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A Fragilidade do Vidro

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“Não posso adiante, sem explicar ao leitor, que nunca aqui viesse, o que seja a Copa. O contrário, era má educação que reclamaria castigo estupendo. A Copa é um belíssimo passeio, arborizado, muito extenso, na frente do Hospital, mandado fazer com carinhosa solicitude para os doentes passearem as suas águas e as suas moléstias. Tem de um lado o Club, com uma excelente sala de baile, casas para jogo e leitura, etc., e do lado fronteiro, dois bons bilhares. Os estabelecimentos unem-se ao meio por uma espécie de galeria coberta de vidro, em forma de abóbada ou túnel, a que oiço chamar céu de vidro. Céu de vidro! É como quem diz céu, que, se nos cair na cabeça, nos mandará para o outro, o verdeiro.”
Será que com medo que ele possa vir a cair sobre nós, que querem impedir-nos de o disfrutar? Não nos importamos de correr o risco. Queremos que o Céu de Vidro continue a existir e que seja de todos nós; estamos certos que ainda é muito cedo, tanto para o céu como para nós, irmos para outro mundo.
O texto descritivo acima apresentado é da autoria de Francisco Gomes de Amorim, 1890.

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Edição #5625

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