São mais de mil os objetos em exposição e que contam histórias de intervenções dos últimos oito anos
“Evolutionis Homo Recolectus” designa a mostra de Miguel Cardinho que abriu ao público a 29 de novembro no Museu Barata Feyo, no Centro de Artes. Da mostra fazem parte mais de mil objetos que são “o meu arquivo, o meu alfabeto pois são eles que depois servem de base para as minhas intervenções artísticas”, disse o autor à Gazeta das Caldas.
Presentes estão para lá de mil objetos entre brinquedos, bandeiras, teclas de computador, peças em vidro, em cerâmica, de madeira, talheres, chaves, malas, bandeiras….num sem fim de materiais que, para muitas pessoas são “lixo” e que para Miguel Cardinho, “são recursos que podem ser transformados em propostas artísticas”.
O autor que se formou na ESAD.CR apresenta propostas que foi desenvolvendo ao longo dos últimos oito anos, altura em que veio viver para as Caldas. Presentes estão roupas que foram feitas a partir de materiais de um velho sofá e a proposta “Trinta objetos feitos em 30 dias”, que Miguel Cardinho concretizou na altura do confinamento. Muitas das peças têm “linguagem Covid” como os cintos de segurança ou as maçanetas-sabão.
Miguel Cardinho terminou o mestrado em Design de Produto há três anos e, neste momento, vive nas Caldas e dedica-se apenas ao seu trabalho artístico. “Está aqui uma parte importante da minha vida”, contou o autor sobre a mostra que reúne os seus projetos para o Caldas Late Night, para projetos artísticos de Lisboa ou feitos em cerâmica, pois foram retirados diretamente de um barreiro de Beringel, onde esteve em residência artística. Tem propostas que decoraram montras de lojas, equipamentos para stands de empresas de design para feiras internacionais e até “armazéns” para a ESAD.CR, pensados para guardar materiais de trabalho dos alunos. Há ainda uma área com instrumentos musicais, criados pelo artista que também pertence a um grupo musical.
“Hoje tenho mais critério nas recolhas que faço. Antes trazia tudo!”, disse o autor que aproveitou a realização desta exposição, que teve apoio da DGArtes, para “se livrar” de muitos objetos e materiais e desta forma conseguir ter espaço para receber novas coisas.
A mostra “Evolutionis Homo Recolectus” vai estar patente no Museu Barata Feyo, no Centro de Arte até ao próximo dia 25 de janeiro de 2026.





