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Novo diretor do Agrup. D. João II salienta a importância do diálogo

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Apresentação do novo diretor, Pedro Rocha, que foi aluno e professor na escola sede do agrupamento, encheu o auditório esta segunda-feira

“O que podem esperar da mim é presença, disponibilidade para ouvir, diálogo e vontade de procurar soluções e, quando for necessário decidir, assumirei essa responsabilidade”, apresentou-se o novo diretor do Agrupamento de Escolas D. João II, Pedro Rocha, no seu primeiro discurso após tomar posse, na tarde desta segunda-feira, no lotado auditório do polivalente da escola sede. O novo diretor, eleito até 2030, salientou que não quer “fazer este caminho sozinho, quero fazê-lo convosco, com diálogo, respeito, confiança, cooperação e, acima de tudo, com vontade de fazer melhor”.

Mas Pedro Rocha havia começado por falar do que considerou “ser o mais importante, os nossos alunos, são eles a razão principal da existência do agrupamento, deste e de todos, e é um torno deles que todo o nosso trabalho deve fazer sentido, tudo o que fazemos, todas as decisões que tomamos e todos os esforços que desenvolvemos devem ter como objetivo contribuir para a sua formação, o seu crescimento e o seu futuro”.

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Pedro Rocha, que tem 54 anos, é professor de Matemática e Ciências. Caldense, leciona há 29 anos e frequentou esta escola no seu 5º e 6º ano de escolaridade. “Conheço este agrupamento, conheço muitas das suas pessoas, as suas dificuldades, mas também conheço a sua capacidade, o trabalho que aqui se faz e aquilo que conseguimos alcançar quando trabalhamos em conjunto”, frisou.

No seu primeiro discurso explicou que não quis “apresentar grandes promessas”, mas sim “assumir compromissos claros”. O primeiro é o de “uma liderança próxima, participada e baseada no diálogo, quero ouvir, conversar, perceber diferentes pontos de vista e procurar soluções com as pessoas”, disse, acrescentando que não acredita “numa direção distante, nem numa liderança feita por uma só pessoa”, pelo que pretende ter “uma equipa onde seja possível apresentar ideias, levantar problemas, procurar soluções e também discordar, porque não precisamos de pensar todos da mesma forma, o importante é conseguirmos discutir com respeito, encontrar pontos de equilíbrio e, depois de uma decisão tomada, avançar em conjunto”. Outra prioridade é o reforço da “articulação entre os diferentes ciclos. Temos diferentes níveis de ensino, diferentes estabelecimentos e diferentes profissionais, mas somos só um agrupamento” e “é importante que as transições entre ciclos sejam acompanhadas e vividas com continuidade, para que os nossos alunos sintam que fazem sempre parte da mesma comunidade educativa”. Por isso, defende, “precisamos de comunicar melhor, partilhar mais e conhecer melhor o trabalho que se faz em todo o agrupamento”. Por fim, o último pilar de atuação é o reforço da ligação do agrupamento à comunidade, porque “o agrupamento não deve estar fechado sobre próprio”.

Antes, o diretor cessante, Jorge Graça, falou dos 16 anos e sete meses de direção do agrupamento. “Faço hoje esta passagem de responsabilidade, com serenidade, gratidão e sentido de dever cumprido, consciente de que uma escola não se constrói de um dia para o outro, nem por uma só pessoa, constrói-se ao longo do tempo através do trabalho, da dedicação, do compromisso e da confiança de muitas pessoas”, afirmou, agradecendo aos que fizeram parte desta jornada e deixando votos de felicidades e sucesso ao seu sucessor, equipa e comunidade educativa. No seu discurso referiu que termina “hoje uma função que marcou profundamente” a sua vida profissional e pessoal, “mas não termino a minha ligação a esta escola, nem o orgulho de ter feito parte da sua história”, garantiu.

Maria Graça Louro, presidente do Conselho Geral, reconheceu o trabalho do diretor cessante e deu as boas-vindas a Pedro Rocha. A escolha de um novo diretor “não é uma tarefa fácil”, realçou Maria Graça Louro. “Decidir a eleição do diretor do agrupamento estava nas nossas mãos e não é uma decisão fácil”, admitiu, afirmando que acredita que “fizemos a melhor escolha”. Pedro Rocha “tem até 30 dias para apresentar a sua equipa”, esclareceu.

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