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Caldas já tem a funcionar polo de saúde da Universidade de Leiria e Oeste

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Representantes autárquicos, da ULO e coordenadores dos cursos que agora arrancaram nas Caldas

Cerca de 80 alunos, que frequentam os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) em Alimentação saudável; Estética, cosmética e bem-estar; Laboratório de forense e criminal e Termalismo e bem-estar, iniciaram as suas aulas na passada terça-feira (6 de outubro) no antigo Externato Ramalho Ortigão. O edifício, arrendado pela autarquia ao Patriarcado de Lisboa, acolhe agora, no primeiro andar, o polo da Escola Superior de Saúde, da Universidade de Leiria e Oeste (ULO), enquanto que no rés-do chão funciona, provisoriamente, o centro de saúde.
Na sessão de boas vindas aos novos alunos, o diretor da Escola Superior de Saúde, Rui Fonseca Pinto, disse tratar-se de um “projeto diferenciador”, destacando a ligação das Caldas da Rainha à saúde e ao termalismo e lembrando que esta escola já começou, no ano letivo passado, um TeSP em Termalismo na cidade. Também presente na cerimónia, o presidente da ULO, Carlos Rabadão, evidenciou o reforço da oferta formativa da Escola Superior de Saúde, com novas formações e novas instalações, dando nota das “boas condições” que encontrou nas Caldas e que, acredita, poderão “fazer crescer o nosso projeto”, que “tem uma importância estratégica para a Universidade de Leiria e Oeste”. Carlos Rabadão lembrou que a nova universidade “nasceu” para servir um território que engloba Leiria e a região do Oeste. “Queremos aqui lançar este embrião na área da saúde, mais na ótica do bem-estar, de prevenção da doença”, disse, explicando que esta oferta formativa pretende ser complementar à que já existe em Leiria, na área da Enfermagem e das Tecnologias da Saúde.
A ambição da ULO passa também por desenvolver a oferta de licenciaturas na área da Saúde Digital e das Ciências Biomédicas Laboratoriais, que se encontram em análise pela Agência para Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, A3ES. De acordo com Carlos Rabadão, estão a construir uma oferta que parte da ligação ao Termalismo e ao Bem-Estar para se alargar a áreas complementares e emergentes. “Queremos formar profissionais qualificados, criar oportunidades para os jovens, de alguma forma ajudando a criar condições para que eles se fixem nos nossos territórios”, disse, defendendo as sinergias entre empresas e academia.
Também Bruno Neto, vice-presidente da Associação Académica, deu as boas vindas aos novos alunos, realçando as suas escolhas por uma “formação muito prática e próxima da realidade do trabalho”, permitindo-lhes sair com “competências concretas, numa área em que o centro de tudo são as pessoas”.

Possibilidade de novas licenciaturas
O “namoro” entre a Câmara das Caldas e o Politécnico de Leiria (agora ULO) já durava há cinco anos, período durante o qual foi-se “construindo um caminho”, conforme lembrou o presidente da Câmara das Caldas, Vítor Marques. O autarca lembrou que as Caldas já possui ensino superior, com a ESAD.CR, e que agora quer também apostar nas áreas da saúde, “com a credibilidade e capacidade de transmitir conhecimento aos alunos que a ULO nos oferece”, concretizou.
O antigo externato Ramalho Ortigão tem capacidade para acolher mais de 800 alunos e o presidente da Câmara destacou a aposta que ali pretendem ter ao nível educativo e formativo. De acordo com o autarca, estão a ser feitos contactos para potenciar a formação em áreas em que há necessidade, por parte das empresas da região, dando como exemplo, o investimento previsto fazer pela Tekever no concelho. A empresa mostra-se “disponível para investir e colocar à disposição esse investimento também para a academia e achamos que podemos potenciar uma licenciatura de Engenharia Aeroespacial”, disse à Gazeta das Caldas.
O centro de saúde, que funciona no rés do chão, deverá regressar para as suas instalações já requalificadas até ao final do ano, deixando livre parte do edifício que deverá acolher, provisoriamente, a biblioteca municipal enquanto lá decorrerem as obras. Também a intervenção na Escola Básica do Bairro da Ponte levará à passagem provisória, das aulas, para o antigo externato. Já foi lançado um concurso, que ficou deserto e a Câmara prepara-se para lançar um novo, com o valor base de 2,4 milhões de euros.
Atualmente a cozinha da Santa Casa da Misericórdia encontra-se a funcionar no refeitório do Ramalho Ortigão, mas, com a conclusão das obras da nova cozinha na IPSS caldense, “provavelmente deixará este espaço e ele poderá, também, dar resposta aos alunos da EB do Bairro da Ponte e dos TeSP”, concluiu o autarca.

A sessão de acolhimento aos novos alunos realizou-se no auditório do antigo externato na passada terça-feira
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