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Landal tem uma empresa de agrotecnologia

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A equipa, composta por quatro caldenses, a trabalhar

No final do ano passado nasceu no Landal a Dasystek, uma empresa de agrotecnologia fundada por João Santos, jovem empreendedor que é engenheiro mecânico e que há três anos lançou o seu vinho (o AME – Adega Maria Emília) produzido com castas locais.
Com conhecimentos na área agrícola e também na área da robótica, acabou por ser um passo natural a criação desta empresa, que nasceu com um incentivo para startups. “Montei o que eu chamo de uma equipa de elite, somos quatro pessoas, tudo engenheiros da área, todos já com mais de seis anos de experiência”, explica. E mais, são todos caldenses! João Santos é o CEO e o responsável pela parte da robótica e mecânica, João Ferreira pela arquitetura do sistema em si e software, Pedro Santos é o especialista de inteligência artificial, que é quem tem estado a fazer os algoritmos quer para a navegação, quer também para a análise dos dados e João Santos (outro!) cuja especialidade é o front end e user interface para o cliente. “E com isto nós conseguimos fechar o ciclo todo, desde a parte mecânica, a parte da estrutura, arquitetura do sistema em si, a inteligência artificial e como é que vamos depois mostrar isto tudo para os nossos clientes, temos aqui o nosso ciclo todo fechado”, realça.
Nestes meses desenvolveram uma plataforma de gestão integrada, “que permite gerir tudo o que é exploração agrícola” e interagir com as “tecnologias que já existem na agricultura atualmente, como sensores atmosféricos, sondas de solo, programadores de regas – que podem automatizar um sistema de rega ou uma estufa”. O empreendedor explica que a plataforma permite fazer a análise toda da exploração agrícola e planear as próximas ações, até porque, “no meio disto tudo, temos aqui uma layer de inteligência artificial, que é para analisar as tendências e conseguir dar-nos melhores recomendações”, como, por exemplo, sugerir que seja adiada a pulveriza da exploração porque se prevê tempo seco e não é previsível que existam problemas com pragas. A mesma ferramenta também possibilita a coordenação com equipas, criando atividades, definindo utilizadores para as mesmas e depois notificando as pessoas nas equipas através dos telemóveis. Desta forma, é possível que quando o trabalhador chega à exploração já saiba o que é que tem que fazer. Outra funcionalidade é a integração de documentação. “Eu, como agricultor, senti que a documentação era um bocadinho dispersa” e então pensaram neste sistema de organização em que “cada parcela, cada terreno, tem como se fosse a sua pequena pasta onde podemos colocar tudo o que é informação, como documentos sobre a exploração, análises do solo, análises foliares, podemos pôr lá a informação toda, que depois até ajuda a nossa inteligência artificial a afinar o seu algoritmo e, melhor ainda, se colocarmos também os mapas de produtividade, porque ela assim consegue correlacionar”.
Mas em menos de um ano, e enquanto desenvolviam a plataforma, sentiram a “necessidade de começar a criar algumas máquinas”. Se inicialmente o plano era trabalhar com máquinas já existentes no mercado, rapidamente perceberam “que não haviam tantas máquinas assim no mercado” e, como tinham as capacidades dentro da equipa, decidiram “avançar na parte da produção dos robots”. Criaram dois modelos, o DS 200 e o DS 800. O DS 200 é uma plataforma mais pequena, que vai até 200 kg. É um robot de corta-mato, é híbrido, ou seja, a locomoção é feita elétrica e depois o acionamento das lâminas é feito com motor a combustão. Quando o motor a combustão está a trabalhar, carrega as baterias. “Isto permite-nos que todas as manobras que sejam precisas fazer com a máquina, por exemplo, carregar, descarregar, passar algum sítio mais complicado, fazemos com o motor desligado e assim diminuímos o risco em muito”, explica. Já o DS 800 é uma plataforma maior, mais robusta, consegue levar até 800 kg. “Eu chamo-lhe uma plataforma multifunções”, conta. Pode, por exemplo, ser-lhe aplicado um sistema de pulveriza para pulverizar pomares e vinhas, mas também é uma plataforma que pode ser usada para transporte de cargas, como cestos da vindima, pode ser usado para auxiliar nos processos de plantação, dado que “ajuda a automatizar estes trabalhos de logística dentro da exploração agrícola”. Os dois modelos começaram recentemente a ser comercializados.
“O que nós queremos é conseguir estar perto dos agricultores, perceber quais é que são as dores que eles têm no terreno”, para que “nós possamos então ajudar a resolver esses problemas com os nossos conhecimentos tecnológicos”, afirma João Santos, notando que estão “disponíveis a fazer o desenvolvimento” de novas tecnologias que o mercado necessite. O facto de serem os próprios a desenvolver a tecnologia, dá à empresa “uma grande flexibilidade em termos de customização para os clientes”.

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