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Escola começa para mais de 8000 alunos nas Caldas e em Óbidos

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O Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro arranca o ano letivo com 1944 alunos a frequentar os vários graus de ensino, desde o pré-escolar ao ensino secundário, abrangendo também a educação e formação de adultos. A soma inclui ainda 74 alunos que compõem as quatro turmas de Português Língua não Materna. As aulas serão lecionadas por 225 docentes e 13 técnicos especializados. De acordo com o diretor do agrupamento, Jorge Pina, estão por preencher “apenas horários temporários cujas necessidades provêm de baixas de docentes do quadro de agrupamento”, num total de 9 (3.º ciclo e secundário).
O AERBP arranca este novo ano letivo com os Centros Tecnológicos Especializados em pleno funcionamento e aposta em projetos de inovação pedagógica, como é o caso do Cientificamente Divertido (pré-escolar e 1º ciclo) a Plataforma Childdiary (pré-escolar), o Projeto Magos (1.º ciclo) e o Foco Leitura e Escrita – 1.º ciclo e Secundário. O Gabinete de Apoio à Inclusão do Aluno Estrangeiro presta ajuda a alunos de 39 nacionalidades, representando aproximadamente 17,5% do total de alunos que frequentam este agrupamento).
O Agrupamento de Escolas Raul Proença tem, neste ano letivo, mais de 2800 alunos, distribuídos pelas 11 escolas que o compõem. Os 2.830 alunos inscritos na semana passada, 694 são estrangeiros, o que se traduz numa percentagem de 24,5% dos estudantes no agrupamento.
Também entraram 105 professores dos mais de 300 que integram o agrupamento e ainda faltam colocar 14.
Este ano irá funcionar o curso profissional de Técnico de Desenvolvimento de Software e o Técnico de Sistemas de Computação e Redes. O agrupamento tem já “executado financeiramente e materialmente a 100%” o Centro Tecnológico Especializado de Informática, no valor de um milhão de euros.
Na reunião geral de professores, que decorreu na passada quinta-feira, no CCC, o diretor do agrupamento, João Silva, falou de alguns dos problemas que terão de enfrentar, nomeadamente a substituição de professores que colocam baixa médica e o reduzido número de funcionários. No que respeita à proibição dos telemóveis em sala de aula, no terceiro ciclo, decidiram aguardar pela decisão do ministério da Educação, mas irão “sensibilizar, desde já, os alunos para essa proibição”.
Já para amanhã, 18 de setembro, está prevista a realização da iniciativa “Caminhamos Juntos” pela cidade, que, pela primeira vez, não contará com a participação dos alunos do ensino secundário, que só iniciam as aulas a 21 de setembro.

Currículo internacional
O Colégio Rainha D. Leonor inicia este ano letivo com 835 alunos, divididos pelos diversos níveis de ensino, e 60 professores. A frequentar a creche e Jardim de Infância estão 153 alunos, mais 163 alunos no 1º ciclo, 100 alunos no 2º ciclo e 123 alunos no 3º ciclo. O ensino secundário é frequentado por 296 alunos, incluindo a turma que frequenta o currículo internacional Cambridge (com ensino em inglês e um currículo internacional reconhecido a nível mundial) que agora começa. Essa é, aliás, uma das novidades deste ano letivo, a par do programa “Embaixadores CRDL”. Trata-se de uma iniciativa de envolvimento parental que pretende promover uma ligação mais próxima entre a Direção Pedagógica e representantes das diferentes valências de ensino, “reforçando a cultura, os valores e o sentido de pertença à comunidade escolar”. O programa assume uma natureza consultiva, colaborativa e não deliberativa e é constituído por pais e/ou encarregados de educação convidados pela Direção Pedagógica e os que se proponham a integrar o programa, procurando assegurar representação equilibrada das diferentes valências e níveis de ensino do Colégio.

Acolhimento e integração
Este ano, a ETEO contará com cerca de 400 alunos, acompanhados por uma equipa de aproximadamente 70 docentes e formadores. Destes alunos, cerca de 140 frequentarão o 1.º ano, tendo iniciado o seu percurso no início da semana, com dois dias especialmente dedicados ao seu acolhimento e integração. No Módulo Integrador, a escola procura potenciar uma experiência de pertença, descoberta e aproximação à área profissional escolhida, através da apresentação da escola, workshops, atividades de integração, iniciativas pela cidade e contactos com empresas, instituições e profissionais.
Uma das novidades neste ano letivo é a utilização pedagógica dos Centros Tecnológicos Especializados de Informática e de Energias Renováveis, que “representam um importante investimento na modernização das condições de ensino e aprendizagem da ETEO e constituem uma oportunidade para reforçarmos a nossa aposta na inovação, na sustentabilidade e na transformação digital”, explica Ana Bento, coordenadora da Direção Pedagógica. O objetivo é que os equipamentos, tecnologias e plataformas adquiridos possam estar ao serviço dos diferentes cursos e áreas de formação, permitindo desenvolver aprendizagens mais ativas, práticas e inovadoras, reforçar as competências digitais dos alunos e aproximar a aprendizagem de situações e contextos profissionais reais.
Entre os recursos, destaque para as tecnologias de realidade virtual e aumentada, mas também de novas ferramentas de programação, gamificação e criação de conteúdos digitais. “Esta nova realidade abre também muitas possibilidades de trabalho interdisciplinar entre cursos”, explica a responsável, acrescentando que pretendem ainda que estes recursos permitam reforçar a ligação da escola às empresas e à comunidade.

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Apenas três professores por colocar
Em Óbidos as aulas estão a começar para 1620 alunos, distribuídos pelos diversos níveis de ensino. Há 277 crianças a frequentar o pré-escolar, 511 no 1º ciclo, 287 no 2º ciclo e 333 no 3º ciclo. O ensino secundário regular é frequentado por 168 jovens, a que se juntam mais 34 nos cursos profissionais e 9 num Curso Técnico Superior Profissional (TeSP). O agrupamento de escolas conta atualmente com cerca de 165 docentes e técnicos especializados, encontrando-se ainda três docentes por colocar.
Gazeta das Caldas solicitou também os dados junto do Agrupamento de Escolas D. João II e da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.

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