Na região Oeste existem, à data do fecho desta edição, mais de duas dezenas de caixas solidárias. Trata-se de uma iniciativa que foi replicada por todo o país e que pretende que quem mais necessita tenha acesso a bens essenciais.
Na região Oeste existiam, à data do fecho desta edição, mais de duas dezenas de caixas solidárias. Tratam-se de caixas que são deixadas na rua com bens essenciais e que são alimentadas pelos moradores mais próximos para que quem atravessa situações mais complicadas durante este tempo de pandemia possa ter acesso a alimentos e outros bens de primeira necessidade sem ter de pedir ajuda a ninguém.
A ideia foi do fotojornalista Nuno Botelho, que em Sassoeiros (Cascais) queria ajudar o próximo. Lembrou-se de colocar uma caixa na rua e depois foi buscar os bens essenciais e deixou-os na caixa.
Os vizinhos viram a acção e juntaram-se à causa e o bairro onde vive ajuda-se entre si. Uma das grandes vantagens é que, desta forma, as pessoas mais necessitadas não precisam de pedir ajuda a ninguém.
Depois, uma jovem vizinha partilhou nas redes sociais as fotografias que o pai tirou e a publicação tornou-se viral. A partir daí começou a ser replicada em todo o país e existe agora um grupo de Facebook que permite saber onde estão colocadas as chamadas caixas solidárias. Além de alimentos, também se deixam outros objectos essenciais e brinquedos.
Nuno Botelho disse à SIC que o seu objecto era que a iniciativa fosse replicada em todo o país e isso está a acontecer.
CINCO CAIXAS NAS CALDAS
Nas Caldas existem, pelo menos, cinco caixas solidárias. Liliana Dias, por exemplo, fez uma caixa que deixou na Avenida 1º de Maio. “Uma amiga minha convidou-me para o grupo de Facebook e eu achei a ideia muito interessante e resolvi fazer também uma caixa”, contou.
Envolveu os seus filhos no filho, contando com a colaboração deles para desenharem o cartaz e depois deixou alguns alimentos e tentou sensibilizar os seus vizinhos para ajudarem a compor a caixa. “Ao final do dia vi que tinham lá deixado um saco” com alimentos, disse. No dia seguinte alguém tinha deixado um novo grande saco de bens de primeira necessidade.
No primeiro dia a caixa desapareceu e Liliana fez uma nova de cartão. Mas ao final do dia a caixa de plástico foi devolvida, pelo que naquele ponto existem agora duas caixas. “A vida para algumas pessoas, em circunstâncias normais, já não é muito fácil, então agora, creio que piorou substancialmente”, fez notar.
Outros locais onde existem caixas nas Caldas são, por exemplo, o Hemiciclo João Paulo II, a Rua Dr. Miguel Bombarda e a Rua do Montepio Rainha D. Leonor. Também no Bairro dos Arneiros já existe uma.
MAIS DE DUAS DEZENAS DE CAIXAS NO OESTE
No Oeste existiam, à data do fecho desta edição, mais de duas dezenas de caixas solidárias, espalhadas pelo território. Caldas da Rainha e Torres Vedras (com oito caixas) são os concelhos da região onde já se registaram mais caixas no mapa, seguidos de Alcobaça, que tem caixas nas antigas sedes das Juntas de Freguesia de Alcobaça e de Vestiaria, na igreja da Burinhosa e no Largo Pe. José António da Silva (Benedita). Arruda dos Vinhos tem três e em Peniche haviam duas: uma no alpendre da Junta de Freguesia de Ferrel e outra no Largo de Nossa Senhora da Conceição, na Atouguia da Baleia. Alenquer já tinha duas e o Cadaval uma, no Parque de Lazer da Misericórdia. Em Óbidos, Bombarral, Nazaré, Lourinhã e Sobral de Monte Agraço não havia ainda nenhuma.





