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Sumol Compal mostrou a colaboradores e parceiros de onde vem a fruta dos seus sumos

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Um grupo com cerca de 50 pessoas que, por norma, trabalham longe dos pomares, tiveram oportunidade de aprender a colher a maçã e todo o processo da árvore à expedição

Colher uma maçã diretamente da árvore pode parecer uma tarefa simples, mas, para quem não trabalha na agricultura, perceber quando o fruto está pronto, como o retirar sem o danificar e o que acontece depois da colheita exigem conhecimento. Foi isso que a Sumol Compal quis proporcionar a um grupo de colaboradores e parceiros, numa iniciativa que decorreu no passado dia 28 de setembro em parceria com a Frutus – Central Fruteira e que acabou com a colheita a ser oferecida ao Banco Alimentar do Oeste.
Durante a manhã, colaboradores da empresa, produtores, fornecedores, clientes e outros convidados entraram num pomar, no Peral, para colher maçãs Fuji.
A iniciativa serviu para mostrar uma jornada que se inicia no pomar e termina na mesa dos consumidores, em fruta natural, ou processada nos sumos da empresa. Na Frutus, os participantes conheceram as várias fases pelas quais passam os frutos, desde a receção e seleção até à conservação, calibragem, controlo de qualidade e expedição.
A central, criada em 1992, trabalha sobretudo com pera Rocha do Oeste, que representa cerca de 80% da produção, e Maçã de Alcobaça. Uma parte significativa segue para exportação, sobretudo para o mercado europeu, enquanto outra abastece o mercado nacional. A indústria transformadora é também um destino importante. Segundo Paulo Torres, administrador da Frutus, cerca de 10% da fruta comercializada pela central é encaminhada para a Sumol Compal.
“Ao nível do preço, uma coisa é vender para a Inglaterra, outra é vender para transformação, mas, em termos de volume, é muito significativo. Penso que a nossa central, ou outras equivalentes, venderá cerca de 10% da sua fruta para a Compal, o que é imenso”, explicou o responsável, destacando a parceria na valorização da fruta do Oeste. A pera e a maçã que não seguem para o mercado de frescos podem encontrar na indústria uma alternativa de escoamento, permitindo aproveitar uma produção que, de outra forma, teria menor valor comercial.
Paulo Torres realçou que a campanha deste ano está a ser particularmente positiva na pera, depois de três anos de produção mais fraca. O dirigente estima um crescimento de cerca de 23% face ao ano anterior, acompanhando a evolução média nacional, aumento refletido não só pela quantidade, mas também pelo calibre dos frutos.
“Em vez de frutos pequenos, temos frutos grandes e cheios de qualidade”, afirmou, considerando que as peras deste ano apresentam bom sabor e capacidade de conservação. Na maçã, as quantidades são semelhantes às de outros anos, embora os frutos estejam “um pouco mais pequenos”, mantendo, mesmo assim, a cor e a crocância procuradas pelos consumidores.
A maior produção já tem reflexo no funcionamento da central, que emprega cerca de 140 pessoas. A central teve que antecipar o funcionamento em dois turnos. “Já estamos a trabalhar a 100%, o que geralmente acontecia apenas em finais de outubro ou novembro”, explicou Paulo Torres.
Depois de colhida, a fruta pode permanecer até 10 meses nas câmaras da central. A conservação não depende apenas do frio, mas também da atmosfera controlada através dos níveis de oxigénio, dióxido de carbono e azoto, retardando o processo de maturação. A Frutus tem, atualmente, câmaras com capacidade para armazenar 250 a 400 toneladas de fruta.
Antes de chegar ao consumidor, a fruta é selecionada e calibrada. Parte do processo ainda é manual, principalmente na eliminação de fruta podre, enquanto equipamentos mais recentes fotografam cada fruto para determinar o calibre. A central dispõe também de tecnologia que permite medir o grau Brix, associado à concentração de açúcares, sem destruir a fruta, sem utilizar técnicas invasivas que inutilizariam as peças analisadas.

Uma das principais regiões fornecedoras
A região Oeste é uma das maiores fornecedoras de fruta para os néctares da Sumol Compal. Diogo Pereira Dias, presidente da Comissão Executiva da empresa, sublinha que esta é uma das três regiões portuguesas onde a Compal mais se abastece.
“Processamos várias frutas, nomeadamente pera Rocha, maçã, entre outras, originárias desta região”, afirmou. Para o responsável, a proximidade com os produtores é importante não apenas pelo fornecimento de matéria-prima, mas também para conhecer melhor a origem dos produtos utilizados pela empresa.
A empresa tem procurado associar alguns dos seus produtos às regiões de origem da fruta, como acontece com a Pera Rocha do Oeste, a Maçã de Alcobaça ou a Laranja do Algarve. A empresa mantém ainda a aposta em novas combinações e produtos associados a diferentes origens.
“Quanto mais conhecemos e quanto mais interagimos a montante da nossa operação, mais fortes somos e mais fortes são as marcas com as quais trabalhamos”, resumiu.

Diogo Pereira Dias, presidente da Comissão Executiva da Sumol Compal, e Paulo Torres, administrador da Frutus – Central Fruteira

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