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Apresentada queixa ao Provedor de Justiça por causa dos exames da Cambridge

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Dois meses depois de os docentes de Inglês terem sido chamados para frequentar uma formação destinada a assegurar os exames da Cambridge, o descontentamento destes profissionais mantém-se, tendo o Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro apresentado queixa ao Provedor de Justiça.

Num documento enviado à nossa redacção pelo Conselho Geral daquele agrupamento, diz-se que aqueles exames perturbaram o normal funcionamento da escola, pois tanto a convocatória dos professores para a formação, como a própria realização do teste da Cambridge por parte dos alunos, decorreram a meio do ano lectivo, afectando as actividades escolares.
Durante o período de formação, os professores viram-se obrigados a deixar os seus alunos sem aulas.
O Conselho Geral deste Agrupamento salienta igualmente o “desrespeito, ou mesmo o desprezo” manifestados pelo Ministério da Educação e pela Cambridge ao colocarem em causa a certificação superior obtida pelos professores de Inglês, obrigando os docentes convocados para formação a realizarem um teste daquela língua.
Aquele órgão acusa ainda o projecto “Cambridge English for Schools Portugal” de “falta de transparência”, no que diz respeito à pouca informação existente acerca da colaboração entre o MEC e a Universidade de Cambridge, bem como sobre os protocolos estabelecidos com entidades privadas como é o caso da Porto Editora e do BPI.
Alguns dos professores do agrupamento convocados à vigilância do exame optaram por fazer greve durante os dias em que este decorreu. Na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, dos 79 alunos inscritos na prova somente 11 puderam realizá-la, já que dos 15 professores vigilantes, apenas três compareceram. Relativamente à prova oral, esta foi assegurada por classificadores externos, mas muitos dos alunos decidiram faltar. Já na Escola Básica de Santa Cantarina, incluída no agrupamento, todos os 49 alunos do 9º ano puderam concretizar as provas escritas e orais, pois dos 12 professores convocados nenhum fez greve.

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Edição #5625

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