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Três derrotas consecutivas, três anos e oito meses depois

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Estádio Manuel Marques, Torres Vedras
Árbitro: João Marques, Assistentes: Micael Rechena e Hugo Conceição, AF Setúbal.
TORREENSE 1
Cléber; David Rosa, Fábio Santos (C), Weliton e João Lobo; Tiago Esgaio e Stephen; Boxuan (Tiago Pereira 75’), Lingfeng (Diego Zílio 45’) e Hélio Vaz (Leandro Morais 67’); Pedro Bonifácio
Não utilizados: Marcelo Deodato, Lin Yan, Bruno Sales, Dalhata Soro
Treinador: Rui Narciso

CALDAS 0
Natalino [3]; Juvenal [3], Militão [3], Rui Almeida [3] (C) e Clemente [3]; Paulo Inácio [3], André Santos [3] e Marcelo [3] (Cruz [1] 77’); Diogo Bento [3] (Filipe Cascão [3] 67’), João Rodrigues [3] e Januário [3] (Sabino [1] 86’)
Não utilizados: Luís Paulo, Tonicha, Danny Rafael, Vítor Rodrigues
Treinador: José Vala
Ao intervalo: 0-0
Marcador: 1-0 Hélio Vaz (50’)
Disciplina: Amarelo a Juvenal (76’) e David Rosa (79’)

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O derby do Oeste terminou com a terceira derrota consecutiva no campeonato para o Caldas. Nem tudo foi mau, porém, a equipa alvinegra melhorou em termos exibicionais e se tivesse concretizado as oportunidades que criou podia ter até vencido a partida.
Três derrotas consecutivas é algo que o Caldas não conhecia desde a época 2012/13. Curiosamente todas essas derrotas foram, tal como agora, pela margem mínima. A sequência aconteceu no arranque da segunda fase que apuraria o Caldas para o CNS e teve ainda outro ponto em comum. A primeira foi sofrida com José Simões ao leme, José Vala tomou então conta da equipa mas só conseguiu inverter a sequência ao terceiro jogo.
Tem sido no plano ofensivo que o Caldas tem claudicado. José Vala ainda não encontrou a fórmula perfeita para capitalizar a organização defensiva da equipa em termos ofensivos. Por norma o Caldas consegue envolver mais jogadores no processo defensivo que no ofensivo. E a tendência natural de João Rodrigues vir atrás integrar-se no jogo deixa a equipa curta quando a recuperação de bola se faz mais atrás no terreno. Uma situação que o técnico tentou colmatar nos minutos finais com a inclusão de Sabino na frente de ataque e o recuo de João Rodrigues para segundo avançado.
O Caldas tem tido poucas oportunidades por jogo, o que aumenta a responsabilidade e a pressão de quem tem situações para finalizar. Em Torres Vedras o Caldas surgiu em apenas duas vezes em situação clara de finalização, uma por João Rodrigues, ao minuto nove, e outra por Filipe Cascão, já em desvantagem no marcador.
Esta será grande parte da explicação para o mau momento da equipa em termos de resultados.
Em Torres Vedras o Caldas controlou a primeira parte. Teve essa grande ocasião por João Rodrigues, que foi a única em toda a primeira parte, embora tivesse construído mais alguns lances aos quais faltou melhor sequência.
A segunda parte, contudo, começou com outro cariz. Diego Zílio saltou do banco e agitou o jogo da equipa de Rui Narciso. Com cinco minutos na segunda parte o Torreense adiantou-se. Tiago Esgaio, que revelou grande influência no miolo dos torrienses, fez um centro perfeito para a cabeçada de Hélio Vaz.
O Caldas respondeu muito bem às alterações e foi então no pé esquerdo de Filipe Cascão que o empate esteve mais próximo. Assistido sobre a esquerda por Januário viu Cléber negar-lhe o golo e na sequência do canto outro remate que poderia dar o empate esbarrou no corpo de um defensor.

MELHOR DO CALDAS

Marcelo SantosMarcelo 3
Teve no meio campo a missão fazer a ligação com o ataque e conseguiu fazê-lo na primeira parte com alguns lances que podiam ter dado golo, nomeadamente um centro perigoso e um lance em que caiu na área, embrulhado com um defesa.

Natalino, jogador do Caldas

Natalino NascimentoDemos o que tínhamos

Desperdiçámos um lance em que podíamos ter feito o primeiro golo. Depois continuámos a lutar, defendemos bem. Despois e sofrer o golo já foi mais com o coração que com a cabeça a tentar chegar ao empate. Demos tudo o que tínhamos a dar. Está a faltar-nos uma pontinha de sorte, acho que é só o que falta. Foi um jogo tranquilo para mim, correu-me bem, vou continuar a trabalhar para continuar a ser opção.

José Vala, treinador do Caldas

Sentimos muito o golo

Tivemos mais qualidade de jogo que com o Mafra em termos colectivos e de futebol praticado. Fomos nitidamente superiores na primeira parte, não há muitas oportunidades mas há uma flagrante do João. Na segunda parte sentimos muito o golo deles. A equipa não está com os níveis psicológicos altos e a reacção não foi boa. Voltámos depois a acreditar num lance esporádico, acreditámos mas não conseguimos marcar. Temos que fazer qualquer coisa, alterámos algumas formas no nosso processo de jogo e conseguimos por isso em prática. Agora temos que ir à procura de resultados.

Rui Narciso, treinador do Torreense

Subir intensidade

Na primeira parte de-mos espaço, não estivemos tão bem como é o nosso hábito. O Caldas chegava primeiro à bola e não tínhamos velocidade na transição. O Caldas podia ter feito o 0-1, mas foi a única ocasião clara que tiveram em todo o jogo. Disse aos jogadores que precisávamos de ter mais intensidade na segunda parte, passámos a ter muito mais bola e estar mais tempo na área e fizemos golo com justiça.

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Edição #5625

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