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Cortar-se ou não se cortar? Uma breve reflexão sobre a auto-mutilação juvenil

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Não podemos ficar indiferentes às ultimas notícias que relatam a existencia de um “jogo” que leva os jovens a proferir golpes no próprio corpo e termina com a indução do suicídio.
Pensamos nós – como é possível um jovem ser “levado” a cortar-se e ficar “agarrado” a uma espiral de medo que o pode levar ao suicídio?

A adolescência é um período de transição, de transformações e conflitos interiores, daí o maior risco de depressão, transtorno bipolar e ceder a pressões impostas pelos outros.
O para-suicídio (cortes não profundos o suficiente para ser causa de morte) sempre existiu na juventude, não podemos negar esse facto. São chamadas de atenção para a imensa dor emocional, esbatida pela dor física, menos dolorosa. São indícios de uma escalada da vontade de auto-destruição. São o grito – PODES PRESTAR-ME ATENÇÃO, POR FAVOR? Muitos são os adolescentes que se cortam repetidamente, dia após dia, sem que ninguém se aperceba. Sim, e estes adolescentes podem estar mais próximo de nós do que imaginamos. Basta prestar atenção, dispender tempo, sentir.
Depressão, problemas familiares/relacionais, bullying, traumas, abuso de substâncias, são as causas mais comuns.
Como identificar os sinais? O isolamento juvenil é um perigo! Claro que todos nós precisamos de tempo para estarmos a sós, mas estar sempre fechado no quarto sem contacto com a família não será certamente o mais adequado…
Se todos nós prestássemos a devida atenção aos que nos são próximos, não haveria espaço para tamanho sofrimento.
Bom fim de semana!

Sara Malhoa

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Edição #5625

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