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Prédio cuja parede exterior colapsou ia entrar em obras

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O prédio cuja parede exterior colapsou no passado domingo na Rua Vitorino Fróis, nas Caldas da Rainha, ia entrar em obras de reparação, que tiveram que ser adiadas devido ao mau tempo. O condomínio vai agora proceder à demolição controlada do que sobrou da parede. O prédio não apresenta problemas estruturais.

O problema que levou à queda parcial da parede exterior do número 56 da Rua Vitorino Frois já tinha sido detectado pelo condomínio, explicou à Gazeta das Caldas o administrador Mário Carvalho.
Há cerca de um ano foi comunicada à Protecção Civil que a fachada apresentava uma racha. Na altura, por decisão do condomínio, foi inclusivamente criado um perímetro de segurança através da colocação de uma vedação, uma vez que o local afectado era utilizado por estacionamento.
Nessa altura foi pedido um orçamento para reparar a fenda, mas a obra não avançou logo porque a racha continuou a abrir e “percebeu-se que havia um problema estrutural”, disse o administrador do condomínio.
Em Novembro do ano passado, os condóminos adjudicaram uma proposta de reparação da parte da parede que acabou por ruir no passado domingo. O plano de obra previa ainda o reforço o reforço da estrutura de forma a proteger o resto da parede.
O início da obra atrasou porque naquela mesma parede havia uma instalação de gás natural que tinha que ser desactivada, o que só aconteceu no passado dia 26 de Fevereiro, duas semanas antes do colapso da estrutura.
No passado domingo a obra já deveria ter sido iniciada, mas não foi por influência da tempestade Félix, que estava prevista para o fim-de-semana.
Com o colapso da parede e a vistoria que se seguiu por parte da Protecção Civil e dos engenheiros da Câmara das Caldas, ficou também a perceber-se que o problema era maior do que o inicialmente previsto, que abrangia toda a parede e não apenas a parte que cedeu.

Agora, o condomínio irá proceder à demolição do que resta da parede para garantir as condições de habitabilidade dos apartamentos confinantes, intervenção que será custeada com fundos próprios. Mário Carvalho adiantou que esses trabalhos serão executados logo após a passagem da tempestade Gisela, que prevê chuva intensa e ventos fortes que impedem a execução dos trabalhos.
Só depois de concluída essa parte da intervenção as três famílias que tiveram que ser realojadas poderão voltar às suas casas. As 13 pessoas, e respectivos animais de companhia, ficaram hospedadas numa unidade hoteleira da cidade ao abrigo de um protocolo que o município criou para este tipo de situação, disse à Gazeta o comandante da Protecção Civil das Caldas da Rainha, Gui Caldas. Este protocolo garante dormida e alimentação durante 72 horas, que expiravam na quarta-feira. Como não havia condições para o regresso a casa ser antes dessa data, o condomínio requereu à autarquia a extensão do prazo de realojamento.
O comandante da Protecção Civil acrescentou ainda que a parede cedeu devido a defeito de construção, mas que o prédio não apresenta risco de colapso.

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Edição #5625

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