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Centro de Justiça Familiar apresentado nas Caldas

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Helena Castro, à esquerda, lembrou o trabalho que o clube tem feito na resposta à violência doméstica e de género

A criação de um Centro de Justiça Familiar, uma estrutura que possa dar uma resposta multidisciplinar às vítimas de violência doméstica e de violência baseada no género é uma aspiração do Clube Soroptimist International das Caldas da Rainha. No passado dia 22 de setembro, e integrado nos festejos do 19º aniversário do clube caldense, decorreu uma formação, no CCC, sobre esta temática, que juntou cerca de 30 participantes.
Pascale Franck, vice-presidente da European Family Justice Center Alliance (EFJCA) e consultora para o governo da Bélgica, e Valerie Swennen, superintendente na Polícia Belga e especialista em cooperação multidisciplinar em relação à violência doméstica, explicaram como funciona, na prática, um Family Justice Center, como é que os modelos multidisciplinares estão a transformar a resposta à violência doméstica e à violência baseada no género em toda a Europa, e o que poderá uma abordagem desta natureza significar para Portugal.
Além das Caldas, as especialistas fizeram o mesmo tipo de apresentação, no dia seguinte, em Porto Salvo onde há também um grupo interessado e, de acordo com Helena Castro, presidente do Clube Soroptimist International das Caldas da Rainha 2026-2027, a ideia é perceber se existem parceiros que estejam disponíveis para avançar com um projeto deste âmbito.
Atualmente existem mais de 30 Centros de Justiça Familiar distribuídos por vários países da Europa, mas ainda não existe nenhum em Portugal. “Este é mesmo o primeiro passo, que é conhecer o que é e como se pode organizar”, explicou Helena Castro, destacando que os clubes Soroptimist trabalham as temáticas da violência doméstica e do empoderamento feminino. A responsável justifica ainda a necessidade desta estrutura com o aumento de casos de violência, especialmente nos jovens, e também com a chegada de muitos migrantes, com culturas diferentes e a necessidade de trabalhar estas temáticas.
A holandesa Michelle Hofland, que reside atualmente no Carvalhal Benfeito e integra o clube Soroptimist, teve conhecimento, há três anos e pelas notícias holandesas, da existência do Centro de Justiça Familiar em Roterdão e, desde então tem contactado estas estruturas e sonha com a criação de uma na sua terra. Convidada a participar nesta ação, a vereadora Conceição Henriques, referiu o acompanhamento que o município faz, nomeadamente através do Gabinete de Apoio à Vítima de Violência Doméstica, mas entende que “estas respostas, quando são articuladas com propostas da sociedade civil, podem responder de uma maneira mais integrada”.
O Soroptimist International é um movimento global de mulheres profissionais e empresárias que, desde 1921, trabalha para melhorar a vida de mulheres e meninas através da educação, do empoderamento e da defesa dos direitos humanos.

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