Não será ainda desta vez que a região Oeste terá um construtor automóvel no território, nem que o típico e muito conhecido vento da região vai poder substituir os cada vez mais caros combustíveis fósseis como energia motriz para o transporte pessoal. A “estória” de que a OesteCIM estaria a liderar um consórcio para desenvolver um carro movido a energia eólica, publicada na última página da edição da semana passada, foi a tradicional mentira de 1 de Abril da Gazeta das Caldas.
Mas, tal como é também tradição na Gazeta, a estória tem contexto, recuperando uma invenção de um caldense na década de 90 que propunha, justamente, um sistema idêntico.
Além disso, a região tem tido, de facto, um crescimento sustentado na indústria de peças para o setor automóvel, sobretudo nos concelhos de Alenquer e Torres Vedras, sendo também conhecida a ligação da indústria dos moldes em Alcobaça a este mercado.
Quanto ao aproveitamento do vento como potencial fonte energética gratuita para combater o aumento dos preços dos combustíveis fósseis, é mesmo só uma fantasia e esbarra de frente com as leis mais elementares da física. A resistência do ar criada pelo sistema gastaria mais energia do que aquela que conseguiria recuperar…







