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Regata assinalou centenário com diversão

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Foram 20 equipas e mais de uma centena de participantes na edição deste ano da Grande Regata no Lago do Parque D. Carlos I

A diversão foi Rainha na Regata que decorreu numa soalheira tarde de sábado, no lago do Parque D. Carlos I. A iniciativa, que comemorava o centenário do jornal fundado em 1925 nas Caldas da Rainha, contou com mais de uma centena de participantes e com outras centenas de pessoas a assistir e fica marcada pelo convívio bem-disposto entre todos.
Logo pela manhã já era possível experimentar as food trucks, com comes e bebes, mas também, para os mais novos, brincar nos insufláveis. Algumas pessoas aproveitaram para almoçar naquele local, aproveitando as iguarias e o cenário e abrindo o apetite para ver a grande Regata.
Equipas chamadas, algumas com indumentárias bastante criativas (mas já lá vamos!), participantes nos barcos e o apresentador, José Ramalho, a dar o mote da tarde, usando do seu humor para divertir participantes e plateia. “Levem o regulamento e vão lendo durante a viagem”, brincava. “Este barco cumpre todas as normas energéticas e é amigo do ambiente”, garantia, antes de explicar que a Regata estava “a ser transmitida para todo o mundo, aliás, na Assembleia Geral da ONU pararam agora os trabalhos para poder assistir!”.
Com as equipas nos barcos, fez-se a contagem e arrancaram os “regadores”, como lhes chamou o apresentador. A saída é sempre complicada e o contorno da ilha também nem sempre é fácil, com a proximidade de outros barcos, mas todos conseguem fazer as duas voltas ao lago. Difícil é terminar a Regata seco! E que o diga, por exemplo, a farda dos Marujos do Conan, uma jovem equipa que participou na Regata pela primeira vez, com t-shirts pintadas pelos próprios neste dia, com canetas permanentes. Só que, uma delas, com a água, borrou a tinta. Nada de preocupante ou que ponha em causa a diversão. O caldense Rodrigo Madeira conta à Gazeta das Caldas que esta equipa, com elementos entre os 16 e os 19 anos, decidiu vir à Regata porque os pais de um dos elementos iam participar e desafiaram-nos para tal. “Foi divertido”, resumiu, salientando a confusão entre os barcos e a dificuldade dado que “nenhum de nós pesca disto!”, brincou. “Viemos pela diversão e foi um dia bem passado” e, “se para o ano houver, nós voltamos!”, garantiram.
Na primeira ronda apuraram-se os Os Bravos de 86 e o Gabinete do Remo, na segunda os Boiar com Estilo e a União de Freguesias de N. Sra. Pópulo, Coto e São Gregório e na terceira os Lecas e os Oxalá, com os dois melhores terceiros – Frigosto, da primeira ronda, e Nau da Rainha, da terceira, a garantirem também lugar na ronda final.
Na ronda final, a única a três voltas e com oito barcos, a emoção esteve ao rubro, mas ninguém conseguiu acompanhar o barco vencedor. Os Oxalá foram os primeiros a chegar, seguidos pelos Bravos de 86, com o Gabinete do Remo a fechar o pódio final.
Os Oxalá contavam com José Antunes, a sua namorada e os filhos, Diana de 10 anos, Miguel com 12 e Vicente com 13. Vindo da Amoreira, do concelho de Óbidos, José Antunes já tinha participado na Regata, mas a expor as suas pranchas de madeira. De resto, as suas memórias com o remo distam de há cerca de 30 anos, “quando era miúdo, andava na escola e vinha aqui remar”, contou. Este ano, alguns amigos iam participar e convidaram-no para vir e “foi muito divertido”. Em relação à vitória – que não era a prioridade, essa era a diversão em família -, atribui grande importância à sorte de sair numa posição boa. “Ficámos logo à frente e depois foi manter”, analisou, salientando a dificuldade física das três voltas. “Este é um evento para manter, com tradição”.
O nome da equipa inspira-se num…barco, mais precisamente, um veleiro com nove metros de comprimento, que têm parado num lago em frente à sua casa, dado que não têm tempo para desfrutar dele no mar.
E, no final, os Bravos de 86 acabaram, claro, com o mergulho no lago, este ano com a companhia de José Antunes.

A melhor indumentária
A participar na Regata havia marinheiros com patos de borracha, fatos inspirados nos pilotos de rallyes com o nome dos pilotos e o tipo sanguíneo, houve quem procurasse inspiração nos anos 80, mas também quem, por segurança, conveniência ou estilo, se fizesse acompanhar por bóias, toalhas de praia, óculos mais ou menos criativos e perucas. A criatividade não falhou, bem como não faltaram os croquetes da Frigosto e as alusões ao Titanic. Além de remarem com as mãos, este ano houve quem se inspirasse nas gondolas de Veneza, mas sem grandes resultados.
O prémio para a melhor indumentária coube à Nau da Rainha, cujos participantes apresentaram um fato inspirado numa Rainha da Água, pelo que fizeram coroas com conchas e outros motivos marinhos. “Era para ser uma farda mais simples, mas os vestidos compridos ficaram bem e fui juntando mais motivos marinhos, para fazer os acessórios”, conta Paula Subtil, a mentora da indumentária vencedora, mostrando os colares. “Nunca tínhamos participado na Regata e foi muito divertido, gostámos muito e acho que vamos repetir, tivemos a nossa família em vários barcos e fomos puxando uns pelos outros”, disse.
Os prémios deste ano da Regata foram cabazes compostos por produtos oferecidos por empresas amigas da Gazeta das Caldas, mas também por vouchers para experiências em estabelecimentos parceiros do jornal.
No final da iniciativa, a diretora-interina da Gazeta das Caldas, Fátima Ferreira, explicou que a Regata integrava as comemorações do centenário e que “o jornal só faz sentido com a participação da comunidade”, agradecendo a presença de todos.
ivicente@gazetadascaldas.pt

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