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Torres Vedras mantém a liderança da região nos vários indicadores

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Concelho é o que mais empresas coloca no ranking, tendo o maior volume de negócios e maiores lucros e sendo o maior empregador

A análise por concelhos das 250 Maiores Empresas do Oeste permite perceber que o município de Torres Vedras se mantém na liderança dos rankings nos diferentes indicadores. Com 63 empresas, este concelho coloca quase tantas firmas nas 250 maiores da região como os dois seguintes (que são Alcobaça, com 36, e Alenquer, com 34).
Caldas tem 26 empresas nas 250 maiores, Lourinhã 20, Óbidos 18, Arruda dos Vinhos 16, Cadaval 12, Bombarral e Peniche têm 8 cada, Nazaré 5 e Sobral de Monte Agraço 4.
Torres Vedras é, assim, o líder nos vários indicadores, seja no volume de negócios (sendo responsável por praticamente um terço do total das 250), nos lucros (que neste município rondaram os 139 milhões de euros no último ano) ou ao nível da empregabilidade, com 8390 pessoas empregadas nestas 63 firmas.
No volume de negócios, Alenquer é segundo e Caldas fecha o pódio, com mais de 775 milhões faturados. Alcobaça, Lourinhã e Cadaval são os municípios seguintes.
Já nos resultados líquidos, Caldas é o segundo concelho com melhores números, acima dos 81 milhões de euros, seguindo-se Alenquer, Lourinhã e Alcobaça, com cerca de 56, 41 e 30 milhões de euros, respetivamente. Óbidos aparece na sexta posição, com lucros a rondar os 17 milhões de euros.
Mas seria expectável a liderança de Torres Vedras, dado que cerca de um quarto das 250 maiores são deste concelho. Quisemos, por isso, fazer uma análise mais fina e fiel e perceber os resultados quando os indicadores eram divididos pelo número de empresas constantes no ranking, o que altera ligeiramente a ordem das coisas.
O Sobral de Monte Agraço lidera a média em relação ao volume de negócios, com quatro empresas a faturarem 175 milhões de euros (uma média de 43,8 milhões de euros). Torres Vedras aparece em segundo, com cerca de 33,4 milhões, seguida de Peniche, com 32,1 milhões. Caldas da Rainha é quarto neste indicador, com 29,8 milhões de euros de média por cada uma das 26 empresas que “empresta” à listagem.
Já na média dos resultados líquidos, Torres Vedras mantém a liderança, com a Lourinhã muito próxima (acima dos 2 milhões de lucro por cada empresa). Alenquer fecha o pódio neste indicador e Caldas da Rainha aparece na quarta posição, com uma média acima dos 1,1 milhões de euros de lucro por empresa.
Na divisão do número de trabalhadores pelo número de empresas, o concelho que apresenta um valor mais elevado é o de Peniche, com uma média de 192 funcionários por cada empresa.
Segue-se as Caldas, com uma média de 145 empregados, Torres Vedras, com 133, Arruda dos Vinhos, com 126 e Sobral de Monte Agraço, onde os 503 trabalhadores das quatro empresas no ranking fazem uma média muito próxima dos 125.
O Bombarral apresenta a média mais baixa, a rondar os 46 funcionários, seguindo-se Óbidos, nos 54.

O crescimento
Depois, com estes dados, quisemos também perceber onde se registaram maiores variações, sejam elas positivas ou negativas. Por exemplo, ao nível do emprego, os maiores crescimentos, acima dos 10 pontos percentuais, foram em Arruda dos Vinhos e Peniche (no caso destes dois concelhos atingiu quase os 12%), seguindo-se Alcobaça, ainda acima dos 10%.
Na maioria dos concelhos o emprego subiu. Em Óbidos manteve-se na mesma, com 987 pessoas empregadas em 18 firmas. Só na Nazaré e no Cadaval é que se registaram descidas, de cerca de 6% e de pouco mais de 1%, respetivamente, no número de pessoas empregadas nas empresas listadas entre as 250 maiores da região.
Ao nível da variação no volume de negócios, Lourinhã foi o concelho que apresentou um maior crescimento, na casa dos quinze pontos percentuais, seguindo-se Peniche e as Caldas, ambos acima dos 12%.
Neste campo, todos os municípios registaram subidas, a mais discreta fixou-se nos cerca de 2%.
No que toca aos lucros, a Lourinhã não tem par, ao conseguir mais que duplicar os 20,3 milhões de euros de lucro apresentados no ano transato.
Cadaval apresentou também um crescimento dos resultados líquidos muito interessante, acima dos 53% face ao último ano e atingindo, dessa forma, os 11,3 milhões de euros.
O pódio do crescimento é fechado com o município das Caldas da Rainha, cujas empresas neste ranking subiram dos cerca de 57 milhões para acima dos 81 milhões de euros de lucro, o que corresponde a um crescimento a rondar os 41%.
Mudanças nos top5 concelhios
Nos top cinco das maiores empresas de cada concelho há mudanças este ano, com várias subidas e descidas, outras entradas e saídas, incluindo algumas estreias.
Nas Caldas, por exemplo, a Schaeffler “ultrapassou” a TS – Thomaz dos Santos no 2º lugar, que continua a ser liderado pela Auto Júlio (que tem duas firmas no top5). Em Óbidos a Granfer subiu de 2º para 1º e Maprico entrou para o quinto posto (saiu a Sociedade Avícola Avarela).
Já em Peniche a Omnifish entra para o segundo lugar e em Alcobaça entra a Sosi Energia, com a saída da líder do ano passado, Metalmarinha, a “empurrar” todos uma posição para cima.
Na Nazaré a MD Plastics entrou para liderar o top5, onde figura também a Lusosilica, que não constava no ano anterior, enquanto que no Cadaval a Magis Mercatus e a Manuel Querido entram, saindo a Agridistribuição e a Querido e Costa.
Já no Bombarral a FGP – Fonseca Garcia e Prazeres tomou a liderança, que era de O Melro – Frutas e Legumes, que este ano não figura no top5, onde entra a Interarroteias Supermercados.

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