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CGTP fez ação de rua nas Caldas da Rainha

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A ação nas Caldas decorreu na manhã de 1 de outubro

A União dos Sindicatos de Leiria espera uma “forte mobilização” na manifestação marcada para 17 de outubro, contra o aumento do custo de vida e por melhores salários, pensões e serviços públicos. A estrutura sindical realizou na quinta-feira, 1 de outubro, uma ação de sensibilização junto da população nas Caldas da Rainha e em Peniche, integrada no mês de luta promovido pela CGTP.
“Estamos a fazer uma ação de sensibilização à população, mas também um apelo à participação na manifestação do dia 17 de outubro”, explicou Mariana Rocha, coordenadora da União dos Sindicatos de Leiria. Além das Caldas e Peniche, a iniciativa decorreu também noutros concelhos do distrito, com equipas da União dos Sindicatos na Marinha Grande, Leiria e Pombal.
Para a dirigente sindical, a situação económica dos trabalhadores está a ajudar os sindicatos a passar a mensagem de mobilização. “Os trabalhadores, neste momento, já estão em cima do fio da navalha. As condições de vida são muito preocupantes, muito degradantes. Os salários não chegam para fazer face aos custos de vida”, afirmou.
Mariana Rocha inclui a degradação dos serviços públicos entre as preocupações. “Se eu for ao médico e tiver de escolher se como ou se me vou tratar, que é o que acontece a muitos trabalhadores, significa que também estou a perder rendimento”, exemplificou.
A coordenadora da estrutura sindical considera que a contestação terá de prosseguir, apesar de reconhecer que “essas coisas não se mudam num dia”. Para Mariana Rocha, cabe à população decidir “o que quer para o seu país e para o seu futuro”, defendendo uma mudança das políticas governativas.
A dirigente destaca ainda a contestação ao pacote laboral, que considera ter constituído “uma derrota que foi excelente para os trabalhadores e para o povo”. Apesar disso, alerta que as propostas não terão desaparecido. “Nós sabemos que eles não desistiram, não irão desistir e, portanto, os trabalhadores e o povo têm que continuar na luta”, afirmou.
Mariana Rocha rejeita também a ideia de conformismo no povo português perante as dificuldades, lembrando a greve geral de 3 de junho e a manifestação nacional de 18 de junho, em Lisboa. “Ninguém desarmou, ninguém desistiu”, recordou, apontando ainda as concentrações realizadas junto de empresas. “Não tem sido é muito noticiado, sim, mas isso não é um problema dos trabalhadores, nem dos sindicatos”, considerou.
Para 17 de outubro, a expectativa é, então, de uma participação elevada. “Temos uma grande confiança, até porque os trabalhadores vão-nos dando sinal de rutura com esta situação de vida, que não aguentam mais”, afirmou.
A União dos Sindicatos de Leiria terá um autocarro disponível nas Caldas da Rainha para a deslocação à manifestação, sendo necessária inscrição prévia.

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