Quarta-feira, 14 _ Janeiro _ 2026, 17:34
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OLHAR E VER – Honestamente

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Tudo o que é exagero cansa e tem muitas vezes o efeito contrário ao pretendido: fazer abrir os olhos e acordar os acomodados.
Refiro-me à avalanche de puro lixo que numa sintonia admirável, a comunicação social teoricamente concorrente entre si debita ininterruptamente em circuito fechado.
Dir-se-ia que nada funciona, tudo é incompetência, mentira ou corrupção.
E esta não é a realidade, mas causa uma grande sensação de desânimo, com a qual nenhuma sociedade avança.

Menos conversa e mais rapidez na justiça e ações exemplares para recuperar em tempo útil valores desviados, em vez de por toda a sociedade a pagar, tapando pela via fiscal os buracões causados seria desejável!
Mas o que realmente preocupa mais as empresas e os empresários hoje?
Sem dúvida a falta de recursos humanos e o excesso de burocracia.
É uma constatação transversal a vários sectores de atividade.
E apesar de muito abrilhantada pelas novas tecnologias, burocracia é burocracia independentemente do seu suporte.
Há a sensação de que se inventam exigências sobre exigências para justificar acréscimos de serviços e receita e multas.
Todos sabemos que a questão da escassez de recursos humanos é consequência da demografia e baixa natalidade, mas o tónus social também tem influência nessa realidade inibidora de desenvolvimento.
Voltamos ao princípio deste Olhar e Ver…
“Para grandes males, grandes remédios”
Só uma política decidida de abertura ao mundo, bem organizada e com poucos entraves burocráticos pode atrair e fixar quadros intermédios e a mão de obra que escasseiam.
Custe o que custar às corporações instaladas que defendem ferozmente os seus interesses e ocupam quase todo o tempo de antena que há para ocupar.
As sociedades desenvolvidas precisam reter e atrair competências em continuidade.
Penso que há cerca de três anos, no inicio da crise dos Refugiados, Portugal perdeu uma oportunidade rara de juntar humanidade à solução dos nossos problemas de desertificação do interior e envelhecimento demográfico.
Numa palavra: falta de gente em idade ativa
Com uma política corajosa e desassombrada, devidamente financiada e posta rapidamente em prática, talvez ainda se vá a tempo de dar um grande exemplo Europeu.
Porque não tentar?
Fazendo jus das reconhecidas qualidades dos portugueses em geral, de ser tolerantes, flexíveis e gostar de pessoas, que tal acordar, unir-nos ainda mais como Europeus e deitar o lixo para o lixo, marcando a agenda com a atividade económica criadora de valor?
Viver honestamente é difícil.
Mas vale a pena!

Ana Maria Pacheco
anamcpacheco@upgamp.com

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