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Turismo do Oeste perde terreno enquanto mercado nacional continua a crescer

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Região registou 806 mil dormidas e 411 mil hóspedes entre janeiro e julho, menos 5,4% e 5,7%, respetivamente, do que no mesmo período de 2025. Caldas é uma das exceções

O turismo no Oeste registou uma evolução negativa nos primeiros sete meses deste ano, contrariando a tendência nacional. Entre janeiro e julho, os estabelecimentos de alojamento turístico da região contabilizaram 806.250 dormidas, menos 5,4% do que no mesmo período de 2025, e receberam 411.127 hóspedes, uma quebra de 5,7%. Em Portugal, pelo contrário, as dormidas cresceram 1,5% e o número de hóspedes aumentou 1,8%.

Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que a quebra no Oeste se acentuou sobretudo a partir da primavera. Depois de um início de ano praticamente em linha com 2025, as dormidas registaram uma descida de 12,6% em abril, de 15% em maio e de 11,8% em junho. Julho trouxe uma inversão da tendência, com 62.059 dormidas, mais 1,4% do que no mesmo mês do ano anterior.

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Também no número de hóspedes o comportamento foi semelhante. A região recebeu 88.713 pessoas em janeiro, valor próximo do registado um ano antes, mas as variações negativas foram-se agravando nos meses seguintes, atingindo os 14,2% em maio e 11,5% em junho. Em julho, a diferença face a 2025 ficou em apenas 1,4%.

A evolução regional contrasta de forma com o comportamento do conjunto do país. Portugal registou aumentos homólogos das dormidas em todos os meses entre janeiro e julho, com crescimentos que variaram entre 0,4% e 2,5%. No caso dos hóspedes, todos os meses apresentaram também valores superiores aos do ano passado, culminando num crescimento de 4,3% em julho.

A quebra do Oeste traduz-se também numa redução do peso da região no turismo nacional. As 806 mil dormidas contabilizadas até julho representam cerca de 1,7% do total nacional, quando no mesmo período de 2025 correspondiam a 1,9%. Nos hóspedes, a região passou de representar 2,4% para 2,2% do total do país.

Caldas da Rainha cresce
Entre os principais destinos turísticos do Oeste, Caldas da Rainha destaca-se pela evolução positiva. O concelho registou 117.292 dormidas nos primeiros sete meses do ano, mais 5% do que no mesmo período de 2025, e 55.224 hóspedes, um crescimento de 1,2%.

O crescimento das dormidas foi sustentado sobretudo pela hotelaria, que contabilizou 100.885 dormidas, mais 6% do que no ano anterior. O alojamento local recuou 6,1%, enquanto o turismo no espaço rural e de habitação cresceu 12,6%.

Caldas da Rainha apresenta ainda uma permanência média superior à registada no conjunto do Oeste: cerca de 2,1 dormidas por hóspede, contra 1,96 no conjunto da região.

Óbidos, apesar de se manter como o concelho com maior número de dormidas, foi um dos concelhos com maior quebra. Registou 145.836 dormidas, menos 9,1%, e 72.666 hóspedes, menos 8,2%. Apesar da descida global, o alojamento local cresceu 34,1% em número de dormidas, embora o aumento não tenha sido suficiente para compensar a redução de 10,9% na hotelaria e de 7,6% no turismo no espaço rural e de habitação.

Nazaré, que recebe o maior número de hóspedes, registou 127.117 dormidas, menos 7,7%, e 76.535 hóspedes, menos 7,3%. Peniche contabilizou 121.470 dormidas, menos 5,5%, e 57.316 hóspedes, menos 7%. Alcobaça teve 70.470 dormidas, uma redução de 3,7%, e 40.723 hóspedes, menos 6,5%.

Ainda que mantendo-se no fundo da tabela, o Cadaval apresenta uma evolução particular. As 7.095 dormidas representam um aumento de 35,8% face aos primeiros sete meses de 2025, mas o número de hóspedes caiu 4,9%, para 3.215. A diferença entre os dois indicadores traduz uma permanência média mais longa: de cerca de 1,5 dormidas por hóspede nos primeiros sete meses de 2025 para 2,2 no mesmo período deste ano.

No Bombarral, o INE contabiliza 9.721 dormidas e 5.220 hóspedes até julho. A comparação homóloga não é possível para o total do concelho devido à existência de dados confidenciais em vários períodos de 2025.

Hotelaria concentra a maioria das dormidas
A hotelaria continua a ser o principal segmento de alojamento turístico no Oeste, com 573.177 dormidas entre janeiro e julho, correspondentes a cerca de 71% do total regional. Ainda assim, o segmento registou uma quebra de 7,4% face ao mesmo período de 2025.

O alojamento local representou cerca de 22% das dormidas, com 175.563, ligeiramente acima do valor registado um ano antes. O turismo no espaço rural e de habitação respondeu pelas restantes 57.510 dormidas, menos 2,7%.

A evolução dos hóspedes acompanha em grande medida a das dormidas, mas a permanência média na região mantém-se praticamente estável: cerca de 2 dormidas por hóspede, tanto em 2026 como no período homólogo de 2025. A média do Oeste permanece, contudo, abaixo da registada no conjunto do país, onde cada hóspede representou, em média, cerca de 2,5 dormidas.

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