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Ícone dos bombeiros de Óbidos tem a história contada em livro

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O obra, da autoria de Carlos Ribeiro, é resultado do restauro do carro e foi apresentada no santuário do Senhor da Pedra

O Willys Overland CJ 2 A dos Bombeiros Voluntários de Óbidos “é o veículo mais icónico” a circular no concelho. “As linhas elegantes dum tempo do qual guarda a memória, prestígio da marca e o reconhecimento público pela prestação do socorro às populações, faz do Willys a viatura mais popular e reconhecida no nosso território”. As palavras são de Carlos Ribeiro, na obra agora apresentada sobre o veículo, de 72 anos e que demorou quatro anos a ser restaurado. Durante o processo, Carlos Ribeiro foi estabelecendo contatos e encontrando documentos e depoimentos, que lhe permitiram fazer a fita do tempo e contar a história deste veículo que, construído no Ohio (Estados Unidos) em 1949, viria a ser importado pela Embaixada dos Estados Unidos da América em Portugal, para o seu serviço consular. Sete anos depois seria adquirido pelo empresário obidense Manuel da Silva Marques, para utilizar, sobretudo nas férias da família, que eram passadas no Baleal. Em 1959, o empresário na área dos transportes, oferece o veículo aos Bombeiros de Óbidos, “de quem era um grande amigo e que na altura tinham graves problemas de veículos para o socorro às populações, nomeadamente nos extremos do concelho”, explicou Carlos Ribeiro à Gazeta das Caldas.
O Willys vai então para Lisboa para ser transformado em veículo para bombeiros e, a 4 dezembro de 1960, é apresentado na Praça de Santa Maria e entra ao serviço da população. Agora, com o restauro, o veículo está de novo “100% operacional” e, de acordo com Carlos Ribeiro, o desafio que se coloca aos bombeiros é o de o preservar, de forma a que possa estar operacional para cerimónias protocolares, ser alugado para eventos e ser exposto para fruição do público. “O carro precisa de ter cuidados na sua utilização e manutenção”, sublinha o autor da obra.
Carlos Ribeiro deixa, ainda, um desafio à Direção para a criação de um núcleo museológico dos Bombeiros Voluntários de Óbidos, cujo espólio integrará o Willys. Integrado nesse núcleo deverá constar um Centro de Interpretação do Fogo, que “seria uma forma de contar a história do fogo e, ao mesmo tempo, alertar para o perigo que o calor que é gerado pelo aquecimento”, conclui. ■

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