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A longa gestação do novo Hospital do Oeste

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A localização do novo hospital tem sido motivo de discórdia entre autarcas

Após a decisão de que o aeroporto não se localizaria na Ota, o governo de José Sócrates avançou com reuniões com os autarcas oestinos para a definição de compensações por terem sido goradas as expectativas criadas em torno desta infraestrutura. Em setembro de 2008, o próprio primeiro-ministro veio às Caldas apresentar, na sede da OesteCIM, os 120 projetos, num valor superior a 2 mil milhões de euros, abrangendo 16 municípios e que iriam ser desenvolvidos até 2017. Entre eles estava a construção de um novo hospital no Oeste Norte. Desde então foram feitos estudos, houve reorganizações hospitalares, disputas territoriais e muita discussão em torno da localização do novo equipamento.
Em junho de 2023, o Governo PS anunciou a Quinta do Falcão, no Bombarral, como localização (no seguimento do estudo encomendado pela OesteCIM) e apontou para uma unidade com cerca de 480 camas. Contudo, o processo foi posteriormente reaberto: o concurso anunciado para o primeiro semestre de 2025 não avançou e, em outubro desse ano, o Governo PSD suspendeu formalmente o processo para reavaliar a localização. Já em agosto deste ano foi anunciado que este seria retomado em setembro e de que a construção seguiria o modelo de parceria público-privada.

Antecedentes e preparação de estudos

2008
O novo hospital integrou o pacote de compensações à região após a mudança da localização prevista para o aeroporto de Lisboa, da Ota para Alcochete. Alcobaça e Caldas da Rainha apresentaram propostas para acolher o equipamento.

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junho de 2010
Numa reunião com autarcas, a então ministra da Saúde, Ana Jorge, informou que a solução para o “Novo Hospital Oeste Norte” passaria pela remodelação e ampliação do Hospital Distrital das Caldas da Rainha, em vez da construção de raiz noutro local. Trata-se de uma fase anterior à configuração atual do projeto regional, de um hospital para todo o Oeste.

novembro de 2012
O Conselho de Ministros anuncia a criação do Centro Hospitalar do Oeste, integrando o Centro Hospitalar Oeste Norte e o Centro Hospitalar de Torres Vedras e reorganizando os serviços existentes.

2021
A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) encomenda à Universidade Nova de Lisboa o estudo sobre o futuro da política pública de saúde no Oeste, destinado a fundamentar a reorganização da resposta hospitalar e a localização do novo equipamento.

Estudo de localização e escolha do Bombarral

junho de 2022
Na reunião do Conselho Intermunicipal da OesteCIM é apresentado o estudo da NOVA IMS, que aponta o Bombarral para a localização preferencial para o novo hospital. A Câmara das Caldas da Rainha contesta a proposta e defende uma alternativa entre Caldas e Óbidos.

novembro de 2022
Após receber o estudo dos municípios, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, anuncia que este será analisado e decidida a localização e o perfil funcional do hospital até ao final do primeiro trimestre de 2023

janeiro de 2023
O Governo anuncia a constituição de um grupo coordenado pela antiga ministra da Saúde, Ana Jorge, para analisar a localização, o perfil funcional, a calendarização e o financiamento, abrangendo o percurso desde a preparação do concurso até à construção e instalação de equipamentos.

março de 2023
Câmara das Caldas entrega ao Governo um dossiê técnico com novos critérios para reavaliar a localização

junho de 2023
Manuel Pizarro anuncia a escolha da Quinta do Falcão, no Bombarral, e apresenta um prazo estimado de cinco anos para concretizar o hospital. A Câmara das Caldas da Rainha manifesta a sua discordância quanto à localização e à forma como a decisão foi comunicada.
Financiamento por definir e intervenção parlamentar

2024
Na transição do Governo liderado por António Costa para o de Luís Montenegro, o projeto para a construção do novo Hospital surge com localização e perfil assistencial aprovados em junho de 2023, mas com o modelo de financiamento ainda em estudo.

julho de 2024
É aprovada na Assembleia da República uma resolução que recomenda ao Governo a construção de um hospital público com mais de 400 camas, mantendo a localização então definida e readaptando as unidades das Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras para cuidados de proximidade.

outubro de 2024
É apontado, pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o primeiro semestre de 2025 para o lançamento do concurso público.

outubro de 2025
Num jantar de campanha autárquica nas Caldas da Rainha, Luís Montenegro anuncia que o processo em curso foi suspenso para aprofundar a avaliação da localização.

outubro de 2025
A Assembleia Intermunicipal do Oeste manifesta a sua oposição à suspensão e exige que seja respeitado o compromisso anteriormente assumido com a região, da construção do Hospital no Bombarral.

dezembro de 2025
Numa resposta parlamentar, o Ministério da Saúde informa que a localização será decidida depois de um processo de avaliação “aprofundado e fundamentado”, ainda em curso. O hospital permanece previsto no Orçamento do Estado para 2026

julho de 2026
A Câmara das Caldas encomenda um novo estudo técnico para avaliar localização do futuro hospital do Oeste com base em multicritérios. A sua conclusão e apresentação está prevista para dezembro

agosto de 2026
O primeiro ministro, Luís Montenegro anuncia, em Torres Vedras, que o Governo pretende retomar o processo em setembro e que a sua construção será feita através de uma parceria público-privada

setembro de 2026
Os deputados do PS eleitos por Leiria questionam o Governo sobre a conclusão da avaliação da localização e os prazos para o procedimento, adjudicação, projeto, início da obra e entrada em funcionamento

setembro de 2026
Deputado do PSD Hugo Oliveira questiona a ministra da Saúde se haverá investimento no Hospital das Caldas da Rainha, para garantir a qualidade nos cuidados de saúde, até à construção do novo Hospital.

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