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Falta de limpeza de terrenos gera preocupação na Serra do Bouro

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Há nove anos um grande incêndio consumiu mais de 300 hectares (Arquivo)

Quando passam praticamente nove anos do grande incêndio que atingiu a zona da Serra do Bouro em 2017, chegaram à Gazeta das Caldas queixas de leitores relativamente à falta de limpeza dos terrenos daquela localidade e aos possíveis riscos de uma nova ocorrência naquele local.
Nesse dia, 15 de outubro, um dia com centenas de ocorrências a nível nacional, as chamas consumiram neste incêndio uma área de 327 hectares, na sua maioria entre o mar e a Estrada Atlântica.
Chegaram a estar envolvidos 23 meios terrestres e 87 bombeiros no combate às chamas que eram visíveis desde a cidade das Caldas.
Pedro Garcia Rosado, que mora na Serra do Bouro, aponta que “o que aconteceu nessa noite de outubro de 2017 não serviu de lição”, dado que “toda a zona florestal da Serra do Bouro continua hoje coberta de mato seco, com muitos caminhos de terra batida fechados a facilitarem o avanço das chamas”. Acrescenta que “há terrenos vagamente limpos e outros que não o estão” e que “é possível que alguns desses terrenos já nem sejam de ninguém”.
O mesmo morador alerta que no passado dia 23 de setembro, à noite, houve um novo incêndio nesta região, sendo que o fogo foi rapidamente dominado pelos Bombeiros caldenses, “mas o perigo persiste”.
Gazeta das Caldas questionou o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques, que esclareceu ao nosso jornal que todos os terrenos municipais foram limpos e que foram feitas as limpezas das faixas de contenção do fogo ao longo de toda a Estrada Atlântica.
Já relativamente à possível falta de limpeza de terrenos privados, o edil caldense não negou que tal possa ocorrer, mas esclareceu que, para solucionar tal situação, terão que ser identificados, à Câmara ou à própria Guarda Nacional Republicana, os terrenos em causa, para que se possa dar início ao processo de notificação dos proprietários.
“Temos que ter a informação sobre quais os terrenos, têm que ser identificados”, fez notar. Relativamente a esses outros tipos de terreno, “que não temos conhecimento, façam-nos chegar a informação, e estamos disponíveis para ajudar no processo, envolvendo inclusive outras autoridades, nomeadamente, a GNR”, garantiu Vítor Marques ao nosso jornal.
ivicente@gazetadascaldas.pt

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