
Estas associações “sem dono”, geradas nos mandatos do anterior presidente, Fernando Costa, porque não gostava de empresas municipais, foram a solução para entidades dirigidas por patrões emprestados ao município, que pagava.
O novo presidente da Câmara, Tinta Ferreira, já diz que, se pudesse integrar os colaboradores das associações na autarquia (o que é ilegal), propunha a sua extinção. Mesmo assim, aceita a sua fusão, com o argumento de melhorar a eficácia e eficiência na gestão de recursos e de pessoas, podendo optimizar os custos.
Em boa hora o MVC – Movimento Viver o Concelho levou esta proposta por diante, conseguindo recolher o apoio de todas as forças partidárias, o que pode ajudar a criar uma nova forma de gerir equipamentos e cerca de três dezenas de pessoas da Culturcaldas (CCC), da ADIO (Expoeste) e da ADJ (Centro de Juventude).
Esta solução promete ser mais produtiva e barata para todos os contribuintes locais. Provavelmente terão que pensar mais largo, pois agora com a integração na Câmara do Hospital Termal, Parque e Mata, Pavilhões do Parque (tendo ficado de fora, por acaso, os Museus da Cerâmica e José Malhoa), o património municipal vai crescer e não existem recursos humanos suficientes.
Tem razão o MVC ao defender que a criação de uma única associação para a gestão dos equipamentos municipais, servirá melhor na definição de um plano integrado de comunicação, um plano de sustentabilidade, a elaboração de uma política cultural e um novo modelo de gestão. Só foi pena o tempo perdido até agora.
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Nesse ano estava o mundo em vésperas da grande crise económica e financeira mundial. E os autarcas de Alcobaça, tal como a maioria dos governantes que entraram nestes negócios, não sonhavam as reais consequências das suas decisões, que ainda hoje se estão a pagar bem caras.
Mas o intrincado processo em que o município alcobacense caiu parece mais complicado e sem saída possível, do que tudo o resto que aconteceu por esse mundo fora.
O Tribunal de Contas recusou liminarmente esses actos e inviabilizou o plano de recuperação dos empréstimos entretanto concedidos. E agora, oito anos depois, ninguém sabe o que fazer.
As finanças penhoraram o edifício do Centro Escolar de Alcobaça, devido a uma dívida ao fisco que já atingia os 246 mil euros e pretendia pôr à venda em leilão o direito de superfície sobre o imóvel.
Zé Povinho sabe que faltou o bom senso no início do processo em 2007 e 2008, mas no final a solução adoptada parece ainda mais complicada para o património público.
Alcobaça está mesmo metida numa camisa de forças de que dificilmente se conseguirá desenvencilhar. Não deveria haver alguma boa alma que conseguisse ajudar a resolver este problema em defesa do interesse comum?





