Francisco Luís ganhou prestigiado concurso e planeia gravar CD de estreia este ano
O guitarrista clássico Francisco Luís e venceu um dos concursos mais antigos e prestigiados do mundo, ou seja, o Concurso Internacional de Guitarra de Tóquio, certame que contou com a participação de 40 guitarristas de vários países.
O caldense foi um dos seis que conseguiu ser selecionado para a final deste concurso que é um dos mais prestigiados da Ásia. Francisco Luís contou que vencer este concurso “era um sonho antigo” e foi uma grande vitória conquistar o primeiro prémio. “Voltei pois em 2024 fiquei em segundo lugar”, referiu o músico que ganhou um prémio de 5.500 euros e uma guitarra feita à mão pelo famoso luthier Sakurai, instrumento que é de grande valor, cerca de oito mil euros.
Francisco Luís fará também uma digressão de oito a nove concertos em várias cidades do Japão, durante 2026.
“Fiquei mesmo feliz por poder voltar àquele país que muito aprecio”, disse o caldense, de 27 anos e que se dedica à música desde os 10.
O músico foi o primeiro português a vencer esta competição, como aliás já aconteceu noutros concursos ao longo do seu percurso.
O guitarrista, de 27 anos, iniciou estudos no Conservatório das Caldas e prosseguiu no Conservatório Nacional, com o professor Eurico Pereira. Francisco Luís, que possui mestrado em Performance e em Pedagogia ao longo do seu percurso estudou com Zoran Dukic, referência do mundo da guitarra clássica e de quem hoje é amigo. À Gazeta das Caldas, o músico contou que assim que começou a participar em concursos internacionais e nos EUA ficou logo classificado nos lugares cimeiros, passando assim a ser convidado a atuar nesses certames. Agora o caldense leciona numa Escola Superior de Música e numa escola de Música privada, ambas na Holanda. “Sempre foi um sonho ensinar numa universidade”, contou o intérprete que também se dedica à composição. E está a planear gravar o seu álbum de estreia, com 50 minutos, e que vai incluir peças suas e transcrições para guitarra. Teria muito gosto em apresentar este álbum nas Caldas”, disse o músico que tem a sua vida estabilizada na Holanda, um dos melhores países para integrar estrangeiros. Lamenta que em Portugal, o apoio ao setor cultural é curto. Francisco Luís considera que é um desrespeito achar que um músico tocaria de borla. “Não há a possibilidade de ter uma vida estável e, por isso, a maioria dos guitarristas clássicos está a trabalhar no estrangeiro”, disse o caldense. Como tal, com as Caldas, a relação vai ficando mais ténue apesar de, de quando em vez, vir ver familiares e amigos como aconteceu nesta quadra natalícia. Para já, o músico não descarta a possibilidade de ã vir a lecionar, no futuro, numa escola superior de música portuguesa onde poderia ajudar alunos com as mesmas aspirações de querer vencer concursos internacionais. Francisco Luís que soube cedo que o seu caminho profissional era a música, teve o apoio da família para poder prosseguir.
Diz que sente falta da vida social, das horas do sol e do pão do seu país de origem. Sempre que vem às Caldas, mata saudades do Parque e da Rua das Montras, onde passa para ver “se há novidades”, rematou.
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