
Já foi reaberto ao trânsito, a 4 de Agosto, a rua Sebastião de Lima depois de alguns meses em que os comerciantes estiveram à beira de um ataque de nervos pela demora nas obras da regeneração urbana naquela artéria.
Apesar da existência de um abaixo-assinado e vários protestos, alguns comerciantes acabaram por realizar um almoço, no sábado, que juntou cerca de 20 pessoas, para o qual foi convidado o presidente da Câmara, mas não o vereador Hugo Oliveira. Também nem todos os comerciantes quiseram participar neste encontro porque acham que foram muito prejudicados pelos atrasos na obra.
Segundo Bruno Milhanas, da organização deste encontro, pretendeu-se com o almoço fazer uma espécie de inauguração das obras realizadas. No entanto, ainda faltam alguns pormenores para a obra ser dada por terminada, incluindo um novo quiosque de venda de jornais.
Na segunda-feira, 6 de Agosto, foi cortado o trânsito na rua Henrique Sales, para dar início a mais uma obra, que contempla o alargamento de passeios e a substituição do asfalto por calçada. A rua irá ficar sem estacionamento para automóveis.“Queremos que a obra seja o mais rápido possível”, referiu o vereador Hugo Oliveira, que não quis comprometer-se com prazos.
Mais adiantada está a intervenção na rua Dr. Leão Azedo, embora os calceteiros que ali estavam a trabalhar tenham sido “desviados” durante alguns dias para a obra na rua Sebastião de Lima, depois de o presidente da Câmara ter pressionado o empreiteiro para que este a concluísse até ao final de Julho.
Embora Fernando Costa tenha declarado à Gazeta das Caldas que essa obra (na rua Sebastião de Lima e não na 31 de Janeiro como afirmou, por lapso) “tem que estar pronta ou aquele empreiteiro sai de lá, nem que seja ‘à bofetada’ ou ao empurrão”, o prazo acabou por ser alargado até dois dias depois. No entanto, não houve bofetadas nem empurrões.
Hugo Oliveira esclareceu que quem está a realizar estas obras é um consórcio constituído não só pela empresa Mário Pereira Cartaxo, Lda (Cadaval), mas também pela Constradas – Estradas e Construção Civil SA (Venda do Pinheiro).
Segundo o vereador, até agora, por motivos que não soube explicar, a Constradas não tinha ainda começado a trabalhar nestas obras, mas a 20 de Agosto irá iniciar a intervenção na rua Coronel Soeiro de Brito (entre os Correios e a Caixa Agrícola).
Pedro Antunes
pantunes@gazetadascaldas.pt
Situação financeira da José Coutinho SA põe em causa obras da regeneração urbana
A Câmara poderá ter um problema complicado de resolver com a construção do parque de estacionamento subterrâneo, em frente à Câmara, e do Edifício de Promoção e Divulgação de Produtos Regionais, obras que foram entregues à Sociedade de Construções José Coutinho, que recentemente pediu um Processo Especial de Revitalização.
Em causa está a construção de um parque de estacionamento subterrâneo com 300 lugares, que irá custar cerca de quatro milhões de euros, e um novo edifício na rua Capitão Filipe de Sousa orçamentado em 560 mil euros.
O vereador Hugo Oliveira não quis adiantar pormenores ao nosso jornal sobre a forma como vão tentar solucionar o problema, que poderá surgir se a empresa não tiver disponibilidade financeira para fazer obras.
“Estamos preocupados e a acompanhar a situação, vamos tentar arranjar a melhor solução. Mais do que isso não posso dizer porque não tenho nenhuma informação oficial que o empreiteiro não pode fazer essas duas obras”, referiu.
A obra do Edifício de Promoção e Divulgação de Produtos Regionais, junto ao Mercado do Peixe, está parada por falta de material, e a construção do parque de estacionamento também terá que arrancar entretanto, para se cumprirem os prazos definidos.
P.A.








