante a semana, porque trabalho”.
Entre os vários projetos em que colabora, recentemente esteve a cozinhar no meio da floresta, no projeto Brunch in The Woods, de uma marca alcobacense que está a desenvolver uma manteiga vegetal à base de azeite. Outro será a participação no Pela Terra na Cozinha, no dia 16 de abril, às 11h30, com uma live a ensinar a fazer Tofu Agridoce. Este é um projeto pensado por Flor Oliveira e Luísa Ferreira para assinalar o Dia da Terra e conta com 30 chefs, nutricionistas, bloggers e outros, a partilharem uma receita. São 30 dias, 30 pessoas e 30 receitas.
O objetivo inicial tem sido conseguido. Esta caldense tem mostrado “que é possível ter comidas saborosas sem estar sempre a comer carne ou peixe”. ■
As receitas são feitas com produtos sem origem animal
Faça em casa
Uma salada de Quinoa e Grão de Bico para a Primavera, à Marina Silva
Ingredientes: 200gr quinoa cozida, 150gr grão de bico, um pimento vermelho, um pimento amarelo, uma beringela, morangos, salsa e coentros
1 – Preparação
Base de pimentos e beringela
Cortar os pimentos e a beringela em pequenos pedaços
2 – Temperar
Azeite e sal
Temperar com um fio de azeite e sal e levar ao forno aquecido a 200º até ficarem bem cozinhados (cerca de 30/40min)
3 – Juntar
Ingredientes: Num prato ou taça colocar quinoa a gosto, o grão de bico, os legumes assados, morangos, salsa e coentros picados
4 – Adicionar
Tempero: Juntar o tempero, preparado com azeite, sumo de 1/2 limão, um dente de alho ralado e sal e desfrutar
Restaurante que aposta na variedade em pequenas doses e quantidade à discrição abriu portas recentemente na Usseira
À mesa chegam seis ou sete doses de entradas, três de peixe e três de carne, para duas pessoas. É assim o rodízio tradicional no restaurante Rodízio d’Óbidos, que abriu portas recentemente na Rua Manuel Teotónio, 45-47, na Usseira, onde já antes foi o Manjar de Óbidos.
A aposta no conceito é do casal Alexandra Figueiredo e Raul Gaspar, que tinha um restaurante buffet em Sesimbra e que, durante a pandemia, optou por fechar e mudar de conceito e também de “ares”. Começaram à procura de novas localizações para se instalar e este espaço de restauração e também a localização seduziu-os a mudarem-se para o Oeste, deixando para trás a opção de investimento na Praia da Rocha (Algarve).
A curiosidade tem levado muitos clientes ao restaurante, alguns deles a voltar regularmente, para provar os diferentes pratos que vão fazendo parte da ementa, como é o caso da dobrada, arroz de polvo, pataniscas com arroz de feijão, peixinhos da horta, gambas à Brás, bochechas de porco estufadas, diversos pratos de bacalhau ou grelhadas. Existe o rodízio tradicional, com os pratos de gastronomia portuguesa, mas também o de marisco, com sapateira, camarão cozido, búzios, percebes, entre outros.
“Aqui as pessoas vão encontrar aquilo que esperam de uma comida caseira e de conforto”, conta Alexandra Figueiredo, acrescentando que, em vez de terem o conceito de self service, são eles quem coloca um pouco de tudo o que têm na cozinha no prato do cliente, em pequenas porções. E os pratos variam em todas as refeições e o cliente pode “repetir as vezes que quiser”. As sobremesas, também são caseiras, e há uma grande variedade.
Atualmente, além do casal, trabalham no Rodízio d’Óbidos mais seis pessoas para assegurar o serviço na cozinha e o atendimento na sala. Um número insuficiente para garantir uma resposta eficaz, mas Raul Gaspar tem “sentido muita dificuldade em arranjar mão de obra”, contou à Gazeta das Caldas.
No próximo dia 2 de abril à tarde terá lugar uma matiné com música ao vivo, uma aposta na animação que deverá ter continuidade, também com noites de fados. Brevemente contam abrir o bar, que contará também com animação.
O restaurante, com mais de 100 lugares sentados, está aberto de quarta a segunda-feira, para almoços e jantares. ■
Mítico espaço nas Gaeiras mudou de nome e gerência ao fim de 47 anos, mas pretende manter-se local de convívio para os gaeirenses
O café e restaurante O Lar, nas Gaeiras, o popular “café do Armando”, deu no passado mês de fevereiro lugar ao Retiro dos Cubanos, um projeto liderado pela gaeirense Diana Almeida, que junta a mãe e a sogra e que pretende continuar esse legado de O Lar, com um espaço de referência nas Gaeiras e para os gaeirenses.
Assumir a gerência após 47 anos de legado da família de Armando Sousa é uma responsabilidade, mas que Diana Almeida decidiu agarrar. “Foi num ambiente de convívio, de lazer entre amigos que surgiu a oportunidade e uma proposta que nos interessou e que permitiu juntarmo-nos em família para apresentarmos as nossas especialidades neste ambiente tão famoso”, conta.
O nome, Retiro dos Cubanos (alcunha dos gaeirenses) foi escolhido porque o objetivo é que o espaço seja ponto de reunião para as gentes da terra, e para quem a visita. “Era assim com O Lar, queremos que continue a ser assim como Retiro dos Cubanos”, salienta Diana Almeida.
De resto, além de ser um espaço de cafetaria e restauração, a nova gerência pretende organizar eventos. “Queremos ter tertúlias, noites de fados, jantares temáticos com música ao vivo, de modo a que os clientes possam estar sentir-se aqui bem, aliando isso à nossa cozinha”, realça.
Cozinha que alia a tradição portuguesa com cozinha de assinatura. “Apostamos na qualidade, numa comida de conforto e com um toque especial”, aponta.
O espaço funciona de segunda a quinta-feira das 7 horas da manhã às 8 horas da noite. Começa com os serviços de pequeno almoço na cafetaria, com bolos do dia, sandes e outras propostas. Ao almoço funciona com prato do dia, com as propostas da cozinha tradicional, e ainda com os pratos de assinatura, dos quais se destacam o Naco Cubano, uma peça alta que é selada e finalizada “no nosso molho especial”, ou o Arroz Selvagem (na foto abaixo), um salteado legumes que acompanha também com gambas.
De tarde, são servidos petiscos, com destaque para o frango frito que é uma receita de família, ou o Trio Especial Cubano. À sexta-feira e sábado, o horário alarga até às 22h30 para o serviço de jantares.
Há ainda a destacar que a sexta-feira é dia de Cozido à Portuguesa e, ao sábado, é servida Sopa de Peixe. ■
O Arroz Selvagem é uma das especialidades
Camarões flamejados com sementes
Ingredientes:
10 Camarões
Alho
Coentros
Margarina
Azeite
Louro
Piri piri qb
Sal qb
Mistura de sementes
1 – Preparação
Descarcar: Comece por descascar os camarões, deixando a cabeça
2 – Cozinhar
Saltear: Numa frigideira, colocar um fio de azeite, uma noz de margarina, o alho, o louro e juntar os camarões, temperando o sal e o piri piri a gosto
3 – Aquecer o ambiente
Flamejar: Finalize com as sementes, que vão dar crocância ao prato e, no fim, coloque um cálice de bebida espirituosa a gosto e flameje
4 – Servir
e degustar: Servir com uma salada de mistura de alface e rúcula
Localizado no edifício do Turismo, o Coletivo é um novo restaurante que, na verdade, são… quatro!
Abriu recentemente o Coletivo, um novo restaurante no edifício do Turismo, ao topo da Praça da Fruta.
O Coletivo é uma aposta dos Chefs em Casa, empresa fundada por Tatiana Henriques há mais de uma década. “Na altura nem se sabia bem o que era o delivery, mas os Chefs nasceram como sendo o primeiro serviço de entrega de comida, de vários restaurantes da cidade”.
A ideia dos Chefs nasceu de uma constatação: a única comida que era possível encomendar para receber em casa nas Caldas eram as pizzas. “As parcerias foram crescendo, os clientes aderiram, a equipa aumentou e foi toda uma década de desafios”.
Dez anos depois apostaram numa cloudkitchen, uma cozinha de produção, onde pode existir um ou mais restaurantes ou conceitos, a trabalhar exclusivamente para take away e delivery.
Foi durante a pandemia que “surgiu a ideia de explorar tipos de comida que ainda não existiam na cidade”, conta. E assim foi. Agora, dado o sucesso da cloudkitchen, decidiram apostar neste novo conceito, o Coletivo, num espaço nobre da cidade, em frente à Praça da Fruta. “A localização é perfeita e estamos muito felizes por estarmos no coração da cidade, perto dos nossos principais parceiros, com uma vista única”, salientou Tatiana Henriques, acrescentando a proximidade com as obras bordalianas.
Esta aposta permite também que os Chefs conheçam “pessoalmente os nossos clientes de anos, receber, acolher e partilhar momentos”.
O Coletivo tem algumas particularidades. Uma delas é que não é um restaurante… são quatro! Aqui coabitam as cozinhas do àBraz com todos, do El Bicho – Sabores Mexicanos, do Hmmmmburguer – carne maturada e ainda da Shico Pregaria. Uma grande diversidade de opções, que já era explorada na cloudkitchen.
A sala, que tem 32 lugares (mais 20 no exterior), destaca-se pela decoração cuidada. O logótipo é… uma couve típica da louça caldense.
Para o futuro pretendem desenvolver um cartaz cultural com eventos, exposições, performances, entre outros. “Fica aqui o convite para quem quiser expôr, fazer workshops, formações, concertos, teatro”, referiu.
O Coletivo está aberto entre terças-feiras e sábados, durante todo o dia. É que, além de restaurante, o Coletivo também funciona como café. ■
No mesmo espaço é possível encontrar quatro conceitos diferentes
Faça em casa
Braz de espargos e cogumelos, para uma pessoa
Ingredientes:
20+30g de azeite; 150g de cogumelos; 80g de cebola; quatro espargos de tamanho médio; 100g de batata palha, dois ovos (ou 100g de ovo líquido), sal e pimenta q.b., 7g de alho picado, 20g de parmesão ralado e 20g de pickles de cenoura
Preparação
Saltear: Comece por saltear os cogumelos com sal, pimenta, alho picado e azeite e reserve-os. Adicione a batata palha e mexa gentilmente.
Saltear
Cebola e espargos: Na mesma frigideira, refogue a cebola e os espargos cortados, tempere com sal e pimenta.
Juntar
Batata palha: Depois de refogados os espargos e cebola, junte os cogumelos e adicione as batatas.
Finalizar
E servir: Desligue o lume e adicione os ovos batidos e mexa até obter a consistência desejada. Finalizar com pickles de cenoura e parmesão ralado e… servir!
Novo espaço de restauração recorda a História de Alcobaça, com vários apontamentos ligados a memórias do concelho
Ordem é o nome do novo espaço de restauração que abriu em Alcobaça, no número 75 da Rua Frei António Brandão, onde outrora foi o Café Arco-Íris e, depois, o histórico Café Paris.
No novo restaurante é possível encontrar vários objetos que são referentes a Alcobaça. Numa grande vitrine vemos, por exemplo, pratos com rótulos de empresas alcobacenses de outros tempos, vemos um cinzeiro do café Arco-Íris que começou a laborar neste mesmo local em 1931, entre outras referências. Em breve será também possível ver uma coleção de rótulos da fruta alcobacense que era enlatada no século passado.
O restaurante Ordem é uma aposta de José Miguel Gedeão, João Gonçalo e Joana Lisboa, três alcobacenses de gema, que viveram a sua meninice em frente ao Mosteiro e que agora abriram um restaurante criando três postos de trabalho.
José é cozinheiro profissional há cerca de sete anos e, depois de estagiar e trabalhar em diversos restaurantes de renome, quis abrir o seu próprio espaço. Entretanto, foi desafiado por João e decidiu avançar. Só que atravessou-se uma inesperada pandemia, que adiou o concretizar desta ideia. Agora, a Ordem já trabalha e neste espaço, com apenas 22 lugares, é possível encontrar a gastronomia tradicional portuguesa, mas com toques de modernidade. Há petiscos e opções vegetarianas e veganas. “Trabalhamos muito com os produtos da época”, salienta José Gedeão, esclarecendo que, com a abertura deste restaurante procuraram colmatar uma lacuna: a dificuldade de encontrar um sítio para petiscar fora das horas das refeições. Daí que o horário seja das 12h30 às 23h00, entre terças-feiras e sábados.
O espaço conserva ainda uma mesa muito especial: “diz-se que aqui, nesta mesa, o Zeca Afonso escreveu muitas das suas músicas”, realçam os empresários, também eles com uma vida ligada à música.
O antigo café Paris necessitou de bastantes obras para abrir agora como restaurante. A instalação elétrica, as canalizações e o chão são novos e foi preciso construir uma segunda casa de banho, uma vez que tinha apenas uma. Na decoração, em tons de azul e cinzento, destaca-se um grande balcão de madeira, com a palavra “Ordem” escrita.
A hipótese de fechar o espaço para grupos é uma mais-valia e tem sido uma opção muito procurada. Outro atrativo é a proximidade do mosteiro. ■
Com 22 lugares, existe a possibilidade de fechar o restaurante para grupos
Faça em casa
Tataky de Atum com Escabeche de Maracujá à José Miguel Gedeão
Atum fresco (cortado em tataky), cebola roxa, polpa de maracujá com sementes, sementes de sésamo, vinagre de maçã e azeite
1 – Preparação Escabeche
Cortar a cebola em meia lua e estufar em lume brando com o vinagre a gosto até ficar cozinhada
2 – Adicionar Polpa de Maracujá
Adicionar a polpa de maracujá ao preparado e deixar levantar fervura
3 – Preparar Atum
Levar uma frigideira anti-aderente ao lume com um pouco de azeite. Passar o atum pelas sementes de sésamo. Selar o atum a gosto.
4 – Finalizar Empratar
Selar o atum a gosto e, depois, fatiar. Por fim, empratar e… servir.
O novo restaurante que abriu recentemente na movimentada artéria da cidade explora a gastronomia japonesa
No final do último ano abriu no número 17 da Rua Engenheiro Duarte Pacheco o Tokyo’s Sushi, um novo restaurante que explora a gastronomia tradicional japonesa, em especial o sushi.
Shohel, que veio do Bangladesh para Portugal há sete anos, é o manager do novo restaurante. “Os portugueses são muito simpáticos e são pessoas boas” refere este imigrante que quando veio para o país começou a trabalhar na área da restauração ligada ao sushi e ganhou o gosto. “Gostei muito e fui aprendendo mais e mais”, explicou à Gazeta das Caldas.
Para abrir o primeiro Tokyo’s Sushi decidiram apostar nas Caldas, naquele que esperam que seja o primeiro de vários espaços com este conceito. A aposta na cidade termal explica-se porque as Caldas “tem muita gente, são cerca de 50 mil pessoas, e porque tem apreciadores de comidas diferentes e saborosas”.
Neste novo restaurante é possível encontrar, por exemplo, Temaki, Sashimi, Hosomaki, Hot Rolls, Uramaki e os famosos combinados.
Nas entradas destaca-se a sopa miso, mas também as gyozas e ainda o bem português pastel de bacalhau ou as lulas fritas.
A localização, perto da Praça 25 de abril, do Terminal Rodoviário e dos Correios, numa artéria muito movimentada e bastante caraterizada pelos serviços, é um trunfo para este novo negócio, acredita Shohel, que é também o chef do restaurante.
“É importante estar localizado no centro da cidade e também é importante que o restaurante tenha o parque de estacionamento subterrâneo tão próximo”, salienta o manager.
O Tokyo’s Sushi está aberto todos os dias menos à quarta-feira, que é a folga semanal. Para os almoços, o restaurante abre sempre às 12h00 e funciona até às 14h30 e depois abre para os jantares entre as 19h00 e as 22h30.
Além dos 40 lugares sentados de lotação que existem no interior do espaço, o Tokyo’s Sushi trabalha também em take-away, com diferentes opções: desde as encomendas por telefone até às redes sociais (onde disponibilizam a ementa), passando pelos serviços de entrega, como Glovo e Uber Eats.
Com a abertura deste espaço, que não necessitou de grandes obras, uma vez que já funcionava como restaurante anteriormente (mantendo-se, por exemplo, o balcão de mármore preto), foram criados três novos postos de trabalho, incluindo o próprio. ■
Faça em casa
Uma Sopa Miso à Tokyo’s
Sushi para saborear em casa
Ingredientes: meio litro de água, 50g de pasta miso, meia colher de hondashi, wakame a gosto, 4 a 5 peças de tofu, alho francês e cebolinho picados a gosto
1º – Preparação
Colocar a água a aquecer até ferver
2º – Preparar os ingredientes
Alho francês e cebolinho
Cortar o tofu e picar o alho francês e o cebolinho e conservar
3º – Adicionar
Juntar a pasta
Juntar a pasta miso à água quando esta estiver a ferver e deixar cozer
4º – Terminar…
… e servir!
Juntar o hondashi e também o alho francês e o cebolinho. Deixar por uns minutos e servir.
Micael Agostinho tem 30 anos e a sua partilha de receitas de sandes atinge os milhões de visualizações.
De uma forma espontânea, como o próprio, foi assim que surgiu a loucura dos milhões de visualizações nas partilhas de receitas de sandes que Micael Agostinho fazia no Tiktok. As sandes são uma comida rápida, para quando não tem muito tempo e o início, em abril, foi algo natural, numa fase em que até estava mais desmotivado e, por incentivo da sua namorada (que está a terminar um mestrado em Psicologia e com quem vai casar em agosto), começou a partilhar receitas.
“Foi para me reconectar com a cozinha e para me divertir”, conta. A primeira receita foi o “Hambúrger da Meia-Noite”, uma receita muito simples, que fazia, precisamente, quando chegava a casa do trabalho já fora de horas. “Era uma coisa simples, com carne congelada”, recorda. Os primeiros vídeos foram sempre crescendo em visualizações, mas os milhões (seis milhões num vídeo, para sermos mais precisos), esses chegaram com a partilha de uma sandes de queijo brie que combina o doce e o salgado, incluindo nozes, mel e bacon. “A simplicidade das receitas, a facilidade de replicar, e a qualidade” são os fatores distintivos.
O beneditense é chef da cozinha da marisqueira Antiga há seis anos
Atualmente, por motivos profissionais, mas também pela organização do casamento, o jovem tem estado mais inativo no Tiktok, mas pretende continuar este trabalho, no qual, admite, já investiu tempo e dinheiro. A residir na Maia, Micael Agostinho tem um percurso curioso: no secundário não gostou do curso de Ciências e Tecnologias e decidiu experimentar a cozinha, na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste. “Fomos inaugurar a escola, no ano em que abriu”, lembra. “Não tinha paixão nenhuma pela cozinha”, afirma. “O gosto ganhei-o no meu primeiro estágio e quando fui ganhando mais conhecimento fui-me apaixonando”, diz.
Depois de dois estágios em hóteis da região e de uma curta experiência profissional num resort do Bom Sucesso, foi para o Norte, estudar na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto. “Quando estudava nas Caldas fizemos uma visita ao Porto e eu disse que para o ano estaria ali” e assim foi! Depois fez uma experiência no 100Maneiras do chef Ljubomir Stanisic, antes de ir trabalhar para o Norte do país em diferentes restaurantes. Micael trabalha há seis anos na marisqueira Antiga, em Matosinhos, num regresso ao trabalho com os peixes. Ali lidera uma equipa de 14 pessoas e a gestão dos recursos humanos é mesmo a parte mais complicada, admite o beneditense, que um dia, gostaria de abrir o seu próprio restaurante.
Faça em casa
Sandes de queijo Brie – Doce e Salgada do chef Micael Agostinho
Ingredientes: 1/2 baguete, 150g de queijo Brie, 30g de noz, 50g de bacon, mel e agrião q.b.
1-Início Fritar o bacon
Fritar o bacon num sauté até ficar crocante. Depois, esmagar as nozes e aproveitar a gordura do bacon para as saltear
2-Mel Adicionar o mel
Juntar o mel e, logo
de seguida, acrescentar o bacon e misturar
3-Pão Preparar
Num sauté bem quente, torrar o pão, cortado ao meio, e, nesse mesmo sauté, marcar o queijo Brie
4-Montar a sandes E desfrutar!
Montar a sandes com os vários ingredientes e depois é só desfrutar
Novo conceito apresenta noodles, ceviche e poké. Nesta fase trabalha exclusivamente em take away e entregas.
Nas Caldas abriu recentemente o Marítimos Bowls, um novo espaço de restauração no número 1 da Rua Teixeira Lopes, perto da Escola Técnica Empresarial do Oeste (ETEO).
O conceito é simples: trazer as culinárias do mundo, com foco nos produtos do mar, dar-lhes um toque pessoal e servir, sempre em bowls (tigelas). Nesta fase inicial, por exemplo, têm receitas do Peru, do Havai, do Japão, da Tailândia e do Brasil, mas a curto prazo vão introduzir cozinhas europeias no menu.
Alguns exemplos dos pratos deste novo espaço
Este é um conceito de fast food, mas mais saudável e mais elaborada, ainda que seja rápida de confecionar e de servir e que possa ser comida em qualquer lado.
O Marítimos Bowls resulta da aposta de dois casais, os sócios Júnior Tavares e Christtian Nascimento e as esposas, Mónica Barros e Aline Nascimento, respetivamente. Estes quatro brasileiros, nordestinos, vieram para Portugal há cerca de três anos e agora abriram o seu negócio, criando desta forma quatro postos de trabalho, aos quais acrescem prestações de serviços para eventos.
Nesta fase inicial, o conceito passa por ter a porta aberta, mas apenas para receber e entregar as encomendas, no entanto, os empresários admitem que pensam, no decorrer do próximo ano, explorar a sala com a colocação de mesas e cadeiras, passando a servir no restaurante. Para tal, serão necessárias algumas adaptações ao espaço e também mais recursos humanos.
Praticamente um mês depois de abrirem, o prato mais procurado tem sido mesmo a Poké Bowl de Salmão, mas também as personalizadas, que são feitas ao gosto de cada um.
“O Caldas Food Festival foi muito importante para nós, para nos darmos a conhecer e dar a provar a nossa comida”, referiu o chef Júnior Tavares.
O local, perto de duas escolas e numa zona residencial, já era uma cozinha, pelo que necessitou de poucas adaptações. Para o próximo ano está prevista também a criação de um menu estudante.
Por agora, para encomendar, os interessados devem deslocar-se ao local, ligar para o 910 990 882 ou tratar de tudo através da internet (nas redes sociais do Marítimos Bowls ou nas aplicações de entrega de comida).
O Marítimos Bowls trabalha de segunda-feira a sábado, sendo que à segunda-feira abre apenas para os jantares (entre as 18h00 e as 22h00).
Faça em casa
Ceviche de Dourada com Abacate – receita peruana do chef Júnior Tavares
Ingredientes: 200g de filete de dourada fresca, 50g de cebola roxa, cinco tomates cherry, meia malagueta, um abacate, 50g de coentros frescos, uma lima, uma laranja e sal
1- Preparação Cortar o peixe
Cortar filetes de dourada em cubos e reservar no frio; Cortar a cebola roxa e deixar em água gelada dez minutos (reduz a acidez)
2- Picar alimentos E cortar
Picar a malagueta; picar 50g de coentros; cortar o abacate em cubos e os tomates em quatro pedaços
3- Juntar Misturar
Juntar todos os alimentos numa bowl e espremer o sumo de uma lima e de uma laranja
4- Servir E degustar
E está pronta a servir, numa bowl, esta entrada peruana que deve ser comida fresca
Depois do restaurante de cozinha de autor em Peniche, espaço traz “churrasco de parrilha” para as Caldas.
Abriu um novo restaurante nas Caldas da Rainha, no passado dia 7 de novembro, no número 2A do Beco José Soares de Oliveira, nos Casais da Ribeira, em Santo Onofre. Chama-se “D’Raiz Grill” e propõe uma ementa à base de grelhados, entre os quais se encontram carnes típicas do continente sul americano, de onde o premiado chef Alexandre Pereira, atualmente a residir no Vau, é natural. Este é o segundo restaurante que o brasileiro abre no Oeste, o primeiro tendo sido o de “D’Raiz Restaurante”, com cozinha de autor, em Peniche.
“No Rio Grande do Sul, no sul do Brasil, a gente tem o hábito de culturar o churrasco”, contou o chef, que logo aos treze anos tomou contacto com o “espeto corrido” brasileiro e com o rodízio, no restaurante dos pais. No entanto, sublinha, não é esse o conceito deste restaurante, mas antes os grelhados na “parrilha”.
A experiência de churrasco recomendada começa com as entradas, “um pãozinho de alho, uma salsicha fresca com uma farofa”, a que se segue uma picanha ou mesmo uma carne portuguesa. Há ainda peixe grelhado, sendo que o restaurante também vende por takeaway. Aos sábados há feijoada brasileira ao almoço.
O chef prima por condimentar os grelhados com molhos à base de ervas aromáticas que confeciona, como o molho chimichurri, originário do Uruguai e da Argentina e muito usado no sul do Brasil para adicionar alguma acidez à carne, cortando a gordura em que é rica.
O Chef Alexandre Pereira, de 41 anos, ao lado do argentino Agostino
Na cozinha, para além dele, conta com um nepalês, e o serviço de sala é assegurado por um argentino. No restaurante em Peniche, tem um finlandês que trabalhou num restaurante aclamado com uma estrela Michelin, no respetivo país de origem. A gestão, decoração dos espaços e serviço de vinhos estão a cargo da esposa, que conheceu na Alemanha, e com a qual se mudou para o Vau, em Óbidos, do qual esta é natural, depois de a filha nascer.
Apesar de ter trabalhado em restaurantes conceituados, como o restaurante “Sudaka”, em Berlim, no qual assumiu a posição do Chef Chakall e que foi distinguido como um dos melhores restaurantes de conceito “grill” sul americano na Alemanha, caracteriza a mudança para Portugal como “muito positiva”. Afinal, no tempo certo, sustentado pela “raiz” adquirida ao longo dos anos de formação e de experiência profissional diversificada, concretizou o sonho de ter os seus próprios restaurantes, almejando, num raio de cinco anos, criar uma escola – uma “oficina de cozinheiro” – para crianças com “menos oportunidades”.
Faça em casa
Molho chimichurri by Chef Alexandre Pereira
Ingredientes: vinagre, azeite, sal, 3 dentes de alho, 2 cebolas médias, 1 pimenta dedo de moça vermelha piri-piri fresca, ervas frescas: Salsa, coentro, hortelã e cebolinho. Ervas secas: Orégãos, salsa; 1 colher de sobremesa de pimentos vermelhos doces em pó
1- Preparação
Corte os alhos, as cebolas e as ervas frescas até ficarem bem picadas.
2- Depositar
Coloque os alimentos cortados numa tigela e, de seguida, adicione as ervas secas
3- Cobrir
Cubra as ervas com azeite e vinagre até ficarem completamente tapadas (proporção de 1 chávenas de vinagre para 2 de azeite)
4- Misturar e servir
Depois de misturar bem, coloque o molho, de preferência, num frasco de vidro, e conserve-o no frio (dura até uma semana). Perfeito para servir com carnes e peixes grelhados.
Madok é o nome do espaço, que procura oferecer uma viagem ao mundo da magia e da fantasia.
Existe, há quase um ano, em Óbidos um restaurante dedicado ao universo da magia e da fantasia. Chama-se Madok e localiza-se nos números 11 e 13 da Rua Josefa de Óbidos, no interior da vila medieval.
À entrada do restaurante, uma grande tabuleta anuncia as boas-vindas aos feiticeiros e, quando se entra, encontra-se um ambiente adequado à temática. A construção privilegia a madeira e a pedra e os tons mais escuros conferem-lhe o misticismo.
Em termos decorativos nada foi feito ao acaso e, assim, ora encontramos uma vassoura, que alguma bruxa ali “estacionou”, ora vemos os típicos caldeirões de poções a fumegar.
Há referências a Harry Potter, ao Feiticeiro de Oz, a Alice no País das Maravilhas, entre outros. Uma das que mais se destaca é o facto de a entrada para as casas de banho ser feita como se fossemos entrar em Nárnia, pela porta do armário.
A decoração do espaço faz referência ao ambiente mágico de alguns filmes
O Madok é uma aposta do caldense Bruno Alves e da bombarralense Cláudia Freitas, dois amigos de infância que partilham o sonho de ajudar crianças carenciadas no continente africano e que, depois de experiências profissionais na área da restauração, decidiram tornar-se sócios e abrir “um restaurante temático, em que quisemos implementar a magia que sentíamos que faltava em Óbidos”, explicou Bruno Alves.
O projeto desta dupla tem um prazo de cinco anos, em que pretendiam abrir um novo espaço a cada ano. Só que, logo no primeiro ano abriram dois. Primeiro o Madok e, meses depois, o Seafork, também em Óbidos. Após os cinco anos, o sonho é agarrar numa mochila e começar por combater as carências na Nigéria, especialmente ao nível da fome na população infantil.
A dupla criou já 10 postos de trabalho (incluindo os próprios), sendo que em época alta o número de recursos humanos sobe. O Madok tem duas salas com um total de 60 lugares (mais 12 na esplanada) e funciona de terça-feira a domingo, entre as 12h30 e as 00h00.
Em termos gastronómicos na carta do Madok é possível encontrar uma cozinha portuguesa com muitas influências europeias e uma fusão com cozinha moderna. O frango com laranja em cúpula com fumo é um dos pratos que causa espanto. Depois, há os cocktails, onde dão asas à criatividade, procurando servir a tal… magia, com quase 30 referências diferentes e cocktails sem álcool para os mais novos.
Faça em casa
Terra Mar
by Madok
Ingredientes: Bife de vaca (de preferência pojadouro ou vazia), camarão Moçambique, azeite, alho, manjericão, massa de pimentão, sal, pimenta, salsa e cerveja;
1-Preparação Início
Numa frigideira deixe aquecer o azeite e junte o manjericão e o camarão e também pimenta, alho, salsa e massa de pimentão;
2- Fritar O Mar
Deixe fritar o camarão durante alguns minutos, por forma a ganhar composição;
3-Acrescentar A Terra
Quando o camarão estiver frito (não translúcido), insira o bife na frigideira e deixe cozinhar ao seu ponto;
4-Adicionar Cerveja
Retire o bife, conserve-o e insira a cerveja, deixando-a apurar durante alguns momentos e continuar a ganhar cor;
5-Servir
Acompanhamentos
E está pronto a servir, acompanhado, de preferência, com batatas-fritas e salada;
Bombarralense Ana Guerreiro decidiu apostar no seu espaço, com os sabores tradicionais portugueses.
Onda Recheada é o nome do novo restaurante no número 10 da Rua da Caridade, uma paralela da Avenida 1º de Maio, perto do BPI, nas Caldas.
Este novo estabelecimento comercial resulta da aposta da bombarralense Ana Guerreiro, que, no passado, já teve outros restaurantes (na zona de Torres Vedras) e que trabalhou por conta de outrém, também neste setor, na cidade termal, nos últimos sete anos e meio. Agora decidiu apostar no seu próprio negócio, assumindo os riscos de abrir uma empresa num momento de incerteza como aquele que vivemos, pós-pandemia e a meio de uma guerra, com a inflação a fazer-se sentir todos os dias.
A empresária é natural do Bombarral e abriu o seu restaurante na cidade termal, onde já trabalhava
O Onda Recheada tem 40 lugares sentados e a localização, apesar de meio “escondida”, tem a vantagem de estar muito próxima da Avenida 1º de Maio, uma zona com muitos serviços e onde existem muitos trabalhadores que procuram por refeições rápidas.
Neste caso, encontramos essa rapidez numa cozinha tradicional portuguesa onde diariamente há à escolha quatro pratos de carne, um ou dois de peixe e uma sopa. Depois fazem-se sempre bitoques, omeletes e outros. “A comida é caseira e feita na hora e as sobremesas sou eu que faço também”, contou Ana Guerreiro, notando que também tem serviço take away. “Ao domingo, entre outras coisas, é certo que há sempre o nosso cozido à portuguesa e à segunda-feira não falta a sopa da pedra”, afirmou.
O Onda Recheada está aberto todos os dias (excepto aos sábados), nesta fase apenas na hora de almoço, mas com possibilidade de reservas de grupos para jantar e estando ainda em estudo a criação de um horário noturno para servir também os jantares.
Para Ana Guerreiro, um dos objetivos é precisamente que os clientes possam apreciar os sabores tradicionais da cozinha portuguesa, “remetendo-nos para a comida das nossas mães, das nossas avós ou das nossas sogras, a cozinha de casa”. O gosto pela cozinha esse nasceu… a trabalhar! E foi precisamente em contexto laboral que aprendeu a cozinhar.
Com a abertura deste restaurante foram criados três novos postos de trabalho (incluindo a própria).
Na parede do restaurante Onda Recheada vemos uma grande pintura, de um pôr-do-sol, que já existia, mas que foi mantida, assim como as cores que decoram o espaço (onde predomina o vermelho e o cinzento).
Faça em casa
Mousse de Chocolate Caseira
Ingredientes:
– Uma barra de chocolate de culinária de 200g;
– Oito ovos;
– 20 gramas de margarina
1- Preparar
Derreter chocolate
Derreta o chocolate, tal como a margarina, e conserve os ingredientes que juntou
2- Bater as claras
Em castelo
Bata as claras dos oito ovos em castelo, por forma a passar para o passo seguinte
3- Adicionar
Gemas
Ao chocolate derretido conservado adicionar as oito gemas dos ovos que bateu anteriormente
4- Juntar
Preparar
Junte tudo às claras em castelo e volte a bater, por forma a criar mais consistência na preparação
5- Servir
A mousse
Leve ao frio e, depois, está pronta a servir a mousse de chocolate.