

Mas desde o 25 de Abril de 1974 e ainda com uma gestão da comissão administrativa, liderada pelo escultor José Aurélio, que Óbidos encetou por iniciativas inovadoras, que posteriormente se foram aprofundando e repetindo, transformando a vila numa espécie de “obidoslândia” à portuguesa.
Várias iniciativas desagradaram mesmo aos naturais e residentes no casco histórico, porque atraíram tanta gente, que tornaram a vila caótica nos acessos e na circulação rodoviária e mesmo viária.
Mas no meio disto tudo, com maior ou menor interesse cultural ou comercial dessas iniciativas, a vila e o seu castelo são hoje um ponto inevitável para quem visita Portugal e sai da capital, captando grupos cada vez mais numerosos de portugueses e estrangeiros, que percorrem as ruas com a nostalgia dos tempos medievais.
Recentemente foi lançada uma iniciativa de nome Fólio, um Festival Literário Internacional que inesperadamente suscitou um interesse e admiração generalizada, que deu uma nova visibilidade à vila e à região, tal a qualidade do seu programa, pouco habitual num burgo com reduzida população e com meios limitados.
Contudo, a cereja, diga-se melhor, a ginja no cimo do bolo, foi a concessão esta semana pela UNESCO do título de vila criativa, projectando Óbidos por uma nova e mais sustentada razão, no contexto internacional. E como não há milagres, Zé Povinho felicita o presidente da Câmara, Humberto Marques, bem como o empresário José Pinho (da Ler Devagar) em nome de todos aqueles, de Óbidos e de fora de Óbidos, que acreditaram e contribuíram para o êxito deste projecto literário.

Dias depois do seu desaparecimento inopinado e pouco transparente, segundo o grupo económico a que está ligado, o sr. Guo Guangchang, presidente do grupo Fosun, “está a colaborar” com as autoridades locais, não se sabendo, oficialmente, se o líder da Fosun está ou não detido para interrogatório.
Em linguagem criptada de raiz “do Império do Meio”, onde vigora um regime liderado por um partido comunista sob um sistema unipartidário, o desaparecimento do citado cidadão, pode significar que o próprio fez algumas necessidades fora do penico e que em consequência foi apertado pela autoridades que não gostam muito destas aventuras.
Dizem vários observadores económicos que o sr. Guo Guangchang, construi a sua fortuna, que levava alguns jornais portugueses a considerá-lo como o tipo mais rico da China, com o pelo do mesmo cão.
Até vésperas do fracasso da venda do Novo Banco, uma das hipóteses mais apregoadas em Portugal era que ele iria comprar aquele banco por mais dinheiro do que o exigido pelo Banco de Portugal.
A repentina crise que afectou a Bolsa de Xangai e uma tremeliqueira que o atingiu, mostrou bem quanto parecia que se estava a viver um conto das mil e uma noites. Afinal o sr. Guo Guangchang parece que não irá deixar saudades em Portugal e apenas contentou alguns amigos que se iludem com o brilho oriental… Zé Povinho só espera que não se esteja perante mais um BPN, BPP, BES, BANIF, sabe-se lá que mais…





