Quinta-feira, 12 _ Março _ 2026, 15:45
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CDS-PP exige celeridade na chegada de apoios às vítimas das tempestades

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Os deputados do CDS-PP ouviram o impacto das tempestades na região e registaram as principais necessidades

Deputados centristas reuniram com a OesteCIM e a AIRO nas Caldas da Rainha. Autarcas alertam para prejuízos generalizados em infraestruturas e habitação nos 12 concelhos

O Grupo Parlamentar do CDS-PP visitou, esta segunda-feira, o concelho das Caldas da Rainha para avaliar os danos provocados pelas sucessivas tempestades que atingiram a região Oeste. A comitiva, liderada pelo deputado Paulo Núncio, reuniu com a OesteCIM e com a AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste, que alertaram para a necessidade de os apoios estatais chegarem ao terreno com urgência.

Após contactar com autarcas, Paulo Núncio sublinhou que, embora as medidas aprovadas pelo Governo sejam “concretas, específicas e efetivas”, o fator crítico é a rapidez da execução. “A nossa preocupação agora é que essas medidas cheguem ao terreno, rapidamente, porque é agora que as pessoas precisam”, afirmou o deputado, destacando a urgência no apoio às famílias com habitação própria permanente devastada e às empresas que enfrentam dificuldades de produção.

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“Se a política não serve numa lógica de proximidade, então não serve para nada”, declarou Paulo Núncio, assumindo o compromisso de o partido acompanhar o processo de reconstrução, que prevê que demore “meses”.

Hermínio Rodrigues, presidente da OesteCIM, enalteceu a presença dos deputados e traçou um cenário severo dos impactos das sucessivas depressões atmosféricas. O autarca garantiu que “todo o Oeste foi fustigado, de Alenquer até Alcobaça”, registando-se prejuízos avultados em infraestruturas e casos de instabilidade de solos que afetam habitações, nomeadamente em Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e Alcobaça.

Embora tenha considerado prematuro avançar com um balanço financeiro global, Hermínio Rodrigues explicou que os municípios estão a validar despesas imediatas entre os cinco e os dez mil euros. O responsável deixou um apelo ao poder político central para que a região não caia no esquecimento após a fase crítica: “Não nos deixem ficar mal, não se esqueçam de nós, porque precisamos de ajuda tanto do parlamento como do Governo”.

A AIRO, representada pelo seu presidente Jorge Barosa, focou as preocupações na reativação do tecido empresarial, com destaque para o setor primário. Segundo o dirigente, a associação já recolheu mais de 750 respostas num formulário de levantamento de danos, um número que continua a crescer. E se no primeiro balanço, na primeira semana de recolha, os prejuízos se estimavam em cerca de 20 milhões de euros, o dirigente, tal como o presidente da OesteCIM, não arrisca um valor tendo em conta a extensão dos danos.
“Se nós, dentro de um ano, conseguirmos resolver todos os problemas, seremos muito felizes”, afirmou Jorge Barosa, vincando a necessidade de recuperar a capacidade produtiva das empresas da região.

Governo reuniu com OesteCIM
A OesteCIM recebeu os Secretários de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado; do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis; da Proteção Civil, Rui Rocha; e a Presidente da CCDR Centro, Isabel Damasceno, para avaliar os impactos registados no território e fortalecer a estratégia de reconstrução e resiliência dos municípios, anunciou a OesteCIM em nota de imprensa (n.d.r: os órgãos de comunicação social não foram informados da reunião).

Num momento particularmente exigente, foi sublinhado que é necessária “uma resposta articulada, solidária e estrutural” para enfrentar os desafios existentes no apoio aos municípios afetados, independentemente da sua classificação jurídica.

Os governantes salientaram que os fenómenos extremos tendem a tornar-se mais frequentes, pelo que é indispensável reconstruir melhor do que antes, com mais qualidade, segurança e resiliência, recorrendo à metodologia “build back better”.

O Secretário de Estado do Planeamento destacou a importância de identificar rigorosamente os prejuízos e submeter os formulários da CCDR para ativação do Fundo de Solidariedade, assim como realocar fundos europeus para responder às necessidades mais urgentes. Alertou para a necessidade de garantir “uma execução responsável do PRR, evitando perdas de financiamento” e de reavaliar investimentos inviáveis dentro dos prazos estabelecidos, assegurando a aplicação dos recursos onde obtenham maior impacto.

Para Hélder Reis, a prioridade é mobilizar o máximo de fundos europeus para intervenções urgentes e estruturantes, assegurando decisões baseadas em informação rigorosa e orientadas para a qualidade e resiliência.

Quanto às infraestruturas críticas e à resposta civil, Rui Rocha destacou a atuação exemplar dos serviços de proximidade desde o primeiro dia, referindo tratar-se de um evento sem paralelo desde a II Guerra Mundial.

A reunião na OesteCIM com os secretários de Estado Rui Rocha e Hélder Reis (ao centro)

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