Caminho intransitável gera queixas de moradores

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O estado do caminho em terra batida que dá acesso a quatro casas, no Casal das Brejoeiras, na freguesia da Serra d’El-Rei levou a várias queixas. Oleksandr Sulima reside naquele espaço e explica que este é um problema que se arrasta há mais de 16 meses sem qualquer resolução. O morador aponta a “um troço de via pública que se encontra em estado de degradação extrema, com buracos severos, ausência de condições mínimas de circulação e risco iminente de danos materiais e acidentes para viaturas e peões”.
Acresce que os restantes moradores só têm acesso às suas casas passando pelo terreno de Oleksandr, que salienta as “valas profundas provocadas pela erosão, pedras soltas e sem condições mínimas de circulação para veículos ligeiros ou de emergência” da via existente, aos quais acresce o possível risco de incêndio, dado que “o mato seco e a vegetação invadiram a via, constituíndo uma violação das regras de gestão de combustível e grave risco de incêndio florestal”.
Olexsandr Sulima esclarece ainda que o primeiro pedido formal de intervenção que fez foi já em maio de 2025. “Desde então, os moradores têm assistido a um constante “jogo de empurrão” de responsabilidades”, acusa, esclarecendo que a Câmara de Peniche, em julho deste ano, “confirmou oficialmente que a via é um caminho vicinal da competência exclusiva da Junta de Freguesia de Serra d’El-Rei”, mas demonstrou “total disponibilidade para colaborar na resolução da situação, designadamente através da cedência de maquinaria municipal”.
Só que, prossegue, “a Junta de Freguesia de Serra d’El-Rei, no entanto, recusa-se a avançar com qualquer data, não solicitou a maquinaria oferecida e ignora sucessivos pedidos formais e prazos legais de resposta”.
Gazeta das Caldas procurou obter mais esclarecimentos junto do presidente da Junta, Jorge Amador, que explicou que existe uma queixa-crime referente a esta situação, pelo que optou por não comentar, recordando apenas os efeitos da tempestade Kristin nas vias e que este caminho tem sido reparado, durante 50 anos pela Câmara, mas houve o entendimento da autarquia de que não é um caminho agrícola, mas sim vicinal.

 

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