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Ano letivo arranca com novas apostas nas escolas da região

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Reforço de projetos e investimentos em inovação, tecnologia e espaços escolares marcam novo ano letivo nas escolas de Alcobaça, Peniche e Bombarral

Ficou esta semana concluído o processo do regresso às aulas nas escolas da região, com o arranque das aulas para os alunos do secundário. Nos concelhos de Alcobaça, Peniche e Bombarral, o ano é marcado por novas ofertas e projetos educativos, investimentos na modernização dos espaços e reforço de competências. Apesar de persistirem algumas necessidades de colocação de docentes, a maioria das escolas contactadas pela Gazeta das Caldas garante ter assegurados os recursos necessários para o arranque das atividades.

No Agrupamento de Escolas da Benedita, no concelho de Alcobaça, iniciaram as aulas 1107 alunos, do pré-escolar ao segundo ciclo, distribuídos pelas suas 7 escolas. Destes mais de 1100 estudantes, 125 são estrangeiros, provenientes de 16 nacionalidades. O agrupamento “conta neste momento com todos os professores que necessita nos vários ciclos e níveis de ensino, da educação pré -escolar ao 2° ciclo do ensino básico, cerca de 90 docentes”, informa a direção.

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Neste ano letivo existe uma escola em obras, tendo iniciado recentemente para substituição da cobertura. O 2.º ciclo vai contar com uma nova disciplina de Oferta Complementar dedicada ao reforço da leitura e resolução de problemas. A grande aposta assenta na presença simultânea de professores de Línguas e de Matemática e Ciências na mesma sala de aula, promovendo um trabalho interdisciplinar e holístico na promoção do raciocínio e assim contribuir para o sucesso de todos os alunos em todas as disciplinas, refere a direção do agrupamento à Gazeta das Caldas. Serão também mantidas “as iniciativas e projetos já existentes e que pretendem dar uma resposta adequada à inclusão de todos”, complementa.

O Externato Cooperativo da Benedita (ECB) começa o ano letivo com cerca de 870 alunos inscritos no 3.º Ciclo do Ensino Básico, nos Cursos Científico-Humanísticos do Ensino Secundário e nos Cursos Profissionais. Lecionam neste estabelecimento de ensino 79 professores e 4 formadores de disciplinas técnicas dos Cursos Profissionais e, não há, atualmente, “professores por colocar”, informa a diretora pedagógica, Marisa Ferreira.

Este ano letivo marca o arranque de um novo ciclo para o ECB, com a entrada em vigor do novo Projeto Educativo, que reforça a “visão de uma escola centrada no desenvolvimento integral dos alunos, na inovação pedagógica, na participação ativa no bem‑estar da comunidade”, explica. Está também a ser efetuada a candidatura ao selo “Escola que Sabe Bem‑Estar”.

Com a participação do ECB no projeto PISA for Schools, estão a delinear uma proposta de intervenção educativa com o objetivo de desenvolver competências nas áreas da leitura, matemática e ciências, reforçando práticas educativas alinhadas com os referenciais internacionais. Foi, também, reformulado o regulamento interno de utilização de smartphones e dispositivos móveis, decorrente da nova legislação, que alarga aos alunos do 3.º ciclo do Ensino Básico o regime de restrição da utilização de telemóveis e outros equipamentos eletrónicos com acesso à Internet em contexto escolar.

Ainda no concelho de Alcobaça, a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister (EPADRC) conta, neste ano letivo, com 163 alunos. Destes, 23 jovens frequentam os Cursos de Educação e Formação (CEF) e 140 os cursos profissionais. A escola profissional conta com 35 professores em funções e encontram-se ainda por preencher seis horários de menor dimensão, resultantes essencialmente de necessidades de substituição e de novas contratações.

O ano letivo 2026/2027 será “particularmente importante para a EPADRC, marcado pelo reforço e diversificação da nossa oferta formativa e por um conjunto de investimentos destinados à modernização da escola e da sua componente prática”, refere o seu diretor, José Bastos. A escola está a desenvolver intervenções de melhoria e modernização dos espaços escolares, incluindo o acesso pedonal, e a concretizar investimentos nas suas três grandes áreas estruturantes: produção animal, produção vegetal e restauração. “São áreas que se complementam e que queremos fazer crescer de forma articulada, reforçando a ligação entre a formação em sala de aula e a aprendizagem prática”, justifica.

O novo ano letivo traz também uma “aposta reforçada” na tecnologia aplicada às diferentes componentes de formação, na sustentabilidade, na inovação pedagógica e na aproximação da escola às empresas, instituições e comunidade.

Peniche
O Agrupamento de Escolas da Atouguia da Baleia (Peniche) inicia este ano letivo com 1323 alunos, distribuídos entre o pré-escolar e o terceiro ciclo do ensino básico, e 106 docentes (faltando colocar apenas um). O agrupamento pretende reforçar a internacionalização da comunidade escolar, através de mobilidades e projetos de intercâmbio europeu, e apostar na Cultura e Criatividade, através do Plano Nacional das Artes. Pretende apostar na diversificação da oferta de clubes (como os de Ambiente, Artísticos, Ciência e Proteção Civil) e de modalidades no Desporto Escolar, incentivando hábitos de vida saudáveis, o trabalho em equipa e a cidadania ativa. Também a aposta em metodologias ativas, ferramentas digitais e cenários de aprendizagem flexíveis, que colocam o aluno no centro do processo educativo, preparando-o para os desafios do futuro, são objetivos.

Bombarral
O Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, no Bombarral, iniciou o ano letivo com 1.764 alunos, entre pré-escolar (249), 1.º ciclo (481), 2.º ciclo (264), 3.º ciclo (414), e o ensino secundário (340). Neste nível de ensino, 204 alunos frequentam cursos científico-humanísticos e 136 estão inscritos no ensino profissional.
Para assegurar o funcionamento das atividades letivas estão colocados no agrupamento 156 professores, estando ainda por preencher três vagas docentes.
Entre as novidades deste ano letivo está a mudança do programa de gestão de alunos, com a implementação do Inovar+, ferramenta destinada a apoiar os processos de gestão e acompanhamento da vida escolar. A alteração enquadra-se num processo de modernização das práticas do agrupamento, que inclui também a resposta às novas necessidades formativas, nomeadamente através do Centro Tecnológico Especializado Industrial em Cozinha, Restauração e Turismo.
O agrupamento prevê ainda dedicar este ano a uma reflexão e revisão dos seus documentos estratégicos, procurando adequá-los às atuais realidades educativas e aos desafios colocados à escola, adiantou o diretor, Bruno Santos. O objetivo passa por definir prioridades e orientações para uma escola mais atual, inclusiva e participativa, reforçando a resposta às necessidades dos alunos e da comunidade educativa.

Gazeta das Caldas pediu também informação ao Agrupamento de Escolas de Cister e Agrupamento de Escolas São Martinho do Porto (concelho de Alcobaça), Agrupamento de Escolas de Peniche e Agrupamento de Escolas D. Luís de Atayde (concelho de Peniche) e Agrupamento de Escolas do Cadaval, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.

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