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Nasce nas Caldas uma associação contra a corrupção

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Uma associação de cidadãos de âmbito nacional que tem como objectivo a luta contra a corrupção e uma maior envolvência da população na gestão do bem comum foi criada nas Caldas, no passado dia 27 de Dezembro. Frente Cívica é o nome dado a esta associação, que reuniu alguns nomes bem conhecidos nesta batalha pela transparência.

“A frente cívica vai ser um despertador na sociedade portuguesa, porque há muita gente que anda a dormir, há mais de metade dos cidadãos que não vota e dos que votam muitos estão alienados” explicou Paulo Morais, antigo vereador do PSD do Urbanismo do Porto, que foi candidato às últimas presidenciais.
Conta com 515 sócios fundadores, que se propõem a “identificar os problemas crónicos da sociedade portuguesa”, como as PPP’s rodoviárias e as suas rendas “milionárias” ou a incapacidade para resolver o problema dos incêndios.
Querem procurar a génese dos problemas e os responsáveis, denunciá-los e encontrar soluções, lutando depois pela referente implementação.
Paulo Morais disse que esta “é uma associação de causas cívicas” e garantiu que “a partir do momento em que abracemos uma causa jamais a abandonaremos”. A Frente Cívica nasce para intervir na área da participação cívica, “não é um instrumento para qualquer tipo de combate eleitoral”.
Surge porque “se não houver um escrutínio constante sobre os eleitos, estes deixam de ser mandatários do poder popular e passam a ser mandantes dos seus próprios poderes”.
O facto da constituição ter sido na cidade termal deveu-se a que “uma das pessoas mais marcantes desta associação ser das Caldas”, disse referindo-se a Maria Teresa Serrenho, que é também presidente do Movimento Viver o Concelho.
“Todos aqueles que estão desassossegados, que queiram agitar o actual estado de coisas se aproximem e nos ajudem a combater o medo de falar, participar, exprimir opiniões”, disse.
Os sócios têm de pagar uma quota, que reverte para o funcionamento da associação. Além desse recurso, aceitará apenas pequenos donativos que não comprometam a independência da mesma e financiamentos internacionais para certos projectos específicos.
Além de Paulo de Morais, também António Ribeiro (vocalista dos UHF), Mário Frota (docente universitário, defensor dos direitos do consumidor), Henrique Cunha (federação de bancos de troca de manuais escolares) e os caldenses Maria Teresa Serrenho e Luís Serrenho, são os membros da comissão instaladora, que a partir de Janeiro tem a obrigação de “manter o contacto com toda a rede de pensamento que foi construída”.

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Edição #5625

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