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Maria José Alves capta rostos e diferentes belezas do mundo

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“Contrastes” é como se designa a exposição de Maria José Alves que está patente na Casa dos Barcos, até ao final do mês. Dela fazem parte 21 fotografias de grande formato que registam gente de vários países. À autora – que é técnica de turismo e fotógrafa autodidacta -interessa-lhe registar o momento e a vivência de outras culturas diferentes do mundo ocidental.

Uma “mulher girafa” de Myanmar (antiga Birmânia) e uma jovem mursi, que exibe um prato labial, são algumas das imagens de grande formato que podem ser apreciadas na exposição de Maria José Alves. A técnica de turismo da Top Atlântico explica que, no primeiro caso, a imagem mostra um conceito de beleza que está condenado. “O governo local está a proibir as mulheres de usar os anéis metálicos no pescoço pois trazem graves problemas de saúde”, explica.
A imagem da mulher mursi foi captada na Etiópia, no Vale do rio Omo. Maria José Alves revela que procura “captar conceitos de beleza completamente diferentes dos ocidentais”. A fotógrafa ficou a saber no local que naquela tribo etíope as jovens, a partir dos 16 anos, partem os dentes do maxilar de baixo com o intuito de colocar o prato. “O que para nós é chocante, é para elas um motivo de orgulho”, disse.
De seguida há um homem da mesma tribo que pinta o corpo com cores possíveis de obter na natureza. A caldense captou a imagem deste pastor na estrada enquanto este guardava gado. “Se os quisermos captar na tribo, então temos que negociar com o chefe da aldeia”, disse a fotógrafa, explicando que é acordado o preço de cada clique. “Custa dois ou três cêntimos, mas temos que ir de manhã”. Porquê? Porque à tarde “os homens bebem muito uma espécie de aguardente feita com um produto local que os torna inclusivamente agressivos”, dsse a fotógrafa, contando que na visita feita àquela tribo, além de dois guias locais, “fomos acompanhados por um ranger armado que zelou pela nossa segurança”.

“Prefiro captar emoções”

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Entre as imagens expostas pode ser visto um jovem monge do Butão, cuja educação passa pelos mosteiros locais. Visível é também a felicidade de uma criança de S. Tomé e Príncipe que fez questão de os acompanhar e mostrar a sua terra.
“Para mim o essencial é conhecer outras culturas e pessoas, não me interessa tanto os monumentos… prefiro captar as emoções”, disse a técnica de turismo, que designou a sua exposição de “Contrastes”.
Há mais imagens da Etiópia, da Índia, do Sri Lanka e da Tanzânia, que captam momentos de rituais de passagem ou ainda vividos em grupo.
Maria José Alves registou vários rostos “que contam histórias de vida que adivinhamos que não foram fáceis”. Há, por exemplo, a de um garimpeiro das minas de Blue Moon do Sri Lanka onde está bem presente a dureza daquele trabalho.
Em Fevereiro vai regressar ao Sri Lanka para acompanhar um grupo. Seguem-se viagens à Malásia, Singapura, Bali, depois Europa e no Outono ao Canadá. Maria José Alves acompanha grupos de 20 a 50 pessoas e vai continuar a viajar acompanhada com a sua Nikon para registar os melhores momentos.
“O mundo não é se apenas o que se passa neste rectângulo à beira mar” e para esta autora é cada vez mais importante respeitar as diferenças. [/showhide]

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