Pedro Santana Lopes visitou Hospital Termal a convite da Câmara

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Foi sem a presença de Carlos Sá, presidente do CHO, que teve lugar a visita de Pedro Santana Lopes, provedor da Santa Casa Misericórdia de Lisboa, ao Hospital Termal, na passada sexta-feira, 7 de Fevereiro. O convite para esta visita partiu da Câmara das Caldas, com vista a uma eventual parceria entre aquelas duas instituições para a gestão do património.
A visita aconteceu, com algum secretismo, sem que a autarquia informasse a comunicação social local.
O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, acompanhou o ex-primeiro ministro nessa visita ao Hospital Termal e aos edifícios adjacentes, esperando agora que a Misericórdia de Lisboa avalie o caso e faça, eventualmente, alguma proposta à autarquia. “Virem cá já foi um sinal de abertura”, considera o edil caldense.
A Gazeta das Caldas apenas tomou conhecimento desta visita através do facebook, no grupo dedicado ao Hospital Termal, por informação de Jorge Varanda, ex-administrador hospitalar.
Curiosamente, foi Jorge Varanda quem falou pela primeira vez na possibilidade de se constituir uma Misericórdia de âmbito nacional para a gestão do Hospital Termal, numa entrevista ao nosso jornal em Maio de 2013.
Neste caso a possibilidade poderá passar pela gestão directa da Misericórdia das Caldas, mas, segundo Tinta Ferreira, todos os cenários estão em aberto e “o modelo de gestão ainda não está definido”.
Jorge Varanda, que faz parte da recém-constituída Comissão Cívica de Protecção do Hospital Termal, salienta que a Misericórdia de Lisboa tem muita experiência na prestação de cuidados de saúde, através do Centro de Medicina Física e de Reabilitação de Alcoitão, do Hospital Ortopédico de Sant’Ana, das sete unidades de cuidados primários, de uma unidade de cuidados continuados e de uma dezena de lares para idosos e da Escola Superior de Saúde de Alcoitão.
Para alem disso, tem uma situação financeira estável, até por causa das receitas dos jogos de azar, embora Tinta Ferreira continue a dizer que os investimentos a serem feitos estarão a cargo da Câmara e deverão contar com fundos comunitários.
O envolvimento da Misericórdia de Lisboa poderia também abrir a possibilidade de se reabilitar o casino das Caldas, com a atribuição de uma concessão de jogo, “mas essa questão não foi falada nesta primeira reunião”, revelou Tinta Ferreira.
Entretanto, o presidente da Câmara acredita que na próxima semana a empresa espanhola Frasa Inginieros terá terminado o diagnóstico relativamente às águas termais, de modo a que se possam avançar a obras necessárias para a reabertura do Hospital Termal.

Pedro Antunes
pantunes@gazetadascaldas.pt

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