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O Poço do Zé celebrou 15º aniversário

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José Gomes e a esposa, Glória Simão, com o filho mais velho, Emanuel Gomes

Foi há 15 anos que abriu nos Casais de Santa Helena, na freguesia caldense de A-dos-Francos, O Poço do Zé, um restaurante que tem hoje 120 lugares.
A história começa há sensivelmente um quarto de século, com José Gomes, natural deste local, a assar frangos num bidon cortado ao meio, num pequeno café e mercearia que era dos pais. O sucesso foi tal que sentiu necessidade de ter um espaço para as pessoas comerem, criando então O Poço do Zé em 2011.
Comprou um terreno que era do pai, um antigo laranjal, que tinha um poço. “Recordo-me que em garoto as pessoas vinham aqui pedir uma bilha ou um caneco de água” à sua avó e depois à sua mãe, dado que não havia água canalizada e eram poucos os locais com água, pelo que funcionava quase de forma “pública” na aldeia. Também se lembra do pai contar a história da abertura do poço, com um homem dias a cavar. Depois de o pai o empedrar, “nunca me lembro de ter secado”, conta. O nome do restaurante veio desta ligação afetiva ao poço, que continua preservado, na entrada do restaurante, hoje a funcionar com uma bomba elétrica e cuja água serve apenas para lavar as batatas.
Neste terreno construiu um restaurante que privilegiou o uso da pedra e da madeira, onde se destacam as grandes vidraças que permitem ter uma ampla vista de uma paisagem bucólica. “Foi idealizado por mim”, conta o empresário.
Daí para cá o espaço tem crescido de uma para três salas, e está preparado para continuar a crescer, por exemplo, por baixo da sala, tem uma zona preparada para no futuro receber grupos e gostava também de explorar o terraço para eventos privados, mas isso será para as próximas gerações. A filha, Cristiana, sempre colaborou, e continua a ajudar quando necessário, mas tem o seu trabalho noutra área. O filho, Emanuel, é hoje o “dono” da grelha e até conta com a ajuda da sua filha, Diana, de nove anos, que colabora na sala. É um negócio familiar, com uma continuidade assegurada.
José Gomes, que continua a fazer os molhos do restaurante, sente que este foi “um bom passo” e tem orgulho no que criou. “Dá-me gosto, isto ao domingo tem mesmo muito movimento e praticamente todos os dias temos clientes que vêm pela primeira vez”, partilha.
Duas marcas destes 15 anos são uma grande palmeira que decorou com 1120 garrafas de vidro, e que atraía muitos curiosos, mas que, entretanto, teve que ser cortada. Outra é a forma como decorou a estrutura que envolve os fumeiros, numa solução estética que criou, com uma construção redonda decorada com azulejos e louça.
Quinze anos depois da abertura, o frango assado ainda é o produto bandeira e o mais procurado, mas a ementa evoluiu. Outra vertente que surgiu entretanto foi a aquisição de uma carrinha de street food, há quatro anos, que os tem levado a fazer eventos e é, também, uma forma de fazer publicidade. “Traz muitos clientes”, conta, notando que “é uma mais-valia”.
O Poço do Zé emprega oito pessoas a tempo inteiro e funciona todos os dias menos à segunda-feira.
Depois de “começar do zero” e celebrar estes 15 anos, “é uma alegria saber que tem seguimento”, admite.
ivicente@gazetadascaldas.pt

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