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Oliveira do SNS voltou a ser regada no aniversário do SNS

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A cerimónia simbólica decorreu na tarde de 15 de setembro

Liga dos Amigos homenageou profissionais de saúde e voltou a associar a oliveira plantada há um ano à resistência e capacidade de adaptação do SNS

A oliveira plantada há um ano pela Liga dos Amigos do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, junto à entrada do Hospital das Caldas da Rainha, voltou no passado dia 15 de setembro a ser regada simbolicamente para assinalar o 47.º aniversário do Serviço Nacional de Saúde A iniciativa pretende homenagear os profissionais de saúde e reafirmar a importância de um serviço que, para a presidente do Conselho de Administração da ULS do Oeste, Elsa Baiao, “tem de evoluir” e continuar a adaptar-se às necessidades da população.

Na cerimónia, Joaquim Urbano, presidente da Liga dos Amigos do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, reforçou o significado da árvore plantada há um ano. A resistência da oliveira perante o frio, o calor e as alterações climáticas serve, para o responsável, de metáfora para o próprio SNS. Joaquim Urbano destacou ainda a evolução do serviço nas últimas décadas, apontando a cirurgia de ambulatório, os cuidados pós-anestésicos e pós-operatórios, a hospitalização domiciliária e a unidade de diabetes como alguns dos exemplos de respostas que foram sendo desenvolvidas. Também salientou a importância da articulação entre hospitais e cuidados de saúde primários e o papel do voluntariado na humanização dos cuidados.

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Já a presidente do conselho de administração da ULSO destacou o caráter simbólico da iniciativa promovida pela Liga dos Amigos. Para a responsável, o SNS não se resume aos edifícios onde funciona, “são as pessoas que dele fazem parte”, afirmou, destacando o compromisso e o sentido de missão dos profissionais, bem como a proximidade que mantêm com os utentes.

A árvore, acrescentou, representa precisamente essa capacidade de resistência. “Que esta oliveira, símbolo de longevidade e resistência, represente também o que queremos para o nosso dia a dia: ter a capacidade e o compromisso de manter o nosso sentido de missão com o SNS.”

A presidente da ULS do Oeste reconheceu, contudo, que essa missão é atualmente marcada por dificuldades, sobretudo na área dos recursos humanos. A escassez de profissionais de saúde, que considera um problema nacional e europeu, assume particular expressão nas unidades mais afastadas dos grandes centros.

Nos cuidados de saúde primários, a ULS do Oeste necessita de “cerca de mais cinquenta” profissionais, notou, acrescentando que 46% da população se encontra atualmente sem médico de família. A criação da USF-C e o recurso a teleconsultas são algumas das respostas encontradas para minimizar o problema, mas a responsável admite que essas soluções não serão imediatas. “Temos de recorrer a todas as possibilidades legais para conseguirmos, acima de tudo, dar resposta à população”, afirmou, defendendo também a utilização crescente de ferramentas como a telemonitorização e a inteligência artificial.

Investimento para contrariar limitações
Apesar das dificuldades, Elsa Baião realçou que estão a ser concretizados investimentos em equipamentos. No passado dia 14 de setembro foram inaugurados dois novos aparelhos TAC, nos hospitais das Caldas e Torres Vedras. Os equipamentos vieram substituir os anteriores, em fim de vida, por soluções tecnologicamente mais avançadas, que não só reforçam a capacidade de diagnóstico como reduzem de forma substancial as doses de radiação aplicada aos utentes. Os aparelhos custaram 2,58 milhões de euros, dos quais 2,1 milhões foram financiados pelo PRR.

A ULS dispõe também de um novo ecógrafo nas Caldas e de uma sala de Raio-X renovada. Em Torres Vedras foi instalado um robô cirúrgico, num investimento de cerca de 1,8 milhões de euros, que será utilizado sobretudo pela Urologia, mas estará ao serviço da população de toda a ULS.

Para Elsa Baião, este investimento tecnológico tem a dupla função de melhorar a diferenciação dos cuidados e contribuir para a capacidade de atrair profissionais.

A responsável confirmou ainda que está prevista para 2027 a construção de um novo edifício no Hospital das Caldas da Rainha, destinado a substituir a atual estrutura modular. O investimento, superior a 10 milhões de euros, deverá permitir instalar uma verdadeira unidade de cirurgia de ambulatório, além de acolher a farmácia e outros serviços atualmente instalados nos contentores.

O projeto ainda não está concluído e terá de seguir-se o lançamento do concurso público, pelo que não existe ainda uma data definida para o início dos trabalhos. Elsa Baião considera, contudo, que a intervenção vai permitir melhorar as condições do hospital nos anos que antecederão a eventual construção do novo Hospital do Oeste.

Quanto a esse equipamento, a presidente da ULS do Oeste remeteu para o anúncio que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que faria durante o mês de setembro. “Setembro ainda não acabou…”, afirmou.

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